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Representantes dos setores lácteo, avícola e suinícola reuniram-se para debater estratégias de expansão do consumo de proteína animal durante Simpósio do Agronegócio, na 5º edição da ExpoCasca. A exposição, realizada neste final de semana, contou com a presença do presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Alexandre Guerra, que discursou sobre o cenário do leite no Rio Grande do Sul. Segundo ele, a meta é transformar o Brasil em um exportador de laticínios ao invés de importador. “O Sul do Brasil tem a condição e está se focando pra este fim, mas temos que ter todas as nossas ações focadas para melhorar a competitividade, assim podemos aproveitar os mercados que se abrem. Até lá necessitamos das reformas tributárias para minimizar os efeitos da guerra fiscal entre estados no Brasil, já que ainda somos dependentes do consumo interno e o RS é um dos Estados que necessita vender a outros estados da federação, pois consome só 40% do que produz.” concluiu durante sua palestra no sábado (15/2).

Estiveram presentes também representantes da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Associação de Criadores de Suínos do RS (Acsurs), Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav) e a Emater.

A ExpoCasca iniciou-se na sexta-feira (14/2) e seguiu até domingo (16/02) em solenidade no de Parque Municipal Arcido Perin. Entre as atrações do evento também tiveram destaque o 2º Fórum de Desenvolvimento Regional, rodada de negócios, shows e atrações infantis. Com o slogan “Unindo o Campo e a Cidade” o evento foi promovido pela Associação Comercial, Industrial, Serviços, Agropecuária e Cultural de Casca (ACIC) com apoio da Prefeitura Municipal e Câmara de Vereadores.

Foto: Flauri Migliavacca

O presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Alexandre Guerra, vai participar da programação da 5ª ExpoCasca, no próximo sábado (15). Guerra é convidado para o Simpósio “As potencialidades da proteína gaúcha – mercado e tendências”, que acontece a partir das 14h no parque Municipal Arcido Perin, em Casca/RS. O convite foi feito pelo presidente da exposição, Gustavo Baccin, e pelo prefeito Domingos Kujawa.

A 5ª edição da ExpoCasca acontece neste fim de semana, dias 14, 15 e 16 de fevereiro e tem como slogan ‘Unindo o campo e a cidade’, e promoção da ACIC - Associação Comercial, Industrial, Serviços, Agropecuária e Cultural de Casca com apoio da Prefeitura Municipal e Câmara de Vereadores.

Entre as atrações estão mostra pecuária, parque infantil, praça de alimentação, apresentação de talentos, gastronomia típica, artesanato e agroindústria, além de shows. Durante o evento também será realizada uma rodada de negócios, o 2º Fórum de Desenvolvimento Regional e o Fórum do Agronegócio. A abertura oficial da Feira será na sexta-feira, dia 14 de fevereiro, às 17 horas.

Os chineses abriram negociação para novos embarques de leite em pó do Rio Grande do Sul. Reunidos com indústrias gaúchas na terça-feira (4/2), na Fiergs, a comitiva internacional manifestou o desejo de aquisição do produto para exportação à China. De acordo com a CEO da importadora e exportadora chinesa Luwaly, Elysa Luo, a empresa tem planos para iniciar a operação em breve. Segundo Luo, a principal demanda e interesse é pela fórmula infantil. "A CCGL é uma das empresas que está desenvolvendo o produto que buscamos", pontuou. O próximo passo, adianta Luo, é visitar as bases dos laticínios do interior, que deve ocorrer ainda em fevereiro ao lado do presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Alexandre Guerra, e o presidente da Luwaly, José Wang. A expectativa é que os embarques ocorram em larga escala, diariamente. "Esperamos um grande negócio." A dirigente também destacou a relevância que as indústrias do Rio Grande do Sul possuem na lista das 24 credenciadas a exportar para a China, divulgada em julho de 2019 pelo Ministério da Agricultura (Mapa). "Temos um carinho especial pelo estado", afirmou.

O secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, esteve presente na reunião e pontuou a importância que a operação simboliza para o RS. Segundo Palharini, as principais opções de negócio, que são a venda de leite em pó direto ao consumidor fracionado ou a venda de sacos de 25 quilos, são viáveis. Ele também destacou o interesse que os chineses apresentaram no leite em pó sem lactose e na possibilidade de abrir mercados para o composto lácteo. "Essa abertura é uma das prerrogativas do nosso trabalho. Com a exportação para a China, podemos mostrar ao mundo a qualidade do produto gaúcho, alavancar vendas e, consequentemente, torná-lo mais competitivo", explicou.

As inovações que estão no mercado para fortalecer e dar competitividade à cadeia produtiva do leite será o tema central do 16º Fórum Estadual do Leite, que todos os anos reúne especialistas na Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque (RS). O encontro organizado pela Cotrijal e Sistema CCGL acontece no dia 04/3, no auditório central da Expodireto, com a previsão de reunir 350 participantes, entre produtores de leite, técnicos, pesquisadores, empresas, lideranças e laticínios gaúchos.

De acordo com Jair da Silva Mello, gerente de Suprimento de Leite da CCGL, neste ano o fórum vai levar para discussão o uso da inovação no controle e melhoria de processos no rebanho leiteiro, além de traçar o futuro da cadeia leiteira no Estado para os próximos cinco anos. O Fórum Estadual do Leite, que conta com o apoio do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), tem o propósito de ser um espaço permanente de debate e encaminhamento de questões técnicas e políticas da atividade leiteira.

A programação do Fórum inicia às 9h com a palestra ‘Inovações no controle de animais e processos na pecuária de leite, sob o comando do professor da Universidade de Kentucky (EUA), João H.C.Costa. Na sequência, às 10h, o chefe-geral da Embrapa Gado de Leite, Paulo do Carmo Martins, ministrará palestra sobre ‘Como será a produção de leite no Brasil em 2030?’ A partir das 11h20, o tema será ‘Como o modelo de gestão Agro + Lean poderá auxiliar o produtor de leite?’, ministrado pelo médico veterinário Sandro Viechinieski, do Instituto Clínica do Leite/SP. Após as palestras, o evento abre para debates entre palestrantes e participantes.

A Expodireto Cotrijal 2020, exposição de tecnologia agropecuária consolidada como uma das mais importantes do país, teve seu lançamento realizado na manhã desta terça-feira (4), no Plaza São Rafael, em Porto Alegre. A feira que reúne as mais recentes tecnologias para o setor produtivo acontece de 2 a 6 de março, tem a previsão de atrair mais de 260 mil visitantes de todos os continentes e superar os R$ 2,4 bilhões em comercialização alcançados em 2019. De acordo com o presidente da Cotrijal Cooperativa Agropecuária e Industrial, Nei César Manica, a feira é um mundo de informações, tecnologias e oportunidades que tem feito a diferença no campo e alavanca negócios das empresas.

A 21ª edição da mostra traz uma novidade para os visitantes, a Arena Agrodigital, espaço de 1,6 mil metros quadrados que vai reunir em torno de 20 empresas e startups do agro mundial, visando aproximar o setor produtivo das tecnologias disponíveis que geram redução de custos e aumento da produtividade no campo. “O Rio Grande do Sul é referência nacional no agronegócio, e isso dita os rumos do nosso governo. A Arena Agrodigital é uma das iniciativas que vão ajudar a desenvolver ainda mais a produção agrícola gaúcha com o suporte da tecnologia ao oportunizar a interação dos produtores com a inovação”, destacou o governador do Estado, Eduardo Leite, que junto com outras lideranças prestigiou o lançamento oficial da Expodireto Cotrijal 2020.

16º Fórum Estadual do Leite – 4 de março – Auditório da Expodireto

• 08h30min - 08h55min: Abertura do evento.

