
Porto Alegre, 10 de agosto de 2026 Ano 20 - N° 4.689
Chuvas causaram perdas de 143 mil toneladas no campo gaúcho
Eventos climáticos registrados no Rio Grande do Sul afetaram 30 mil propriedades rurais durante a segunda quinzena de julho, segundo Emater
As chuvas excessivas, os ventos fortes e o granizo registrados na segunda quinzena de julho provocaram perdas expressivas na agropecuária gaúcha, atingindo 30.007 propriedades rurais em 101 municípios e resultando em 143,4 mil toneladas de perdas nos principais grupos produtivos, segundo balanço da Emater/RS-Ascar. Entre as principais culturas afetadas estão o tabaco, com 40 mil toneladas perdidas; o trigo, com 19,6 mil toneladas; e a canola, com 7,8 mil toneladas. Na pecuária leiteira, 2,38 milhões de litros deixaram de ser comercializados em razão dos efeitos do temporal.
A análise da empresa de assistência técnica mostrou que houve ainda danos à infraestrutura, incluindo 18 mil quilômetros de estradas vicinais afetadas, o que prejudicou o escoamento da produção e o acesso a serviços essenciais. Outro problema apontado foi a contaminação de 173 fontes de água, deixando mais de 1,2 mil famílias desabastecidas. A capacidade de estocagem também foi prejudicada pelas perdas em 207 armazéns e silos no Estado.
Das frutas, os citros foram os que sofreram mais com o clima, somando perdas de 6.890 toneladas, concentradas principalmente na cultura de laranja (5.725,75 t) e de bergamota (1.162,33 t). O número de produtores afetados chegou a 493, representando 99,8% do total.
Na olericultura, que reúne hortaliças, legumes e verduras, os maiores prejuízos ocorreram nos tubérculos e raízes, com perdas de 38 mil toneladas. Segundo a Emater/RS-Ascar, a pecuária apresentou menor abalo em comparação com outras cadeias, apesar da morte de 43 bovinos de corte, 25 bovinos de leite e 51 suínos.
Na piscicultura, houve a perda de 17,40 toneladas de peixes devido ao excesso de precipitações e enxurradas, afetando diretamente 39 produtores.
Leite e pastagens
A atividade leiteira também foi significativamente afetada em razão da interrupção logística em aproximadamente 18 mil quilômetros de estradas rurais danificadas pelos eventos climáticos. Além disso, o excesso de umidade dificultou o acesso interno aos resfriadores, o que prejudicou as coletas de leite.
“As restrições de acesso às propriedades impediram o escoamento da produção, somando-se à falta de energia elétrica para a manutenção da refrigeração, o que resultou em 192.806 litros de leite por dia não coletados e em um volume acumulado de 2.382.710 litros não comercializados”, informou o relatório da Emater.
Esse total corresponde a cerca de 12 dias de coleta diária comprometida. Ao todo, 1.788 produtores foram afetados.
O excesso de chuvas também prejudicou as pastagens cultivadas e o desenvolvimento vegetativo. Mais de 100 mil hectares de pastagens (nativas e cultivadas) foram afetados, com perdas médias de produtividade em torno de 26%.
“Esse cenário compromete a alimentação dos rebanhos no curto prazo e pode agravar a situação da pecuária nos próximos meses e exige um planejamento para a suplementação alimentar, que aumenta o custo de produção da atividade. Os cultivos de cereais de inverno para a elaboração de silagem e pré-secado também tiveram perdas relatadas”, disse a Emater/RS-Ascar.
Após a fase emergencial, a empresa de assistência técnica entende que o atual momento exige esforços na avaliação dos danos e no planejamento das ações de recuperação. “A recomposição das condições de vida das famílias afetadas deve constituir a prioridade, seguida pela recuperação da capacidade produtiva das propriedades rurais, buscando restabelecer a autossuficiência econômica dos produtores e a continuidade das atividades agropecuárias”, informou a Emater/RS-Ascar.
