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Porto Alegre, 18 de dezembro de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.171

 

  Preços/SC

De acordo com o Conseleite/SC, os valores nominais pagos aos produtores de leite de Santa Catarina, em novembro, foram os maiores para um mês de novembro, supera o preço do mês anterior, e é quase 17% maior que o verificado em novembro de 2014. Curiosamente, contraria a tradicional queda sazonal, que, normalmente, começa em julho, e vai até janeiro do ano seguinte. A projeção de dezembro sinaliza para novos aumentos de preços, fazendo com que o ano encerre aproximadamente, com a média de R$ 1,0195/litro. A maior média já registrada no estado. (FAESC)


 
Dólar e clima seguram preço ao produtor

O grande volume de chuvas na primavera e a desvalorização do real frente ao dólar são fatores que vão contribuir para o equilíbrio entre a oferta e o consumo de leite no Estado, cenário que indica uma tendência de estabilidade no preço pago aos produtores. Nesta época, eles estão recebendo, em média, R$ 0,90 pelo litro de leite, um pouco acima do valor projetado pelo Conseleite para novembro, de R$ 0,8367. Entretanto, os preços praticados variam de R$ 0,75 a R$ 1,10, de acordo com a região e qualidade da matéria-prima entregue à indústria. O câmbio é um dos fatores que contribuem para a manutenção do preço, que geralmente cai no final do ano.

Com a moeda norte-americana valorizada, houve menor entrada de leite dos países do Mercosul, como Uruguai e Argentina, o que reduziu a oferta. Outro motivo é a condição climática, que prejudicou as pastagens no Estado e, consequentemente, o volume e a qualidade do leite produzido. 

O presidente do Conseleite e da Comissão de Leite da Farsul, Jorge Rodrigues, alerta para a possibilidade de detecção de leite instável não ácido, que se caracteriza por ser mais aquoso e por apresentar variação no teor de sólidos. Esta alteração, explica, ocorre devido à deficiência das pastagens e implica em perdas porque compromete o recebimento da matéria-prima pela indústria. Neste período de queda do consumo, provocada pelo calor e férias escolares, a produção também apresenta redução de 5% a 10% em relação à média de 13 milhões de litros por dia. Para minimizar o impacto da entressafra, cada vez menor no Rio Grande do Sul, alguns produtores estão aprimorando o planejamento. 

Segundo o diretor de Política Agrícola da Fetag, Nestor Bonfanti, há famílias que optam pelo plantio antecipado das pastagens de verão em algumas áreas. Com isso, o pastoreio do gado pode começar em novembro e não só no final de janeiro. (Correio do Povo)
 
 
Luís Eduardo Pacifici Rangel é o novo Secretário de Defesa Agropecuária

O novo secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Luís Eduardo Pacifici Rangel, foi nomeado pela ministra Kátia Abreu, nesta terça-feira (15/12). Rangel é fiscal federal agropecuário e ocupava o cargo de diretor do Departamento de Sanidade Vegetal do ministério. Para o lugar dele, ainda não há definição. (As informações são do Globo Rural)

 

Argentina: projetado um aumento de leite em pó em 2016

Depois de quase um ano e meio com preços muito baixos, que desabaram rentabilidade do negócio de lácteos, o preço internacional do leite em pó, o principal commoditie leiteira teria uma ligeira retoma durante 2016 e se situaria em torno de US $ 2.500 por tonelada em junho do próximo ano.

O atacante Mark Snyder, especialista em produtos lácteos e ex-conselheiro AACREA como parte de uma conferência que discutiu o futuro da leiteria em Sunchales Argentina e organizada pela empresa Claas. "Agora, a situação é difícil para os produtores de leite, porque só na segunda metade seria que acomodam até 3.80 / 4 pesos por litro de leite. Hoje, o produtor está cobrando o mesmo que há dois anos ", reconheceu Snyder.

Em sua opinião, na difícil situação que os produtores de leite estão a atravessar não é o suficiente para ter níveis elevados de produção individual. "Uma fazenda de gado leiteiro com 30 litros podem ser fundidos. Basta olhar para os custos, litros livres. Milho sem retenção vai significar aumento de custos para o laticínio. É mais do que 23% do custo de concentrado e mais do que 6% dos custos directos real. A eficiência variável é hoje na produção de alimentos na experiência forragem ", disse ele.

O especialista agronegócio Ivan Ordonez também fez sua contribuição em Sunchales e convidou a todos para "perceber" que o maior problema para os produtores de fora dos portões. "58% das exportações argentinas vêm do sistema de agronegócio e 18.000 agricultores no país são a última linha de defesa da macroeconomia", disse ele.

Ele também disse que o sistema de agronegócio contribuiu 72.000 milhões em 12 anos. No mesmo período, 30.000 pessoas morreram nas estradas. "Faça um caminho próximo a ele está fora de 8% do 72 bilhões" Ordoñez tiro, criticando a falta de investimento e recordou que, pelo menos, 1 em cada 5 argentinos são empregados no agronegócio, que 100 % dos grãos produzidos em aldeias do interior, com 40% da população, e não há um mínimo de 998 actores-chave que tomam decisões cerca de 80% da área agrícola, de que a indústria sabe pequenas urnas.

O especialista mostrou a estratégia de comunicação de agricultores norte-americanos e disse que, embora menos do que 1% do produtor do país, nenhum americano deve explicar quem são.

"A comunicação é o novo desafio da produção, como era anos atrás entender a tecnologia, após impostos e computador mais tarde. Gerenciamento de chaves se torna a ferramenta para o resto da sociedade compreender o papel dos agricultores no país ", disse Ordonez.

No final do dia, o economista José Luis Espert disse que atinge um estágio diferente em que, independentemente de como você ir para o país, o campo irá certamente vão bem. Entre outras coisas, porque o novo governo considera estratégico.

O especialista analisou a história econômica mostra que a Argentina é atravessada por triângulos viciosos que periodicamente levaram a sucessivas crises. "Neste momento, estamos diante de uma possível nova crise ea questão é se Macri pode evitá-lo", disse ele. 

Além disso, Espert argumentou que em 58 anos o estado aumentou menos do que gasta. Somente em 4 anos, Nestor Kirchner, o país teve um superávit fiscal. Além disso, ele disse para tomar as medidas necessárias como um choque iria entrar em recessão algum tempo para começar a crescer até o final de 2016.

"Ao fazê-lo gradualmente, a recuperação será mais difícil. Temos mais caro do que podemos suportar os custos. A desvalorização deve ser de 50%. O campo é o principal beneficiário do comércio livre e impostos baixos ", disse ele. (Fonte: Clarín/Argentina, tradução Google, adaptado pela Equipe Milknet)

 
Testes de coleta em janeiro
O projeto Metodologia de Coleta Automática de Amostras de Leite, desenvolvido  pela Sindicato da Indústria de Laticínios (Sindilat) em parceria com a Embrapa Clima Temperado e a Cosulati, começa a fase de testes em janeiro. O sistema estabelecerá comparações entre os resultados obtidos com a coleta manual, sob orientação de técnicos, e automática, sem interferência humana. Os equipamentos a serem usados fornecem instantaneamente informações como volume, temperatura, hora, localização e dados do produtor e transportador. (Correio do Povo)

         

Porto Alegre, 17 de dezembro de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.170

 

Testes com medidores começam em janeiro

O projeto "Metodologia de Coleta de Automática de Amostras de Leite", desenvolvido pelo Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) em parceria com a Embrapa Clima Temperado e Cosulati, começará a fase de testes em janeiro de 2016 e deve contribuir para um avanço significativo na qualidade da produção estadual. Segundo o chefe geral da Embrapa Clima Temperado, Clenio Pillon, o RS tem totais condições para expandir sua produção, conquistar mercados e ser líder nacional em qualidade. "Estamos dando a largada nesse projeto que é uma conquista do Estado. Vai colocar o RS na posição de referência que ele merece. Com ele, temos condições de dar garantias de forma absoluta à sociedade. O Rio Grande do Sul tem todas as condições de alavancar a produção de leite e ser o maior exportador do Brasil. Temos base genética, produção, qualidade, tecnologia e conhecimento para isso", pontuou, durante abertura de workshop realizado na nesta quinta-feira (17/12), em Capão do Leão.

Pioneiro, o programa deve iniciar os testes em janeiro com equipamentos de cinco empresas (Bartec, Fabbo Bombas, Arsopi, Gea Equipamentos e Gimenez) e traçar um comparativo com os resultados obtidos pelo sistema convencional de amostras (manual), a coleta por um técnico da Embrapa e a coleta automática de leite. A expectativa é que mais de 20 mil amostras de leite sejam coletadas nos próximos 15 meses. Em seguida, os dados serão tabulados de forma a avaliar o impacto do sistema de coleta automático - alguns desenvolvidos por multinacionais -  frente às condições de estradas, diferentes volumes, variações sazonais e verificar possíveis ajustes a serem promovidos nos equipamentos para que, então, ele seja promovido junto ao setor industrial. "É importante verificar como esses equipamentos podem ser utilizados na realidade das propriedades gaúchas que têm entrega em volumes bem menores do que as da Europa, Argentina e Uruguai. Depois vamos tentar uma articulação por isenção que viabilize sua instalação em larga escala pelas empresas", pontuou o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, que, ao lado de uma comitiva de autoridades e jornalistas, acompanhou roteiro de coleta por propriedades em Capão do Leão.

Segundo a pesquisadora em Qualidade do Leite da Embrapa Clima Temperado, Maira Zanela, o projeto significa uma mudança no formato da pesquisa, uma vez que adota um modelo de parceria com o setor produtivo.  A especialista explicou que o sistema prevê a coleta automática sem interferência humana. Os equipamentos fornecem, em tempo real, dados como volume de leite, temperatura, hora de coleta, dados do produtor, do transportador e da indústria. Alguns deles ainda dispõem de GPS acoplado que permitem georreferenciar o processo, o que indica o local exato das propriedades e trava qualquer tipo de captação fora de rota.  "É uma forma de qualificar o processo de rastreabilidade para conquistar novos mercados", ressaltou Guerra. 

Maira acrescenta que, com os resultados dos testes, será possível verificar quais as indicações do sistema para a realidade brasileira, como captação mínima, número de produtores por linha e diâmetro de mangueira de caminhão. Desses apontamentos, resultarão recomendações que poderão ser utilizadas pelas empresas na hora de aderir ao sistema de amostras e controle de vasão automatizada. "Temos que ver como esses equipamentos funcionam na nossa realidade e possíveis adequações necessárias", pontuou o secretário Ernani Polo, lembrando dos avanços esperados com a implementação da Lei do Leite, que intensificará a fiscalização de toda a cadeia produtiva.  "São vários processos que precisam ser monitorados para que o leite que sai bom dos tetos da vaca chegue perfeito ao consumidor. Reconhecemos a importância econômica e social do setor. A economia de diversos municípios está ligada à renda do leite", completou.

O vice-presidente do Sindilat e diretor da Cosulati, Raul Amaral, pontuou o pioneirismo dos testes e a ação do sindicato, mas lembrou que ainda há muito trabalho pela frente. "É um grande programa que o Sindilat e a Embrapa oferecem à cadeia do leite", frisou. 

Presente na solenidade, o deputado Gabriel Souza destacou a força do setor e se disse curioso em ver o sistema funcionando. Veterinário, o parlamentar fez questão de participar do workshop e de manifestar apoio ao setor na votação da Lei do Leite. (Assessoria de Imprensa Sindilat)


Créditos: Carolina Jardine
 

 
 
Dia do Leite na Escola movimenta colégio de Porto Alegre

A terceira edição do "Dia do Leite na Escola", realizada nesta terça-feira (15/12), movimentou o colégio Ildefonso Gomes, no bairro Santana, em Porto Alegre. Cerca de 60 crianças, entre 6 e 12 anos, participaram das atividades promovidas pela Secretaria da Agricultura (Seapi) com apoio do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat). Através de apresentações lúdicas, o projeto mostra todo o processo de produção do leite, desde o produtor até chegar na prateleira do supermercado. 

