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Porto Alegre, 28 de agosto de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.095

 

   Expointer: 380 litros de produtos lácteos na Vitrine do Leite



Foto: Oficina da Vitrine do Leite atraiu a atenção dos visitantes na edição de 2014 
(Crédito: Raphael Seabra/Expointer 2014)

O Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) repassou à organização da Vitrine do Leite, que funcionará durante a Expointer 2015, cerca de 380 litros em produtos, sendo 110 litros de leite e 270 de bebidas lácteas. Além disso, foram entregues 40 quilos de queijo. Todo esse volume de produtos será utilizado durante a realização das oficinas e apresentações do estande, que é resultado de uma parceria do Senar-RS, Sebrae-RS e Farsul.

A estrutura da Vitrine do Leite estará montada dentro do Pavilhão do Gado Leiteiro, estando aberta ao público em todos os dias das 8h às 18h. Diariamente serão realizadas quatro oficinas de receitas (10h, 12h, 14h30min, 16h30min). Vão ocorrer ainda apresentações técnicas e gastronômicas. O conceito principal da Vitrine é mostrar ao visitante toda a cadeia do leite e os seus benefícios nutricionais. (Assessoria de Imprensa Sindilat)
 
 

 
Vitrine do Leite terá sua 2º edição na Expointer 

Durante a programação da Expointer 2015, será apresentada a segunda edição da Vitrine do Leite, um estande de 60 m² onde produtores e consumidores terão acesso a informações sobre técnicas empregadas na cadeia leiteira gaúcha para promoção da excelência e qualidade. Localizado dentro do Pavilhão do Gado Leiteiro, o espaço integrará o estande do Juntos para Competir, uma parceria entre Federação da Agricultura do Estado do RS (Farsul), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar¬RS) e Serviço de Apoio A Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/RS). A iniciativa ainda conta com o apoio do Sindicato da Indústria de Laticínios do Estado do RS (Sindilat) e do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do RS (Fundesa). Diariamente, entre 8h e 18h, serão realizadas quatro visitas orientadas de 40 minutos, divididas em duas partes. A primeira consiste na exibição de um vídeo de cinco minutos, que mostrará todas as etapas de produção, desde o manejo de pastagem para alimentação do gado leiteiro, ordenha, armazenamento, até o processamento na indústria. Um instrutor estará tirando as dúvidas do público. A segunda etapa da visitação será conduzida por uma nutricionista, que apresentará receitas a partir do leite, como iogurte, queijos e ambrosia.

A profissional também dará informações sobre os valores nutricionais do alimento. Os visitantes poderão ainda participar de uma degustação do leite. Conforme o chefe da divisão técnica do Senar¬RS, João Augusto Telles, o objetivo principal é ressaltar e estimular iniciativas empregadas na cadeia visando a excelência do leite gaúcho e o reconhecimento ao produtor, que o torna um dos melhores do Brasil. Iniciativas como o Programa de Tecnologia para Produção do Leite (Leitec), desenvolvido pelo Senar¬RS e que integra o conjunto de ações formadoras do Juntos para Competir. Visando maior eficiência e rentabilidade do setor, o Leitec promove cursos e consultorias para o produtor. Já o Sebrae/RS, por meio do Programa Juntos para Competir, atua na cadeia do leite através da implantação da metodologia PISA (produção integrada de sistemas agropecuários), desenvolvida pelo Ministério da Agricultura, Universidade Federal do Paraná e Universidade Federal do Rio Grande do Sul. A metodologia preconiza a intensificação sustentável do sistema produtivo, enxergando todas as atividades da propriedade de forma integrada. 

Dentro da produção leiteira o produtor recebe consultorias individuais de aplicação do PISA visando diminuir seu custo de produção, aumentar a produtividade e produção de leite, gerando mais renda e felicidade no campo. Serão apresentadas para o produtor e ao público em geral, as vantagens das tecnologias de produção e os padrões de qualidade no setor. "Nosso produtor adota tecnologias e avanços nos processos e produção e cada vez mais ele vem buscando qualificação, e gerenciamento para aplicar estes avanços na propriedade. Este avanço tecnológico exibido durante a Vitrine, dará ao consumidor final a certeza de um produto com os melhores padrões qualidade" ¬ confirmou Telles. Para o presidente do Sindilat uma das entidades parceiras nas oficinas, Alexandre Guerra, a Vitrine do Leite é uma forma de mostrar tudo o que está sendo feito para assegurar a qualidade do produto que chega à mesa do consumidor. 

Visitas orientadas: 
Manhã - 10h e 12h
Tarde - 14h30min e 16h30min. (Fonte: Farsul)

Europa: Ministros da Agricultura debatem em Madrid preços do leite

A ministra da Agricultura, Alimentação e Ambiente espanhola, Isabel García Tejerina, recebeu em Madrid a sua homóloga de Portugal, Assunção Cristas, bem como os da Itália (Maurizio Martina) e da França (Stéphane Le Foll). O objetivo do encontro é encontrar uma posição comum para o Conselho Europeu extraordinário do dia 07 de setembro. No encontro de setembro, Espanha vai propor um aumento temporário dos preços de referência para o leite em pó desnatado e a manteiga. Estes preços de referência são preços garantidos abaixo dos quais um organismo de intervenção designado por um Estado-membro pode comprar e armazenar as quantidades produzidas pelos agricultores, para assim obter efeitos no preço final.

Madrid considera que o preço do leite na Espanha (cuja produção leiteira representa 4,8% de toda a UE) está diretamente ligado ao preço de mercado da União Europeia. Após o fim do sistema de quotas leiteiras na UE (abril deste ano), os preços do leite têm baixado. Em julho, o preço médio comunitário estava nos 0,299 euros/quilo.

Na França, o setor leiteiro (em toda a cadeia de valor, desde a produção à distribuição) busca elevar o preço do leite para os 0,34 euros/quilo. Em maio, a média em França era de 0,296 euros/quilo). O setor leiteiro espanhol pediu medidas semelhantes, mas a ministra da Agricultura recordou que a fixação de preços mínimos é contrária às leis de livre concorrência na União Europeia. Em alternativa, o governo espanhol anunciou um subsídio de 300 euros por cada vaca para as propriedades leiteiras que estejam a vender abaixo da rentabilidade.

Nestes cinco meses sem quotas de leite (abril, maio, junho, julho e agosto), os preços têm sido os mais baixos desde janeiro de 2013. Em junho, Portugal registou o seu preço mais baixo: 0,288 euros/quilo. É um valor ainda mais baixo do que os "mínimos" da Espanha (0,294 euros/quilo) e da Itália (0,347 euros/quilo), também registados em junho. Na terça-feira, o comissário europeu da Agricultura, Phil Hogan, descartou a possibilidade de subir os preços de referência para que um Estado possa comprar e armazenar leite, fixados atualmente nos 0,21 euros/quilo. Hogan considerou que esse tipo de alteração "poderia prejudicar a concorrência do setor lácteo da UE", bem como o "necessário ajuste da oferta". No entanto, confirmou que está em preparação a extensão (para além do prazo de 30 de setembro) das ajudas públicas e para o armazenamento privado de leite.

"Os atuais níveis [dos preços de referência para intervenção estatal] para a manteiga e o leite em pó desnatado, tal como foi acordado no Parlamento Europeu e no Conselho durante a reforma da PAC [Política Agrícola Comum] de 2013, estão num nível apropriado para evitar a volatilidade extrema de preços, uma vez que desincentivam a sobreprodução", considerou Hogan. Enquanto não se criam novas medidas de apoio aos agricultores, que possam acalmar um setor que se diz em crise, o governo espanhol enfrenta protestos da fileira do leite. Os produtores espanhóis iniciaram na semana passada uma 'Marcha Branca' em León, que chegará na próxima semana a Madrid, onde preveem manifestar-se em frente ao ministério de Isabel García Tejerina. (As informações são do Notícias ao Minuto)

Aumenta participação do agronegócio na balança comercial brasileira

A participação do agronegócio na balança comercial do Brasil está crescendo. "De janeiro a julho deste ano, o setor representou 46,4% do total das exportações brasileiras. No ano passado, esse percentual foi de 44%", disse nesta quinta-¬feira (27) a secretária de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Tatiana Palermo, durante audiência pública da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio Exterior da Câmara dos Deputados. Ela também comparou o agronegócio com outras atividades da economia brasileira. Nos últimos 17 anos, acrescentou, o setor foi superavitário. "De 2011 a 2014, o agronegócio teve saldos positivos, na ordem de US$ 80 bilhões, enquanto que, com poucas exceções, os outros setores tiveram saldos negativos", assinalou. "No ano passado, ajudamos a amenizar o saldo negativo da balança comercial do país." Segundo a secretária, o Brasil participa com 1,2% do comércio global. Na área do agronegócio, esse percentual foi de quase 8% em 2013 e 7% em 2014. "Temos grande potencial". Abertura de mercados. 

Durante a audiência, realizada para debater aspectos do Plano Nacional de Exportações, a secretária destacou ainda a abertura de mercados no primeiro semestre deste ano. O acesso a novos destinos para os produtos do agronegócio brasileiro é resultado das negociações sanitárias e fitossanitárias feitas pelo Ministério da Agricultura com apoio do Itamaraty. "No primeiro semestre, conseguimos abrir vários mercados importantes. Entre eles, os Estados Unidos, para o qual já podemos negociar carne bovina in natura. A China, por sua vez, suspendeu o embargo à carne bovina", ressaltou Tatiana. "Só nos primeiros 45 dias após a reabertura do mercado chinês, exportamos 15 mil toneladas de carne bovina. É uma verdadeira batalha que teve resultado positivo." Entre os principais destinos das exportações do agronegócio brasileiro, estão a China, União Europeia, Rússia, Estados Unidos e Japão, enfatizou a secretária do Mapa. "Esses mercados compram a metade do que o mundo compra em produtos agropecuários, mais de US$ 500 bilhões anuais." A perspectiva para o segundo semestre, antecipou Tatiana, é a abertura dos mercados do Canadá, para carne bovina in natura, e da Coreia do Sul, para carne suína, além da reabertura da Arábia Saudita para carne de gado. (MAPA)

 

Classe C irá consumir R$ 1,35 tri durante o período de crise, diz Data Popular 
O presidente do instituto de pesquisa Data Popular, Renato Meirelles, disse na manhã desta quinta-¬feira (27) que a classe C irá continuar consumindo durante a crise e gastará, nesse período, cerca de R$ 1,35 trilhão. A afirmação foi feita na primeira edição do BRASILSHOP, na capital mineira, promovida pela Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop). Segundo ele, como a Classe C emergiu de uma situação de crise, ela sabe transformar crises em momentos de oportunidades. Conforme o executivo, levantamentos recentes indicam que 92% da Classe C já estão fazendo economia no seu dia a dia; 81% estão comparando mais os preços; 65% estão se preparando para conseguir renda externa e 45% já possuem essa renda externa. "Há uma percepção pessimista da Classe C com relação à situação econômica, mas eles se dizem otimistas com a vida pessoal. Porque eles têm a consciência de que a economia depende dos políticos, já a vida dele depende só dele e só trabalhando ele consegue reverter a situação", declarou. Além disso, conforme o instituto percebeu, a Classe C, nesse período de maior aperto, tem adquirido mais dinheiro e/ou cartão de crédito emprestado, comprando mais fiado, escolhendo as marcas e priorizando os gastos. Meirelles também ressaltou que nos próximos anos, haverá uma mudança do perfil da Classe A e B. "Essas classes vão crescer mais do que a C. São pessoas que têm bolso de Classe A e B, mas cabeça de C. Serão mais exigentes e mais resistentes à crise", declarou. Dados do Instituto Data Popular mostram que, em 2014, 23% da população é de classe alta; 56% média e 21% baixa. Para 2014, os porcentuais passarão para 34% alta; 58% média e 8% baixa. (Estadão)
 
 

 


 

Porto Alegre, 27 de agosto de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.094

 

   Sindilat propõe criação de CIDE do leite em audiência pública


 Audiência discute déficit da balança comercial de lácteos

Crédito: Lucio Bernardo Junior/Câmara dos Deputados)
 
Na tentativa de equilibrar a oferta de leite importado no mercado interno, o Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) propôs a criação de uma Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE) de 10% sobre o leite em pó importado. A ideia é utilizar a ferramenta para ajuste de mercado sempre que o leite estrangeiro ingressar no Brasil com defasagem de 30% ou mais em relação ao valor definido pelo Conseleite. Os recursos, pagos pelo importador, seriam destinados ao Fundo de Estímulo à Exportação de Leite em Pó, seguindo um modelo similar ao praticado hoje para os combustíveis.