• 09h - 09h50min: Inovações no controle de animais e processos na pecuária de leite.Dr. João H. C. Costa – Prof. Universidade de Kentucky/EUA.

• 10h00min – 11h10min: Como será a produção de leite no Brasil em 2030? Dr. Paulo do Carmo Martins - Chefe Geral da EMBRAPA Gado de Leite, Juiz de Fora/MG.

• 11h20min - 12h10min: Como o modelo de gestão Agro + Lean poderá auxiliar o produtor de leite? Méd. Veterinário Sandro Viechinieski – Instituto Clínica do Leite/SP.

• 12h10min - 12h30min: - Debate entre os palestrantes e os participantes. 

Foto: Luciana Radicione

Ampliar a competitividade dos diversos setores da economia gaúcha – movimento essencial para manter e atrair investidores ao Rio Grande do Sul - é uma das pautas prioritárias da nova gestão à frente da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do RS, empossada na manhã desta segunda-feira (03), em cerimônia concorrida que lotou as dependências do Plenário da Assembleia. O presidente e o secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Alexandre Guerra e Darlan Palharini, prestigiaram o ato de posse que contou também com diversos outros representantes do setor industrial do RS.

A competitividade do campo é foco do novo presidente da Assembleia, deputado Ernani Polo (Progressistas), ao lado da pauta política que promove reformas na estrutura do Estado e deverá avançar em 2020 nas questões tributárias. Polo, que assume no lugar do petebista Luis Augusto Lara, afirmou que pretende trabalhar pela valorização dos empreendedores gaúchos, destacando que benefícios fiscais serão amplamente discutidos pelo Parlamento a segmentos da economia que gerem competitividade e ajudem na arrecadação do Rio Grande do Sul.

“Se reduzirmos a musculatura de alguns negócios, a situação tende a piorar. Vivemos num país com muitas diferenças tributárias e o que normalmente acontece aqui no Estado é uma equalização tributária, muitas vezes necessária para um setor ser mantido”. De acordo com Polo, um estudo sério e criterioso irá auxiliar na definição dos segmentos beneficiados, mas ressalta que o foco principal será sobre segmentos com grande competitividade entre os estados da federação, caso do setor leiteiro e da proteína animal. “Temos setores produzindo, gerando emprego e com possibilidade de crescer. Para esses, é importante criar uma condição diferenciada", pontuou. Além dos benefícios fiscais, Polo destacou como fundamental a análise de outros indicadores, como educação, saúde, segurança e infraestrutura.

A expectativa do setor lácteo em prorrogar a obrigatoriedade de emissão do chamado Código Identificador de Operação de Transporte (CIOT) foi atendida. O prazo, que antes exigia o cadastro de todas as obrigações de transporte a partir do dia 01/02/2020, foi estendido para o dia 16 de março com o anúncio no Diário Oficial da quinta-feira (30/01), através da Resolução n. 5.869 da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A mobilização para a prorrogação contou com o senador Luiz Carlos Heinze e o deputado federal Alceu Moreira. A nova exigência foi tema da reunião de associados do Sindilat na terça-feira (28/01) e abordada pelo advogado Matheus Zomer, do escritório Rafael Pandolfo Advogados Associados.

O profissional integra o grupo de trabalho que conta com representantes dos setores de logística das empresas associadas ao Sindilat e que estão debatendo a questão. Com base nos debates do grupo, a assessoria jurídica do Sindilat encaminhou um ofício com questionamentos e sugestões que foi enviado à Ouvidoria da ANTT. Segundo Zomer, a ideia é esclarecer dúvidas e alertar sobre pontos dúbios na nova regra uma vez que o setor lácteo tem especificidades de transporte que não são facilmente respondidas. Uma das dúvidas é sobre as formas de mensuração exata do volume de cargas, uma vez que o setor lida com captação de volume diferenciados todos os dias.

O presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, criticou a obrigatoriedade do CIOT, o que classificou com medida burocrática e que tira competitividade do setor produtivo. “É um contra-senso com a própria política do governo federal que é desburocratizar os processos”, completou.
O CIOT é uma obrigação no Brasil desde 2011. Contudo, até agora, vinha sendo exigido apenas de transportadores autônomos, com fiscalização e multas brandas. Agora, a nova legislação exige emissão para todas as cargas transportadas, incluindo as grandes empresas que antes estavam livre dessa obrigatoriedade.

A Resolução 5.862 da ANTT possibilitou que as indústrias deleguem a emissão do CIOT para as transportadoras. Zomer alerta que a emissão do CIOT pode até ser delegada para um terceiro, mas a responsabilidade e as multas seguem incidindo sobre o contratante. “Essa é uma ferramenta que facilitará a fiscalização da tabela do frete”, frisou, alertando que a fiscalização já está em prática, através de radares fotográficos com a leitura da placa do veículo com o respectivo CIOT que a partir de agora estará interligado com as respectivas Secretaria da Fazenda dos estados. A tecnologia facilitará e ampliará muito a fiscalização e diminuirá a concorrência ilegal. As multas foram elevadas do mínimo de R$ 550,000 para a o valor de até R$ 10.500,00, para erros, inconformidades, não emissão do documento e desobediência da tabela mínima de frete.

Guerra solicitou aos associados, lideranças políticas e empresariais para que trabalhem pelo tema e para que a tabela de frete consolide-se como uma referência e não como exigência como vigora neste momento. Sobre o CIOT, guerra alertou que sua implementação exigira contratação de profissionais exclusivamente para a emissão documentos. “É um processo que precisará ser realizado todos os dias, com detalhamento de origem e destino das coletas. Vem só burocratizar”.

A Aliança Láctea Sul Brasileira definiu agenda para 2020 com três grandes reuniões para debate dos rumos do setor lácteo do Rio Grande do Sul. O primeiro encontro ocorrerá no dia 13 de março, a partir das 10h, em Porto Alegre (RS).

O Coordenador da Aliança Láctea e Presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, reiterou as indústrias associadas a apresentarem suas pautas e demandas para compor a agenda de debates do ano. O segundo encontro da Aliança será realizado em Florianópolis (SC) em 17 de julho e o terceiro em 6 novembro, em Curitiba (PR).

O engenheiro agrícola Rodrigo Ramos Rizzo foi eleito e empossado novo presidente do Conseleite na manhã desta terça-feira (28/01) para a gestão 2020/2021. Representando a Federação da Agricultura do Estado do RS (Farsul), ele assumiu o colegiado em nome dos produtores com meta de atualização e análise constantes dos itens que compõem a metodologia de cálculo do valor de referência do leite. O presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, foi eleito vice-presidente, devendo assumir a presidência do Conseleite em 2021, conforme estatuto. Segundo o regimento do Conseleite, as diretorias são eleitas a cada dois anos com representação de produtores e indústrias na presidência e vice-presidência e previsão de alternância entre os cargos. Ou seja: no primeiro ano, a presidência fica a cargo dos produtores e, no segundo, da indústria, ou vice-versa. “A Federação da Agricultura tem estado muito atenta aos movimentos de mercado da cadeia do leite, sobretudo o externo. Agradecemos a todos pelo apoio e trabalho realizado até aqui e estamos empenhados no fortalecimento do segmento”, frisou Rizzo.

Durante a reunião, também foi divulgada a projeção para o leite no Rio Grande do Sul. Como já era previsto para um período de início da entressafra, o valor de referência projetado para janeiro de 2020 subiu, atingindo R$ 1,1267, alta de 0,88% em relação ao consolidado de dezembro de 2019 (R$ 1,1169). Guerra pontuou que a estiagem também traz reflexo no campo, fenômeno que deve impactar os preços ao longo do ano. “Os tambos estão produzindo menos do que tradicionalmente captam nessa época ano. Isso, sem dúvida, trará reflexo direto ao preço do consumidor ao longo de 2020, uma vez que também estamos entrando no período dito como entressafra”, completou. Guerra citou que o mercado sofreu mudanças significativas nas últimas semanas. Com a alta na cotação do dólar, explica ele, o leite nacional ficou mais atrativo ao mercado, motivando vendas e segurando as importações.