Além de contribuir com informações sobre a cadeira produtiva do leite, a oficina esclarece as principais dúvidas dos estudantes. "A cada encontro, vemos a importância dessa ação. As crianças aproveitam para tirar todas as dúvidas, desde a diferença entre os tipos de leite até como é feita a ordenha", destaca Liskettelen Pedroso Lorscheiter, estudante de Medicina Veterinária e uma das responsáveis por interagir com as crianças. 

Escolas interessadas em participar do projeto devem entrar em contato com a equipe do Dia do Leite na Escola por meio do email fundoleite@agricultura.rs.gov.br ou pelo telefone (51) 3288-6305 e solicitar a realização da oficina. (Assessoria de Imprensa Sindilat)


Foto: Seapi/Divulgação

Exportações do Rio Grande do Sul avançaram 24,8% em novembro

As exportações do Rio Grande do Sul cresceram 24,8% em novembro, na comparação com o mesmo mês de 2014, e totalizaram US$ 1,31 bilhão. A principal contribuição veio dos produtos básicos (commodities), que registraram avanço de 307% devido à demanda elevada por soja da China. Por sua vez, o setor industrial gaúcho respondeu por 81,6% de tudo que o Estado embarcou e aumentou em 9,2% suas vendas no período, somando US$ 1,07 bilhão.

Este foi apenas o segundo crescimento nessa base de comparação desde março. O outro havia sido em setembro, quando houve a contabilização de uma plataforma de petróleo e gás como exportação. "Tivemos uma notícia animadora vinda da Argentina, que anunciou a retirada das barreiras à importação a partir do início do ano que vem. A taxa de câmbio também deverá ajudar", afirmou o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), Heitor José Müller, ao avaliar a balança comercial.

De um total de 23 segmentos fabris que realizaram embarques, oito cresceram, oito caíram e sete se mantiveram estáveis. As categorias com as maiores contribuições positivas foram celulose e papel (313,3%), madeira (300%) e alimentos (12,5%). Já produtos químicos (-10,3%) e máquinas e equipamentos (-7,5%) sofreram as quedas mais significativas.

Em relação aos parceiros comerciais de novembro, em relação a igual mês do ano passado, a China ficou em primeiro lugar (US$ 173,8 milhões), elevação de 181%, com a soja como produto mais solicitado. A segunda posição do ranking ficou com a Argentina (US$ 125,3 milhões), que aumentou em 24,3% as encomendas e recebeu principalmente veículos automotores. Na sequência vieram os EUA (US$ 93,0 milhões), ao expandirem em 15,3% seus pedidos, basicamente tabaco não-manufaturado.

Ainda nessa base de comparação, as importações totais gaúchas caíram 40,5%, somando US$ 841 milhões - o menor valor registrado desde 2006. Com exceção de combustíveis e lubrificantes (6,3%), todas as categorias de uso tiveram diminuições. Aproximadamente 75% da queda é explicada pelos bens intermediários (-47,8%), que estão diretamente atrelados à fraca dinâmica industrial. Além disso, a desvalorização da taxa de câmbio e o pessimismo dos empresários em relação ao futuro ajudam a explicar o resultado.

Entre janeiro e novembro, as exportações retraíram 5,4%, enquanto a indústria recuou 8,2%. Coque e derivados de petróleo (-82,4%), tabaco (-14,5%), couro e calçados (-13,4%), produtos químicos (-10,4%) e produtos alimentícios (-7,5%) lideraram as perdas.

Agronegócio gerou 64% das vendas externas do Estado
Do total das exportações gaúchas, o agronegócio respondeu por 64,64%, ou US$ 845 milhões. O volume de produtos do setor embarcados no mês passado alcançou 1,418 milhão de toneladas. Os dados são do Ministério de Desenvolvimento e Comércio Exterior e foram compilados pela Federação da Agricultura (Farsul).

A receita de exportação do agronegócio em novembro teve um crescimento de 46,51% com relação ao mesmo período do ano passado. A alta foi puxada pela soja em grãos, cujos embarques foram de 550 mil toneladas - elevação de 911%. Com isso, o valor exportado desse produto aumentou 744%, alcançando US$ 207 milhões, apesar da queda no preço pago pela commodity.

No acumulado de 2015 o Estado exportou US$ 10,990 bilhões em mercadorias do agronegócio, queda de 3,57% ante igual intervalo de 2014. Nesse caso, a alta no volume não foi suficiente para compensar a redução no valor. A China é o principal destino das vendas do agronegócio gaúcho, com 38% do total de 2015. Atrás estão Vietnã (3,7%), EUA (3,7%) e Coreia do Sul (3,6%). (Jornal do Comércio)

Produção alta de leite na UE afeta recuperação de preços, diz Rabobank 

O crescimento da produção de leite na União Europeia, reflexo do fim do regime de cotas no bloco, deve afetar a recuperação dos preços internacionais de lácteos, de acordo com relatório do banco holandês Rabobank sobre o quarto trimestre deste ano. Conforme o estudo, os preços internacionais dos lácteos se estabilizaram no quarto trimestre deste ano, mas não mostraram sinais de recuperação. O crescimento da produção da matéria¬-prima desacelerou em regiões exportadoras de lácteos, mas não o suficiente para evitar um pequeno aumento no excedente exportável, segundo o relatório. 

Para reduzir esse excedente num cenário de fracas importações da China e da Rússia, os exportadores tiveram de vender produtos em mercados que pagam menos, conforme a instituição. Mas o banco espera que "travas" à produção de leite sejam postas em prática nas regiões exportadoras no primeiro semestre de 2016, embora de forma menos dramática e menos uniforme do que se imaginava há alguns meses. Isso porque a pressão nas margens na UE parece agora insuficiente para impedir o aumento da produção na região no primeiro semestre. Ao mesmo tempo, diz o banco, preços mais baixos e alguma melhora na renda devem promover aumento nas compras em regiões deficitárias. 

Na análise do Rabobank, essa dinâmica irá levar a uma redução gradual dos estoques excedente no decorrer do primeiro semestre de 2016, e os estoques devem se aproximar de níveis normais em meados do ano. Nesse cenário, afirma o banco, a recuperação deve ser adiada e a expectativa é de uma trajetória de preços mais fraca do que o esperado há alguns meses. O banco destaca que a produção de leite na Europa -- onde o regime de cotas chegou ao fim em abril deste ano -- continua a crescer de forma expressiva. Nos sete meses desde o fim das cotas, as entregas de leite cresceram 2,5% na comparação anual (alta de 2,2 milhões de toneladas). (Valor Econômico)

 
 
 
Exportação de lácteos aumentou em novembro
Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), em novembro o Brasil exportou US$37,1 milhões em produtos lácteos. Na comparação com outubro, o faturamento aumentou 12,7%. O volume embarcado também cresceu. Passou de 7,5 mil toneladas em setembro para 8,7 mil toneladas em novembro de 2015. O produto mais exportado foi o leite em pó, que somou 7,6 mil toneladas e US$34,5 milhões em faturamento. Os principais compradores, em valor, foram a Venezuela, os Emirados Árabes e a Arábia Saudita, nesta sequência de importância. Na comparação com igual período de 2014, tanto o volume como o faturamento tiveram incremento de 31,5% e 23,9%, respectivamente. O início da safra no país, junto ao dólar valorizado na comparação com igual período do ano passado, são fatores que colaboram para o cenário. (Scot Consultoria)
 

 

Porto Alegre, 16 de dezembro de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.169

 

   Sindilat apoia ação de natal

O Sindilat apoiou a ação de natal desenvolvida pelo gabinete da primeira dama maria Helena Santori na tarde desta quarta-feira em Porto Alegre.

Parceiro de diversos projetos sociais em 2015, o sindicato colaborou com o lanche das crianças que foram convidadas para o espetáculo O Pequeno Príncipe, no Theatro São Pedro.

Além de achocolatado e sanduíche, o sindicato ainda entregou a cada criança um caderno escolar.

As crianças participantes vêm de várias entidades como Brigada Mirim, Fundação de Proteção 
Especial e ONG's.

"A ideia é oferecer uma atividade diferenciada a essas crianças, um momento lúdico que marque as festas de fim de ano", pontuou o secretário executivo do Sindilat, Darlan Palharini. (Assessoria de Imprensa Sindilat)


 
Argentina anula barreira à importação

Alvo de constantes críticas de industriais brasileiros que perderam mercado na Argentina, as Djai (Declaração Jurada de Autorização à Importação), um procedimento burocrático para se vender no país, vão deixar de vigorar em 31 de dezembro e não haverá prorrogação.

A informação foi dada pelo novo ministro da Produção argentino, Francisco Cabrera, que adiantou que o governo vai implantar, até o fim do mês, um sistema de monitoramento das importações, que pretende liberar automaticamente a maior parte das compras do país no exterior.

Segundo o ministro, dos cerca de 19.000 itens da pauta de importação argentina, 18.000 poderiam ter licenças automáticas de entrada, pois "têm a ver com a produção e o emprego, e não foram paralisadas por questões comerciais e sim por falta de divisas. Isso não deveria ocorrer".

O ministro anunciou o fim do trâmite burocrático a uma plateia de empresários argentinos, reunidos pela UIA (União Industrial Argentina). A maior parte aplaudiu a novidade, mas houve os que ficaram em silêncio.

Criadas em 2012, as Djai funcionam como uma barreira à entrada de importados no país. Para entregar uma mercadoria na Argentina, o exportador tem que solicitar essa autorização ao governo, e não há prazo para se obter a resposta, seja ela positiva ou negativa.

O motivador dessa medida foi a escassez de dólares durante o segundo mandato da presidente Cristina Kirchner (2007-2015). Sem disponibilidade de moeda estrangeira, o governo passou a limitar as compras e despesas no exterior.

Mas as declarações acabaram funcionando também como um escudo para a indústria local contra a concorrência de importados. O protecionismo de Cristina e seu discurso nacionalista tinham a simpatia de boa parte do empresariado, que agora teme perder nacos do mercado doméstico para importados. Cabrera demonstrou conhecer o racha no setor industrial. "Alguns aplaudem, outros ficam preocupados", constatou. "Todos devem aplaudir. Não vamos prejudicar ninguém, seremos cuidadosos e vamos cuidar do emprego argentino".

Até a retirada da barreira burocrática, porém, o novo governo terá que lidar com a herança kirchnerista no comércio exterior. O presidente da Fiat Argentina, Cristiano Rattazzi, revelou que a fábrica de automóveis de Córdoba - que fabrica entre 500 e 600 veículos por dia - interrompeu a produção nesta segunda, por falta de peças.

Os equipamentos viriam do Brasil e estão parados na fronteira à espera das autorizações do governo. "Os funcionários se foram, levaram formulários, informações que estavam nos computadores, tudo", disse. A Toyota passa por problema semelhante, revelou uma fonte ligada à empresa, mas ainda não parou a produção na Argentina.

O efeito prático deste problema, segundo Rattazzi, é o desabastecimento do mercado doméstico, que sofre com a alta dos preços dos automóveis. "Não queremos oferecer automóveis (no mercado doméstico), porque não podemos pagar (as importações). E isso automaticamente aumenta os preços", afirmou.
Rattazzi integra a parte dos empresários argentinos que apoiam a reabertura da economia argentina ao mundo, após o isolamento dos anos kirchneristas. "Não podemos ter uma indústria limitada apenas ao mercado interno, precisamos olhar as exportações, como fazem os países que têm desempenho mais positivo", disse. "Os países que estão fechados terminam como a Venezuela, e eu gostaria que Argentina fosse mais aberta às trocas com o mundo."

