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A Piracanjuba, empresa associada ao Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), comemorou nesta terça-feira (28/7), 65 anos de fundação. Considerada uma das quatro maiores indústrias de laticínios do Brasil, o grupo conta com sete unidades fabris, localizadas em Bela Vista de Goiás (GO), Governador Valadares (MG), Maravilha (SC), Sulina (PR), Araraquara (SP), Três Rios (RJ) e Carazinho (RS). Com mais de 160 itens na linha de produtos, a empresa possui capacidade de processamento de mais de 6 milhões de litros de leite por dia, produção que gera cerca de 3,2 mil empregos.

Os festejos de aniversário vieram acompanhados de uma grande conquista: a empresa foi uma das marcas mais escolhidas do Brasil em 2019. Uma pesquisa realizada pela Kantar, líder global em dados, insights e consultoria, colocou a Piracanjuba no oitavo lugar do ranking Brand Footprint, sendo 242 milhões de vezes escolhida pelos consumidores. O resultado positivo é fruto do desempenho da marca. "Temos a ciência de que trabalhar com seriedade e transparência rende posições relevantes", afirmou a gerente de marketing do laticínio, Lisiane Guimarães, após a divulgação da lista.

Para o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, ter no sindicato cases de sucesso mostra que o futuro do setor lácteo gaúcho necessita cada vez mais de competitividade. "O setor lácteo tem uma grande importância para a sociedade brasileira, através deles alimentamos as pessoas e geramos empregos. A Piracanjuba vem efetuando um trabalho fundamental para fomentar essa indústria", destacou.

 

A projeção para o valor de referência do leite no Rio Grande do Sul em julho é de R$ 1,4244, alta de 1,82% em relação ao consolidado de junho (R$ 1,3989). A estimativa foi apresentada na reunião virtual do Conseleite/RS nesta terça-feira (28/07) e indica estabilidade de mercado, com recomposição do preço dos queijos. O professor da UPF Marco Antônio Montoya pontuou que, com a concentração do consumo dentro das residências em função quarentena, o que se vê é uma valorização dos alimentos. Segundo o levantamento do Conseleite, a maioria dos derivados lácteos no primeiro semestre de 2020 está acima dos valores praticados no mesmo período de 2019. Contudo, com o avanço da safra e o típico aumento de produção no segundo semestre do ano, a tendência é que os preços se mantenham nesse patamar.

O presidente do Conseleite, Rodrigo Rizzo, reforçou que a estabilidade do leite no Rio Grande do Sul segue tendência também verificada em outros itens da cesta básica, mas alertou que o momento é de cautela. “A variação cambial tem ajudado. Estamos vivendo um bom momento, mas é preciso atenção com investimentos”, alertou.

A posição foi reforçada pelo vice-presidente do Conseleite, Alexandre Guerra, que informou que o câmbio no atual patamar deixou o leite importado pouco competitivo no mercado nacional, favorecendo a produção local. De acordo com Guerra, a estabilidade do mercado nos meses de junho e julho traz alento a um setor que enfrentou muita pressão ao longo dos últimos anos. “Deixamos para trás a volatilidade registrada em março e abril e entramos em um cenário de estabilidade em junho e julho, um patamar necessário para o setor se manter”, completou.

Outro fator citado pelo Conseleite para fomento ao consumo de alimentos foi o auxílio emergencial concedido pelo governo federal às famílias de baixa renda. “Esse valor de R$ 600,00 tem sido revertido para consumo de alimentos em casa”, destacou Rizzo.

O Conseleite também debateu a Reforma Tributária proposta pelos governos estadual e federal. As entidades ligadas ao Conseleite estão estudando o tema e as possíveis contribuições.

Crédito: Carolina Jardine

Diante da possibilidade de o Rio Grande do Sul avançar em seu status sanitário para livre de aftosa sem vacinação, torna-se essencial que o Estado tenha condições de atender sozinho às necessidades das cadeias produtivas que atuam no segmento da proteína animal. O milho tem papel estratégico nesse aumento de competitividade do setor de carnes e leite, por ser o principal insumo da ração dos animais, tanto os bovinos de corte, quanto os de leite, os suínos, as aves e outros.