A proposta foi apresentada pelo 2º vice-presidente do Sindilat, Raul Lopes Amaral, durante audiência pública realizada nesta quinta-feira  (27/8) na Câmara dos Deputados, em Brasília. Segundo ele, esta é uma forma de ajustar o mercado, que hoje penaliza o produtor e a indústria brasileira, ameaçando a receita do país e os empregos. Se o modelo proposto pelo Sindilat já estivesse em vigor, só nos primeiros sete meses deste ano, a arrecadação chegaria a R$ 6,6 milhões, o suficiente para incentivar o embarque de 4,4 mil toneladas de leite em pó brasileiras, que hoje não recebem qualquer tipo de incentivo. "As entidades presentes apresentaram a evolução da cadeia e necessidade de que o país construa políticas públicas suficientes para limitar a entrada do leite do Uruguai", salientou Amaral.

A proposta será analisada juntamente com outros apontamentos da audiência pública em nova reunião entre os parlamentares envolvidos e a cadeia produtiva.  A forma como a proposta será operacionalizada e os percentuais a serem pagos ainda devem passar por análise mais aprofundada. "Não é um imposto. Nossa ideia é usar essa verba privada para incentivar a cadeia e criar regulamentação para a exportação", acrescentou. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

Percentual de diferença do preço do leite em pó importado para o nacional

 
Mapa elabora proposta para fortalecer cadeia de lácteos

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) deve apresentar, nas próximas semanas, uma proposta de projeto de lei destinando R$ 300 milhões para o fortalecimento do setor de lácteos em Minas Gerais, Goiás, Santa Catarina, no Paraná e Rio Grande do Sul. O anúncio foi feito agora há pouco pelo secretário do Produtor Rural e Cooperativismo do Mapa, Caio Rocha, durante audiência na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados.

Os cinco estados que receberão os recursos, assinalou Caio Rocha, respondem por 80% da produção nacional de lácteos. Segundo ele, os R$ 300 milhões deverão ser investidos em assistência técnica, melhoramento genético e promoção comercial. Em todo o país, a cadeia produtiva do setor envolve 1,3 milhão de produtores. 

Durante a audiência, Caio Rocha destacou ainda que o Mapa tem se empenhado para ampliar as negociações com os representantes do setor privado para garantir aos países do Mercosul uma parcela do mercado brasileiro que não afete a competitividade e crescimento da cadeia nacional de lácteos.

De acordo com o secretário do Produtor Rural e Cooperativismo do Mapa, a produção brasileira de lácteos hoje é superior ao consumo interno. Atualmente, a maior parte do excedente de lácteos é exportada para Angola, Argélia e Venezuela. O Brasil embarca para o exterior principalmente leite em pó e leite condensado.

Caio Rocha disse também que o Brasil tem 11 estabelecimentos habilitados a exportador lácteos para a Rússia. A expectativa, acrescentou, é que mais 13 venham a obter autorização para embarcar leite e derivados para aquele país. Recentemente, a ministra Kátia Abreu (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) negociou com o governo russo a abertura daquele mercado aos produtos lácteos brasileiros. (As informações são da Assessoria de Comunicação Social)


PIB do agronegócio fica estável em maio, diz CNA

O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro ficou estável em maio, com queda acumulada de 0,2% nos primeiros cinco meses de 2015, comparado a igual período do ano passado, informa a Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Em nota, a entidade diz que o desempenho se deve principalmente ao comportamento da agricultura, que apresentou redução de 0,48% no mesmo período. Com base nesse resultado, a previsão para o PIB da agropecuária em 2015 é de R$ 1,2 trilhão, sendo R$ 825,08 bilhões (67,6%), referentes ao ramo agrícola e outros R$ 396,27 bilhões (32,4%) ao setor pecuário. Os números são da CNA e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/USP). 

Conforme o levantamento, a pecuária, mesmo tendo expansão de 0,40% no período de janeiro a maio, especificamente no quinto mês do ano apresentou crescimento de apenas 0,03%. Já a agricultura teve variação negativa de 0,01% no mesmo período. "Na agricultura, o segmento que mais recuou foi o primário, ¬1,61% em 2015", destacou. Esse desempenho negativo, segundo a CNA/Cepea, refletiu a queda dos preços agrícolas, pois em volume a expectativa é de elevação até o fim deste ano. Na pecuária, o segmento primário apresentou crescimento de 0,90%, "o melhor índice obtido nos primeiros cinco meses de 2015". O segmento industrial apresentou os piores indicadores: recuo de 1,19% no mesmo período. Para o segmento primário, a baixa oferta do boi gordo (prontos para o abate) e as exportações em recuperação puxaram as cotações e explicam o cenário de crescimento, diz a CNA. (Estadão Conteúdo)
 

Preços/NZ
A elevação dos preços dos lácteos pode significar uma esperança para o setor, mas, ainda não é tempo de relaxar, assegura a Federação dos Produtores da Nova Zelândia. Pela primeira vez em cinco meses os preços do leilão quinzenal dos lácteos tiveram alta, mas, o presidente da federação dos agricultores kiwis, Andrew Hoggar advertiu que ainda é preciso estar atento. "O registro das últimas vendas sugere que começa a surgir uma luz no fim do túnel, mas precisamos esperar que continue e se consolide".
É bom lembrar que no dia 19 os preços subiram 14,8% dos US$ 1.815/tonelada fechados quinze dias antes, para US$ 1.974/tonelada (NZ$ 3.000) comercializando um volume 33,5% menor de leite em pó. Para muitos analistas isto não é uma surpresa considerando as recentes quedas na produção de leite, "embora os mercados futuros estejam com prognósticos positivos, o teste real teremos nos próximos quatro eventos", asseguram. (Infortambo/Tradução Livre: Terra Viva)
 
 

 

    

         

 


 

Porto Alegre, 26 de agosto de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.093

 

    Secretário do Desenvolvimento do RS admite discutir novas alternativas
Encontro com o secretário de Desenvolvimento do RS
(Crédito: Divulgação /Sdect)

A articulação de diversos setores da agroindústria com as secretarias do Estado segue em busca de apoio para retirar o regime de urgência do PL 214, que reduz em 30% o percentual de apropriação de crédito presumido. Nesta quarta-feira (26/08), em mais uma tentativa de fortalecer a derrubada do projeto, o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, o vice Guilherme Portella e o secretário-executivo, Darlan Palharini, junto com outros dirigentes de setores produtivos do Estado e os deputados Elton Weber e Sérgio Turra, se reuniram com o secretário do Desenvolvimento, Fábio Branco. Segundo Branco, a Secretaria do Desenvolvimento se dispõe a colaborar para a manutenção e fortalecimento da cadeia agroindustrial do Estado. "Em conjunto, precisamos discutir com o governo novas alternativas", afirmou. 

No encontro, ele ainda destacou a importância da união entre as diferentes áreas em defesa de um objetivo único. "Se o Estado quisesse aprovar esse projeto, ele já o teria feito. Enquanto isso, temos que continuar a dialogar para encontrar alternativas que não prejudiquem a competitividade do setor".

Para o presidente do Sindilat, a sensibilização do secretário acerca da situação da indústria gaúcha é um importante passo para a retirada do regime de urgência do PL 214. "A partir do momento que ele entende que é necessário tempo para que possamos sentar e discutir com o governo, isso já é favorável. Mas nós precisamos de atitudes concretas. Retirar o regime de urgência é o primeiro passo", destacou. (Assessoria de Imprensa Sindilat)
 
 
Leite spot sofre queda devido à retração no mercado de derivados

Levantamento do MilkPoint Mercado aponta que o preço do leite spot (o leite comercializado entre as indústrias) apresentou nova queda na segunda quinzena de agosto, com uma baixa de 4 centavos na Média Brasil ficando a R$1,09/litro. O cenário é o mesmo para quase todos os estados que compõem essa média, exceto Goiás, que apresentou estabilidade nos preços, na casa de R$1,15/litro. 

Em Minas Gerais, a queda foi a mais expressiva, de 4,1%, com o spot ficando na média em R$1,17/litro. Em Santa Catarina e no Paraná, a variação foi negativa de 3,5% e 3,6% respectivamente; e no Rio Grande do Sul, a baixa foi de 1,8%. Os negócios ocorreram em R$1,06/litro em Santa Catarina, R$1,07/litro no Paraná e R$0,96/litro no Rio Grande do Sul.

Gráfico 1 - Preços de leite spot em diversos estados (R$/litro)


 *Dados deflacionados pelo IGP-DI

Mesmo que a produção de leite no Sul tenha sido comprometida pelo excesso de chuvas e assim, os volumes produzidos tenham sido menores que o esperado nessa época do ano, os preços de derivados não deixaram de cair; as vendas de produtos tem recuado cada vez mais devido ao menor poder de compra do consumidor. Dados do MilkPoint Mercado apontam que, de julho até a 3ª semana de agosto, o leite UHT sofreu queda de cerca de 7%. (Milkpoint)

Portugal: queda no consumo e redução de 13% no preço do leite esmaga produtores

O preço do leite de vaca pago aos produtores caiu 13% em julho para cerca de 28,8 centavos de euro por litro, longe dos 33,3 centavos do ano passado. O fim das quotas leiteiras, em vigor desde Abril, provocou quedas consecutivas no preço em praticamente todos os países da União Europeia (19% de redução média em Julho), mas outros fatores também estão deixando os produtores alarmados.

Além do fim de um instrumento que vigorou durante 30 anos, e que serviu para eliminar os excedentes, os portugueses estão consumindo cada vez menos leite. A categoria de lacticínios, que inclui iogurtes e queijos, vem perdendo importância no carrinho de compras (menos 3% até Julho deste ano, face ao mesmo período de 2014 de acordo com dados da Nielsen) e nem a queda de preços nas prateleiras, também impulsionada pelas promoções, fez as vendas aumentarem.

Na quinta-feira passada (20/08), o Ministério da Agricultura esteve reunido com a Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição (APED) para discutir "possíveis ações que ajudem a atenuar " os problemas dos produtores, detalha fonte do gabinete de Assunção Cristas. As medidas serão apresentadas "oportunamente", mas uma das hipóteses é a realização de uma campanha nacional para levar os portugueses a beber mais leite. Esta é, aliás, uma reivindicação dos produtores que, nas palavras de Carlos Neves, presidente da Associação dos Produtores de Leite de Portugal (Aprolep), se sentem abandonados pelos políticos europeus.

"Uma das coisas que já devia ter sido feita é a campanha. A opinião pública tem sido intoxicada por opiniões contra o leite e uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade. As promoções não resolvem porque as pessoas bebem o leite mais barato, mas não bebem mais", defende.

