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Porto Alegre, 07 de abril de 2016                                                Ano 10- N° 2.241

 

   Balança comercial de lácteos: importações dobram; exportações para Venezuela somem do mapa

A balança comercial de lácteos teve um déficit de 14.184 toneladas em março, déficit 9 vezes maior que o apresentado no mês anterior. Em valores, o déficit da balança de lácteos foi de US$ 37,5 milhões. O resultado é reflexo de uma retração no volume exportado aliada a uma forte alta nas importações.

Tabela 1. Exportações e importações por categoria de produto.

Fonte:MDIC

As exportações apresentaram queda de -56,1% em volume e de -72,1% em valor. Em março, foram exportados US$5,4 milhões de dólares de produtos lácteos, contra US$19,3 milhões em fevereiro. Na comparação com março de 2015, a queda nas exportações, em volume, foi de 62% 

A principal variável que influenciou essa forte retração foi a ausência de exportações para a Venezuela no mês de março, que ocorriam em elevados volumes e a preços acima do mercado. 

Já as importações mais que dobraram: a alta foi de 116% frente a fevereiro. Diversos produtos tiveram elevações expressivas na quantidade importada, como o leite em pó integral (+174%), o leite em pó desnatado (314%), soro de leite (+43%), manteigas (+25%) e queijos (+34%). 

Analisando as quantidades em equivalente-leite (a quantidade de leite utilizada para a fabricação de cada produto), a quantidade importada foi de 138 milhões de litros em março, aumento de 148% em relação a fevereiro. Já as exportações reduziram 62,3%.

Devido a isso, o saldo da balança comercial de lácteos foi negativo em 124 milhões de litros, o pior resultado desde outubro de 2012, como pode ser visto no gráfico 1 a seguir.

 

No saldo acumulado dos primeiros três meses do ano, o déficit da balança comercial de lácteos em equivalente-leite é de 187 milhões de litros, volume 28% do registrado no mesmo período do ano passado. (A matéria é da equipe MilkPoint, a partir de dados do MDIC)
 
    
 
Anta Gorda realiza 6º FestLeite

Os produtos lácteos e as nozes vão ganhar espaço mais uma vez na FestLeite de Anta Gorda, que, neste ano, chega a sua sexta edição.  A feira será realizada de 28 de abril e 1º de maio, no Parque Municipal de Eventos, e tem apoio do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat). A programação inclui o Simpósio da Cadeia Produtiva do Leite, Exposição do Gado Leiteiro, Salão da Gastronomia, Feira Comercial e Industrial, além de shows, como o das duplas sertanejas Lucas & Felipe e João Neto & Frederico.
 
A primeira FestLeite ocorreu em 2006, quando o município de Anta Gorda percebeu o potencial do gado leiteiro na região e a importância de investir na  produção. De lá para cá, a atividade só se expandiu e, hoje, são 600 famílias atuando na captação de 22 milhões de litros ao ano. "O objetivo da feira é promover mais crescimento neste setor, além de apresentar investimentos em genética, novas tecnologias e produtos", pontua o prefeito Neuri Dalla Vecchia. Segundo ele, a organização do evento, em conjunto com a Administração municipal, trabalha para mostrar o potencial de Anta Gorda na cadeia laticinista. "Queremos que a comunidade veja o que é capaz de fazer de forma a incentivar as produções nas famílias", salientou.

A expectativa para a edição deste ano é contar com 200 animais na exposição de gado leiteiro, que reúne criadores de diferentes raças habilitados para feiras nacionais. Apesar da abordagem técnica e voltada ao homem do campo, a FestLeite também tem programação para a comunidade, como o Salão da Gastronomia, cantina, além de trenzinho e helicóptero que circulam por pontos da feira e da cidade. Segundo Dalla Vecchia, o visitante ainda poderá participar de degustação de produtos lácteos, da Vitrine do Leite (apresentação de receitas) e shows artísticos que devem levar mais de 45 mil pessoas à exposição. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

Rabobank: mercado global de lácteos deve continuar fraco este ano e produção brasileira deve recuar

As perspectivas para o mercado global de lácteos devem continuar fracas ao longo de 2016, mas com pressão de alta para as cotações à medida que 2017 se aproxima, afirma o Rabobank em seu relatório global sobre lácteos do primeiro trimestre deste ano.