A importância do cereal para a economia gaúcha e para a renda dos produtores foi o ponto central do segundo seminário do Programa Estadual de Produção e Qualidade do Milho (Pró-Milho RS): Produção e Produtividade de Milho, realizado na manhã desta quarta-feira (22/7), e que contou com a participação das entidades envolvidas no desenvolvimento de ações dentro do programa, instituído por meio de decreto do governo gaúcho no início deste ano. O secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Darlan Palharini, acompanhou as deliberações e apresentação dos primeiros diagnósticos do programa. Além das entidades, o encontro virtual foi aberto a produtores, com uma participação que superou mais de 500 espectadores. O evento foi aberto pelo presidente da Emater-RS, Geraldo Sandri, que classificou o programa como um dos mais importantes já desenvolvidos em prol da cadeia do milho.

Uma boa notícia, que já foi possível graças à parceria do Governo do Estado com as entidades, veio da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), através do professor do Departamento de Fitotecnia, Alencar Zanon. A partir de monitoramento a campo em diferentes pontos, com lavouras no Rio Grande do Sul nos últimos quatro anos, concluiu-se que é possível ampliar a produção de milho em 2,7 milhões de toneladas sem mexer na área agricultável. “É possível suprirmos a demanda de milho e ainda nos tornarmos superavitários desde que se observem recomendações que vão desde análises com base em clima e solos, rotação de culturas e época de semeadura”, pontuou Zanon, exemplificando ações que dependem apenas de manejo.

As observações a campo trouxeram números importantes que demonstram a importância do sistema de produção que priorize a rotação de culturas. O plantio de milho sobre a área com soja resulta em uma produtividade 23% maior para o cereal. O milho também é capaz de agregar ganhos à cultura mais expressiva economicamente para o Brasil: o plantio de soja sobre o milho aumenta em 8% a produtividade da oleaginosa. Esses e outros aspectos do manejo, classificados pelo estudo como ‘lacunas de produtividade’, em breve poderão ser acessados por todos os agentes da cadeia produtiva, incluindo os produtores, com a disponibilização da cartilha intitulada “Manual para lavouras com o máximo lucro”.

Para uma cultura que em todas as suas frentes representa nada menos que 10% do PIB gaúcho, é crucial que se busquem medidas que evitem a evasão de riquezas do Estado a partir da necessidade de importação permanente do cereal para suprir as necessidades internas. “São cerca de R$ 300 milhões por ano que o Estado gasta e deixa de ganhar com o déficit histórico de milho”, destacou o diretor do Departamento de Políticas Agrícolas e Desenvolvimento Rural da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), Ivan Bonetti. O déficit com o milho oscila entre 1,5 milhão e 2,5 milhões de toneladas todos os anos. Em 2020, em função da quebra de 30% da produção por causa da estiagem, a lacuna entre produção e demanda chegou chegará a 2,2 milhões de toneladas.

“Estamos prestes a evoluirmos para a condição de livre de aftosa sem vacinação, o que abrirá um mercado imenso para a nossa cadeia de proteína animal, especialmente pelos mercados asiáticos e da América do Norte. Ou seja, precisamos de mais milho para abastecimento interno”, afirmou Bonetti. Segundo o diretor da Seapdr, o desafio colocado ao Pró-Milho RS passa pela adoção de manejo adequado em algumas regiões gaúchas, aumento da área irrigada (hoje apenas 3% de todas as culturas de sequeiro no Estado fazem uso de algum sistema de irrigação), ampliação da capacidade estática de armazenagem, além da oferta de condições compatíveis de comercialização (venda antecipada, mecanismo de travamento de preços, mercado a termo, mercado futuro, contrato de opções), crédito e de seguro rural. “Todos esses fatores, juntos, vêm para reduzir o risco da cultura ao produtor rural”, afirmou.

