Pular para o conteúdo

         

 
 


 

Porto Alegre, 28 de outubro de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.135

 

  Indústria gaúcha faz coro contra o PL 214

Lideranças do setor industrial gaúcho reuniram-se na manhã desta quarta-feira (28/10) em audiência pública na Comissão de Economia, Desenvolvimento Sustentável e do Turismo da Assembleia Legislativa, para defender em coro a retirada, por parte do governo, do projeto de lei 2014. O projeto que prevê a redução de 30% da apropriação dos créditos presumidos das empresas foi amplamente criticado durante o encontro por retirar a competitividade dos empreendimentos do Rio Grande do Sul em comparação a outros estados da federação. Presente ao encontro, o diretor-secretário do Sindilat, Renato Kreimeier, destacou o impacto negativo que tal medida pode trazer aos investimentos no setor. Como exemplo, citou a ampliação da planta da CCGL para 1 mi litros/dia e também a construção de nova planta da Cooperativa Santa Clara para produção de 400 mil litros/dia. "É fato. Se o projeto for aprovado, inúmeras indústrias deixarão de investir no Estado", disse. Para Kreimeier, o setor lácteo não tem espaço para a retirada dos créditos presumidos nesse momento. 

O presidente da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), Nestor Freiberger, ponderou que é preciso desconstruir a visão de que o crédito presumido é um benefício e sim um mecanismo de equalização tributária. "Ele foi criado como ferramenta do poder público para incentivar a produção local e fazer frente à guerra fiscal no Brasil", disse. Freiberger ainda destacou que uma possível aprovação do PL 214 implicaria não só no aumento do custo do produto, mas principalmente na redução direta de 2,3 mil vagas de emprego no setor e de 75 milhões de quilos na produção de frango. 

Comandada pelo deputado Adilson Troca (PSDB), presidente da Comissão de Economia, Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, a audiência foi solicitada pelo deputado Zé Nunes (PT). O encontro lotou a casa e contou com a presença de diversos parlamentares, entre eles o deputado Elton Weber (PSB) que voltou a afirmar sua intenção de, se o texto permanecer na Casa, apresentar emendas. O Secretário do Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Fábio Branco, destacou a necessidade de transparência para que se possa, em conjunto, encontrar um equilíbrio entre a indústria e o governo. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 
Crédito: Jardine Comunicação
 
 
Entidades tentarão evitar bloqueio de vias

O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra, revelou ontem ter pedido aos ministros da Casa Civil, Justiça, Transportes e Agricultura para que atendam à pauta do Comando Nacional do Transporte, que está prometendo novas paralisações de rodovias a partir do próximo dia 9. A intenção é evitar o crescimento dos prejuízos já computados pelo setor neste ano. Segundo o executivo, as cheias eventuais em portos e as greves recentes dos fiscais agropecuários e dos próprios caminhoneiros já ocasionaram o cancelamento do envio de 40 mil toneladas de carne suína e de frango para o Exterior. "Para nós seria o desastre que faltava no ano", avalia Turra, referindo-se à paralisação. "Fiz este alerta e apelei para que atendam às reivindicações enquanto é tempo", completa, para acrescentar que o risco é muito pesado e que tem potencial para desestruturar o setor. A ABPA ainda aguarda uma posição do governo sobre o assunto. 

O diretor-executivo da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), José Eduardo dos Santos também está temeroso, além de contrariado com o modo escolhido por algumas categorias para obter conquistas coletivas. Ele disse que se os bloqueios de estradas se repetirem, só restará uma alternativa às indústrias do setor na atual conjuntura: fechar as portas e procurar outra coisa para fazer. "O milho aqui é complicado de conseguir, a tributação é elevada e o Estado ainda reduz os créditos", ressalta. "Uma segunda paralisação, agora, será a pá de cal." Santos defendeu que seja colocado em prática o lema da bandeira nacional, de ordem e progresso. Lembrou que o país vive uma crise política e econômica e lamentou que os caminhoneiros "ameacem prejudicar o único setor que ainda está dando resultado". Considerou, ainda, que "é uma falta de sensibilidade fazer greve num momento desses". A Asgav aguarda a concretização do ato para ingressar com ação judicial para impedir o bloqueio de rodovias. 

O presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios (Sindilat), Alexandre Guerra disse que a entidade está atenta para, se necessário, buscar o desbloqueio das estradas na Justiça. "Trabalhamos com um produto perecível, que tem que chegar à indústria no dia", justificou. "Além disso, não temos margem sobrando e não podemos perder mais nada", acrescentou. (Correio do Povo)

Diferença que pesou

As exportações gaúchas cresceram em volume e recuaram em valor, como mostram dados divulgados pela Fundação de Economia e Estatística (FEE). No acumulado do ano, a receita caiu 8,1% e o preço, 15,5% enquanto o avanço em quantidade embarcada foi de 8,7%. Entre os itens que mais influenciaram para o recuo estão produtos do agronegócio, cujos preços no mercado internacional tiveram retração. (Zero Hora)

Produção/NZ 

O declínio da produção de leite na Nova Zelândia ganhou força no mês de setembro, de acordo com dados da Dairy Companies of New Zealand (DCANZ). A produção de leite, em sólidos totais, chegou a 209.484 toneladas em setembro, 7,2% menos se comparada com as 225.777 toneladas de setembro de 2014. Um fluxo no final do outono proporcionou alta produção nos meses iniciais, mas, a tendência mudou em agosto, quando a produção caiu ligeiramente em relação a agosto do ano passado. 

A Fonterra, divulgou no início do mês que a produção da Nova Zelândia, em agosto, caiu 1% na comparação anual, apesar da produção no acumulado da temporada continuar 1% maior que a do ano passado. As condições desfavoráveis para o crescimento das pastagens e a manutenção dos baixos preços continuaram atingindo a produção. 

O globalDairyTrade mostrou quatro bons resultados consecutivos, até cair 3,1% na semana passada, puxado pelo declínio nas cotações do leite em pó integral, desnatado e da manteiga. O preço do leite ao produtor da Fonterra está em NZ$ 4,60/kgMS, abaixo dos NZ$ 5,30/kgMS estimados como ponto de equilíbrio. A Fonterra prevê queda de 5% na captação de leite nesta temporada, e analistas projetam queda de 10% na produção total da Nova Zelândia, em relação à temporada passada. Outubro, é, normalmente, o pico da produção de leite na temporada. (NzHerald.co.nz - Tradução Livre: Terra Viva)

 
Greve de caminhoneiros prevista para novembro foi alertada por Moreira e Colatto
O anúncio de lideranças dos caminhoneiros para o começo de uma nova greve a partir de 9 de novembro foi alertado pelos deputados federais Alceu Moreira (PMDB/RS) e Valdir Colatto (PMDB/SC) há quase um mês. Para eles, a causa seria o descumprimento pelo governo federal do acordo selado com a categoria, que contemplava pontos como o parcelamento das dívidas com bancos, barateamento do diesel e a instituição de uma política de preço mínimo para o frete. Moreira e Colatto são também autores da emenda vetada pela presidente Dilma Rousseff que prevê a isenção de impostos para o combustível. (Assessoria Deputado Alceu Moreira)

 
 

         

 
 


 

Porto Alegre, 27 de outubro de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.134

 

  Encontro discute resultado de testes dos medidores de vazão do leite 

O sistema de medição de vazão e coleta automática de leite da empresa Arsopi, em testes desde setembro na sede da Cosulati, teve os primeiros resultados discutidos em reunião realizada na Embrapa Clima Temperado na semana passada. Segundo a pesquisadora da instituição, Maíra Zanella, o parecer inicial é positivo, porém ainda serão necessários alguns ajustes de calibração do equipamento português. O equipamento, que é instalado diretamente nos caminhões, busca melhorar a segurança no transporte do leite até a indústria a fim de garantir a qualidade da matéria-prima. 

A reunião, realizada no dia 21 de outubro, contou com a presença do diretor-geral da Arsopi, Thiago Pinho. Segundo ele, o encontro foi um momento de verificar quais as adequações são necessárias no equipamento para, posteriormente, atingir o mercado nacional e viabilizar a instalação em maior escala no Brasil. Durante a visita, Thiago também aproveitou para conhecer as instalações da Embrapa e o laboratório de análises do leite. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 
Crédito: Carolina Jardine
 

 
Segurança alimentar e inspeção mobilizam lideranças na Capital

Os serviços e sistemas de inspeção de alimentos nos municípios gaúchos foram debatidos no 2º Seminário de Segurança Alimentar, realizado na sexta feira (23/10), no Ministério Público, em Porto Alegre. O evento contou com a participação de procuradores, promotores de Justiça e lideranças do setor produtivo. Representando o Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Fabiane de Oliveira acompanhou as apresentações, que detalharam a fundo a atuação dos diferentes órgãos de fiscalização no processo produtivo. Alcindo Bastos, um dos promotores responsáveis pela operação Leite Compen$ado, ressaltou que a Promotoria do Consumidor busca um trabalho ágil e "a troca de informações entre as instituições é fundamental para termos sucesso."

Durante o seminário, também foram abordadas, pelo promotor de Justiça Paulo Estevam Costa Castro Araújo, as falhas em sistemas de inspeção municipais, os problemas de abates clandestinos e as condições inadequadas em algumas localidades do Interior do Estado. No mesmo painel, o procurador Estevan Gavioli trouxe um histórico sobre a formação do direito do consumidor no Brasil, da segurança alimentar, o combate à fome e o direito à alimentação adequada. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 
Crédito: Carolina Jardine

Junta aprova resolução brasileira por harmonização sanitária nas Américas

A Junta Interamericana de Agricultura (JIA), instância máxima do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), aprovou a resolução proposta pelo Brasil para criação de um grupo de trabalho com o objetivo de melhorar as capacidades dos países do continente na avaliação de riscos sanitários e fitossanitários. A aprovação - que ocorreu na última quinta-feira (22), durante reunião dos ministros de Agricultura das Américas, em Playa Del Camen, México - representa grande vitória para o governo brasileiro, que espera impulsionar o trabalho de harmonização de regras de defesa agropecuária nas Américas. A JIA considerou que a avaliação de risco é uma ferramenta moderna que proporciona base técnica, a fim de facilitar o comércio entre os países.

A resolução havia sido apresentada na quarta-feira (21) pela ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Kátia Abreu. Ela afirmou aos colegas ministros que a instalação do grupo de trabalho representaria "um grande exemplo para o mundo". De acordo com o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Décio Coutinho, a discussão de procedimentos para avaliação de risco sanitário e fitossanitário por meio de demanda dos países americanos, sempre com suporte técnico de competências científicas regionais, será muito útil para a maior harmonização das medidas sanitárias e fitossanitárias nas Américas. 

"Dessa forma, poderiam ser compartilhadas informações técnico científicas, como também otimizada a competência regional de especialistas nos vários temas relacionados a riscos sanitários e fitossanitários, inclusive de insumos para a agropecuária, como medicamentos veterinários e produtos fitossanitários, a sanidade das plantas e dos animais e inocuidade de alimentos", argumentou o secretário. Ficou definido que o trabalho será executado em conformidade com os princípios da Organização Mundial do Comércio (OMC) e dos organismos internacionais de referência. Além disso, os avanços serão divulgados entre todas as partes interessadas, a fim de agregar maior participação possível.

O grupo de trabalho será articulado pelo IICA, em coordenação com organizações regionais como o Conselho Agropecuário do Sul (CAS), o Conselho Agropecuário Centro-Americano (CAC), a Comunidade do Caribe (Caricom), o Comitê de Sanidade Vegetal da Área Sul (Cosave), o Organismo Internacional Regional de Sanidade Agropecuária (Oirsa), a Organização Norte-Americana de Proteção Vegetal (Nappo), o Conselho Veterinário Permanente do Sul (CVP) e outros.