O executivo diz esperar ainda que o novo governo retire os impostos que incidem sobre as exportações industriais. No setor automotivo, eles representam 5% do valor do automóvel. "Já que haverá a eliminação dos impostos sobre os produtos agrícolas, me parece óbvio que retirem também os impostos sobre a exportação de automóveis. É um disparate, que não existe em nenhum outro lado do mundo", afirmou. (Jornal do Comércio)

Seapi prepara Operação Verão

A Secretaria de Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seapi) abre sábado (19) a Operação Verão 2016, voltada à garantia da segurança alimentar dos veranistas. Para tanto, terá equipes em duas frentes. Uma no Litoral Norte, com sede em Capão da Canoa, contará com quatro veterinários e auxiliares. Outra no Litoral Sul, no balneário Cassino, em Rio Grande, com três veterinários e auxiliares. Além disso, serão utilizados dois motorhomes para divulgação das atividades e educação sanitária. A tarefa dos grupos será fiscalizar produtos de origem animal em trânsito e por demanda de propriedades diante de situações de abate ilegal e clandestino. 

A estratégia de fiscalização inclui barreiras fixas em postos das Polícias Rodoviárias Federal e Estadual, em diferentes momentos, e móveis, nas quais as equipes mudam de posição constantemente e abordam veículos em trânsito com carga suspeita. Na temporada de verão 2016 também será feita ação conjunta com as Secretarias da Saúde e de Segurança em estabelecimentos comerciais. O diretor do Departamento de Defesa Agropecuária da Seapi, Antonio Carlos Ferreira Neto, diz que o foco principal da fiscalização será o abate ilegal e clandestino, mas também será dada atenção especial para o abigeato. Na temporada de verão 2015, foram apreendidos e inutilizados 31,1 mil quilos de produtos e 1,5 mil dúzias de ovos. Também foram identificados 740 animais em situação irregular. O principal problema foi o transporte de produtos em veículos com temperatura inadequada à conservação. A Operação Verão 2016 se estenderá até o final de fevereiro. 

O presidente do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa), Rogério Kerber, considera as ações importantes para coibir a produção informal, mostrar à população que ocorre controle e que o serviço oficial está atento para protegê-la. Observa que a fiscalização busca alcançar a produção, com viés de proteger a saúde pública, mas de forma indireta também protege a sanidade animal, pois identifica desvios e possíveis abates clandestinos. (Correio do Povo)
 

Produtividade 
Estimativas indicam que a oferta de alimento deverá crescer 80% até 2050. Rodrigo Santos, da Monsanto, acredita que 95% dessa necessidade de alimentos virá do aumento de produtividade. Apenas 5% virão de ocupação de novas áreas produtivas. O executivo da multinacional acredita que um dos caminhos para a elevação da produtividade seja a agricultura digital. Esse novo sistema permitirá a compilação e utilização de informações hoje de uso limitado pelo produtor. Após avaliadas as informações, elas serão transmitidas aos produtores, por meio de um aplicativo. Este indica as melhores ações de manejo na respectiva área. O sistema, que já está em operação nos Estados Unidos, ocupando 30 milhões de hectares, ainda passa por testes no Brasil. Por ser um país tropical e ter um sistema de produção mais complexo, a tecnologia tem de ser desenvolvida por aqui.  (Folha de SP)
 

 

    

         

Porto Alegre, 15 de dezembro de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.168

 

   Conseleite/PR

A diretoria do Conseleite-Paraná reunida em Curitiba, atendendo os dispositivos disciplinados no Capítulo II do Título II do seu Regulamento, aprovou e divulgou os valores de referência para a matéria-prima leite realizados em novembro de 2015, calculados por metodologia definida pelo Conseleite-Paraná, a partir dos preços médios e do mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes. Os valores de referência indicados nesta resolução correspondem à matéria-prima leite denominada Leite CONSELEITE IN62, que se refere ao leite analisado que contém 3% de gordura, 2,9% de proteína, 600 mil uc/ml de células somáticas e 600 mil uc/ml de contagem bacteriana. 

  

Para o leite pasteurizado o valor projetado para o mês de novembro é de R$ 1,8182/litro. Visando apoiar políticas de pagamento da matéria-prima leite conforme a qualidade, o Conseleite Paraná disponibiliza um simulador para o cálculo de valores de referência para o leite analisado em função de seus teores de gordura, proteína, contagem de células somáticas e contagem bacteriana. O simulador está disponível no seguinte endereço eletrônico: www.conseleitepr.com.br/conseleite/. (Fonte: Conseleite/PR) 

 
 
 
GDT: Preços internacionais apresentam leve alta
 
O resultado do leilão GDT desta terça-feira (15/12) registrou alta de 1,9% sobre o leilão anterior, com preços médios de lácteos em US$2.458/tonelada, repetindo o movimento de alta ocorrido no leilão anterior.

O leite em pó integral apresentou alta de 1,8%, sendo comercializado a US$ 2.304/tonelada. O leite em pó desnatado teve estabilidade, indo a US$1.891/ton (+0,2%). Já o queijo cheddar teve leve alta, chegando a US$2.856/tonelada (+1,1% sobre o último leilão).

Os valores de leite em pó integral são semelhantes aos apresentados no mesmo período do ano passado. No entanto, o mercado se encontra muito distante dos picos de preços ocorridos entre 2013 e início de 2014, quando chegou a US$5.000/ton.

Neste leilão foram vendidas 24.888 toneladas de produtos lácteos, volume cerca de 30% inferior ao mesmo período do ano passado. 

Os contratos para entrega futura de leite em pó integral também tiveram aumento, com os preços futuros oscilando entre US$2.200 e US$2.400/ton. Os dados apontam que a expectativa do mercado é de que não haja grandes oscilações de preço ao longo do primeiro semestre de 2016. (Fonte: Global Dairy Trade, elaborado pelo MilkPoint Inteligência)

 


 

Produção brasileira cai depois de 5 anos de crescimento

Pela segunda vez, nos últimos 18 anos, a produção formal brasileira de leite apresenta uma redução de volumes em relação ao ano anterior. Segundo dados da Pesquisa Trimestral do Leite divulgados hoje (15) pelo IBGE, o volume de leite fresco adquirido pelas empresas entre janeiro e setembro de 2015 foi 2,5% menor que no mesmo período de 2014. Como mostra o gráfico 01, esta variação negativa de volumes nos primeiros 9 meses do ano aconteceu pela primeira vez em 2009 (analisando a série de dados do IBGE desde 1997).

Gráfico 01. Variação do volume de leite fresco adquirido pelas indústrias em relação ao ano anterior (período de janeiro a setembro) - Brasil

 Fonte: elaborado por MilkPoint Inteligência com base em dados da Pesquisa Trimestral do Leite do IBGE

Dentre os principais estados produtores, a maior queda no período analisado ocorreu em Goiás, onde os volumes este ano estiveram 7,7% abaixo do patamar de 2014. Quedas significativas também foram observadas na Bahia e no Paraná. A variação nos principais estados produtores pode ser observada no Gráfico 2.

Gráfico 2. Variação do volume adquirido de leite fresco pelas indústrias em relação ao ano anterior (período de janeiro a setembro) - Principais estados produtores


Fonte: elaborado por MilkPoint Inteligência com base em dados da Pesquisa Trimestral do Leite do IBGE

A queda real dos preços aos produtores brasileiros - os preços médios de janeiro a novembro deste ano são 9,3% menores que os valores deflacionados do ano passado (média Brasil Cepea), a consequente baixa competitividade dos preços do leite em relação aos seus principais insumos (milho e farelo de soja) e condições climáticas desfavoráveis ao longo de todo o ano explicam esta redução de produção.

A queda da aquisição de leite (produção de leite formal) vem se acelerando nos últimos meses, notadamente nos estados do sul. Como mostra o Gráfico 03, os problemas com excesso de chuvas, principalmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina fizeram a produção destes estados recuar no último trimestre avaliado. (Fonte: Equipe MilkPoinT)

Gráfico 3. Variação de produção nos estados no primeiro semestre e no terceiro trimestre de 2015 (em relação a 2014)

 Fonte: elaborado por MilkPoint Inteligência com base em dados da Pesquisa Trimestral do Leite do IBGE

Sociedade de nutrição faz defesa do consumo de leite

Na contramão da onda de dietas sem lactose, a Sban (Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição) publicou na quarta-feira um documento em defesa do consumo de leite e derivados.

Segundo o texto, laticínios devem ser consumidos diariamente, por pessoas de todas as idades, porque são as principais fontes de cálcio da alimentação -nutriente essencial para a manutenção da saúde óssea.

"Para indivíduos saudáveis que necessitam 2.000 kcal por dia (...) recomenda-se o consumo de três porções de lácteos (...). Um copo de leite (200 mL) corresponde a uma dessas porções", diz um trecho do documento.

Segundo a entidade, pesquisas já mostraram que a população brasileira ingere menos cálcio do que deveria e isso acontece porque, muitas vezes, as pessoas "reduzem a ingestão de lácteos por se autoperceberem como intolerantes à lactose".

"A percepção de intolerância ao leite de vaca é mais frequente do que aquela realmente confirmada por diagnóstico clínico."

O texto continua dizendo que, se a pessoa não tem intolerância a lactose, não há nenhum motivo para deixar de consumir derivados de leite.

"A recomendação indiscriminada para a restrição ao consumo não encontra, atualmente, respaldo científico com nível de evidência convincente."

O documento vai ao encontro de outros posicionamentos de entidades do ramo, como o Consenso Brasileiro sobre Alergia Alimentar (da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia) e documentos do CRN (Conselho Regional de Nutricionistas SP/MS). (As informações são da Folha de São Paulo)

 
Cooperativa Santa Clara ganha mais assertividade com soluções de Business Intelligence
As soluções de TI têm ganhado destaque nas companhias, principalmente, as ferramentas de Business Intelligence (BI). Com o foco na redução de custos e na otimização nas tomadas de decisão, os gestores têm encontrado na ferramenta uma alternativa para driblar a crise econômica e tornar o negócio mais eficiente. E foi com está visão que a Cooperativa Santa Clara - considerada a mais antiga empresa de laticínios em atividade no Brasil - investiu, no início deste ano, R$ 376 mil no QlikView, para garantir a excelência nos processos de carga e extração de dados dos clientes, com a consultoria da Inteligência de Negócios (IN) como Master Reseller da Qlik no Brasil. (Fonte: Segs, adaptado pela Equipe Milknet)
 

 

    

 

         

Porto Alegre, 14 de dezembro de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.167

 

   Sindilat entrega doação de Natal a abrigos

O presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, entregou nesta segunda-feira (14/12) à Fundação de Proteção Especial do RS achocolatados para compor a ceia de Natal das crianças residentes nos 33 abrigos espalhados pelo Estado. O repasse de mil unidades foi oficializado com a presença da diretora administrativa da FPE, Maria do Carmo Furquim. "São pequenas ações que nos permitem fazer o Natal de dezenas de crianças um momento um pouco mais alegre", pontuou Guerra. 

O repasse atende a pedido da primeira dama Maria Helena Sartori, que uniu o Sindilat à Fundação. Atualmente, a entidade atende a 532 pessoas acolhidas. "É muito importante essa parceria entre a fundação e o Sindilat. Vocês estão colaborando para fazer um Natal mais feliz para nossos acolhidos", acrescentou Maria do Carmo. (Assessoria de Imprensa Sindilat)


Crédito: Sérgio Garcia 
 
 
Sindilat e Embrapa promovem workshop sobre medidores em Pelotas

Na próxima quinta-feira (17/12), a Embrapa e o Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) farão um detalhamento do projeto de medidores de vasão em Pelotas (RS). Na oportunidade, também será feito um roteiro para que associados e a imprensa possam acompanhar as coletas nas propriedades e os testes que vêm sendo realizados nos laboratórios da Embrapa Clima Temperado.

