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02/10/2026

Porto Alegre, 02 de outubro de 2026                                                     Ano 20 - N° 5.027


Pecuária responde por um terço da proteína global, revela FAO

Sistemas de produção pecuária, incluindo a avicultura, fornecem 33% de toda a proteína consumida no mundo e respondem por 40% do Produto Interno Bruto (PIB) agrícola global – o equivalente a cerca de US$ 1,8 trilhão -, apontou estudo divulgado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Segundo o levantamento, a segurança alimentar depende do abastecimento local e nacional, uma vez que apenas 15% da carne, 12% dos laticínios e 3% dos ovos produzidos globalmente são comercializados no mercado internacional.

Produção local é central para a segurança alimentar
A análise detalha que sistemas mistos de agricultura e pecuária e a criação de aves respondem, cada um, por cerca de 30% do fornecimento mundial de proteína animal.

A suinocultura representa 19% do total, o pastoreio tradicional responde por 12% e os confinamentos correspondem a 3%. No segmento de carnes, animais monogástricos concentram 74% da produção anual, enquanto os ruminantes somam 26%. O gado bovino responde por 81% da oferta global de leite.

Em termos regionais, a proteína de origem animal representa mais de 50% do aporte protéico nas Américas, na Europa e na Oceania, recuando para menos de 18% na África.

Pecuária responde por 12% das emissões globais
O relatório indica que a competição entre o cultivo de ração animal e a produção de alimentos para consumo humano por terras aráveis vem impulsionando o uso de subprodutos agroindustriais, fontes alternativas de nutrição e pastagens marginais para expandir a oferta de alimentos terrestres de origem animal.

Sob a ótica ambiental, a pecuária responde por 12% das emissões antrópicas de gases de efeito estufa, com o gado bovino e o metano entérico entre as principais fontes.
Fonte: Canal Rural


Piracanjuba lança novo comercial para apresentar sua linha de leite em pó

A Piracanjuba estreia um novo comercial em campanha nacional para apresentar a linha de leite em pó, composta pelas versões integral, integral instantâneo, desnatado, A2 e o composto zero lactose. O filme dá continuidade à linguagem que vem aproximando a marca de situações presentes no cotidiano dos brasileiros e consolidando um dos seus principais ativos de comunicação: o soletrar Pi-ra-can-ju-ba.

Desta vez, a marca leva essa linguagem para o ambiente de trabalho. Durante o tradicional cafezinho, um chefe prepara a bebida com leite em pó Piracanjuba e destaca a cremosidade. A partir de uma conversa cotidiana, as palavras passam a ser pronunciadas de forma silabada, criando uma conexão direta com a maneira como os consumidores já reconhecem e falam o nome da marca.

Mais do que um recurso criativo, a pronúncia silabada tornou-se parte da identidade. Pi-ra-can-ju-ba é uma forma de citar a marca que já faz parte do repertório dos brasileiros e que, nesta campanha, ganha novas aplicações ao ser incorporada naturalmente a diferentes situações do dia a dia.

Com a nova comunicação, a Piracanjuba também reforça a evolução de seu portfólio de leite em pó. A linha reúne diferentes opções para acompanhar preferências e necessidades de consumo, mantendo atributos associados à marca, como qualidade, confiança e praticidade. “Estamos apresentando nossa linha de leite em pó a partir de uma linguagem que já é muito reconhecida pelos consumidores. 

A forma de falar Piracanjuba se tornou um ativo da nossa marca e estamos explorando esse território de maneira cada vez mais natural, conectando-o a momentos que fazem parte da rotina das pessoas”, afirma Lisiane Campos, diretora de Marketing do Grupo Piracanjuba.

O filme integra o planejamento de marketing da companhia para 2026, que contempla o rejuvenescimento da marca, e a regionalização. A estratégia segue explorando diferentes ocasiões de consumo para apresentar categorias e produtos do portfólio, fortalecendo a presença da Piracanjuba na vida dos brasileiros.

Atualmente, a marca está presente em nove de cada dez lares brasileiros, reforçando sua relevância e proximidade com os consumidores. A nova campanha parte justamente desse reconhecimento para transformar uma característica tão própria, a forma como ela é pronunciada, em uma linguagem capaz de acompanhar diferentes momentos do cotidiano.

A estreia será em outubro com veiculação em TV aberta, plataformas digitais e redes sociais, com ações de alcance nacional e regional.
As informações são do Grandes Nomes da Propaganda, adaptadas pela Equipe MilkPoint.

 

Informativo Conjuntural 1939 de 1° de outubro de 2026

BOVINOCULTURA DE LEITE

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, os produtores de leite da Campanha seguem enfrentando os efeitos do temporal ocorrido no período anterior. Em algumas localidades, o fornecimento de energia elétrica ainda não havia sido restabelecido após sete dias do evento. 