No setor há relatos de encerramentos e abates de animais, atrasos de pagamentos e desespero. A Aprolep diz que a produção em Portugal "atravessa provavelmente a etapa mais difícil da sua história". "O preço pago aos produtores em média é de 28 centavos por litro mas há quem esteja recebendo 23 centavos. E nenhum destes valores compensa o custo estimado de 32 a 33 centavos por cada litro produzido", defende.

O cenário europeu é ainda agravado pelo embargo russo aos produtos lácteos. Carlos Neves diz que a Rússia comprava 30% da produção de queijo da UE e lembra que, mesmo em Portugal, o negócio das exportações também está a ser afetado com a descida do preço do petróleo em Angola, um importante cliente do setor. Para forçar a Comissão Europeia a adotar medidas para proteger a produção, a European Milk Board - que faz lobby em Bruxelas e representa 100.000 produtores - já marcou uma manifestação para 7 de Setembro, dia em que os ministros europeus da Agricultura se reúnem para discutir o tema.

"Mercado livre, oportunidades de exportação fantásticas, o leite que se quiser: todos conhecem estas palavras. Mas escondem uma política para o leite que está arruinando os produtores e a nossa agricultura. Nenhuma destas promessas se cumpriu. O resultado: preços batendo no fundo e encerramento das atividades por toda a Europa", diz a organização. A Aprolep também está organizando um protesto no mesmo dia em Portugal. "A capacidade negocial dos produtores depende da capacidade de fazer barulho", lamenta Carlos Neves, relembrando as manifestações na França onde os agricultores depositaram estrume e pneus à porta de supermercados. (As informações são do Público/PT)

Cálculo de preço do leite da Fonterra obtém aprovação da Comissão de Comércio da Nova Zelândia

O cálculo de preço do leite da Fonterra para a estação de 2014/15 obteve o selo de aprovação da Comissão de Comércio da Nova Zelândia. A Comissão publicou um relatório sobre esse cálculo, feito pela Fonterra. A Comissão de Comércio precisa avaliar todo ano o cálculo feito pela Fonterra para decidir o preço do leite de acordo com legislação do Ato de Reestruturação da Indústria de Lácteos (DIRA), que permitiu a fusão entre a New Zealand Cooperative Dairy e a Kiwi Cooperative Dairies formando a Fonterra em 2001.

A Fonterra terminou a estação de 2014/15 com um preço do leite de NZ$ 4,40 (US$ 2,89) por quilo de sólidos do leite - equivalente a NZ$ 0,36 (US$ 0,23) por quilo de leite. A Comissão de Comércio disse que os cálculos da Fonterra foram "muito consistentes com as propostas de eficiência e contestabilidade do DIRA".

"A Fonterra fez um esforço significativo para melhorar a transparência de seus cálculos e agora resolveu algumas questões pendentes do ano passado", disse a vice-presidente da Comissão de Comércio, Sue Begg. "Mais notavelmente, podemos concluir que sua energia assumida e custos de ativos fixos estão consistentes com as propostas do regime".

Um espaço para comentários sobre o relatório da Comissão de Comércio está aberto até 1 de setembro. O relatório final será publicado em 15 de setembro.

Em maio de 2014, a Fonterra anunciou um preço do leite de abertura da estação de 2014/15 de NZ$ 7 (US$ 4,60) por quilo de sólidos do leite [NZ$ 0,58 (US$ 0,38)/kg de leite]. Em setembro de 2014, a Fonterra reduziu sua previsão para NZ$ 5,30 (US$ 3,48) por quilo de sólidos do leite [NZ$ 0,44 (US$ 0,28)/kg de leite] e para NZ$ 4,70 (US$ 3,09) por quilo de sólidos do leite [NZ$ 0,39 (US$ 0,25)/kg de leite] em dezembro de 2014.

A Fonterra reduziu mais ainda sua previsão para NZ$ 4,50 (US$ 2,96) por quilo de sólidos do leite [NZ$ 0,37 (US$ 0,24)/kg de leite] em abril de 2015, reduzindo mais ainda, para NZ$ 4,40 (US$ 2,89) por quilo de sólidos do leite [NZ$ 0,36 (US$ 0,23)/kg de leite].

A Fonterra anunciou um preço de abertura para a estação de 2015/16, que começou em 1 de junho, de NZ$ 5,25 (US$ 3,45) por quilo de sólidos do leite [NZ$ 0,44 (US$ 0,28)/kg de leite]. A cooperativa, então, reduziu sua previsão para NZ$ 3,85 (US$ 2,53) por quilo de sólidos do leite [NZ$ 0,32 (US$ 0,21)/kg de leite] devido ao desequilíbrio na oferta e demanda. (A reportagem é do Dairy Reporter, traduzida e adaptada pela Equipe MilkPoint)
 

Compras por impulso 
Ir ao supermercado e acabar comprando mais do que deveria é um hábito comum, seja porque o produto está mais barato, ou porque a pessoa não se planejou. O problema é que muitas vezes a compra é feita sem necessidade. Uma pesquisa conduzida pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostra que 33,2% das compras feitas por impulso e sem planejamento acontecem no supermercado, seguidas das compras de roupas (19,2%) e de eletrônicos (13,2%). (Monitor Mercantil)
 

         

 

Porto Alegre, 25 de agosto de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.092

 

   Tempestade perfeita para os preços dos lácteos na UE

Por vários anos, os modelos agro-econômicos e os órgãos de previsão previram um futuro brilhante para os mercados mundiais de lácteos, com a demanda mundial aumentando como resultado da classe média na Ásia e na África em expansão se voltando às dietas ocidentais. Entretanto, as margens de produção de leite na União Europeia (UE) se tornaram negativas nos últimos meses à medida que os produtores da UE continuam aumentando a produção após o fim do sistema de cotas de produção, enquanto ignoram o decréscimo na demanda mundial por lácteos. A extensão do embargo russo em 2014 às importações agrícolas adicionaram mais pressão de baixa nos mercados de lácteos.

No final de julho, os produtores de lácteos da UE se uniram aos produtores de suínos na França e depois na Bélgica e no Reino Unido em protesto pelos baixos preços ao produtor. Os manifestantes bloquearam estradas e centros de distribuição varejistas e até retiraram produtos lácteos das prateleiras varejistas para doar às pessoas que estavam passando. Mesmo assim, a previsão de longo prazo para a demanda global de lácteos continua promissora, mesmo com a atual situação do mercado de lácteos não podendo desaparecer da noite para o dia.

Após a crise de preços dos lácteos de 2009, a UE passou por um período prolongado de preços altos para as commodities lácteas, que foi somente brevemente interrompido em 2012. Durante esse período, a Comissão Europeia decidiu como parte da Revisão de Médio Prazo da Política Agrícola Comum (PAC) permitir que o sistema de cotas de produção leiteira expirasse em 2015. Para preparar o mercado leiteiro para o fim das cotas, a Comissão instituiu um programa de retirada lenta do sistema, aumentado gradualmente o nível de produção permitido em 1% por ano por cinco anos consecutivos para o ano cota de 2009-2010 até 2013-2014. Para o último ano de produção antes do sistema de cota expirar (2014-2015), não foi mais fornecido aumento.

Essa abordagem foi bem sucedida em aumentar a produção gradualmente conforme antecipado, exceto em alguns países membros do bloco europeu produtores de leite, onde os produtores aumentaram bastante sua produção para se beneficiar da boa demanda de mercado e dos altos preços dos lácteos durante a recuperação de mercado da crise do setor de 2009.

Mesmo nos Estados Membros com alta produção, o programa de remoção gradativa ainda conseguiu reduzir os valores das cotas leiteiras à medida que o mercado de direitos de cota se tornou mais fluido com os produtores de alta produção tomando os direitos da cota de produção dos produtores de baixo desempenho ou dos produtores que deixaram a atividade leiteira. As dinâmicas do mercado de direitos de cotas levaram os produtores a especular que eles poderiam produzir seus diretos individuais de produção aproveitando a cota de produção não usada de produtores de baixo desempenho que falharam em vender seus direitos extras da cota. Em 2013-2014, essa especulação permitiu que os produtores de leite em alguns Estados Membros ultrapassassem sua cota individual de produção em 10 ou até mesmo 20% sem custo.

Os produtores de leite pagariam alegremente as multas pelo excesso de produção ou por exceder seus direitos de cota, porque os preços dos lácteos estavam em níveis recordes. Além disso, as previsões agrícolas na ocasião, tanto da UE como de relatórios da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) eram de aumento na demanda mundial por lácteos devido às maiores populações de classe média emergente na China e em outros países.

Entretanto, mesmo com os preços mundiais começando a baixar na primavera de 2014, os preços do leite ao produtor na UE não caíram até o final de 2014. Como resultado disso, os produtores de leite da UE continuaram aumentando a produção nesse período apesar da ausência de um aumento da cota em 2014-2015. Mesmo o embargo russo aos produtos lácteos da UE em agosto de 2014 não conseguiu reduzir a produção, à medida que os processadores de lácteos simplesmente redirecionaram suas capacidades de produção para outros produtos que não os queijos que eram destinados ao mercado da Rússia, como manteiga e leite em pó desnatado, para os quais novos mercados ainda pareciam prontamente disponíveis.

A Finlândia e os países Bálticos (Estônia, Látvia e Lituânia) foram os mais afetados pelo embargo russo, porque suas exportações de lácteos eram quase que exclusivamente orientadas ao mercado russo. Apesar de a Comissão Europeia ter aberto um Acordo de Armazenamento Privado (PSA) para ajudar esses países, acabou forçando o fechamento do esquema dentro de semanas, porque outros estados membros não afetados pelo embargo aproveitaram o esquema para obter lucros adicionais.

Os mercados mundiais continuaram enfraquecendo, particularmente à medida que as importações chinesas caíram de forma significativa em resposta à desaceleração econômica e aos grandes estoques residuais de leite em pó desnatado. Entretanto, os produtores da UE reduziram a produção de leite até a primavera de 2015, tarde demais para evitar as multas por ultrapassarem a cota de produção em seu último ano. Como resultado, 13 estados membros deverão ter multas, totalizando €800 milhões (US$ 892,59 milhões) em 2015, comparado com €409 milhões (US$ 456,33 milhões) de 8 estados membros em 2014. (Os dados são do USDA FAS GAIN, publicados no Dairy Herd Management, traduzidos e adaptados pela Equipe MilkPoint)

Gráfico 1. Preços ao produtor em diversos países da Europa

Fonte DG Agri - Elaboração: MilkPoint Inteligência
 
 
II Simpósio Nacional da Vaca Leiteira
A cidade de Porto Alegre (RS) recebe nos dias 23 e 24 de outubro o II Simpósio Nacional da Vaca Leiteira. O foco dessa edição são palestras com temas relacionados a nutrição, metabolismo e qualidade do leite.  Certamente será um excelente fórum de educação continuada em gado de leite, para alunos de graduação, pós-graduação e profissionais da área. Estão confirmadas as presenças de cinco palestrantes internacionais (Uruguai, Chile e Estados Unidos) e cinco palestrantes nacionais. 