ROTEIRO
6h - Saída de Porto Alegre em direção a Pelotas
10h - Abertura do evento - Autoridades presentes: Clenio Pillon (Embrapa), Alexandre Guerra (Sindilat), Ernani Polo (Seapi) e Arno Kopereck (Cosulati)
10h30min - Detalhamento do Projeto (Maira Balbinoti - Embrapa)
11h - Visita à propriedade rural para demonstração de coleta de amostras 
12h - Visita ao Laboratório para análise de amostras
14h - Retorno a Porto Alegre

 

Prazo do Bloco K é adiado para janeiro de 2017

Secretários estaduais de Fazenda decidiram adiar o prazo de implantação por grandes empresas do chamado Bloco K para janeiro de 2017. A ferramenta faz parte do Sistema Público de Escrituração Digital (Sped) e exige o envio eletrônico de dados detalhados sobre a movimentação do estoque pelas empresas ao Fisco. A prorrogação beneficia companhias com faturamento anual superior a R$ 300 milhões. Antes da alteração do prazo, elas seriam obrigadas a entregar essas informações já a partir de 1º de janeiro de 2016. A data foi estendida pelos secretários em votação realizada durante a 159ª reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), na última sexta¬-feira. A decisão sobre o novo prazo deve ser publicada nesta semana no Diário Oficial da União. Dois motivos principais foram apontados pela Comissão Técnica Permanente (Cotepe) do Confaz para a prorrogação do prazo. Foram destacadas as dificuldades de alguns setores para atender as novas regras e a possibilidade de se discutir a flexibilização da exigência. 

O Bloco K reunirá informações sobre matérias¬-primas e suas respectivas quantidades para um controle do processo produtivo. Hoje, o Fisco tem acesso às movimentações de entrada e saída das empresas por meio da nota fiscal eletrônica, mas não sabe a fórmula de transformação dos insumos nos produtos que serão comercializados pela indústria. E é essa fórmula que deverá ser informada com a implantação da ferramenta. Essa exigência, no entanto, acabou deixando as empresas preocupadas em razão do risco de acesso a segredos industriais por concorrentes. O advogado Douglas Mota, do escritório Demarest, afirma que a banca se preparava para ingressar com ações judiciais em 16 Estados antes da alteração dos prazos. "Todas tinham como principal argumento a possibilidade de quebra do segredo industrial", afirma. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) quer discutir o modelo do Bloco K. Além do sigilo das fórmulas de produção das companhias, a indústria questiona se o Fisco terá condições de processar todas essas informações que serão geradas. 

Há discussão também sobre os custos que serão gerados com a implantação da ferramenta. Segundo estimativa da Associação de Fabricantes de Brinquedos (Abrinq), as companhias gastariam 3% da sua produtividade para manter o programa de informações exigidos pelo Bloco K. Para o presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica, Humberto Barbato, a decisão do Confaz é um passo importante para que se ampliem as discussões sobre a exigência da ferramenta. "A complexidade exigida pelo Bloco K geraria uma carga burocrática que a indústria não conseguiria atender. Seria praticamente impossível de ser cumprida." Em outubro, por meio Ajuste Sinief nº 8, o conselho já havia autorizado o adiamento do prazo para as indústrias com faturamento anual igual ou superior a R$ 78 milhões ¬ o prazo, inicialmente, também era 2016 e agora será em 1º de janeiro de 2017. Indústrias e comerciantes atacadistas conseguiram ainda mais prazo: 1º de janeiro de 2018. (Valor Econômico)

Leite Fresco Piá apresenta nova campanha assinada pela Matriz

Já está no ar a nova campanha publicitária desenvolvida pela agência Matriz para o Leite Fresco da Piá.
E o comercial para televisão traz como atores principais os personagens que fizeram com que a Cooperativa existisse e se tornasse o que é: seus produtores fundadores. No filme, eles contam situações reais vivenciadas na rotina do campo, mostrando o que os inspira todos os dias. Em meio as histórias, o objetivo da campanha é apresentar ao público o novo produto da Piá, destacando suas principais qualidades como a seleção de produtores, a excelência da matéria prima, os processos de produção, a praticidade e segurança da nova embalagem e o prazo de validade do produto. 

Além do comercial para a televisão em canais abertos e fechados, o trabalho assinado pela Matriz vai contemplar spot para rádio, anúncios em jornais e revistas, flyer, PDV, mídia externa com outdoor quíntuplo e frontlight, internet com ações no Facebook, Instagram,  Youtube e Web Banners. (Assessoria de Imprensa Piá)

 

Leite/Europa 

A Europa Ocidental continua com bastante leite, embora possa ser observada queda em alguns países. Relatórios preliminares da Eurostat mostram que a produção de leite da UE-28 de janeiro a setembro está 1,4% maior que os níveis de um ano antes. As variações percentuais entre janeiro e setembro desse ano, e o mesmo período de 2014 de países membros selecionados foram: Alemanha (+1,1%); França (-0,4%). Reino Unido (+1,5%); Bélgica (+5,4%); Itália (+0,4%); e Irlanda (+9,9%). Os volumes produzidos pressionam os preços do leite em pó, quebrando as cotações do leite em pó integral e do leite em pó desnatado. O preço do leite em pó desnatado está perto dos valores de intervenção. A manteiga está em bom equilíbrio, com os preços inalterados. Poucas interrupções no fluxo de processamento são esperadas para as semanas de férias do final de ano, porque muitas indústrias manterão o ritmo de trabalho, com exceção de algumas indústrias de queijos especializados. (Usda - Tradução Livre: Terra Viva)

Leite/Oceania

A produção de leite na Austrália está sendo bastante afetada pelas condições adversas, com a seca se espalhando por significativas bacias leiteiras. Há o declínio sazonal, e os volumes estão abaixo dos níveis de um ano atrás. De acordo com a Dairy Australia, a produção de leite em outubro de 2015 atingiu 1.093 bilhões de litros, -0,4% em relação a outubro de 2014. No acumulado da temporada houve aumento de 2% em relação à campanha passada. Ainda de acordo com a Dairy Australia, a produção de várias commodities em setembro de 2015 mostraram as seguintes variações percentuais em relação a 2014: manteiga (-7,5%); butteroil (+23,8%; leite em pó desnatado (+10,6%); leite em pó integral (-5,9%); leitelho em pó (-17.1%); queijo (+2%); e soro de leite (-17.2%). (Usda - Tradução Livre: Terra Viva)

 

Mais uma no clube do bilhão

A cooperativa Languiru, de Teutônia, está cheia de motivos para comemorar. Além de celebrar 60 anos, chegou à casa do bilhão. Em novembro, alcançou faturamento bruto de R$ 1 bilhão e deve fechar 2015 com mais de R$ 1,1 bilhão.

- É um número bastante expressivo. Nosso faturamento bruto tem evoluído consideravelmente a cada novo exercício - observa o presidente Dirceu Bayer.

Em 2002, a cooperativa somou R$ 140 milhões. Dez anos depois, havia chegado a R$ 641 milhões e, no ano passado, teve faturamento bruto de R$ 970 milhões.

Na semana passada, a coluna mencionou a performance da Cotrisal, que também faturou o primeiro bilhão. Em tempos de crise, notícias como essas são mais do que bem-vindas. (Zero Hora)

 
 
Brent caiu a US$ 37,93
Na sexta¬-feira, o petróleo caiu para seus níveis mais baixos desde a crise financeira. O barril do Brent, referência global, fechou a US$ 37,93, uma queda de 4,5%, que é o menor patamar desde dezembro de 2008. O WTI, na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex), encerrou o dia em queda de US$ 1,14 (¬3,1%), a US$ 35,62. A oferta de petróleo no mundo continua a inchar, enfrentando problemas para armazenar estoque. (Valor Econômico)​
 

         

Porto Alegre, 11 de dezembro de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.166

 

   Sindilat entrega prêmios em noite de comemoração

O Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat) recebeu, nesta quinta-feira (10/12), autoridades, lideranças do setor, parlamentares, associados e imprensa para seu tradicional jantar de confraternização. Com a presença do governador José Ivo Sartori, dos secretários de Estado Maria Helena Sartori, Ernani Polo e Tarcísio Minetto e deputados a solenidade foi marcada por emoção e entrega de prêmios e homenagens. Na ocasião, o Sindilat anunciou os vencedores do 1º Prêmio Sindilat de Jornalismo e do troféu Destaque 2015, que homenageou personalidades e instituições que atuam em prol do agronegócio.

No jantar, o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, ressaltou as conquistas e dificuldades do sindicato ao longo do ano. No âmbito estadual, citou a Lei do Leite, projeto construído em parceria com entidades do setor, e o enfrentamento de momentos adversos como a greve dos caminhoneiros e o projeto de lei que previa redução de 30% dos créditos presumidos. "Essa medida foi essencial para manter a competitividade do produto gaúcho", destacou Guerra. 

Em Brasília, encampou o projeto de lei que permite o uso de créditos de PIS/COFINS para ações de qualificação da produção leiteira. "O setor lácteo viveu um ano de margem ajustadas e muito trabalho para manter-se vivo em meio à crise anunciada", avaliou o presidente do Sindilat. Com o objetivo de assegurar a qualidade do produto e mostrar  a seriedade da cadeia produtiva, o Sindilat concretizou, no segundo semestre, um projeto de pesquisa inédito de avaliação do desempenho de medidores de vazão e a coleta automática de amostras de leite. Os estudos que estão sendo operacionalizados pela Embrapa Clima Temperado com apoio da Cosulati, em Capão do Leão, terão os seus primeiros resultados já no início de 2016.

Homenageada com o Troféu Destaque 2015, na categoria Responsabilidade Social, a secretária de Políticas Sociais e primeira-dama, Maria Helena Sartori, agradeceu a parceria do Sindilat em relevantes ações sociais desenvolvidas ao longo do ano. Além da doação de 25 mil litros de leite a hospitais e instituições do Estado no dia Estadual do Leite, esteve ao lado do governo nas arrecadações de mantimentos para os atingidos durante as enchentes de Porto Alegre. Aproveitou a oportunidade para agradecer mais uma doação feita pelo Sindilat, desta vez de mil unidades de achocolatados, que serão repassadas à Fundação de Proteção Especial do RS. Em seu pronunciamento, o governador José Ivo Sartori fez coro ao discurso da primeira dama reforçando a solidariedade das indústrias lácteas gaúchas. E pediu apoio dos presentes para que se envolvam em ações sociais seguindo o exemplo dado pelo Sindilat. 

No Prêmio Destaques 2015, além da primeira dama, outras oito personalidades do setor público e privado receberam a distinção por terem se destacado em suas áreas de atuação ao longo do ano. Foram reconhecidos com o prêmio:

Destaque Agronegócio Nacional: 
Ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Kátia Abreu. 

Destaque Agronegócio Estadual:
Secretário da Agricultura, Pecuária e Irrigação, Ernani Polo

Destaque Setor Público
Secretário de Desenvolvimento Rural, Tarcísio Minetto

Destaque Inovação
Sociedade Educacional Três de Maio - SETREM

Destaque Responsabilidade Social
Secretária de Políticas Sociais, Maria Helena Sartori

Destaque Pesquisa
Embrapa Clima Temperado 

Destaque Industrial
Cooperativa Languiru

Destaque Personalidade 
Empresário Zildo De Marchi 

Destaque Servidor Público
Fiscal federal agropecuário do MAPA, Ana Lucia Stepan 
(Assessoria de Imprensa Sindilat)
 
 
 
Divulgados vencedores do 1º Prêmio Sindilat de Jornalismo
 
A festa de comemoração do Sindilat ainda foi marcada pela entrega do 1º Prêmio Sindilat de Jornalismo. O objetivo foi reconher os melhores trabalhos produzidos pela mídia especializada no setor lácteo. O primeiro colocado em cada categoria recebeu, além do troféu, um Iphone 6. O presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, aproveitou para destacar o empenho de todos os profissionais na cobertura diária do setor. 
 