Segundo o professor da UPF Marco Antônio Montoya, a variação projetada pelo Conseleite para janeiro reflete a oscilação entre os produtos que compõem o mix. “Pela tendência histórica, espera-se de 2020 um ano mais equilibrado para o setor lácteo”, estima Montoya, embasado na tradicional alternância entre anos bons e ruins na cadeia láctea gaúcha.

Rodrigo Rizzo

Rodrigo Rizzo é engenheiro agrícola formado pela Universidade Federal de Pelotas (Ufpel) e especialista em Lácteos pela CORFILAC/ Ragusa/Itália. Tem desempenhado atividades de consultoria e instrutoria nas diferentes áreas do agro no Brasil e Uruguai. É consultor atuante no Sebrae e Senar. Atualmente, é assessor da presidência e diretoria do Sistema Farsul e coordena as comissões da federação.

Tabela 1: Valores Finais da Matéria-Prima (Leite) de Referência1, em R$ – dezembro de 2019.

Matéria-prima Valores Projetados Dezembro /19 Valores Finais

Dezembro /19

Diferença

(Final – projetado)

I – Maior valor de referência 1,2760 1,2844 0,0084
II – Valor de referência IN 76/771 1,1096 1,1169 0,0073
III – Menor valor de referência 0,9986 1,0052 0,0065

(1)   Valor para o leite “posto na propriedade” o que significa que o frete não deve ser descontado do produtor rural. Nos valores de referência IN 76/77 está incluso Funrural de 1,5% a ser descontado do produtor rural

 

Tabela 2: Valores Projetados da Matéria-Prima (Leite) de Referência IN 76/77, em R$ – janeiro de 2020.

Matéria-prima Janeiro*/19
I – Maior valor de referência 1,2957
II – Valor de referência IN 76/77 1,1267
III – Menor valor de referência 1,0140

* Previsão

A Resolução da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) nº 5.862, publicada em dezembro de 2019, regulamenta a obrigatoriedade da emissão do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) para todas as operações de transporte rodoviário remunerado de cargas no Brasil. Até então, a obrigação só era devida quando o transporte era realizado por autônomos, cooperativas ou empresas de transporte formadas por até três veículos. Com o objetivo de sanar dúvidas sobre o assunto, o Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) promoveu reunião, em conjunto com a área técnica das empresas associadas e representantes da ANTT, na tarde de quinta-feira (23/01), em Porto Alegre (RS). O sindicato manifestou a preocupação do setor com a dificuldade de implementação da resolução, tendo em vista a burocracia envolvida e exíguo prazo que as empresas têm para se adequar. O secretário executivo do Sindilat, Darlan Palharini, afirma que entende que "dependendo das respostas da ouvidoria da ANTT, será necessário a prorrogação da entrada em vigor da Resolução, já que a coleta de leite envolve mais que 1000 caminhões envolvidos diariamente."

O cadastramento e a emissão do CIOT devem observar as disposições da Portaria ANTT nº 19, publicada em 23 de janeiro de 2020. Segundo essa normativa, no momento do cadastro da operação de frete, a empresa deve registrar todas informações exigidas pelo art. 5º da Portaria 19/20, sendo elas:

• RNTRC e o CPF ou CNPJ do contratado e, se existir, do subcontratado;
• CPF ou CNPJ, do contratante ou, quando houver, do subcontratante, e do destinatário da carga;
• CEP de origem e CEP de destino da carga, e a distância percorrida, em quilômetros, entre esses dois pontos;
• Tipo de carga com NCM;
• Peso da carga;
• valor do frete pago ao contratado ou, se existir, ao subcontratado, com a indicação da forma de pagamento e do responsável pela sua liquidação;
• valor do Vale-Pedágio obrigatório, desde a origem até o destino, se aplicável;
• placas dos veículos que serão utilizados na Operação de Transporte (combinação de veículos de carga);
• data de início e data prevista para o término da Operação de Transporte;
• dados da Instituição, número da agência e da conta onde foi ou será creditado o pagamento do frete.De acordo com o coordenador de fiscalização substituto da ANTT, Vinicius Oliveira, a resolução atendeu uma das reivindicações dos caminhoneiros na greve de 2018. "A empresa contratante do frete é responsável pela emissão do CIOT das transportadoras contratadas. Caso haja subcontratação do serviço, também se faz necessária a emissão do CIOT por cada placa de veículo", explica. Para a emissão, as empresas poderão utilizar uma das Instituições de Pagamento Eletrônico de Frete (IPEF) habilitadas pela ANTT o cadastro e a emissão do CIOT é gratuita.

A relação de IPEF habilitadas pela ANNT está disponível neste link. 

A Portaria 19/20 permite que a empresa contratante de frete delegue, mediante acordo, a obrigação de cadastramento da operação e emissão de CIOT para as empresas de transporte rodoviário ou às cooperativas de transporte. Isso, contudo, não dispensa a empresa contratante de responder por eventuais infrações ou multas por conta de não envio ou erro no envio do CIOT.

Há multa para o caso de não emissão do CIOT?

Sim. A Resolução ANTT nº 5.862 define uma série de condutas sujeitas à multa, dentre as quais são exemplo:

• Não gerar o CIOT à multa de R$ 5.000,00 (cinco mil reais);
• Gerar CIOT com informações falsas à multa de cem por cento do valor do piso mínimo de frete aplicável à Operação de Transporte, limitada ao mínimo de R$ 550,00 (quinhentos e cinquenta reais) e ao máximo de R$ 10.500,00 (dez mil e quinhentos reais);
• Deixar de informar o CIOT no Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais - MDF-e (conhecimento de transporte) à multa de R$ 550,00 (quinhentos e cinquenta reais).

A ANTT solicitou ao Sindilat que os questionamentos feitos na reunião fossem enviados formalmente para que a Ouvidoria da ANTT. O Sindilat se comprometeu a enviar um documento com questionamentos e sugestões normativas à ouvidoria.

O Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat) alerta que a produção leiteira gaúcha, além de estar entrando no período de entressafra, já está apresentando uma queda acentuada na captação de leite, provocada pela falta de pastagem verde no campo e pelo estresse calórico animal, visto as temperaturas elevadas nesta época do ano. Esse é um dos efeitos previstos da estiagem que assola diversos municípios do Estado. Isso porque, de acordo com o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, o evento climático já causa perdas significativas no desenvolvimento do milho para a silagem, alimento essencial que é produzido para nutrição do gado durante todo o ano, e o aumento da temperatura provoca um estresse calórico para o animal, que acaba não se alimentando de maneira correta, refletindo na queda da produção de leite em 2020 e prejudicando o período reprodutivo dos mesmos.  “Já no mês de março começaremos a sentir os efeitos mais fortes em relação à escassez de alimentos para o rebanho”, frisa Guerra.

Os primeiros dias de janeiro já indicaram um impacto importante da estiagem sobre a atividade no Rio Grande do Sul. Segundo Guerra, a captação diária nas propriedades gaúchas reduziu próximo a 8%, devido às altas temperaturas e chuvas muito abaixo das médias no Estado, índice que representa 1 milhão de litros de leite a menos entregues às indústrias associadas à entidade. “Esse cenário deve persistir durante todo o mês, mas a ocorrência de chuvas neste período, mesmo que em pouca quantidade, já poderá amenizar a situação”, pontua o presidente do Sindilat.

Foto: TacioPhilip/iStock