Segundo o banco holandês, os preços em dólar dos lácteos continuaram a cair num mercado em grande parte influenciado pelo nível de apoio de intervenção na União Europeia. As perspectivas para o curto prazo permanecem pessimistas, diz o relatório. Diante da queda nos preços, o crescimento da produção de leite em várias regiões do mundo continua a desacelerar.

O Rabobank afirma que as conversas no mercado sobre recuperação dos preços internacionais diminuíram uma vez que dois fatores de risco de baixa apresentados no relatório de dezembro se tornaram realidade, fazendo as cotações ficarem abaixo do esperado pelo banco. Os motivos foram a produção de leite maior do que o previsto na União Europeia e a demanda mais fraca em mercados em desenvolvimento, como a China e países dependentes da receita do petróleo. Com esses dois fatores, os preços caíram cerca de 15%.

O estrategista global de lácteos do banco holandês, Kevin Bellamy, diz, no relatório, que "com exceção do Brasil -- afetado pela pior recessão em uma geração -- o Rabobank prevê que o consumo de lácteos deve continuar a crescer na Ásia bem como nos e na União Europeia". Além disso, a instituição espera que, no decorrer de 2016, a desaceleração do crescimento da produção será compensada pelo lento, mas estável incremento da demanda na maior parte das principais regiões exportadoras.

O relatório destaca os fatores que podem influenciar o mercado nas principais regiões de produção de leite do mundo. Na Europa, avalia o Rabobank, os preços baixos do leite ao produtor devem levar a uma desaceleração do crescimento da produção. A razão é que os pecuaristas devem focar mais em redução do que custo do que em expansão de produção. No entanto, embora o incremento deva ser mais moderado na Europa, os níveis de produção não devem cair, exigindo que o mercado mundial encontre um novo preço de equilíbrio.

Sobre a Nova Zelândia, maior exportador mundial de lácteos, o relatório prevê que a temporada de produção 2015/16 no país deve ser maior do que o esperado devido ao aumento das chuvas de verão.

O banco destaca ainda que os preços ao produtor nos EUA devem se retrair em resposta ao enfraquecimento da balança de comércio e ao crescimento dos estoques.
Em relação à China, o Rabobank informa que a produção pior do que a esperada no segundo semestre de 2015 no país asiático levou a uma redução nas previsões para este ano. Para o banco holandês, o consumo crescente e o menor avanço da produção estão levando a uma diminuição dos níveis dos estoques. No entanto, conforme o relatório, informações recentes de companhias sugerem que as reservas podem continuar altas em alguns casos. Assim, se os estoques se mantiverem significativos, o retorno da China -- maior importador mundial de lácteos -- ao mercado internacional pode demorar mais.

O Rabobank projeta recuo de 3% na produção de leite no Brasil neste primeiro semestre, com queda do consumo na mesma proporção. A avaliação é de que não haverá melhora devido à situação política e econômica atual. Paralelamente, os custos de produção devem se manter em alta. Apesar do real enfraquecido ante o dólar, o Rabobank aponta que os laticínios ainda enfrentam dificuldades de avançar no mercado internacional, em parte por causa da falta de acordos comerciais que favoreçam a indústria brasileira. Já os parceiros do Mercosul Argentina e Uruguai devem manter suas exportações firmes neste primeiro semestre. (As informações são dos jornais Valor Econômico e Estado de São Paulo)

Exportações/Uruguai

As exportações de produtos lácteos no primeiro trimestre do ano mostraram queda interanual de 25% em dólares. No acumulado do ano são US$ 104,47 milhões, diante de US$ 139,46 milhões em igual período do ano anterior. Em volume a baixa interanual foi inferior, 12%. O volume chegou a 44.098 toneladas, frente 50.082 toneladas de janeiro a março do ano passado.

 

O preço médio por tonelada de lácteos exportada passou de US$ 3.114 em janeiro de 2015 para US$ 2.224 em janeiro deste ano. Desde janeiro o valor de exportação mostrou leve recuperação. Em março o preço médio foi de US$ 2.371/tonelada.
 

