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A Superintendência do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento no Estado do RS (Mapa/RS) tem nova chefia. A engenheira agrônoma Helena Pan Rugeri foi nomeada pelo secretário-executivo do Mapa, Marcos Montes, no dia 27 de fevereiro. Helena assume o cargo no lugar do médico veterinário Bernardo Todeschini, que deixa a Superintendência por conta da aprovação no cargo de adido agrícola para a União Europeia.
 
Foto: Marcelo Bertani/ALRS

Representantes do Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina reunirão sugestões do setor lácteo a serem enviadas ao Ministério da Agricultura a respeito do Plano de Competitividade Leite Brasil (CompeteLeite BR), que trata de questões diversas que influenciam direta ou indiretamente na competitividade do segmento. A base do trabalho será o levantamento preliminar realizado no Rio Grande do Sul e que foi apresentado pelo secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, na reunião da Aliança Láctea Sul-Brasileira, realizada nesta sexta-feira (13/03) na sede da Farsul, em Porto Alegre. O resultado será levado à reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Leite e Derivados no dia 7 de abril.

Um apontamento importante mencionado em relação ao CompeteLeite BR é sobre a inexistência de um nivelamento de informações e ações dos inspetores federais, o que resulta em exigências diferentes no ato de controle das indústrias. A sugestão é a realização de fóruns e encontros de nivelamento interno e com a iniciativa privada.

A reunião também tratou da necessidade de revisão de normas de sanidade animal e fiscalização no país. Com o objetivo de desenvolver ações compartilhadas de controle da brucelose e tuberculose nos três estados do Sul, foi criado um grupo de trabalho específico para tratar das sugestões sobre as normas de sanidade animal. O presidente da Comissão Técnica de Bovinocultura de Leite da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP), Ronei Volpi, salientou que o Sul tem a menor prevalência do país. “Temos que adotar uma política de trabalho para avançarmos no controle de brucelose e tuberculose em complementação ao que já fizemos com a aftosa”, salientou.

Outra questão que preocupa os estados do Sul refere-se à nova exigência dos controles estatísticos diários sobre as entradas e o processamento na indústria, tema que veio recentemente à tona por meio do chamado Sistema de Informações Gerenciais do Serviço de Inspeção Federal (SIGSIF).

Retirada da vacinação
O calendário de retirada de vacinação contra a febre aftosa no Brasil também foi tema da reunião da Aliança Láctea. O presidente da Farsul, Gedeão Pereira, informou que a situação do Rio Grande do Sul está em análise e que o maior indicador de que não há circulação de vírus em território gaúcho é “o fato de Santa Catarina não vacinar o rebanho e não ter registro de caso”.  

Volpi argumentou que o certificado de status livre de aftosa sem vacinação é um passaporte. “Cabe às empresas buscarem seus mercados”, ressaltou.

O presidente do Sindilat e coordenador da Aliança Láctea Sul Brasileira, Alexandre Guerra, sustentou que a abertura de novos mercados, seja no Mercosul, na União Europeia ou na China, é de extrema relevância para o cenário lácteo nacional. "É com a exportação que teremos mais oportunidades de expandir os negócios dos laticínios na Região Sul", afirma. Segundo Guerra, a união dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná é uma estratégia forte para levar as necessidades da região até Brasília.

 

O primeiro compost barn construído em ambiente de pesquisa será inaugurado nesta quinta-feira (12/3), dentro do Campo Experimental da Embrapa Gado de Leite, no município mineiro de Coronel Pacheco. Fruto da parceria entre Embrapa e Associação Brasileira de Criadores de Gir Leiteiro (GIR), com um investimento de R$ 1,2 milhão, as instalações se caracterizam pela oferta de conforto máximo aos animais, em um espaço limpo, climatizado, sustentável e que respeita as condições e exigências de bem-estar dos bovinos. A entrega do compost barn vai reunir autoridades a partir das 10h, entre eles o presidente da Embrapa, Celso Moretti, além da sinalização de presença da ministra da Agricultura, Tereza Cristina. “O espaço chamado ‘Sistema de Produção Compost Barn Vacas e Pessoas Felizes’ terá como foco a produção de pesquisa e conhecimento para a geração de indicadores que serão utilizados pelos produtores para que possam otimizar seus ganhos nas propriedades”,explica o chefe-geral da Embrapa Gado de Leite, Paulo Martins. 

