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Porto Alegre, 13 de agosto de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.084

 

   Indicadores de preços do leite e custos de produção do IFCN
 
Dados do IFCN - International Farm Comparison Network

O Índice IFCN do preço do leite no mês de julho ficou em US$ 23,2/100 kg, nível só verificando em 2009, e menos da metade do valor obtido em fevereiro de 2014, US$ 56,00/100kg, quando as commodities lácteas obtiveram cotações recordes.

O preço dos insumos para ração, por outro lado, fechou com aumento, US$ 24,40/100 kg. Embora tenha variado dentro da faixa de valor verificada nos últimos doze meses, mostra tendência de alta.

E por apresentaram movimentos opostos, a relação entre os Índices IFCN do preço do leite/custo da ração, no mês de julho, ficou abaixo de 1, indicando, que a produção do leite entrou no vermelho. Isso ocorreu entre janeiro de julho de 2009, e retornou por três meses entre julho e setembro de 2012.

Levando em consideração que as projeções para recuperação das cotações das commodities lácteas só deverá ocorrer no início do ano que vem, e que os preços do farelo de soja e do milho encontram-se em níveis, historicamente baixos, e que devem oscilar nessa faixa de preço até o final de 2015, é de se esperar, que os produtores de leite estarão trabalhando no vermelho nesse segundo semestre.

A consequência a médio prazo, dessa volatilidade extrema, onde a atividade deixa de ser remunerada, será a queda na produção. Não deverá ocorrer em todas as regiões, simultaneamente, mas ela já está desestabilizando o setor lácteo da Nova Zelândia, e outros países que produzem para exportação, como Uruguai e Argentina.


 
O Índice IFCN dos preços do leite, é uma combinação dos preços médios de uma cesta de commodities lácteas negociadas no mercado mundial.

O indicador de preços do IFCN sinaliza o nível de preços do mercado mundial do leite. Representa o quanto uma indústria poderia, teoricamente, remunerar seus produtores, se seus produtos forem vendidos no mercado nas cotações vigentes no período. Existe uma ampla faixa entre o indicador IFCN e indicadores de preços mundiais elaborados por analistas do setor lácteo, demonstrando o stress econômico da atividade, quando o principal produto é negociado no limite inferior do intervalo.

O indicador IFCN é elaborado da seguinte forma: 1 - Leite em pó desnatado & Manteiga (35%); 2 - Queijos e Soros de leite (45%); e 3 - Leite em pó integral (20%).

O Índice IFCN dos custos da alimentação representa o nível dos preços no mercado mundial de insumos para ração, farelo de soja e milho.

A relação entre o preço do leite e a cotação da ração, indica a lucratividade. De uma forma simplificada, mostra quantos quilos de ração o produtor pode comprar com a venda de um quilo de leite. Uma relação leite/ração maior que 1,5 é considerada favorável. Se o aumento da produção se dá via utilização de concentrados, e a razão continua subindo, o sistema é recomendável.

Por outro lado, se a razão for caindo em direção a 1, ou menos, o concentrado pode significar aumento do prejuízo. (Terraviva)
 
Indústria pede grupo para debater balança comercial do setor lácteo
 

(Foto: Carlos Silva/MAPA)

Reunidos com a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, por mais de uma hora na tarde desta quarta-feira (12/8), representantes do setor lácteo cobraram políticas públicas que ajudem o setor a estabilizar o déficit da balança comercial. Durante o encontro, agendado pelo deputado federal Alceu Moreira, o Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat) sugeriu a criação de um grupo de trabalho para debater as distorções de mercado que vêm reduzindo as exportações e elevando as importações de produtos lácteos. Durante o encontro, Kátia Abreu ainda anunciou a habilitação da planta da Dália Alimentos, de Arroio do Meio, para exportação para a Rússia.

"A ministra foi bastante receptiva aos pleitos e mostrou disposição em auxiliar o setor", pontuou o 1º vice-presidente do Sindilat, Guilherme Portella, ao sair do encontro, que contou com representantes nacional da cadeia produtiva. A intenção é que o governo federal possa adotar alguma ferramenta que equipare o preço dos produtos que ingressam no Brasil ao valor padrão auditados pelo Conseleite/RS. Um exemplo preocupante é o leite em pó. Enquanto o quilo do produto nacional apurado pelo Conselho é de R$ 11,10 o quilo, o similar importado chega ao mercado brasileiro por R$ 6,09, uma diferença de R$ 5,01 por quilo.

No entanto, a maior preocupação dos laticínios é fomentar as exportações. Para isso é preciso apoio do governo para que as empresas brasileiras tornem-se competitivas no mercado externo. Apenas no Rio Grande do Sul há mais de 105 mil famílias de produtores de leite (1,05 milhão no país).

Dados recentes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior mostram que o Brasil importou 51,65 milhões de quilos de leite em pó (integral e desnatado) nos primeiros sete meses de 2015, contra 27,47 milhões de quilos no mesmo período do ano anterior (aumento de 88,02%, representando 24,18 milhões de quilos).

Já as exportações de leite em pó do Brasil para o mercado externo foram bem menores e decrescentes. Nos primeiros sete meses de 2015, o país exportou 17,37 milhões de quilos, contra 23,33 milhões de quilos no mesmo período do ano anterior (queda de 25,55%, equivalendo a 5,96 milhões de quilos). (Assessoria de Imprensa Sindilat)

Produtores do Alto Jacuí discutem desafios do setor lácteo

Mais de 200 produtores, técnicos e autoridades da região do Alto Jacuí, no interior gaúcho, discutiram nesta quinta-feira (13/08) os desafios do setor lácteo no Rio Grande do Sul. No evento, que foi promovido pela Cooperativa Tritícola de Espumoso (Cotriel) e ocorreu no município de Campos Borges, o público acompanhou a apresentação do presidente do Sindicato da Indústria dos Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Alexandre Guerra, sobre as perspectivas do segmento neste segundo semestre do ano no Estado.  

Guerra também demonstrou preocupação com o projeto de Lei do governo do Estado (PL 214), que irá impactar diretamente as indústrias e produtores gaúchos. Isso porque, se aprovado, representará redução de 30% nos créditos presumidos de ICMS. Na prática, avalia Guerra, a medida compromete a competitividade das empresas gaúchas, além de ser um desestímulo à produção. Em função do regime de urgência, a proposta deverá ser votada até o dia 8 de setembro na Assembleia Legislativa.

Durante sua palestra, Guerra ressaltou a importância do papel do produtor diante do atual contexto do setor, em especial, no que se refere à qualidade do leite e à prática de medidas e procedimentos que garantam competitividade no panorama internacional.  (Assessoria de Imprensa Sindilat)

Desvalorização da moeda chinesa pode causar mais problemas ao mercado lácteo internacional

Nessa semana, o Banco Central chinês surpreendeu os mercados do mundo todo ao desvalorizar a moeda chinesa, o Yuan, em 3,5% frente ao dólar em apenas dois dias. A China pratica um regime de câmbio relativamente estável e tal movimento reflete uma perspectiva de mudança nos níveis de equilíbrio de preços de diversos produtos na economia mundial.

Enfraquecimento da Economia chinesa

O governo da China divulgou recentemente que as exportações de julho foram 8,3% menores que as do mesmo período em 2014. Além disso, vem tendo uma desaceleração nas suas taxas de crescimento do PIB: segundo dados do Banco Mundial, até 2014, a média anual de crescimento chinês foi de 9,8% ao ano, para 2015, as projeções giram em torno de 7%. Ainda é muito quando comparado ao resto da economia global, mas é uma retração expressiva nas taxas de crescimento. 

A atuação do BC chinês visa trazer maior competitividade à indústria local para aumentar as exportações. Com um Yuan desvalorizado, o custo dos produtos chineses fica mais barato. Por outro lado, os produtos importados ficam relativamente mais caros, o que deve afetar a demanda da China por diversas commodities. Apesar dessa mudança de 3,5% não ser tão expressiva, é preciso ver até onde vai tal movimento de desvalorização do Yuan e, também, como irão reagir os Bancos Centrais de diversos países.

Mercado lácteo também deve ser afetado

A partir da metade dos anos 2000, a China apresentou protagonismo no mercado de lácteos, tornando-se o maior importador de leite em pó do mundo. O gráfico abaixo apresenta o crescimento da importância chinesa no mercado internacional de leite em pó, com o país saltando de pouco mais de 15% das importações de leite em pó integral em 2007 para mais de 60% em 2014.

No entanto, a partir da metade de 2014, a demanda chinesa por lácteos vem desacelerando expressivamente, o que já gerou enormes quedas no mercado, com o leite em pó integral comercializado no leilão Global Dairy Trade caindo de mais de US$5.000/ton para US$1.580/ton no último leilão, realizado no início de agosto.

Gráfico 1 - Preços de leite em pó integral no Leilão GDT (US$/ton)

 

Com o movimento do BC Chinês, as importações podem continuar a retroceder, fazendo com que o movimento de queda nos preços internacionais de lácteos persista. (Equipe MilkPoint)

 
Leite: Menor demanda e aumento da oferta derruba os preços no mercado internacional
O mercado mundial de leite, vem enfrentando algumas questões que influenciam significativamente seus preços. Os destaques foram a diminuição das compras chinesas no fim do ano, devido aos altos estoques desse país, e a proibição da Rússia da entrada de produtos lácteos de países da União Europeia, EUA e Austrália.
Somado a isso teve-se um aumento da produção em tradicionais países produtores de leite, o que levaram a um excedente de produtos no mercado internacional e a um elevado volume disponível para exportação. Assim, segundo a FAO, os preços internacionais dos produtos lácteos devem permanecer em patamares historicamente baixos. Esse cenário também afeta o setor lácteo brasileiro e mato-grossense, com mais um agravante, que é a queda na demanda interna. Assim, um olhar mais atento para a produção dentro da porteira é essencial para os produtores conseguirem passar por este momento crítico da atividade. (Fonte: Imea)
 

 


 

Porto Alegre, 12 de agosto de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.083

 

  Sindilat marca presença no 1º Fórum Norte Gaúcho do Leite
 
Foi realizado nesta quarta-feira (12/8) o 1º Fórum Norte Gaúcho do Leite, no município de Sertão, no Alto Uruguai. O evento serviu para divulgar as boas práticas de produção, as novidades em pesquisa, gestão e mercado, dando ênfase a estratégias criativas e sustentáveis. Ao lado de mais de 400 produtores rurais, que lotaram o auditório do Centro Cultural 5 de Novembro, o Sindilat também marcou presença no evento.

O presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, foi um dos palestrantes e abordou a situação dos cenários nacional e internacional do comércio de leite, em especial do leite em pó. No encontro, ele também aproveitou para ressaltar a importância da profissionalização dos produtores, para que a indústria possa ter um produto de alta qualidade. "Para isso é preciso trabalharmos com a sanidade, os equipamentos (refrigeradores de expansão direta) e os sólidos (proteína e gordura). Associado a isso, ainda temos as boas práticas de produção", afirmou o presidente.

Como ampliar a produtividade, para tornar a produção mais competitiva e auxiliar na conquista de novos mercados, foi outro tópico discutido por Guerra. Nesta questão, ele manifestou preocupação diante das medidas capitaneadas pelo governo do Estado do RS (um projeto de lei e um decreto), que afetam seriamente a competitividade do setor. 

Na programação do evento, o público formado basicamente de produtores, técnicos e estudantes acompanhou, além das palestras técnicas, uma mostra de trabalhos científicos e ouviu experiências de sucesso no setor. Foram abordados temas como o manejo de silagem, a importância econômica da atividade leiteira e a influência do melhoramento genético, além da nutrição, conforto animal e reprodução na produção de leite.

O 1º Fórum Norte Gaúcho do Leite é promovido pela Prefeitura de Sertão, Sindicato Rural, Emater/RS-Ascar, Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Acisas, entre outras entidades. Além disso, conta com o patrocínio da Cooperativa Santa Clara, Tortuga, Queijaria Schneider, Metalúrgica Guiana, Resolpec, Sicredi Estação e Produtécnica. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 
 

 
Nova Zelândia quer intensificar parceria com o Brasil no agronegócio 

A secretária de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Tatiana Palermo, e o enviado especial do governo da Nova Zelândia para Assuntos de Comércio em Agricultura, Mike Petersen, tiveram uma reunião para discutir potenciais parcerias na área agrícola entre o Brasil e aquele país. Entre os setores de interesses das duas economias, estão os lácteos, a carne, o vinho, a horticultura e a lã.

A autoridade neozelandesa convidou a ministra da Agricultura, Kátia Abreu para visitar o país até o final deste ano, a fim de avançar na cooperação entre os dois países. 

