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Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 17 de novembro de 2020                                                  Ano 14 - N° 3.348


Laticínios gaúchos querem apoio do governo para escoar produção

Realização de leilões de PEP foi pedida ao Ministério da Agricultura e tem sido defendida pelo setor após aumento das importações do Mercosul

Diante do forte aumento da importação brasileira de lácteos no últimos meses e da impossibilidade da adoção de medidas tarifárias para conter a entrada do produto a partir de países do Mercosul, principal origem do leite importado, o Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS) voltou a defender junto ao Ministério da Agricultura (Mapa) mudanças no Prêmio para Escoamento de produto (PEP), operado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) quando o preço pago ao produtor rural encontra-se abaixo dos valores mínimos estipulados pelo governo.

“A gente tem batido nessa tecla com o Governo Federal, Ministério da Agricultura e Conab para que seja possível ofertar o programa de escoamento da produção para derivados lácteos também. Mas para isso, é preciso fazer um ajuste na legislação”, explica Darlan Palharini, secretário-executivo do Sindilat.

A mudança vem sendo pedida desde 2019 e, segundo ele, garantiria maior previsibilidade de preços ao setor diante da menor competitividade em relação aos seus vizinhos sul-americanos nos mercados interno e externo. “Para que a gente possa trabalhar com uma previsibilidade maior ao produtor e à indústria, a gente teria que ter esses canais oferecendo um certo auxílio, mas previsto pela Organização Mundial do Comércio”, explica Palharini.

Criado em 1997, o Prêmio para Escoamento de Produto (PEP) faz parte da Política de Garantia de Preços Mínimos do Governo Federal (PGPM). A Conab realiza leilões de subvenção para a aquisição de determinados produtos de regiões com maior oferta, desde que sejam transferidos para regiões de menor oferta.

A medida só pode ser acionada quando os preços praticados pelo mercado encontram-se abaixo do mínimo estabelecido naquele ano-safra, mas é restrito ao leite cru, no caso do setor de lácteos. “Não tem como comercializar leite cru, isso não existe. Tem que comercializar derivados e a Conab já tem preços mínimos para alguns deles”, ressalta o secretário-executivo do Sindilat.

Segundo Palharini, a medida ajudaria a fazer frente ao aumento das importações do Mercosul num primeiro momento, dada as diferenças estruturais do setor quando comparado a seus concorrentes dentro do bloco. “Além da questão de preços, as nossas propriedades rurais no Brasil em média produzem de 70 mil a 100 mil litros de leite por ano. No Uruguai, são quase 500 mil litros por ano em cada propriedade a Argentina está próxima de 1 milhão de litros por propriedade”, destaca o secretário executivo. Em 2019, os dois países apresentaram, em dólar o menor preço pago ao produtor do mundo.

“Esse é um problema que precisa ser administrado juntamente com o governo para fazer um planejamento de médio e longo prazo da cadeia, senão ano que vem vamos estar discutindo esta mesma situação”, conclui Palharini. (Globo Rural)


Gdt - Global Dairy Trade

Fonte: Global Dairy Trade adaptado Sindilat/RS

 

Dólar impacta no preço e valores do milho recuam em São Paulo

Analista da Scot Consultoria pede atenção do produtor para os valores do dólar e no clima, que pode afetar o milho segunda safra

A segunda quinzena de novembro começa com queda nos preços do milho. A média da saca em Campinas, interior de São Paulo, está em R$ 83, de acordo com a Scot Consultoria, uma ligeira queda de 1,2% em relação ao mês anterior.

O analista da Scot Consultoria, Rafael Ribeiro, afirma que a queda na segunda semana de novembro foi decorrência do recuo do dólar e alerta o produtor para possíveis mudanças relacionadas a moeda americana.

“Atenção também ao clima. Essa reta final de semeadura da safra de verão, pensando não só no milho de verão, mas também na janela de plantio do milho segunda safra”, alerta. (Canal Rural)


Jogo Rápido
Ideas For Milk 2020

Participe de uma das grandes vitrines da cadeia do leite! Veja neste vídeo como é fácil se inscrever! Aproveite essa oportunidade! Corra e garanta a sua inscrição no site: ww.ideasformilk.com.br (Embrapa)


 

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 16 de novembro de 2020                                                  Ano 14 - N° 3.347


Associados do Sindilat têm desconto no Dairy Vision

Os associados do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) têm direito a 10% de desconto para o Dairy Vision 2020, evento global organizado pelo Agripoint desde 2015. O seminário, que neste ano ocorre em formato virtual, reunirá mais de 30 palestrantes das mais diversas nacionalidades para expor o cenário do setor lácteo em âmbito mundial, tendo como pano de fundo as experiências e desafios impostos pela pandemia da Covid-19. O evento acontece de 01 a 04 de dezembro. Além disso, os usuários que se cadastrarem para receber a newsletter do sindicato via whatsapp até o dia 23 de novembro estarão concorrendo a um ingresso gratuito para participar das palestras.

Temas atuais, de um futuro próximo e outras pautas que vão além da rotina do setor nos dias de hoje vão fazer parte da programação, entre eles, a disrupção nos negócios, blockchain e inovação aberta serão abordados por especialistas e por empresas que, na prática, estão mudando seus negócios a partir dessas tecnologias.

Desafios diários com essas novas tecnologia que chegam rapidamente se juntam a temas recorrentes que precisam sempre da atenção de especialistas da área: novos canais de venda, sustentabilidade e demandas do consumidor estarão na pauta de debates do Dairy Vision, considerado um dos principais fóruns globais de tendência para o mercado de lácteos. Desde a sua primeira edição, o evento busca levar entendimento sobre o cenário de negócios para auxiliar gestores e empresas na tomada de decisões.

As palestras em inglês serão legendadas para português; as palestras em português e espanhol serão legendadas para inglês. Além disso, as sessões de perguntas e respostas receberão legendas automáticas em tempo real. Os participantes poderão acompanhar discussões ao vivo ou assistir as palestras e seus conteúdos em um outro momento.

Associado: Clique aqui e inscreva-se com desconto.

Cadastre-se na Newsletter via whatsapp, clicando aqui e concorra a uma inscrição.

Assessoria de imprensa Sindilat/RS


Governo estuda novos mecanismos para baratear importação de milho

Diretor da Conab diz que a redução de impostos como PIS, Confins e ainda tarifas marítimas podem ser adotadas na importação de milho

Entidades agropecuárias do Rio Grande do Sul estão solicitando apoio do governo para redução de custos na pecuária leiteira. Entre as reivindicações, está a realização de leilões Pep e Pepro, como alternativa para aumentar a oferta de milho e assim diminuir o custo com a ração utilizada na atividade.

Sérgio de Zen, diretor de política agrícola e informações da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), afirma que a ministra da Agricultura Tereza Cristina já solicitou a adoção de medidas que beneficiem os produtores. Entre as alternativas, estaria a redução de impostos como PIS, Confins e ainda tarifas marítimas.

“Nesse primeiro momento temos que avaliar quais tarifas tornam o produto importado mais caro, e o que elas representam no preço final do produto, para então definir como ficaria a isenção e o que ela significa em termos de redução de custos. Já estamos atuando em uma linha de estudos sobre isso”, afirma de Zen.

Ainda segundo o diretor da Conab, o estudo ainda não foi encaminhado para aprovação do ministério da Economia, pois, segundo ele, ainda é preciso muito embasamento técnico para justificar a isenção de impostos diante do quadro fiscal complicado que o Brasil apresenta.

Sérgio de Zen acrescenta que os estoques públicos não são capazes de atender a demanda do mercado interno e que todo esse cenário de escassez do milho tem relação com a desvalorização do real perante o dólar. “A falta do grão no mercado também é levada pela boa oportunidade que o produtor viu diante do câmbio mais valorizado. Isso levou a um desequilíbrio na oferta que foi vista em todo o mundo e não há como o Estado intervir”, pontua. (Canal Rural)

Leite pede manutenção das alíquotas de ICMS à ALRS

Governador encaminhou os projetos em regime de urgência

Na sexta-feira passada, o governo do Estado encaminhou à Assembleia Legislativa (ALRS) 11 projetos de lei, sendo um deles com o propósito de as atuais alíquotas do ICMS majoradas desde o governo de José Ivo Sartori (MDB, 2015-2018).

