Porto Alegre, 14 de agosto de 2026 Ano 20 - N° 4.693
Italac assina contrato para adquirir ativos da marcas Líder e Tânia
Negócio inclui plantas industriais em São Paulo e Paraná, rede de captação em quatro estados e depende do aval do Cade.
A Goiásminas Indústria de Laticínios Ltda., dona da marca Italac, assinou em 14 de agosto de 2026 o contrato para a aquisição de determinados ativos operacionais da A.R.C. Logística e Alimentos Ltda., vinculados às unidades industriais de Presidente Prudente (SP), Lobato (PR) e Guaraçaí (SP), bem como aos postos de captação localizados nos estados do Paraná, São Paulo, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, incluindo as marcas Líder e Tânia.
A incorporação das fábricas e da rede de fornecedores amplia a capacidade de processamento da Italac e diversifica seu catálogo de produtos no varejo nacional, em alinhamento com a meta de expansão contínua do grupo.
O fechamento definitivo do negócio passará pela análise e aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), bem como do cumprimento das etapas contratuais previstas. Até a deliberação do órgão regulador e a conclusão dos trâmites, Italac e A.R.C. mantêm suas operações de forma independente, sem alterações na rotina das fábricas ou no fornecimento de produtos ao mercado.
As informações são da Italac, adaptadas pela equipe MilkPoint.
Mercado global de queijos deve atingir US$ 328 bilhões até 2034
O mercado global de queijos deverá atingir US$ 328 bilhões à medida que os gostos dos consumidores evoluem e deverá crescer à medida que a procura por queijos artesanais e destinados ao fast food aumenta. Uma pesquisa da Fortune Business Insights prevê que o mercado crescerá de US$ 208,66 bilhões em 2026 para US$ 328,71 bilhões em 2034.
Embora a Europa tenha dominado o mercado em 2025 com uma participação de 48,43%, a indústria de queijos nos EUA deverá crescer "significativamente" até 2032. O relatório afirmou que o crescimento nos EUA vem sendo impulsionado pelo uso do queijo como ingrediente em itens de fast food, como pizza e sanduíches, bem como pelo seu uso crescente em culinárias étnicas, como a italiana e a mexicana.
No entanto, existem diversas tendências que impulsionam o crescimento em todo o mundo. A pesquisa apontou que a demanda do consumidor por produtos frescos, caseiros e especiais tem impulsionado o crescimento de produtores artesanais que utilizam técnicas de processamento naturais.
O estudo também apontou para o alto consumo de queijos naturais, como o cheddar e o parmesão, devido ao aumento da sua vida útil, perfil de sabor, utilização na culinária e crescimento das marcas próprias de queijos em supermercados. Esses queijos, feitos com ingredientes naturais e com menos ou nenhum conservante, também atraem os consumidores preocupados com a saúde, segundo a previsão.
A mussarela representa a maior fatia de mercado devido ao seu uso generalizado no preparo de pratos como massas caseiras, pizzas e risotos, além de seu alto consumo global. Existe também uma crescente demanda por produtos alimentícios ocidentais nos países da Ásia-Pacífico e do Oriente Médio, o que impulsionará ainda mais a adoção da mussarela e do cheddar.
O relatório também destacou diferenças e tendências regionais
O estudo revelou que a América do Norte é "impulsionada principalmente" pelos hábitos de consumo de lanches e sobremesas em constante mudança da geração millennial. A crescente popularidade do consumo de lanches rápidos entre os millennials americanos impulsionou a demanda por pizzas e sanduíches de queijo.
Os consumidores europeus estão optando por alimentos saudáveis para manter a saúde e o bem-estar físico. Esses alimentos possuem características benéficas, como o posicionamento orgânico e não transgênico no varejo. Os principais players desse mercado estão focando na diversificação de seus portfólios de produtos. A região Ásia-Pacífico também apresenta aumento na demanda por produtos funcionais com "alegações naturais" e outros benefícios para a saúde, como produtos não transgênicos ou enriquecidos com probióticos.
O mercado no Oriente Médio e na África está testemunhando um crescimento substancial, visto que o queijo desempenha um papel fundamental na dieta diária, oferecendo diferentes sabores e diversos benefícios nutricionais. Os millennials do Oriente Médio têm demonstrado preferência por lanches saudáveis, já que os petiscos à base de queijo são frequentemente considerados uma opção de lanche.