Segundo Martins, no mesmo dia da inauguração, vão ingressar no sistema Compost Barn 80 vacas das raças Holandês e Girolando, quando será dado início ao trabalho de monitoramento em ambiente de pesquisa para a produção de indicadores ao setor leiteiro. “O Compost Barn vai produzir conhecimento dentro de um espaço que se diferencia pela inovação e conectividade”, afirma Martins. A tecnologia presente no espaço será possível graças à parceria com startups que, ao longo dos últimos anos, participaram do Desafio Ideas For Milk (Cowmed, Onfarm e Bionexus), que todos os anos expõe o trabalho de empresas que desenvolvem soluções inovadores para a cadeia leiteira. 

O Composto Barn será multifuncional, com uma instalação voltada a experimentos convencionais (recria) e outra podendo ser utilizada de forma convencional ou com a tecnologia Túnel do Vento. Construído em ambiente de I0TCP– ou chamado de Internet de Interação entre Coisas, Vacas e Pessoas, a estrutura ainda servirá para o início de pesquisa e demonstração do uso de energia solar em Compost Barn. A adoção do Compost Barn tem crescido entre os produtores nacionais. Já são mais de 2.000 em funcionamento, mas ainda há poucos resultados de pesquisa sobre o novo sistema de produção.

 

A diretoria colegiada da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) concedeu novo prazo para que o setor produtivo adapte-se às novas exigências de emissão do Código Identificador de Operação de Transporte (CIOT), determinação que impõe obrigações e diversos custos adicionais a empresas que utilizam serviço de transporte de cargas. Publicada nesta quarta-feira (11/03) no Diário Oficial da União, a resolução 5.873/2020 altera a 5862/2019 e determina que a exigência de emissão do documento, inicialmente limitada a transportadores autônomos, será obrigatória também para o setor industrial, comercial e produtores rurais a partir de 9 de junho de 2020. A medida inicialmente prevista para entrar em vigor em 1º de fevereiro, acabou postergada para 16 de março e, agora, teve novo adiamento.

A decisão atende a pedido do setor produtivo, inclusive a pleito realizado pelo Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat). Segundo o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, a prorrogação dá mais prazo para governo e empresários negociarem a questão, que classifica como medida burocrática e que tira competitividade do setor produtivo. “Na prática, a medida obriga as empresas e produtores a custearem um setor inteiro apenas para emitir guias e controlar as cargas, e isso não pode nem mesmo ser delegado a fornecedores porque a responsabilidade é do contratante. É um contrassenso com a política apregoada até aqui. Precisamos combater essa posição”, reformou. Segundo cálculo do Sindilat, para atender à medida do governo uma empresa que industrializa 100 mil litros/dia de leite terá um custo adicional com novas contratações de, no mínimo, R$ 10.000,00 por mês.

O Sindilat defende que a obrigatoriedade de emissão do CIOT e que suas responsabilidades sejam atribuídas aos transportadores contratados. A preocupação do setor é que a medida corroa ainda mais a competitividade da produção láctea brasileira que, há anos, vem amargando a concorrência dos lácteos dos países do Mercosul. “É mais um peso sobre um setor que já enfrenta dificuldades. Como trabalhamos diariamente com transporte do produtor à indústria e da indústria ao varejo, essa exigência sobre as cargas torna-se um ônus gigantesco”, completou o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini. As indústrias também pedem a inconstitucionalidade da Tabela de Frete uma vez que defendem a livre negociação sobre o custo do serviço de transporte. “Precisamos ter preservado nosso direito ao livre mercado”, ressalta Guerra.

O CIOT é uma obrigação no Brasil desde 2011. Contudo, até agora, vinha sendo exigido apenas de transportadores autônomos, com fiscalização e multas brandas. A nova legislação exige emissão para todas as cargas transportadas que não sejam feitas em veículo próprio da empresa.

A pesquisa Marcas de Quem Decide 2020, promovida pelo Jornal do Comércio e realizada pela Qualidata, divulgou nesta terça-feira (10/3) as marcas mais lembradas e preferidas dos consumidores gaúchos na categoria Produtos Lácteos. Empresas associadas do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) receberam destaque entre as cinco primeiras colocações tanto nas marcas mais lembradas como nas marcas preferidas. Nas mais lembradas, a Cooperativa Santa Clara, Piá, Elegê, Languiru e Tirol, respectivamente, foram as que melhor ranquearam neste ano. Já nas preferidas, o ranking manteve-se quase o mesmo, apenas substituindo a quinta colocação pela Nestlé. O resultado da pesquisa foi acompanhado por autoridades estaduais e representantes do setor empresarial gaúcho no Centro de Eventos da Fiergs, em Porto Alegre.