Em 2016, passaram a valer as alíquotas de elevadas de 17% para 18% (geral) e de 25% para 30% em setores que mais geram arrecadação, de combustíveis, energia a telecomunicações, cumprindo aprovação da AL feita em fim de 2015, a pedido do governador na época. O objetivo é evitar uma perda estimada de R$ 2,85 bilhões em arrecadação, sendo R$ 850 milhões destinados às prefeituras.

Os percentuais vigorariam até dezembro de 2018, quando foram renovados para os dois primeiros anos do governo Leite (2019 e 2020). Este ano, portanto, o prazo se encerra e a cobrança voltará ao patamar normal no próximo ano, a menos que os parlamentares aprovem mais uma vez a prorrogação.

Na justificativa do pacote de medidas, em nota divulgada no site no começo da noite, o governo alega que as propostas buscam equilíbrio fiscal e modernização da gestão pública. Em setembro passado, o governador Eduardo Leite retirou projetos que mexiam na estrutura tributária, incluindo aumentos e revisão de isenções.
Dos projetos, 11 têm pedido de regime de urgência e terão 30 dias para apreciação e votação em plenário, já que as sessões ordinárias do parlamento encerram em 22 de dezembro. Entre as medidas estão propostas de mudança do ICMS, reestruturação de secretarias e revisão de taxas.

Segundo o Piratini, o pacote “avança nas reformas que vêm sendo feitas desde o início de 2019”. De acordo com o Executivo, as propostas visam a manutenção da receita do Estado para 2021, a limitação de gastos públicos e a atualização da administração estadual. (Jornal do Comércio)


Jogo Rápido
Revista aborda tecnologias no setor lácteo
Em 2020, a tecnologia se mostrou extremamente importante para a população que teve que se adaptar e driblar os efeitos causados pela pandemia. E no setor lácteo isso não foi diferente. Para revelar como os laticínios estão se adequando às novas tecnologias, a edição de setembro/outubro da revista Indústria de Laticínios exibe matérias e entrevistas com empresas focadas em sistemas de gestão e especialistas na área. São 88 páginas de conteúdo e informação sobre o segmento. A revista aborda, na matéria de capa, tecnologias em máquinas, equipamentos, embalagens e refrigeração para as indústrias de laticínios e exibe, ainda, conteúdos sobre oportunidades no mercado de laticínios, leite A2A2, aspectos tecnológicos e sensoriais dos prebióticos em produtos lácteos e outros assuntos nas demais páginas. Além disso, a publicação traz entrevista com diversos especialistas. Entre eles, Sávio Cruz, universitário recém-formado em Veterinária, que desenvolve iniciativas de promoção a tecnologia e inovação no campo, e David Garcia Penof, coordenador do curso de Engenharia de Produção do Instituto Mauá de Tecnologia, que discorre sobre como as empresas brasileiras estão trabalhando na implantação da Indústria 4.0. Para ficar por dentro de todo o conteúdo acesse o PDF. (Assessoria de imprensa Sindilat/RS)


 

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Porto Alegre, 13 de novembro de 2020                                                  Ano 14 - N° 3.346


Queijo é o alimento lácteo mais consumido durante a pandemia

De acordo com pesquisadora da Embrapa, a produção de queijo vem ganhando espaço nos últimos anos no Brasil e no mundo

O queijo é o alimento lácteo mais consumido durante o período da pandemia, com apenas 3% dos brasileiros não consumindo o produto. De acordo com uma pesquisa feita pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o leite está em sexto lugar.

Para a pesquisadora da Empresa Kennya Beatriz Siqueira, a demanda maior pelo queijo foi observada em outros países. “A produção de queijo já vinha aumentando nos últimos anos. Agora no período de quarentena, com o maior interesse pelos queijos, isso não aconteceu só no Brasil, mas ao redor do mundo, houve uma tendência para buscar mais queijos, principalmente regionais e aqui no Brasil estamos conseguindo atender a demanda do consumidor brasileiros”, explica.

De acordo com Kennya, o principal motivo para a colocação do queijo em primeiro lugar e o leite em sexto, é a procura por ingredientes para receitas. “Nesse período de quarentena, os consumidores estão fazendo receitas em casa, estão procurando lanches, o que levou um consumo maior de derivados lácteos, ao invés do leite propriamente”, ressalta. (Canal Rural)


Circular analisa a estiagem na safra 2019/2020 e os impactos na agropecuária gaúcha

Pesquisadores do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) divulgaram a circular “Análise da estiagem na safra 2019/2020 e impactos na agropecuária do Rio Grande do Sul”. A safra de primavera-verão 2019/2020 foi caracterizada pela ocorrência de estiagem em todo o estado do Rio Grande do Sul, com impactos negativos na agropecuária. A publicação é gratuita e está disponível para download em Análise da estiagem na safra 2019/2020 e impactos na agropecuária do RS.

Os objetivos do estudo foram analisar as condições meteorológicas do período de novembro de 2019 a março de 2020, com ênfase na precipitação pluvial e temperatura do ar, relacionando-as ao rendimento e fitossanidade das principais culturas produtoras de grãos (milho e soja), ao crescimento das pastagens e ao desempenho animal (bovinocultura de corte e leite) observado no período de primavera-verão; e promover uma análise comparativa das safras 2004/2005, 2011/2012 e 2019/2020, caracterizadas como de ocorrência de estiagens no Estado.
Conforme uma das autoras da publicação, Carolina Bremm, o Rio Grande do Sul tem uma economia baseada na agropecuária, sendo um dos maiores produtores de grãos do Brasil. “É o maior produtor de arroz, o terceiro de soja e o sexto de milho, além de ser um importante produtor de leite e carne. Por isso, há um interesse na caracterização das condições meteorológicas que ocorrem durante a safra de primavera-verão”, explica.

Para os pesquisadores, caracterizar as condições meteorológicas ocorridas é fundamental para quantificar a variabilidade interanual das variáveis meteorológicas de maior impacto na definição de rendimento e produtividade; promover um maior entendimento da relação clima-planta e minimizar o risco climático associado à atividade agropecuária.

O Rio Grande do Sul é dividido em doze regiões ecoclimáticas, com padrões ecológicos e climáticos semelhantes. “Com o intuito de facilitar a análise dos impactos no rendimento de grãos, foram selecionadas uma ou duas estações meteorológicas por região ecoclimática, considerando a disponibilidade de dados”, conta Carolina.

Ela esclarece que a análise dos dados representa oito regiões ecoclimáticas do Estado: Pelotas (Região das Grandes Lagoas), Encruzilhada do Sul (Serra do Sudeste), São Borja (Baixo Vale do Uruguai), Bagé e Uruguaiana (Campanha), Júlio de Castilhos e Santa Maria (Depressão Central), Santa Rosa (Alto e Médio Vale do Uruguai), Passo Fundo (Planalto Médio), Vacaria e Veranópolis.

Resultados: De acordo com o estudo, é importante considerar que, dada a elevada variabilidade interanual da precipitação pluvial no Estado, há necessidade de investimento contínuo, por parte dos diversos elos da cadeia produtiva, em estratégias de mitigação ou redução dos riscos associados à produção agrícola, especialmente para cultura de primavera-verão, cujo rendimento ou produtividade são dependentes da disponibilidade hídrica.

“Nesse sentido, permanecem as recomendações técnicas referentes ao manejo do solo, incluindo rotação de culturas para melhoria da estrutura do solo, manutenção da cobertura do solo e para aumentar a retenção de água; planejamento da semeadura considerando os critérios do zoneamento agrícola, escalonamento de épocas de semeadura, priorizando cultivares de diferentes grupos de maturação para evitar eventuais perdas em função de deficiência hídrica nos períodos críticos”, comenta Carolina.