No dia 25 de outubro também acontecerá o minicurso teórico/prático com o Prof. Dr. Felipe Cardoso (Universidade de Illinois - EUA) com o tema: Formulação de Dieta para Vacas Leiteiras. O evento será realizado no auditório da UNIRITTER Campus FAPA sob a organização do Laboratório de Análises Clínicas Veterinárias da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (LACVet-UFRGS) e dos Formandos 2016/2 de Medicina Veterinária da UFRGS. A programação pode ser conferida abaixo. Informações e inscrições no site www.simposiovacaleiteira.com.br. (Milkpoint)


 
 

PEC que transforma transporte em direito social vai a voto 

O Legislativo nacional pautou para esta semana dois projetos com impacto econômico que têm alta probabilidade de se tornarem leis num período de 180 dias, de acordo com levantamento do grupo Estudos Legislativos e Análise Política do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap/Ello) para o Valor Política. As duas propostas com mais chances de aprovação estão no Senado. Uma é a proposta de emenda constitucional (PEC) ¬ já aprovada pelos deputados e em primeiro turno pelos senadores ¬ que transforma o transporte em direito social. Se confirmada na votação do segundo turno, vai à promulgação pelo Congresso Nacional, sem possibilidade de veto. Tem chance muito alta de virar lei nos próximos 180 dias, de acordo com o Cebrap/Ello. 

A Casa analisa ainda o projeto 464/2015 que reduz os custos das campanhas eleitorais, com alta probabilidade de aprovação. A proposta encurta o período de campanha de 45 para 30 dias e de 50 para 30 minutos a duração dos programas da propaganda eleitoral diária em rádio e TV, proíbe efeitos de computação gráfica nos comerciais e retarda de 5 de julho para 10 de agosto o início da campanha, além de proibir a participação de não candidatos nos programas eleitorais. A repatriação de recursos do exterior ¬ não declarados à Receita Federal ¬ prevista no chamado Regime Especial de Regularização Cambial e Tributária (RERCT) tem chance média de virar lei, de acordo com o Cebrap/Ello. 

Ao todo, 35 projetos com relevância econômica foram pautados para votação em plenário ou em caráter terminativo nas comissões (quando não precisam passar pela análise do plenário) esta semana. A projeção sobre o potencial de estas matérias virarem leis foi feita com base em um modelo estatístico que considera o histórico de votações do Legislativo desde 1988. (Valor Econômico)

 
 
Oportunidade perdida
A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) estabeleceu uma série de regras para a administração pública que, se fossem cumpridas, cessariam os déficits orçamentários, fator causador dos altos juros que consomem grande parte dos recursos que seriam destinados às funções básicas de governo.

No tocante à despesa com pessoal, ela fixou um limite de 60% da receita corrente líquida (RCL), com a respectiva participação de cada poder.

Ao mesmo tempo em que fixou esse limite, estabeleceu em seu artigo 18 o que seria despesa com pessoal. Como até hoje não foi aprovado o projeto que cria o Conselho de Gestão Fiscal nela estabelecido, que há 15 anos dorme no Congresso Nacional, os tribunais de contas estaduais ocuparam esse espaço. E, ao interpretarem o artigo citado, o fizeram com base no art. 169 da Constituição Federal, cuja redação cita somente pessoal ativo e inativo.

Em decorrência, o Tribunal de Contas do RS (e, talvez, os demais do país) retirou do cômputo da despesa com pessoal para efeito da LRF pensões, assistência médica dos funcionários, creches, bolsas de estudo e transportes, refeições e etapas para alimentação e Imposto de Renda descontados dos servidores.

Entendo que não cabe essa exclusão, porque pensão é o benefício deixado para seus dependentes por um servidor ativo ou inativo, quando morre e deixa de receber sua remuneração. E os demais itens são despesas indiretas com pessoal, porque não existem por si, mas em função de um servidor ativo, inativo ou pensionista.

Com isso, o próprio TCE-RS diz que a despesa com pessoal em 2013 foi 71,7% da RCL, mas para efeito da LRF foi apenas 51,2%, portanto, 20,5 pontos percentuais a menos.

Assim, se atingir o limite de 60%, estará de fato em 80% da RCL. Como só com o custeio é despendido mais de 25%, só aí passa de 100% da RCL, não restando recursos para investimentos e para pagar a dívida.

Os tribunais de contas deveriam rever essa interpretação, porque ela, ao retirar a eficácia da lei, está desperdiçando uma oportunidade ímpar para eliminar os déficits. (Darcy Francisco Carvalho dos Santos, contador e economista/Zero Hora)

 

 
Comissão debate déficit da balança comercial de lácteos
A Comissão de Agricultura e Pecuária promove audiência pública nesta quinta-feira (27/08) sobre o déficit da balança comercial de lácteos registrado no primeiro semestre e medidas de incentivo às exportações de lácteos. O Brasil é um dos maiores produtores de leite do mundo e responde por 66% do volume total de leite produzido nos países do Mercosul. A atividade ocupa diretamente 3,6 milhões de pessoas. 
De janeiro a julho, o setor registrou um déficit em equivalente-leite de 358,5 milhões de litros, mais que o dobro do apresentado no total de 2014, que foi de 159 milhões de litros. De janeiro a maio de 2015, apesar da alta do dólar, as importações cresceram 37% em volume em comparação com os cinco primeiros meses de 2014. (As informações são do Cenário MT e do MilkPoint)
 
 

         

 


 

Porto Alegre, 24 de agosto de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.091

 

   Agroindústria amplia articulação junto ao governo

Representares de agroindústrias pretendem ampliar a articulação junto às secretarias do governo na tentativa de frear a tramitação do PL 214, que reduz em 30% a concessão de créditos presumidos. Uma comitiva composta por dirigentes do Sindilat, Sicadergs, Asgav e capitaneada pelos deputados Elton Weber e Sérgio Turra, esteve na tarde de hoje (24/8) com o chefe da Casa Civil, Márcio Biolchi, pedindo a retirada do regime de urgência. Uma nova agenda deve ser marcada para a próxima quarta-feira (26/8) desta vez com o secretário de Desenvolvimento, Fábio Branco. Biolchi disse que vem recebendo diversos pedidos nesse sentido e que o governo precisa atentar para os possíveis danos que os cortes pretendidos nos incentivos terão junto à arrecadação e ao desenvolvimento do Estado.

Presente na agenda desta tarde, o vice-presidente do Sindilat, Guilherme Portella, pontuou as dificuldades enfrentadas pelo setor lácteo, principalmente quanto à concorrência com produtos importados. Segundo ele, o leite em pó importado do Uruguai está chegando ao mercado brasileiro a R$ 6,50 o quilo, enquanto o custo de produção nacional é de R$ 9,00. "Por motivos como este é que o leite condensado consumido no Rio Grande do Sul é todo ele processado em outros Estados. Estamos longe de sermos competitivos tributariamente", explanou Portella, ao lado do secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini.

O deputado Elton Weber pediu pela retirada da urgência do projeto como forma de viabilizar o debate mais ponderado da matéria, que passa a trancar a pauta. Uma das sugestões seria que o relator do texto da CCJ, Alexandre Postal, apresentasse emendas ao seu relatório, o que poderia ser feito na reunião desta terça-feira (25/8). Biolchi disse que o governo precisa tomar conhecimento das situações particulares de cada um dos setores para definir possíveis ajustes caso a caso. (Assessoria Imprensa Sindilat)


Na Foto: Reunião de agroindústrias na Casa Civil

Crédito: Carolina Jardine
 
 
Aumento de alíquotas do ICMS dividem deputados da base

O projeto de aumento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), protocolado pelo Executivo na Assembleia Legislativa na semana passada, tem suscitado hesitações entre a base aliada do governo José Ivo Sartori (PMDB), além de críticas da oposição. Muitos parlamentares têm sugerido alternativas ao aumento de imposto.

Os deputados estaduais do PT - maior bancada na Assembleia, com 11 parlamentares, que fazem oposição a Sartori - sustentam que o governo tem criado "um clima alarmante" na sociedade para conseguir a aprovação de projetos como o que eleva a alíquota básica do ICMS de 17% para 18%.

"Em mais de oito meses, o governo não tomou nenhuma medida consistente para combater a crise, além do saque de cerca de R$ 750 milhões dos depósitos judiciais. Tudo foi intencional. Não acredito que a instabilidade atual (principalmente diante dos servidores públicos) tenha sido causada por incompetência. Quiseram criar um clima alarmante para tentar conseguir apoio para medidas como essa (aumento do ICMS)", avaliou o deputado Luiz Fernando Mainardi (PT).

Com o aumento de um ponto percentual da alíquota básica do ICMS, a Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz) estima que a arrecadação anual gere um acréscimo de R$ 1,89 bilhão para os cofres do Estado e R$ 764 milhões para os municípios gaúchos. Entretanto, Mainardi sustenta que o combate à sonegação e o crescimento da economia também podem ocasionar incrementos expressivos na arrecadação.

"De 2011, último ano do governo Yeda (Crusius, PSDB), até 2014, a arrecadação em ICMS aumentou cerca de R$ 3,2 bilhões, principalmente por conta do crescimento da economia", avaliou o petista.

Mainardi defende ainda a busca por compensações previdenciárias como uma alternativa ao crescimento da carga tributária. "Estima-se que as compensações previdenciárias possam render R$ 2,5 bilhões ao governo do Estado", comentou. Essas compensações são valores que a União repassa aos estados ou municípios quando um servidor contribuiu com o INSS por um tempo, mas acabou se aposentando pela previdência do Estado, por exemplo.

A bancada do PDT - importantes aliados do Palácio Piratini, pois conta com oito parlamentares no Legislativo - ainda não tem uma posição definitiva sobre o projeto. "Vamos definir isso nas reuniões do partido e da bancada. Mas uma das nossas propostas é que o aumento da alíquota valha apenas por um período de dois a três anos", ponderou o deputado Gilmar Sossella (PDT). 

Sossella disse ainda que os pedetistas estudam outras medidas que também poderiam auxiliar na superação à crise financeira. Por exemplo, a implementação do teto salarial aos funcionários do Estado que ganham acima do limite de R$ 30.471 previsto pela Constituição. Segundo o Tribunal de Contas do Estado (TCE), mais de 600 funcionários do Executivo recebem vencimentos superiores ao teto constitucional. 

Os deputados do PTB - que tem uma bancada de cinco parlamentares - devem se posicionar sobre a proposta do Executivo depois de uma reunião marcada para terça-feira. Mas, segundo o líder da bancada petebista, deputado Aloísio Classmann, "a tendência é que o PTB se posicione contra o aumento". 

Apesar de fazer parte da base aliada, o PP - que tem sete cadeiras no Legislativo estadual - já se manifestou contrário ao aumento de ICMS. O caso do PSDB - quatro parlamentares - é parecido, porque, embora participe do governo, tem parlamentares, como Jorge Pozzobom, que têm se pronunciado abertamente contra o incremento de tributação.

Até agora, apenas a bancada do PMDB e algumas bancadas com apenas um deputado, como a do PPS e a do PSD, se manifestaram a favor do aumento do ICMS. O projeto deve ser votado no mês que vem. (Jornal do Comércio)

Quase 1/3 das crianças com menos de 2 anos bebe refrigerante, aponta IBGE

Quase um terço das crianças (32,3%) com menos de 2 anos toma refrigerante ou suco artificial, apontou a Pesquisa Nacional em Saúde, divulgada nesta sexta-feira (21) pelo IBGE.

Esse percentual aumenta nas regiões de maior renda do país, como Sul (38,5%), Centro-Oeste (37,4%) e Sudeste (34,2%).

De acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria, Eduardo da Silva Vaz, os refrigerantes e sucos artificiais são ricos em açúcares e totalmente contraindicados para as crianças nessa faixa etária.

Atualmente, segundo ele, a obesidade infantil é um problema mundial e o Brasil não fica de fora. O excesso de consumo desses produtos pode levar a diabetes na adolescência e na fase adulta. Além do problema com o açúcar, esses produtos também podem levar a sobrecarga no rim, devidos aos conservantes, muitas vezes com sódio.