Missão ao México
A viagem da ministra Kátia Abreu ao México incluiu, além da reunião na Junta Interamericana de Agricultura, encontro dos ministros do Conselho Agropecuário do Sul (CAS). Na ocasião, ficaram definidos os três eixos que vão estruturar o trabalho do colegiado: sanidade agropecuária, sustentabilidade e políticas agrícolas.

A ministra destacou aos representantes da Argentina, Bolívia, do Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai (países que formam o CAS) o trabalho realizado pelo Brasil em busca da erradicação da febre af tosa em 100% do seu território. Ela também apresentou o programa "Oportunidade: Mobilidade Social no Campo", cujo objetivo é dobrar a atual classe média rural brasileira por meio de qualificação, extensão rural e estímulo ao associativismo.

Kátia Abreu teve ainda uma reunião bilateral com o ministro da Agricultura, Pecuária, Desenvolvimento Rural, Pesca e Alimentação do México, José Calzada Rovirosa. Os dois países entraram em acordo para dar celeridade ao processo relativo à exportação de arroz (em casca e semente). Em contrapartida, o México passará a vender feijão preto ao Brasil, demanda antiga do país norte-americano.

O Fórum Econômico Mundial (FEM) ainda convidou a ministra a participar de um grupo restrito a 50 líderes mundiais que discutirá segurança alimentar e agricultura durante a reunião anual promovida pela entidade, em Davos, na Suíça. O convite foi encaminhado por meio da secretária de Relações Internacionais do Mapa, Tatiana Palermo. (As informações são do Mapa)

Especialistas discutem futuro da indústria de lácteos na Escócia

Quase 200 participantes de 20 países produtores de leite participaram do Congresso Anual da Associação Europeia de Lácteos (EDA), realizado em Edimburgo, na Escócia, onde foi dito que as previsões para a indústria continuam positivas, apesar da crise global nesse ano.

O presidente da Dairy UK, David Dobbin, convidou a indústria a focar no crescimento das vendas de produtos com valor agregado aos mercados doméstico e de exportação. "A causa fundamental dos mercados adversos de lácteos no ano passado foi o excesso de produção global de leite, que ultrapassou a demanda. Entretanto, nossos membros são otimistas, não pessimistas, com relação ao futuro. Estamos muito cientes dos desafios que precisamos superar. Precisamos desenvolver uma estratégia de crescimento economicamente sustentável, liderada pelo mercado e focada no crescimento de valor, não apenas de volume. Precisamos construir nossa competitividade focada na melhora dos produtos e na inovação e na integridade da cadeia de fornecimento. Precisamos promover e educar ativamente as próximas gerações sobre o valor nutricional dos produtos lácteos".

"Embora olhemos para o governo e para a Comissão Europeia para nos ajudar a criar um ambiente onde possamos ter sucesso, primeiro e antes de mais nada nós, na indústria de lácteos britânica, devemos tomar o controle e a liderança de nosso destino", frisou Dobbin. 

O vice-diretor para agricultura e desenvolvimento rural da Comissão Europeia, Joost Korte, disse que a abolição das cotas de produção não foi responsável pelos baixos preços do leite e acrescentou que se a Comissão Europeia tivesse aumentado o preço de intervenção, isso não teria reduzido a oferta de leite. Ele disse que o crescimento total no consumo previsto é de 2,1%, com o crescimento na produção de leite na UE de cerca de 0,8%. A Comissão publicará sua previsão para a indústria de 10 anos em dezembro.

O vice-presidente executivo da Arla Foods UK, Peter Giørtz-Carlsen, disse que as três estratégias globais que precisam ser adotadas para o sucesso futuro são nas áreas de saúde, naturalidade e sustentabilidade. "O futuro dos lácteos pode ser promissor se tomarmos as ações certas agora. Não devemos ter medo do leite à medida que nos esforçamos para alcançar o crescimento sustentável".

O diretor executivo da Global Muller Group, Ronald Kers, disse que "ganhamos vantagem competitiva direcionando o valor através de inovação, marcas, escala e excelência operacional. Ser capaz de vender produtos britânicos para consumidores britânicos é importante. Trata-se de trazer valor agregado aos consumidores". (As informações são do FoodBev.com)

 
 
PL 214
A Comissão de Economia, Desenvolvimento Sustentável e do Turismo realiza nesta quarta-feira (28/10), às 9h30, no Espaço de Convergência (andar térreo da Assembleia Legislativa), audiência pública para debater os efeitos do Projeto de Lei 214/2015, por requerimento do deputado estadual Zé Nunes (PT). A proposição, de autoria do Executivo, estipula a apropriação máxima de 70%  na  concessão dos benefícios de ICMS, na forma de créditos fiscais presumidos, para segmentos do setor industrial.  Atualmente, o PL tramita na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), com designação do deputado Elton Weber (PSB) como relator. (Fiergs)
 

 
 

         

 
 


 

Porto Alegre, 26 de outubro de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.133

 

  Seminário debate a abertura de novos mercados

Foto: Evento contou com a presença de representantes do setor lácteo
Crédito: Divulgação/Emater

A abertura de novos mercados, como Rússia e China, será imprescindível para a recuperação de preços dos produtos lácteos em 2016.O assunto foi abordado na sexta-feira passada (23/10) no Seminário Regional do Leite, em Frederico Westphalen pelo o secretário de Estado do Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR), Tarcísio Minetto. "O nosso desafio é expandir a exportação, produzir com qualidade, aumentar a oferta de produto e qualificar a gestão da propriedade para produzir sempre melhor, buscando a sustentabilidade da atividade", disse. 

A declaração do secretário vai de acordo à posição do Sindicado da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), que, na ocasião, estava representado pelo seu secretário-executivo, Darlan Palharini. Segundo ele, a saída para elevar a rentabilidade do setor produtivo e a margem de lucro das indústrias é aproveitar a demanda existente no mercado internacional, em um momento em que a questão cambial favorece o produto brasileiro.

Palharini também pontuou a necessidade de se criar ferramentas que incentivem a exportação de lácteos para outros países como a Rússia, China e Japão, entre outros, que já importam proteínas do Brasil, e o lácteo tem que estar junto nessa pauta. Não sendo mais moeda de troca para o país importar lácteo, até porque o Brasil é o quinto maior produtor no mundo, mas como exportador é um dos países com a menor cota no mundo.

Durante o evento, que foi marcado pela presença de autoridades e lideranças, também foi discutida a criação de um Programa Estadual de Incentivo à formação de pastagens perenes, aprimorando o Troca-Troca de Sementes. No encontro, trataram ainda da necessidade de uma fiscalização mais igualitária no que se refere à qualidade do leite e a criação de uma Câmara Setorial Regional do Leite, nas regiões do Médio Alto Uruguai e Rio da Várzea. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 

 
Carta pede apoio à produção de lácteos

Carta com propostas e sugestões para o desenvolvimento do setor leiteiro nas regiões do Médio Alto Uruguai e Rio da Várzea foi entregue a representantes da indústria de laticínios ao fim do Seminário Regional do Leite, em Frederico Westphalen, na sexta-feira (23/10). O secretário executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Darlan Palharini, recebeu uma cópia do documento, assinado pelo Fórum Regional do Cooperativismo, EMATER_ESREG, Regional Sindical FETAG e Regional Sindical FETRAF. Segundo ele, os assuntos são pertinentes e já estão sendo acompanhados pelo sindicato, que trabalha na articulação constante do setor leiteiro. O termo sugere 11 itens para promover o desenvolvimento da categoria e sanar as demandas dos municípios e região.  São eles:
  1. Criação de um programa estadual de incentivo à formação de pastagens perenes aprimorando o Programa Troca-Troca de sementes, como forma de produção de alimento aos rebanhos de forma constante ao longo do ano, aumentando a qualidade do leite e melhorando a escala de produção de um grande número de produtores;
  2. Exigir fiscalização igualitária (no que se refere à questão de qualidade do leite) para cooperativas, laticínios e empresas privadas, dando maior transparência e credibilidade aos processos;
  3. Que sejam fortalecidas ações que visem à manutenção dos produtores que saírem da atividade leiteira, através do fortalecimento da ATER pública e de caráter emancipatório;
  4. Criação da Câmara Setorial Regional do Leite nas regiões dos Coredes Rio da Várzea e Médio Alto Uruguai, com participação ativa das cooperativas, produtores e suas representações sindicais e sociais;
   5.Construir ações municipais para discutir a cadeia do leite de forma a envolver o conjunto dos atores locais, que possa discutir os gargalos da atividade leiteira que estão levando a exclusão dos produtores da atividade, e que possa ser um espaço de sugestão de políticas públicas municipais que auxiliem os produtores;
  6.Construção de planos municipais de apoio à cadeia do leite contendo um mapeamento do número e localização dos produtores com posterior análise individual da situação e de seu projeto de vida, de forma a estabelecer ações praticas sobre cada caso, evitando assim a saída de agricultores da atividade leiteira;
   7.Capacitação continua aos transportadores, trabalhadores de indústrias e técnicos que trabalham na atividade leiteira afim de que a qualidade possa estar garantida também após o recolhimento do produto nas propriedades;
   8.Que o Programa Mais Leite Saudável do Ministério da Agricultura possa ser executado pelas cooperativas e pela EMATER de forma a atender o conjunto dos agricultores familiares, auxiliando-os no aumento da produtividade e da qualidade do leite;
   9.Criação de um Programa Estadual de Gestão Rural que possa auxiliar agricultores produtores de leite e prosseguir na atividade com sustentabilidade e viabilidade econômica; 
  10.Apoio a programas de assistência técnica grupais instituindo unidades de referencia no trabalho de gestão, qualidade e escala da atividade leiteira;
  11.Capacitação de produtores em seu meio e também nos centros de treinamento do Emater (Erechim, Bom Progresso, Nova Petrópolis, Teutônia).   (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 
 
 
Estiagem afeta produção leiteira em Minas Gerais

O clima seco e os efeitos da crise estão contribuindo para que o setor lácteo de Minas Gerais encerre o ano com produção e faturamento equivalentes aos registrados no ano passado. O grande desafio enfrentado pelas indústrias em 2015 foi o aumento expressivo dos custos, entre 15% a 20%, enquanto o repasse para os produtos finais ficou próximo à inflação, que até setembro acumulou alta de 7,64% na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Esses assuntos forma discutidos, ontem (22), durante a Assembleia Geral 2015 do Sindicato das Indústrias de Laticínios do Estado de Minas Gerais (Silemg), realizada na capital mineira. De acordo com o presidente do Silemg, João Lúcio Barreto Carneiro, o atual cenário da economia brasileira vem interferindo no setor, uma vez que o poder de compra dos consumidores está menor, porém, o impacto está concentrado em produtos de maior valor.

"O setor de lácteos vem registrando perdas com os efeitos da crise econômica nacional, porém, de maneira mais branda que os demais. Em alguns itens, como o leite longa vida, requeijão e manteiga, por exemplo, a demanda não foi afetada, por ser de primeira necessidade. O impacto é mais forte nos produtos de maior valor agregado como queijos finos e iogurtes, por exemplo", avaliou o dirigente sindical.

Em relação à produção, o volume de leite captado também deve encerrar o ano próximo a 2014, quando foram processados pela indústria mineira em torno de 9,7 bilhões de litros. "O período atual, setembro e outubro, já seria de elevação da produção, porém, como as chuvas não ocorreram a produção contínua equivalente ao período de entressafra, por isso, acreditamos que vamos encerrar o ano com a captação estável".