A Cooperativa Santa Clara liderou o segmento de produtos lácteos pelo terceiro ano consecutivo, obtendo 36,4% na marca preferida e 34,9% na mais lembrada. Entre as preferidas, também foram destaque as empresas Piá (22,8%), Elegê (10,5%), Languiru (3,1%) e Nestlé (2,5%). No ranking das mais lembradas, a Piá assumiu a segunda colocação com 22,2% dos votos, seguida da Elegê (11,1%), Languiru (4,3%) e Tirol (2,2%).

A Piá (4,0%) e a Santa Clara (3,7%) também conquistaram o segundo e terceiro lugar nas marcas preferidas da categoria Agrícola, uma das novidades desta edição da pesquisa. A primeira colocação ficou para a Cotrijal, com 6,2%. Nas cooperativas mais lembradas, a Piá permaneceu em segundo lugar e a Santa Clara conquistou a quarta colocação. A Cooperativa de Carlos Barbosa também se destacou entre as dez primeiras colocações da categoria especial Grande Marca Gaúcha do Ano – empatando com a Lojas Renner – com 3,1%. O ranking completo foi composto pelas empresas Tramontina, Gerdau, Cia Zaffari, Radon, Panvel, Grupo RBS, Fruki e Marcopolo, respectivamente.

Para o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, ter no ranking de produtos lácteos empresas associadas ao sindicato mostra a evolução do trabalho que vem sendo realizado em conjunto entre os laticínios e a entidade. “Cada empresa tem a sua estratégia, desenvolvem seus produtos e o público que quer atingir, mas o que norteia todas é a qualidade que produzem e inovam, proporcionando o destaque das indústrias lácteas gaúchas em todo o território nacional", afirmou. Segundo ele, a pesquisa deste ano foi a comprovação de um trabalho que só tende a crescer. "O Sindilat tem atuado na defesa dos interesses de nossos associados para contribuir no crescimento contínuo do setor lácteo gaúcho, que teve, por mais um ano, um grande reconhecimento na pesquisa Marcas de Quem Decide."

Crédito: Letícia Breda

O Despertar Empreendedor, evento promovido pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) mais uma vez mostrou a que veio. Em sua oitava edição, o evento que desde segunda-feira (02) reúne 52 participantes chega ao final nesta quinta-feira (05) com o cumprimento de um cronograma que oportunou uma imersão no mundo de gestão e de negócios.

Aberta à comunidade e com o patrocínio do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), o programa iniciado em 2013 em parceria com o Sebrae proporcionou experiências e vivências no mundo do empreendedorismo, com uma participação heterogênea de empresários e futuros empresários. “Todos os anos aprimoramos as ações dentro do programa. Inicialmente buscávamos participantes sem nenhum conhecimento em empreendedorismo. Hoje esse perfil mudou bastante, pois temos pessoas já com negócios estabelecimentos e bastante diversidade de gênero, idade e raça”, afirma Ana Beatriz Michels, coordenadora do Programa de Empreendedorismo da universidade.

Durante quatro dias, os participantes foram convidados a explorar características empreendedoras individuais e a se posicionar em uma equipe na busca de um negócio de impacto que solucione problemas da sociedade. O Despertar foi desenvolvido em quatro etapas, abrangendo aspectos da figura do empreendedor, das questões a serem resolvidas e a busca pelas soluções. Para o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, é importante fomentar o empreendedorismo, cada vez mais, nos ambientes acadêmicos. "Sabemos que o futuro é empreendedor. Precisamos de líderes que vejam necessidades de mercado e consigam supri-las agregando responsabilidade e inovação", afirma. O Sindilat marcou presença no evento dispondo produtos para o milkbreak.

Crédito: Carina Pasqualotto

As alternativas que a tecnologia oferece para auxiliar o produtor no campo e as inovações da Pecuária 4.0 geraram grandes debates na manhã desta quarta-feira (4/3), durante o 16º Fórum Estadual do Leite, na Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque (RS). Os integrantes da cadeia produtiva leiteira, que lotaram o auditório central do Parque de Exposições, ouviram como determinadas técnicas e sensores podem mudar a tomada de decisão do produtor na fazenda. “O leite é de extrema importância para o desenvolvimento econômico dos produtores e o setor lácteo vai colocar o Brasil em outro cenário. No Fórum, estamos na hora, lugar e com as pessoas certas para discutir mudanças que possam transformar a atividade leiteira no Rio Grande do Sul”, afirmou o presidente da Cooperativa CCGL, Caio Cezar Vianna, na abertura do Fórum.