A maior recuperação ocorreu no preço de exportação do leite em pó desnatado (LPD). O valor médio da tonelada chegou a US$ 3.146 em março, frente US$ 2.533/tonelada em igual mês de 2015. O preço foi 78% superior à média do LPD na Fonterra em março, US$ 1.767/tonelada.

 

O leite em pó integral foi o principal produto exportado neste ano, chegando a 25.068 toneladas, pelo valor total de US$ 59,7 milhões. Bem abaixo ficaram os queijos com 7.823 toneladas totalizando US$ 24,6 milhões. A manteiga ficou em terceiro lugar com vendas de 2.804 toneladas por US$ 8,4 milhões, seguida pelo leite em pó desnatado com 2.273 toneladas por US$ 6,7 milhões.

O Brasil se mantém como o principal comprador dos lácteos locais. Em março o total de pedidos de leite em pó foram para o Brasil. Ainda que o volume tenha sido baixo (150 toneladas) o preço por tonelada foi o mais alto desde janeiro de 2015, US$ 3.146. O Brasil comprou 56% do leite em pó integral exportado pelo Uruguai no mês. ((Blasina y Asociados - Tradução Livre: Terra Viva)

Argentina segue exportando leite em pó a preços baixos

O preço médio de exportação do leite em pó integral da Argentina continua insuficiente para que as indústrias de lácteos possam cobrir os custos básicos. As exportações argentinas de leite em pó integral a granel declaradas em março passado (sem considerar as vendas realizadas à Venezuela) foram de 9.802 toneladas a um valor médio ponderado de US$ 2.219 por tonelada versus US$ 2.227 por tonelada em fevereiro desse ano.

A maior parte dos envios foram registrados com destino ao Brasil e à Argélia (dois destinos tradicionais). Também foram registradas vendas ao México, Chile, Rússia, Nigéria, Mauritânia e Angola, entre outros mercados.

Na média obtida no mês passado convivem situações contrastantes. A empresa cordobesa, Punta del Agua, por exemplo, declarou uma venda de 25 toneladas à Geórgia a um preço FOB de apenas US$ 1.700 a tonelada, mas a santafesina Verónica declarou 400 toneladas à Nigéria, por US$ 2.800 a tonelada. O preço de equilíbrio do leite em pó integral argentino fica em média em torno de US$ 2.400 a tonelada com os valores pagos atualmente aos produtores de leite.

No mês passado, tal como tinha sido anunciado, a SanCor retomou as exportações de leite em pó com destino à Venezuela no marco de um acordo especial com o governo venezuelano. Em março, a empresa declarou vendas a esse mercado de 5.544 toneladas a um valor FOB de US$ 3.797 a tonelada. Espera-se que o acordo seja renovado pela SanCor, que contempla um volume total de 40.000 toneladas. 

Além do leite em pó, as exportações argentinas de derivados do soro do leite e defórmulas infantis também caíram até agora nesse ano. (As informações são do Valor Soja, traduzidas pela Equipe MilkPoint)
 

Movimento dos consumidores
O Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio mostrou que o movimento dos consumidores em super, hipermercados e comércios de alimentos e bebidas teve queda de 6,7% em março em relação a igual mês do ano passado. Já em comparação com fevereiro, o recuo foi menor, de 1%. De acordo com os economistas do Serasa, aumento do desemprego, altas taxas de inflação, crédito mais caro e baixo grau de confiança do consumidor explica o resultado negativo. Já o comércio como um todo teve queda de 9,2% na comparação anual e de 1,5% sobre o mês anterior. (Supermercado Moderno)

         

Porto Alegre, 06 de abril de 2016                                                Ano 10- N° 2.240

 

   GDT: preço internacional do leite apresenta leve alta

Num movimento considerado de ajuste, os preços do leite em pó registraram leve alta ontem (05) no leilão da plataforma Global Dairy Trade (GDT), referência de preços para o mercado internacional. A cotação do leite em pó integral, que tinha recuado no pregão anterior, subiu de US$ 1.971 por tonelada para US$ 2.013 ontem. Já o leite em pó desnatado ficou praticamente estável em US$ 1.721 por tonelada, conforme dados divulgados pela plataforma.