Os estudos das relações hídricas de uma planta ou comunidade de plantas exigem um tratamento sistêmico, sempre sendo considerados os subsistemas solo, planta e atmosfera, os quais são interligados e interdependentes. Além da demanda atmosférica, determinante da potencial perda de água pela planta, sempre devem ser levados em conta os aspectos relacionados à planta em si, como tolerância à deficiência hídrica e os relacionados ao solo, que atua como reservatório e pode ser decisivo para sustentabilidade da produção e manutenção dos rendimentos de grãos pelo fornecimento de água às plantas entre uma chuva e outra. (SEAPDR)

 

eDairy Market: e-commerce funciona para os lácteos?

Em tempos de pandemia da Covid-19, o e-commerce – ou comércio online – desponta como grande destaque no cenário do “novo normal”. Podemos dizer que este tipo de comercialização é democrático, sendo utilizado por pequenas, médias e grandes empresas. Seu ambiente de facilidade e praticidade são as alavancas que permitem o sucesso de vendas na web.

Durante a pandemia, o e-commerce cresceu significativamente. O segmento de alimentos e bebidas é o de maior destaque. De acordo com a Associação Brasileira de Comércio (ABComm) o crescimento de pedidos online ultrapassou a marca de 200% em pedidos de supermercados. Clique aqui para saber mais.

Um e-commerce em destaque no mercado de lácteos é o site eDairy Market. Fundado em 2013, engloba compradores e vendedores do mundo inteiro, os quais oferecem e procuram produtos, ingredientes e maquinários lácteos. Atualmente, com 7 anos de atuação, o eDairy Market reúne o maior catálogo de insumos e equipamentos para laticínios, tornando-se referência mundial em preços de lácteos.

O objetivo do eDairy Market é baseado na transformação e transparência do setor de laticínios graças às inovações tecnológicas e digitais que permitem seus usuários um fluxo contínuo de trocas e benefícios.

Os produtos vendidos pelo site são separados em quatro grandes categorias, sendo elas: produtos, ingredientes e substitutos lácteos e máquinas para laticínios. Os produtos lácteos, incluem derivados do leite, como, por exemplo, queijos, manteiga, leite em pó e doce de leite. Os ingredientes, por sua vez, são insumos necessários para a fabricação dos derivados, como concentrados de proteínas e soro de leite. Já na categoria de substitutos são encontrados alimentos alternativos ao leite. Por fim, as máquinas abrangem todos os equipamentos necessários para a produção.

Nós conversamos com Alejandro Maurino fundador e CEO do Grupo Dairy Corp – do qual faz parte o eDairy Market – sobre as vantagens do varejo online de alimentos, sobretudo no setor de lácteos. Para Maurino, a ausência de limitações geográficas e de idiomas (o site tem opção em português, inglês e espanhol), maior visibilidade e otimização dos processos de compra e venda são os principais pontos fortes do mercado online.

Em relação à explosão do e-commerce, Alejandro Maurino acredita que “o futuro do comércio eletrônico foi antecipado graças à pandemia desencadeada globalmente. O distanciamento social, a adoção obrigatória de tecnologias para muitas pessoas, as capacidades logísticas e a experiência interativa foram fundamentais para o crescimento do comércio eletrônico internacional”.

Para Maurino as perspectivas do e-commerce no ramo de lácteos são animadoras. Na sua visão, o mercado como conhecemos hoje não existirá futuramente, cedendo espaço ao comércio online e digital. Neste contexto, o “eDairy Market veio para democratizar o mercado de lácteos e fazer crescer todos os players da cadeia láctea por meio de seu conjunto de soluções digitais (produtos e serviços) pensadas e desenvolvidas para o setor”, diz Maurino.

Para entendermos um pouco mais sobre o e-commerce, sobretudo no setor de lácteos, o evento Dairy Vision 2020 trará uma palestra específica sobre o assunto, ministrada por Maurício Salvador, presidente da ABComm. O Dairy Vision é um dos principais fóruns globais sobre tendências para o mercado de lácteos e este ano realiza sua primeira edição on-line entre os dias 1 e 4 de dezembro, com 30 palestras e com um time de palestrantes de 14 países. Não fique de fora dessa, confira no site a programação completa e se inscreva no evento. Seja você também um protagonista em um mundo de transformações! (Milkpoint)


Jogo Rápido

Fórum Estadual de Vigilância contra a Febre Aftosa ocorre em dezembro
O Programa Estadual de Febre Aftosa da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), em conjunto com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e o Grupo Gestor Estadual do Plano estratégico do PNEFA 2017-2026, realiza o “Fórum Estadual de Vigilância contra a Febre Aftosa” dia 3 de dezembro, às 14h. O evento será transmitido ao vivo, no formato online, e serão expostas as medidas que estão sendo executadas para o reconhecimento internacional do Estado como zona livre da doença sem vacinação e as perspectivas de mercado para o setor produtivo da carne. O evento faz parte das atividades de implementação do Plano Estratégico para a evolução do status sanitário de Febre Aftosa no estado, cujas diretrizes foram estabelecidas pela União. “Isso já permitiu a retirada da vacinação do rebanho bovídeo gaúcho e o reconhecimento nacional do novo status sanitário e tem como principais pilares o fortalecimento do Serviço Veterinário Oficial, o aumento da vigilância epidemiológica contra a febre aftosa e a aproximação com o setor privado”, explica a fiscal estadual agropecuário do Programa de Febre Aftosa, Grazziane Rigon. Conforme a médica veterinária, manter as atividades previstas no plano é um compromisso para a conquista do status internacional junto à Organização Internacional de Saúde Animal (OIE). (SEAPDR)


 

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Porto Alegre, 12 de novembro de 2020                                                  Ano 14 - N° 3.345


Publicado no Jornal Correio do Povo, 12/11/2020 - página 22.


Com apoio do Sindilat, Fórum Tecnológico do Leite ocorre pela primeira vez em formato online

Em virtude da pandemia de Covid-19, a 14º edição do Fórum Tecnológico do Leite será pela primeira vez em formato totalmente online. A programação ocorre de 17 a 19 de novembro, das 20h às 21h30, no canal do Colégio Teutônia no Youtube. Neste ano, o evento apresentará oito cases de sucesso na atividade leiteira, com produtores trazendo relatos de experiência nas suas propriedades rurais. O Fórum, realizado pelo Colégio Teutônia e Emater/RS-Ascar, conta com o apoio da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do Estado e entidades ligadas ao setor, como o Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat). Segundo o médico veterinário e assistente técnico regional em produção animal da Emater/Lajeado, Martin Schmachtenberg, o seminário é direcionado de produtor para produtor. “O Fórum busca mostrar algumas tecnologias de produtos e processos que deram certo nas propriedades da região, o que pode incentivar mais produtores a adotarem esses sistemas”, destaca.

A primeira noite do seminário terá como tema “Sistemas de produção de forragem”, com relatos sobre produção de forragem em áreas distantes da propriedade e pastagens de ciclo longo em áreas de lavoura. Participam da palestra produtores dos municípios Vespasiano Corrêa e Fazenda Vilanova. A mediação será do representante da Cooperativa Dália Alimentos Fernando Araújo. No segundo dia, o painel “Sistemas de armazenagem de milho na propriedade” contará com produtores de Paverama, Vespasiano Corrêa e Dois Lajeados, que falarão sobre silagem de milho de planta inteira, silagem de grão úmido e secagem e armazenagem de milho grão. A mediação ficará sob responsabilidade de Cristiana Baruel Terra, representante do Colégio Teutônia da Cooperativa Languiru.

Por fim, a última noite abordará o tema “Sistemas de ordenha”, com destaque para assuntos como ordenha canalizada em sistema de saída rápida, sistema de ordenha carrossel e ordenha robotizada. A palestra será comandada por produtores de Paverama e Estrela, com mediação do coordenador do Centro de Formação de Agricultores de Teutônia (Certa) e extensionista da Emater/RS-Ascar, Maicon Berwanger.

Para participar do evento basta acessar o canal do Colégio Teutônia no Youtube, sem necessidade de inscrição. Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail ctteutonia@emater.tche.br. (Assessoria Sindilat/RS, com informações do Colégio Teutônia)

 

Leite/Oceania
O otimismo continua encorajando os produtores de leite na Austrália. Muitas pastagens não estão tão secas como no ano passado. O cultivo de feno pelos produtores de leite aumentou em relação a 2019. Assim os preços caíram, beneficiando os produtores que precisam comprar.