REFRIGERANTE OU SUCO ARTIFICIAL
Proporção das crianças com menos de dois anos de idade que tomam refrigerante ou suco artificial
 

Vaz explica que não é necessário vetar completamente o refrigerante -durante uma festinha, por exemplo- ou suco artificial -muito dado nas escolas e creches- mas é preciso estar atento para a alimentação das crianças.

PRIMEIRA CONSULTA MÉDICA
Proporção das crianças com menos de dois anos que tiveram a primeira consulta médica sete dias depois da alta na maternidade
 

"Atualmente temos muito poucos casos da desnutrição infantil clássica. Temos, sim, desnutrição por falta de determinadas vitaminas, mas não por falta de alimentos em geral. O grande problema atual é a obesidade infantil. Esse hábito alimentar vai cobrar seu preço nas fases da adolescência e adulta", disse.

Vaz alerta também que nem mesmo o suco natural é indicado livremente, já que ele contém também altos teores de frutose, o açúcar natural das frutas.

"A questão é que, para você fazer um suco de laranja, você precisa de cinco laranjas. É melhor que você dê uma fruta para a criança comer, que ela tem a fibra que rebate o açúcar. Não é totalmente contraindicado, mas você não deve passar de 200 ml de suco por dia".

SUPLEMENTAÇÃO
Proporção das crianças que tiveram que receber suplementação de sulfato ferroso entre seis meses e 2 anos
 

BOLACHA
A pesquisa do IBGE mostrou também que 60,8% das crianças menores de dois anos consomem biscoitos, bolachas ou bolos. Vaz explica que, a partir de um ano, a criança já está liberada para comer alimentos sólidos.

Biscoitos, desde que não sejam recheados -esses têm muita gordura trans-, e bolos podem ser dados às crianças na hora do lanche. O perigo de usar em excesso, explica, é que os doces acostumam mal o paladar dos pequenos, que podem ter dificuldade para comer alimentos mais saudáveis, certamente menos apetitosos que alimentos ricos em açúcar. "Não aconselhamos introduzir doces nessa faixa etária".

"Uma outra recomendação é que a família tente fazer pelo menos uma refeição por dia junto com a criança, interagindo com os pais à mesa, com a TV desligada. Isso, além de ser importante na educação alimentar, ajuda no desenvolvimento da personalidade da criança e dá a ela mais autoconfiança, porque ela vê ali uma oportunidade de se abrir com a família, uma segurança maior nos pais", afirmou.

BISCOITO, BOLACHA E BOLO
Proporção das crianças com menos de dois anos de idade que comem biscoito, bolacha ou bolo
 


(Folha de São Paulo)

 
Emprego 
Em julho, foram fechados 157.905 postos de trabalho com carteira assinada no país. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho, o número representa queda de 0,39% no total de trabalhadores formais em comparação com o resultado do mês anterior. Os números de julho representam a menor geração de empregos para o mês desde 1992, quando se iniciou a série histórica. (Agência Brasil)
 
 
 

         

 

 

Porto Alegre, 21 de agosto de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.090

 

    Deputado encaminhará pleitos contra o PL 214 ao Executivo 

 Reunido nesta sexta-feira (21/08) com integrantes dos setores de aves, suínos e leite, o deputado Elton Weber (PSB) coletou informações sobre o impacto do PL 214/2015 para as diferentes cadeias produtivas. Ele pretende levar os pleitos ao chefe da Casa Civil, Márcio Biolchi, em reunião na próxima segunda-feira às 14h. O parlamentar pretende debater com o secretário alternativas para não onerar o setor produtivo. O secretário-executivo do Sindicato das Indústrias de Lacticínios (Sindilat), Darlan Palharini, que participou de encontro, ressaltou que apenas o setor lácteo terá perdas de R$ 228 milhões ao ano. "Foi uma posição unânime de que as cadeias não têm condições de absolver essas perdas", afirmou Palharini. O PL 214, que tramita em regime de urgência na Assembleia Legislativa, trata da redução de 30% na concessão de créditos presumidos. (Assessoria de Imprensa Sindilat)
 
Crédito: Patricia Meira /Assembleia Legislativa 
 
 
Perspectivas do mercado lácteo - Europa 

Com o fim do sistema de cotas, diversas sugestões de controle são formuladas, diante do aumento na produção de leite nas fazendas, que aguardam a publicação das estatísticas. A queda do preço das commodities está refletindo na remuneração do leite na fazenda. A seca na Europa Ocidental afetou a produção de algumas regiões, mas, mesmo assim o volume continua acima do de um ano atrás. Muitas indústrias optam por fabricar queijos com o leite excedente, por propiciar melhores retornos.

Na Europa Oriental a produção cresce com a queda das temperaturas. Mais commodities ficam disponíveis, porém, o estoque de creme começa a ficar apertado. À medida que o tempo se torna mais fresco a demanda por leite fluido aumenta. (Usda - United States Departament of Agriculture/Tradução Livre: Terra Viva)

 
 
 

Perspectivas do mercado lácteo - Oceania

A produção de leite está acima à verificada um ano atrás. Dada a queda de preços, os agricultores procuram companhias que paguem melhor. Os produtores também procuram cortar custos. Muitos não está em condições de comprar qualquer alimentação suplementar, e esperam tempo favorável da primavera para ampliar o pastejo. O relatório da Dairy Austrália mostra que as exportações de julho a junho atingiram 764,1 mil de toneladas, um crescimento de 3,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. As variações dos lácteos exportados, em relação ao ano anterior foram: manteiga (-21,4%); butteroil (+24,4%); cheddar (-10%); leite em pó desnatado (+30,4%); leite em pó integral (-26,5%); e soro de leite (+5,4%).

A produção de leite na Nova Zelândia, em junho, foi de 147 mil toneladas, 8% mais que a de junho de 2014. A produção de sólidos do leite foi 11,7% maior quando comparada com junho de 2014. (Usda - United States Departament of Agriculture/Tradução Livre: Terra Viva)
 

RS pode abrir parcelamento especial de ICMS

O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) autorizou o governo do Rio Grande do Sul a reduzir juros e multas mediante quitação ou parcelamento de débitos de ICMS. Firmada pelo Convênio ICMS nº 88, publicado no Diário Oficial do Estado de ontem, a medida é relevante frente ao cenário econômico gaúcho atual. O convênio permite que o governo reduza em até 40% os juros sobre o ICMS vencido até 31 de julho, inclusive valores em discussão na Justiça. O débito também poderá ser pago com redução de até 85% das multas punitivas ou moratórias e seus respectivos acréscimos legais, e poderá ser parcelado em até 120 meses. 

No caso de empresa optante do Simples Nacional ou com débito decorrente de período em que esteve no regime, a dívida poderá ser parcelada com redução de até 100% das multas punitivas ou moratórias e seus respectivos acréscimos legais. O ingresso no programa se dará com o pagamento da parcela única ou da primeira parcela. O prazo máximo para adesão será regulamentado por lei estadual, mas não poderá exceder 21 de dezembro. Se ocorrer atraso no pagamento por três meses, consecutivos ou não, ou acúmulo em Dívida Ativa exigível referente a três meses do ICMS declarado, ou outras condições a serem estabelecidas pela Fazenda gaúcha forem descumpridas, o benefício será revogado. 

Para o advogado Marcelo Jabour, presidente da Lex Legis Consultoria Tributária, as condições do programa autorizado são atrativas. "O que mais chama a atenção é o tratamento diferenciado para quem é ou foi optante do Simples Nacional e a permissão para a inclusão de débitos vencidos até 31 de julho, uma data muito recente. A medida é certeira tanto para a Fazenda como para os contribuintes", afirma. O parcelamento especial pode ajudar o governo gaúcho, que enfrenta a paralisação dos servidores públicos contra o parcelamento dos salários e propostas do governador José Ivo Sartori (PMDB) para enfrentar a crise financeira no Estado. Uma delas é o aumento do ICMS. (Valor econômico)

Segundo holandeses, pedidos da França para frear importações de lácteos são anti-UE

Os pedidos feitos pela Federação Nacional de Cooperativas de Lácteos Francesas (FNCL) para parar com as importações de produtos lácteos estrangeiros são contrários aos princípios de mercado único da União Europeia (UE), queixaram-se grupos holandeses à Comissão Europeia. Essa foi a queixa da Associação Holandesa de Lácteos (NZO) e da Federação Holandesa de Agricultura e Horticultura (LTO), apoiada na semana passada pela Federação da Indústria de Alimentos (FNLI) do país.

Os grupos disseram que o movimento livre de bens é um dos principais pilares da prosperidade da UE - maior mercado único do mundo, com 28 países e 503 milhões de pessoas.

O protecionismo pedido pelo grupo de lácteos francês arrisca abrir um precedente perigoso, disse a FNLI. A organização disse que os produtores de alimentos holandeses dependem de seus vizinhos europeus - com mais da metade de seus produtos exportados e a maioria disso dentro da UE - e o bloqueio por parte dos produtores franceses tem causado danos desproporcionais aos fornecedores não franceses de produtos agrícolas.

A organização lembrou ao grupo francês que seus membros e a economia do país como um todo também dependem do comércio com os vizinhos. A NZO e a LTO apoiaram isso, dizendo que um mercado livre saudável na UE era de interesse de todos os relacionados à cadeia, incluindo os produtores rurais franceses.

Os produtores rurais franceses vêm protestando no país nas últimas semanas com bloqueio de rodovias e várias manifestações em supermercados. Eles disseram que a carne e os lácteos franceses não podem competir com os produtos importados mais baratos e que a pressão sobre os preços nos supermercados estava impulsionando-os em direção à falência.

O ministro da Agricultura da França, Stéphane Le Foll, pediu por compras patrióticas no mês passado para ajudar a salvar o sustendo dos 25.000 produtores rurais do país. "Na atual crise, todos são responsáveis, do consumidor ao político local que precisam favorecer os produtos franceses", disse ele.

A NZO e a LTO disseram que esse tipo de abordagem nacional na UE era inaceitável - e, além disso, não é uma solução para a atual crise do setor de lácteos que está afetando todos os produtores europeus. Um movimento similar em suporte ao leite britânico também tem sido visto, mas um porta-voz da NZO disse: "Não houve pedidos semelhantes para apoiar o leite holandês e eu não acredito que o nacionalismo é a solução".

A guerra de preço dos lácteos na Europa tem ocorrido em todo o bloco, devido a uma combinação de fatores, incluindo a remoção da cota de produção de leite na UE em março, a mudança nos padrões dos consumidores, a competição internacional e a perda comercial após o embargo da Rússia a produtos da UE.

Haverá uma reunião de ministros agrícolas da UE em Bruxelas em setembro para discutir a crise. A ministra da Agricultura da Irlanda do Norte, Michelle O'Neill, pressionará por uma revisão do atual preço de intervenção - preço usado na política agrícola da UE para criar um "piso" do preço de mercado para commodities como açúcar e cereais.

O European Milk Board (EMB) está planejando protestar no mesmo dia do lado de fora do Conselho da UE em Bruxelas "para evitar que o resultado [da reunião] seja apenas palavras vazias". "A situação agora é drástica para todos nós. Os preços do leite estão muito baixos; os produtores de leite estão sendo brutalmente privados de seu sustento na Europa", disse o EMB.

O Departamento de Alimentos e Assuntos Rurais (DEFRA) do Reino Unido estimou em junho que o produtor de leite médio recebia 23,66 centavos de libra (36,98 centavos de dólar) por litro - o menor preço em cinco anos e 25% a menos que no ano anterior. Ao mesmo tempo, os produtores disseram que seus custos são de 30-32 centavos de libra (46,89 - 50,02 centavos de dólar) para produzir um litro de leite - significando que eles estão perdendo dinheiro.

A União Nacional de Produtores Rurais (NFU) do Reino Unido disse que isso é resultado da guerra de preços dos supermercados, que desvalorizou o produto aos olhos do público.