O diretor técnico da Emater-RS, Alencar Rugeri, reforçou que a estratégia para avançar na produção e produtividade passa pela rotação de culturas, onde o sistema de produção seja a base de todo o processo não apenas no curto prazo. Já o presidente da Fecoagro, Paulo Pires, destacou a necessidade de o milho ser incluído em programa de política pública do governo. “Não sou muito a favor de subsídios, mas o milho, pela sua enorme importância para a economia gaúcha e nacional, precisa de apoio”, sustentou.

Foto: Karine Viana/Seapdr

Reeleito para gestão 2020/2023, Gilberto Porcello Petry foi empossado presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs/Ciergs) junto ao restante da diretoria nessa segunda-feira (20/7). Na cerimônia, o presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Alexandre Guerra, também tomou posse como vice-presidente regional do Ciergs. Seguindo os protocolos de segurança em saúde, o evento contou somente com a presença do dirigente e dos vice-presidentes.

Petry enfatizou ser a indústria a defensora do equilíbrio entre o isolamento social e uma dinâmica estável das atividades econômicas durante a pandemia de Covid-19. Também lembrou que o setor já tinha a prática de utilizar Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e que, agora, vem agregando outras medidas de prevenção com o apoio do Serviço Social da Indústria (Sesi) e Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), além do Banco de Alimentos, na distribuição de mantimentos a instituições. “Caso o isolamento perdure por mais tempo, ao final da crise vamos apenas recolher os fragmentos de empresas e de empregos, em meio a um formidável colapso econômico com brutal redução da receita fiscal”, afirmou.

Apesar do momento difícil vivido pelo país, Petry diz continuar otimista. “Acredito na capacidade do homem de fazer frente a grandes desafios. Acredito na força do empresário brasileiro que irá retirar desta adversidade novas experiências a serem aplicadas na sua vida e nos seus negócios”, disse.

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade e o governador do Estado, Eduardo Leite, participaram da cerimônia por meio de vídeo.

Confira a nominata completa das novas diretorias:

FIERGS
Presidente

Gilberto Porcello Petry

Vice-Presidentes
Arildo Bennech Oliveira
Cezar Luiz Müller
Cláudio Affonso Amoretti Bier
Gilberto Ribeiro
José Alfredo Laborda Knorr
Ricardo Lins Portella Nunes

Diretores
Adair Angelo Niquetti
Alexandre Bittencourt De Carli
Amadeu Pedrosa Fernandes
Antonio Mary Ulrich
Aquiles Dal Molin Junior
Airton Zoch Viñas
Carla Carnevali Gomes
Darcio Klaus
Delorges Antonio Horta Duarte
Élio Jorge Coradini Filho
Ervino Ivo Renner
Gerson Albano Haas
Gilberto Brocco
Gilberto Pedrucci
Hernane Kaminski Cauduro
Iro Schünke
Joni Alberto Matte
Jorge Romeu Ritter
José Augusto Peter Vaniel
José Zagonel
Juarez José Piva
Júlio Carlos Cardoso Kirchhof
Marlos Davi Schmidt
Nelson Eggers
Nerison Antônio Paveglio
Newton Mario Battastini
Norberto Luiz Pasqualotto
Renato Klein
Ricardo Coelho Michelon
Ricardo José Wirth
Roberto Rene Machemer
Roque Noschang
Serafim Gabriel Quissini
Sérgio Bolzan Panerai
Sérgio de Bortoli Galera
Ubirajara Terra
Volnei Luiz Sebben
Walter Rudi Christmann

Conselho Fiscal
Gelson de Oliveira
Reomar Angelo Slaviero
Silvio Colombo
Gilberto Luiz Bortoluzzi
João Altair dos Santos
José Roberto Fraga Goulart

Delegados CNI
Gilberto Porcello Petry
Gilberto Ribeiro
André Meyer da Silva
José Antonio Fernandes Martins

CIERGS
Presidente

Gilberto Porcello Petry

Vice-Presidentes
André Bier Gerdau Johannpeter
José Agnelo Seger
Marcos Odorico Oderich
Maristela Cusin Longhi
Mauro Gilberto Bellini
Thômaz Nunnenkamp