Os produtores de Hulha Negra, Aceguá e Candiota estão utilizando geradores para manter as atividades diárias de ordenha e de resfriamento do leite. Os impactos são ainda mais expressivos entre os produtores de pequeno porte, que, em sua maioria, não dispõem de geradores. 

Em algumas propriedades, a ordenha está sendo organizada de forma escalonada, mediante compartilhamento de equipamentos com vizinhos, além da supressão da ordenha da tarde. Também foram registrados danos severos em galpões, mangueiras e cercas utilizadas na atividade. 

As condições de acesso às propriedades e aos equipamentos de resfriamento também representam dificuldades em razão da degradação de estradas provocada pelas chuvas intensas e volumosas. Problemas relacionados à coleta do leite também foram relatados em localidades de Santana do Livramento. 

Na de Caxias do Sul, os parâmetros de qualidade do leite estão dentro dos limites estabelecidos pela legislação brasileira. As contagens de células somáticas (CCS) e padrão em placas (CPP) também seguem conforme os padrões exigidos, e não há relatos de propriedades excluídas de laticínios ou cooperativas por problemas relacionados à qualidade do leite. 

Também não foram registrados casos de rejeição pelas indústrias devido à presença de resíduos de antibióticos. Foram registradas dificuldades de tráfego para as coletas nas linhas de leite devido ao barro nas estradas rurais. 

Na de Frederico Westphalen, em razão do excesso de umidade no período, segue elevado o risco de mastite e os problemas de casco, reforçando a necessidade de cuidados com a higiene na ordenha.  

Na de Ijuí, a produção de leite está estável. 

Na de Passo Fundo, o manejo dos rebanhos leiteiros, compostos por vacas em lactação, vacas secas, gestantes, novilhas e bezerras, seguiu as rotinas estabelecidas em cada propriedade. A alimentação foi baseada em pastagens, silagem, ração concentrada e sal mineral. 

Não foram registrados problemas sanitários relevantes nem infestações significativas por ectoparasitas. Entretanto, as condições de elevada umidade do solo e o acúmulo de barro nas áreas de manejo dos animais exigem atenção, especialmente em relação ao risco de aumento de mastites. 

Na de Pelotas, o principal impacto climático foi o prolongado desabastecimento de energia elétrica na zona rural, que exigiu o uso generalizado de geradores a diesel para manter as operações de ordenha e a refrigeração do leite. 

Em Pelotas, em algumas residências e galpões ocorreram destelhamentos e queda de árvores. Além dos impactos sobre os sistemas produtivos, foram registrados danos estruturais, como destelhamentos de galpões, quedas de árvores e bloqueios de estradas rurais, comprometendo temporariamente o escoamento da produção em localidades isoladas. 

Na de Porto Alegre, os rebanhos apresentam bom estado corporal em decorrência da adequada disponibilidade de forragem. Entretanto, as tempestades que atingiram a região no início da semana provocaram interrupções prolongadas no fornecimento de energia elétrica em diversas localidades. 

Na de Santa Maria, as matrizes têm sido manejadas em áreas de pastagens de inverno, que já entram em final de ciclo, com redução gradual do valor nutricional e da capacidade de atender às exigências das vacas em lactação. A condição nutricional dos rebanhos leiteiros na região é considerada regular. 

Na de Santa Rosa, a atividade leiteira ficou estável durante o período, e os rebanhos apresentam boas condições sanitárias e produtivas. Atualmente, a alimentação dos animais é composta principalmente por pastagens e silagem, que representam cerca de 65% da dieta, complementada por rações, fenos e suplementos. 
Fonte: Emater / Adaptado pelo sindilat

 

Jogo Rápido

PREVISÃO METEOROLÓGICA 
Na próxima semana, o tempo deverá oscilar entre condições estáveis e instáveis em todo o território gaúcho. na sexta-feira (02/10), o tempo deverá permanecer estável em grande parte do estado, sem previsão de chuva significativa. As temperaturas estarão em declínio ao longo desses dias.A partir do final do sábado (03/10) e ao longo do domingo (04/10), o avanço de um sistema de baixa pressão deverá favorecer o aumento da nebulosidade e as condições de instabilidade sobre o território gaúcho. Dessa forma, há previsão de chuva em diferentes localidades do estado. Na segunda-feira (05/10), o sistema de baixa pressão deverá continuar favorecendo condições de instabilidade sobre o Rio Grande do Sul, com previsão de chuva em diferentes localidades do estado. Na terça-feira (06/10) e na quarta-feira (07/10), o sistema começará a se afastar, reduzindo sua influência sobre grande parte do território gaúcho. Por conseguinte, há previsão de chuva apenas na metade norte. Nas demais regiões, não há previsão de chuva significativa. Fonte: Seapi / Adaptado por Sindilat