Também presente na reunião, realizada nessa segunda-¬feira (10), a embaixadora da Nova Zelândia, Caroline Bilkey, fez um convite ao Ministério da Agricultura para acompanhá¬la em uma visita às fazendas brasileiras que aplicam técnicas neozelandesas na produção de lácteos. (MAPA)


Foto: Antônio Araújo/Mapa

Desafios da inspeção de produtos de origem animal é tema de oficina em Brasília

Os desafios da inspeção de produtos de origem animal. Este é um dos principais temas da oficina do grupo de trabalho que debate a reestruturação do Serviço de Inspeção Brasileiro de Produtos de Origem Animal (Sisbi/POA). 

O encontro, promovido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), reúne representantes dos municípios, estados e da União. A oficina começou nesta terça (11) e vai até quinta--feira (13), na sede do IICA, em Brasília. Os participantes da oficina apontaram como principais desafios do setor a necessidade de adequar a frequência da fiscalização em estabelecimentos sob regime de inspeção periódica, de redistribuir os servidores e de atualizar as técnicas de inspeção. Eles defendem ainda a fiscalização com base em processos, com estimativa de risco; o apoio laboratorial; o controle de resíduos químicos; e mecanismos de autofinanciamento para a geração de recursos decorrentes de fiscalização dos produtos. 

O papel da empresa e o papel da fiscalização também foi debatido. O coordenador ¬geral de Inspeção do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa/Mapa), Rafael Olivieri Filipputti, fez palestra sobre a história e o contexto atual do Serviço de Inspeção Federal (SIF). "A grande capacidade de retirar os produtos de origem animal que são impróprios ao consumo humano da cadeia produtiva é um dos principais pontos positivos do nosso sistema", destacou. Exemplo disso, acrescentou, ocorreu em 2014, quando mais de 47 mil carcaças bovinas com tuberculose caseosa ou cisticercose viva foram apreendidas pelo SIF. A garantia da saúde pública, tanto dos produtos consumidos no Brasil quanto dos exportados, também foi um dos temas abordados por Filipputti. 

"O foco é não criar duas classes de consumidor. Somos uma referência de fonte de informação para adequar as ações de implementação de políticas públicas de defesa sanitária animal e de rastreabilidade", ressaltou. O representante do IICA no Brasil, Manuel Otero, também participou da oficina. "Queremos ser cada vez mais parceiros de vocês", disse. A oficina prossegue nesta quarta (12) e quinta (13). 

Observatório do mercado de lácteos da UE: situação do mercado de lácteos

A captação de leite na União Europeia (UE) aumentou em 2,7% em maio de 2015, comparado com o mesmo mês do ano anterior. As entregas totais de leite nos primeiros cinco meses de 2015 foram 0,2% maiores do que no mesmo período de 2014. No mesmo período de 5 meses, houve 2,5% mais leite em pó desnatado, +1,7% leite concentrado, +0,5% manteiga e creme e +0,2% queijos. Por outro lado, a produção contraiu para leite em pó integral (-13,4%), leite fluido (-2,7%) e leite fermentado (-2,6%).

A média ponderada do preço do leite ao produtor na UE caiu em maio em 2,5%, para 30,5 centavos de euro (33,17 centavos de dólar) por quilo, que é 19% a menos do que em maio de 2014 e 7% a menos do que a média dos últimos cinco anos. De acordo com estimativas dos Estados Membros, o preço médio do leite em junho de 2015 caiu em 0,4%, para 30,4 centavos de euro (33,06 centavos de dólar) por quilo.

Os preços do leite no mercado spot se recuperaram um pouco nas últimas semanas. Na Itália, o preço do leite no mercado spot aumentou entre as semanas 25 e 31 em 10% - de 33,5 centavos de euro (36,43 centavos de dólar) por quilo para 36,8 centavos de euro (40,02 centavos de dólar) por quilo - e está agora 7% menor do que no ano passado. Na Holanda, o preço do leite no mercado spot flutuou entre as semanas 24 e 30, resultando em um aumento de 2,3% - de - de 22 centavos de euro (23,92 centavos de dólar) por quilo para 22,5 centavos de euro (24,47 centavos de dólar) por quilo - significando uma redução de 43% comparado com o nível do ano anterior.

Os preços médios dos produtos lácteos na UE declinaram de maneira geral em junho, com a única exceção sendo o queijo emmental, que permaneceu estável. O soro de leite em pó registrou a maior queda (-14%), seguido por manteiga e leite em pó integral (-5%), leite em pó desnatado (-4%), queijo edam (-3%), cheddar e gouda (-2%).

No mercado mundial, os preços expressos em dólar dos Estados Unidos geralmente caíram nos últimos 15 dias de julho, exceto os preços de manteiga e cheddar, que ainda se beneficiam de uma forte demanda doméstica. As quedas nos preços foram particularmente fortes para o leite em pó. As quedas de preços na UE variaram de -2% para cheddar a -6% para leite em pó integral. Na Oceania, a queda mais forte ocorreu para o leite em pó integral (-12%) e leite em pó desnatado (-11%). A Oceania é a região mais competitiva para manteiga, leite em pó integral e cheddar e os Estados Unidos para leite em pó desnatado (apesar de essas três regiões serem muito próximas umas das outras para esse produto).

As exportações da UE nos primeiros cinco meses de 2015 melhoraram para leite em pó desnatado, manteiga/óleo de manteiga, leite condensado e soro de leite em pó. Dados negativos foram observados para leite em pó integral e queijo.

A UE aumentou as exportações de queijos para todos os destinos menos a Rússia. Até maio de 2015, os Estados Unidos foram de longe o maior mercado de exportações de queijos da UE, com 22% de aumento comparado com o ano anterior, seguidos por Japão (+58%). Suíça, Coreia do Sul e Arábia Saudita acompanharam esses dois países no ranking dos principais destinos para as exportações de queijos da UE. Arábia Saudita, Egito e Estados Unidos ainda foram os principais destinos para manteiga da UE no período de janeiro a maio, mostrando um aumento notável nos três casos comparado com o ano anterior. Argélia liderou o ranking das exportações de leite em pó desnatado da UE, apesar de, comparado com 2014, os volumes terem caído em 29%. O Egito foi o segundo maior mercado para leite em pó desnatado da UE nos primeiros cinco meses do ano (com um aumento de 69% com relação ao ano anterior). Com relação ao leite em pó integral da UE, os destinos de exportação continuaram muito similares aos do ano anterior, com Omã na primeira posição (+29% em maio), seguido por Argélia e Nigéria.

A Nova Zelândia aumentou suas exportações nos primeiros cinco meses de 2015 em 28% para leite em pó desnatado e 22% para queijos, enquanto os volumes de manteiga e leite em pó integral caíram em 11% e 7%, respectivamente. A alta demanda doméstica e os preços mantiveram baixas as exportações dos Estados Unidos de lácteos em 2015. Queijos e leite em pó desnatado - principais commodities exportadas nos Estados Unidos - caíram em 10% e 1%, respectivamente. Manteiga e leite em pó integral caíram em uma maior porcentagem (-73% e -25%), mas os volumes foram muito menores.

No lado da demanda, a China ainda é o principal importador mundial de lácteos (em equivalente em leite), apesar da redução observada para a maioria dos produtos nesse ano (janeiro-maio), que variou entre -54% para leite em pó integral até -4% para soro de leite. Estados Unidos, México e Egito mostraram fortes aumentos nas importações de manteiga (+228%, +99% e +60%, respectivamente). Japão, Estados Unidos, Coreia do Sul e México lideraram o ranking de importadores de queijos em 2015, com maiores volumes comparado com o ano anterior, enquanto a Rússia reduziu suas importações em 62%.

A produção de leite da Nova Zelândia aumentou em 11% em maio de 2015, comparado com o mesmo mês de 2014. Na estação completa de 2014-15 (junho de 2014 a maio de 2015), a produção de leite foi 2,8% maior do que os níveis de 2013-14. Os preços do leite caíram em maio de 2015 em 5,9%, significando uma redução de 42% em um ano.

A produção de leite na Austrália em maio de 2015 aumentou em 1,2% comparado com maio de 2014. Nos primeiros 11 meses de 2014-15 (julho de 2014 a junho de 2015), a produção de leite aumentou em 2,8%.

A produção de leite nos Estados Unidos aumentou em 0,7% em junho de 2015, significando um aumento acumulado de 1,6% no ano. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) aumentou levemente sua projeção de oferta de leite em 2015, mas continua próximo de +1,35%. (Os dados são do Milk Market Observatory, traduzidos pela Equipe MilkPoint)

Diretor da Fonterra sugere mudanças drásticas no gDT

O Diretor Executivo da Fonterra, Theo Spierings, sugere que mudanças drásticas podem ser necessárias no globalDairyTrade (gDT) para dar suporte aos preços, que caíram abaixo de níveis sustentáveis.

Spierings comentou logo depois de outro colapso nos preços do gDT na última semana, quando bateram novos recordes de baixa na plataforma, convocando produtores e os políticos opositores para que o comércio no gDT seja suspenso temporariamente, ou então que a Fonterra retire a oferta de seus produtos.

Theo Spierings disse em entrevista a Lisa Owen que os preços baixos no globalDairyTrade ficaram "abaixo de um equilíbrio" e "decididamente não são sustentáveis".

Ele chegou a sugerir que a Fonterra deva considerar mudanças significativas no globalDairyTrade, lembrando que os valores eram inferiores aos preços de intervenção estabelecidos na Europa.

"Precisamos enxergar o momento dramático do globalDairyTrade, porque na Europa os governos estabeleceram um mínimo, que nós não temos isso. Assim precisamos encontrar solução quando a situação chega a esse ponto", disse.

Alguns agricultores, incluindo o Presidente da Federação dos Agricultores de Wiakato, Chris Lewis, pediram a Fonterra para suspender temporariamente do gDT, ou pelo menos suspender a participação da Fonterra, nele.

"É uma loucura, desprovido de qualquer sentido, manter o gDT operando nesse momento". Lewis lembrou que já existe um precedente, pois suspendemos o mercado da China, recentemente.

"Quem deveria ou poderia vender para sempre a matéria-prima de seus fornecedores ao preço menor que o custo de produção? A Fonterra em sua plataforma gDT está dizendo ao mundo que vende o leite de seus associados pela metade do custo de produção", disse.

O principal líder da Nova Zelândia, Winston Peters, também pediu a suspensão do globalDairyTrade e que o Governo abra linha de crédito para os agricultores. (interest.co.nz/Tradução Livre: Terra Viva)

 

Caravana busca alternativas
Comitiva gaúcha do setor leiteiro reúne-se hoje com a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, em Brasília. No encontro, serão discutidas alternativas para proteger o setor leiteiro nacional, que enfrenta dificuldades de inserção no mercado externo e forte concorrência devido ao aumento da importação. Segundo dados da Secex, as exportações de leite em pó caíram 25,5% nos 7 primeiros meses de 2015 na comparação com 2014 e as importações do produto aumentaram 87,5%. "Precisamos de um esforço maior do governo federal para contribuir no reequilíbrio do setor lácteo", diz Alexandre Guerra, presidente do Sindilat. A entidade integra a comitiva. (Correio do Povo)
 
 

 

    


 

Porto Alegre, 11 de agosto de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.082

 

  FEPALE pede apoio aos governos da América Latina diante da situação de mercado

 
"Dada a situação crítica do setor lácteo na América Latina e no mundo, o Conselho Executivo da Federação Panamericana do Leite, reunidos em Montevidéu, Uruguai, na última sexta-feira (07/08), representando a FEPALE, se sente na obrigação de alertar os governos americanos sobre o enorme prejuízo e os danos irreparáveis que esta situação, sem precedentes na história do setor lácteo, está causando.
A queda, nunca antes vista, dos preços do leite internacionais, a contração da demanda por produtos lácteos nos mercados internacionais estratégicos e os baixos preços que os agricultores recebem hoje, prevê-se uma crise iminente no setor.
O setor de lácteos na América Latina não é apenas um fator-chave na geração de valor econômico para todos os países, mas também, e mais importante, é um pilar essencial das nossas sociedades, onde o produtor, a sua família e os trabalhadores, situados no campo, continuam a ser o núcleo, a própria essência da segurança alimentar, a nossa cultura e os nossos valores.
Tudo isto está em risco.
A cadeia de lácteos como um todo precisa de um apoio excepcional e urgente durante este ciclo negativo - para enfrentar tal cenário imprevisível.
Pedimos a nossos governos que implementem, urgentemente, medidas que reduzam a carga dos custos de produção em toda a cadeia, complementados com ações que também contribuam para melhorar o faturamento do setor.
É necessário o apoio do Estado para garantir a sustentabilidade e manter em vigor uma atividade distinta e fundamental na vida da América. 
Ainda há tempo." (O texto é da FEPALE, traduzido pela Equipe MilkPoint)
 

