Porto Alegre, 22 de setembro de 2026 Ano 20 - N° 5.019
O 12º Prêmio Sindilat de Jornalismo abre inscrições neste dia 23 de setembro com novidades. Neste ano, a tradicional premiação promovida pelo Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS) para reconhecer o trabalho dos profissionais de imprensa, chega com novas categorias e premiações. Além de avaliação de trabalhos em jornalismo Eletrônico, Impresso e Online, a disputa homenageará aqueles que se dedicam à Mídia Corporativa.
“Entendemos que era tempo de renovar as categorias de forma a contemplar novas atribuições sem abrir mão do foco na boa reportagem”, salientou o presidente do Sindilat/RS, Guilherme Portella.
As premiações também tiveram mudanças em 2026. Os grandes campeões nas cinco categorias receberão troféus e viagens para diferentes destinos, incluindo Paris, Nova Iorque, Santiago do Chile e Rio de Janeiro. “Inovamos para oferecer aos premiados uma experiência enriquecedora por meio de viagens a diferentes destinos”, contemplou o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini.
As inscrições para o 12º Prêmio Sindilat de Jornalismo estão abertas até 23 de novembro. Os finalistas devem ser anunciados até 4 de dezembro e os grandes vencedores conhecidos na Festa de Final de Anos do Sindilat no mês de dezembro.
Os trabalhos deverão ter sido publicados ou veiculados entre 2 de novembro de 2025 e 1 de novembro de 2026 e abordar aspectos relacionados ao setor lácteo do Rio Grande do Sul.
A avaliação dos trabalhos inscritos ficará a cargo de Comissão Julgadora formada por profissionais da comunicação social, representantes do Sindilat/RS e instituições ligadas ao agronegócio e ao setor lácteo.
Serviço:
12º Prêmio Sindilat de Jornalismo
Inscrições: 23/09/2026 a 23/11/2026
Finalistas: até 4/12/2026
Vencedores: dezembro de 2026
Categorias: Eletrônico, Impresso, Editor do Ano, Online e Mídia Corporativa
Inscrições gratuitas abertas para o Milk Summit Mercosul 2026
As inscrições para o Milk Summit Mercosul 2026 já estão abertas. A participação no evento é gratuita, mas é obrigatória a inscrição prévia para garantir o acesso à programação. Nos dias 14 e 15 de outubro, em Ijuí (RS), durante a ExpoFest Ijuí, o evento reunirá especialistas nacionais e internacionais, produtores, indústrias, cooperativas, pesquisadores, empresas e lideranças para debater os principais desafios e oportunidades da cadeia leiteira.
Com uma programação voltada à inovação, competitividade, sustentabilidade, mercado, gestão e políticas públicas, o Milk Summit Mercosul consolida-se como um dos principais encontros do setor no Brasil e no Mercosul.
A participação é gratuita, mas as vagas devem ser garantidas por meio de inscrição antecipada. Inscreva-se clicando aqui: https://milksummitbrazil.com/inscricao/. (Sindilat/RS)
O consumidor não parou de comprar lácteos: veja o que mudou de fato segundo o Radar do Consumo
Dados mostram alta na variedade de lácteos vendidos em 2026, enquanto a inflação do leite UHT retém o volume total.
O mercado de lácteos no Brasil tem apresentado sinais de recuperação gradual ao longo de 2026, embora ainda acumule uma retração no volume total no ano. Segundo dados do Radar do Consumo, publicado pelo Observatório do Consumidor da Embrapa, o desempenho registrado em agosto apontou não apenas um crescimento no volume pontual, mas uma expansão mais bem distribuída entre os diferentes segmentos do setor, indicando uma reação ampla da demanda.
Enquanto nos primeiros meses do ano o crescimento observado ficou restrito a poucas categorias de grande porte, o cenário em agosto mostrou uma mudança relevante de dinâmica.
Para medir a abrangência dessa recuperação, avalia-se a proporção de linhas de produtos em alta por meio do Índice de Difusão do Consumo Lácteo, calculado com metodologia similar aos índices de difusão de produção do IBGE e de preços do Banco Central. Das 43 linhas de produtos acompanhadas, 26 registraram avanço nas vendas em agosto em comparação ao mesmo mês do ano passado.