O artigo foi escrito por Michelle Perrett, publicado no Dairy Reporter e traduzido pela Equipe MilkPoint.
BOVINOCULTURA DE LEITE
A atividade leiteira ficou estável na maior parte das regiões. As matrizes apresentaram, de modo geral, bom estado corporal e produções relativamente constantes. Entretanto, o excesso de umidade foi o principal fator de atenção durante a semana por dificultar o acesso às pastagens, aumentar os problemas de casco e de mastite e exigir maior cuidado com as condições de manejo e higiene.
Em algumas regiões, também houve redução pontual da produção e dificuldades operacionais, como problemas na ordenha e interrupções no fornecimento de energia elétrica, com necessidade de uso de geradores e ocorrência de perdas por descarte de leite.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, as matrizes leiteiras apresentam bom estado corporal e se alimentam principalmente de pastagens anuais de inverno, como aveia e azevém, sendo suplementadas com alimento concentrado e/ou silagem e feno.
Em alguns locais, foram relatados problemas relacionados às condições do piso e aos acessos dos animais às pastagens devido ao excesso de umidade.
As produções de leite estão estáveis, embora, em alguns locais, tenha sido observada pequena diminuição em decorrência das condições climáticas e do excesso de umidade no solo.
Na de Caxias do Sul, a sanidade do rebanho ficou adequada. Os produtores realizaram tratamentos preventivos e alguns para mastites, além de controle de ectoparasitoses.
Na de Ijuí, nos sistemas de produção estabulados, houve dificuldades em manter baixa a umidade dos materiais das camas dos animais, sendo necessária maior reposição de material seco. Nos sistemas a pasto, a formação de barro dificultou o deslocamento dos animais e ocasionou aumento de problemas nas patas dos animais.
Na de Pelotas, em Canguçu, Capão do Leão e Pedras Altas, a falta prolongada de
energia elétrica decorrente de temporais exigiu o uso de geradores e provocou perdas por descarte de leite.
Na de Santa Rosa, a atividade ficou estável, sem registros de interrupção na coleta de leite pelas empresas, mesmo diante dos elevados volumes de chuva na região. Os volumes produzidos seguem relativamente constantes, favorecidos pelo retorno à lactação de vacas recém-paridas e pela boa condução do manejo nas propriedades.
As temperaturas mais amenas proporcionaram condições favoráveis ao conforto térmico dos animais. Entretanto, a elevada umidade e a formação de barro, nas áreas de circulação, nos acessos e nas instalações, aumentaram as dificuldades operacionais, exigindo maior atenção ao manejo.
A sanidade segue como ponto de atenção, uma vez que as condições de umidade favorecem problemas de cascos e aumentam o risco de mastite.
Dessa forma, os produtores têm reforçado os cuidados com higiene, manejo e conforto animal, buscando preservar a qualidade do leite e os índices produtivos.
(Emater/RS editado pelo Sindilat/RS)
Jogo Rápido
BOLETIM INTEGRADO AGROMETEOROLÓGICO No 33/2026 – SEAPI
Na próxima semana, haverá ocorrência de chuva e aumento das temperaturas e a atuação de um cavado, associada aos efeitos da circulação atmosférica, deverá favorecer o transporte de umidade para o Rio Grande do Sul. Dessa forma, haverá aumento da instabilidade, com previsão de chuva em diferentes regiões do estado ao longo desses dois dias. No sábado (15/08), o transporte de umidade ficará mais limitado à metade norte do estado e ao litoral. Nessas regiões, há previsão de chuva em pontos isolados. No domingo (16/08), a manutenção do transporte de umidade deverá favorecer novamente a ocorrência de instabilidades no Rio Grande do Sul. Há previsão de chuva em diferentes regiões do estado. Entre os dias 14/08 e 16/08, haverá aumento gradual das temperaturas e possibilidade de ocorrência de rajadas de vento nas proximidades do litoral do estado. Entre a segunda-feira (17/08) e a quarta-feira (19/08), a manutenção do transporte de umidade e o avanço de um sistema de baixa pressão pelo oceano deverão continuar favorecendo a ocorrência de instabilidades no Rio Grande do Sul. Há previsão de chuva em diferentes regiões do estado ao longo desse período. De forma geral, os acumulados de precipitação devem variar entre 20 mm e 100 mm ao longo da semana. (Seapi)