Vice-Presidentes Regionais
Alexandre Guerra
Celso Theisen
Flavio Haas
Iraní Tadeu Cioccari
Jaime Lorandi
Jairo Alberto Zandoná
Mauricio Harger
Otto Trost
Tiburcio Aristeu Grings
Torquato Ribeiro Pontes Netto

Diretores
Ademar De Gasperi
Aderbal Fernandes Lima
Adriano Tollens Cauduro
Alfeu Strapasson
Angelo Garbarski
Aristides Inácio Vogt
Arlindo Paludo
Claudino João José Simon
Cláudio Guenther
Daniel Martin Ely
Daniela Aesse Kraemer
Edilson Luiz Deitos
Edson D'Arrigo
Erasmo Carlos Battistella
Felipe Fuga Roso
Fernando José Ruschel Justo
Geraldo José Alexandrini
Guilherme Scozziero Neto
Ivânio Angelo Arioli
Jaime Bellicanta
Jorge Luiz Buneder
José Carlos Estefenon
José Luis Korman Tenenbaum
Júlio Eggers
Julio Ricardo Mottin Neto
Luiz Felipe Schiavon
Paola Maria Vianna Reginatto
Rafael Gustavo Araujo Ribeiro
Rodrigo Holler Petry
Rui Mendonça
Vittório Antônio da Silva Ardizzone
Volker Lübke,
Walter Rauen de Souza

Conselho Fiscal
Carlos Weinschenck de Faria
José Luiz Bozzetto
Lindonor Peruzzo
Lisandro Rocha dos Santos
Oscar Alberto Raabe
Marcus Coester.

 

Com informações da Fiergs/Ciergs
Crédito da foto: Dudu Leal

Tornar o Rio Grande do Sul autossuficiente na produção de milho para desonerar produtores e alavancar a renda. Esse é o principal objetivo do Programa Estadual de Produção e Qualidade do Milho (Pró-Milho/RS), que promoverá seminário online gratuito nesta quarta-feira (22/7), a partir das 10h. O intuito é apresentar o programa e entender as suas ações que visam aumentar a produção e a qualidade do grão no Estado.

Segundo o diretor da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), Ivan Bonetti, o Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) é um dos principais parceiros do Pró-Milho. Para ele, é importante fomentar a produção da cultivar no Estado, pois é um insumo caro, que sofre com os valores de frete. "O milho vem do Centro-Oeste, viaja uma longa distância", afirma. No Rio Grande do Sul, porém, ainda há outros desafios para desenvolver a produção, como o clima, a assistência técnica deficiente e os problemas na secagem e armazenagem. "Um dos objetivos do programa é superar essas questões", pontua Bonetti.

O presidente da Emater-RS, Geraldo Sandri, que estará presente no evento, reforça que o programa reúne todos os elos da cadeia produtiva por meio de suas entidades, para mobilizar produtores e mostrar a eles que, a partir da contribuição de cada agente – da extensão rural, passando pelo crédito até a armazenagem – está focado na campanha para permitir que o cultivo do cereal alcance níveis satisfatórios e, ao mesmo tempo, garanta renda ao produtor. Historicamente, o Estado é deficitário na produção de milho: são cerca de 2 milhões de toneladas a menos somente no Rio Grande do Sul. Isso leva a uma dependência permanente das importações do produto do Centro-Oeste, o que encarece as atividades que dependem diretamente do cereal, especialmente as cadeias de produção de leite e de carne. “São vários os fatores que levam à decisão de plantar ou não: preços, presença de crédito, apoio técnico, seguro agrícola, local para armazenagem. Se não mostrarmos ao produtor que estamos atuando para garantir esses aspectos, ele não vai se encorajar a produzir’, destaca Sandri.

O seminário contará com a participação do secretário da Agricultura do RS, Covatti Filho, do diretor da Emater/RS, Alencar Rugeri, do presidente da Fecoagro-RS, Paulo Pires e do professor da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) Alencar Zanon. Também estarão presentes Apromilho, Sips e Acergs.