Ainda segundo Carneiro, o grande problema enfrentado pela indústria de laticínios de Minas Gerias neste ano foi o aumento expressivo dos custos de produção, que ficaram entre 15% e 20% superiores. "Tivemos grande reajuste na energia elétrica, nos transportes, nos insumos e na mão de obra. São altas que impactam diretamente no desempenho do setor. Tivemos que absorver grande parte dessa elevação, já que não foi possível repassar para o consumidor. Com isso, a margem das indústrias estão mais ajustada".

A desvalorização do real frente ao dólar foi positiva para o setor por inibir as importações de queijos e de leite em pó, que chegavam ao País com valores bem abaixo dos praticados pelas indústrias locais. Com a queda nas importações e a menor oferta, os valores pagos pelo leite em pó no mercado nacional estão em patamares suficientes para garantir retorno financeiro. As importações vinham principalmente da Argentina e do Uruguai.

"Com a queda nas importações, o mercado se recuperou. Estávamos com os preços muito baixos em decorrência dos produtos importados. Enquanto o leite em pó chegava ao Brasil a R$ 9 o quilo, era impossível competir com o nosso cotado a R$ 11 o quilo. O setor agora está aquecido, o que foi fundamental para sustentar os preços do leite in natura, trazendo bons resultados para toda a cadeia produtiva. Estamos recebendo entre R$ 12,5 a R$ 13 pela negociação do quilo do produto", explicou. (As informações são do Diário do Comércio)

Produção/NZ 

A Cooperativa neozelandesa Fonterra disse que o fornecimento de leite em setembro caiu 8,7% quando comparado com o mesmo mês de 2014. Isto fez com que no acumulado da temporada (junho/setembro) a produção tenha caído 5,3%. Pelo desempenho atual, a previsão é de que a temporada fechará 5% abaixo da anterior.
Como a cooperativa é responsável por aproximadamente 80% do processamento de leite da Nova Zelândia é provável que a queda no volume atingirá todo o país, fazendo com que o seja menor não somente ao de 2014/15, mas também ficará abaixo da produção de 2013/14. (The Dairy Site - Tradução livre: Terra Viva)

 
Agricultura
Durante visita da presidente Dilma Rousseff ao Estado, o secretário da Agricultura, Ernani Polo, relatou os prejuízos que os incidentes climáticos causaram à agricultura. Em ofício entregue à presidente, Polo destaca perdas no trigo, no tabaco e no milho, além da diminuição da produção de leite e o atraso no plantio de soja. O setor pede prioridade para seguros agrícolas, garantias de subvenção e linhas de crédito emergenciais. (Jornal do Comércio)
 

         

 


 

Porto Alegre, 23 de outubro de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.132

 

  Conseleite/SC

A diretoria do Conseleite Santa Catarina reunida no dia 22 de Outubro de 2015 na cidade de Florianópolis, atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I, aprova e divulga os preços de referência da matéria-prima leite, realizado no mês de Setembro de 2015 e a projeção dos preços de referência para o mês de Outubro de 2015. Os valores divulgados compreendem os preços de referência para o leite padrão, bem como o maior e menor valor de referência, de acordo com os parâmetros de ágio e deságio em relação ao Leite Padrão, calculados segundo metodologia definida pelo Conseleite-Santa Catarina. (FAESC)

 
 

 
Valorização de sólidos exige maior atenção à nutrição das vacas

O pagamento de bonificações por sólidos por parte dos laticínios brasileiros vem trazendo impacto direto no manejo nutricional dos rebanhos. Pensando em maximizar os resultados dos tambos e garantir altos índices de gordura e proteína ao leite que chega à indústria, o professor da Universidade Federal do Paraná, Rodrigo Almeida, apresentou novas tendências sobre a composição da dieta durante o 2º Simpósio Nacional da Vaca Leiteira. O evento teve início nesta sexta-feira (23/10) e segue até amanhã, em Porto Alegre. Reunindo painelistas nacionais e internacionais, o seminário é uma promoção dos formandos em Medicina Veterinária de 2016/2 da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) e tem apoio do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat).

Em sua palestra, o pesquisador detalhou novos estudos que indicam o melhor mix a ser ofertado aos animais dependendo das demandas de cada propriedade. O importante, alerta ele, é estabelecer uma relação equilibrada entre volumosos e concentrado de forma a garantir a quantidade de leite produzida e os níveis de gordura e proteína. Também citou a importância da silagem ser ofertada em tamanho adequado que maximize seu aproveitamento sem alterar o PH do rúmen, o que reduz as taxas de gordura do leite. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

Avanços contra brucelose em debate em Porto Alegre

O Rio Grande do Sul vem registrando significativos avanços na luta contra a brucelose e a tuberculose no rebanho leiteiro. Em palestra na manhã desta sexta-feira (23/10), durante o 2º Simpósio Nacional da Vaca Leiteira, a médica veterinária e consultora do Fundesa Letícia Vieira Cappiello pontuou que o Estado é pioneiro em políticas de estímulo à sanidade das vacas leiteiras e citou as recentes indenizações paga pelo abate de animais reagentes à brucelose e tuberculose.

Em sua manifestação, a consultora mencionou a implementação, em 1º de outubro, de lei que permite investimento de créditos de PIS Cofins em ações que se revertam na qualidade do leite. O projeto está no escopo no novo programa lançado pelo governo federal Mais Leite Saudável. No RS, explicou ela, o Sindilat orientou seus associados a implementarem ações voltadas ao controle da brucelose e tuberculose.
Apesar da adesão da maioria dos associados e dos avanços já obtidos no Estado, a veterinária alertou que os índices de tuberculose no país ainda são preocupantes. Conforme informações do Ministério da Agricultura, em cada 100 propriedades brasileiras, 17 possuem pelo menos 1 animal positivo para tuberculose. Durante o evento, que tem apoio do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Letícia ainda apresentou o vídeo institucional criado para a Vitrine do Leite. (Assessoria de Imprensa Sindilat)
 
 
Câmbio deve favorecer as exportações do setor
De acordo com o presidente do Sindicato das Indústrias de Laticínios do Estado de Minas Gerais (Silemg), João Lúcio Barreto Carneiro, a desvalorização do real frente ao dólar foi responsável pela retomada da competitividade do leite em pó brasileiro no mercado internacional. Isso deve alavancar novamente as exportações do setor. "Caso as exportações sejam significativamente retomadas, a tendência é que a oferta de leite fique mais estável com a demanda, o que é fundamental para manter os preços lucrativos, permitindo investimentos na cadeia. "Se o dólar continuar no patamar atual, a tendência é que o Brasil se torne um grande exportador de lácteos. Estamos competitivos no mercado internacional e as indústrias se preparando para atender a demanda", avaliou Carneiro. 

Mesmo com a crise econômica, segundo o presidente do Silemg, as indústrias lácteas continuam a investir em produtos inovadores, atendendo a demanda do consumidor. A estratégia é vista como fundamental para superar o atual momento e continuar competitivo no mercado. "A indústria continua inovando para atender a demanda do consumidor. Acredito que a crise é momentânea e o setor tem que se preparar para o pós¬-crise. Precisamos fazer o dever de casa, com ajustes internos, priorizando a redução dos custos, otimizando os processos, melhorando a eficiência para manter a competitividade no mercado", enfatizou Carneiro. (Diário do Comércio)

USDA prevê menor captação de leite na União Europeia

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) espera que o avanço na captação de leite na União Europeia se desacelere em 2015, após alta recorde em 2014 (+4,6%). O ritmo deve diminuir a 1,1%, em resposta à menor importação da China, ao embargo dos lácteos europeus promovido pela Rússia e às flutuações nos preços internacionais. Os menores preços pagos aos produtores também devem contribuir para que a captação cresça menos este ano. Segundo o USDA, em agosto os valores ficaram 14% abaixo da média de preços dos últimos cinco anos. Em relatório, o órgão esclarece que os números não são suas projeções oficiais, embora tenham sido compilados por uma equipe de 14 dos seus especialistas agrícolas baseados na Europa.

Os analistas do USDA preveem ainda que a estiagem em alguns dos países-membros da União Europeia deve elevar os custos de produção e estimular abates de vacas leiteiras. O processo deve contribuir para um maior rendimento médio por animal, já que vacas de menor desempenho devem ser descartadas. O ganho em produtividade deve gerar maior produção de leite também em 2016, mas novamente a alta deve ocorrer em ritmo menor.

Espera-se que a maior captação este ano resulte em uma maior oferta de leite em pó desnatado, queijo e manteiga, enquanto o processamento de leite em pó integral deve diminuir como um reflexo da menor demanda do produto para exportação. "A maior participação do leite em pó desnatado e da manteiga no processamento em 2015 deriva da sua maior competitividade no mercado global, atribuída parcialmente à queda do euro ante o dólar", explicam os especialistas. 

O volume extra de produtos lácteos deve ser direcionado principalmente ao exterior, mas o consumo de queijos e leite em pó desnatado deve aumentar na União Europeia. A demanda por manteiga e leite, porém, deve cair, enquanto as compras de leite em pó integral devem continuar no nível atual.

O USDA nota que a exportação de queijos caiu 11% entre janeiro e julho, em relação com o mesmo período de 2014, mas espera recuperação. Os preços mais competitivos devem estimular a demanda de importadores dos Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul. O leite em pó integral avançou 9%, apesar de a Argélia ter cortado compras em 30% - queda mais que compensada por embarques ao Egito, Filipinas, Tailândia e Paquistão. Para o leite em pó integral as perspectivas não são tão positivas. A exportação do produto tem baixa de 5% este ano, embora Omã tenha elevado compras.

Intervenção

O sistema de cotas para a produção na União Europeia se encerrou em março deste ano, mas o USDA prevê que produtores ainda precisam pagar 800 milhões de euros em multas por gerarem excedentes. Com o fim do sistema, o departamento norte-americano espera que a produção volte ao padrão de crescimento de 1% ao ano. 
O USDA também espera que a continuidade do embargo russo leve a União Europeia a prolongar o programa de auxílio instaurado para evitar excesso de oferta em seu mercado doméstico. Hoje, a Comissão Europeia paga para que a indústria mantenha manteiga e leite em pó desnatado estocados por um período determinado de tempo, mas a medida chega ao fim em fevereiro de 2016. (As informações são do Estadão Conteúdo)
 
Marcas
O índice de pessoas que não conseguem se lembrar de uma marca comercial despencou com a ascensão da classe C e o aumento da escolaridade nos últimos 25 anos. No início dos anos 1990, quando o Datafolha começou a medir o índice na pesquisa Top of Mind, 20% da população não se lembrava espontaneamente de nenhuma marca. Hoje, o patamar é 5%. "A taxa de desconhecimento tem alta correlação com a escolaridade. Em 1990, a maioria da população só tinha ensino fundamental. Hoje a maioria tem, pelo menos, o ensino médio, e a taxa de pessoas com nível superior dobrou", relata Alessandro Janoni, diretor de pesquisa do Datafolha. (Folha de São Paulo)
 

 

         

 
 


 

Porto Alegre, 22 de outubro de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.131

 

 Condições climáticas são debatidas em reunião da Aliança Láctea 

O impacto das chuvas na produção de leite do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná foi o principal tema da reunião da Aliança Láctea Sul Brasileira, realizada nesta quarta-feira (22/10), em Castro-PR, onde ocorre a Agroleite 2015. "Estamos preocupados com a redução de captação na produção do Estado", disse o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, que participou do encontro.