 
SP se antecipa e estabelece logística reversa obrigatória 
Empresas instaladas no Estado de São Paulo que produzem artigos com impacto ambiental e à saúde pública serão obrigadas a implementar e operacionalizar sistemas de logística reversa. Ainda sem regulamentação, a determinação entrou em vigor no fim de junho e tem o objetivo de estabelecer a responsabilidade pós¬ consumo das companhias na medida em que exige coleta, destinação final ou tratamento adequado para resíduos e embalagens que representam riscos ambientais. 
A medida atinge 13 setores que representam 10 mil empresas aproximadamente, segundo estimativa da Secretaria Estadual do Meio Ambiente. Encarregada de fiscalizar o cumprimento das metas de logística reversa, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) publicará diretrizes e prazos para adaptação neste segundo semestre. O atendimento das regras permitirá a renovação de licenças de operação, inclusive, de empresas que pretendem participar de licitações do governo para compra de produtos que constam da resolução, como lâmpadas e equipamentos eletroeletrônicos.
A lista de produtos ainda inclui óleo lubrificante usado, óleo comestível, filtro de óleo lubrificante automotivo, pilhas e baterias, incluindo as automotivas, pneus inservíveis e medicamentos domiciliares vencidos ou em desuso, além de embalagens de agrotóxicos, alimentos, bebidas, produtos de higiene pessoal, perfumaria, cosméticos, artigos de limpeza e outros que compõem a fração seca dos resíduos sólidos urbanos. "O fabricante pensava antes em fazer o produto e entregar ao consumidor e pronto. Agora, terá que pensar na destinação ambientalmente adequada", afirmou a secretária estadual de Meio Ambiente, Patrícia Iglecias. A iniciativa do governo estadual procura se adequar ao Plano Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), sancionado em agosto de 2010, mas que ainda não foi regulamentado. Com o objetivo de reduzir os resíduos, a lei determina a extinção dos lixões e a implementação de reciclagem, reuso, compostagem, tratamento e coleta seletiva nos municípios. Também prevê a implantação de aterros sanitários que receberão apenas dejetos que, em última instância, não serão reaproveitados. 
O plano deveria ter entrado em vigor em agosto do ano passado. Tem esbarrado, contudo, na falta de regulamentação federal e nas dificuldades de adaptação dos municípios, segundo a secretária. Diante deste cenário, o Senado aprovou no início de julho projeto que prorroga, de forma escalonada, o prazo para cumprir as metas do PNRS. Capitais e municípios de regiões metropolitanas terão até 31 de julho de 2018 para acabar com os lixões, enquanto cidades de fronteira e com mais de 100 mil habitantes terão até 31 de julho de 2019. Já municípios com 50 mil a 100 habitantes devem cumprir as regras até 31 de julho de 2020 e os com menos de 50 mil pessoas terão até 31 de julho 2021. 
São Paulo, de acordo com Patrícia, é o primeiro Estado a cumprir a meta, uma vez que já eliminou os lixões, embora ainda existam aterros sanitários mal operados, classificados como "inadequados". A secretaria disse que a resolução, embora acarrete aumento de custos em um primeiro momento, pode representar uma oportunidade às empresas interessadas em gerar um novo negócio dentro da cadeia produtiva, mesmo em um cenário de crise econômica e retração dos investimentos. "O fabricante pode unir esse esforço na produção para criar um novo negócio que leve em conta o reaproveitamento do resíduo sólido. Ajuda a agregar valor", explica Patrícia. 
A secretária acredita que alguns setores não terão dificuldade de adaptação já que firmaram em 2011 um termo de compromisso para implantar os sistemas de logística reversa. É o caso de embalagens de agrotóxicos, pneus e óleos lubrificantes, que já adotavam a prática. A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) considera a resolução positiva, mesmo com algumas inseguranças jurídicas que devem afetar alguns setores menos desenvolvidos na operação de sistemas de logística reversa, como eletroeletrônicos. A entidade defende um maior envolvimento dos governos na promoção de políticas públicas. Gerente de meio ambiente da entidade, Anícia Pio, observa que o custo para reprocessar resíduos a fim de torná¬-los matéria¬-prima costuma ser, em alguns casos, maior do que quando se utiliza a matéria¬-prima virgem. Cobrados em cascata, os impostos (IPI e ICMS) aplicados a esses materiais também oneram o produto reciclado. A falta de incentivos, acrescentou Anícia, desestimula o desenvolvimento da cadeia. "O ônus não pode ficar apenas para o setor produtivo. O sistema só vai funcionar quando todos os elos na cadeia estiverem cientes e cumprindo devidamente seu papel. E isso inclui governos e usuários", afirmou. (Valor Econômico)
Produção de leite dos EUA aumentou em 0,7% em junho

A produção de leite nos Estados Unidos em junho aumentou em 0,7%, para 7,2 milhões de litros, com relação ao ano anterior, embora tenha havido queda com relação à produção de maio, mostraram dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
A produção de leite em junho caiu em 351 milhões de litros com relação a maio de 2015, e essa queda é a segunda maior queda na produção em 2015. A produção em maio foi de 7,5 milhões de litros e aumentou em 1,5% com relação ao mesmo mês de 2014.
O leite produzido por vaca nos 23 estados de maior produção ficou em média em 832 litros em junho, ou seja, sem mudanças com relação ao recorde de junho de 2014. O número de vacas leiteiras nas fazendas desses 23 estados foi de 8,63 milhões de cabeças, 56.000 cabeças a mais que em junho de 2014. Esse número foi 2.000 cabeças a menos que em maio de 2015.
A produção de leite nos Estados Unidos no período de abril a junho de 2015 totalizou 24,7 milhões de litros, que o USDA disse que foi 1,4% maior que no mesmo período de 2014.
O número médio de vacas leiteiras nos Estados Unidos durante o trimestre foi de 9,32 milhões de cabeças, 14.000 cabeças a mais que de janeiro a março e 66.000 cabeças a mais do que no mesmo período do ano anterior.
O USDA em maio previu que o crescimento na produção de leite nos Estados Unidos deverá ser menor do que o esperado nesse ano, mas deverá retornar a um forte crescimento em 2016. O departamento disse que a produção de leite para 2016 deverá ser 2,4% maior à medida que a melhor disponibilidade de forragem e os custos moderados dos alimentos animais deverão apoiar ganhos no leite por vaca.
O USDA também previu que os números de vacas leiteiras também serão levemente maiores em 2016. Esse crescimento levará a produção anual para 94,1 bilhões de litros. (A reportagem é do Agriland, traduzida pela Equipe MilkPoint)

 
 
SEBRAE: Centros de recria - Melhoria e aumento da produção de leite
Com o intuito de aumentar a produção de leite de forma mais rápida, sem comprometer o tamanho das áreas das unidades de produção, muitos empreendedores têm investido na terceirização da recria, ou mais especificadamente, nos conhecidos centros de recria. Neles, os animais recebem um acompanhamento desde a fase de bezerro até o estágio de vaca lactante, com técnicas aprimoradas de manejo, alimentação, saúde animal e melhoramento genético, com objetivo de promover o aumento da produtividade.
O Sistema de Inteligência Setorial do SEBRAE elaborou um Boletim de Tendências apresentando as principais características desses centros de recria, os serviços oferecidos e quais as vantagens para o empresário que está inserido na atividade.
Logo no início o boletim diferencia cria, recria e lactação:
Cria: fase logo após o nascimento até a época da desmama do bezerro.
Lactação: período depois do parto, quando a vaca produz leite. Normalmente, a duração desse período varia entre 12 e 13 meses.
Recria: fase que vai do desmame até o primeiro parto, quando a vaca entra em processo de lactação. É neste período que as vacas são levadas para centros de recria e recebem o tratamento adequado para aumentarem seu rendimento produtivo.
O processo dos sistemas de recria é bastante conhecido nos Estados Unidos. A prática que utiliza sistema de recrias vem ganhando adeptos no Brasil, no entanto, ainda está em fase de implantação e avaliação em propriedades de leite.
Geralmente o processo funciona da seguinte forma: começa com o produtor; são estabelecidas parcerias para dar início a atividade; ou são comercializados os animais, estando desmamados ou não, para recriadores especializados. Os animais serão recriados, conforme as normas técnicas, com o intuito de possibilitar máxima resposta produtiva. No fim do tempo de recria, os animais são vendidos, ou retornam para as propriedades de origem. É possível observar que o sistema produtivo se torna mais técnico quando acompanhado por um especialista, e os animais produzem mais em uma vida produtiva maior, segundo o SIS.
Vantagens dos centros de recria
Os centros de recria são responsáveis pelo desenvolvimento (no pasto) das futuras produtoras de leite. Mas, antes de escolher se vai ou não adotar esta nova prática, o empreendedor precisa conhecer as vantagens e características do sistema.
•    Otimiza espaço para as vacas leiteiras que estão em lactação na propriedade, uma vez que as improdutivas são levadas para os centros de recria;
•    Descentraliza a mão de obra, ou seja, permite que o trabalho, antes focado em todo rebanho, seja minimizado e concentrado apenas nos animais em fase de lactação;
•    Os animais voltam mais produtivos por terem recebido tratamento e acompanhamento adequados;
•    Os animais são aprimorados zootecnicamente, podendo ser melhorados geneticamente;
•    O investimento não é superior, se compararmos à terceirização da recria, com a criação do rebanho na propriedade;
•    Movimenta a cadeia produtiva do setor, uma vez que os produtores podem investir na criação desses centros.
Avaliação do rebanho
O rebanho passa por uma avaliação antes de ser enviado aos centros de recria. Nela, são conferidos alguns critérios. Entre eles, as vacinas aplicadas, os atestados de brucelose e tuberculose, além do peso e da raça dos animais.
É possível conferir o relatório completo no site do SIS, no qual ainda há a exemplificação e orientações sobre o Centro de Recria de Terneiras Leiteras, de Bagé, no Rio Grande do Sul. (Milkpoint)
 
Diretoria do Sindilat prestigia homenagem da Asgav
 A diretoria do Sindilat prestigiou no início da tarde desta terça-feira a homenagem aos 50 anos da fundação da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav). A celebração foi tema do Grande Expediente na Assembleia Legislativa do Estado. Durante a homenagem, os deputados estaduais se intercalaram em elogios ao trabalho realizado pela Associação no fortalecimento da indústria e do setor na economia gaúcha. (Assessoria de Imprensa Sindilat)
 
 
 
 

 

    

 


 

Porto Alegre, 10 de agosto de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.081

 

  Delegação do Sindilat terá reunião com ministra Kátia Abreu na próxima semana

Dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que as exportações de leite brasileiras tiveram uma queda de 25,37% na comparação entre o período de janeiro a julho de 2015 (US$ 150 milhões) e janeiro a julho de 2014 (US$ 201 milhões). A redução deve-se à baixa dos preços do leite no mercado internacional e à menor competitividade das empresas brasileiras, que enfrentam alta carga tributária e custos expressivos para produção. No mesmo período, as importações se mantiveram praticamente estáveis, com redução de apenas 1,98%, passando de US$ 252 milhões para US$ 247 milhões.  "Esse cenário demonstra uma preocupação grande porque significa que não estamos conseguindo tirar produto do mercado interno, o que cria uma forte pressão sobre o preço. Sem solução, não haverá outra forma senão repassar essa perda ao produtor", indica o presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Alexandre Guerra. 
O dirigente acrescenta o alto impacto da importação de leite em pó no mercado nacional em 2015, fato que vem encolhendo o lucro das indústrias locais. Desta forma, destaca Guerra, "não há espaço para o governo do estado do Rio Grande do Sul realizar qualquer tipo de ampliação na carga tributária do setor, sob pena de reduzir ainda mais a margem de lucro da indústria a níveis insustentáveis e abalar a rentabilidade ao produtor". 
Para debater alternativas para o setor, o 1º vice-presidente do Sindilat, Guilherme Portella, estará no dia 12 de agosto (quarta-feira) em Brasília para reunião com a ministra Kátia Abreu. (Assessoria de Imprensa Sindilat)
 
 
Índice de preços de alimentos da FAO volta a recuar

O índice de preços globais de alimentos da FAO caiu em julho ao menor patamar em quase seis anos. Segundo informações divulgadas ontem pelo braço das Nações Unidas para agricultura e alimentação, a queda em relação a junho foi de 1,1%, para 164,6 pontos. O indicador não sobe desde o primeiro semestre do ano passado. A queda do mês passado foi puxada por lácteos e óleos vegetais. Os demais grupos de produtos pesquisados (carnes, cereais e açúcar) registraram altas. (Valor Econômico)

 
Governo negocia compras públicas e apressa seis acordos comerciais

Pressionado pela queda nas exportações, o governo inicia a partir de sexta¬ feira (7) uma rodada de consultas públicas sobre acordos comerciais com Líbano, Tunísia, Canadá, Cuba, México e o EFTA -- bloco europeu formado por Islândia, Noruega, Suíça e Liechtenstein. 
A intenção é acelerar as tratativas com outros países enquanto as conversas sobre a criação de uma área de livre comércio com a União Europeia não avançam. 
Juntos, os seis mercados compraram US$ 10,5 bilhões em produtos brasileiros no ano passado. 
No caso de Cuba e México, já há acordos tarifários, mas a ideia é ampliá-los. 