Para Valter Galan, analista da consultoria MilkPoint, especializada em lácteos, o pequeno ajuste não significa início de recuperação dos preços internacionais, que estão bem abaixo dos níveis históricos - entre US$ 3.200 e US$ 3.400 por tonelada para o leite em pó integral.

De fato, observou ele, considerando os fundamentos recentes do mercado internacional de lácteos, a expectativa era de queda nos preços negociados no leilão. Ele se referia ao aumento da produção de leite na União Europeia e na Nova Zelândia. Só em janeiro de 2016, a produção no bloco europeu cresceu 5,3% sobre o mesmo mês de 2015, o equivalente a 618 milhões de litros de leite. Já na Nova Zelândia, que deve registrar queda na produção de leite da safra como um todo, a produção da commodity subiu 5,6% em fevereiro sobre o mesmo mês de 2015, para 1,966 bilhão de litros de leite.

Além disso, a China, maior importadora mundial de lácteos, voltou a se retrair no mercado. O país asiático havia importado 153 mil toneladas de leite em pó integral e desnatado em janeiro deste ano. O volume foi 4,4 vezes maior que o comprado em dezembro de 2015 e 49% superior ao do mesmo mês de 2015. Mas, em fevereiro, as importações do país asiático voltaram a cair. O recuo nas compras foi de 24% em relação ao mesmo mês de 2015 - saíram de 65.900 toneladas (entre leite em pó integral e desnatado) para 53.000 toneladas.

Nesse ambiente, uma recuperação dos preços internacionais fica mais distante. Para Galan, os preços do leite em pó integral no mercado internacional devem se aproximar dos níveis históricos só no começo de 2017. No início deste ano, a expectativa dele e de outros analistas é de que uma recuperação viria ainda no segundo semestre de 2016.

Segundo o analista, diante dos baixos preços internacionais já há informações no mercado sobre maior interesse por produto importado, como queijos. Isso pode aumentar a concorrência para o produto local (que enfrenta alta da matéria-prima e queda na demanda). (Valor Econômico e GDT)
 
 

    
 
Tetra Pak adquire a empresa holandesa Laude

A Tetra Pak adquire a Laude, empresa líder de mercado no desenvolvimento, design e fabricação de moldes de plástico usados na produção de queijos. A aquisição reforça a posição da Tetra Pak como líder mundial em soluções completas para a fabricação de queijo e também ampliará a disponibilidade dos produtos Laude no mercado global.

A Laude foi criada em 1962, com sede em Ter Apel, na Holanda, com 38 funcionários. A empresa está na vanguarda do design de moldes de queijos e suprimentos, oferecendo desempenho e durabilidade, além de padrões superiores de higiene e limpeza.

De acordo com Tim High, Vice-presidente Executivo de Sistema de Processamento da Tetra Pak, a Laude se estabeleceu como uma fornecedora de moldes de alta qualidade e de serviços para a indústria do queijo. "Estamos muito satisfeitos em adicionar os produtos da Laude ao nosso abrangente portfólio. Com isso, ofereceremos linhas de queijo ainda mais competitivas com desempenho garantido", afirma Tim.

Segundo Auke Rienks, Diretor-presidente da Laude, os clientes continuarão contando com produtos e serviços líderes de mercado. "Vislumbramos uma grande oportunidade de crescimento internacional através dos canais da Tetra Pak, especialmente fora da Europa, onde estivemos focados no passado", completa Auke.

A Laude fará parte da unidade da Tetra Pak de Queijo e Sistemas de Evaporação e Secagem. A companhia continuará suas atividades no mesmo local e permanecerá sob a liderança de Auke Rienks e sua atual equipe de gestão.