Exportadores de lácteos australianos se esforçam para desenvolver novas parcerias no Sudeste asiático, para reduzir a dependência da China. Agora o foco são os mercados da Indonésia, Malásia, Filipinas, Singapura, Tailândia e Vietnã. Essa iniciativa é descrita como um equilíbrio das relações de exportação para gerar mais diversidade e estabilidade.

Em setembro a produção de sólidos registrada pela DCANZ na Nova Zelândia foi de 224.952 milhões de quilos, quase o dobro de agosto, e 1,8% acima dos 220.982 milhões de quilos de setembro de 2019. A produção de leite em setembro de 2020 atingiu 2.708 milhões de toneladas, quase duas vezes a produção de agosto de 2020 e 1,7% a mais que o volume de 2.664 milhões de toneladas contabilizados em setembro de 2019.

As pastagens secas na Nova Zelândia aumentaram as preocupações em relação a um potencial golpe na produção de leite. Chuvas seriam muito bem-vindas. Um outro desafio que muitos produtores de leite enfrentam é a escassez de mão de obra dos imigrantes nesta temporada.

Existe preocupações na Nova Zelândia em relação a possíveis desafios para exportação de lácteos diante de novos surtos de Covid-19. Alguns clientes desaceleraram as compras, mas há esperança de que seja apenas um período de ajuste.

Uma grande cooperativa da Nova Zelândia, assinou recentemente acordo de distribuição com uma cooperativa de laticínios dos Estados Unidos com o objetivo de transferir produtos lácteos da Nova Zelândia para clientes dos serviços de alimentação norte-americanos. (Usda – Tradução Livre: Terra Viva)


Jogo Rápido

Cenários – Economista confirma “revolução” no milho
Em apresentação virtual a criadores de suínos ontem, o economista Alexandre Mendonça de Barros, sócio da MB agro, confirmou que a transformação da China em país importador de milho causará grandes transformações no mercado global, com provável alta nos preços. (Valor Econômico)


 

 

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Porto Alegre, 11 de novembro de 2020                                                  Ano 14 - N° 3.344


Startup cria caneca que analisa qualidade do leite

Uaicup é a campeã da maratona de inovação da Embrapa Gado de Leite

Na semana passada a Embrapa Gado de Leite realizou a maratona de inovação Vacathon 2020. A iniciativa premia as melhores soluções para a cadeia leiteira. A equipe campeã desta quarta edição foi a Mimosa, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

O grupo de dez alunos, liderados por três professores, apresentou a UaiCup, uma caneca que faz análise da qualidade do leite, rastreio de antibióticos e outras soluções para o pequeno e médio produtor. Baseada em fundamentos da IoT (Internet das coisas), a ideia tem como objetivo aumentar o ganho de cerca de 800 mil produtores através do controle da qualidade do leite e da redução do descarte do produto por uso de antibióticos.

A análise é simples: basta colocar 100ml de leite na caneca que os algoritmos processam as informações do leite, e o produtor recebe um relatório completo sobre a qualidade do produto. Os dados ficam armazenados no aplicativo, facilitando o controle da produção através de histórico e análises mais aprofundas. As análises são feitas em vários compartimentos diferentes da UaiCup. Parte do leite analisado é armazenado em um compartimento na alça da caneca e pode ser usado para reamostragem ou contraprovas.

Segundo a equipe o diferencial da UaiCup é a capacidade de fazer mais análises ao mesmo tempo, menor custo e tecnologia embarcada no dispositivo. Além disso, faz a triagem de antibióticos por animal, individualmente, em poucos minutos.

A segunda colocação da competição ficou com a equipe Lac Tech, da ESALQ/USP, de São Paulo, que desenvolveu a Moopocket, um aplicativo para balança que armazena os dados do animal desde o nascimento até a vida adulta, proporcionando maior controle de dados.

O terceiro lugar foi para a equipe Cow of Duty, da Unochapecó e Parque Científico e Tecnológico Chapecó@, de Santa Catarina, que criou o Owner View, aplicativo baseado em redes neurais que promete mais precisão na detecção de cio, o que resulta no aumento do sucesso nas inseminações das vacas.

Nesta edição de 2020 participaram 35 times de 27 universidades, incluindo três de Angola e da Argentina, que pela primeira vez na história participaram do evento. As ideias foram avaliados por cerca de 160 juízes.

Segundo a Embrapa Gado de Leite, o Brasil é o quarto país no mundo em produção leiteira, gerando 34,8 bilhões de litros de leite inspecionado em 2019, registrando 2,7% de aumento frente a 2018. Em 2019, a cadeia leiteira empregou 4 milhões de trabalhadores no país e 1,1 milhão de produtores gerando um faturamento estimado de R$ 105 bilhões. (Agrolink)


Leite/América do Sul

A produção de leite encontra-se estagnada depois do pico atingido duas semanas atrás, na maior parte das bacias leiteiras da América do Sul, particularmente na Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile e sudeste do Brasil.  

Chuvas esparsas aliviaram as condições secas na região sul do continente. É importante observar, que as chuvas ajudaram a melhorar a qualidade das forragens em muitas bacias leiteiras. Ao nível da indústria, os volumes de leite/creme estão mais que adequados em muitos países do Cone Sul, com exceção do Brasil. 

Como mencionado no relatório anterior, dada a recente seca prolongada, a produção de leite no Brasil está abaixo dos níveis verificados no ano passado. Entretanto está iniciando uma recuperação com as chuvas proporcionadas pelo fenômeno La Niña, que vem aliviando as condições de seca no Brasil. 

O fenômeno, no entanto, provoca seca na Argentina e Uruguai. Vale ressaltar que até agora, neste ano, a produção de leite na Argentina e no Uruguai está bem acima dos níveis do ano anterior, principalmente devido às condições climáticas favoráveis nos nove primeiros meses do ano. No entanto, poucas chuvas e altas temperaturas são esperadas para o final do ano.  

Em resumo, a oferta de leite na Argentina e Uruguai é adequada, mas insuficiente no Brasil. A produção de leite engarrafado, queijo, iogurte e leite condensado está intensa à medida que se aproximam as festas do final do ano. A demanda no varejo por leite fluido e queijos é bastante forte, mas descrita como fraca nos restaurantes, já que os serviços de alimentação continuam lutando com as restrições impostas pelo Covid-19. (Usda – Tradução Livre: Terra Viva)

 

 

Sistema CNA/Senar apresenta levantamento de custos de produção do setor lácteo

Para participar do evento é necessário inscrever-se através do site da CNA. O encontro é gratuito.


Jogo Rápido

Grãos: safra brasileira deve ter recorde de 277 mi de toneladas, aponta Cogo
A Cogo – Inteligência em Agronegócio projeta para a safra brasileira de grãos 2020/2021 uma colheita recorde de 276,6 milhões de toneladas, 7,6% acima da atual (256,9 milhões de toneladas). De acordo com a consultoria, o recorde previsto para 2020/2021 será puxado pelo incremento das áreas de soja (+3,7%), milho 2ª safra (+4,6%) e arroz (+7,6%) . Também colaborariam para a elevação da safra a previsão de elevação de 4,4% na produtividade média dos grãos, para 4.082 quilos/hectare, ante 3.911 quilos/hectare na atual safra – cuja produtividade média foi afetada pelas fortes quebras na safra de verão do Rio Grande do Sul. De acordo com a Cogo, com a confirmação da ocorrência do fenômeno La Niña, o clima deverá ser favorável às safras das regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste, incluindo Matopiba. Por outro lado, o evento climático aumentará o risco de estiagens localizadas, principalmente no Rio Grande do Sul. Confira o relatório completo da Cogo – Inteligência em Agronegócio clicando aqui. (Canal Rural)


 

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Porto Alegre, 10 de novembro de 2020                                                  Ano 14 - N° 3.343


Mapa de solos do Brasil tem nova versão

O mapa contém informação estratégica para compreensão e avaliação da dinâmica da paisagem nacional, zoneamentos e planejamentos regionais e estaduais, além de planos setoriais, como uso e conservação dos recursos hídricos, corredores de desenvolvimento, sistemas viários e outros.

