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16/06/2026

Porto Alegre, 16 de junho de 2026                                                          Ano 20 - N° 4.652


IBGE: Aquisição de leite tem alta em relação ao mesmo período de 2025

A aquisição de leite cru nos três primeiros meses do ano foi de 6,78 bilhões de litros, acréscimo de 2,6% em relação ao 1º trimestre de 2025, e queda de 8,0% em comparação com o trimestre imediatamente anterior. Foi a maior aquisição de leite em um 1º trimestre de toda a série histórica.

Aquisição de Leite 

No 1º trimestre de 2026, a aquisição de leite cru feita pelos estabelecimentos que atuam sob algum tipo de inspeção sanitária (Federal, Estadual ou Municipal) foi de 6,78 bilhões de litros. Este foi um recorde histórico para um primeiro trimestre, superando o primeiro trimestre de 2025 (último recorde histórico) em 172,6 milhões de litros, equivalente a um acréscimo de 2,6% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior e uma redução de 8,0% em comparação com o trimestre imediatamente anterior. Os meses de janeiro, fevereiro e março de 2026 apresentaram os maiores valores da série histórica, considerando todos os primeiros trimestres.   Janeiro foi o mês de maior captação, com 2,4 bilhões de litros, enquanto fevereiro 2,1 bilhões, e março 2,2 bilhões, variações de 3,9%, 2,2% e 1,6%, respectivamente, em relação aos mesmos meses do ano anterior. No Gráfico I.11 é possível perceber um comportamento cíclico no setor leiteiro, em que o 1° trimestre regularmente apresenta queda da aquisição de leite em relação ao 4° trimestre do ano anterior. Em relação ao preço médio do leite pago ao produtor, ocorreu queda (-18,8 %) em relação ao mesmo período do ano anterior e alta (+1,4%) em relação ao quarto trimestre de 2025.

A Região Sul apresentou a maior proporção na captação de leite cru, 41,2% do total, seguida pelas Regiões Sudeste (36,4%), Centro-Oeste (9,7%), Nordeste (9,3%) e Norte (3,5%). No comparativo do 1º trimestre de 2026 com o mesmo período de 2025, o acréscimo de 172,6 milhões de litros de leite captados em nível nacional é proveniente de aumentos registrados em 12 das 26 UFs participantes da Pesquisa Trimestral do Leite. Nas Unidades da Federação, as variações positivas mais significativas ocorreram em: Paraná (+88,74 milhões de litros), Rio Grande do Sul (+60,24 milhões de litros), Santa Catarina (+44,56 milhões de litros), Minas Gerais (+26,63 milhões de litros) e Ceará (+12,76).  As principais quedas ocorreram em: Goiás (-36,25 milhões de litros), Rondônia (-16,05 milhões de litros) e Mato Grosso (-15,09 milhões de litros) (Gráfico I.12). 

O preço líquido médio do litro de leite pago ao produtor no 1º trimestre de 2026 foi de R$ 2,24, valor 18,8% inferior ao praticado no trimestre equivalente do ano anterior. Em comparação ao preço médio do 4° trimestre de 2025, houve crescimento de 1,4% (Gráfico I.13). O preço foi aumentando ao longo do trimestre, passando de R$ 2,10 em janeiro, para R$ 2,20 em fevereiro, e atingindo o maior valor, de R$ 2,44, no mês de março. 

Segundo o IPCA, o item Leite e derivados teve alta de 2,54% no acumulado de janeiro a março de 2026, acima do Índice geral da inflação de 1,92%. As altas mais significativas foram verificadas para Leite longa vida com 6,80%, Leite fermentado (5,53%) e Iogurte e bebidas lácteas (3,11%). As maiores quedas no preço foram para Leite em pó (-1,56%), Leite condensado (-1,48%) e Manteiga (-1,09%). A maior parte da captação de leite foi realizada por estabelecimentos que receberam mais de 150 mil litros por dia, responsáveis por 68,6% do volume captado no 1º trimestre de 2026 (Tabela I.7).