Na semana passada, a rede de supermercados Morrisons lançou sua nova marca de leite, Milk for Farmers, que pagará 10 centavos de libra (15,63 centavos de dólar) por litro extra aos produtores. "Os produtores podem escolher se querem pagar um litro para apoiar os produtores de leite britânicos", disse o diretor de serviços corporativos do Morrison, Martyn Jones. "Uma pesquisa recente mostrou que mais da metade dos consumidores disseram que estariam dispostos a fazer isso e essa é uma oportunidade para testar isso". (A reportagem é do Dairy Reporter, traduzida pela Equipe MilkPoint)

Ação civil pública 

O Superior Tribunal de Justiça (STJ), em juízo de retratação, reconheceu a legitimidade do Ministério Público para propor ação civil pública com o objetivo de anular Termo de Acordo de Regime Especial (Tare) potencialmente lesivo ao patrimônio público, em razão de menor recolhimento de ICMS. Com o julgamento, a 1ª Turma, que rejeitou recursos do Distrito Federal e de uma empresa de alimentos, alinhou¬se à posição do Supremo Tribunal Federal (STF). Em repercussão geral, o STF entendeu que o Tare alcança interesses metaindividuais, pois o ajuste pode ser lesivo ao patrimônio público. A ação analisada pelo STJ foi ajuizada pelo Ministério Público do Distrito Federal com o objetivo de ver declarado nulo o acordo firmado com a empresa de alimentos e, assim, tornar ineficaz o crédito concedido e obrigá¬la a recolher o ICMS que deixou de ser pago em virtude do benefício. Em primeira análise, a 1ª Turma do STJ extinguiu o processo por considerar que o MP não tinha legitimidade para ajuizar a ação. A decisão seguiu o entendimento pacificado pela 1ª Seção, quando ainda não havia a definição do STF. Com o julgamento do recurso extraordinário sobre o tema, porém, o caso foi reapreciado, conforme previsto na disciplina da repercussão geral (artigo 543¬B do Código de Processo Civil). (Valor Econômico)

 
Governo concede incentivo para laticínio que gera 243 empregos
O Governo do Estado assinou termo de incentivos para a indústria de laticínios Aporé, em Inocência (MS) - a 321 km da Capital ¬. A empresa hoje produz requeijão, bebidas lácteas, leite em pó, manteiga, queijo fatiado e ralado. Para o Estado, estão previstos estão previstos a criação de 243 empregos diretos. "Esta troca, de incentivos fiscais por emprego, demonstra que vale a pena conceder benefícios para atrair novos empreendimentos e expandir os que já existem. A descentralização da economia e diversificação da produção é uma marca deste governo" afirmou o secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico, Jaime Verruck. A Aporé vai iniciar a produção do primeiro leite condensado produzido no Estado nos próximos 15 dias. Até dezembro de 2015, a fábrica iniciará a produção de leite UHT. (Correio do Estado)
 
 

    

 

Porto Alegre, 20 de agosto de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.089

 

   Conseleite/SC

A Diretoria do Conseleite - Santa Catarina, atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I, aprova e divulga os preços de referência da matéria-prima leite, realizado no mês de julho de 2015 e a projeção dos preços de referência para o mês de agosto de 2015. Os valores divulgados compreendem os preços de referência para o leite padrão, bem como o maior e menor valor de referência, de acordo com os parâmetros de ágio e deságio em relação ao Leite Padrão, calculados segundo metodologia definida pelo Conseleite - Santa Catarina. (Fonte: FAESC)

 
 
Conseleite/MS 

Os preços finais do leite ao produtor apurados no Mato Grosso do Sul em julho de 2015, ficaram abaixo dos valores projetados pelo Conseleite-MS, mas, acima dos preços pagos em maio de 2015. Foi superior à média dos últimos três anos, embora, na comparação mensal, em junho de 2014 os produtores tenham recebido mais do que em junho de 2015.  (Conseleite/MS)




Rabobank prevê elevação no preço de lácteos em 2016

Os preços dos lácteos, em queda no mercado internacional, devem começar a reagir em meados do próximo ano, prevê o Rabobank. Em um relatório sobre o mercado, os analistas Tim Hunt, Tom Bailey e Michael Harvey dizem que os preços mais baixos desses produtos no mercado chinês limitarão o crescimento da produção no País.

Como a demanda interna está crescendo, os estoques devem diminuir e a China precisará importar mais, dizem os analistas. Na Nova Zelândia, as companhias, notadamente a Fonterra, devem liderar o ajuste de oferta entre exportadores, reduzindo preços pagos aos produtores e, por consequência, o leite disponível na temporada 2015/2016.

A desvalorização dos lácteos nos Estados Unidos e na União Europeia também contribuirá para redução da oferta internacional. Por fim, os estoques formados a valores baixos farão processadores reduzirem preço também ao consumidor, o que deve reativar a demanda. Até agora, o mercado global segue bastante pressionado.

A Global Dairy Trade (GDT), plataforma online de vendas desenvolvida pela Fonterra, registrou uma série de dez leilões entre março e agosto deste ano com preços em queda. Neste período, o valor médio dos lácteos comercializados cedeu 46% e atingiu US$ 1.815 por tonelada em 4 de agosto. O primeiro sinal de recuperação veio no pregão de terça-feira (18/8), quando os valores médios subiram 14,8%, a US$ 1.974 por tonelada.

O leite em pó também avançou, mas segue 48% abaixo do valor verificado no início de março, a US$ 1.521 por tonelada. "A extensão do colapso (de preços), para a maior parte da indústria, superou expectativas. O leite em pó negociado entre US$ 1.400 e US$ 1.500 por tonelada há anos é encarado como uma coisa do passado", afirmam os analistas do Rabobank.

Segundo eles, participantes do mercado previam que uma combinação de demanda crescente por lácteos nos países emergentes e alta dos custos para a captação do leite impediriam preços tão baixos. A situação na China foi determinante para o atual quadro.

No ano passado, o país começou a cortar suas importações em resposta à menor demanda nacional e passou a abastecer o mercado com a produção doméstica, que cresceu. A China também acumulou grandes estoques da commodity. Além disso, em agosto de 2014 a Rússia baniu importações da União Europeia e de outros fornecedores, o que reduziu o mercado para alguns exportadores.

Por fim, em meio à queda de preços, a União Europeia extinguiu suas cotas de produção de leite e fazendeiros têm buscado aumentar a oferta pensando no longo prazo. (As informações são do Estadão Conteúdo)
Aliança quer tributos iguais

A Aliança Láctea Sul Brasileira vai se mobilizar para pedir que os três estados do Sul harmonizem os tributos do leite e derivados e trabalhem pelo fim da guerra fiscal com os demais estados do país. A decisão foi tomada ontem, em assembleia, em Florianópolis. Conforme o coordenador-geral da Aliança, Ronei Volpi, os três secretários de Agricultura vão conversar sobre o assunto com os secretários da Fazenda e governadores de seus estados. Segundo Volpi, a intenção é que já na reunião do Codesul, dia 3 de setembro, na Expointer, haja uma decisão conjunta de formar um grupo de trabalho para buscar essas metas porque trata-se de questão muito importante para a cadeia produtiva. 

No encontro também foi discutida a elaboração de pedido de cadeira para a Aliança Láctea Sul Brasileira ou para cada um dos três estados do Sul na Câmara Setorial Nacional do Leite. "Os três secretários de Agricultura devem encaminhar ofício fazendo essa solicitação à Câmara Setorial", informou o coordenador. (Correio do Povo)
 
 
Afocefe critica imposto maior

O Rio Grande do Sul tem capacidade de sair da crise financeira sem recorrer ao aumento de impostos, principalmente de ICMS, como deseja o governo de José Ivo Sartori. A avaliação é do presidente da Afocefe/Sindicato, Carlos De Martini Duarte, que ontem apresentou um estudo sobre a arrecadação de impostos e propostas para enfrentar a crise no Estado. 

Segundo Duarte, as fontes tradicionais de receita não estão esgotadas, o que não justifica a elevação de impostos. "Os aumentos de alíquota do ICMS irão penalizar toda a sociedade em um momento em que existem recursos robustos que podem ser aproveitados", explicou. 

Como exemplo citou o contrabando, que anualmente causa prejuízo de R$ 500 milhões aos cofres do Estado: "Se o governo decidisse enfrentar o problema de forma mais firme, teríamos uma importante fonte de receita". Conforme Duarte, no setor de fumo o contrabando responde por quase 50% dos cigarros vendidos no RS, uma evasão de R$ 115 milhões em 2014. O estudo da Afocefe mostra que o Estado está hoje em 20 ˚ lugar na tabela de arrecadação de ICMS por estado e abaixo da média nacional. Segundo o Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional (Sinprofaz), a sonegação corresponde a 27,6% do ICMS, ou R$ 7,33 bilhões por ano. 

Para Duarte, o motivo é o desmonte da fiscalização ostensiva, com o fechamento de 10 postos fiscais e 60 turmas volantes. Ele propôs medidas para melhorar a arrecadação, entre elas a mudança de comportamento na gestão da Receita Estadual, permitindo que técnicos tributários atuem com efetividade, a instituição de equipes de fiscalização com auditores fiscais e técnicos tributários desenvolvendo ações regulares e a criação de agências móveis de fiscalização para enfrentar a sonegação, o contrabando e a evasão fiscal. (Correio do Povo)
 
Carta na manga
O governo ainda não iniciou o mapeamento de posicionamentos em relação ao aumento de alíquotas do ICMS, internamente, mas já trabalha com a possibilidade de retorno de secretários que estão licenciados da Assembleia para garantir mais votos favoráveis à proposta, caso os suplentes sejam contrários. (Correio do Povo)

    

         

 


 

Porto Alegre, 19 de agosto de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.088

 

   PL 214/2015 pode gerar prejuízo de R$228 milhões ao setor produtivo

Diversos setores da indústria gaúcha uniram-se para pedir ao governo pela suspensão do regime de urgência na tramitação do PL 214, que trata da redução de 30% na concessão de créditos presumidos. Reunidos na manhã de hoje (19/8) na Assembleia Legislativa, dirigentes de diversos setores produtivos, entre eles o Sindilat, comprometeram-se a encaminhar seus apontamentos à Frente Parlamentar em Defesa do Setor Produtivo e da Indústria Gaúcha e Brasileira, que ficou de remeter um pedido formal de interrupção do regime de urgência ao Poder Executivo. "Essa medida só prejudica o setor produtivo do Rio Grande do Sul e representará um prejuízo à cadeia produtiva de R$ 228 milhões ao ano", indicou o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra. O levantamento leva em conta apenas a produção de leite UHT, em pó e queijos.

O interlocutor do tema pela Frente Parlamentar junto ao governo Sartori será o deputado Tiago Simon (PMDB). Uma das alegações do setor industrial é de que a concessão de créditos é regida pela lei 8.820, que prevê que o benefício deve estar em consonância com os dos demais estados da federação não podendo, portanto, ser uma decisão isolada do governo gaúcho sob pena de atingir a competitividade da produção do RS. O tema está previsto no Artigo 58 que indica: "Sempre que outro Estado ou o Distrito Federal conceder benefício fiscal ou financeiro que resulte em redução ou eliminação, direta ou indiretamente, de ônus tributário relativo ao ICMS, com inobservância de disposições da legislação federal que regula a celebração de acordos exigidos para tal fim, o Poder Executivo poderá adotar as medidas necessárias à proteção da economia do Estado, podendo, inclusive, conceder benefício semelhante."
 