A Embrapa Solos (Rio de Janeiro-RJ) atualizou o mapa de solos do Brasil, escala 1:5.000.000, na Infraestrutura de Dados Espaciais da Embrapa (GeoInfo).
O mapa foi atualizado em formato vetorial, manipulável em Sistemas de Informação Geográficas. Esses ajustes e organização na tabela de atributos serão importantes para os usuários na Plataforma do Programa Nacional de Solos do Brasil (PronaSolos). O mapa atualizado está disponível aqui.

O mapa e suas funções: O Mapa de Solos do Brasil identifica e cartografa os diferentes tipos de solos encontrados no Brasil. Reúne informações e conhecimentos produzidos ao longo de quase 60 anos de ciência do solo no Brasil, reflexo do avançado estágio de conhecimento técnico-científico dos solos tropicais pela comunidade científica brasileira. Para sua elaboração, foram utilizados os levantamentos exploratórios de solos produzidos pelo Projeto RadamBrasil ao longo das décadas de 1970 e 1980, complementados por outros estudos mais detalhados de solos produzidos principalmente pela Embrapa e pelo IBGE.

O mapa contém informação estratégica para compreensão e avaliação da dinâmica da paisagem nacional, zoneamentos e planejamentos regionais e estaduais, além de planos setoriais, como uso e conservação dos recursos hídricos, corredores de desenvolvimento, sistemas viários e outros. (Notícias da Pecuária)


Leite/Europa

Conceituado analista do mercado lácteo europeu classifica o momento como monótono. A movimentação de preços é apenas marginal não mostrando sinais significativos de tendências.

A produção de leite na União Europeia (UE) de janeiro a agosto de 2020 aumentou 1,8% em relação ao mesmo período de 2019, segundo o site CLAL. Em novembro a produção de leite nos principais países produtores, Alemanha e França, atingiu seu menor nível sazonal. Na Irlanda houve forte aumento durante 2020, mas informações não oficiais sobre setembro registram queda sazonal.

Os recentes aumentos na demanda de leite UHT continuam. As vendas estão sendo classificadas como elevadas. Isso retirou leite de outros produtos lácteos para atender a demanda por leite UHT. Está havendo um boicote a produtos lácteos produzidos na França por várias redes de supermercados no Catar.

A produção de queijo na UE, entre janeiro e agosto de 2020 aumentou 1,8% em comparação com janeiro-agosto de 2019, segundo o site CLAL. A demanda por queijos está mudando com as recentes restrições à atividade de restaurantes. E volta o menor interesse do serviço de alimentação em contraste com a grande demanda nos pontos do varejo. As indústrias e distribuidores de queijos aprenderam com a experiência anterior de desviar a demanda durante as restrições do Covid-19. O resultado é que a transição foi mais tranquila quando vieram restrições a diversas atividades.

Na Europa Oriental as exportações de produtos lácteos da Ucrânia de janeiro a agosto de 2020 foram menores do que as registradas no mesmo período de 2019. As variações registradas foram: manteiga, -46,1%; leite em pó desnatado, -30,9%; leite em pó integral, -61,1%; e queijo, -18,1%. (Usda – Tradução Livre: Terra Viva)

 

Chile: captação de leite fecha terceiro trimestre com alta de 6,3%
Segundo dados da Oficina de Estudios y Políticas Agrarias (Odepa) do Chile, de janeiro a setembro de 2020, a captação nacional de leite cru aumentou 6,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, somando um total de 1,53 bilhão de litros, encadeando oito meses consecutivos em ascensão. Isso significa um aumento anual de 90,6 milhões de litros, liderado pela região de Los Lagos e Los Ríos, cuja recepção juntas representa 76,1% da oferta de leite em todo o país. Nesse período, o preço real médio pago ao produtor informado pela Odepa foi 14,7% superior ao mesmo período do ano anterior, atingindo 295,04 pesos (US$ 0,39) o litro.

O presidente da Fedeleche, Eduardo Schwerter, aponta as melhores condições de mercado que permitiram que esses números se sustentassem ao longo do ano. “Os incentivos adequados que a indústria tem dado nos últimos meses têm permitido cobrir os custos de produção e fazer os investimentos necessários para continuar crescendo. Esperamos que na primavera esses estímulos continuem sendo mantidos para nossos produtores, de forma a consolidar essa tendência e também seguir substituindo as importações”, disse.

Em setembro de 2020, a captação nacional de leite atingiu 197,0 milhões de litros, o que representa um aumento de 6,0% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Isso representa um aumento de 5,9 milhões de litros em relação a 2019, apesar de algumas regiões terem registrado recepção negativa. (As informações são do Mundo Agropecuário, traduzidas pela Equipe MilkPoint)


Jogo Rápido

Dairy Vision 2020: time de palestrantes de 14 diferentes países
O Dairy Vision 2020, evento voltado para tendências e inovações do setor lácteo, ocorrerá entre os dias 1 e 4 de dezembro de 2020. O formato online nos permitiu reunir no mesmo lugar grandes nomes de diversos países. “De início, nossa ideia era não ter o evento neste ano, em função da pandemia. Porém, com a experiência que acumulamos nos eventos digitais, percebemos que seria possível fazer este evento no formato digital”, explica Marcelo Carvalho, CEO da AgriPoint. Nunca antes o setor viu um grupo tão seleto no mesmo lugar, são palestrantes de 14 diferentes nacionalidades: Argentina, Suécia, Brasil, Reino Unido, Estados Unidos, Espanha, Holanda, Canadá, Alemanha, Nova Zelândia, Rússia, Austrália, Cingapura e Finlândia. Tudo isso para levar até você a melhor programação possível! Serão 30 palestras de altíssimo nível, para aqueles que querem ser protagonistas em um mundo de transformações. "Um dos pontos positivos dos eventos online é que podemos reunir num mesmo lugar pessoas de várias partes do mundo e isso faz com o que essa edição do Dairy Vision seja a maior já realizada e, provavelmente, tenha a melhor programação em um evento para o setor lácteo já vista em todo o mundo. Outra vantagem do online é que, da mesma forma que podemos trazer palestrantes de vários lugares, as pessoas também podem assistir de onde quiserem, sem problemas com logística", enfatiza Marcelo. Para ampliar ainda mais o potencial deste evento em atrair público de todo o mundo, todas as palestras terão legendas, permitindo que pessoas que falem português, inglês e espanhol possam participar. Você não pode deixar de estar presente neste encontro, que certamente ampliará sua visão e trará novos insights para seus negócios.  (Milkpoint)


 

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Porto Alegre, 09 de novembro de 2020                                                  Ano 14 - N° 3.342


Leite: CNA solicita apoio do Ministério da Agricultura para conter alta dos custos

Entidade pede medidas que possam baratear o custo da ração concentrada, um dos itens que mais pesam no bolso do produtor de leite

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil protocolou nesta sexta-feira, 6, um ofício junto Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), onde solicita à ministra Tereza Cristina medidas para conter a alta dos custos na pecuária leiteira. No documento, a entidade ressalta que a maior preocupação é com o valor da ração concentrada, que representa, em média, 40% dos desembolsos do produtor de leite.

No documento, a CNA ainda destaca a alta nos preços dos dois principais insumos que compõem a ração, o milho e o farelo de soja, apresentaram aumentos de 75,2% e 96,6% apenas em outubro na comparação com mesmo mês do ano passado, de acordo com dados do Cepea e do Instituto Matogrossense de Economia Agropecuária (Imea).

“Nesse contexto, há forte tendência de pequenos e médios produtores venderem seus animais para o abate devido aos altos preços da arroba ou mesmo saírem da atividade, o que ocasionará problemas sociais no campo e menor oferta de leite para o próximo ano”, diz o ofício, que é assinado pelo presidente da CNA João Martins.

Como sugestão para conter a alta nos custos da atividade, a CNA pede auxílio do Mapa em ações que subsidiem a compra, com preços mais acessíveis, dos insumos que compõem a ração concentrada. “Sugerimos a realizações de leilões da Conab, a subvenção ao prêmio pago na aquisição de contratos de opção privada de compra de grãos pelos produtores de leite e cooperativas e a melhoria do Programa de Vendas em Balcão da Conab, dentre outras iniciativas que possam atingir tal objetivo”, destaca o ofício.