Essa taxa de 60,4% representa o maior resultado do ano e a única leitura acima da marca de 50%. A comparação com março evidencia a diferença do momento atual: embora 8 das 13 grandes categorias agregadas mostrassem alta naquele mês, no detalhamento por produto a taxa de difusão foi de apenas 46,5%.
Essa distinção é decisiva para o setor, pois uma alta concentrada em poucas categorias costuma ser vulnerável e passageira, enquanto uma expansão disseminada indica que a demanda reagiu em várias frentes de forma simultânea, sugerindo um movimento estrutural e não apenas um efeito isolado de promoção, preço ou sazonalidade.
Apesar da melhoria na amplitude do crescimento, o volume acumulado de consumo de lácteos ainda apresenta queda de 3,3% entre janeiro e agosto de 2026, em um cenário onde o preço real praticamente não se moveu, registrando variação de -0,5%.
No entanto, o fator central para entender esse número acumulado está no desempenho isolado do leite longa vida. Por responder por 57,1% de todo o volume vendido do segmento, o leite UHT sozinho é responsável por 92% de toda a perda de volume acumulada no ano, pressionado por um preço que subiu 15,6% em doze meses.
Ao retirar o leite longa vida do cálculo geral, o restante do mercado de lácteos fecha agosto com crescimento de 3,1% no volume vendido em relação ao mesmo mês do ano anterior, marcando o melhor resultado em doze meses e demonstrando que os demais derivados vêm em trajetória de recuperação consistente.
As oscilações de consumo entre as diferentes linhas apontam para reorganizações claras no orçamento e nas escolhas das famílias. O leite em pó, por exemplo, registrou alta de 28,3% no mês, impulsionado por um preço 6,6% menor em doze meses e por um ganho de preferência junto ao público voltado para saúde e esportes.
Já os iogurtes e bebidas lácteas vêm crescendo puxados por nichos específicos, como as opções proteicas e sem lactose, em vez de uma alta generalizada de toda a categoria. Na ponta oposta, produtos como a mistura láctea condensada registraram queda de 21,8% em agosto. Em vez de migrar para os substitutos mais econômicos, o consumidor pressionado optou por reduzir a frequência de compra do produto tradicional.
O comportamento do segmento sem lactose também ilustra como a demanda tem se transformado. Depois de quatro anos como a categoria de maior crescimento contínuo, o leite líquido sem lactose acumulou queda de 1,8% no volume no ano, acompanhado pelo maior aumento de preço de todo o painel, próximo a 20%. Isso não significa que o consumidor abandonou o atributo, mas sim que a busca por ele mudou de categoria.
Em agosto, enquanto o queijo sem lactose recuou 8,5%, o iogurte sem lactose cresceu 48,9% e a versão grega sem lactose avançou 35,5%. Esse movimento revela dois perfis distintos de compra: o consumidor por restrição médica, que depende do leite líquido e reduz o volume quando o preço sobe, e o consumidor por preferência ou estilo de vida, que busca valor agregado e decide trocar de item dentro do mesmo atributo, migrando do leite para categorias onde percebe maior benefício, como os iogurtes.
O panorama geral indica que o consumidor não está simplesmente abandonando o consumo de lácteos, mas reorganizando ativamente suas escolhas. Ele altera formatos quando o preço do item básico encarece, transfere a busca por atributos funcionais para outros tipos de derivados e sustenta o crescimento do setor nos pontos do portfólio onde percebe maior valor real.
As informações são do Observatório do Consumidor, adaptadas pela equipe MilkPoint.
Jogo Rápido
MILHO/CEPEA: Cotações recuam em SP, mas sobem em outras regiões
Cepea, 21/09/2026 – Os valores do milho registram movimentos distintos dentre as regiões acompanhadas pelo Cepea. Em São Paulo, as negociações estão limitadas, e os preços recuaram, enquanto em algumas regiões produtoras as cotações subiram nos últimos dias. De acordo com pesquisadores do Cepea, em São Paulo, compradores priorizaram o consumo dos estoques nos últimos dias, em detrimento de realizarem novas aquisições no mercado spot. O Centro de Pesquisas destaca que, apesar da demanda enfraquecida, produtores também têm limitado parte dos lotes para negociação, visto que parte deles está focada nos trabalhos de campo, atenta às previsões climáticas e à possibilidade de efeitos negativos na produtividade das lavouras.Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)