É a partir das consultas que o governo definirá sua linha de negociação. Os empresários terão 45 dias para informar quais tarifas gostariam de ver reduzidas em cada país e quais alíquotas preferem que sejam mantidas no Brasil para que as vendas internas não sejam prejudicadas. 
"Trata¬-se de um movimento complexo e organizado. É uma decisão de governo tirar as medidas do papel", diz Daniel Godinho, secretário do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior). 
A crise econômica vem forçando o governo Dilma Rousseff a tentar transformar sua política comercial, que vinha a passos lentos nos últimos anos. As exportações estão em queda pelo quarto ano consecutivo. 
Mesmo com a desvalorização do real, que tende a tornar os produtos brasileiros mais competitivos, os embarques da indústria caíram quase 10% até julho ante o mesmo período do ano passado. 
"Nos rendemos à realidade de que o crescimento não virá do mercado interno no curto e médio prazo", disse à Folha um técnico do governo envolvido nas negociações. Segundo ele, há ainda uma mudança grande no cenário internacional, com acordos bilaterais se aprofundado e sinalizações de que a rodada Doha da OMC [Organização Mundial do Comércio] terá resultados "muito mais modestos do que se imaginava". 
O último acordo de livre comércio que entrou em vigor no Brasil foi com Israel, em 2010. Há três negociados que não tiveram aprovação final do Congresso.
Caso nenhum comece a valer até o próximo mês, será o maior período sem que o país tenha um novo acordo desde que entrou para o Mercosul, em 1992. 
 
PORTAS ABERTAS 
- Por que o Brasil quer abrir seu mercado? 
É uma maneira de ampliar as exportações, que caem há quatro anos. No ano passado, o país perdeu espaço em 4 de seus principais mercados (UE, China, Argentina e Japão). Este ano, há queda nos preços das commodities, mas as vendas de manufaturados caíram quase 10%. 
- A alta do dólar não ajuda a exportação? 
A desvalorização do real tende a beneficiar as exportações de bens industrializados, que ficam, assim, mais baratos em dólares. O efeito, contudo, não é imediato.
- A indústria não irá reclamar? 
Os acordos costumam prever um cronograma de redução das tarifas de importação para que a indústria local possa se adaptar aos novos competidores. 
 
ABERTURA
Ao mesmo tempo que busca avançar nos acertos tarifários, o Mdic movimenta-¬se para fechar pela primeira vez acordos de compras governamentais com outros países. Estão em curso atualmente negociações com Peru, Colômbia e México. 
Esses acordos sempre foram tabu para o governo brasileiro, que os vê como uma restrição à capacidade do Estado de fazer política industrial e conceder preferências para empresas brasileiras em licitações de obras e compras públicas. 
Segundo Godinho, o principal objetivo do governo neste momento é se aproximar das economias mais dinâmicas da região e, por isso, estão sendo negociados acordo amplos, com temas que antes não entravam na pauta. 
É o caso também dos acordos de investimento. Este ano foram acertados com Moçambique, Angola, México e Malaui e o governo negocia com outros nove países. 
Esse tipo de acordo tem como objetivo dar maior segurança aos empresários, pois estabelecem regras de proteção aos projetos.
A vantagem dos acordos de compras governamentais, serviços e investimentos é que eles podem ser bilaterais, assinados diretamente entre Brasil e os outros países.
Os acordos de tarifa precisam da aprovação de todos os países do Mercosul, o que vem se mostrando uma tarefa árdua, como se viu na negociação entre o bloco e a União Europeia.
Um acordo de compras governamentais chegou a ser negociado no Mercosul, mas por objeção de alguns países não entrou em vigor. 
"O fato de o governo estar disposto a negociar esses temas (serviços, compras governamentais, investimentos) com outros países é um divisor de águas. Nunca houve essa disposição", diz Diego Bonomo, gerente¬ executivo de Comércio Exterior da Confederação Nacional da Indústria (CNI). 
ENTENDA TIPOS DE ACORDO COMERCIAL 
Preferências tarifárias 
> Preveem redução na tarifa de importação no Brasil e no país com qual se firmou o acordo 
> Brasil tem de negociar acordos desse tipo por meio do Mercosul 
> Há acordos desse tipo em vigência com dez países
Investimento 
> Define regras de proteção ao investimento de empresas brasileiras em território estrangeiro e vice¬versa
> Desde a década de 90, foram assinados 14 acordos, mas nenhum aprovado pelo Congresso
> O governo tenta agora um novo modelo, que já foi negociado esse ano com Moçambique, Angola, México e Malaui 
Compras governamentais 
> Permitem que empresas do país signatário participem de licitações públicas no Brasil e empresas brasileiras disputem esse tipo de concorrência no exterior 
> Atualmente o Brasil não tem nenhum acordo neste modelo (Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior/Folha de São Paulo)

SFA quer fortalecer a fiscalização no Rio Grande do Sul
 
Roberto Schroeder
Créditos: Marco Quintana/JC

Foi em um momento conturbado que o médico veterinário e fiscal federal agropecuário Roberto Schroeder assumiu o cargo de interventor na Superintendência Federal da Agricultura do Rio Grande do Sul (SFA-RS), em maio deste ano, após o afastamento do superintendente que estava no cargo até então, Francisco Signor, suspeito de comandar um esquema de corrupção dentro do órgão. Nomeado superintendente na semana passada, Schroeder revelou nesta entrevista concedida ao Jornal do Comércio que inicialmente vivenciou o clima apreensivo, já superado.
O principal problema atualmente enfrentado é a falta de pessoal. Nesta semana, uma comissão criada pelo novo superintendente irá começar a fazer um levantamento criterioso para identificar qual é a lotação mínima ideal para o atendimento pleno de todas das atividades previstas para a inspeção federal. Atualmente, a superintendência possui 209 fiscais. "Hoje, a gente vive essa situação de cobertor curto, driblando a falta de pessoal", argumenta.
Schroeder é mestre em Ciências Veterinárias (Ufrgs) e em Desenvolvimento Rural Internacional pela The Royal Agricultural College. Em mais de uma década atuando no Ministério da Agricultura, já trabalhou em diversos departamentos, entre eles no Serviço de Fiscalização de Insumos Agropecuários e na Divisão de Política, Produção e Desenvolvimento Agropecuário. Assumir o comando da pasta no Estado é representativo para os colegas de profissão, que pleiteiam a presença de um servidor de carreira no cargo.
Jornal do Comércio - Como foi o período de intervenção, de maio até aqui?
Roberto Schroeder - O clima era muito ruim nos primeiros momentos, por tudo que havia acontecido e pela forma como aconteceu a saída do superintendente anterior. Teve um colega, servidor, afastado também. Fomos solicitados pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal a respeito de informações que foram prontamente enviadas. Inicialmente, houve o espanto e a perplexidade com a situação. Passado um pouco aquele susto, o que nos preocupou foi manter a superintendência funcionando. Em termos financeiros temos tido, agora, pontualmente algumas restrições - estamos esperando a liberação de recursos para que se possa seguir executando normalmente as atividades de fiscalização e controle que a gente vem executando e executamos nesse período sem maiores problemas. Temos pessoal semanalmente envolvido na tarefa de pensar estratégias para que não fique nenhum ponto descoberto. 
JC - Mas essa deficiência de pessoal já vem de mais tempo...
Schroeder - Nós temos um agravante agora: a superintendência tem muitos acordos de cooperação técnica com os municípios. Os municípios fornecem um veterinário, um agente de inspeção, para trabalhar em um estabelecimento de inspeção federal, que executa às vezes de um funcionário da Agricultura. Temos uma série de acordos de cooperação, mas existe uma ação do Ministério Público Federal questionando a ministra sobre a continuidade desses acordos. Nós fizemos uma consulta à Consultoria Jurídica da União (CJU) no Estado, especificamente sobre um frigorífico novo que abriu no Estado, se poderíamos assinar um novo acordo de cooperação nesses moldes e a CJU disse que eu não poderia assinar sem ter uma manifestação de Brasília, que eu deveria consultar oficialmente o Ministério Público em Brasília sobre a possibilidade de fazer novos termos de cooperação. A CJU disse que dará o parecer favorável à continuidade para não de parar de funcionar o que já está funcionando, mas por um prazo curto. Então, surgiu esse agravante nesse período. Mas nós estamos driblando isso da melhor maneira possível. E estamos na dependência de se chamar novos servidores. Existe uma possibilidade de que o Ministério da Agricultura chame até o final do ano ou início do ano que vem.  
JC - A carência principal é de fiscais?
Schroeder - Em princípio, a carência principal é de fiscais, mas também há necessidade de agentes de fiscalização, que juntos compõem as equipes. E nós temos, sim, uma carência muito grande de pessoal administrativo, tem alguns contratos de pessoas terceirizadas de mão de obra. Este, sim, faz muitos anos que não existe concurso aqui para o Rio Grande do Sul. Eu estou no ministério há cerca de 12, 13 anos, e nunca vi acontecer um. Então, esse pessoal que está aqui, é um pessoal antigo, tem bastante gente que está prestes a se aposentar. E seria muito bem-vindo se viesse, também, o pessoal administrativo.
JC - O momento é que não parece muito propício...
Schroeder - Estamos vivendo uma crise econômica, com cortes orçamentários, então, chamar pessoal não parece ser uma alternativa muito fácil de ser conseguida, mas nós estamos externando, tornando Brasília ciente para tentar resolver. Nesse período, até agora, a preocupação foi manter tudo funcionando. E está funcionando: as fronteiras estão atendidas, os frigoríficos também, mesmo com as dificuldades. Nós não temos causado prejuízo para ninguém por falta de pessoal.
JC - Há uma preocupação dos servidores com uma possível terceirização da fiscalização. Qual é a sua posição sobre isso?
Schroeder - A fiscalização deve estar presente se não permanentemente, periodicamente dentro dos estabelecimentos, e ela deve ser autônoma, independente. Eu acredito que talvez no mundo perfeito, seria possível ter uma fiscalização terceirizada, para nós ainda não é o momento. E eu não conheço um modelo de país que tenha, mesmo nos mais evoluídos o modelo de fiscalização do governo é muito atuante.
JC - No final do ano passado, o JC publicou uma matéria sobre a fiscalização em laticínios em que a Controladoria-Geral da União, a partir de suas auditorias, constatou que havia empresas mais fiscalizadas do que outras, apontando para uma necessidade de reformulação, ou padronização, dos processos operacionais. Como está evoluindo essa questão?
Schroeder - A CGU tem acompanhado de perto o trabalho da Superintendência. Baseados nas recomendações, cada setor adotou as medidas solicitadas. O chefe de Inspeção Animal, Leonardo Isolan, atendendo à recomendação da CGU criou toda uma descrição de procedimentos, o que é muito importante. Porque um estabelecimento é mais fiscalizado do que o outro, qual é o critério? Ele estabeleceu esses critérios. Também tem a parceria com o Ministério Público Federal na questão do leite, que tem nos demandado muito. Houve essa evolução para que se estabelecessem critérios. Neste momento, ainda não são todos os setores da Superintendência que têm essa descrição de procedimentos como é o caso da Inspeção Animal, mas eu acho interessante que seja implantando e oportunamente discutido para que haja uma padronização em todos os setores. (Jornal do Comércio)
 
Leite derramado 
A Fonterra, gigante neozelandesa de lácteos, deverá distribuir neste exercício (iniciado em 1º de junho) a acionistas e cooperados os menores dividendos e sobras (lucros) em dez anos, por conta da forte queda dos preços internacionais do leite em pó. Na temporada, os produtores ligados ao grupo deverão receber US$ 2,53 por quilo de leite em pó, 26% menos que o previsto inicialmente. Segundo o presidente da Fonterra John Wilson, o cenário de demanda fraca e oferta ampla "não tem prazo para acabar". (Valor Econômico)
 

 

    

 


 

Porto Alegre, 07 de agosto de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.080

 

  Balança comercial: Venezuela aumenta volume de compras de leite em pó brasileiro
A balança comercial de produtos lácteos teve um déficit de 1.400 toneladas em julho, redução de 82% no déficit em relação a junho. No entanto, em valor houve um superávit de cerca de 9 milhões de dólares em julho, uma reversão do déficit apresentado em junho, que havia sido de 17 milhões de dólares.
As importações sofreram uma queda de 9,2%, em valor (de US$ 39,4 milhões para US$ 35,7 milhões), enquanto as exportações tiveram aumento expressivo (104,8%, totalizando US$44,9 milhões), impulsionadas por uma maior demanda da Venezuela por leite em pó brasileiro.

Tabela 1 - Balança comercial de lácteos - julho de 2015.

 
Fonte: MDIC - Elaboração: MilkPoint Inteligência.