Conheça os vencedores: 
 
Impresso
1º lugar: Cleidi Pereira / Zero Hora (RS) - Foco no futuro do Leite
2º lugar: Danton Jr e Bruna Karpinski / Correio do Povo (RS) - Robô substitui mão de obra na ordenha
3º lugar: Bruna Karpinski / Correio do Povo (RS) -  Queijo com identidade serrana
 
Eletrônico
1º lugar: Dulciana Sachetti/RBSTV Santa Rosa (RS) - Modelo Confinamento Free Stall: tecnologia leiteira garantindo a sucessão familiar no campo 
2º lugar: Marcelo Kielling / Rádio Diário-Diário da Manhã (RS) - Produtividade e os Desafios da produção leiteira no RS
3º lugar: Bruna Essig/ Canal Rural (RS) - Chuva traz impactos à produção de leite
 
Fotografia
1º lugar: Diogo Zanatta / Zero Hora (RS) - Para não deixar furo
2º lugar: Diogo Zanatta/ Zero Hora (RS) - Qualidade Remunerada 
3º lugar: Tarsila Pereira/Correio do Povo (RS) - Produtores de leite protestam contra a crise
 
On Line
1º lugar: Ângela Prestes/ Destaque Rural  (RS) -  Compost Barn - Mais Produtividade e Conforto 
2º lugar: Carlos Guimarães Filho/Gazeta do Povo (PR) - Campos Gerais, onde o leite e a soja se encontram 
3º lugar: Bruna Essig/ Canal Rural (RS) - Mapa investe R$ 387 milhões na cadeia do leite 
 (Assessoria de Imprensa Sindilat)
 

PIB AGRO/CEPEA: Agronegócio pode ter leve queda em 2015

Nem o agronegócio resiste à crise econômico-política instalada no País. No acumulado de janeiro a setembro deste ano, o PIB do setor recuou 0,51%, sinalizando para queda anual de 0,7% em 2015 em relação a 2014, conforme cálculos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP. A divulgação de dados oficiais referentes aos meses mais recentes pode alterar ligeiramente este resultado. O movimento baixista ocorre tanto na agricultura quanto na pecuária, que caem a taxas semelhantes: 0,49% e 0,54%, respectivamente, até setembro.

As retrações mais expressivas ocorrem no segmento industrial (queda de 1,31%, até setembro), mas os resultados dos segmentos primário e de serviços relacionados ao agronegócio também recuam: 0,30% e 0,64%, respectivamente, no acumulado até setembro. O único segmento do agronegócio que cresceu neste período foi o de insumos, 1,22%, puxado pela forte alta dos preços de fertilizantes decorrente do câmbio. Em contrapartida, o volume importado diminuiu 13% na comparação de janeiro a outubro de 2015 e o mesmo período de 2014, segundo dados da Anda (Associação Nacional para Difusão de Adubos).

No segmento "dentro da porteira" do setor agrícola, os preços médios (agregado dos produtos considerados no cálculo do PIB) estão 4,08% menores que na média de jan-set/2014, ao passo que a produção das mesmas culturas pode ter expansão anual de 4,4%. No balanço, registra estabilidade. Já a renda do segmento primário da pecuária tem sido pressionada pelos menores volumes de produção, uma vez que, em preços, o cenário é de alta no comparativo com 2014. O resultado era negativo em 0,55% até setembro.

Na agroindústria, os piores cenários foram registrados para o etanol e produtos têxteis-vestuaristas. A indústria de base agrícola vai acumulando retração de 1,25% e a pecuária, de 1,7%.

Na avaliação da equipe Cepea, o câmbio segue positivo para as exportações, mas a desvalorização do Real não tem sido suficiente para compensar a forte queda dos preços internacionais. De janeiro a setembro, os preços de exportação do agronegócio, em Reais, estiveram 6% abaixo dos observados no mesmo período de 2014.

Para 2016, a maior preocupação dos produtores está relacionada ao crédito. A liberação dos recursos do Plano Safra 2015/16 está atrasada e os produtores têm enfrentado dificuldade na contratação de empréstimos a juros subsidiados previstos no Plano Plurianual Agrícola. Conforme instituições bancárias, a queda nos depósitos à vista e na poupança, ao lado das exigências crescentes de garantias, têm limitado o atendimento à demanda de financiamento rural. Conforme pesquisadores do Cepea, são preocupantes as informações de que o crédito para investimento estaria sofrendo forte queda, podendo comprometer o crescimento em 2016 e, talvez, por mais anos.

"A agropecuária brasileira é movida essencialmente por tecnologia, que alcança os produtores rurais por meio de novos insumos (sementes e melhoria genética animal, agroquímicos, maquinários etc.) e novas práticas agronômicas e administrativas capazes de enfrentar ou mitigar os contínuos desafios ligados ao clima e à incidência maior de pragas e doenças e à volatilidade dos mercados. São fatores que tornam o segmento bastante intensivo no uso de crédito. O prolongamento da crise econômica e política tem grande potencial de atingir o processo de crescimento do agronegócio brasileiro ao reduzir o volume e aumentar o custo do crédito e de outros instrumentos de política agrícola (seguro e apoio à comercialização, pesquisa e extensão), dado o constrangimento fiscal", avalia o professor Geraldo Barros, coordenador do Cepea.

Nas perspectivas do Cepea, a economia doméstica deve permanecer em nível recessivo em 2016, com menores níveis de emprego e salário real. No cenário externo, principal alavanca do agronegócio brasileiro, as perspectivas também trazem preocupação. O dólar deverá seguir em elevação ao mesmo tempo em que os juros norte-americanos deverão dar um primeiro salto depois de anos seguidos de estagnação em níveis baixíssimos. A isso se soma o crescimento mundial mais lento, principalmente da China. Os pesquisadores acrescentam ainda o cenário de preços de commodities estagnados ou em queda.

"A válvula de escape para o Brasil será uma alta ainda maior do dólar no mercado interno, compensando a evolução dos preços internacionais. Entretanto, o recrudescimento da inflação poderá levar as autoridades monetárias a avançar na elevação dos juros e nas intervenções no mercado cambial, em prejuízo do agronegócio (mesmo considerando-se o contrapeso do impacto sobre os preços nos insumos)", comenta Geraldo Barros.

No balanço, dizem os pesquisadores, não há como não antever um ano de 2016 difícil para o agronegócio e também para os demais setores da economia. O agronegócio ficará à mercê de como se consumarem os fatores de incerteza (clima, pragas e doenças, dólar, preços internacionais) que definirão em que direção o PIB do setor vai se mover em relação à baixa taxa observada no ano que termina. Independentemente dessa direção, a mudança não deve ser expressiva, antecipam. (As informações são do Cepea)

Dália Alimentos apresenta nova era na atividade leiteira
 

Uma nova era na atividade leiteira, em que máquinas desempenham a função do homem na realização da ordenha, já é realidade na Dália Alimentos. Na última quinta-feira, dia 10 de dezembro, a cooperativa inaugurou um projeto único na América Latina onde robôs são os responsáveis pela ordenha dos animais.

Pioneiro e inovador em sua concepção, o projeto associativo possui 16 produtores de leite associados e recebeu investimento de R$ 5 milhões, financiados pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), que é vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia. O projeto inaugurado está localizado na comunidade de Linha Tigrinho Baixo, em uma área com 13 hectares no município de Nova Bréscia. Outros três encontram-se em fase de construção nos municípios de Roca Sales, Arroio do Meio e Candelária.

Durante a inauguração, os olhares do público - mesclado entre delegados, suplentes, conselheiros, direção, comunidade local, regional e estadual, lideranças e autoridades, associados e familiares - estiveram voltados para as instalações do empreendimento. O pavilhão central, dividido em pista de alimentação, área de camas e sala de espera, tem capacidade para 262 animais. No momento encontram-se alojados 115 animais em lactação e 66 vacas secas e novilhas. A produção atual é de 2,5 mil litros, com estimativa de atingir 6,5 mil litros em sua capacidade máxima.

Totalmente automatizado, o projeto opera com três robôs da marca DeLaval, importados da Suécia, os quais realizam a ordenha das vacas 24 horas por dia, sete dias por semana. Cancelas, que são abertas conforme diagnostico de um chip acoplado em cada animal, determinam a direção de cada vaca. Desta forma, elas sabem o momento exato de ordenhar ou se alimentar. (Assessoria de Imprensa Dália)

 
Descerramento da placa alusiva à inauguração 
Foto: Carina Marques

Balança comercial de lácteos: importações de leite em pó caem 50% em novembro

A balança comercial de produtos lácteos teve um déficit de 371 toneladas em novembro, volume 25 vezes menor que o apresentado em outubro. Em valores, a balança de lácteos voltou a ter saldo positivo: enquanto em outubro houve um saldo negativo de US$12,6 milhões, em novembro houve um superávit de US$14,3 milhões.

Tabela 1 - Exportações e importações por categoria de produto

Fonte: MDIC

Novamente, o maior volume das exportações foi de leite em pó integral, com pouco mais de 5.800 toneladas exportadas a um preço médio de US$5.417/ton, com grande parte do volume destinado ao mercado venezuelano.

As importações de leite em pó, tanto integral quanto desnatado, tiveram origem majoritariamente da Argentina (48,8%), seguido por Uruguai (46,8%) e Estados Unidos (4,4%). Desde julho deste ano, Uruguai e Argentina tem mantido praticamente as mesmas participações nas importações brasileiras de leite em pó.


 
Analisando as quantidades em equivalente-leite (a quantidade de leite utilizada para a fabricação de cada produto), a quantidade importada foi de 81,6 milhões de litros em novembro, baixa de 41,8% em relação a outubro. Por outro lado, as exportações em equivalente-leite tiveram alta de 15%, totalizando 66,7 milhões de litros.

De janeiro a novembro deste ano, o déficit acumulado da balança comercial de lácteos em equivalente-leite é de cerca de 496 milhões de litros, mais do que o triplo do déficit apresentado ao longo do ano inteiro de 2014, que foi de 159 milhões de litros. O gráfico 2 a seguir apresenta este cenário, mostrando o histórico mensal do saldo da balança de lácteos 2014 x 2015. (A matéria é da Equipe MilkPoint, a partir de dados do MDIC)

 

 
Seapi entrega 40 veículos
A Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seapi) entrega 40 veículos para inspetorias veterinárias municipais utilizarem em ações de defesa sanitária animal e vegetal, hoje. São dez caminhonetes Mitsubishi L200 tracionadas e 30 veículos Renault Sandero, adquiridos com recursos federais, em convê- nio com o Ministério da Agricultura. O secretário Ernani Polo disse que "aparelhar e dar condições aos servidores para realizar ações em defesa agropecuária é uma meta a ser perseguida constantemente". (Correio do Povo)
 

Porto Alegre, 10 de dezembro de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.165 

   Lançamento do AVISULAT - Setores debates desafios das cadeias produtivas para 2016

Investir em tecnologia e sanidade animal, aumentar a produtividade, ampliar os mercados e fortalecer a imagem do leite são alguns dos desafios listados pelo presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, para 2016, durante o lançamento da 5ª edição do AVISULAT, que ocorreu na manhã desta quinta-feira (10/12), na Fiergs, em Porto Alegre. No AVISULAT - Congresso e Feira Brasil Sul de Avicultura, Suinocultura e Laticínios, que será realizadao entre os dias 22 e 24 de novembro de 2016, serão discutidas a situação das cadeias produtivas de aves, suínos e laticínios. 