Com foco em eficiência e produtividade, a primeira palestra do evento se propôs a exemplificar de forma simples como os dados da pecuária de precisão podem prevenir problemas nutricionais, reprodutivos, doenças e outros aspectos da criação. O professor do Departamento de Zootecnia da Universidade de Kentucky dos Estados Unidos, João H. C. Costa, explicou que o uso de sensores nos animais pode monitorar o cotidiano do plantel, o que consequentemente aumenta a produtividade da propriedade. “O produtor não tem condição de pagar alguém para observar em individual a rotina das vacas, mas um equipamento pode fazer isso de forma mais simples e eficaz. O uso de dados não muda o perfil do produtor, mas muda a atitude em relação às tomadas de decisões na fazenda”, ressaltou. Para Costa, o leite é uma commodity e para entrar nesse nicho de mercado a eficiência é fundamental.

A segunda palestra do Fórum trouxe como centro o movimento Agro+Lean, que tem como objetivo melhorar a gestão dos negócios, os resultados alcançados e a qualidade de vida dos envolvidos. De acordo com o médico veterinário do Instituto Clínica de Leite (SP) Sandro Viechinieski, que ministrou a temática, o setor lácteo é um mercado de baixo risco. “Sempre vão existir negócios que o produtor de leite pode fazer com a sua produção, por isso, é necessário otimizar as margens e utilizar a tecnologia com o auxílio de um profissional técnico”, pontuou. O palestrante ainda ressaltou que todo modelo de negócio em qualquer segmento necessita de três fatores principais: cultura (a que o produtor implanta), líderes (ponto de apoio) e time (trabalho em equipe).

Para o presidente do Sindicato da Indústria dos Laticínios do RS (Sindilat), Alexandre Guerra, que ao lado do secretário-executivo, Darlan Palharini, acompanhou o evento, as palestras do Fórum Estadual do Leite trazem para a realidade gaúcha debates mundiais que vêm sendo realizados no setor leiteiro. “Temos consciência que o mercado é competitivo e globalizado, e isso nos coloca no dever de andar lado a lado com outros grandes produtores de leite, seja a nível internacional ou nacional”, disse, lembrando que os três estados do Sul, pelo crescimento da produção de leite, têm condições de buscar a aplicabilidade dessas novas tecnologias e fazer parte dessa evolução. “Essas são oportunidades para os produtores buscarem uma maior eficiência no seu dia a dia utilizando a inteligência artificial no ganho em escala”, afirmou.

O 16º Fórum Estadual do Leite é promovido pela Expodireto Cotrijal e pela CCGL, conta com o apoio da RTC e da FecoAgro/RS e patrocínio do Sindilat/RS, Senar-RS, Atto/Sementes, Agrifirm, MSD e BRDE.

 

Foto: Laura Stamado 

As inovações disponíveis no mercado que auxiliam no aumento da competitividade da cadeia leiteira serão foco principal da programação do 16º Fórum Estadual do Leite, evento que acontece nesta quarta-feira (4/3), na Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque (RS). O encontro deve reunir mais de 300 participantes, entre produtores de leite, técnicos, pesquisadores, representantes das indústrias de laticínios e lideranças do setor. O Fórum, realizado pela CCGL e Cotrijal com o apoio do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), se propõe a ser um espaço aberto de encaminhamentos sobre questões técnicas e políticas do setor lácteo. “São nesses espaços que compartilhamos cases positivos do que vem sendo realizado em prol da cadeia leiteira, visualizando o futuro e avanço do mercado para os próximos anos”, afirma o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, que ao lado do secretário-executivo do sindicato, Darlan Palharini, marcará presença no encontro.

Além da inovação na produção, a edição deste ano também vai debater o controle de animais e processos na pecuária leiteira, com atenção especial à produção no Brasil para os próximos 10 anos, e como o modelo de gestão Agro+Lean poderá auxiliar o produtor de leite. Entre os palestrantes estão o professor da Universidade de Kentucky dos Estados Unidos, João H. C. Costa, o chefe-geral da Embrapa Gado de Leite, de Juiz de Fora (MG), Paulo do Carmo Martins, e médico veterinário do Instituto Clínica de Leite (SP) Sandro Viechinieski.

Considerada uma das exposições de tecnologia agropecuária mais importante do país, a Expodireto Cotrijal 2020 ainda traz para a sua 21ª edição o espaço Arena Agrodigital, que reunirá cerca de 20 empresas e startups do agronegócio mundial, visando aproximar o setor produtivo das tecnologias disponíveis que auxiliam no aumento da produtividade e redução de custos no campo.