Também estavam presentes os secretários da Agricultura do Sul do país e dirigentes de entidades que representam o setor lácteo, além de lideranças ligadas ao agronegócio.  Durante o encontro, ainda foram debatidos assuntos como a adequação de aspectos tributários, a busca do mercado externo e o fortalecimento de ações comuns entre os três estados.

A Agroleite, um evento técnico voltado a todas as fases da cadeia do leite, teve inicio dia 20/10 e vai até 24/10. Fóruns, seminário internacional e painel para se discutir genética, alimentação e qualidade animal fazem parte da programação, que também conta com exposição de animais, torneio leiteiro, clube de bezerras, leilão, dia de campo e dinâmica de máquinas. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 
(Crédito: Caroline Jardine)
 
Preço do leite em pó sobe 3,25% em outubro

O preço do leite em pó deve registrar crescimento de 3,25% em outubro, na comparação com o mês passado, para R$ 0,82. A alta foi puxada pelo mercado externo, que está ajudando a segurar os preços ao produtor e a rentabilidade da indústria. A projeção é do Conselho Paritário do Leite (Conseleite). Para assistir o vídeo, CLIQUE AQUI. (Canal Rural)

Preparativos para o Avisulat

Os organizadores do Avisulat 2016 reuniram-se nesta quarta-feira (21/10) para alinhar as principais mudanças que serão implementadas no evento, o maior dos setores agroindustriais no Rio Grande do Sul. O Avisulat ocorrerá de 22 a 24 de novembro de 2016, no Centro de Eventos Fiergs, em Porto Alegre.  Durante o encontro, realizado na sede da Asgav, foram acordadas algumas modificações no formato do congresso e a contratação de uma nova montadora para qualificar a infraestrutura a participantes e expositores. Um dos objetivos é elevar em 20% a participação do público e o volume de negócios fechados durante a exposição. 

Assim como em anos anteriores, o Avisulat integrará a 3º edição do Encontro Internacional de Negócios, que reúne fornecedores e importadores dos setores de aves, suínos e laticínios, e também contará com palestras, debates, apresentação de projetos da comunidade científica e resultados de pesquisas para tendências de mercado.

O encontro contou com a participação do secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, do presidente da Asgav, Nestor Freiberger, do diretor-executivo da Asgav, José Eduardo dos Santos, e da representate do Sips Rejane Kieling. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

RS: mais de 300 produtoras de leite participam de encontro em Cerrito

Produtoras de diversos municípios participaram, na sexta-feira (16), do Encontro de Mulheres da Atividade de Bovinos de Leite, em Cerrito, onde puderam prestigiar palestras sobre Previdência Social e como viver bem no meio rural. O encontro faz parte das atividades da Chamada do Leite e Ates e integra a programação da Festa Municipal do Gado Jersey.

Cerca de 300 mulheres dos municípios de Herval, Canguçu, Morro Redondo, Arroio Grande, Piratini, Pedro Osório e Cerrito participaram do evento, que teve início com esclarecimentos sobre Seguridade e Previdência Social em uma palestra ministrada pelo técnico da Emater/RS-Ascar, Renato Cougo. Na sequência o psicólogo, Vilnei Varzim, abordou o tema "Não Basta Viver. É Preciso Viver Bem", em palestra animada e com a participação do público.

Além da realização das palestras, a equipe da Emater/RS-Ascar distribuiu para todos os participantes o laço rosa da campanha do combate ao câncer de mama, acompanhado de um material de divulgação disponibilizado pela Secretaria de Saúde sobre a prevenção desta doença que atinge 20% das mulheres.

O dia de atividades foi encerrado com uma visita dinâmica à propriedade da família Helmute Vellar, que é uma das 20 Unidades de Referência da Chamada do Leite, sendo essa uma nova metodologia de extensão desenvolvida pelo Escritório Regional da Emater/RS-Ascar de Pelotas, onde o produtor é livre para visitar o que lhe interessar na propriedade. Neste caso, estavam disponíveis 12 pontos de visitação, como o de genética Jersey, formulação de ração, entre outros.

O evento contou com o envolvimento da equipe municipal da Emater/RS-Ascar de Cerrito e também do Escritório Regional, além da parceria com a Cosulati, Embrapa Clima Temperado, Prefeitura Municipal e Comunidade São João. (Fonte: Emater/RS)

Em Batalha: Unidade da CPLA vai processar 160 mil litros de leite por dia

 
 
A aquisição dos equipamentos que serão instalados na unidade de beneficiamento de leite da Cooperativa de Produção Leiteira de Alagoas (CPLA), a antiga Camila, no município de Batalha, foi oficializada nesta quinta-feira (15), com a assinatura do contrato entre a CPLA, a Globo Lat, empresa vencedora do pregão eletrônico realizado em agosto deste ano, e o Governo do Estado, representado pelo secretário da Agricultura, Pecuária, Pesca e Aquicultura, Álvaro Vasconcelos.

Na compra da unidade de concentração e secagem de leite e soro de leite, foram investidos R$ 10.010.000 em recursos provenientes de emenda parlamentar do deputado federal Givaldo Carimbão, com contrapartida do Governo de Alagoas. De acordo o presidente da Globo Lat, Paulo Azevedo, o contrato estabelece um período de 12 meses para a instalação dos equipamentos. A pleno vapor, a nova unidade deverá processar 160 mil litros de leite diariamente.

"Nós tivemos a felicidade de vencer o pregão eletrônico, mas já havíamos abraçado o projeto da CPLA há dois anos. Durante esse tempo, prestamos consultorias, passamos orientações e aplicamos treinamentos para o pessoal da cooperativa. A Globo Lat está no mercado há 35 anos. Temos 12 plantas montadas no Brasil, com uma tecnologia moderna, em parceria com institutos da Dinamarca através de uma equipe de engenharia. Produzimos um leite em pó de altíssima qualidade. Parabenizo a CPLA e o governo do Estado. Para Alagoas, vai ser um grande avanço produzir esse leite em pó, porque o Estado vai ter o seu próprio produto. Isso, para a economia, é uma coisa fantástica", avaliou Azevedo.

Com a reativação da unidade industrial, toda a cadeia do leite no Estado será beneficiada, como explicou o secretário da Agricultura. "Esse é um momento importante para a pecuária leiteira do Estado de Alagoas. O produtor de leite não vai mais depender das indústrias de outros estados. Na hora em que a antiga Camila estiver funcionando a todo vapor, ela vai ter condições de absorver essa demanda e poderemos vender leite para outros estados através da Conab e do Ministério do Desenvolvimento Social, nos programas voltados para a agricultura familiar", disse Vasconcelos.

"Quando conseguimos aquecer o mercado da agricultura familiar, ela passa a ter importância também no desenvolvimento do agronegócio, para os produtores da Bacia Leiteira, gerando mais emprego e renda em nosso Estado. A reativação da antiga Camila vai servir ainda para regular o preço do leite vendido em Alagoas, que hoje é estabelecido por indústrias de outros estados. Isso vai fortalecer a cadeia produtiva e fazer com que a renda desse setor circule dentro de Alagoas", reforçou o secretário.

O presidente da CPLA, Aldemar Monteiro, comemorou mais um passo dado no sentido de recuperar a produtividade e competitividade do leite produzido em Alagoas. "Com o apoio que recebemos do governador Renan filho, do secretário Álvaro Vasconcelos e do deputado Givaldo Carimbão, vamos conseguir fortalecer a cadeia do leite no Estado. O tempo para a entrega desses equipamentos é de 12 meses, mas estamos em contato com a Globo Lat para tentar reduzir esse período e colocar a unidade em funcionamento. Já demos um passo muito grande. Esse é um dia histórico, resultado de um projeto que começou três anos atrás, quando a cooperativa comprou o parque industrial da antiga Camila", concluiu Monteiro. (Agência Alagoas)
 

Assim não fica
Com a missão de fazer o parecer sobre o Projeto de Lei 214, que reduz de 100% para 70% a apropriação de crédito presumido das indústrias, o deputado Elton Weber (PSB) tem posição formada: vai mexer no texto do Executivo. - Não dá para deixar os percentuais colocados no projeto original - sinaliza, sobre as mudanças a serem feitas. A decisão veio após rodadas de conversas com empresas de diferentes setores - da carne ao metalmecânico -, que veem no projeto do governo uma ameaça à competitividade gaúcha. (Zero Hora)

         

 
 


 

Porto Alegre, 21 de outubro de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.130

 

 Leilão GDT: preços internacionais de leite caem após 2 meses em alta

O resultado do leilão GDT desta terça-feira (20/10) apresentou queda de 3,1% sobre o leilão anterior, com preços médios de lácteos em US$2.735/tonelada. Foi a primeira queda desde o evento ocorrido em 18 de agosto, quando os preços de lácteos iniciaram um período de 2 meses de forte recuperação nas cotações.

O leite em pó integral apresentou queda de 4,6%, sendo comercializado a US$ 2.694/tonelada. O leite em pó desnatado também sofreu queda, indo a US$2.178/ton (-4,5%). O queijo cheddar também teve redução nos preços, chegando a US$3.163/tonelada (-2,2% sobre o último leilão).

Os volumes de venda no leilão GDT continuam em patamares significativamente abaixo de 2014. Neste leilão foram vendidas 34.519 toneladas de produtos lácteos, volume 32% inferior ao mesmo período do ano passado.

 

 
Os contratos para entrega futura de leite em pó integral também tiveram quedas, com os preços futuros oscilando entre US$2.600 e US2.700/ton. (A matéria é do MilkPoint, com informações do Global Dairy Trade)
 
 
 
Preço Conseleite/MS 
Os preços finais do leite de setembro, no Mato Grosso do Sul, foram maiores que os projetados pelo Conseleite em agosto. No entanto, os valores de setembro de 2015 são menores que os recebidos pelos produtores no mesmo mês dos dois anos anteriores. A projeção para outubro não interrompe essa tendência, e o ano de 2015 deve fechar com o produtor recebendo a menor remuneração média dos dois últimos anos.
 
Os valores divulgados compreendem os preços de referência para o leite padrão levando em conta o volume médio mensal de leite entregue pelo produtor. (Fonte: - Farmasul/Texto: Terra Viva)
 
 
Conseleite/PR

A diretoria do Conseleite-Paraná reunida em Curitiba, atendendo os dispositivos disciplinados no Capítulo II do Título II do seu Regulamento, aprovou e divulgou os valores de referência para a matéria-prima leite realizados em setembro de 2015, calculados por metodologia definida pelo Conseleite-Paraná, a partir dos preços médios e do mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes. Os valores de referência indicados nesta resolução correspondem à matéria-prima leite denominada Leite CONSELEITE IN62, que se refere ao leite analisado que contém 3% de gordura, 2,9% de proteína, 600 mil uc/ml de células somáticas e 600 mil uc/ml de contagem bacteriana. 