Segundo Guerra, o primeiro semestre do próximo ano promete ser complicado para o setor, visto o aumento nos custos de produção. "Por trás da indústria láctea, nós temos mais de 100 mil famílias no campo que precisam se manter", ressaltou. Na ocasião, o economista da Unidade de Estudos Econômicos do Sistema FIERGS, Oscar Frank Junior, destacou que o aumento da energia elétrica em 52,3% e de combustíveis em 17,7% impactou diretamente nesse custo. De acordo com o economista, o aperto monetário, a inflação e a instabilidade política foram responsáveis pela queda de confiança e investimentos na indústria, no setor de serviços e também para o consumidor. 

Além do Sindilat, o encontro reuniu os presidentes da ASGAV, SIPS e FIERGS, o secretário da Agricultura, Pecuária e Irrigação, Ernani Polo, e outros representantes da indústria. Foram apresentados, ainda, os preparativos para a edição 2016 do AVISULAT. A proposta do evento é promover novos negócios, apresentar inovações e ampliar o debate sobre as principais demandas dos setores. Durante o encontro, Ernani Polo destacou a importância de criar espaços para debater as dificuldades e conquistas de cada setor. "Ações integradas, como o AVISULAT, precisam ser promovidas, pois é por meio da construção coletiva que iremos encontrar as melhores saídas para enfrentar as dificuldades impostas pelo cenário político e econômico do país", disse. (Assessoria de Imprensa Sindilat)


Presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, falou sobre os desafios do lácteo gaúcho
Crédito: Vinicios Sparremberger
 
 
 
De acordo com USDEC, excedente de lácteos pode estar em 400.000 toneladas em todo o mundo

O mercado de lácteos está mais do que adequadamente abastecido em 2016, à medida que há cerca de 400.000 toneladas de excedente em produtos lácteos no mundo, a maioria na forma de leite em pó, de acordo com o Conselho de Exportações de Lácteos dos Estados Unidos (USDEC). O vice-presidente executivo de estratégias e insights do USDEC, Marc Beck, disse que grande parte do leite da Europa foi transformado em pó durante esse período de excesso de produção.

Na China, onde Beck disse que é difícil calcular os números, o crescimento daprodução de leite no país deverá manter a boa oferta. Beck falou durante um webinário recente do USDEC. Para que o mercado de lácteos veja uma recuperação, terá que haver uma construção sustentada dos preços, que permitirá que margens atrativas retornem aos produtores. Em seu "cenário perfeito", Beck disse que haverá a necessidade de ter piso de preços equivalentes a US$ 3.000 por tonelada, para ter uma recuperação real.

"Precisamos que os mercados voltem ao equilíbrio", disse ele. "Uma das coisas que estamos sentindo é que os mercados hoje parecem altamente sensíveis, considerando a tensão pela qual a cadeia de abastecimento está passando agora. Isso resistirá a alguma volatilidade contínua. É um mercado altamente emocional". O mercado de lácteos é sensível, disse Beck, de forma que haverá "solavancos" ao longo do caminho para a recuperação. A recuperação real, disse ele, provavelmente não acontecerá até o terceiro ou quarto trimestre de 2016.

"Eu acho que também precisamos ver uma expansão mais forte da demanda que pode ajudar a levantar o que o mercado perdeu, da China e da Rússia. Essas são grandes questões; por essa razão, acho que provavelmente teremos que passar pelo primeiro e pelo segundo trimestre antes de começarmos a ver algumas mudanças de preços". Beck acredita que os preços do queijo retornando ao normal é tão importante quando os preços dos produtos em pó para o mercado de lácteos. Os preços globais dos queijos estão abaixo da média agora. Os preços, que tiveram uma média dos últimos 10 anos de US$ 3.865 por tonelada, estão atualmente em cerca de US$ 3.000. "Teremos que ver mais expansão no setor de fast food e de serviços alimentícios que podem acabar aumentando os níveis dos preços".

Alan Levitt, vice-presidente de comunicações do USDEC, disse que a proteína continuará importante em um futuro previsível, embora tenha permanecido fraca no último ano e meio. Entretanto, Levitt disse que a população ainda está aumentando e isso será área de foco para os produtores de leite. Beck disse que a proteína do soro do leite, em particular, pode ter grandes conversões no mercado global. (As informações são do Dairy Reporter)

Reação nas exportações do campo

Contrariando uma tendência de queda que deu o tom desde janeiro, as exportações brasileiras do agronegócio cresceram em novembro. Nos 11 primeiros meses do ano ainda houve recuo, puxado pelas quedas das cotações internacionais de boa parte das commodities agrícolas vendidas pelo país no exterior. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/Mdic) compilados pelo Ministério da Agricultura, os embarques do setor somaram US$ 6,6 bilhões no mês passado, 8,2% mais que em novembro de 2014. Na comparação, as importações caíram 20,3%, para US$ 993 milhões. Assim, o superávit setorial subiu 15,5%, para US$ 5,6 bilhões.

 

De acordo com Tatiana Palermo, secretária de Relações Internacionais do Agronegócio do ministério, "o aumento das exportações só não foi maior por causa da queda, quase generalizada, dos preços médios dos principais produtos de exportação do agronegócio". No caso do "complexo soja" (inclui grão, farelo e óleo), que geralmente lidera o ranking das exportações do agronegócio brasileiro, as vendas externas aumentaram 68% em novembro sobre o mesmo mês de 2014, para US$ 1,1 bilhão. 

O item mais vendido nessa lista, a soja em grão, rendeu US$ 551 milhões, ante US$ 80,9 milhões em novembro do ano passado. As exportações de óleo de soja e as de farelo foram menores ¬ 7,6% e 7,4%, respectivamente. As exportações de carnes caíram 9,7% em novembro, para US$ 1,3 bilhão, as de açúcar e etanol diminuíram 5,2%, para US$ 780 milhões, e as de café caíram 18,7%, para US$ 498,3 milhões. Dentre os itens que tiveram resultado positivo em relação ao mesmo mês de 2014 estão os produtos florestais (US$ 813 milhões, alta de 7,9%) e os cereais, farinhas e preparações (US$ 862 milhões, alta de 46%), grupo puxado pelo milho. Principal mercado para as exportações brasileiras do agronegócio, a China importou US$ 836 milhões em novembro, aumento de 77,5% frente ao mesmo mês de 2014. 

Nos primeiros 11 meses do ano, as vendas externas do agronegócio nacional caíram 9,6%, para US$ 81,4 bilhões. As importações renderam US$ 12,2 bilhões, uma queda de 20,8% nesse período, e o superávit setorial caiu 7,3%, para US$ 69,18 bilhões. No intervalo, as exportações de soja e derivados recuaram 12%, para US$ 27,1 bilhões, enquanto as de carnes caíram 15,6%, para US$ 14 bilhões, e as de açúcar e etanol diminuíram 20%, para US$ 7,5 bilhões. No caso dos produtos florestais houve alta de 3,6%, para US$ 9,4 bilhões. (Valor Econômico)
 

Classe Rural terá desconto
A presidente Dilma Rousseff sancionou a medida provisória 688, que prevê novos descontos para bandeiras tarifárias aplicadas a consumidores da classe rural. Estão incluídas as cooperativas de eletrificação rural que fornecem energia para irrigação e aquicultura. "As bandeiras não serão mais cobradas da classe rural", simplifica o diretor financeiro da Federarroz, Gustavo Thompson Flores. No entanto, ainda é necessário aguardar que a Aneel regulamente a medida. Em nota, a Casa Civil informou que, por outro lado, irá onerar os demais consumidores de energia que ratearão o valor correspondente ao desconto concedido na bandeira tarifária à classe rural. (Correio do Povo)
 

 

    

         

Porto Alegre, 09 de dezembro de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.164

 

  Desafios das cadeias produtivas de avos, suínos e laticínios para 2016 serão apresentados em Porto Alegre

As entidades organizadoras do V AVISULAT - Congresso e Feira Brasil Sul de Avicultura, Suinocultura e Laticínios realizam no dia 10 de dezembro, quinta-feira, às 9h, no Centro de Eventos FIERGS (Av. Assis Brasil, 8787 - Sala D3 - 300), em Porto Alegre/RS, Café da Manhã com o tema Desafios das cadeias produtivas para o cenário econômico de 2016, para imprensa e convidados do setor.

O evento tem como objetivo refletir o ano que encerra sob o ponto de vista desses setores, destacar os desafios para 2016 a partir de dados e leitura de cenários e apresentar os preparativos para a 5ᵃ edição do AVISULAT, de 22 a 24 de novembro de 2016. O café da manhã contará com a Palestra Cenário Econômico Perspectivas para 2016, apresentada por Oscar Frank Junior, Economista da Unidade de Estudos Econômicos do Sistema FIERGS.

"A magnitude da crise que atinge o Brasil e o RS impõe desafios para os governos e o setor privado. O entendimento dos principais balizadores da atual conjuntura e dos possíveis cenários para 2016 pode ser decisivo para o ramo empresarial, qualificando o processo de tomada de decisão. Além disso, o setor de alimentos apresenta algumas peculiaridades que o diferenciam dos demais. Quando levadas em consideração, essas características ajudam a delimitar de forma mais acurada a resposta do segmento diante de mudanças na economia.", avalia o economista.

Promovido pela Associação Gaúcha de Avicultura - Asgav; Sindicato das Indústrias de Produtos Suínos do Estado do RS - SIPS e Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do RS - Sindilat, em parceria com a FIERGS, o V AVISULAT (www.avisulat.com.br) reunirá toda a cadeia produtiva da Avicultura, Suinocultura e Laticínios para promover negócios, apresentar inovações, ampliar o debate sobre as demandas dos setores e divulgar trabalhos e pesquisas da comunidade científica. Destaca-se na programação, o Encontro Internacional de Negócios, área especial reservada para estreitar relacionamentos e fechar negócios entre exportadores e importadores de carnes de aves e suínos, ovos e leite e produtos industriais destes setores.

"O AVISULAT reúne três setores que, apesar da crise desse ano, estão em plena atividade. Preparar-se para 2016 a partir da análise de cenários é fundamental para equilibrar áreas que ainda precisam de recuperação. Produzimos alimentos que têm a preferência na mesa do consumidor, fator que nos ajuda a enfrentar a crise", destaca José Eduardo dos Santos, Coordenador Geral AVISULAT 2016. Na última edição, em 2014, o AVISULAT contou com um público de 5 mil pessoas por dia, US$ 18 milhões em expectativa de negócios, compradores de 7 países e 114 reuniões no Encontro Internacional de negócios. (Fonte: Exame, adaptado pela Equipe Milknet)
 
 
Mercado de lácteos deverá ser desafiador em 2016, diz USDEC

O Conselho de Exportações de Lácteos dos Estados Unidos (USDEC) espera outro ano desafiador para o mercado de lácteos em 2016 à medida que Rússia e China continuam reduzindo sua dependência das importações. Embora a produção continue crescendo firmemente desde 2010, com um extra de 2% ou 5 milhões de toneladas a cada ano, o mercado se enfraqueceu bastante nos últimos 18 meses. Uma grande razão para a queda na demanda tem sido o crescimento das importações da China - ou a falta dele - nos dois últimos anos. 

A Rússia cortou grande parte de suas importações de lácteos de todo o mundo. Rússia e China, combinados, importaram 18 milhões de toneladas de leite em 2014; hoje, importam 10 milhões de toneladas. "É um declínio enorme. São 8 milhões de toneladas de leite ou 11% do leite mundial. Para piorar, a produção de leite continua crescendo", disse o vice-presidente de comunicações do USDEC, Alan Levitt.

Levitt disse que as tendências deverão continuar em 2016 à medida que os fornecedores ainda estão empurrando quantidades que correspondem aos níveis de importação para 2014, níveis que ele disse que "não existem mais". Embora Levitt espere que a China aumente suas importações nos próximos anos, ele não prevê crescimento como nos anos anteriores.