Dados do Cepea inseridos no documento mostram que a margem bruta da atividade foi 29,5% menor no primeiro semestre desse ano em comparação com o primeiro semestre de 2019, o que refletiu em queda de 11,7% na produção de leite no mesmo período, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Outro fato que preocupa a bovinocultura de leite é a projeção dos Conselhos Paritários de Produtores e Indústrias de Leite (Conseleites), que apontaram tendência de redução de 4,8% no valor do leite produzido em outubro, a ser pago em novembro, e a perspectiva é que essa queda continue até o final do ano. Clique aqui e leia a íntegra do ofício da CNA enviado ao Mapa. (Canal Rural)


Balança comercial: volume importado se mantém elevado!

Segundo dados divulgados nessa sexta-feira (06/11) pela Secretaria de Comércio Exterior (SECEX), as importações brasileiras de derivados lácteos apresentaram, em outubro, patamar similar ao já observado em setembro.

No total, foram cerca de 181 milhões de litros de leite equivalente internalizados no mês, o que representa uma leve redução de 2% em relação a setembro/20. Por outro lado, ao compararmos o valor com o mesmo mês do ano anterior, verifica-se um aumento significativo de 152%.

Em relação às exportações, o volume foi de 11,9 milhões de litros, uma alta de 42% em relação a setembro/20 e de 154% em relação a outubro/19. Dessa forma, o saldo da balança comercial de lácteos foi de -169 milhões de litros (em equivalente leite), uma queda de 4% no déficit quando comparado a setembro/20.

Gráfico 1. Saldo da balança comercial brasileira de lácteos, 2017 a 2020.

Fonte: Elaborado pelo MilkPoint a partir dos dados do COMEXSTAT

As importações vinham apresentando tendência de crescimento desde julho/20, por conta de um cenário de baixa disponibilidade de derivados lácteos no mercado e uma demanda ainda aquecida, o que fez aumentar fortemente os preços e estimulou o fechamento de contratos de importação. É importante ressaltar que a entrada de produtos importados já passou a afetar o mercado interno no último mês, principalmente para os leites em pó, que passaram a apresentar um mercado mais ofertado e com maior pressão de baixa de preços.

Entre os produtos comprados pelo Brasil, os leites em pó, queijos e soro de leite são aqueles com maior participação na pauta importadora. Deles, apenas o leite em pó integral apresentou aumento em outubro/20, com uma variação de 8% no volume importado. O soro de leite apresentou retração de 30%, enquanto para o leite em pó desnatado a queda foi de 26% e de 3% para os queijos em relação a setembro/2020.

Em relação às exportações, os produtos que têm maior participação no volume total exportado são o leite condensado e leite modificado, que juntos, representaram 67% da pauta exportadora. O volume de leite condensado praticamente dobrou em relação ao mês passado e o de leite modificado teve um aumento significativo de 158%. Ao considerarmos as exportações acumuladas de janeiro a outubro, a variação também é positiva em relação a 2019, de 54%.

Na tabela 2, é possível observar as movimentações do comércio internacional de lácteos no mês de outubro deste ano.

Tabela 2. Balança comercial láctea em outubro de 2020.

Fonte: Elaborado pelo MilkPoint, com base em dados COMEXSTAT.

 

Sudeste Asiático surge como o maior destino do leite dos EUA, com aumento das exportações de 15,8%

O Sudeste Asiático está emergindo como o maior destino dos produtos lácteos dos EUA, respondendo por 28% do total das exportações dos EUA em 2020 com base em sólidos de leite ou cerca de 4,5% da produção total de leite dos EUA.

Isto é de acordo com dados do US Dairy Export Council (USDC), que também observou que as exportações de leite dos EUA nos primeiros 9 meses do ano saltaram 15,8% para atingir 1,7 milhão de toneladas métricas (MT).

Essa trajetória de crescimento coloca os produtores de lácteos dos EUA no caminho de superar o ano recorde de 2018, quando os EUA exportaram 2,2 milhões de toneladas.

Para o mês de setembro, o USDEC observou que o volume de exportação de lácteos dos EUA em leite sólido equivalente (MSE) aumentou 5% em setembro, marcando o 13º mês consecutivo de aumentos ano a ano.

A expansão das exportações de setembro foi atribuída a um forte crescimento ano a ano em produtos de soro de leite, principalmente destinados à China, e exportações de queijo melhores do que o esperado para os mercados da Ásia-Pacífico.

Fonte: USDEC

Respondendo por 28% do total das exportações dos EUA em 2020, o Sudeste Asiático está consolidando sua posição como o principal destino das exportações de leite dos Estados Unidos.

De acordo com o USDEC, essa tendência foi impulsionada principalmente pelos embarques de SMP dos EUA para os seis principais mercados do sudeste da Ásia (Indonésia, Malásia, Filipinas, Cingapura, Tailândia e Vietnã).

Para o mês de setembro, os embarques para essas regiões aumentaram 23% - um ganho de 4.887 toneladas com as Filipinas liderando os compradores em setembro, com vendas subindo 219%.

Embora os embarques de soro de leite em setembro para o Sudeste Asiático tenham caído 6%, as vendas de queijos no mês aumentaram 76%. a 2.432 MT.

Particularmente encorajadores foram os embarques para a Indonésia, o segundo maior comprador de queijo na região, que mais do que dobrou para mais de 1.000 toneladas em setembro, em comparação com o ano anterior.

​Embora apenas um único mês de dados, o aumento pode ser um sinal de maior foco do fornecedor dos EUA em ganhar participação em um mercado de crescimento promissor, bem como o esforço contínuo da Indonésia para diversificar suas compras de laticínios - ambos são um bom presságio para o futuro.

Fonte: USDEC

Com o acordo de Fase I em vigor, a crescente demanda chinesa e o ressurgimento da demanda por soro de leite, os volumes de exportação de lácteos dos EUA para a China estão se recuperando para tarifas retaliatórias.

O USDEC observa que esta recuperação foi impulsionada principalmente por produtos de soro de leite, onde as exportações de 2020 até setembro quase dobraram em comparação aos níveis de 2019, atingindo 149.094 MT.

O USDEC observa que a expansão na China é crucial para o crescimento das exportações de soro de leite dos EUA em geral, uma vez que a China respondeu por 35% do total de soro comercializado internacionalmente em 2020.

Um ambiente comercial mais tranquilo e seguro para os laticínios dos EUA na China, por meio de medidas como a extensão de isenções tarifárias retaliatórias para SMP e queijo, ajudaria a garantir esse crescimento.

Exportações para o México diminuem: Os embarques de lácteos dos EUA para o México diminuíram em setembro, principalmente nas principais categorias de NFDM / SMP e queijo.

Problemas econômicos em curso, acentuados pela pandemia COVID-19, reduziram a demanda do maior mercado dos Estados Unidos e vizinho do sul.
Os embarques de NFDM / SMP para o México caíram 33% em setembro para 22.789 MT, enquanto as vendas de queijo caíram 21% para 6.125 MT.

Mais positivamente, porém, a economia do México cresceu acentuadamente (+ 12%) no terceiro trimestre, à medida que as empresas começaram a reabrir após as paralisações do COVID-19.

O USDEC observa que, se o país puder continuar a se recuperar do primeiro semestre, uma situação econômica melhor pode ajudar a revigorar a demanda no futuro.