A evolução nas exportações em relação ao mês passado foi puxada pelo aumento do volume exportado de leite em pó integral, que subiu de cerca de 3.000 toneladas em junho (US$17,1 milhões) para cerca de 6.500 toneladas em junho (US$38,1 milhões, a um preço médio de US$5.828/ton), com praticamente todo o volume destinado ao mercado venezuelano.
Os principais produtos importados foram o leite em pó integral (US$14,6 milhões, baixa de 25,7% sobre junho, a um preço médio de US$2.933/ton), queijos (US$ 8,9 milhões, -2,1%) e leite em pó desnatado (US$ 4,7 milhões, -25,2%, a um preço médio de US$2.685/ton).
As importações de leite em pó, tanto integral quanto desnatado, tiveram origem majoritariamente do Uruguai (59,0%), seguido por Argentina (41,0%). Neste mês, as importações provenientes da Argentina voltaram a crescer, após um mês de expressiva queda, enquanto as do Uruguai apresentaram queda.

Gráfico - Origem das importações de leite em pó brasileiras

 
Fonte: MDIC; Elaboração MilkPoint Inteligência.
 

 
Ordenha comandada por robô
Começou a funcionar em Paraí, na Serra, o primeiro robô de ordenha do Estado. O sistema foi instalado na propriedade de Pedro Nólio, associado da Cooperativa Santa Clara. Importada da Holanda, a máquina faz todo o processo e atende em torno de 70 vacas em lactação.
Cada animal usa uma coleira com sensor (detalhe), responsável por identificá-las. A máquina lê o sensor e libera o acesso da vaca à alimentação, além de fazer a ordenha de acordo com uma pré-programação. Por meio de uma câmera, a máquina ainda localiza posição do úbere, para garantir o posicionamento correto para higienizar e retirar o leite.
Após a ordenha, o sistema avalia a qualidade e, se houver alteração, o próprio equipamento libera o animal para um local separado dos demais, para receber tratamento. Nestes casos, o leite não é enviado para o resfriador, mas destinado a um recipiente separado.
Além de praticidade, a promessa da ordenha robotizada é garantir mais eficiência. Segundo a Santa Clara, o investimento no aparelho e na adaptação da propriedade foi de aproximadamente R$ 1 milhão. (Zero Hora)
 
Sartori anuncia 10 medidas para vencer crise


(Jornal do Comércio)

Preços de leite na Europa continuam com tendência de queda
Os preços médios do leite na União Europeia (UE) caíram mais 2% em maio, de acordo com as últimas estatísticas. O preço médio do leite ponderado ficou em €30,48 (US$ 33,47) por 100 quilos, que é €0,82 (US$ 0,90) por 100 quilos (2,6%) a menos que no mês anterior. Esses dados foram divulgados pelo Observatório do Mercado de Lácteos da Comissão Europeia.
Quando se compara os preços do leite em maio desse ano com o mesmo mês de 2014, a Romênia mostrou a maior queda, de 28%, passando de €29,87 (US$ 32,80) por 100 quilos para €24,53 (US$ 26,94) por 100 quilos. Holanda, Látvia e Hungria, respectivamente, mostraram as próximas maiores quedas, de 27%, 26% e 25%, indicando a piora na situação na Europa.
Na Irlanda, o preço médio em maio caiu 22%, de €37,10 (US$ 40,74) por 100 quilos para €28,75 (US$ 31,57) por 100 quilos. O preço no Reino Unido caiu de €38,40 (US$ 42,17) por 100 quilos para €32,36 (US$ 35,54) por 100 quilos. Além disso, comparado com o ano anterior, o preço médio ponderado na UE para maio caiu €7,05 (US$ 7,74) por 100 quilos (18,8%).
Observando as estruturas de preços, percebe-se que há uma enorme diferença entre o menor preço, de €21,50 (US$) 23,61) por 100 quilos na Lituânia, e o maior preço, de €43,93 (US$ 48,24) por 100 quilos, em Malta.
Entretanto, de acordo com as últimas previsões para o setor leiteiro da Comissão Europeia e apesar dos menores preços do leite, a produção na UE em 2015 deverá ser quase 1% maior do que os níveis de 2014. Desde que assumiu o posto de Comissário da Agricultura da UE, Phil Hogan se recusou a reconhecer que há qualquer crise no setor leiteiro do Reino Unido. Entretanto, durante a última semana, ele admitiu que existem problemas com a estrutura no Reino Unido e em como o leite é vendido lá. Ele também disse que será disponibilizado mas dinheiro para ajudar a promover o leite no Reino Unido. (A reportagem é do Dairy Global, traduzida pela Equipe MilkPoint)

Reino Unido: produtores de leite fazem protesto por preços nos supermercados
Os produtores de leite do Reino Unido estão protestando nos supermercados por causa do preço que esses pagam pelo seu leite. Os produtores limparam as prateleiras dos supermercados comprando leite em grandes volumes e distribuindo de graça nos últimos dias. Eles alegam que estão recebendo menos que seus custos para produzir o leite e alguns deixaram a atividade por causa da redução dos preços. Os supermercados disseram que não há ligação entre o preço do leite nas prateleiras e o que os produtores recebem.
O produtor de leite de West Midlands, Michael Oakes, da União Nacional de Produtores Rurais (NFU), Michael Oakes, disse: "Chegamos a um ponto onde temos um preço insustentável pelo nosso leite. Estou recebendo 24 centavos de libra (37,39 centavos de dólar) por litro e está custando a mim 28 centavos de libra (43,62 centavos de dólar) para produzir. Então, nós pensamos em ir junto aos varejistas, comprar o leite e distribuir aos consumidores, explicando porque".
O presidente do comitê de leite da NFU da Escócia, Graeme Kilpatrick, disse: "Eu recebo muitos telefonemas de produtores de leite afetados. Minha família está na produção rural por várias gerações e a atual crise teve um importante impacto em nosso fluxo de caixa".
Os protestos foram realizados em vários supermercados, como Sainsbury's, Tesco e Asda, entre outros, em diversas regiões do Reino Unido.
O produtor de leite, Bryce Cunningham, que ajudou a organizar protestos na Escócia, disse que a atual situação é "extremamente difícil". "No momento, estamos recebendo 15 centavos de libra (23,37 centavos de dólar) por litro de leite que produzimos. Está custando 24 centavos de libra (37,39 centavos de dólar) por litro produzir esse leite".
Um porta-voz da rede Sainsbury disse que o preço varejista não está relacionado ao preço que o supermercado paga aos produtores. "Nossos preços são competitivos para nossos clientes, enquanto também pagamos aos nossos dedicados produtores de leite um preço justo que os protege contra os mercados voláteis".
O diretor comercial do Morrisons Group, Darren Blackhurst, disse: "Tentamos repassar os menores preços aos nossos clientes onde é possível. Reconhecemos, entretanto que, devido à menor demanda global, isso tem criado um excesso de oferta de leite britânico, criando condições difíceis para muitos produtores de leite no momento".
A Asda disse que o preço que os produtores recebem é determinado independentemente e que não há ligação entre os preços no varejo e os preços ao produtor.
O diretor de alimentos e sustentabilidade do Consórcio Varejista Britanico, Andrew Opie, disse que as lojas não são as culpadas. "O mercado global no momento está com um excesso de oferta, não estamos vendo um aumento na demanda que poderíamos esperar de locais como China e Índia, que estão crescendo rapidamente. Então, até que haja esse aumento, haverá problemas. Porém, é absolutamente errado olhar para os varejistas. Os varejistas estão na verdade fazendo a coisa certa - eles estão pagando os melhores preços -, mas essas são condições globais fora de seu controle".
A organização britânica de lácteos, AHDB Dairy, disse que o preço médio ao produtor no Reino Unido está em 24,06 centavos de libra (37,48 centavos de dólar) por litro em maio, uma redução de um quarto durante os últimos 12 meses. (A reportagem é da BBC, traduzida pela Equipe MilkPoint)
 
 
Proteína Animal: Pedida avaliação da informalidade
O setor de proteína animal propôs ontem a ampliação das ações do Termo de Cooperação Técnica entre a Secretaria e Ministério da Agricultura, Ministério Público Estadual e Federal e Procon. O documento prevê a publicação do nome de empresas que apresentem produtos com não conformidades. O pedido é que as avaliações sejam feitas em todos os alimentos de origem animal, inclusive os produzidos na informalidade. O presidente do Fundesa, Rogério Kerber, considera que a medida penaliza apenas empresas formais e sugere "mais isonomia". (Correio do Povo)
 
 
 

 

    

         

 

Porto Alegre, 06 de agosto de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.079

 

  Painel Agronegócio encerra Espaço Gestão 2015
 
Créditos das fotos: Josiane Gregoletti.
 
O Centro Cultural José Maria Vigo da Silveira recebeu na noite de ontem (5/8) a programação derradeira do Espaço Gestão 2015, evento que discutiu o empreendedorismo empresarial e no agronegócio entre os dias 3 e 5 de agosto, promovido pela ACISAT, JCI Tapejara e Prefeitura de Tapejara.
Às 19h30min, iniciou-se o Painel Agronegócio mediado pelo empresário, advogado e radialista Paulo Roberto Mafessoni com os debatedores Alexandre Guerra (presidente do SINDILAT), Paulo Finger (vice-presidente da UNIMASSEY) e Narciso Barizon Neto (Presidente da ABRASEM). Os profissionais da área agrícola falaram sobre o momento atual que vivem o setor e destacaram a perspectiva de melhora breve pelo fato de o agricultor estar capitalizado.
Durante os três dias de evento, palestrantes, patrocinadores e público deram um feedback muito positivo sobre o evento. A previsão é que uma nova edição do Espaço Gestão Tapejara seja realizada em agosto de 2017.(Prefeitura de Tapejara)
 
 
Governo lança a Expointer 2015 e garante revitalização do parque 
 
 
O governador José Ivo Sartori lançou, nesta quarta-feira (5), a 38ª edição da Exposição Internacional de Animais, Máquinas, Implementos e Produtos Agropecuários (Expointer), em solenidade no Salão Negrinho do Pastoreio do Palácio Piratini. A Expointer 2015 ocorre entre os dias 29 de agosto e 6 de setembro, no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio. A exposição é um dos mais importantes eventos agropecuários e de maquinário da América Latina.

"Olhem para esta Expointer como um evento que precisa de muito estímulo e colaboração. Mesmo com os ares de dificuldades econômicas no Estado e no país, manter este evento já é uma forma de desafiar o amanhã e dizer que vamos superá-lo com unidade, vontade e disposição", afirmou o governador. Sartori ressaltou ainda sua certeza de que a Expointer 2015 "será uma demonstração do Rio Grande que dá certo".

O secretário da Agricultura e Pecuária, Ernani Polo, afirmou que a estrutura do parque, atingido por um vendaval no final de 2014, foi completamente recuperada. "Teremos as estruturas prontas para a feira, resultado de um esforço do governador Sartori junto às entidades parceiras do parque. Com certeza, teremos um grande evento, onde apresentaremos o melhor de nossa agropecuária e o grande potencial do setor primário gaúcho", disse, acrescentando que o governo deu um passo importante na revitalização do Parque Assis Brasil ao conceder parte da área para implantação de melhorias em infraestrutura.

Polo afirmou ainda que, apesar do quadro de recessão econômica, a expectativa de negócios na feira é positiva. "O setor agropecuário acumula bons resultados neste e nos últimos anos, especialmente em relação á última safra".

Inovação digital
Durante a solenidade no Piratini, o secretário anunciou o lançamento de um novo aplicativo para smartphones, desenvolvido especialmente para Expointer 2015. A partir do próximo dia 21, a ferramenta estará à disposição dos usuários com dicas e informações sobre a feira. "A ferramenta oferece serviços e uma série de funcionalidades em toda a programação."

Expointer 2015
Neste ano, 4.758 animais estão inscritos na feira, que apresentará cerca de 160 raças. Os visitantes poderão conhecer as últimas novidades em maquinário e em tecnologia agropecuária e agroindustrial. Estarão expostos ainda o melhor da genética pecuária das raças de maior destaque criadas no Estado. A programação conta com mais de 500 atrações simultâneas, que ocorrerão nos 141 hectares do parque. Entre elas, estão a Feira da Agricultura Familiar, palestras técnicas, a Exposição de Artesanato do Rio Grande do Sul (Expoargs), shows e eventos culturais, além dos julgamentos e leilões de animais.