Embora China e Rússia não tenham ajudado o mercado, houve ganhos na Europa, particularmente na Irlanda e na Holanda. Levitt disse que esses dois países aumentaram em 10% a produção. Do lado da compra, ele disse que as importações de muitos países viram crescimento de duplo dígito, mas não o suficiente para preencher as lacunas que a China criou.

Levitt disse que ainda haverá "estoques que pairarão sobre o mercado" e que adiarão a recuperação do mesmo, incluindo os estoques europeus de leite em pó desnatado, que está em seu maior nível em cinco anos. Levitt disse que há mais de 250.000 toneladas, o dobro do nível desejado de mercado, em estoque e isso pode aumentar mais antes de terminar 2015. "Nos Estados Unidos, temos um estoque acumulando também", disse Levitt, dizendo que os estoques de leite em pó comercial alcançaram um recorde no final de julho.

Os estoques continuarão sendo problemáticos também em 2016, disse ele, e vão provavelmente mais que adiar a recuperação do mercado mesmo após a recuperação da oferta e da demanda. (As informações são do Dairy Reporter)

Mobilização por novo PPCI

Representantes das entidades ligadas às cadeias de aves, suínos e pecuária de corte e de leite iniciaram mobilização pela flexibilização das exigências dos Planos de Prevenção Contra Incêndios (PPCI) de granjas, aviários, pocilgas, estábulos e galpões. A demanda será apresentada ao secretário da Agricultura, Ernani Polo, amanhã. 

Na avaliação do setor produtivo, as construções localizadas em áreas afastadas devem ser tratadas de forma diferenciada. A ideia é estabelecer uma estratégia de trabalho que leve à revisão do marco legal dos estabelecimentos de produção que oferecem "risco desprezível" devido à localização em áreas de pouca movimentação. "Estamos falando de construções destinadas à produção e que não têm a presença permanente de pessoas", explica o presidente do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa), Rogério Kerber. Na avaliação das entidades, as edificações rurais não podem ser comparadas à indústria ou áreas destinadas ao lazer, que oferecem mais riscos devido à aglomeração de pessoas. "Buscamos uma adequação da lei à nossa realidade", comenta o diretor-executivo da Asgav, José Eduardo dos Santos. 

Segundo o secretário Ernani Polo, o setor busca um mecanismo para alteração na lei. "Vamos trabalhar para excluir estabelecimentos de baixo risco", prometeu. Conforme Polo, a exigência atual gera custos e aumenta a burocracia. "Não faz muito sentido ter um PPCI para um aviário. É um custo a mais e entendemos que não uma necessidade que ele seja implementado." Em Santa Catarina, a diferenciação do PPCI para atividades rurais foi feita por meio de instrução normativa. (Correio do Povo)

Kátia Abreu negocia reforço de R$ 350 milhões para o seguro rural em 2016

O orçamento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) pode ganhar reforço em 2016, passando de R$ 400 milhões para R$ 750 milhões. Isso porque a ministra Kátia Abreu negocia com os ministérios da Fazenda e do Planejamento e o Tesouro Nacional o remanejamento de R$ 350 milhões do Programa de Garantia de Preço Mínimo (PGPM) para o seguro rural. O anúncio foi feito nesta terça-feira (8) pelo secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), André Nassar, em Brasília.

"A proposta é que se busque consenso dentro do governo para que seja realocada para o seguro rural parte dos recursos de garantia de sustentação de preço, como o Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro) e Prêmio para Escoamento do Produto (PEP)", disse Nassar.

De acordo com o secretário de Política Agrícola, o Mapa fez um levantamento dos montantes destinados ao Pepro e PEP e chegou à conclusão que, ao final do ano, os valores não são integralmente usados. Desta forma, assinalou Nassar, esses recursos poderão ser transferidos para o PSR, dando apoio aos produtores rurais. "Com isso, praticamente dobrará o volume de recursos para o seguro", enfatizou o secretário. (As informações são do Mapa)

Cesta básica 
Em novembro, houve aumento do conjunto de bens alimentícios básicos nas 18 capitais onde o DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) realiza a Pesquisa da Cesta Básica de Alimentos. As maiores altas ocorreram em Brasília (9,22%), Campo Grande (8,66%), Salvador (8,53%) e Recife (8,52%). O menor aumento foi registrado em Belém (1,23%). A capital com maior custo da cesta básica foi Porto Alegre (R$ 404,62), seguida de São Paulo (R$ 399,21), Florianópolis (R$ 391,85) e Rio de Janeiro (R$ 385,80). Os menores valores médios foram observados em Aracaju (R$ 291,80), Natal (R$ 302,14) e João Pessoa (R$ 310,15).  Com base no total apurado para a cesta mais cara, a de Porto Alegre, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o DIEESE estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário. Em novembro de 2015, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.399,22, ou 4,31 vezes mais do que o mínimo de R$ 788,00. (Fonte: Jornal do Comércio)


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Porto Alegre, 08 de dezembro de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.163

 

 Projeto associativo de ordenha robotizada será inaugurado em Nova Bréscia

A Dália Alimentos inaugura no dia 10 de dezembro o primeiro condomínio com ordenha robotizada executado de forma associativa. Instalado no município de Nova Brécia, o empreendimento, que teve o investimento de R$ 5 milhões, utiliza robôs na ordenha das vacas e tem capacidade para alojar 262 animais. É o único do Brasil e da América Latina constituído por pequenos produtores de leite associados. O evento ocorre a partir das 15h na sede do condomínio, localizado na linha Tigrinho Baixo. 

O projeto de produção associativa visa o aumento da produtividade e renda dos associados. Os produtores são sócios do condomínio e participam por meio da aquisição de cotas, variáveis de acordo com o número de animais alojados. Inicialmente, o condomínio opera com 115 vacas em lactação e 66 animais entre vacas secas e novilhas. Com produção inicial de 2,5 mil litros/dia, a estimativa é atingir 6,5 mil litros/dia em sua capacidade máxima. 

Trata-se do primeiro de um total de quatro empreendimentos que demandaram o investimento total de R$ 20 milhões. Os outros três projetos, localizados nos municípios de Roca Sales, Arroio do Meio e Candelária, ainda estão em fase de construção. Cada condomínio utiliza três conjuntos de robôs da marca DeLaval, importados da Suécia. Segundo a cooperativa, cada projeto integrará, em média, 15 famílias e 262 animais, totalizando 1.048 animais alojados e 60 famílias envolvidas diretamente na iniciativa.

Financiado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, o valor foi utilizado para a aquisição de 12 conjuntos de robôs, além da edificação dos pavilhões com 120 metros de comprimento cada, silos, habitação para os funcionários, máquinas, equipamentos, programas e sistema de informática, entre outros. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 
Legenda: Condomínio em Nova Bréscia será o primeiro a ser inaugurado no dia 10
Foto: Carina Marques
 
 
 
Prêmio Folha Verde destaca os melhores do setor primário 

Pessoas e instituições com atuação destacada no desenvolvimento do agronegócio gaúcho foram reconhecidas com o Prêmio Folha Verde, nesta segunda-feira (07/12). O mérito foi concedido pela Assembleia Legislativa, por meio da Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo. Na 5ª edição, foram homenageadas pessoas, instituições e empresas em dez categorias. A solenidade ocorreu no Teatro Dante Barone, em Porto Alegre.   

Segundo o presidente da Comissão, Adolfo Brito, o prêmio valoriza o setor rural gaúcho, responsável por 40% do PIB gaúcho. "Dar valor a quem produz é dar valor a quem coloca o alimento na mesa de todos nós", afirmou. O presidente da Assembleia, Edson Brum, também prestigiou a solenidade, ressaltando a importância do setor primário no desenvolvimento do Estado. Os vencedores foram eleitos por uma comissão julgadora a partir de indicações de deputados estaduais.
 
Vencedores

-Agrícola: Tarcísio José Minetto, secretário de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo do RS

-Pecuário: Associação Brasileira de Angus

-Florestal: Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul (FZB/RS)

-Cooperativas Agrícolas: Sistema Ocergs - Sescoop/RS

-Sindicato de Empregados e Trabalhadores Rurais: Carlos Joel da Silva, presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado (Fetag-RS)

-Propriedade Agropecuária Modelo: Olivas do Sul Agroindústria Ltda.

-Mídia Agrícola: Programa Rio Grande Rural, Emater

-Reforma Agrária: Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado (Fetag-RS)

-Setor Público Agropecuário: Emater

-Agricultura Ecológica: Cooperação de Produtores Ecologistas de Garibaldi Ltda. (Coopeg)
(Assessoria de Imprensa Sindilat)
 


Legenda: Prêmio Folha Verde distinguiu pessoas, instituições e empresas com atuação em prol do setor primário e do desenvolvimento da economia gaúcha
Crédito: Marcelo Bertani/Agência ALRS

Estudo do Rabobank estima que consumo per capita de lácteos deve ficar estagnado no Brasil

Depois de uma década de crescimento expressivo, a demanda por lácteos está esfriando no Brasil. Um estudo do banco holandês Rabobank estima que o consumo per capita de lácteos deve ficar estagnado em 174 litros (equivalente leite) neste ano no país e cair para 170,7 litros em 2016. A recuperação deve começar a partir de 2017 - uma demanda per capita de 171,16 litros -, com a esperada retomada da atividade econômica.

Segundo o estudo, assinado por Andrés Padilla, analista sênior do Rabobank Brasil, a atual crise econômica no país - com desemprego crescente e inflação em alta - está impactando a renda real do brasileiro, um fator determinante para o crescimento do consumo desse tipo de produto. Com isso, as vendas de lácteos devem se retrair antes de se recuperar, de forma gradual, entre 2017 e 2020.


 
"Os efeitos da recessão vão continuar em 2016", afirma o analista. Conforme o banco holandês, a expectativa hoje é que economia brasileira tenha contração de 2,9% em 2015 e recue mais 1,4% no próximo ano.

Segundo o estudo, no fim de 2014, o consumo de lácteos no Brasil alcançou o equivalente a 174 litros per capita, um incremento de 32% sobre os 132 litros de 2005. O Rabobank aponta, entretanto, que o aumento da demanda não foi equilibrado durante a década passada. Entre 2005 e 2010, a taxa de crescimento anual foi de 3,7% e entre 2010 e 2015, ficou em 1,9%.

Padilla observa que o crescimento da renda real e da população tem uma correlação de 98% com o avanço do consumo de alguns alimentos, como lácteos. Assim, o menor crescimento da população e da renda a partir de 2010 explicam a desaceleração no consumo. Enquanto a real da renda avançou 3,5% por ano de 2005 a 2010, desacelerou para 2,7% de 2010 a 2014. A população também cresceu menos - o avanço foi de 1,1% ao ano no primeiro período e de 0,9% no segundo período. A previsão do IBGE é que cresça apenas 0,74% por ano no período 2015-2020. O envelhecimento da população também tem impacto no consumo de lácteos.

Segundo o analista, a correlação entre renda real e consumo de alimentos é forte em países de renda média baixa, como o Brasil. Naqueles de renda média maior, a situação é diferente. "As pessoas não vão consumir mais [lácteos] do que já consomem", afirma Padilla.

Ele acrescenta que nos últimos anos o consumo de lácteos no food service (restaurantes e lanchonetes) cresceu muito e que quando há redução da renda real "essa é a primeira coisa que as pessoas diminuem [as idas a restaurantes]".

Outros fatores explicam a desaceleração no crescimento do consumo de lácteos, de acordo com o estudo do Rabobank. A maturação do consumo em algumas categorias, em particular de leite fluido, é uma delas. O consumo de leite fluido hoje no Brasil é de 39 litros per capita, um volume superior à maioria dos outros países latino-americanos e não tão distante de níveis vistos em alguns países desenvolvidos, como a Itália (48 litros) e França (51 litros).