Para o leite pasteurizado o valor projetado para o mês de setembro é de R$ 0,8791/litro. Visando apoiar políticas de pagamento da matéria-prima leite conforme a qualidade, o Conseleite Paraná disponibiliza um simulador para o cálculo de valores de referência para o leite analisado em função de seus teores de gordura, proteína, contagem de células somáticas e contagem bacteriana. O simulador está disponível no seguinte endereço eletrônico: www.conseleitepr.com.br/conseleite/. (Fonte: Conseleite/PR) 
 
 
Produção de leite por vaca no RS é maior que no país
Dados do IBGE mostram que o RS teve a maior produtividade por vaca ao somar 3.034 litros, acima da média do país, de 1.525 litros em 2014. Também, pela primeira vez, a Região Sul superou a Sudeste em volume - juntas, respondem por 70% da produção nacional. Minas Gerais segue no topo do ranking em volume total - produziu 9,36 bilhões de litros -, apesar de ter produtividade por vaca inferior à do RS. O Estado do Sudeste tem rebanho maior, de quase 6 milhões de vacas. O Rio Grande do Sul tem 1,54 milhão de vacas e é o segundo maior produtor do país, com 4,68 bilhões de litros. Outro dado importante: das cem cidades com maior produtividade por vaca, 62 estão no RS. (Zero Hora)
 

         

 
 


 

Porto Alegre, 20 de outubro de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.129

 

 Leite em pó tem alta e sinaliza ganho no mercado externo

Levantamento divulgado nesta terça-feira (20/10) pelo Conselho Paritário do Leite (Conseleite) indicou alta de 3,25% no preço do leite em pó projetado para outubro (R$ 0,8391) em relação ao valor consolidado em setembro (R$ 0,8127), uma sinalização de que o mercado externo está ajudando a segurar os preços ao produtor e a rentabilidade da indústria. Segundo o professor da UPF Eduardo Finamore, o preço do leite em pó apresentou uma reversão no mês de outubro, atingindo, pela primeira vez no ano, valores acima dos obtidos em 2014. Até então, os preços praticados em todos os meses de 2015 estavam abaixo dos valores do ano anterior. 

Segundo o presidente do Conseleite, Jorge Rodrigues, exportar é o caminho para a sustentabilidade do mercado, que vem enfrentando estabilidade de preços do litro apesar do aumento de custos no campo. Presente à reunião na sede da Fecoagro, o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, também confia em uma retomada puxada pela questão cambial, que torna a produção brasileira extremamente atrativa no exterior.

Em relação ao Leite Padrão, depois de meses de queda no preço do Conseleite, o litro voltou a ter sinalização modesta de alta no Rio Grande do Sul. Apesar do consolidado de setembro (R$ 0,8192) ter ficado 0,22% menor do que o projetado (R$ 0,8214), o valor previsto para o leite padrão em outubro deve ficar em R$ 0,8208. O indicador representa uma alta de 0,20% em relação ao consolidado do mês anterior. "O indicativo para outubro sinaliza estabilidade mesmo em uma época de tradicional redução de captação ", alega Rodrigues.


Na foto: Reunião Conseleite em 20/10/2015
Crédito: Carolina Jardine
 
Tabela 1: Valores Finais da Matéria-Prima (Leite) de Referência1, em R$ - Setembro de 2015.
Matéria-prima  -  Valores Projetados Setembro / 15
 
 
Tabela 2: Valores Projetados da Matéria-Prima (Leite) de Referência1, em R$ - Outubro de 2015.
Matéria-prima  -  Outubro / 15 *
 
 
(Assessoria de Imprensa Sindilat)
 
 
Governo e entidades negociam fusão de projetos

Reunidos com o deputado estadual Gabriel Souza (PMDB), líderes do setor lácteo gaúcho alinharam nesta segunda-feira (19/10) como será encaminhada a fusão entre o Projeto de Lei (PL) nº 101/2015, que cria o Transleite, e a proposta do Executivo, o chamado Prolácteos. Apesar de estar em tramitação na Assembleia Legislativa com parecer favorável na CCJ, é consenso do setor que a matéria precisa de ajustes. Desta forma, Souza definiu, em conjunto com representantes do Sindilat, Farsul, Fetag, Apil-RS e IGL, pelo congelamento da tramitação do PL 101 até o dia 29 de outubro, quando os representantes do setor voltarão a se reunir para apresentarem novas propostas ao texto. O Sindilat foi representado no encontro pelo 1º vice-presidente, Guilherme Portella, e pelo secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini. "Precisamos de um projeto que harmonize todo o setor, contemplando os interesses de governo, produtores e indústria", salientou Palharini.

Segundo Souza, como as propostas não são conflitantes, há apenas pequenos detalhes a serem discutidos. Ele lembra que a própria cadeia encaminhou a maioria das demandas e concorda com a criação de uma ampla legislação capaz de abranger todos os aspectos da cadeia. "Queremos que todo o setor olhe o projeto, discuta e faça as contribuições necessárias para que possamos ter uma fiscalização que realmente funcione", destacou. Com relação à agilidade na aprovação, o parlamentar garantiu que as discussões ocorrerão de maneira rápida e que, assim que se chegar a um acordo, o governo encaminhará o novo projeto em regime de urgência para a Assembleia Legislativa.  "Até o dia 29, vamos buscar o compromisso do governo em enviar a pauta à Assembleia em regime de urgência, porque o setor tem pressa para essa regulamentação. Tem que ser aprovado ainda neste ano", salientou. (Assessoria de Imprensa Sindilat)
 

Crédito: Marluci Stein
 
 
Produção Atolada
Por aqui, é o excesso de chuva que atrapalha. Em Minas Gerais, é a falta de precipitação que afeta produção de leite. O fato é que a combinação desses dois cenários impactará no volume produzido no país neste mês.
 
Crédito: Stefani Thums

No Rio Grande do Sul, a produção de outubro costuma ter leve queda, de 1,2% a 2% em relação a setembro. Neste ano, no entanto, com as enxurradas registradas, essa diminuição será três vezes maior.

Levantamento feito pelo Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado (Sindilat-RS) mostra que as empresas estão captando quantidade 6,5% menor diariamente, o que representa 850 mil litros - a produção no Rio Grande do Sul é de 13 milhões de litros por dia.

A redução reflete dificuldades dos produtores de colocarem o gado no pasto, para alimentação. Além disso, o excesso de umidade prejudica o desenvolvimento de plantas forrageiras e atrasa o plantio do milho que é destinado à silagem.

São situações que acabam por diminuir o rendimento das vacas. Na propriedade de Gelsi Belmiro Thums (foto acima), no interior de Carlos Barbosa, a produtividade média recuou de 35 litros para 30 litros por dia.

A chuvarada também faz com que, muitas vezes, a indústria não consiga ter acesso às propriedades para fazer o recolhimento do leite.

- As perdas que ocorreram não têm como ser recuperadas. Já houve um vazio neste período - diz o presidente do Sindilat-RS, Alexandre Guerra.

Como o pico de produção no Estado em agosto e setembro, este período do ano seria de estabilidade e até queda nos preços do leite. Mas os efeitos da chuva poderão inverter essa curva.

- O preço do leite longa vida tinha tido queda, talvez possa reagir - completa Guerra. (Zero Hora)

 
 
Piá na maior feira de alimentos do mundo 
 
A Cooperativa Piá integrou uma missão organizada pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs) que esteve este mês na Anuga, em Colônia (Alemanha), maior feira de alimentos prontos do mundo, com sete mil expositores e 280 mil metros quadrados de área de exposição. Estiveram presentes o presidente da Piá, Gilberto Kny, e o gerente de marketing, Tiago Merckel Haugg.
 
Segundo Tiago Haugg, o objetivo da visita à Anuga foi o de buscar tendências de produtos na área de lácteos, frutas, embalagens e na comunicação com os consumidores. "Notamos um crescimento expressivo dos produtos orgânicos e de leites e iogurtes com proteína extra para pessoas que praticam exercícios", destacou Haugg. Segundo ele, a feira serviu para mostrar que as embalagens da Piá estão alinhadas com as principais marcas mundiais de lácteos.
 
Os representantes da Piá também aproveitaram a viagem para a Alemanha para realizar uma visita técnica à uma unidade industrial da Friesland Campina, a segunda maior cooperativa de leite do mundo. Com sede na Holanda, a Friesland Campina processa 1,5 milhão de litros de leite por dia e possui um mix de produtos bastante semelhante ao oferecido pela Piá. (Assessoria de Imprensa Piá)
 
Aftosa
Começa em novembro a segunda etapa de vacinação contra aftosa no Estado. Até o dia 30, animais de zero a 24 meses devem receber a chamada dose de reforço. Ao todo, 5 milhões de terneiros deverão ser imunizados. Produtores enquadrados nos critérios do Programa Nacional de Agricultura Familiar (Pronaf) e do Programa Estadual de Pecuária Familiar (PecFam) e com até 30 animais têm direito às doses gratuitas, doadas pela Secretaria da Agricultura. (Zero Hora)

         

  


 

Porto Alegre, 19 de outubro de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.128

 

 Chuva reduz captação de leite em 6,5% no RS
  

Produtor Gelsi Belmiro Thums, em Carlos Barbosa
Crédito: Stefani Thums

Os fortes temporais que atingiram o Rio Grande do Sul nas últimas semanas e a chuva constante têm prejudicado em cheio a produção leiteira gaúcha. Segundo levantamento realizado pelo Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) entre seus associados, as indústrias estão captando, em média, 6,5% menos leite, o que representa um queda de 850 mil litros de leite/dia em relação à média estadual de 13 milhões de litros/dia. "A situação está difícil. Se as chuvas persistirem, podemos chegar a ter uma redução de produção mensal da ordem de 25 milhões de litros", pontuou o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra. A preocupação é compartilhada pelo presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do RS (Fetag), Carlos Joel da Silva. Ele informa que a chuva não está deixando as pastagens se desenvolverem no Interior.

Uma das propriedades atingidas é a de Gelsi Belmiro Thums, na localidade de Santa Clara Baixa, interior de Carlos Barbosa (RS). Com as chuvas dos últimos três meses, ele viu a produtividade média das 24 vacas cair de 35 litros/dia para 30 litros/dia e os custos aumentarem. Cooperado da Santa Clara há 39 anos, ele conta que o solo ficou encharcado, prejudicando o desenvolvimento do azevém cultivado para alimentar o gado no inverno. Sem pasto, a alternativa foi ampliar a oferta de ração, silagem e feno aos animais, o que elevou os custos com alimentação. Além disso, diz o produtor, que entrega cerca de 10 mil litros à cooperativa por mês, sem a pastagem, a produção também fica menor. "Estamos enfrentando dificuldades com esse clima desfavorável. Há vezes que chove 200 milímetros e, quando o solo começa a secar, chove novamente. O azevém está apodrecendo embaixo da água e ainda temos pouca luminosidade", conta, lembrando que o próprio pisoteio das vacas sobre o solo molhado acaba agravando a situação. Além do aumento do gasto com ração, o produtor calcula que, computando despesas adicionais com combustível e energia, o custo de produção teve um incremento de 35% em 2015.

Para os próximos meses, a tendência nos tambos é de cautela. Apesar do preço do leite ao produtor vir se mantendo estável, Thums teme queda da rentabilidade, o que pode fazer muitos criadores cortarem até mesmo a ração dos animais. "Aí fica pior ainda. Vai ter muita gente parando. Produzir vai ficar muito caro", alertou.

As dificuldades climáticas ainda devem atingir a produção no verão. Isso porque, mesmo que as chuvas deem uma trégua, muitos produtores estão com o plantio das lavouras de milho destinadas à confecção de silagem atrasado. Processo esse que também está mais caro. Produtores indicam para aumento de 45% no custo da produção da silagem. Sem contar as perdas de quem já semeou. Só na propriedade de Thums, 90% de uma área de um hectare cultivada com aveia que seria destinada à alimentação de animais já foi perdida. "Isso representa um prejuízo de R$ 1,5 mil", calcula. (Assessoria de Imprensa Sindilat)
 
 
Sindilat mobiliza associados em campanha de doação

Frente ao drama de milhares de gaúchos que estão fora de suas casas devido à ocorrência de temporais e alagamentos, o Sindicato da Indústria do Leite e Derivados do RS (Sindilat) conclama seus associados a unirem-se à campanha de doações. A ajuda aos desabrigados pode ser feita por meio de repasses direto à Defesa Civil na Avenida Campos Velho, 426 - Porto Alegre. A coordenação informa que os itens de maior necessidade são os de higiene pessoal, limpeza e alimentos. Interessados em aderir podem entrar em contato pelo telefone (51) 3268-9026.