O parque
O local oferece ampla infraestrutura para visitantes e expositores. Conta com 45,3 mil metros quadrados de pavilhões cobertos, 70 mil metros quadrados de área de exposição, nove espaços para leilões, auditórios, 19 locais para julgamentos, 10 mil vagas de estacionamento, postos médicos, restaurantes, agências bancárias e infraestrutura de internet. (Governo RS)

 
 
Deputados querem restringir importações de lácteos
Os membros da subcomissão de Política Agrícola da Câmara dos Deputados têm encontro marcado com a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, na quarta-feira da próxima semana, dia 12. A pauta, proposta pelo presidente do grupo, deputado federal Alceu Moreira (PMDB/RS), será uma possível atuação da pasta para "coibir a entrada desregrada de leite importado no país e os consequentes reflexos negativos para os produtores brasileiros".
Os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que no primeiro semestre deste ano as importações de lácteos cresceram 37,6% e atingiram 65,9 mil toneladas, enquanto as exportações recuaram 36,7% para 27,3 mil toneladas, gerando um saldo negativo na balança comercial do setor de 38,5 mil toneladas.
A receita das exportações do setor lácteo no primeiro semestre somou US$ 105,8 milhões (queda de 37,1%), enquanto as importações totalizaram US$ 216,5 milhões (aumento de 4,28%). O déficit na balança comercial cresceu 181% e passou de US$ 34,4 milhões nos primeiros seis meses do ano passado para US$ 110,7 milhões em igual período deste ano.
Gráfico 1 - Importações em equivalente-leite - 2014 x 2015
 
Fonte: MDIC
Os números da Secex mostram que as importações de lácteos do Uruguai no primeiro semestre deste ano cresceram 105,7% em volume (para 30,8 mil toneladas) e 56,9% em valor (para US$ 98,6 milhões). Publicamos, semana passada, a postura de entidades do Rio Grande do Sul frente a tal situação. Os uruguaios superaram os argentinos como principais exportadores de lácteos para o mercado brasileiro. As importações da Argentina, que continuam sujeitas ao regime de cotas, cresceram 14,1% em volume (para 29,7 mil toneladas) e recuaram 5,3% em receita (para US$ 89,3 milhões).
O principal destino das exportações brasileiras de lácteos é o mercado venezuelano. Segundo a Secex, as exportações para a Venezuela no primeiro semestre deste ano recuou 35,1% em volume (para 11,1 mil toneladas) e 7,9% em receita (para Us$ 64,4 milhões). O segundo maior mercado é a Arábia Saudita, que neste ano importou 3,2 mil toneladas (aumento de 20,4%) e gerou receita de US$ 7,3 milhões (mais 10,5%). (Revista Globo Rural)
 
 
Tetra pak lança versão do aplicativo Rota da Reciclagem para android

Os usuários podem fazer o download no celular e/ou tablets gratuitamente pela Play Store.

O aplicativo Rota da Reciclagem, buscador de locais para entrega de recicláveis agora também está disponível para o sistema Android. A novidade, já disponível para iPhones e iPads, deriva de uma plataforma digital desenvolvida pela Tetra Pak em 2008.

O lançamento é mais uma maneira de ajudar os consumidores na busca de locais para o descarte correto das embalagens longa-vida pós-consumo e outros resíduos para a reciclagem. "O nosso objetivo é conscientizar cada vez mais a população, tornar as informações disponíveis e, desta forma, aumentar o volume de embalagens recicladas no Brasil", afirma Fernando von Zuben, Diretor de Meio Ambiente da Tetra Pak.

O site Rota da Reciclagem já atingiu a marca de um milhão de visitas e conta com mais de cinco mil pontos de recebimento de materiais recicláveis cadastrados, distribuídos por todas as regiões do país.

Reciclagem - As embalagens da Tetra Pak são 100% recicláveis e podem ser transformadas em caixas de papelão, canetas, vassouras, telhas e placas para construção civil, entre outros materiais. Em 2014, 651 mil toneladas de embalagens foram recicladas no mundo, ante 623 mil toneladas do ano anterior. Isso representa 26% do total produzido pela empresa, sendo que a meta é atingir 40% até 2020. O Brasil reciclou mais de 76 mil toneladas em 2014, o que representa 31% das embalagens comercializadas no País. (Milknet)

 
Expoleite
A 39ª Expoleite e 12ª Fenasul acontecerão de 18 a 22 de maio de 2016, no parque Assis Brasil, em Esteio. A informação é da Gadolando. O pré-lançamento será dia 29 de agosto as 19h, na Expointer 2015. (Jornal do Comércio)
 
 

 

    

 

         

 

Porto Alegre, 05 de agosto de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.078

 

  Sindilat testa formas de segurança em logística 

Foi realizado na última semana o Congresso Internacional do Leite, em Porto Alegre. Promovido pela Embrapa e pelo Instituto Gaúcho do Leite (IGL) o evento, inédito no Estado, reuniu entidades e lideranças rurais de todo o Rio Grande do Sul e debateu alternativas para a crise do leite no RS. "O encontro foi importante por toda a discussão no sentido de olhar para a produtividade junto ao produtor rural, o setor da inovação para o desenvolvimento de produtos nas indústrias. Sabemos que o RS é o segundo maior produtor de leite do País, com 4,8 bilhões de litros de leite/ano, representando 13% na produção nacional, que somado com a produção dos Estados do Sul significa um terço da produção nacional. Nada melhor do que ter no Estado um Congresso para debater todas as oportunidades possíveis para o produtor e para a indústria", avalia o presidente do Sindicato das Indústrias de Lácteos (Sindilat¬/RS) Alexandre Guerra. Ele destaca que o País está ficando autossuficiente na produção, mesmo que ainda importe o produto. O Sindilat trabalha em mecanismos que promovam a segurança no transporte do produto. "Temos um projeto com a Embrapa em Pelotas, onde colocamos como medidores de vazão acoplados nos caminhões um equipamento para testes, para haver uma rastreabilidade e uma segurança maior no processo. Hoje todas as indústrias associadas ao Sindicato sabem de sua importância na construção de seu papel e de sua própria marca, e fortaleceram ainda mais seus laboratórios e leque de testes para que não tenham problema de cair novamente nos problemas que ocorreram, que foram principalmente na parte da logística", salienta o presidente.

Foi realizado na última semana o Congresso Internacional do Leite, em Porto Alegre. Promovido pela Embrapa e pelo Instituto Gaúcho do Leite (IGL) o evento, inédito no Estado, reuniu entidades e lideranças rurais de todo o Rio Grande do Sul e debateu alternativas para a crise do leite no RS.

"O encontro foi importante por toda a discussão no sentido de olhar para a produtividade junto ao produtor rural, o setor da inovação para o desenvolvimento de produtos nas indústrias. Sabemos que o RS é o segundo maior produtor de leite do País, com 4,8 bilhões de litros de leite/ano, representando 13% na produção nacional, que somado com a produção dos Estados do Sul significa um terço da produção nacional. Nada melhor do que ter no Estado um Congresso para debater todas as oportunidades possíveis para o produtor e para a indústria", avalia o presidente do Sindicato das Indústrias de Lácteos (Sindilat/¬RS) Alexandre Guerra. Ele destaca que o País está ficando autossuficiente na produção, mesmo que ainda importe o produto.

O Sindilat trabalha em mecanismos que promovam a segurança no transporte do produto. "Temos um projeto com a Embrapa em Pelotas, onde colocamos como medidores de vazão acoplados nos caminhões um equipamento para testes, para haver uma rastreabilidade e uma segurança maior no processo. Hoje todas as indústrias associadas ao Sindicato sabem de sua importância na construção de seu papel e de sua própria marca, e fortaleceram ainda mais seus laboratórios e leque de testes para que não tenham problema de cair novamente nos problemas que ocorreram, que foram principalmente na parte da logística", salienta o presidente. (Jornal da Manhã)

 
 
 
Embrapa quer parceria no setor de laticínios 
A Embrapa Agroindústria de Alimentos procura parceiros no setor de laticínios para fazer a validação industrial e começar a produzir bebidas fermentadas de cereais com bactérias pró bióticas para o mercado. Os prós bióticos são microrganismos vivos que, quando administrados em quantidades adequadas, trazem benefícios à saúde.
    
O estudo original foi desenvolvido para a fabricação de bebidas de soja fermentadas, mas acabou evoluindo para bebidas de outros cereais, como aveia, milho, quinoa, centeio, cevada e trigo, que podem ser consumidos por pessoas com intolerância à lactose. O pesquisador da Embrapa Agroindústria de Alimentos Eduardo Walter, responsável pelo projeto, informou que todos os testes de laboratório já foram realizados. Foram estudados diferentes parâmetros de processos e modos de produzir a bebida. O estudo será ajustado às condições de produção na indústria de laticínios, que sempre fabricou bebidas lácteas fermentadas e iogurtes. "As bactérias pró bióticas entram fermentando a bebida. Você tem a conversão dos açúcares da bebida em ácidos e, ao mesmo tempo, um aumento das bactérias pró bióticas, que vão causar benefícios à saúde, incluindo o equilíbrio do micro biótico intestinal", indicou Walter. A matéria-prima usada na pesquisa foi o extrato em pó dos cereais, em vez do processo tradicional, que parte do grão. Os pesquisadores preferiram usar o pó diluído em água, que já resulta na bebida final. Após a fermentação, ela pode ser misturada a preparados de frutas com sabores variados, como banana, mamão, maçã.

Segundo o pesquisador, a bebida fermentada traz a vantagem de ser associada ao consumo de cereais, ricos em fibras. "Você passa a ter uma disponibilidade maior de produtos na geladeira", destacou. Como as bebidas fermentadas estão muito concentradas hoje à base da soja, a pesquisa da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), sediada no Rio de Janeiro, é mais uma opção. Eduardo disse que as negociações estão ainda em estágio inicial. A Embrapa Agroindústria de Alimentos não vai patentear o processo de produção de bebidas de cereais, porque "esse projeto não tem como objetivo nenhuma proteção intelectual, de modo a não ter barreira alguma à introdução dele no mercado". (Jornal do Comércio)

 
 
Corte no orçamento da Agricultura será de R$ 56,5 milhões 
O novo orçamento do Ministério da Agricultura começa a se desenhar depois dos últimos cortes estabelecidos pela equipe econômica. A secretaria-executiva da pasta fixou nesta segunda, dia 03, uma redução de 15%, equivalente a R$ 56,5 milhões, na contratação de bens e serviços e despesas com a concessão de diárias e passagens. O corte promovido pela secretaria-executiva recaiu sobre todas as áreas do ministério - do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) ao gabinete da ministra Kátia Abreu.
A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) ficou com o maior volume de recursos para gastos, de R$ 115,1 milhões. A Secretaria de Defesa Agropecuária e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) também mantiveram orçamentos consideráveis, o primeiro com R$ 48,9 milhões e o segundo com R$ 67,042 milhões. A ministra Kátia Abreu tem enfatizado que a defesa agropecuária é prioridade de sua gestão.
Esse ajuste terá impacto principalmente sobre os serviços de apoio administrativo e operacional, locação de imóveis e veículos, terceirização, serviços de consultoria, auditoria externa, serviço de cópias e reprodução de documentos, serviços de limpeza e conservação, vigilância ostensiva e diárias e passagens. Os ajustes, por enquanto, chegaram apenas aos gastos de custeio, mas devem alcançar programas e investimentos do ministério. A exceção deverá ser a defesa agropecuária, que, segundo a ministra, não sofrerá cortes.
Na terça, dia 04, o Ministério do Planejamento determinou mais limites para ministérios e para o empenho de emendas individuais. Pela portaria do Planejamento, o ministério da Agricultura terá R$ 293,3 milhões para despesas obrigatórias com benefícios a servidores. Esse é um dos limites mais elevados da Esplanada, atrás apenas dos ministérios da Fazenda (R$ 382,7 milhões), da Educação (R$ 2 bilhões), da Previdência Social (R$ 418,9 milhões), da Saúde (R$ 946,2 milhões) e da Defesa (R$ 4,17 bilhões).
Nos limites para as emendas individuais, a Agricultura ficou com autorização para empenhar R$ 119,24 milhões - o terceiro maior entre os ministérios, sendo superado apenas por Saúde (R$ 1,45 bilhão) e por Cidades (R$ 538,7 milhões). Esses dados constam no Diário Oficial de terça-feira (04/08). (Estadão Conteúdo)
 
 
FAO vê Brasil como líder na exportação de alimentos 
O representante da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) no Brasil, Alan Bojanic, afirmou ontem, durante o Fórum Abag Estadão, em São Paulo, que o Brasil terá no futuro um papel preponderante na tarefa de prover alimentos para o mundo. "Se hoje o País é o segundo maior exportador global de alimentos, em volume, em 10 anos pode se tornar o número um no ranking, tanto em volume como em valores", disse. A avaliação de Bojanic tem como base relatório da FAO em conjunto com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) sobre perspectivas para a agricultura brasileira nos próximos 10 anos. 
Bojanic salientou que dados atualizados apontam para uma população global de 9,7 bilhões de pessoas em 2050, 37% maior que a população atual. Para prover alimentos para todos, a produção mundial de alimentos deverá crescer 80%. Esta demanda virá essencialmente de uma população urbana e concentrada em países em desenvolvimento. O Brasil terá de superar importantes entraves para fazer frente a este desafio, segundo o relatório. Entre eles, pode-se citar problemas como o escoamento da safra (logística, rodovias, portos e armazenamento), falta de tecnologia e assistência técnica entre pequenos e médios produtores e questões regulatórias e de governança.
Segundo Bojanic, a demanda por proteína animal deve aumentar consideravelmente nas próximas décadas. A estimativa é de que, até 2050, a produção de carne precisará aumentar em 200 milhões de toneladas. Novos ganhos de produtividade serão fundamentais, especialmente no Brasil, para dar conta da demanda. Bojanic ressaltou, porém, que estes ganhos devem ser alcançados por meio de práticas sustentáveis. Políticas como o Código Florestal e o Programa ABC, segundo o representante da FAO, são favoráveis a esse objetivo. Ele chamou a atenção, ainda, para a importância de se incluir os pequenos e médios produtores no processo de atendimento da demanda global. Segmentos como café, frutas tropicais, suínos e aves têm grande potencial para contribuir com esta tarefa. (Jornal do Comércio)