Sobre a Tetra Pak
A Tetra Pak é líder mundial em soluções para processamento e envase de alimentos. Atuando próximo aos clientes e fornecedores, oferece produtos seguros, inovadores e ambientalmente corretos, que a cada dia satisfazem as necessidades de centenas de milhões de pessoas em mais de 170 países ao redor do mundo. Com cerca de 23 mil funcionários em mais de 85 países, a Tetra Pak acredita na liderança da indústria responsável e em uma abordagem sustentável dos negócios. O slogan "PROTEGE O QUE É BOM™" reflete a visão de disponibilizar alimentos de forma segura onde quer que seja. (Fonte: Assessoria de imprensa Tetra Pak)

Bélgica apoiará o Brasil nas negociações sanitárias e comerciais com a União Europeia

Representantes do governo brasileiro e belga se reuniram na sede do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em Brasília, para estreitar relações e debater temas como o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia. A secretária de Relações Internacionais do Agronegócio (SRI) do Mapa, Tatiana Palermo, ressaltou a importância do acordo para o Brasil. "É uma oportunidade única para ampliar a pauta de exportação brasileira e europeia. Envolverá todos os setores da economia brasileira e trará benefícios para ambos os lados".

O acordo também será pauta de reunião da presidência do Mercosul com a Comissão Europeia, no próximo dia 8, em Bruxelas. O embaixador da Bélgica, Jozef Smets, e o secretário de estado do Comércio Exterior da Bélgica, ministro Pieter de Crem, afirmaram que o Brasil é um importante parceiro no comércio de produtos agropecuários e se manifestaram favoráveis a adoção de um acordo comercial entre os dois blocos.

No encontro, a SRI entregou às autoridades belgas a minuta de memorando de entendimento com o propósito de desenvolver a cooperação técnica entre Brasil e Bélgica na área de vigilância agropecuária. "Será um mecanismo de harmonização dos procedimentos de inspeção e fiscalização do trânsito internacional de produtos vegetais e animais, trazendo mais celeridade e eficiência ao comércio entre os dois países", destacou o Secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Luis Rangel.

O ministério reiterou a importância de se avançar na negociação do acordo sanitário e fitossanitário entre Brasil e União Europeia, para se buscar uma equivalência de controles, certificações e harmonização de procedimentos. O acordo está em negociação desde maio de 2015, e aguarda posicionamento das autoridades europeias. Os representantes do governo belga se comprometeram a levar o assunto à Comissão Europeia para buscar meios de avançar nos entendimentos bilaterais. (As informações são do Mapa)

WhatsApp criptografa mensagens de clientes

O WhatsApp, aplicativo do Facebook, aderiu aos esforços da Apple de se opor aos esforços do governo americano para obter acesso a mensagens dos usuários de celulares mediante a implementação de vigorosas proteções criptográficas. Estas impedirão as agências policiais de espionar mais de 1 bilhão de usuários [do WhatsApp]. A Open Whisper Systems, que somou seus esforços ao WhatsApp para melhor garantir a impenetrabilidade do aplicativo, anunciou ter concluído a implantação da "criptografia vigorosa", e que quando os usuários atualizarem o aplicativo, eles serão notificados de que todas as suas conversas são protegidos por criptografia "ponta¬a¬ponta". [Usuários no Brasil receberam esta comunicação ontem]. 

O WhatsApp expandiu sua criptografia "ponta¬a¬ponta" depois que, por pouco, a Apple evitou um confronto legal com o FBI, a Polícia Federal dos Estados Unidos. A Apple recusou¬se a ajudar o FBI a acessar um iPhone pertencente a Syed Farook, que com sua mulher perpetraram os ataques em San Bernardino no ano passado, matando 14 pessoas. [O FBI desistiu de levar a Apple à Justiça na semana passada, dizendo que uma terceira parte havia providenciado um método de acessar o celular do terrorista.] Assim como o software de mensagens do iPhone, o WhatsApp não terá chaves de código de acesso a comunicações privadas dos usuários (mensagens, fotos ou ligações telefônicas entre dois usuários ou entre um grupo deles). 