Faça a sua inscrição aqui: https://cutt.ly/CpMwxmj
Acesse pelo You Tube: https://cutt.ly/8pMqKVn

A Italac e a Piracanjuba, empresas associadas ao Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat) e com plantas fabris no Estado, entraram para o ranking Brand Footprint, das marcas mais escolhidas do Brasil em 2019. A pesquisa é realizada pela Kantar, líder global em dados, insights e consultoria. Em terceiro lugar, a Italac apareceu pela primeira vez no pódio, tendo sido escolhida 325 milhões de vezes. Já a Piracanjuba, ficou em oitavo lugar sendo 242 milhões de vezes escolhida pelos consumidores.

Para a gerente de marketing da Piracanjuba, Lisiane Guimarães, o resultado da pesquisa é motivo de comemoração. “Principalmente porque temos a ciência de que trabalhar com seriedade e transparência rende posições relevantes.” Quem reforça esse sentimento é um dos superintendentes da empresa, que deixou seu recado ao time da Piracanjuba: “eu nunca disse que queria ser o maior. O importante é estarmos entre os melhores e sermos reconhecidos por isso. Crescermos é uma consequência do nosso trabalho bem feito. E, por isso, estamos de parabéns!”

De acordo com a gerente de marketing da Italac, Eloise Denys, a empresa recebe esse resultado com orgulho e humildade. “A Italac compartilha essa conquista com seus mais de 17 mil produtores rurais, parceiros e fornecedores, além dos 3.300 colaboradores, que trabalham diariamente com amor, determinação e atenção a todos os detalhes para levar o alimento do campo até a casa dos consumidores.”

Segundo a pesquisa da consultoria, de janeiro a abril de 2020, quando o mundo já convivia com o impacto da pandemia de Covid-19, 49% das marcas cresceram em Consumer Reach Point (CRP) no Brasil. Nesse contexto, as marcas locais ganharam ainda mais relevância, representando mais de 65% do mercado em valor, contra 64% no mesmo período do ano anterior.

Em comparação com 2018, o brasileiro aumentou em 4% o valor gasto com compras de bens de consumo massivo em 2019, especialmente nos lares com 1 ou 2 pessoas (+6%), monoparentais (+6%) e formados por donas de casa com mais de 50 anos (+5%). Entre os canais de compra, destaque para atacarejos, com crescimento em valor de 12%, e farmácias e drogarias, com 6%.

Ranking completo:

1 - Coca-Cola (refrigerantes) - 507 milhões
2 - Ypê (higiene e limpeza) - 492 milhões
3 - Italac (leite e derivados) - 325 milhões
4 - Colgate (produtos bucais) - 302 milhões
5 - Tang (refresco em pó) - 245 milhões
6 - Piracanjuba (leite e derivados) - 242 milhões
7 - Nissin (macarrão instantâneo) - 240 milhões
8 - Soya (óleos de cozinha, maionese e margarina) - 228 milhões
9 - Nescau (achocolatados e cereais) - 216 milhões
10 - Vitarella (massas e biscoitos) - 214 milhões

Com informações de Kantar World Panel e Uol Economia

Crédito: lifeforstock

 

Consciente da importância de fortalecer as exportações como ferramenta de estabilização do mercado, a Aliança Láctea Sul Brasileira trabalhará pela capacitação das empresas para o comércio exterior.  O coordenador da Aliança Láctea e presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Alexandre Guerra, acredita que aproveitar as oportunidades que existem no mercado internacional é vital para enfrentar a crise econômica durante e após a Covid-19. “O Brasil ainda é importador de leite, mas não nos resta outra opção senão estar no mercado externo. Mas, para podermos exportar e acompanhar as missões internacionais, temos que estar preparados”, disse durante reunião realizada na manhã desta sexta-feira (17/07) e que contou com dezenas de dirigentes.

Aparelhar as empresas brasileiras para essa nova realidade e encontrar oportunidades é a meta da Apex Brasil. Presente no encontro, o presidente da Apex, Sergio Segovia, lembrou que o Brasil é o quarto maior produtor de lácteo do mundo e que o setor está entre os prioritários para estímulo à exportação ao lado de cafés, frutas, cachaças e mel. “A Apex quer contribuir para modernizar processos produtivos e fomentar exportações, o que pode ocorrer por meio de convênios setoriais ou novas soluções”, sugeriu. Em 2019, a agência esteve ao lado de empresas que movimentaram US$ 22 bilhões em exportações só no ramo de alimentos, bebidas e agronegócio.