Perdas em números
Grãos (cevada, milho, trigo, canola e aveia): 34.791,86 toneladas
Olericultura (folhosas, tubérculos, raízes, bulbos, condimentos e outras hortaliças): 61.544,15 toneladas
Fruticultura (citros, pêssego, morango e banana): 6.966,92 toneladas
Tabaco: 40.060,28 toneladas
Total: 143.363,21 toneladas
As informações são do Correio do Povo
CONSELEITE MINAS GERAIS
RESOLUÇÃO DE FECHAMENTO DO MÊS DE JULHO/2026
A diretoria do Conseleite Minas Gerais no dia 07 de Agosto de 2026, atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I e de acordo com metodologia definida pelo Conseleite Minas Gerais que considera os preços médios e o mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes, aprova e divulga:
a) os valores de referência do leite base, maior, médio e menor valor de referência para o produto entregue em Junho/2026 a ser pago em Julho/2026
b) os valores de referência do leite base, maior, médio e menor valor de referência para o produto entregue em Julho/2026 a ser pago em Agosto/2026.
Nota Técnica:
O Valor Base de Referência corresponde à capacidade de pagamento da indústria pelo leite, considerando os seguintes parâmetros de volume e qualidade: produção de 160 litros/dia, Contagem de Células somáticas (CCS) de 400 mil células/mL, Contagem Padrão em Placas (CPP) de 100 mil UFC/mL, teor de gordura de 3,30% e teor de proteína de 3,10%.
Atenção:
A Câmara Técnica do Conseleite MG está conduzindo a revisão dos parâmetros que compõem os valores de referência do Conseleite MG, com conclusão prevista para setembro de 2026. Após a conclusão desse processo, o Valor Base de Referência deixará de ser publicado pelo Conseleite MG, permanecendo inalterada a divulgação das demais categorias da tabela de valores de referência.
Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada leite base se refere ao leite analisado que contém 3,30% de gordura, 3,10% de proteína, 400 mil células somáticas/ml, 100 mil ufc/ml de contagem bacteriana e produção individual diária de até 160 litros/dia. Os valores são posto propriedade incluindo 1,5% de Funrural.
CALCULE O SEU VALOR DE REFERÊNCIA
O Conseleite Minas Gerais gera mais valores do que apenas o do leite base, maior, médio e menor valor de referência, a partir de uma escala de ágios e deságios por parâmetros de qualidade e ágio pelo volume de produção diário individual, apresentados na tabela acima.
Visando apoiar políticas de pagamento da matéria-prima leite conforme a qualidade e o volume, o Conseleite Minas Gerais disponibiliza um simulador para o cálculo de valores de referência para o leite analisado em função de seus teores de gordura, proteína, contagem de células somáticas, contagem bacteriana e pela produção individual diária. O simulador está disponível no seguinte endereço eletrônico: www.conseleitemg.org.br. Belo Horizonte, 07 de Agosto de 2026. (Conseleite/MG)
A harmonia entre herança e futuro: o case de sucesso do rebranding da Scala
O mercado lácteo brasileiro tem passado por profundas transformações, exigindo das indústrias um olhar atento às novas demandas de comunicação sem que percam sua essência. É exatamente essa jornada de evolução que levou a Scala a ser um dos destaques do Dairy Vision Awards deste ano, concorrendo na categoria Case de Marketing & Construção de Marca.
O reconhecimento no prêmio coroa um projeto de rebranding estratégico e cuidadoso, lançado em um momento muito emblemático para a companhia. Segundo Maria Cerchi, Diretora Administrativa da Scala, a decisão de reformular a logomarca e as embalagens não aconteceu por acaso. "O rebranding aconteceu em um momento muito simbólico da nossa trajetória: o ano em que a Scala celebrou 60 anos de história", explica a diretora, ressaltando que a evolução da empresa precisava ser refletida em uma nova fase, capaz de traduzir a ambição de crescimento no varejo e a conexão com o consumidor final, somando-se à já consolidada reputação entre chefs e profissionais da gastronomia.
Transformar a identidade visual de uma marca sexagenária e tão presente no imaginário dos consumidores exige sensibilidade para não apagar legados importantes. Para a Scala, a construção do novo posicionamento apoiou-se em quatro pilares fundamentais que sempre guiaram a trajetória da empresa: a origem mineira, a tradição italiana, a paixão pela qualidade e o compromisso de fazer o bem. "O maior desafio foi equilibrar o respeito à história com a necessidade de projetar a Scala para os próximos 60 anos", destaca Maria Cerchi.