Além disso, como observa o estudo, 80% do consumo do leite fluido no Brasil ocorre no Sudeste e Sul, onde o volume per capita ficou em 53 litros e 63 litros, respectivamente em 2014. "Nesses níveis, há espaço limitado para o crescimento nessas duas regiões. Considerando que outras regiões do Brasil têm mercados dinâmicos e demografia diferente - nos quais o leite fluido é menos importante -, uma desaceleração no Sul e Sudeste não pode ser compensada pelo avanço em outra categoria", diz o estudo.

O Rabobank aponta ainda que outras categorias, como queijo e iogurte, "têm muito mais espaço para crescimento no Brasil e não enfrentam saturação em regiões importantes".

A avaliação é que as únicas categorias que devem registrar retração de 2015 a 2020 são leite pasteurizado e cru, que já vem numa trajetória de declínio de longo prazo. Essa redução, diz o banco, continuará a beneficiar o consumo de leite longa vida.

Nesse período, a perspectiva é de um crescimento marginal no consumo de lácteos como um todo, mas algumas categorias devem desempenhar melhor que outras, segundo o banco (ver gráfico). A demanda por leite longa vida e por queijo deve crescer a uma taxa anual próxima de 2% em volume até 2020. (As informações são do Valor Econômico)

 
 
Tecnologia retém produtor
Após identificar a gestão como uma das principais necessidades da atividade leiteira, o estudante Dionatan Hamester, 23 anos, desenvolveu uma ferramenta para ajudar o produtor a tomar decisões. Foi assim que nasceu, há cinco anos, a Control Milk, uma startup com sede em Teutônia que fornece relatórios zootécnicos, financeiros e gráficos da criação e ordenha. O sistema usa dados históricos, avalia padrões de produção, detecta problemas a serem resolvidos preventivamente e aponta datas corretas para reprodução, alertando o produtor para não esquecer do período recomendado. Graduando em Análise e Desenvolvimento de Sistemas pela Univates e sem ligação com o campo, Hamester uniu-se ao sócio, Vilson Mayer, formado em Ciências Agrárias, para criar o programa que hoje está em mais de 200 propriedades dos três estados da região Sul e na Bahia. A ferramenta também tem despertado o interesse de cooperativas, que podem fazer a tecnologia chegar à propriedade rural. Usuário do software, o produtor de leite Diego Dickel, 22 anos, de Teutônia, afirma que a possibilidade de acesso à tecnologia na propriedade pesou na opção que fez por permanecer no campo. "Consigo ver exatamente o período de lactação e verificar bem a previsão de parto, por exemplo", explica. (Correio do Povo)

 

         

Porto Alegre, 07 de dezembro de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.162

 

 Sindilat e itt Nutrifor discutem parcerias

Representantes do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat/RS) reuniram-se, na última sexta-feira (04/12), com integrantes do Instituto Tecnológico em Alimentos para a Saúde (itt Nutrifor), da Unisinos, em São Leopoldo, para discutir futuras parcerias. O objetivo é investir no desenvolvimento de novas pesquisas no setor lácteo em geral, a fim de aprimorar a qualidade nos processos de produção de leite. 

A visita ao Instituto vem de encontro com a preocupação do Sindilat em desenvolver novas técnicas que auxiliem no crescimento do setor lácteo gaúcho. Segundo o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, a ideia é trabalhar em prol da cadeia do leite e servir de intermediário entre o mercado e a academia. "Essa aproximação é fundamental para que possamos modernizar os nossos processos, avançar em alguns marcos regulatórios e auxiliar na idealização de novos produtos", destacou. 

A coordenadora do itt Nutrifor, Denize Righetto Ziegler, avaliou que o investimento em pesquisas no setor lácteo é um passo importante. "O estudo nessa área ainda é muito escasso. Nós, como universidade, estamos de braços abertos para mudar esse cenário", disse. Segundo a profissional, esse encontro foi fundamental para estreitar ainda mais as relações com o sindicato. "O Sindilat é um parceiro de muito tempo e foi fundamental na construção do instituto, colaborando desde o início", completou. 

Durante o encontro, os representantes do Sindilat puderam conhecer toda a estrutura do itt Nutrifor, cuja atuação está ligada ao desenvolvimento de novos alimentos, tecnologias e processos, estudos clínicos e nutricionais, segurança alimentar e análises de alimentos. (Assessoria de Imprensa Sindilat) 


Representantes do Sindilat e do itt Nutrifor durante encontro 
Crédito: Vinícios Sparremberger/Sindilat 
 
 
 
Mais tempo para a gestão da propriedade

Acostumada a acordar às 5h30min para a primeira ordenha do dia, a família Nólio, de Paraí, vive hoje uma nova realidade. Passados três meses desde a chegada do robô Lely Astronaut, importado da Holanda, ainda está reorganizando a rotina, que mudou completamente. Agora, todos têm mais tempo livre para outras atividades e para descansar. "Ainda estamos um pouco
'perdidos', tentando arrumar ocupação para essas horas que sobram", relata Ezequiel Nólio, de 34 anos, que ganhou três horas livres por dia. No sistema convencional de ordenha, o tambo era tocado por Ezequiel e a mãe, Sueli. O pai, Pedro Nólio, sempre cuidou mais da lavoura. "Era muito serviço para só duas pessoas", recorda o sucessor. Com 75 vacas, o acúmulo de tarefas se acentuava cada vez mais pela falta de mão de obra. Foi esta condição que motivou o investimento de R$ 1 milhão, entre máquina, acessórios e melhorias que foram necessárias na propriedade. "Vivíamos correndo contra o tempo. Agora, o relógio despertador
ficou no passado", brinca. Para ajustar o rebanho à capacidade do robô, a família descartou dez animais. A adaptação de apenas três das 65 vacas precisou de algumas semanas. A das demais durou poucos dias. O robô trabalha 24 horas por dia. O criador pode acompanhar todo o processo a distância, pelo celular. "Toda a vida do animal na propriedade fica registrada no sistema", destaca Ezequiel. O leite impróprio para consumo -- colostro ou alterado pelo uso de medicamentos -- é descartado automaticamente em um recipiente à parte.

"O trabalho braçal praticamente  acabou. Agora o trabalho que temos é fazer a gestão dos dados que o sistema apresenta", simplifica Ezequiel. Além da melhoria na qualidade de vida dos produtores, o novo equipamento já apresenta resultados no volume e qualidade da produção.  Com o aumento do número de ordenhas, a propriedade contabiliza incremento de 4 a 5 litros por vaca ao dia. Antes, com duas ordenhas diárias, a produção média era de 30 litros por vaca ao dia. Agora, com a média de três ordenhas por dia, a produção média por animal varia de 34 a 35 litros por dia. A meta é, em dois anos, chegar a uma produção média de 40 litros por vaca ao dia, atingindo produção de 2,4 mil litros de leite ao dia com 60 animais. 

Os testes feitos em laboratório também apresentam melhorias nos parâmetros que indicam qualidade -- contagem bacteriana e células somáticas. Estes resultados estão diretamente ligados à sanidade. Com o maior número de ordenhas por dia, as vacas apresentam menos problemas de saúde do úbere. O leite produzido pela propriedade é entregue à cooperativa Santa Clara, de Carlos Barbosa. O diretor industrial de Lácteos da Santa Clara, João Seibel, destaca a importância de ampliar a produtividade para diluir o custo do equipamento. Segundo
o técnico, o investimento é viável para médios produtores, com 60 a 200 vacas em lactação, que poderão aproveitar 100% da capacidade do robô. (Correio do Povo)

Mercado de ingredientes lácteos deve alcançar quase US$ 60 bilhões até 2020

Os ingredientes lácteos, incluindo leite em pó, soro de leite, lactose e caseína, deverão alcançar US$ 59,8 bilhões até 2020, com um crescimento anual de aproximadamente 5,6%, de acordo com um relatório recente. O mercado atualmente está em US$ 45,6 bilhões (dados de 2015), disse o MarketsandMarkets, em um relatório.

A analista do MarketsandMarkets, Shobhana Sekaran, disse que o leite em pó tem sido o ingrediente mais dominante no mercado, com 61% de participação em 2014. "Os leites em pó permitem o desenvolvimento em formulações de uma ampla gama de produtos nutricionais, funcionais e econômicos. Os leites em pó adicionam sabor e funcionalidade a biscoitos, pães, bolos, biscoitos e muffins. O realce do sabor ajuda a trazer um sabor único ao produto no momento de assar e aquecer". O mercado de ingredientes lácteos está atualmente sendo direcionado por um foco do consumidor em dietas saudáveis, especialmente à medida que a população começa a envelhecer, prevalecendo as questões de saúde.

"Uma população envelhecendo demanda alimentos nutricionais ao invés de alimentos comuns, o que direciona o mercado de ingredientes lácteos [na América do Norte]. Junto com isso, a demanda dos consumidores por alimentos nutritivos em esportes é muito alta na América do Norte, que também aumenta o mercado para ingredientes lácteos". O envelhecimento da população não é a única questão; as pessoas em todo o mundo estão agora mais focadas do que nunca em hábitos saudáveis de consumo e demandam alimentos diversificados. Os ingredientes lácteos estão sendo apoiados por isso, bem como por uma necessidade crescente de alimentos convenientes e bebidas lácteas.

Além da saúde, o MarketsandMarkets acredita que os níveis crescentes de renda disponível, particularmente na região da Ásia-Pacífico, ajudará o mercado a aumentar nos próximos cinco anos. "Com o aumento da população e o aumento das rendas, o uso de ingredientes lácteos deverá aumentar devido à demanda dos consumidores", disse Sekaran sobre essa região. "A Ásia-Pacífico é a região de mais rápido crescimento para os ingredientes lácteos devido à sua orientação crescente em direção aos alimentos ocidentais". Outros importantes direcionadores incluirão o crescimento nos setores de aplicação, inovações, pesquisa e desenvolvimento. Isso ajudará a expandir a aplicação do mercado de ingredientes e acelerará seu crescimento. 

Entretanto, o desafio para o crescimento no mercado de ingredientes lácteos é aumentar as alternativas lácteas, de acordo com o MarketsandMarkets. Produtos como a soja estão facilmente disponíveis e a um custo menor do que os lácteos. Outros fatores que poderiam frear o crescimento incluem o aumento nos consumidores afetados pela intolerância à lactose e às alergias alimentares. As companhias também estão adotando outras estratégias de crescimento, como lançamentos de novos produtos, aquisições, acordos e joint ventures para lidar com a maior demanda por ingredientes lácteos em mercados emergentes. Essas estratégias ajudaram as companhias a criar uma grande base de clientes e parceiros em importantes mercados.

Sekaran citou algumas das maiores inovações nos últimos anos, incluindo o lançamento pela Glanbia Nutritionals em abril de 2014 do New Whey Protein - Hydrovon 195, uma proteína para ser tomada pós-exercício físico para acelerar a recuperação e o reparo muscular, bem como o lançamento do PRONATIV em abril de 2013, pela Lactalis, uma proteína usada em aplicações para a saúde. (As informações são do Dairy Reporter)

 
 
Preços/UE
O produtor de leite da União Europeia (UE) recebeu no mês de outubro o valor médio de 30,5 €/100 kg em relação ao valor de setembro (1,9% mais). A elevação é pequena mas o que é realmente positivo foi que o preço subiu pela primeira vez, desde as baixas continuadas que são verificadas desde janeiro de 2014, ou seja 21 meses seguidos. Entretanto, é bom esperar para saber se foi apenas um leve aumento conjuntural, ou se foi iniciada uma mudança de tendências. Ao nível internacional, no último leilão da Fonterra realizado na semana passada, o preço médio teve aumento de 3,6%, depois de três eventos consecutivos em baixa. Na Espanha o preço em outubro também subiu. Passou de 30,4 centavos/litro em setembro, para 31 centavos/litro, em outubro. (Fonte da Notícia:Agrodigital - Tradução Livre: Terra Viva)