Representando o setor lácteo, Guerra ainda apresentou números que comprovam que a implantação de restrições aos benefícios fiscais, mesmo que parcial, é inviável neste momento. De posse de estudo produzido pelo Sindilat, Guerra pontuou que todos os produtos lácteos gaúchos (Leite UHT, leite condensado, leite em pó, queijo mussarela e prato) estão em situação de desfavorecimento tributário em relação aos estados concorrentes. Além disso, lembrou que o custo do frete no Rio Grande do Sul é maior em função de entraves logísticos. "Os deputados entenderam nossa reivindicação e decidiram entrar com um pedido de retirar o regime de urgência. Isso permitirá que possamos explicar para o governo os prejuízos dessa PL e a necessidade de manter em 100% o crédito presumido", salientou Guerra. Também participaram do encontro os deputados Any Ortiz, Juliano Roso, Luiz Fernando Mainardi,Adilson Troca e João Fischer. (Assessoria de Imprensa Sindilat)
 
 
Aliança Láctea discute melhorias para o setor

Integrantes da Aliança Láctea, formada por Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, promoveu reunião nesta quarta-feira (19/08) em Florianópolis (SC), para discutir o panorama da produção na região Sul. No encontro, que contou com a presença de secretários de agricultura dos três estados e equipes técnicas, foi discutido o programa de pagamento da matéria prima do leite por qualidade.

Representando do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat/RS), Renato Kreimeier, apresentou o modelo adotado na Cooperativa Languiru, onde é vice-presidente. A política de pagamento por qualidade tem como embasamento uma série de critérios. Por exemplo, há diferenciação no valor pago pelo leite que apresentar maior nível de proteína e gordura. O case foi considerado interessante pelos presentes. 

Os representantes estaduais também aproveitaram o encontro para descrever a realidade da cadeira leiteira em cada Estado. Ao longo do evento, também foram realizados workshops, onde foram apresentadas as demais atividades desenvolvidas por cada um dos Estados. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

Fonterra oferta menos e preço internacional do leite tem alta

Depois de registrarem os menores níveis históricos no começo deste mês, as cotações dos leites em pó integral e desnatado tiveram forte alta no leilão de ontem da plataforma Global Dairy Trade (GDT), que é referência para o mercado internacional de lácteos. O preço médio do leite em pó desnatado integral subiu 19,1%, para US$ 1.856 por tonelada, conforme resultado divulgado pela plataforma. Já o leite em pó desnatado teve preço médio de US$ 1.521 por tonelada, aumento de 8,5%. A alta foi reflexo da decisão da cooperativa neozelandesa Fonterra, maior exportadora de lácteos do mundo e principal player do leilão, de reduzir a oferta de lácteos nos pregões online quinzenais pelos próximos 12 meses em 56.045 toneladas. Conforme informou a Fonterra no dia 13 passado, uma queda de 62.930 toneladas ocorrerá nos próximos três meses (safra na Nova Zelândia), e no fim do ano 6.885 toneladas voltarão a ser ofertadas.

 

De acordo com Valter Galan, analista da MilkPoint, consultoria especializada em lácteos, ao reduzir a oferta nos pregões, a Fonterra sinaliza que busca vender a preços mais altos fora dos leilões. Ele observou que outro player importante no mercado de lácteos, a holandesa Friesland Campina, deixou de ofertar lácteos na plataforma online no começo do ano, embora ainda esteja habilitada a vender. A tendência, disse, é que a partir da agora, os preços negociados no leilão fiquem mais próximos de uma outra referência para o mercado: as cotações do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), para a região da Oceania. O último dado disponível do USDA indica preço médio de US$ 1.512 por tonelada para o leite em pó desnatado e US$ 1.725 para o integral. Para Galan, diante da menor oferta por parte da Fonterra, os preços "não devem ter quedas significativas" e tendem até mesmo "a ficar estáveis" nos próximos leilões da plataforma GDT. Laércio Barbosa, do Laticínios Jussara, avalia que é preciso esperar o resultado do próximo leilão para saber se a recuperação é consistente. 

Ontem, o CEO da Fonterra, Theo Spierings afirmou, antes do leilão GDT, que a desvalorização do yuan pela China pode impulsionar a demanda do país pelos lácteos da Nova Zelândia e, eventualmente, elevar as cotações do leite no mercado, segundo agências de notícias. O raciocínio é que o enfraquecimento do yuan pode tornar as exportações da China mais competitivas. Isso fortaleceria a economia chinesa e poderia ajudar na recuperação das importações de lácteos pelo país. Valter Galan observou que os fundamentos que fizeram as cotações do leite em pó registrar baixas históricas recentemente persistem ¬ altos estoques na China e produção ainda crescendo em regiões exportadoras de lácteos, como os Estados Unidos. Mas ele também avalia que a desvalorização do yuan na China pode ser favorável ao mercado internacional de lácteos, até porque o produto importado é mais competitivo do que o local. "O grande ponto é quanto tem de estoques [de lácteos] lá dentro", observou o analista, em referência ao mercado chinês. O comportamento da demanda chinesa é crucial para Nova Zelândia, que produz 20 bilhões de litros de leite por ano e exporta 90% do que produz. A Fonterra compra 87% da produção nacional de leite e exporta boa parte desse volume ao mercado chinês, que no entanto, tem reduzido as compras recentemente. Segundo estimativa do USDA, compilada pela Scot Consultoria, as importações de leite em pó integral pela China devem cair 40,4% este ano ¬ haviam somado 671 mil toneladas em 2014. (Valor Econômico)

A maior parte das indústrias de laticínios da Argentina reduziram os preços do leite ao produtor

A maior parte das indústrias de laticínios seguiu os passos de Mastellone Hnos (La Serenísima) e começou a reduzir o preço do leite ao produtor. Em maio a Mastellone Hnos reduziu 3 centavos por litro de leite, em relação ao preço de abril. Em junho e julho menos 10 centavos sobre o valor do mês anterior. O valor de 3,20 pesos/litro em abril perdeu 7,1%.

O preço de referência adotado pela Nestlé na zona oeste de Buenos Aires, e uma produção de 8.000 litros diários foi paga a 3,05 pesos/litro, contra 3,18 e 3,28 pesos/litro nos meses de junho e maio, respectivamente (o que representa variação de 7%), segundo dados informados pela Câmara de Produtores de Leite da Bacia Oeste (Caprolecoba).

As pequenas indústrias (Pymes) queijeiras da zona oeste de Buenos Aires, que até maio pagavam em média 3,35 pesos/litro, reajustaram para 3,25 pesos/litro, seguido por um outro que baixo para 3,15 pesos/litro em julho (a baixa acumulada é de quase 6%).

A Sulpachense, que até junho passado manteve o valor de 3,28 pesos/litro, finalmente reduziu para 3,20 pesos/litro em julho (-2,4%). A única empresa que opera na Bacia Oeste que ainda não reduziu os preços é a SanCor (que desde abril passado mantém o valor de referência para os produtores de alta produção em 3,30 pesos/litro).

"O nosso problema só será resolvido com a exportação, retirando produtos do mercado interno. Tudo depende de concentrar no incentivo até onde for possível", diz um comunicado da Caprolecoba. "Não sabemos quanto pode durar isto. Mas, sairemos. O problema é saber quanto e como", acrescenta.

Os representantes do setor lácteo da Confederação Rural Argentina (CRA) se retiraram da mesa redonda oficial, coordenada pela Secretaria de Comércio ao destacar que "neste âmbito não se trabalhar para resolver os problemas urgentes do setor lácteo argentino".

"O principal problema a resolver é evitar que o excedente de leite não exportável na primavera entre para o mercado interno e reduza ainda mais o preço do leite aos produtores. Qualquer outra providência apenas adia e mascara, mas não resolve o problema". (Fonte: valorsoja/Tradução Livre: Terra Viva)
 

Uruguai - O preço do leite ao produtor caiu 13%
A queda dos preços de junho, em pesos, quando comparados com dezembro de 2014 [foi 13%]; mas em dólares houve perda de 25%. O preço do leite pago ao produtor em junho passado, pelas indústrias de laticínios, caiu, em pesos 13%. Em dólares a perda registrada foi de 22%, segundo o Instituto Nacional do Leite (Inale). O preço médio pago pela indústria, aos produtores de leite foi de 7,90/litro, o que representa queda, em pesos, de 25% em relação a junho de 2014, e esta mesma comparação em dólar mostra perda de 36%. Comparando o preço de venda da indústria de junho passado de US$ 0,47/litro de leite, comercializado em produtos industriais e leite fluido, com dezembro de 2014 constata-se queda, em dólar, de 9% e de 22% em relação a junho de 2014. Por outro lado, entre dezembro de 2014 e junho de 2015, os preços recebidos pelas indústrias com os produtos exportados - avaliados por litro equivalente leite - caíram 9%, enquanto os vendidos no mercado interno ficaram com desvalorização de 10%. (Fonte: El Observador/Tradução Livre: Terra Viva)
 


 

Porto Alegre, 18 de agosto de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.087

 

   Conseleite projeta redução do preço do leite

 

Projeção divulgada nesta terça-feira (18/8) pelo Conselho Paritário Produtores/Indústrias de Leite do Estado do RS (Conseleite) indica que o preço do litro do leite padrão pago ao produtor em agosto deve ficar em 0,8291, valor 2,75% menor do que o consolidado de julho (R$ 0,8526), quando o resultado já apresentou queda de -0,89% em relação à projeção de 0,8602.Contudo, alerta o presidente do Conseleite, Jorge Rodrigues, a tendência é de estabilidade uma vez que a produção durante a safra não deve atingir o crescimento histórico esperado. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 
 
Vacinação contra febre aftosa no RS é discutida na Assembleia
 
 
Audiência Pública da Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo
(Créditos: Marcos Eifler | Agência ALRS)

A necessidade da vacinação contra a febre aftosa no Rio Grande do Sul foi discutida em audiência pública nesta segunda-feira (17/08) na Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo da Assembleia Legislativa, em Porto Alegre. O encontro contou com a participação de entidades e órgão públicos ligados à área. A questão é importante porque o status sanitário de zona livre de febre aftosa sem vacinação permitiria o acesso da carne do RS a mercados hoje restritos. O status é entendido pela maioria dos participantes como uma meta a ser atingida. Atualmente, o Rio Grande do Sul é livre da doença com vacinação. Vice-presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo, deputado Sérgio Turra (PP), coordenou a audiência. 

Segundo o chefe do serviço de saúde animal da superintendência do Ministério da Agricultura no Estado, Bernardo Todeschini, a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), entidade que reconhece o status sanitário, exige um enfoque técnico-científico nesta decisão. "O primeiro passo será verificar quais as condições necessárias para o avanço de status. Cada item levantado será checado de maneira quantitativa e, a partir disso, monta-se um futuro plano de ação" explicou. 

No Rio Grande do Sul, o último foco da doença foi registrado em 2001 e, desde o ano seguinte, não há circulação do vírus no território gaúcho. No Brasil, somente Santa Catarina tem a condição de livre de febre aftosa sem vacinação.

Para se enquadrar às normas exigidas pela OIE é preciso cumprir requisitos técnicos que vão da análise do sistema de vigilância sanitária, passando pelo controle eficiente até o volume de recursos necessários para cobrir esses gastos. "No momento em que se para de vacinar, por exemplo, a responsabilidade será toda do governo. Sem um grande consenso, não teremos condições de avançar. O estado, a União e os produtores rurais estão fazendo a sua parte, mas questões como imunização e eficiência vacinal fazem parte de um processo necessário e longo", advertiu o secretário da Agricultura e Pecuária do Estado (Seapa), Ernani Polo, que participou do encontro.