O movimento teve início no dia 15 de outubro, quando o Sindilat, a Associação Gaúcha dos Supermercadistas (Agas) e a empresa Orquídea realizaram doação de 5 mil litros de leite e 2 mil pacotes de biscoito à Defesa Civil. Também foram doados 500 pães por dia por meio da empresa Superpan. O presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, salientou que a ação busca auxiliar a comunidade gaúcha, e que o sindicato trabalha para sensibilizar outras empresas e setores a unirem-se à campanha. "Iniciamos um chamamento entre nossos associados para mobilizar o empresariado e novos colaboradores. Essas famílias precisam da ajuda de todos nós", frisou.

O coordenador geral da Defesa Civil, Nelcir Tessaro, agradeceu a ação solidárias das empresas do ramo de alimentação. "Mostra que o povo gaúcho é solidário e estende a mão ao próximo principalmente nesses horas. Só nas ilhas de Porto Alegre, temos 10 mil pessoas precisando do nosso braço, sem contar as zonas Norte e Leste. A solidariedade ajuda nesse movimento que, por si só, a prefeitura não poderia atender", pontua.

O presidente da Agas, Antônio Cesa Longo, disse que a doação demonstra o compromisso social das empresas e instituições envolvidas. "Além de vender alimentos e abastecer a população gaúcha, parabenizamos a atuação do Sindilat, da Orquídea, e da Superpan. Manter a alimentação é a base de tudo, e a sustentação para essas crianças". (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 
 
 
Cresce exportação de lácteos para a Rússia

A retaliação da Rússia à União Europeia e a outros países do Ocidente, em resposta às sanções que vem sofrendo por conta do conflito na Ucrânia, abriu uma oportunidade para os exportadores brasileiros de lácteos. Desde julho deste ano, quando a Rússia abriu efetivamente seu mercado aos lácteos do Brasil, as negociações entre as empresas brasileiras e importadores russos para a venda de queijos e manteiga estão aquecidas e os embarques já concretizados também avançam. E a expectativa é que os volumes exportados cresçam nos próximos meses.

De janeiro a setembro, a receita com os embarques dos dois produtos somou quase US$ 1 milhão. Foram 182 toneladas de manteiga e 118 de queijos. Ainda são volumes pouco significativos, mas o potencial é de crescimento, uma vez que a Rússia tem hoje poucas possibilidades de fornecedores no mercado e as vendas estão apenas começando. De acordo com Marcelo Costa Martins, diretor-executivo da Viva Lácteos, que reúne empresas do segmento, a expectativa é que as exportações de manteiga alcancem 450 toneladas este ano e as de queijos, 350. "Para o ano que vem, se tudo andar bem, temos espaço para pelo menos dobrar essa quantidade", afirmou.

Gráfico 1 - Projeção de exportações de queijos e manteigas para a Rússia (até setembro/2015 e projeção total para o ano).

Fonte: Viva Lácteos

Uma das empresas que estão prestes a embarcar queijos para a Rússia é a Laticínios Tirolez. De acordo com Cícero Hegg, diretor comercial e de marketing da companhia, o primeiro embarque da Tirolez ao país será nesta segunda-feira. Serão 22 toneladas de queijo gorgonzola. No dia 26 de outubro, haverá outro embarque, mais uma vez de 22 toneladas, de queijos variados. "Os russos são grandes consumidores de lácteos e não são autossuficientes", observa Hegg. A expectativa, afirma o empresário, é embarcar à Rússia de 40 a 50 toneladas de queijos por mês, "pelo menos", nos próximos 12 meses.

Já a mineira Itambé, joint venture entre Vigor e Cooperativa Central dos Produtores Rurais de Minas Gerais (CCPR), estima embarques mensais de 100 toneladas de manteiga à Rússia. Segundo Ricardo Cotta, diretor de relações institucionais da companhia, há demanda para volumes maiores, mas não há capacidade para atendê-la porque não há matéria gorda suficiente para produzir mais manteiga. Para isso, seria necessário ampliar a produção de leite desnatado, já que a gordura do leite é a matéria-prima para a manteiga.

Até o ano passado, o Brasil não podia exportar à Rússia, mas a impossibilidade de comprar de vários países por causa das sanções levou Moscou a rever as regras que norteiam a importação. Antes disso, a Rússia só permitia a compra de produtos lácteos (leite em pó, manteiga, queijo e outros) de países livres de brucelose e tuberculose no rebanho bovino. Mas pôs fim à exigência e assim foi possível firmar um certificado sanitário internacional com o Brasil, que ainda não é livre das duas doenças.

As negociações para o estabelecimento do certificado sanitário internacional para a exportação de lácteos à Rússia começaram em junho do ano passado, segundo Marcelo Costa Martins, da Viva Lácteos. Em um período de três meses, foram identificados os requisitos sanitários para a exportação e houve inspeção de unidades por parte dos russos. Então, em setembro do ano passado, foram habilitadas 12 unidades e os primeiros embarques começaram.

A BRF, que então ainda não tinha transferido sua área de lácteos para a Lactalis, teve planta habilitada, aproveitou seu conhecimento do mercado russo - para onde já exporta carnes - e vendeu volumes significativos de manteiga. Nos três últimos meses de 2014, quando a demanda russa já era forte em função das sanções, foram 838,4 toneladas. Além disso, a BRF também foi a responsável pela exportação, em maio, de 182 toneladas de manteiga àquele país. Em julho deste ano, outras 11 plantas de lácteos do Brasil foram habilitadas a exportar para a Rússia. Agora, são 23 autorizadas.

O diretor-executivo da Viva Lácteos admite que a recente valorização do dólar ante o real e a melhora dos preços dos lácteos no mercado internacional também favorecem os embarques brasileiros à Rússia. Ele avalia que o Brasil pode se tornar um fornecedor mais constante para a Rússia por conta do embargo do país a outros exportadores de lácteos. Ele afirma haver uma percepção de que os russos têm tentando diversificar seu leque de fornecedores. "Duas a três vezes por semana, recebemos consultas de importadores russos interessados em queijo e manteiga", afirma.

Hegg, do Tirolez, acredita que a demanda forte por produtos do Brasil "vai durar o tempo que durar o embargo" do Ocidente ao país. Mas o empresário se diz "realista" e observa que os lácteos produzidos nos países europeus, mais próximos da Rússia, têm preços mais competitivos. (Valor Econômico)

Com 'big data', governo gaúcho quer R$ 1 bilhão de receita extra em 2018 

A Secretaria da Fazenda do Rio Grande do Sul coloca em operação hoje um sistema de processamento de informações fiscais com uso de "big data" para combater fraudes e a sonegação. Com ele, o Estado pretende agregar R$ 1 bilhão a mais à arrecadação anual de ICMS a partir de 2018, o equivalente a 3,7% da receita esperada para 2015 com o tributo, informou o subsecretário da Receita Estadual, Mario Wunderlich dos Santos. O combate à sonegação é uma das estratégias do governo gaúcho para enfrentar a crise nas finanças públicas, que já provocou o parcelamento de salários dos servidores do poder Executivo em julho e agosto. Desde abril o Estado também vem atrasando o pagamento das parcelas mensais da dívida com a União e teve as contas bloqueadas cerca de dez dias por mês em agosto, setembro e outubro. O sistema de armazenamento de "big data" adotado foi adquirido da americana EMC por meio de licitação internacional. 

O investimento somou R$ 5,5 milhões, financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) como parte do Projeto de Fortalecimento da Gestão Fiscal do Estado (Profisco¬RS), lançado em 2009, informou a secretaria. A nova plataforma permitirá o monitoramento e cruzamento em tempo real de grandes volumes de dados dos contribuintes estaduais, incluindo consumo de energia, gastos com telefonia, compras de matérias¬primas, vendas e transporte de mercadorias. Será possível verificar até se o recolhimento do IPVA das frotas está em dia e quando os caminhões passam por postos de pedágio. "Passaremos de horas ou dias de análises de informações para questão de segundos", disse Wunderlich. "Uma análise de determinado setor, que hoje leva quatro meses, será concluída em meia hora". 

O governo do Estado faz o acompanhamento sistemático de 55 setores da economia para detectar anomalias na arrecadação entre empresas da mesma cadeia produtiva e o "big data" permitirá identificar alterações de padrões e fraudes de maneira precoce, disse. O governo gaúcho já adota a Nota Fiscal Eletrônica (NF¬e) desde 2006 e presta serviços de emissão e validação dos documentos para 13 Estados. Conforme a Secretaria da Fazenda, o Rio Grande do Sul acumula "bilhões de informações" fiscais obtidas por ferramentas como a própria NF¬e, a Escrita Fiscal Digital (EFD), os cartões de crédito dos contribuintes cadastrados e os dados repassados pelas concessionárias de energia e telefonia. Os investimentos em novas tecnologias nos últimos anos já vêm contribuindo para o combate à sonegação. De janeiro a setembro o valor dos autos de lançamento emitidos contra devedores de ICMS somou R$ 1,2 bilhão, alta de quase 30% sobre igual período de 2014. (Valor Econômico)

Leite/UE 
A Comissão Europeia implantou nova modalidade de armazenamento de leite em pó desnatado que permitirá contratos com prazo maiores, (acima de 365 dias, diante dos atuais períodos de 90 a 210 dias) e com uma quantia diária mais elevada. Foram as medidas anunciados pelo Comissário da Agricultura, Phil Hogan, para aliviar a crise do setor pecuário. Este novo armazenamento será um adicionado ao já existente, que foi aberto em setembro de 2014 para o leite em pó desnatado e a manteiga, diante do embargo russo. Uma vez que os preços se deterioram, o armazenamento foi sendo prorrogado sucessivamente até 29 de fevereiro de 2016. Com os atuais contratos de 90 a 210 dias, a ajuda é de € 8,86 por tonelada armazenada em custos fixos, mais 0,16 €/tonelada por dia. No novo programa, para os 365 dias, continua mantendo o valor de 15,57 €/tonelada como custo fixo de armazenamento, mas houve aumento no valor diário para 0,36 €/tonelada por dia. Nesta nova modalidade, as quantidades armazenadas podem ser retiradas no prazo mínimo de 270 dias, e neste caso a ajuda seria reduzida em 10%. (Agrodigital - Tradução Livre: Terra Viva)
 

         

 
 


 

Porto Alegre, 16 de outubro de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.127

 