Atualmente, o incentivo ao embarque de lácteos vem sendo feito por meio de dois programas da Apex desenvolvidos em parceria com a CNA (Agro BR - Brazil is Food) e Viva Lácteos (GooDairy Brazil). O foco, explica o presidente, é a valorização de produtos típicos brasileiros, suas marcas e conceitos. Só no programa desenvolvido com a CNA, a meta é atender 140 empresas até o fim de 2020.

Outra ação em curso é o Programa de Qualificação para Exportação (Peiex), projeto de avaliação, diagnóstico e plano de trabalho voltado à exportação que está sendo adaptado para atender às demandas do agronegócio. Em andamento, um projeto piloto do Peiex Agro tem foco no setor lácteo e atuação prevista em Varginha (MG) e Passo Fundo (RS). A previsão é que o treinamento ocorra em agosto deste ano. “Qualificação é essencial para exportar e inovar para implementar soluções que garantam participação planejada e segura”, pontuou Segovia, lembrando que o setor cooperativista é alvo de grande interesse internacional.

O gerente de agronegócio da Apex, Igor Brandão, indicou que a demanda por alimentos em âmbito mundial deve crescer 60% até 2050, puxada pelo crescimento populacional. Os setores mais favorecidos, segundo estudo da FAO, devem ser o de proteína animal, de frutas e de vegetais. “O mercado global está em transformação. Verificamos tendência de aumento da renda per capital na Ásia e na África. A população será mais urbana e gastará mais com alimentos”, projetou, ressaltando que a população mundial deve chegar a 11 bilhões de pessoas em 2100. Apesar disso, os itens ficarão mais baratos, o que eleva a necessidade de as empresas do agro tornarem-se mais competitivas. Entre as tendências, indicou um aumento do e-commerce na aproximação entre consumidores e produtores. Antes da pandemia, informou ele, 20% das transações eram feitas pelo e-commerce. Com a crise, esse índice chegou próximo a 60% e deve se estabilizar em 40% após a pandemia.

Para conquistar novos clientes, o presidente da Frente Parlamentar do Agronegócio, deputado federal Alceu Moreira, desafiou o setor a estar mais presente em eventos internacionais e a criar uma agência própria de fomento, similar às existentes no setor de carnes bovina, suína e de aves. “Não podemos mais ter feiras internacionais sem a presença do setor lácteo brasileiro”, pediu o parlamentar. Entre os mercados em prospecção para o segmento está a Rússia, um dos maiores compradores mundiais de lácteos. Contudo, indica a superintendente de Relações Internacionais da CNA, Ligia Dutra, as maiores potencialidades da Ásia são China e Filipinas. Na América, a especialista indica Chile e Peru.

Para as empresas que tiverem interesse em negociar com a China, Ligia recomenda que  registrem suas marcas naquele mercado tendo em vista que há um problema recorrente de sobreposição. Outra dica é dar início logo ao processo de habilitação para exportação tendo em vista que, hoje, o processo é mais simples para o setor de lácteos do que para outros ramos. “A tendência é que esse processo fique mais exigente. Então, recomenda-se que as empresas pensem em começar a preparar sua habilitação”. Para participar do projeto Agro BR, basta realizar inscrição pelo site da CNA de forma gratuita.

Com escritório localizado na China, a CNA também planeja dar início a estudo especial de prospecção para o setor lácteo no país oriental, ação que também será realizada em conjunto com a Apex.

Reforma Tributária

Durante a reunião da Aliança Láctea, ainda foi tratado sobre a iminente Reforma Tributária em curso no âmbito federal e nos estados. Alexandre Guerra informou que está sendo criado grupo de trabalho para compreender a fundo as mudanças propostas e promover debate com o setor. “Defendemos a simplificação e harmonia tributária de forma a se evitar passivo e criar competitividade. Não há como ter duas pessoas produzindo e dez calculando a parte tributária”, exemplificou. Questionado sobre o impacto desse cenário no campo, o deputado Alceu Moreira foi enfático: “A Reforma Tributária não agradará todo mundo. Mas não iremos fazer injustiça com o leite”.