No 1º trimestre de 2026, participaram da Pesquisa Trimestral do Leite 2015 estabelecimentos, 636 (31,6%) registrados no Serviço de Inspeção Federal (SIF), 896 (44,5%) no Serviço de Inspeção Estadual (SIE) e 483 (24,0%) no Serviço de Inspeção Municipal (SIM), respondendo, respectivamente, por 87,1%, 11,1% e 1,8% do total de leite captado. O Estado do Amapá foi a única Unidade da Federação a não participar da Pesquisa, por não apresentar estabelecimento elegível ao universo investigado. (IBGE)


GDT - GLOBAL DAIRY TRADE

Fonte: GDT adaptado pelo Sindilat/RS

 

 

Mercado financeiro eleva previsão da Selic para 13,75% ao ano

Pela segunda semana seguida, às vésperas da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), o mercado financeiro elevou a estimativa para a taxa básica de juros, a Selic. A previsão dos analistas para os juros, até o final de 2026, passou de 13,5% ao ano para 13,75% ao ano.

A informação está no boletim Focus desta segunda-feira (16), pesquisa divulgada semanalmente pelo BC com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Para 2027 e 2028, a projeção é que a Selic seja reduzida para 12% ao ano e 10,25% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa, que é o principal instrumento do BC para controlar a inflação, deve chegar a 10% ao ano.

O Copom faz, nesta semana, nova reunião para decidir sobre a Selic e a previsão do mercado financeiro é que ela seja mantida em 14,5% ao ano neste encontro. Na última reunião, em abril, por unanimidade, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, pela segunda vez seguida, apesar das tensões em torno da guerra no Oriente Médio.

De junho de 2025 a março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. O Copom voltou a cortar os juros num cenário de queda da inflação, no entanto, a guerra no Oriente Médio impactou a economia do país, com o aumento dos preços de combustíveis e de alimentos pressionando a inflação.

Pela segunda semana seguida, às vésperas da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), o mercado financeiro elevou a estimativa para a taxa básica de juros, a Selic. A previsão dos analistas para os juros, até o final de 2026, passou de 13,5% ao ano para 13,75% ao ano.

A informação está no boletim Focus desta segunda-feira (16), pesquisa divulgada semanalmente pelo BC com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Para 2027 e 2028, a projeção é que a Selic seja reduzida para 12% ao ano e 10,25% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa, que é o principal instrumento do BC para controlar a inflação, deve chegar a 10% ao ano.

O Copom faz, nesta semana, nova reunião para decidir sobre a Selic e a previsão do mercado financeiro é que ela seja mantida em 14,5% ao ano neste encontro. Na última reunião, em abril, por unanimidade, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, pela segunda vez seguida, apesar das tensões em torno da guerra no Oriente Médio.

De junho de 2025 a março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. O Copom voltou a cortar os juros num cenário de queda da inflação, no entanto, a guerra no Oriente Médio impactou a economia do país, com o aumento dos preços de combustíveis e de alimentos pressionando a inflação. (Agência Brasil)


Jogo Rápido

MILHO/CEPEA: Expectativa de produção elevada pressiona cotações
Cepea, 15/06/2026 – Apesar de o início da colheita ainda estar concentrada em poucos estados brasileiros, a projeção de aumento da oferta nas próximas semanas tem pressionado os valores do milho na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea. Segundo o Centro de Pesquisas, compradores, atentos à possível safra volumosa, têm limitado o volume de negociações, à espera de desvalorizações mais expressivas nas próximas semanas. Vendedores, por sua vez, estão mais flexíveis nas negociações, reduzindo as pedidas e/ou ajustando a data de entrega ou de pagamento, com o intuito de escoar o cereal neste início de colheita. A retração de consumidores, inclusive, foi reforçada pelas últimas estimativas divulgadas pela Conab e pelo USDA, apontando aumentos na produção brasileira em 2025/26 e na oferta mundial 2026/27. No Brasil, de acordo com pesquisadores do Cepea, o aumento é reflexo da melhora na produção da safra verão, enquanto em termos mundiais, países como a Índia terão aumento na safra, cenário que também elevou os estoques mundiais do cereal. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)