Setores reforçam posição de manter os 100% dos créditos presumidos
Em reunião do dia 15/10, coordenada pelo secretário da Agricultura Ernani Polo juntamente com os secretários Carlos Burigo e Tarcisio Minetto e o deputado relator da PL 214/2015 Elton Weber, os presidentes das cadeias produtivas do leite, frangos, bovino de corte e suínos reiteraram que os setores não tem espaço para nenhuma redução dos créditos presumidos, caso contrário a indústria gaúcha vai perder a competitividade com os outros estados e consequentemente reduzir os seus investimentos bem como os produtores rurais poderão desistir das suas atividades. O secretário geral do Governo Sartori, Carlos Búrigo, informou que o Executivo não trabalha com corte de 30% dos créditos presumidos de forma integral a todos os setores envolvidos no PL 214. A matéria está em tramitação na Assembleia Legislativa. Segundo ele, o projeto em questão visa apenas dar condições do governo Sartori  fazer alterações naqueles segmentos onde há espaço para ajustes fisicais. E garantiu que qualquer mudança levará em conta as dificuldades enfrentadas pelos diferentes segmentos. "Não temos nada certo sobre as mudanças para os setores. Sabemos das dificuldades e que esse setor não tem nenhum espaço a ser mexido. Vamos levar isso em conta. O governador reconhece que esse é um setor importante", pontuou, referindo-se ao agronegócio.  Ao lado dos colegas  Ernani Polo (Agricultura), e Tarcísio Minetto (Desenvolvimento Rural) e do deputado Elton Weber, Búrigo ainda reconheceu a importância do setor primário para a economia do RS e a relevância dos setores ali representados. Contudo, pontuou as dificuldades financeiras do Estado e o esforço que vem sendo feito para evitar colapso nos serviços e das contas públicas. "O Rio Grande do Sul tem que ser competitivo. Tem que ser, no mínimo, igual aos outros estados. Esse conceito temos que divulgar entre as pessoas que trabalham com as legislações.", salientou. 
Durante o encontro, o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, juntamente com o seu primeiro vice-presidente Guilherme Portella e o diretor da Italac Lenormand da Silva pontuou a incerteza que tal projeto traz ao empresariado que pretende investir no Rio Grande do Sul. "Se tenho um investimento a ser feito, isso me traz uma grande insegurança. Nossos setores precisam de uma definição. Caso contrário, não se mexem", alertou ao lado do secretário executivo do Sindilat, Darlan Palharini. Guerra ainda sugeriu aos líderes do Executivo a ampliação da fiscalização sobre as agroindústrias de "beira de estrada", o que permitará uma concorrência mais justa entre os diferentes agentes de mercado. Tal medida, salienta o executivo, ainda ampliaria o potencial de arrecadação tributária do Estado, uma vez que incluiria diversas empresas que, hoje, atuam na ilegalidade. Pelo setor produtivo, também se fizeram presentes dirigentes da Asgav, Sips, Sicadergs e Apil. (Assessoria Sindilat)
 
(Caroline Jardine)
 
 
Chuva sobre chuva

O tamanho exato dos estragos causados pelo tempo na produção gaúcha só será conhecido depois que a chuva der trégua. Neste momento, equipes da Emater têm dificuldade até de chegar nas localidades afetadas para fazer um levantamento dos prejuízos. O mau tempo também impediu que o sistema criado para a comunicação de perdas por parte dos escritórios regionais fosse acessado ontem. Entre as culturas afetadas estão trigo, arroz, frutas, folhosas e tabaco (leia ao lado).
- Os pedidos de Proagro devem aumentar bastante - avalia Lino Moura, diretor técnico da Emater, em relação às solicitações de seguro feitas à entidade para o trigo, que chegavam a 1.862 há duas semanas. Prejudicado pela geada de setembro, o trigo deverá ter colheita reduzida em volume e qualidade. Nas lavouras de arroz, o plantio está atrasado. Ainda há tempo para recuperação e a possibilidade de replantio - isso, claro, quando o tempo colaborar. O diretor técnico da Emater estima que a retomada do trabalho só possa ocorrer dentro de 10 dias. Na Ceasa de Porto Alegre, antes mesmo dos temporais do últimos dias, a oferta de alface havia sido reduzida à metade, ainda reflexo do mau tempo registrado há duas semanas, e o preço estava 115% mais caro.- O produtor havia tido problemas com as chuvas registradas entre 20 de setembro e 1º de outubro. Alguns chegaram a perder 100%. Agora, esperava-se a recuperação. Mas a maioria está com as lavouras debaixo d'água - explica Ailton dos Santos Machado, que é diretor técnico e operacional da Ceasa. Também produtor de folhosas em Águas Claras, em Viamão, ele teve quebra de 70% na propriedade. Assim como a Emater, Machado estima que ainda serão necessários dias - pelo menos de dois a três - para que se tenha avaliação precisa dos danos causados pelos temporais de agora. (Fonte: Zero Hora)

Horário de verão começa no próximo domingo em nove Estados e no DF

BRASÍLIA ¬ 15/10/2015 às 14h45 Horário de verão começa no próximo domingo em nove Estados e no DF Atualizada às 16h45 para corrigir a informação sobre o Tocantis. O Ministério de Minas e Energia, diferentemente do que havia afirmado mais cedo, esclareceu que o Estado não terá a mudança de horário. Abaixo a nota corrigida: O horário de verão 2015/2016 terá início à zero hora do próximo domingo, dia 18, quando a população de nove Estados e do Distrito Federal deverá adiantar relógios em uma hora. De acordo com o Ministério de Minas e Energia (MME), a mudança de horário vai durar até a meia¬noite do dia 21 de fevereiro de 2016, quando os ponteiros deverão ser atrasos em uma hora. O horário especial entrará em vigor nas regiões Sul, Sudeste e Centro¬Oeste: Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. No Brasil, o horário de verão tem como principal objetivo racionalizar a infraestrutura energética, com postergação de investimentos em novas fontes de produção, conforme informou nesta quinta¬feira o ministério. Em nota, o órgão federal destacou que o horário diferenciado, no período do ano de maior incidência de raios solares, é adotado há décadas em dezenas de países do mundo, muitos deles com o propósito de economizar energia em sistemas onde a geração termelétrica, mais cara, é predominante. "Embora seja importante a economia absoluta no consumo de energia, especialmente no atual período de estiagem que levou ao acionamento de usinas térmicas mais caras, o horário de verão se justifica principalmente pela mudança do horário de pico de consumo, que normalmente ocorre das 18h às 21h", informou o MME. O ministério ressaltou que, além de poupar investimentos no sistema elétrico, o horário de verão traz outros benefícios, tais como: o aumento da segurança operacional ao evitar a sobrecarga das redes de transmissão, a maior flexibilidade operativa em manutenções e a redução de cortes no fornecimento em situações de emergência. O governo estima que o horário de verão evita um custo de investimento de R$ 7 bilhões no sistema elétrico. Este recurso seria necessário para atender a uma demanda adicional de 2.610 megawatts (MW). Ainda segundo o MME, a adoção da medida nos últimos dez anos tem possibilitado uma redução média de 4,5% na demanda no horário de pico e uma economia total de 0,5%, o que equivale ao consumo mensal de energia da cidade de Brasília - com 2,8 milhões de habitantes. (Valor Econômico)

Supremo barra inclusão de 'emendas jabutis' em MPs

O Supremo Tribunal Federal (STF) declarou inconstitucional ontem a inclusão das chamadas "emendas jabutis" na votação de medidas provisórias (MPs) pelo Congresso, para conversão em lei. Os "jabutis" são emendas incluídas por parlamentares que não têm qualquer relação com o tema original da norma encaminhada pelo Executivo. A decisão do STF só vale daqui para a frente, ou seja, não anula emendas anteriores. Os ministros entenderam que, se o julgamento invalidasse artigos incluídos no passado, isso levaria à revogação de milhares de dispositivos legais, causando insegurança jurídica. O Supremo analisou ontem uma ação direta de inconstitucionalidade proposta pela Confederação Nacional das Profissões Liberais para contestar o artigo 76 da Lei 12.249/2010, que altera regras do exercício da profissão contábil. O artigo foi inserido pelo Congresso na conversão em lei da Medida Provisória 472/2009, encaminhada pelo Executivo para tratar de um assunto totalmente diverso: a instituição de um regime especial de incentivos para o desenvolvimento da indústria petrolífera nas regiões Norte, Nordeste e Centro¬Oeste. Por sete votos a três, os ministros negaram o pedido da confederação de anular o artigo, mantendo sua validade. Ficaram vencidos os ministros Rosa Weber, Marco Aurélio Mello e o presidente do Supremo, Ricardo Lewandowski, que concordavam com a demanda da ação de derrubar o dispositivo. "Introduziu¬se um artigo nesta MP que não tem nada a ver com a profissão de contabilista. Contrabandearam uma matéria absolutamente estranha", sustentou Lewandowski. "Inconstitucionalidade mais clara que esta não pode existir. Essa introdução de matéria absolutamente estranha e que não tem nenhuma urgência", acrescentou. Mas a maioria dos ministros entendeu que não seria possível anular todas as emendas incluídas como jabutis no passado. O ministro Edson Fachin sugeriu que, para garantir segurança jurídica, o STF deveria deixar claro que o entendimento só vale para o futuro. Ao proclamar o resultado do julgamento, os ministros explicaram que a ação foi julgada "improcedente", mas com "cientificação do Poder Legislativo que o Supremo Tribunal Federal afirmou", com efeitos daqui para a frente, "não ser compatível com a Constituição a apresentação de emendas sem relação de pertinência temática com medida provisória submetida à sua apreciação." Diversos ministros criticaram a inclusão, nos textos de MPs, de artigos sem qualquer relação com o tema original da norma. "É um costume parlamentar que claramente se formou contra a Constituição e se mostrando juridicamente inadmissível", disse o ministro Celso de Mello. "Pela primeira vez estamos considerando inconstitucional um costume parlamentar, o que é interessante", comentou Lewandowski. O presidente do STF classificou a inclusão de contrabandos como "verdadeiro abuso legislativo, que distorce a função da medida provisória", ou seja, tratar de temas urgentes. (Valor Econômico)

Fundesa amplia indenizações

O Fundesa vai indenizar os criadores por casos de tuberculose e brucelose em bovinos machos com mais de 24 meses. A proposta do Conselho Técnico Operacional de Pecuária Leiteira foi homologada ontem. Até agora, eram indenizados apenas os casos de fêmeas com diagnóstico positivo. (Fonte: Correio do Povo)
 
No radar
O deputado Gabriel Souza (PMDB) tenta mediar acordo para os dois projetos de lei do leite - um na Assembleia e outro em análise na Casa Civil. Na segunda, reúne-se com representantes do setor e, depois, da Secretaria da Agricultura.
 (Fonte: Zero Hora) 

         

 
 


 

Porto Alegre, 14 de outubro de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.126

 

Livro "Por que bebemos leite - Nutrição e História", de Almir Meireles, será lançado nesta semana

Vivemos uma era de extremos e radicalismos alimentares. Atualmente, as redes sociais e a internet propagam numa velocidade inédita teorias, receitas e dietas da moda que, sem qualquer fundamento, elegem produtos milagrosos, que passam a ser vistos como panaceia para todos os males. Para contrabalançar é preciso apontar vilões. Nos últimos anos, com a moda antilactose, o leite e seus derivados assumiram esse papel. 

É com conhecimento de causa que o especialista Almir Meireles, esquenta o debate no livro "Por que bebemos leite - Nutrição e História". Além de economista, o autor trabalhou como executivo de grandes empresas na área de laticínios no Brasil. Sua expertise o levou a escrever artigos em revistas e a publicar sete livros sobre o assunto. Mas ele é o primeiro a reconhecer que não tem sentido levantar bandeiras: "Eu não penso ou defendo que o leite seja um alimento perfeito e completo, como fui levado a crer durante muito tempo, capaz de suprir o organismo, infantil ou adulto, com tudo de que ele precisa em termos nutricionais, sem quaisquer restrições. Como todo o alimento, ele tem qualidades e limitações. Mas é uma alternativa importante numa dieta equilibrada".