A necessidade de encontrar formas de elevar a competitividade do setor também foi alvo da fala do presidente da Câmara Setorial do Leite em Brasília, Ronei Volpi. Antes da chegada da Covid-19, a ideia era trabalhar com um plano de competitividade para o setor lácteo com atividades internas e externas e preço. Com a pandemia, tivemos um certo atraso, mas essa é nossa prioridade”.

Representando o secretário da Agricultura do RS, Covatti Filho, o diretor de Políticas Agrícolas e Desenvolvimento Rural, Ivan Saraiva Bonetti, garantiu que o governo do estado trabalha para reduzir assimetrias. “Hoje, 60% da produção de leite do Rio Grande do Sul é comercializada em outros estados. Temos que avaliar as oportunidades de os estados da Aliança Láctea fortalecerem seus produtos e abrir mercados no exterior”.

Brucelose e Tuberculose

Também foram tratadas questões sanitárias e de gestão integrada na Região Sul do Brasil. Na próxima reunião da Aliança Láctea, prevista para 6 de novembro, deve ser apresentado protocolo conjunto de alinhamento para o enfrentamento da brucelose e da tuberculose para Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná  e buscar apoio junto ao Ministério da Agricultura como plano piloto de área livre ou controlada dessas zoonoses.

A Aliança Láctea Sul Brasileira promove nesta sexta-feira (17/7), reunião virtual com seus integrantes para tratar de temas ligados à cadeia produtiva, com foco na pandemia e seus reflexos no mercado interno, nas exportações para os mercados da América do Sul e Ásia e na unificação do controle e saneamento de doenças de zoonoses entre os três estados do Sul. O encontro será remoto, atendendo às determinações das autoridades de saúde, e acontece das 9h às 12h30min.

A reunião, a primeira a ser realizada após o início da Covid-19, tratará justamente dos relatos dos protocolos que vem sendo adotados pelo setor lácteo para manter a produção e a qualidade dos produtos aos consumidores, além do intenso trabalho desenvolvido pelas indústrias no que se refere à proteção dos trabalhadores, produtores rurais e demais pessoas envolvidas direta ou indiretamente com os estabelecimentos. “O momento agora também é dar continuidade no planejamento do setor, e isso necessariamente passa pelas exportações, o que exige competitividade e alinhamento com questões sanitárias, pontuou o presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat) e coordenador da Aliança Láctea, Alexandre Guerra.

Segundo Guerra, após o primeiro momento de esforços junto às indústrias para manter a produção, a qualidade e o fornecimento de alimentos e ao mesmo tempo garantir a proteção dos trabalhadores, agora é a hora de voltar a planejar o futuro da cadeia láctea. “O auxílio emergencial do governo garantiu o consumo das famílias na medida em que assegurou renda no momento de dificuldades. Isso manteve o ritmo de consumo dos produtos lácteos no mercado interno, com exceção da linha food service. Mas temos que pensar como será esse mercado daqui para a frente sem esse auxílio”, afirmou Guerra, destacando a necessidade de se buscar oportunidades comerciais no mercado externo.

A Aliança Láctea Sul Brasileira reúne representantes das secretarias de Agricultura dos estados da Região Sul, além de representantes do Sindilat-RS, Sindileite de Santa Catarina e do Paraná e Federações da agricultura dos três estados. Para a reunião desta sexta-feira já confirmaram presença nomes como a superintendente do Ministério da Agricultura no RS, Helena Rugeri, o presidente da Apex-Brasil, Sérgio Segóvia Barbosa, o diretor de Políticas Agrícolas e Desenvolvimento Rural da Secretaria da Agricultura do RS, Ivan Saraiva Bonetti, e a superintendente de Relações Internacionais da CNA, Lígia Dutra. Outras entidades do agronegócio também participarão, como Farsul e Fetag, Emater, Câmara Setorial do Leite do Ministério da Agricultura e o deputado Alceu Moreira, que preside a Frente Parlamentar do Agronegócio da Câmara Federal.