Recordes na sanidade
Os resultados das exportações de proteína animal no mês de julho refletem a segurança que o Brasil inspira no mercado externo pelo fato de estar com a sanidade em dia. Leia-se longe de doenças como a gripe aviária, que atinge 40 países, entre os quais os Estados Unidos. - Só estamos tendo recordes por causa da sanidade - afirma Francisco Turra, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Ontem, dados divulgados pela entidade mostram que os embarques de carne suína atingiram maior volume mensal dos últimos cinco anos em julho: 54,9 mil toneladas. (Zero Hora)
 
 
 
 

 

    

         

 

Porto Alegre, 03 de agosto de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.076

 

  Setor lácteo reivindica acordo com Uruguai
Intenção é limitar importação de leite em pó daquele país, estabelecendo sistema de cotas
A abertura de negociações para restringir as importações de produtos lácteos do Mercosul encabeça a lista de reivindicações do setor a ser apresentada ao governo federal por um grupo de dez entidades que reúnem indústria e produtores. O documento foi produzido durante o Congresso Internacional do Leite, que terminou nesta quinta-feira, 30, em Porto Alegre.
A intenção é restringir a entrada de produtos do Uruguai por dois anos. O Brasil não negociou um sistema de cotas para a entrada de produtos lácteos do país assim como fez com a Argentina, que pode embarcar para o Brasil 3,3 toneladas por mês.
Conforme o documento, as importações de lácteos do Mercosul cresceram 199,15% no 1º semestre de 2015 em relação à média do mesmo período nos anos de 2011 a 2014 e atingiram 64,7 mil toneladas. Em relação ao mesmo período do ano passado, o incremento é de 34,1%.
Do total importado, 92,75% veio do Uruguai e 89,72% do produto adquirido é de leite em pó.
As importações de leite em pó no primeiro semestre cresceram 516,85% em relação à média dos 1ºs semestres de 2011 a 2014, e atingiram 26 mil toneladas. 
"Hoje há uma queda no preço internacional do leite em pó e nessas condições o produto importado está mais barato que o nacional", argumenta o diretor do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS), Darlan Palharini.
Segundo ele, os preços no mercado interno são 50% mais caros. "A qualidade do produto brasileiro é até superior, mas para poder competir seria preciso pagar R$ 0,50 o litro ao produtor", acrescenta.
O manifesto também reivindica a revisão do acordo de livre comércio com o Mercosul, a habilitação de unidades para exportação e compras governamentais imediatas. (Portal DBO) 
 
 
Amplia arrecadação, reduz competitividade
Não é só a proposta de aumento na alíquota do ICMS, a ser apresentada nesta semana pelo governo, que está causando reações negativas. Com as atividades da Assembleia Legislativa retomadas, representantes da indústria de carnes do Rio Grande do Sul retomam a pressão para barrar projeto de lei do Executivo que já está na Casa e altera as regras do crédito presumido.
Ao limitar em 70% a apropriação - hoje de 100% -, o governo estadual estima aumentar a arrecadação anual em R$ 300 milhões no período de 2016 a 2018. Entidades do setor afirmam que o preço a ser pago pelos gaúchos é muito maior do que eventuais benefícios à arrecadação.
- O efeito disso será a invasão de produtos de outros Estados. O crédito presumido foi um dispositivo para que o Rio Grande do Sul tivesse um mínimo de isonomia. Caso seja alterado, enfraquecerá principalmente pequenas e médias indústrias - avalia José Eduardo dos Santos, diretor-executivo da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav).

Levantamento preliminar mostra que a alteração acarretaria, no setor de aves, perda anual de até 3 mil postos de trabalho. O segmento gera, atualmente, 35 mil empregos diretos. Também é estimada redução de 4,68% na produção anual, de 1,6 milhão de toneladas. Outro impacto, segundo Santos, seria a redução de investimentos de empresas.

Diretor-executivo do Sindicato das Indústrias de Produtos Suínos do Estado (Sips), Rogério Kerber reforça as críticas ao argumentar que o crédito presumido não é um benefício:

- Foi uma ferramenta encontrada pelo governo para fazer frente à guerra fiscal com outros Estados brasileiros. Uma mudança reduziria ainda mais a competitividade gaúcha.

Documento sobre os riscos da aprovação do projeto de lei já foi entregue em uma primeira rodada de peregrinação feita pela Assembleia no mês passado e da qual também participaram representantes do Sindicato das Indústrias de Carnes e Derivados (Sicadergs). Estão sendo feitos novos estudos que comprovam o tratamento tributário dos diferentes Estados, com o objetivo, segundo Kerber, de mostrar que "a isonomia tributária do RS é frágil". Paraná e Santa Catarina são citados como exemplos e têm produção que concorre diretamente com a gaúcha.

A tarefa de emitir um parecer sobre o projeto está nas mãos do deputado Alexandre Postal (PMDB), líder do governo na Assembleia. (Zero Hora)
 
 
 
 
Servidores da Seapa terão dia de mobilização
Com o objetivo de pressionar o governo do Estado a recuar em sua decisão de parcelar os salários do funcionalismo, os servidores da Secretaria da Agricultura irão cruzar os braços na manhã de hoje. A paralisação, que inclui os fiscais sanitários, deve reduzir os abates de frangos, bovinos e suínos nos frigoríficos com registro regional. "Vamos mostrar para o governador que ao atacar a gente ele está atacando a economia de todo o Estado", disse o presidente da Associação dos Fiscais Estaduais Agropecuários do Rio Grande do Sul (Afagro), Antônio Augusto Medeiros. "Estamos convencidos que a culpa não é nossa e, além disso, não estamos pedindo nada, apenas o que nos é de direito. " Conforme dados da Afagro, os frigoríficos que ficarão impedidos de atuar, pela manhã, registram uma média diária de abates de 150 mil frangos, 2 mil suínos e 3 mil bovinos. "No dia 18, todo o funcionalismo se reunirá em assembleia para repercutir as medidas e definir novas ações. Nós estaremos lá e uma paralisação integral não está descartada", finalizou Medeiros.

O secretário da Agricultura, Ernani Polo, afirmou que o parcelamento não é intencional e que está disponível para conversar. "A gente compreende e respeita a posição deles, mas também pedimos compreensão. Estamos falando de um serviço essencial", declarou. Sobre o pagamento de diárias durante a Expointer, o secretário disse ainda não ter pensado no assunto. Porém, garantiu que o evento terá a estrutura mínima indispensável para a sua realização. (Correio do Povo)

 
 
 
Uruguai - Acordo de exportação com a Venezuela salvará 6.000 postos de trabalho
Após a assinatura de um acordo entre os presidentes Tabaré Vázquez e Nicolás Maduro na Venezuela, o Uruguai exportará 66 mil toneladas de queijo e leite em pó, além de arroz, soja e, ainda que em menor quantidade, frango.
Nas últimas horas, depois da viagem de Vázquez junto com empresários agropecuários à República Bolivariana, foi firmado um acordo entre os presidentes dos dois países, para exportação de alimentos.
Segundo anunciado pelo ministro da Pecuária, Agricultura e Pesca, Tabaré Aguerre, serão vendidas, até o final do ano, 12 mil toneladas de queijo (distribuídos entre Calcar, Claldy e Pili) e 44 mil toneladas de leite em pó, que serão vendidas pela Conaprole (o que representa 40% da sua produção anual).
Serão também enviadas 90 mil toneladas de arroz, 80 mil toneladas de soja e 9 mil toneladas de franco (Avícola Tres Arroyos). Para a oleaginosa de nosso país seria a primeira venda da história, ao país venezuelano.
O valor das exportações será superior a 300 milhões de dólares, como foi anunciado pelo presidente Vázquez, ainda que Aguerre não tenha informado o montante final.
O secretário de Estado ressaltou que o acordo com a Venezuela é chave e significará a preservação de aproximadamente 6.000 postos de trabalho no setor lácteo.
Aguerre lembrou, no entanto, a importância de retomar a linha comercial com a Venezuela. As operações com lácteos, neste ano, estiveram paradas. (Terra Viva)
 

Recebemos mais um corte no orçamento. O ministério vai se adequar com tranquilidade.", Kátia Abreu - Ministra da Agricultura, em seu perfil no Twitter, ao comentar novo ajuste nos recursos da pasta.
 
 

 

    

 

 

                                                      

 

Porto Alegre, 31 de julho de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.096

 

  Consumo e qualidade são temas do Congresso Internacional do Leite
 
A saúde, comercialização e adição de probióticos para a melhoria dos produtos lácteos foi tema do primeiro painel desta quinta-feira (30) da programação do 13º Congresso Internacional do Leite, que ocorre no Centro de Eventos da Fiergs, em Porto Alegre. O painel foi presidido pelo presidente do sistema Ocergs/Sescoop/RS, Vergilio Frederico Perius, e teve como moderador o presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS), Alexandre Guerra.
A palestra do coordenador do Mais Leite, Rafael Cornes Lucas, "Benefícios do Consumo de Lácteos para a Saúde Humana - Evidências Científicas, apresentou diversos dados que corroboram com as vantagens do consumo de lácteos, principalmente o leite, desde a infância até a vida adulta, inclusive sendo um dos fatores significativos na relação consumo de leite e aprendizado. "Já temos comprovado que o consumo do café da manhã com produtos lácteos é fator essencial para o conhecimento, refletindo na capacidade de absorção cognitiva e capacidade de compreensão. Portanto, é essencial que se executem programas dentro das escolas, estimulando o consumo de lácteos pelos estudantes tanto na infância quanto na adolescência", explica.
O pesquisador disse que o consumo de lácteos na fase adulta deve ser mantida, pois são produtos que têm importância nesta fase da vida e são benéficos para prevenir a obesidade, por sua forma de saciedade e inclusive no que se refere ao fortalecimento de cálcio de adultos, que tem seu auge aos 30 anos e entra em declínio principalmente a partir dos 50 anos de idade. "Os lácteos são alimentos fontes de excelência de cálcio, mineral que é relacionado com a prevenção e tratamento da hipertensão arterial, obesidade e osteoporose, entre outras. Também existe vínculo direto do consumo de lácteos para a prevenção de doenças como diabetes, cáries, doenças cardiovasculares, câncer de cólon e mama e benéfico para a prática esportiva", complementa.
A palestra seguinte teve como tema "Novos Produtos para a Indústria Brasileira de Latícinios", apresentada pela pesquisadora e professora da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) Neila Silvia Pereira Richards. A apresentação contextualizou o comportamento do mercado e indústria de lácteos com o consumidor que, com o passar das décadas, principalmente a partir de meados dos anos 1990, se apresenta não somente com um produto de suplementação e fortalecimento, mas de caráter funcional, reduzindo e prevenindo doenças e problemas de saúde.
A especialista reforça o caráter de importância do leite e derivados como produto essencial para a alimentação humana. "O alto teor de cálcio no produto, contendo 30% do valor diário necessário e um copo de leite, faz dele um produto indispensável. Para vias de comparação essa mesma quantidade de cálcio só seria suprida por vegetais, em 10 xícaras de espinafre ou o consumo de 32 unidades de couve de Bruxelas, o que seria praticamente inviável" comenta.
Em termos de indústria e mercado, a pesquisadora acredita em uma projeção entre 2014 e 2024 de um aumento de 36% no consumo, o que equivale a 710 milhões de toneladas do produto e que a produção busque incrementar a diversidade de produtos oferecidos para o consumidor final. Entretanto, a pesquisadora foi enfática nas questões de produto e matéria-prima. "O que deve ser entendido é que a qualidade é uma obrigação da indústria, uma conformidade e não um diferencial. Inclusive no que se refere à matéria-prima pois, comprometida, não tem milagre algum que a torne um bom produto", aponta.
O ciclo de palestras desse painel foi fechado com a apresentação "Probióticos para a Indústria de Laticínios", realizada pelo argentino Calso Gabriel Vinderola. A sua apresentação foi focada nas vantagens e utilização dos probióticos em produtos lácteos e o quanto eles contribuem para a qualidade. "Os probióticos são excelentes aditivos aos lácteos, especialmente iogurtes, com benefícios comprovados para a saúde intestinal, inclusive sendo uma importante fonte preventiva de doenças desse órgão" comenta. O especialista ainda aponta que o país tem uma grande oportunidade nesse segmento. "O Brasil não conta com a produção de probióticos locais, sendo necessária a sua importação, o que pode ser um campo extremamente oportuno para o início desse tipo de cultura", comenta. Por fim, o especialista vê a necessidade de uma mudança na legislação que possibilite que sejam apresentados nos rótulos dos produtos todos os benefícios já comprovados pela adição desse microrganismo em lácteos.
O 13º Congresso Internacional do Leite segue nesta quinta-feira (30) com palestras que discutem a sustentabilidade e a competitividade da atividade leiteira no Brasil. O evento  conta com apoio de Balde Branco, Feed & Food, Milkpoint, AFUBRA, SESCOOP,  Universidade Federal de Santa Maria, Universidade Federal do Rio Grande do Sul,  Famurs, AGL. Conta com patrocínio do SEBRAE, SICREDI, Tetra Pak, OCB, Emater-RS,  CNPq, CAPES, Ministério da Educação, Ministério da Agricultura, Pecuária e  Abastecimento. O congresso é uma realização da Embrapa em parceria com o Instituto Gaúcho do Leite (IGL). (O Sul)
 
 
Justiça torna sem efeito registro indevido de marca de queijos alemães por distribuidor brasileiro

A justiça federal suspendeu liminarmente os efeitos do registro da marca Bergader, de queijos alemães, pela empresa brasileira La Rioja, que distribuía os produtos no Brasil, de acordo com a sentença da juíza Marcia Maria Nunes de Barros, da 13a Vara Federal.