Em vez de uma ruptura com o passado, a companhia optou por preservar símbolos vitais. O novo brasão, por exemplo, foi inspirado nas cores de Minas Gerais, da Itália e nas montanhas da Canastra, berço da empresa. Aliada a isso, a assinatura "tradição italiana, mineira de coração" sintetiza perfeitamente a origem do fundador, o italiano Sr. Nino, reafirmando o frescor de uma marca que busca manter um posicionamento premium e contemporâneo no mercado.
Essa dualidade entre o respeito ao cuidado artesanal e o ganho de eficiência técnica industrial transparece de forma direta nos pontos de venda. As novas embalagens foram desenhadas com um design mais limpo e sofisticado para comunicar de imediato a qualidade técnica e os diferenciais do portfólio da Scala, ajudando o consumidor a perceber a dedicação envolvida em cada etapa da produção.
Uma das mudanças mais notáveis nas gôndolas foi o retorno estratégico às origens cromáticas da companhia. "As novas embalagens partiram do resgate de elementos que fazem parte da história da Scala. O principal deles é a predominância do vermelho, uma referência à primeira logomarca da marca, criada em 1963, e à identidade visual da nossa muçarela", conta a Diretora Administrativa. Com a padronização das cores, tipografia e elementos gráficos, a marca conseguiu não apenas fortalecer o reconhecimento de suas linhas, mas também tornar a decisão de compra mais intuitiva.
Mas o reposicionamento da Scala provou ir além da estética, abraçando de forma profunda o compromisso com toda a cadeia produtiva, um tema vital para a evolução da indústria láctea. A narrativa desta nova fase foi ancorada no conceito "muito além do queijo". Conforme pontua Maria Cerchi, um dos pilares centrais da campanha traduz com exatidão a visão corporativa atual de que o papel da empresa ultrapassa a fabricação de alimentos, envolvendo diretamente a geração de valor para as pessoas e para o meio ambiente.
Ao trazer para o centro da sua comunicação iniciativas práticas focadas no uso eficiente de recursos naturais, na redução do consumo de água, na gestão ambiental certificada e no fortalecimento da cadeia leiteira, a Scala comprova que a confiança conquistada em seis décadas é fruto de uma atuação responsável, pautada pelo respeito contínuo aos produtores parceiros e às comunidades.
A receptividade a toda essa transformação tem sido positiva, comprovando para a indústria que é perfeitamente possível ditar tendências e crescer respeitando o próprio legado. O feedback de clientes, consumidores e parceiros atesta que a nova identidade preserva a alma da Scala, preparando a marca de forma robusta para os próximos capítulos de sua história.
Para o setor lácteo, o projeto demonstra a força da indústria brasileira na conciliação autêntica entre tradição e inovação com propósito, servindo de inspiração sobre como marcas longevas podem e devem evoluir com coerência. Para se aprofundar nas tendências que estão moldando a comunicação no setor lácteo e conhecer outras inovações de destaque, não deixe de conferir os detalhes sobre o Dairy Vision Awards e como participar da premiação. (Milkpoint)
Jogo Rápido
Associados do Sindilat/RS têm 10% de desconto no Interleite Brasil 2026
Os associados do Sindilat/RS contam com 10% de desconto na inscrição para participar do Interleite Brasil 2026. Com o tema “Capacitando e fortalecendo a produção de leite no Brasil”, o evento será realizado nos dias 18, 19 e 20 de agosto, no Gaudium Hall, em Uberlândia (MG), reunindo produtores, técnicos, gestores, pesquisadores e lideranças do setor para discutir os desafios e as oportunidades da atividade leiteira. A edição de 2026 traz como tema “O futuro do leite passa por quem decide evoluir” e a programação contará com duas salas simultâneas de palestras, permitindo que os participantes escolham entre conteúdos voltados à tecnologia aplicada ou à gestão. Entre os temas abordados estão manejo e nutrição de bezerras, saúde animal, qualidade do leite, automação e robótica na ordenha, formulação de dietas, produção de volumosos, gestão econômica, gestão de pessoas, bioseguridade e estratégias para aumentar a eficiência dos sistemas produtivos. Além das palestras, o Interleite Brasil promoverá debates, apresentação de estudos de caso, espaço para exposição de empresas e oportunidades de networking entre os diferentes elos do setor. A programação completa está disponível em https://www.interleite.com.br/. Link de desconto para associados do Sindilat/RS, CLIQUE AQUI. (Sindilat/RS)