Tiro de despedida: O surgimento do Sudeste Asiático como principal destino das exportações dos EUA apresenta novas possibilidades para o setor de laticínios dos EUA. Isso ajudaria particularmente a compensar a queda na demanda por produtos dos EUA no México. (Food Business África – Tradução Livre Sindilat/RS)


Jogo Rápido

Aliança defende teses do setor
A Aliança Láctea Sul Brasileira conclamou os sindicatos estaduais ligados à cadeia produtiva do leite a envolverem os parlamentares de suas regiões na defesa de itens importantes ao setor na discussão da Reforma Tributária Federal. A entidade defende a desoneração da cesta básica; que produtor rural estabelecido como pessoa física não se torne contribuinte direto do IBS; crédito presumido nas operações oriundas de produtor rural pessoa física; ressarcimento e compensação dos créditos tributários; alíquota zero para insumos agropecuários e adequado tratamento tributário ao ato cooperativo. O encontro virtual da Aliança Láctea ocorreu ontem e também tratou dos impactos da pandemia da Covid-19 nos custos, relações de consumo e importações. As próximas reuniões ocorrem em março, junho, setembro e novembro de 2021. (Correio do Povo)


 

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Porto Alegre, 06 de novembro de 2020                                                  Ano 14 - N° 3.341


 

Mussarela-Exportação

Os principais destinos da mussarela argentina exportada são China e Brasil, acumulando 84,3% do total.

*China? = No relatório INDEC existe um destino "CONFIDENCIAL" que corresponde na maior parte ao gigante asiático

As informações são da Dairylando com tradução livre do Sindilat/RS

 

Congresso derruba veto do governo à desoneração

Benefício que alivia carga tributária sobre a folha de pagamento será estendido até 2021. Projetos de interesse do governo foram aprovados

O Congresso derrubou ontem o veto do presidente Jair Bolsonaro à desoneração da folha de pagamentos de empresas de 17 setores da economia. O veto foi rejeitado por 430 votos a 33 na Câmara dos Deputados, com uma abstenção, e por 64 votos a dois no Senado, onde não houve abstenção. Na prática, a decisão garante a prorrogação do benefício, que acabaria em 2020, até o fim do próximo ano. Bolsonaro vetou em julho o dispositivo introduzido pelo Congresso em uma medida provisória que prorrogava até o final de 2021 a desoneração da folha de empresas de setores da economia como call center, comunicação, tecnologia da informação, transporte, construção civil e têxtil. As empresas desses setores empregam mais de 6 milhões de pessoas.
Apesar de o trecho sobre a desoneração ter sido vetado pelo presidente, a palavra final cabia aos parlamentares. Deputados e senadores podem derrubar vetos presidenciais e restabelecer os textos anteriormente enviados à sanção. A votação era apontada como essencial para os setores beneficiados concluírem a programação financeira para o próximo ano e manter postos de trabalho.

A desoneração permite que empresas optem por contribuir para a Previdência Social com um percentual que varia de 1% a 4,5% sobre a receita bruta em vez de recolher 20% sobre a folha de pagamento. Companhias avaliam que, sem a prorrogação do benefício para o próximo ano, haveria demissões. O Ministério da Economia se manifestou contra a desoneração, calculando um impacto de R$ 4,9 bilhões nos cofres públicos em 2021, por não haver uma fonte de recursos para compensar a perda na arrecadação. O ministro Paulo Guedes defendeu uma proposta mais ampla, beneficiando todos os setores da economia, por meio da reforma tributária, mas para isso haveria a criação de novo imposto, nos moldes da extinta CPMF. A ideia enfrenta resistências do Congresso.

O governo só concordou em pautar o veto da desoneração após o Congresso colocar em discussão projetos de interesses do presidente Jair Bolsonaro. As propostas remanejam recursos do Orçamento deste ano e garantem dinheiro para obras planejadas em redutos eleitorais de aliados. Um dos projetos, criticado pela oposição, libera R$ 6,1 bilhões para propostas definidas pelo Executivo, cancelando repasses do Ministério da Educação e colocando no Ministério do Desenvolvimento Regional. (Correio do Povo)


Jogo Rápido
Pode chover de maneira expressiva no Norte do RS nos próximos dias
O Boletim Integrado Agrometeorológico nº 18/2020 divulgado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), em parceria com a Emater/RS-Ascar e Irga, aponta que nos próximos sete dias há possibilidade de chuva expressiva no Norte do Rio Grande do Sul. Entre a quinta-feira (5) e o domingo (8), o tempo permanecerá seco, com grande amplitude térmica na maioria das regiões. Somente na Zona Sul, Região Metropolitana, Litoral e Serra do Nordeste ocorrerá maior variação de nuvens e há possibilidade de chuvas fracas e isoladas. Na segunda (9), terça (10) e quarta-feira (11), a presença de um cavado (área de baixa pressão alongada) favorecerá a formação de nebulosidade e provocará chuva, principalmente na Metade Norte, com possibilidade de temporais isolados no Planalto e na Serra do Nordeste. Os totais previstos são baixos e deverão oscilar entre 5 e 10 mm na maioria dos regiões. No Alto Uruguai, Planalto, Serra do Nordeste e Litoral Norte, os valores oscilarão entre 20 e 35 mm e poderão superar 45 mm nos Campos de Cima da Serra. O boletim também avalia as condições atuais das culturas de trigo, soja, milho, olerícolas, morango, pêssego e arroz. O documento completo pode ser consultado em Boletim Integrado Agrometeorológico 18/2020. (SEAPDR)


 

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Porto Alegre, 05 de novembro de 2020                                                  Ano 14 - N° 3.340


Piá lança iogurte que aumenta imunidade

Pioneira quando o assunto é inovação em lácteos e seus derivados, a Piá surpreende mais uma vez e lança no mercado o primeiro iogurte do Brasil com beta-glucana, o IMUNO+.

Desenvolvido durante a pandemia da Covid-19, o novo iogurte tem a finalidade de aumentar a imunidade das pessoas de todas as faixas etárias, reforçando as defesas do organismo. “O produto foi criado para auxiliar o consumidor através de suas propriedades imunoestimulantes, fator decisivo para se ter uma vida mais saudável e de qualidade”, destaca o presidente da Cooperativa, Jeferson Smaniotto.

Zero lactose, zero açúcares e zero gordura, o Imuno será produzido em copos de 150 gramas nos sabores morango, com 13g de proteínas, e original, com 15g de proteínas. “É um iogurte funcional, pois, além de oferecer sabor, traz benefícios para a saúde como redução de sintomas de alergias e síndromes respiratórias”, explica o executivo, que completa: “Com muita sensibilidade, a Piá entendeu a necessidade que o mercado tinha por um produto como esse. Colocamos toda a nossa energia para criá-lo e temos certeza que será bem recebido”.

A expectativa é de que o IMUNO+ esteja nas gôndolas dos supermercados a partir do dia 31 de outubro. (Cooperativa Piá)


AR – As indústrias pagaram 4,4% a mais do que podiam em setembro

O Instituto Argentino de Profesores Universitarios de Custos (Iapuco) considera que a capacidade de pagamento das indústrias era de AR$ 18,53 pelo litro de leite, acima do valor médio pago que foi AR$ 19,35/litro.

Já o Valor de Referência da Oferta para o Custo do Produtor era de AR$ 20,18/litro, AR$ 0,83 acima do preço recebido, e é o segundo mês de prejuízo, depois de 17 meses consecutivos de rentabilidade.

No mês de setembro de 2020 a capacidade de pagamento do leite cru por parte das indústrias de laticínios segundo o Iapuco chegou a AR$ 18,53/litro de leite e é AR$ 0,82 inferior ao preço real pago, que foi de AR$ 19,35/litro.

Ao analisar o comportamento do Valor por Litro Equivalente de Saída de Fábrica (preço de venda da indústria), se observa um aumento de 2,4% em relação ao mês anterior (25,8% na variação interanual) e o preço do leite ao produtor aumentou 2,3% (21% variação interanual).

Por outro lado, o Valor de Referência da Oferta ou o Custo de Produção esteve em AR$ 20,18/litro, AR$ 0,83 acima do preço recebido pelo produtor, e é o segundo mês, depois de 17 meses consecutivos, em que o custo calculado supera o preço recebido.

O relatório do Observatório da Cadeia Láctea Argentina (Ocla) adverte que cabe ressaltar duas coisas: a primeira é que a capacidade de pagamento calculada é sobre a base de cumprimento total das obrigações fiscais, e em segundo lugar que o preço real pago, independentemente da capacidade de cada empresa, é imposto pelas forças do mercado.