A Bergader, uma das principais fabricantes de queijos do mercado alemão, é uma empresa familiar criada em 1902. Seus produtos passaram a ser distribuídos no Brasil em 1999 por empresas entre as quais a La Rioja (Comercial Importação e Exportação La Rioja Ltda.). Com o crescimento das vendas no país, a Bergader buscou proteção de sua marca também no Brasil em 2009, surpreendendo-se com pedido de registro idêntico depositado pela La Rioja no INPI (Instituto Brasileiro de Propriedade Intelectual) em 2008.
Mesmo sabendo do pedido de registro pela própria Bergader, o INPI no ano passado, concedeu a La Rioja o registro da marca - que incluiu o logotipo original, com base na anterioridade da solicitação.
Ao conceder a liminar, a juíza aponta que a La Rioja "agiu de má fé, uma vez que depositou de forma absolutamente idêntica tanto a parte nominativa quanto a estilização". Para a juíza, houve "clara intenção de angariar clientela alheia, dado o risco de confusão e associação pelo público consumidor ao se deparar com a marca Bergader; além do que o depósito feito sem qualquer autorização coloca em risco a integridade material da marca das demandantes, sua reputação no mercado brasileiro e os vultuosos investimentos realizados por elas ao longo dos anos".
O uso da marca pela La Rioja está suspenso até a conclusão do processo - que ainda contará com manifestações da La Rioja e do INPI - sob pena de pagamento de multa diária no valor de mil reais. 
A advogada Elisa Santucci, cujo escritório representa a Bergader, comenta que não é impossível ocorrer coincidência entre nomes de produtos devido ao desconhecimento da existência anterior da mesma marca.
No que toca à Bergader porém, comenta ela, "as evidências comprovam a existência dessa marca no mercado internacional pelo menos 40 anos antes de seu registro no Brasil pela La Rioja, e nós demonstramos haver um relacionamento comercial que tornava impossível o desconhecimento, por parte da La Rioja, da marca Bergader". "O registro da marca, pelo distribuidor, no país onde os produtos são distribuídos", continua ela "até pode acontecer de maneira preventiva, mas, na maioria das vezes, representa uma tentativa, pela distribuidora, de forçar a continuidade do contrato de distribuição". (SEGS)
 
 

Confirmado o fim do emplacamento dos veículos agrícolas

Após longa batalha, iniciada pelo deputado federal Alceu Moreira com a apresentação em 2012 do projeto 3312, foi confirmado o fim do emplacamento dos veículos agrícolas. A sanção está publicada no Diário Oficial de sexta-feira, 31/07.

O texto sancionado acaba com qualquer possibilidade de emplacamento e licenciamento, exigindo apenas um registro sem custos, uma espécie de documento de identidade do trator, colheitadeira ou pulverizador, caso precise transitar em vias públicas.

A fim de garantir a segurança, também prevê que os estados e municípios, através dos seus órgãos de trânsito, fiquem a cargo da fiscalização nos deslocamentos.

O projeto apresentado acabou vetado pelo próprio governo federal, que via no emplacamento uma possibilidade de arrecadação em tempos de descontrole nas contas públicas. Entretanto, frente à pressão o governo recuou, primeiramente prorrogando a data de início do emplacamento e depois com a edição de Medida Provisória sancionada.

Entenda a batalha desde o começo

Em 2012 foi apresentado o projeto de lei (3312/2012) que acabava com o emplacamento e licenciamento das máquinas. Ainda nesse ano uma resolução do Contran (Conselho Nacional de Trânsito) foi publicada. Esta, através do código de trânsito, obrigava o agricultor a emplacar e licenciar as máquinas agrícolas a partir de 2015.

Dali para frente, o projeto tramitou durante dois anos na Câmara e no Senado, sendo aprovado pelas duas casas sem nenhuma modificação. Nesse período, ocorreram inúmeros debates, todos com a presença de representantes do governo federal. Faltava, então, apenas a sanção pela presidente Dilma Rousseff para acabar de vez com essa injustiça com os produtores. Mas no último prazo para a sanção, todos foram surpreendidos com uma publicação no Diário Oficial da União, assinada pela presidente, que vetava integralmente o projeto.

Após isso, o veto foi apreciado pelo Congresso, que optou por mantê-lo. Isso gerou uma grande comoção em todo o país. Pressionado, o governo prorrogou a data do emplacamento e posteriormente editou a Medida Provisória 673/15, aprovada pela Câmara e pelo Senado, e agora sancionado. (As informações são da Assessoria da Câmara/Milkpoint)

 

 
IGC estima colheita em 1,97 bilhão de t
O Conselho internacional de Grãos (IGC) manteve praticamente estável sua estimativa para a produção mundial de cereais em 2015/16. Em levantamento divulgado ontem, a entidade passou a prever a colheita em 1,97 bilhão de toneladas, 2,1% menos que o calculado para 2014/2015. (Valor Econômico)
 
 

 

    

         

 

Porto Alegre, 30 de julho de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.095

 

 Inovação e sustentabilidade são temas de debate no Congresso Internacional do Leite
Painel ocorrido nesta quinta-feira teve a mediação do presidente do Sindilat/RS, Alexandre Guerra
 

 
Inovação e sustentabilidade foram alguns dos temas em debate no Congresso Internacional do Leite, que terminou nesta quinta-feira, no Centro de Convenções da Fiergs. O painel mediado pelo presidente do Sindilat/RS, Alexandre Guerra, trouxe a preocupação sobre a necessidade de o setor estar sempre em busca de novos produtos para conquistar um consumidor cada vez mais exigente.
 
Neila Richards, docente do Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia de Alimentos da Universidade Federal de Santa Maria, lembrou que o consumidor está sedento por produtos novos e diferenciados. "Ele quer um alimento saudável, bom para o organismo, mas ao mesmo tempo, saboroso. Além disso, está preocupado com a forma como o produto foi feito, se é seguro", destacou. E complementou: "O consumidor quer um alimento nutritivo como uma maçã, mas gostoso como um brigadeiro." A docente destacou que o momento é de oportunidade para as indústrias desenvolverem novos produtos e buscarem novos nichos. "CRIEM. Temos mercado e um consumidor ávido", finalizou.
 
O painel contou ainda com a participação do coordenador do Programa Mais Leite=Mais Saúde, o uruguaio Rafael Cornes Lucas, que falou sobre os benefícios do consumo de lácteos para a saúde humana; além do argentino Celso Gabriel Vinderola, da Universidade Nacional Del Litoral, abordando probióticos para a indústria de laticínios. O presidente do Sistema Ocergs-Sescoop/RS, Vergilio Frederico Perius, conduziu o debate.
 
Para Alexandre Guerra, os temas discutidos no painel são importantes para o desenvolvimento do setor lácteo e estão na linha dos projetos do Sindilat/RS. "É importante desenvolver novos produtos e criar novos hábitos, inovando assim o setor", destacou o dirigente, lembrando que hoje o Brasil consome 176 litros leite/habitante por ano.(.DOC Assessoria de Comunicação - Assessoria de Imprensa do SINDILAT/RS)
 
 
 
 

Visão geral sobre o Mercado de Lácteos - Oceania

Altas temperaturas e falta de chuvas no Sul da Austrália está reduzindo o crescimento de pastagens. O alto custo do frete e volumosos, faz com que os produtores de leite procurem alternativas mais baratas de alimentação.

De acordo com a DCANZ da Nova Zelândia, a produção de leite no país atingiu 0,796 milhões de toneladas, em maio, registrando aumento de 10,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior, e um volume 37,2% mais alto que em maio de 2013. Os sólidos totais do leite, cresceram 11,7% quando comparados com maio de 2014. (USDA)
 
 
 
 
População mundial com mais de 65 anos aumenta e abre oportunidades para proteína do soro do leite
 
Mais de um quarto da população do Japão tem 65 anos ou mais. Essa porcentagem vem aumentando em 1% por ano há alguns anos e, segundo todas as contas, continuará aumentando até 2060 quando mais de 40% da população do país terá 65 anos ou mais. A razão: a baixa taxa de natalidade somada ao aumento da expectativa de vida.

O fenômeno não está isolado ao Japão. De acordo com as projeções das Nações Unidas, o número de pessoas com mais de 65 anos no mundo todo triplicará, de 530 milhões em 2010 para mais de 1,5 bilhão em 2050. Atualmente, o número de chineses com 65 anos de idade e mais velhos equivalem ao total da população do Japão. Até 2050, a China terá 330 milhões de pessoas com 65 anos ou mais (mais do que a população total dos Estados Unidos); os Estados Unidos terão mais de 85 milhões.

Tantas pessoas buscando formas de otimizar a saúde e a vitalidade para esses anos de vida representa uma enorme oportunidade para os fornecedores de lácteos dos Estados Unidos em várias frentes: ingredientes para nutrição médica, mensagem para osteoporose e, potencialmente o maior do grupo, a proteína do soro do leite para mitigar os riscos de sarcopenia.

A sarcopenia é a perda de massa e força muscular relacionada à idade. Perdemos 0,5-1% dos músculos anualmente, começando no início dos 40 anos de idade. A sarcopenia aumenta os riscos de quedas e fraturas, reduz a independência, interfere em tarefas simples do dia a dia e aumenta as taxas de mortalidade.

Pesquisa publicada revelou informações críticas sobre os efeitos da proteína do soro do leite na saúde dos músculos, mas essas informações não são amplamente conhecidas pela maioria dos consumidores ou profissionais de saúde estrangeiros. O Conselho de Exportações de Lácteos dos Estados Unidos (USDEC) está trabalhando para aumentar essa conscientização.

O Conselho ainda se aprofunda em outras questões entre o consumo de lácteos e a sarcopenia. Há a qualidade da proteína - proteína do soro do leite versus proteínas concorrentes para seu perfil de aminoácido. A proteína do soro do leite é uma fonte rica em leucina, por exemplo, que é única em sua capacidade de iniciar a síntese de proteínas musculares. E também o consumo durante o dia - há um limite de quanto de proteína o corpo pode usar de uma vez. O consumo ideal é de cerca de 30 gramas de proteína por refeição: café da manhã, almoço e jantar. Isso é sugerido para adultos jovens, mas vários estudos de pesquisa mostram que adultos mais velhos podem requerer mais proteína para ter o mesmo impacto na síntese muscular.

O 12º Congresso Asiático de Nutrição, realizado em Yokohama, Japão, em maio, destacou a proteína como principal assunto. Na conferência, designada a encorajar a troca científica entre profissionais de alimentos e de nutrição na Ásia, o USDEC organizou um simpósio chamado, "Envelhecimento e Perda Muscular: Abordagens Dietéticas para Reduzir os Riscos de Sarcopenia", onde os palestrantes reforçaram as mensagens sobre a importância das proteínas e as nuances conhecer a qualidade das proteínas e o momento de ingestão da mesma.

Se os profissionais de saúde estiverem totalmente informados sobre as últimas pesquisas, aumenta as chances de poderem liderar esforços para revisar as diretrizes dietéticas locais em favor da proteína. Isso já está acontecendo no Japão, onde o governo propôs aumentar a ingestão recomendada diária de proteína para idosos. (Milkpoint)

 

Ministério da Agricultura publica norma que monitora resíduos em ovos e lácteos 
A Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SDA/Mapa) publicou o programa de monitoramento anual do Plano Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes da área animal (PNCRC/Animal), por meio da Instrução Normativa nº 13 (IN n° 13). Neste ano, o plano amplia o monitoramento de substâncias em ovos e lácteos, o que vai garantir maior qualidade a esses produtos para o consumidor e também permitir a exportação para determinados mercados. (Boletim Faesc)