Com esse ponto de partida, Almir Meireles viaja pela história do leite, cujo consumo iniciou-se há cerca de 7.500 anos. Fala dele na nutrição humana, levanta aspectos de conservação, cita as contribuições da pasteurização, aborda a questão das embalagens e da sustentabilidade na produção. A obra fala ainda de qualidade, do mercado e do desafio das empresas. Do ponto de vista industrial, explica características e diferenças do leite em pó, do esterilizado e do ultrapasteurizado, conhecido como longa vida.

Depois de acompanhar o que se publicou na última década sobre a intolerância à lactose, o autor aborda o tema sem constrangimento ou preconceito. E fala também de algo óbvio: dos benefícios do leite. Essa pluralidade, somada a informações precisas e relevantes, faz da obra uma referência no debate contemporâneo sobre o assunto. (Fonte: Milk Point)

 
 
Exportações do campo caíram 12% até setembro
Em queda desde janeiro nas comparações com os mesmos meses de 2014, a receita das exportações brasileiras do agronegócio não fugiu à regra em setembro, ainda pressionadas pela tendência de queda das cotações de grande parte das commodities agrícolas no mercado internacional. Mas o tamanho do tombo foi um pouco menor. De acordo com estatísticas da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/Mdic) compiladas pelo Ministério da Agricultura, os embarques do setor somaram US$ 7,24 bilhões, 12,7% menos que em setembro do ano passado. As importações registraram retração de 33,1%, para US$ 954 milhões, e como resultado o superávit mensal do campo diminuiu 8%, para US$ 6,28 bilhões. Segundo informou, em comunicado, a Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura, apesar da queda observada a participação dos produtos no setor na receita total das exportações brasileiras aumentou de 42,3%, em setembro de 2014, para 44,8% no mesmo mês deste ano". No caso do chamado "complexo soja" (inclui grão, farelo e óleo), que lidera o ranking das exportações de produtos do agronegócio brasileiro, as vendas externas registraram em setembro deste ano uma redução de 1,2% sobre o mesmo mês de 2014, para US$ 1,97 bilhão. E, depois de meses consecutivos em queda na comparação com iguais períodos do ano passado, o item mais vendido desse grupo, a soja em grão, registrou um crescimento de 6,2%, para US$ 1,4 bilhão. Essa alta foi mais uma vez sustentada pela aquecida demanda da China, maior país importador da matéria-prima do mundo (ver matéria abaixo). A receita das exportações de óleo e de soja também aumentaram em relação a setembro do ano passado ¬ 87%, para US$ 11 milhões, segundo o ministério. Em volume, as vendas externas de soja em grão aumentaram 38,8% em setembro frente o mesmo mês do ano passado, enquanto as de óleo de soja cresceram 137,6% ¬ já os embarques de farelo de soja recuaram 10,2%. A receita das exportações de carnes (inclui bovina, de frango e suína), por sua vez, caiu 15,7% em setembro, para US$ 1,27 bilhão, ao passo que a dos embarques de açúcar e etanol diminuiu 36,8%, para US$ 614,5 milhões, e as das vendas externas de café caiu 17,5%, para US$ 507 milhões. Dos grupos que lideram as exportações do agronegócio, apenas os produtos florestais tiveram resultado mensal positivo. Seus embarques renderam 4,8% mais e alcançaram US$ 878 milhões. Principal mercado para as exportações brasileiras do agronegócio brasileiro, por causa da soja, a China importou do setor US$ 1,9 bilhão em setembro, alta de 20,7% frente ao mesmo mês de 2014, e reverteu a tendência de baixa observada nos últimos meses. Com isso, sua participação na balança comercial brasileira subiu de 18,9%, em setembro de 2014, para 26,1% no mês passado. Com os resultados de setembro, as vendas externas do agronegócio nacional caíram 11,8% nos primeiros nove meses do ano em relação a igual intervalo de 2014, para US$ 67 bilhões. As importações custaram US$ 10,1 bilhões, em queda de 20,1%, e o saldo positivo da balança do setor caiu 10,1%, para US$ 56,8 bilhões Sempre na comparação entre os nove primeiros meses deste ano e de 2014, as exportações brasileiras de soja e derivados (farelo e óleo) recuaram 16,3%, para US$ 24,4 bilhões, as de carnes caíram 14,5%, para US$ 10,9 bilhões e as de açúcar e etanol diminuíram 21,1%, para US$ 5,9 bilhões. (Fonte: Valor Econômico)

A América Latina é a segunda potência mundial em produção de proteína animal

Para 2050, deverão ser produzidas mais de 200 milhões de toneladas de proteína animal para satisfazer a demanda da crescente população mundial.
A região produz mais de 144 milhões de toneladas de carne, ovos e leite por ano. 
Somente o Brasil produz mais de 62 milhões de toneladas de proteína animal por ano.
 
 
Garantir a segurança alimentar no mundo é hoje, mais do que nunca, de vital importância e, para conseguir isso, a proteína animal é fundamental. A alimentação é um direito humano e a América Latina pode contribuir para a nutrição adequada da população.
 
No âmbito do Dia Mundial da Alimentação, a produção da proteína animal ganha relevância na região, que ocupa o segundo lugar mundial na produção de carne, leite e ovos - com mais de 144 milhões de toneladas anuais -, somente abaixo da Ásia, segundo dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

Inclusive, dentro da América Latina, apenas seis países - Argentina, Brasil, Colômbia, Equador, Costa Rica e México - contribuem com 81,6% da produção desse tipo de proteínas, o que equivale a 118 milhões de toneladas. Diferentes associações e empresas dessas nações formam o Conselho Latino-americano de Proteína Animal (COLAPA), cujo objetivo é promover de modo proativo os benefícios da proteína animal, impulsionar sua produção e fomentar seu consumo.

"Contribuir para combater a fome e a desnutrição, cuidando dos recursos naturais com uma produção sustentável de proteína animal, é prioridade para os países nos quais o Conselho está presente, entre eles, o Brasil. A Assocon dá sua contribuição a esse processo multiplicando conhecimento e tecnologias aos pecuaristas, que estão na base da cadeia da oferta de alimentos, para que eles produzam mais e melhor", Alberto Pessina, Vice-Presidente da Associação Nacional dos Confinadores (ASSOCON), uma das entidades membro do COLAPA no Brasil.

Para o ano de 2050, a Organização das Nações Unidas (ONU) estima que a população mundial será de 9 bilhões de pessoas. Para alimentar este crescente número de indivíduos, a produção anual de carne deve aumentar em mais de 200 milhões de toneladas até alcançar os 470 milhões, de acordo com a FAO.  

Do total da produção de carne, ovos e leite na América Latina, o Brasil contribui com mais de 26 milhões de toneladas de carne - bovina, suína, de frango, entre outras -; mais de 34 milhões de toneladas de leite; e mais de 2 milhões de toneladas de ovos. Segundo números da FAO, o Brasil tem uma produção anual de mais de 62 milhões de toneladas de proteína animal.

"As proteínas animais devem ser consumidas diariamente, pois nos permitem produzir mais defesas, ganhar massa muscular, melhorar a circulação, calcificar e enriquecer nossos ossos. A deficiência proteica é considerada um estado de desnutrição. Seus sintomas podem tornar-se muito graves e afetar todo o organismo. Nesse sentido, a cadeia produtiva deve estar alinhada para potencializar a oferta de proteínas animais de qualidade, envolvendo todos os elos - do produtor à indústria", conclui Pessina.

Produzir mais proteína animal, de qualidade e sustentável, permitirá enfrentar com maior eficácia a insegurança alimentar e romper o ciclo da pobreza, ação que a FAO impulsiona este ano no âmbito do Dia Mundial da Alimentação. (Fonte: Agrolink com informações de assessoria)

 
Queda forte do comércio eleva temor com a China
As exportações e importações da China caíram em setembro com a continuidade da fraca demanda global, um sinal de que a segunda maior economia do mundo ainda está enfrentando dificuldades, quando o fim do ano se aproxima. As exportações recuaram menos do que alguns economistas previam. Ainda assim, eles disseram que os dados são mais um sinal de que os dados do crescimento da China no terceiro trimestre, que devem ser divulgados na próxima semana, provavelmente ficarão abaixo da meta de Pequim, de cerca de 7% para todo o ano. "As exportações em setembro foram um pouco melhor que o esperado", disse o economista Ma Xiaoping, do HSBC, para quem os dados de comércio no fim do ano tendem a melhorar devido às vendas de Natal. "Mas se você excluir fatores sazonais, não vejo muita melhora na demanda global." Segundo dados oficiais, as exportações chinesas em dólar caíram 3,7% em setembro ante o mesmo período do ano anterior, depois de recuar 5,5% em agosto. Já as importações em setembro caíram 20,4% em relação a um ano antes, comparado com uma queda de 13,8% em agosto, informou a agência alfandegária. O superávit comercial em setembro subiu para US$ 60,3 bilhões ante US$ 60,2 bilhões em agosto. O Fundo Monetário Internacional divulgou que espera que a economia mundial cresça 3,1% este ano, o ritmo mais lento desde a crise financeira global e abaixo da previsão de 3,3% que o FMI fez em julho. A incerteza econômica generalizada está alimentando a volatilidade nos mercados de dívida, ações e câmbio em todo o mundo. As exportações da China foram bem melhores que as dos vizinhos Taiwan e Coreia do Sul, que tiveram fortes quedas em setembro, o que indica que a China está se aguentando num mercado fraco, segundo economistas. "Isso mostra a competitividade das exportações chinesas", afirma Shen Jianguang, economista da Mizuho. Huang Songping, porta¬voz da Administração Geral da Alfândega, disse que as exportações chinesas devem voltar a subir no quarto trimestre, após caírem no segundo e terceiro trimestres do ano. Ela disse ainda que a queda das importações tende a diminuir no quarto trimestre do ano, citando medidas adotadas por Pequim nas últimas semanas ¬ incluindo procedimentos mais fáceis de importação e impostos reduzidos ¬ destinadas a impulsionar o comércio. As economias com sede de crescimento estão preocupadas com o cenário da China, depois que o colapso no mercado acionário e a inesperada desvalorização do câmbio sacudiram os mercados globais. Pequim já cortou os juros cinco vezes desde novembro do ano passado, reduziu repetidamente o compulsório bancário e elevou os gastos do governo, em sua tentativa de impulsionar o crescimento. Até agora, o efeito dessas medidas tem sido limitado. As exportações chinesas, que já foram o principal motor de crescimento do país, vêm enfrentando mais obstáculos com a alta dos salários e dos preços da terra, além da ascensão de concorrentes de baixo custo do Sudeste Asiático. Economistas disseram que as exportações em setembro provavelmente teriam sido mais fortes caso não tivesse ocorrido uma explosão no porto de Tianjin, no nordeste do país, em agosto, e o fechamento temporário de fábricas no mês passado, antes de um desfile militar em Pequim, com o objetivo de reduzir a poluição do ar. A China não deve atingir este ano a sua meta de crescimento anual de 6% no comércio exterior, em relação ao ano passado, já menor que a meta de 7,5% estabelecida em 2014 e de 8% em 2013, ambas também não cumpridas, segundo economistas. Os dados de exportação de ontem são os mais recentes em uma série de números econômicos fracos da China nas últimas semanas. O índice oficial de gerentes de compras do país caiu em setembro pelo segundo mês consecutivo, as reservas estrangeiras recuaram em mais de US$ 40 bilhões no mês passado e o setor imobiliário continua enfrentando dificuldades. (Colaboraram Olivia Geng e Grace Zhu.) (Fonte: Valor Econômico)
 
Oferta de Petróleo
A agencia internacional de energia prevê que o excesso de oferta de petróleo continuará em 2016, refletindo desaceleração do crescimento de demanda. (Fonte: Valor Econômico)