Confira a programação completa
8h30min – Abertura
9h – Palestra: Inovação no controle de animais e processos na pecuária de leite, com Dr. João H. C. Costa – professor da Universidade de Kentucky/EUA
10h – Palestra: Como será a produção de leite no Brasil em 2030, com Dr. Paulo do Carmo Martins – chefe-geral da Embrapa Gado de Leite, de Juiz de Fora (MG)
11h20min – Palestra: Como o modelo de gestão Agro+Lean poderá auxiliar o produtor de leite, com Sandro Viechinieski – médico veterinário do Instituto Clínica de Leite (SP)
12h10min – Debate entre palestrantes e participantes
12h30min – Encerramento

Mais de 650 produtores de 160 municípios gaúchos estiveram presentes na VIII Tarde de Campo acompanhando a programação do tradicional encontro promovido todos os anos pela Cooperativa Central Gaúcha Ltda (CCGL), em Cruz Alta, nesta quinta-feira (20). O evento com volume recorde de presença proporcionou aos produtores de 20 cooperativas associadas à CCGL muito conhecimento sobre as novas tecnologias que facilitam o trabalho nas propriedades e reduzem a mão de obra. Nas estações técnicas, foram abordados assuntos de grande interesse e recorrentes no dia a dia dos produtores de leite.
O evento com o apoio do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) levou para o campo a troca de conhecimento sobre quatro temas técnicos referentes à produção leiteira. Dois assuntos que dominaram as estações eram ligados à tecnologia. O primeiro tratou da ordenha robotizada em sistema base-pasto que começa a ser pensada na CCGL. “Tivemos muitos questionamentos sobre essa inovação, e explicamos os motivos do projeto que está sendo implementado e todo o passo a passo da sua implantação”, explica Letícia Signor, coordenadora de Difusão e Tecnologia da CCGL. Segundo ela, outro tema ligado à tecnologia que contou com bastante interação dos associados da CCGL foi a sincronização de partos, processo no qual todo o rebanho fica programado para parir na mesma época. “Desta forma, a época de descanso dos animais também é a mesma e, assim, o produtor consegue até mesmo sair em férias, pois não há necessidade de ordenha”, afirmou Letícia.

A estiagem que afetou grande parte do Norte do rio Grande do Sul e ainda provoca efeitos sobre lavouras e pastos dominou a outra metade dos debates na Tarde de Campo. “Falamos sobre a importância de se promover uma segunda safrinha de pasto no verão, destacando quando e como deve ser feito esse plantio. Por fim, abordamos a necessidade de utilizar silagem de boa qualidade para fazer frente aos efeitos da estiagem. “Muitas propriedades fizeram silagem de baixa qualidade e de volume, o que impactou diretamente na qualidade e quantidade da oferta nutricional aos animais no período de entressafra do pasto”, sintetizou a coordenadora da CCGL.

O evento contou com apoio da Biscayart Forrajeras, Genex, Kersia e Speedrite

Foto: Banco de Imagens CCGL 

 

 

O presidente reeleito da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag-RS), Carlos Joel da Silva, foi empossado nesta sexta-feira (21/02) para assumir a entidade na gestão 2020/2024. A cerimônia foi realizada na sede da federação, em Porto Alegre, e contou com a presença de autoridades políticas, como o governador Eduardo Leite, o secretário da Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA), Fernando Schwanke, o secretário da Agricultura do Estado, Covatti Filho, o senador Luis Carlos Heinze, o deputado federal Heitor Schuch, o deputado federal Jerônimo Goergen, o deputado estadual Elton Weber, o prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan, entre outras. O Sindilat esteve representado pelo diretor tesoureiro, Jeferson Smaniotto e o pelo secretário-executivo, Darlan Palharini. Além disso, ainda estiveram presentes representantes das Cooperativa Piá e Languiru, agricultores gaúchos e jornalistas.

Durante seu discurso de posse, Silva destacou que os agricultores estão vivendo a década das Nações Unidas para a agricultura familiar, o que representa a importância e visibilidade que a categoria vem conquistando no mundo. “O Brasil e o mundo estão voltando sua atenção para o espaço dos agricultores familiares na sociedade”, afirmou.

Para o presidente, o agricultor está produzindo cada vez mais, mas ainda existem problemas. “Precisamos de um olhar para o futuro”, reforçou.
Para o Sindilat, a Fetag e o sindicato cultivam um importante relacionamento em prol da produção de leite, parceria que foi utilizada em diversos momentos da última gestão. “Acreditamos no trabalho do presidente reeleito Carlos Joel da Silva e estaremos ao lado da Fetag para seguir trilhando um caminho de crescimento em prol do agronegócio gaúcho”, destacou Smaniotto.

Foto: Letícia Breda