Assim sendo, se observa maior capacidade de pagamento no mês de setembro de 2020 do segmento das Médias e Grandes Empresas (MyGEs) de AR$ 19,59/litro (AR$ 0,24 a mais que o preço pago), enquanto que o valor para as Pequenas e Micro Empresas (PyMEs) é de AR$ 17,31 (AR$ 2,04 abaixo do preço médio pago), e que estão no décimo sexto mês consecutivo pagando acima do valor máximo calculado.

“Comparando o preço base pago e a capacidade de pagamento da indústria, atualizado pelo IPC, para um período mais prolongado, observamos que, (salvo oscilações temporais), os valores médios do Preço base convergem para AR$ 17,47 o litro e o Poder de compra para AR$ 17,23/litro”, concluiu o trabalho.  (Campo Litoral – Tradução livre: Terra Viva)

 

Caminho asfaltado para o ICMS

Com os holofotes voltados às eleições, o governo vai avançando nas negociações sobre a situação fiscal do Estado para 2021, que tem projetado déficit recorde de R$ 13 bilhões. Uma série de reuniões foi realizada e acabou encerrada ontem, com um segundo encontro, desta vez presencial, entre o governador Eduardo Leite (PSDB) e os presidentes dos demais poderes e órgãos autônomos. Diante do cenário, aos poucos, o Executivo vem ganhando apoios importantes à manutenção da majoração das alíquotas do ICMS. Originalmente, o aumento termina em dezembro com impacto de menos de R$ 3 bilhões por ano no Tesouro. Politicamente indigesta, a iniciativa vem sendo apontada como única saída de curto prazo para evitar o colapso de serviços. 

Já fizeram manifestações neste sentido o presidente da Famurs, Maneco Hassen, o ex-governador Germano Rigotto, ex-secretários da Fazenda, entre outros. Ontem, o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Voltaire de Lima Moraes, afirmou que na atual conjuntura não há espaço para a perda de arrecadação. 

“O Estado não pode abrir mão de receitas, a perda de arrecadação afeta diretamente a oferta dos serviços públicos, reflete no atendimento à população no âmbito dos serviços essenciais e dos processos oferecidos por todos os poderes”, disse o desembargador. No encontro, pela primeira vez, Leite assumiu a possibilidade de apresentar proposta de prorrogação da majoração das alíquotas. Segundo ele, haverá ainda revisão dos incentivos fiscais, partindo do corte de 25% dos benefícios. O relatório sobre o Orçamento 2021 será apresentado por Mateus Wesp (PSDB) à Comissão de Finanças dia 10. O projeto precisa ser aprovado até o dia 30 pelos deputados em plenário. (Correio do Povo)


Jogo Rápido

Live para a busca da qualidade
A terceira live do Programa Leite Seguro, organizada pela Embrapa Clima Temperado e pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária, está marcada para amanhã, às 14, via link bit.ly/2I2bdA3. O objetivo é apresentar o Laboratório de Qualidade do Leite da Embrapa, as Instruções Normativas 76 e 77 e os trabalhos de Pesquisa de Resíduos e Contaminantes. (Correio do Povo)


 

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Porto Alegre, 04 de novembro de 2020                                                  Ano 14 - N° 3.339


Sistema CNA/Senar apresenta levantamento de custos de produção do setor lácteo

O panorama dos custos da produção de leite em 2020 e as perspectivas para o setor no próximo ano. Esses serão alguns dos temas abordados ao longo do 6º Fórum Nacional Projeto Campo Futuro, que ocorre no dia 12 de novembro, de forma totalmente virtual, em função da pandemia. Promovido pelo Sistema CNA/Senar, o evento será transmitido através do site do projeto Agro Pelo Brasil (agropelobrasil.com.br/), a partir das 8h30, com previsão de encerramento para às 17h30.

Dividido em blocos e salas de debates, o fórum contará com palestras de especialistas que irão discorrer sobre o atual cenário de custos de produção para as principais atividades agropecuárias do país. O bloco com foco na pecuária leiteira terá início às 14h30 na sala 2. Participarão do debate sobre o setor Caio Monteiro (CEPEA/ESALQ), Valter Galan (MILKPOINT) e Júlia Carolina Barros de Deus (DATEG/SENAR). A moderação será de Ronei Volpi, presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da Confederação Nacional de Agricultura (CNA) e da Câmara Setorial do Leite do Ministério da Agricultura.

Os dados apresentados são retrato do levantamento realizado pela CNA em setores do agronegócio brasileiro. "Visitamos algumas regiões discutindo os principais indicadores e montando um retrato do cenário produtivo em termos de custo de produção dessas atividades”, explica Thiago Francisco Rodrigues, assessor técnico na Confederação. Segundo ele, o evento busca informar os produtores sobre a importância do gerenciamento nas propriedades e do acompanhamento dos custos de produção, além de mostrar qual a melhor forma de conduzir esse processo de modo que se consiga fazer da atividade um negócio e operar com margens ao longo do ano.

Para participar do evento é necessário inscrever-se através do site da CNA, clicando aqui. O encontro é gratuito. (Assessoria de imprensa Sindilat/RS)


UE – Produção de leite na UE deve aumentar ligeiramente em 2021

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), em seu relatório anual de lácteos sobre a União Europeia (UE), estimou que a captação de leite em 2020 crescerá 1% em relação a 2019 devido à demanda contínua de exportação de produtos lácteos, demanda interna estável e intervenções no mercado introduzidas pela Comissão Europeia em junho de 2020.

O crescimento da produção será limitado em decorrência da queda no tamanho do rebanho. A expectativa do USDA é de que as indústrias irão aumentar a produção de queijo, manteiga e leite em pó com o leite produzido a mais. A produção de queijo em 2020 será maior do que a de 2019 puxado pela demanda exportadora.

O rebanho leiteiro continuará declinando de 2020 para 2021, acompanhando a tendência geral de rebanhos menores e maior produtividade animal. No entanto, a produção de leite não será afetada negativamente, porque haverá melhor no manejo, incluindo melhoria genética, para aumentar a produção de leite a pasto e compensar o menor número de cabeças.

A agência estima que em 2020, o consumo doméstico de manteiga, queijo e leite em pó permanecerá nos mesmos níveis de 2020. O consumo de leite fluido em 2020 irá crescer por causa do Covid-19, o que alterou, temporariamente, a mudança de comportamento dos consumidores. De acordo com as previsões do USDA, haverá declínio no consumo de leite fluido em 2021, à medida que houver retorno ao consumo de outros produtos lácteos.

O USDA prevê que o consumo de manteiga e queijo em 2021 irá aumentar junto com a produção, enquanto o consumo de leite em pó se manterá estável. De acordo com o Observatório do Mercado de Lácteos (MMO) de agosto de 2020, o preço do leite ao produtor será de € 32,7/100 kg, 3% abaixo do valor de agosto de 2019. No entanto o preço do leite ao produtor que caiu entre janeiro e junho de 2020, deverá iniciar uma recuperação em julho.

Em 4 de outubro de 2020 o preço do queijo (cheddar) na UE-27 + Reino Unido estava 3% acima dos preços de outubro de 2019, enquanto os preços da manteiga e leite em pó estavam entre 8 e 5% abaixo do valor de um ano antes.

O USDA estima que as exportações de queijo em 2020 continuarão crescendo devido à forte demanda global. Apesar dos problemas da cadeia de abastecimento e da queda temporária na demanda do setor de serviços de alimentação após o Covid-19. (The Dairy Site – Tradução livre: Terra Viva)

 

Números preliminares da média diária do comércio de leite e derivados

Exp/Imp (média diária) – Os números preliminares da média diária do comércio exterior brasileiro de produtos lácteos nos 20 dias úteis de outubro, mostrou aumento de 33% nas exportações, e de 109,00% nas importações, em dólares, quando comparadas com a média diária de outubro de 2019.

Em volume os percentuais de crescimento foram de 7,5% e 126% das exportações e importações, respectivamente, na mesma comparação.

Com esse desempenho, o déficit diário brasileiro com o comércio de produtos lácteos passou de -US$ 1.262,3 mil em outubro de 2019, para - US$ 3.093,80 mil em outubro deste ano. No acumulado, o resultado da balança comercial de produtos lácteos em outubro, ficou em - US$ 61.878,1 mil, em dólares.

Elaboração: Terra Viva / Fonte: MDIC


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