Reunião remota da Aliança Láctea Sul Brasileira
Quando: dia 17/07 sexta-feira
Horário: 9h às 12h30

A constatação de que os processos no setor industrial nunca mais serão os mesmos neste momento, e especialmente no pós-pandemia, vem suscitando debates sobre quais são os caminhos que precisam ser adotados para garantir excelência de uma ponta a outra da cadeia, independentemente da área de negócio. Buscando reunir diferentes elos da produção gaúcha, a Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav)/ Sipargs promoveu, na manhã de terça-feira (14/7), o VIII Fórum Virtual Edição Especial: Soluções, Suportes e Alternativas para o enfrentamento à Covid-19 na Indústria de Alimentos. A mediação do debate foi feita pela engenheira de Segurança do Trabalho da Cooperativa Languiru e integrante da Comissão SST – Segurança em Medicina do Trabalho da Asgav/Sipargs, Diane Sordi.

O ponto central do debate foi feito pela engenheira agrônoma diretora da Plantarum Desenvolvimento e Tecnologia, empresa que atua na prestação de serviços de análises de alta complexidade e controle de qualidade nos setores de produção vegetal, microbiologia e fármacos. De acordo com Andrea Brondani da Rocha, a certificação de processos nas indústrias se tornou imprescindível para manter o diferencial dentro de uma empresa e conquistar competitividade nos mercados em que atua.

Segundo ela, a melhoria contínua da eficácia e da qualidade – do ponto de vista agora epidemiológico – deve ganhar em breve um novo aliado: um consórcio organizado pelo senador Luis Carlos Heinze produziu protocolo clínico já aprovado pelo Ministério da Saúde – que está sendo executado pela área epidemiológica da Santa Casa de Misericórdia de Porto alegre. Com base nesse protocolo, serão implantados processos junto a trabalhadores de indústrias que atuam em linhas de maior exposição ao coronavírus. “Será a possibilidade de um acompanhamento mais efetivo, via diagnóstico PCR. Com isso, os impedimentos que ocorreram mais significativamente em indústrias frigoríficas poderão ser solucionados inclusive do ponto de vista jurídico”, afirmou Andrea.

O secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Darlan Palharini, reforçou a importância de iniciativas que contemplem a indústria de alimentos brasileira neste momento de dificuldades sanitárias. Segundo ele, além de protocolos, o segmento precisa da certificação para seguir atuando em todas as frentes e mercados. “Os lácteos têm maior concentração no mercado interno e, para o nosso setor, que visa ampliar as exportações, a adoção de critérios que vão do produtor à indústria são essenciais para essa conquista”, pontuou. O presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, também acompanhou o debate.

O presidente da Assembleia Legislativa, Ernani Polo, parabenizou a iniciativa da Asgav/Sipargs, no sentindo de promover amplos debates que alinham decisões sobre a melhor atuação hoje e no pós-pandemia. “Especialmente no que se refere à proteína animal, onde surgiram eventos pontuais, é importante a proteção de trabalhadores e processos”, disse. O chefe do Legislativo afirmou ainda que é necessário que sejam respeitadas as orientações para que todo o esforço de uma cadeia seja reconhecido. Polo reforçou também aos representantes das entidades presentes, que nos próximos dias deverão ser chamados pelo governador Eduardo Leite para serem apresentados aos pontos da Reforma Tributária gaúcha, apresentada pelo governo na terça-feira.

O diretor-executivo da Asgav/Sipargs, José Eduardo dos Santos, confirmou que o setor da alimentação vem atuando com responsabilidade para evitar o crescimento do número de casos de Covid-19 nos estabelecimentos. Somente nos frigoríficos avícolas foram investidos R$ 28 milhões em apenas três meses. “Estamos dedicando todos os esforços para combater a pandemia em nossas indústrias, e certamente, os reflexos destes investimentos evitaram uma maior propagação do vírus e propiciaram maior segurança dentro dos estabelecimentos industriais”, pontuou. O aporte nesse período incluiu contratação de consultorias, validação de protocolos, compra de insumos diversos e EPI’s.