Para o vice-presidente da Farsul, Gedeão Pereira, é preciso cautela para garantir segurança com a suspensão da vacinação. O presidente da o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), Antônio Jorge Camardelli, disse que a decisão deve ser fruto de um consenso, mas que para atingir alguns mercados internacionais, o RS deverá avançar no status sanitário. (Assessoria de Imprensa Sindilat/Fonte: Com informações da Assembleia Legislativa do RS)

Preço de Referência Conseleite/PR

A diretoria do Conseleite-Paraná reunida em Curitiba, atendendo os dispositivos disciplinados no Capítulo II do Título II do seu Regulamento, aprovou e divulgou os valores de referência para a matéria-prima leite realizados em agosto de 2015, calculados por metodologia definida pelo Conseleite-Paraná, a partir dos preços médios e do mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes. 

(**) O "Valor de referência Leite PADRÃO" refere-se a um leite que tem 3,5% de gordura; 3,1% de proteina; 400 mil uc/ml de células somáticas e 300 mil uc/mil contagem bacteriana.
Os valores de referência indicados nesta resolução correspondem à matéria-prima leite denominada Leite CONSELEITE IN62, que se refere ao leite analisado que contém 3% de gordura, 2,9% de proteína, 600 mil uc/ml de células somáticas e 600 mil uc/ml de contagem bacteriana. Para o leite pasteurizado o valor projetado para o mês de agosto é de R$ 1,7681/litro. Visando apoiar políticas de pagamento da matéria-prima leite conforme a qualidade, o Conseleite Paraná disponibiliza um simulador para o cálculo de valores de referência para o leite analisado em função de seus teores de gordura, proteína, contagem de células somáticas e contagem bacteriana. O simulador está disponível no seguinte endereço eletrônico: www.conseleitepr.com.br. (Fonte: Conseleite/PR)
 
GDT: Após 10 quedas seguidas, preços internacionais reagem
O resultado do leilão GDT desta terça-feira (18/08) apresentou alta de 14,8% sobre o leilão anterior, com preços médios de lácteos em US$1.974/tonelada. É a primeira alta nos índices depois de dez quedas seguidas que ocorreram nos preços médios dos lácteos no leilão GDT.

O leite em pó integral apresentou forte alta de 19,1%, sendo comercializado a US$ 1.856/tonelada, voltando aos valores da segunda quinzena de julho.

O leite em pó desnatado também apresentou uma melhora em seus preços (8,5%), atingindo o preço de US$ 1.521/tonelada. 

O preço do queijo cheddar também subiu, com de 4,40% sobre o último leilão, fechando a um preço médio de US$ 2.778/tonelada.

Gráfico 1 - Histórico de preços do leilão gDT.

Fonte: Global Dairy Trade, elaborado pelo MilkPoint Inteligência.

Na comparação dos preços do Leilão GDT com os levantamentos realizados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), o leite em pó integral (WMP) apresenta valores bem semelhantes para os valores praticados na Oceania. Já o produto originário da Europa apresenta um sobrepreço de 27% sobre os preços praticados na Oceania.

Gráfico 2 - Comparação preços de leite em pó integral GDT x USDA (Oceania e Europa)

Fontes: Global Dairy Trade e USDA; Elaboração: MilkPoint Inteligência.

Os contratos para entrega futura de leite em pó integral também apresentaram significativa melhora, com o contrato de fevereiro de 2016 apontando para um valor próximo dos US$ 2000/ton. No final do ano, os contratos indicam persistência de um cenário de preços abaixo de US$2.000/ton, mas com valores um pouco melhores dos anteriormente projetados, que não chegavam a US$1.600/ton. (A matéria é do MilkPoint, com informações do Global Dairy Trade)

Tabela 1- Preços de leite em pó integral para entregas futuras

Fonte: Global Dairy Trade, elaborado pelo MilkPoint Inteligência.

 
Aliança Láctea Sul Brasileira se reúne nesta quarta-feira em Florianópolis
Lideranças do agronegócio de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul estarão reunidos nesta quarta-feira, 19, em Florianópolis, para tratar das ações de melhoria na qualidade do leite produzido nos três estados. O encontro da Aliança Láctea Sul Brasileira acontecerá às 10h, na sede da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc). A reunião irá envolver os secretários da Agricultura, os serviços de assistência técnica e de defesa sanitária, além de representantes das agroindústrias dos três estados. Na pauta, estão as ações que irão resultar em melhorias na qualidade do leite, desde a propriedade rural até o processamento industrial. (Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca de SC)
 
 

 

    

 


 

Porto Alegre, 17 de agosto de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.086

 

   Primeiro robô de ordenha começa a funcionar no Estado

Um robô com capacidade de identificar e ordenhar vacas começou a funcionar nesta sexta-feira (14/08) numa propriedade leiteira no município de Paraí, no Interior do Rio Grande do Sul. Esse é o primeiro equipamento a entrar em operação no Estado. Sozinho, ele tem capacidade de identificar o animal, por meio da leitura de um sensor, destinar a quantidade de ração ideal, fazer a higienização e, posteriormente, a ordenha. E mais do que isso. Durante o processo de retirada do leite, o robô consegue identificar a qualidade do leite, separando aquele que não seja adequado.
 


A aquisição foi feita pelo proprietário Pedro Nólio, associado da cooperativa Santa Clara. Além da automatização, outra vantagem é que o equipamento funciona 24 horas. O valor total do investimento foi de R$ 1 milhão, que envolve o equipamento (importado da Holanda) e as adequações na propriedade. A capacidade é de retirada de 2 mil litros de leite por dia, similar à produção atual.

Segundo o presidente do Sindilat e da Santa Clara, Alexandre Guerra, o equipamento é um passo a mais na busca pela excelência do leite produzido no Estado. Isso porque há maiores garantias da qualidade e um cuidado mais detalhado do animal. (Assessoria de Imprensa Sindilat)
 
Comércio Global de Lácteos começou a diminuir em 2014

As aquisições por parte dos grandes compradores começaram a cair, após cinco anos de crescimento sustentável.

Enquanto os mercados globais de lácteos caem ao mínimo em muitos anos neste verão, o abrandamento do crescimento da demanda global podia ser rastreado desde o ano passado.

As importações de leite em pó, queijo, manteiga e soro de leite de oito dos principais compradores de lácteos - que representam um pouco mais da metade do total mundial do comércio - totalizou 4,62 milhões de toneladas no ano passado, uma fração do anterior. A performance veio quando o grupo formado por - China, Sudeste asiático, Argélia, México, Japão, Rússia, Estados Unidos e Venezuela - cresceram 8% ao ano, nos últimos cinco anos, conforme dados do Global Trade Atlas.

As importações da China - perto de 1,5 milhões de toneladas no último ano - foram 6% superiores às de 2013, com enorme crescimento no primeiro semestre do ano, seguidas de forte declínio no segundo. Com uma cesta de produtos, a China foi responsável por 17% de todo comércio mundial, incluindo mais de um quarto do comércio de leite em pó integral e do soro de leite.


 
O Sudeste Asiático (Indonésia, Filipinas, Malásia, Tailândia e Cingapura) importaram 1,2 milhões de toneladas, 3% mais que no ano anterior. Malásia e Tailândia tiveram crescimento de dois dígitos, enquanto a Indonésia e Filipinas reduziam as compras. Estes cinco países importaram cerca de um quarto do leite em pó desnatado comercializado.

A Argélia importou 422.000 toneladas, 38% mais que em 2013. A maior parte das importações foram de leite em pó, ficando a Argélia com a compra de 16% de todo o leite em pó comercializado no mercado mundial.

O México importou 400.000 toneladas - queda de 2% - foi responsável por aproximadamente 10% do leite em pó desnatado negociado no mercado mundial, e foi o quarto maior importador mundial de queijo e o terceiro maior importador de produtos de soro de leite.

O Japão importou 343.000 toneladas, 4% mais que no ano anterior. O Japão é o maior importador mundial de queijos, responsável por mais de 10% do comércio mundial.

Excluindo as compras efetuadas dentro da parceria com a Bielorrússia, as importações feitas pela Rússia perderam 37% e ficaram em 311.000 toneladas. As importações caíram nos últimos cinco meses do ano, depois do embargo aos produtos lácteos procedentes da Europa. A Rússia fora o maior importador mundial de manteiga e o segundo maior importador de queijo no ano anterior, respondendo por 8 e 10% do comércio mundial de cada um dos produtos.

Os Estados Unidos importaram 238.000 toneladas, quase a mesma quantidade que no ano anterior. Desta cesta de produtos, as importações dos Estados Unidos são predominantemente de queijo, sendo o terceiro maior importador mundial.

A Venezuela importou pouco menos de 189.000 toneladas, queda de 15% em relação ao ano anterior. A Venezuela compra principalmente, leite em pó integral. (Usdec/Tradução Livre: Terra Viva)

 
Fenômeno El Niño de 2015 deve ser um dos mais fortes da história 
 
Especialistas alertam que o fenômeno climático El Niño atualmente em curso pode ser um dos mais fortes da história. Segundo climatologistas, este já é o segundo mais potente registrado para esta época do ano. 
 
Caracterizado por um aquecimento anormal das águas do oceano Pacífico na região tropical, o El Niño pode afetar o clima regional e global. Os principais efeitos são mudanças dos padrões de vento, com reflexos sobretudo sobre os regimes de chuva em regiões tropicais e de latitudes médias. Devido à sua provável potência, o El Niño atual foi informalmente batizado de Bruce Lee, célebre ator de filmes de artes marciais, pelo blog da Noaa (agência de atmosférica e de oceanos do governo dos EUA). Segundo a agência, as temperaturas médias da superfície do mar em uma zona chave do Pacífico equatorial "poderiam alcançar ou superar os 2 graus Celsius acima do normal, o que só foi registrado três vezes nos últimos 65 anos". 
 
Extremos
 
Um El Niño mais intenso significa boas notícias para algumas áreas do planeta, mas perspectivas de catástrofes climáticas para várias outras regiões. O fenômeno costuma tornar a temporada de furacões do Atlântico menos intensa. Já os ciclones registrados no Pacífico costumam ficar bem mais fortes do que o habitualmente registrado. Cinco anos atrás, no último El Niño, houve uma série de eventos extremos, com destaque para secas anormais na Austrália, Filipinas e Equador, ondas de calor no Brasil e várias inundações no México. O fenômeno tem influência direta sobre a circulação atmosférica e, no caso do Brasil, pode provocar mais chuvas no Sul e secas ainda mais extremas no Nordeste. No Sudeste, a tendência é que haja uma elevação nas temperaturas. Até agora, o El Niño mais forte já registrado ocorreu em 1997 e 1998. Mas, ao contrário do deste ano, ele começou fraco e terminou intenso. (Folha de SP)
 
Aliança pede vaga na Câmara
A Languiru, de Westfália, e o Pool de Leite da intercooperação ABC apresentarão seus sistemas de pagamento por qualidade durante reunião da Aliança Láctea Sul Brasileira, quarta-feira, em Florianópolis. A importância do cumprimento das exigências previstas na Instrução Normativa (IN) 62 também será abordada. "Nem todos os produtores cumprem e nem todas as indústrias exigem", reconhece o coordenador geral da Aliança Láctea Sul Brasileira, Ronei Volpi, que também é criador de gado de leite e presidente do Conseleite Paraná. O coordenador da Câmara Setorial do Leite no Rio Grande do Sul, Danilo Cavalcanti, destaca que o Estado, segundo maior produtor de leite do país, com 11,5 milhões de litros por dia, não tem representação na Câmara Setorial Nacional do Leite. Por isso, durante o encontro em Florianópolis, será elaborada solicitação de cadeira para a Aliança Láctea Sul Brasileira. (Correio do Povo)