Por isso não poderá dar acesso a agências governamentais mesmo que estas tenham mandado judicial. Agências policiais têm alertado que métodos criptográficos poderão dificultar o trabalho de rastrear terroristas e criminosos. As empresas de tecnologia dizem que algoritmos criptográficos menos eficazes facilitariam, para os criminosos, atacar seus clientes. Jan Koum, cofundador do WhatsApp, disse que proteger as comunicações privadas são um valor essencial para o WhatsApp, em parte devido à sua própria experiência pessoal de ter vivido sua juventude na União Soviética. A Apple tem sido a principal defensora do direito de proteger os consumidores contra a espionagem governamental. Facebook foi uma das várias empresas de tecnologia que deram apoio à Apple quando esta se opôs ao governo. Entretanto, nenhum dos outros aplicativos do Facebook tem o mesmo alto nível de criptografia que o WhatsApp. (Valor Econômico)

 

No radar
UM DIA ANTES da reunião da Comissão Sul-Americana para a Luta contra a Febre Aftosa, grupo liderado pela Associação Brasileira de Proteína Animal se reúne com o presidente da Comissão Regional da OIE nas Américas, Guilherme Marques. Em pauta, a ampliação do status de zona livre da doença sem vacinação hoje só SC tem. (Zero Hora)

         

Porto Alegre, 05 de abril de 2016                                                Ano 10- N° 2.239

 

   China está de portas abertas para produtos alimentícios brasileiros 

As potencialidades do mercado chinês para os produtos alimentícios brasileiros foram abordadas durante palestra do advogado e CEO da China Invest, Thomaz Machado, realizada na tarde desta terça-feira (5/4) na Asgav.  Segundo ele, há falta de produto para atender ao mercado chinês, que está aberto às importações de itens com valor agregado. O principal entrave, cita ele, é o desconhecimento dos chineses quanto às potencialidades da produção nacional e dos brasileiros em relação às demandas chinesas. E citou o leite em pó, principalmente as fórmulas infantis, como um grande filão a ser aproveitado pelos laticínios brasileiros. "Uma lata de leite em pó custa mais de US$ 40 nas prateleiras da China", exemplificou.

O empresário ainda falou sobre o projeto The Best of Brazil, que é um espaço de 1.000 m² onde estão expostos produtos alimentícios e congelados fabricados no Brasil e que constituem em uma espécie de entreposto para aquisições pelas redes chinesas. O essencial, pontua Machado, é abrir canais de vendas que coloquem o produto acabado do Brasil nas gôndolas da China, independendo da amplitude do negócio.  "Vender para uma cidade já é uma grande conquista", frisou.

Presente ao encontro, o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, pontuou dificuldades nas negociações com as comitivas chinesas que vêm constantemente ao Brasil. "Geralmente são criadas barreiras e eles sempre querem saber como podemos abrir nosso mercado para os produtos deles".  Acompanhando o debate, o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, destacou o trabalho realizado na definição de marcos regulatórios no setor lácteo, seguindo o caminho da avicultura e da suinocultura. 

A aproximação entre o mercado gaúcho e os importadores chineses é fomentada pelo governo do Estado e foi intermediada pela Secretaria de Desenvolvimento e dos Assuntos Internacionais. Segundo o assessor técnico da Sedai, Leonardo Gaffrée, o cenário de câmbio desvalorizado é ideal para potencializar ganhos no exterior e desviar produção em tempos de crise. 
 
A China se desenvolveu agressivamente nos últimos 20 anos. Até 2013, explicou Machado, a China não pensava em importação.  A partir de então, começaram a planejar as compras e, hoje, a política de governo é tornar-se o maior importador do mundo. "E eles estão se preparando para isso. Baixaram o imposto de importação e têm um total de 1,3 bilhão de pessoas", pontuou, lembrando que 40% da população pertence à classe média o que, em breve, deve chegar a 60%. Outro aspecto importante diz respeito ao perfil do consumidor chinês. Machado citou que o consumidor tem o conceito de que o importado é sempre melhor do que o produto fabricado no mercado interno o que, em um primeiro momento, favorece muito países como o Brasil. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 
 
 

    
 
Embrapa/Gisleite: ferramenta que possibilita a gestão da produção será utilizada no Mato Grosso do Sul

Uma nova ferramenta de tecnologia da informação que possibilita a gestão daprodução leiteira, denominada Gisleite (Gestão Informatizada de Sistemas de Produção de Leite), desenvolvida pela equipe da Embrapa Gado de Leite (Juiz de Fora, MG) será utilizada pelos técnicos da Agraer, em parceria com os produtores rurais do Estado. Esse avanço que pretende tecnificar e profissionalizar a cadeia produtiva do leite no Mato Grosso do Sul é fruto da parceria entre Embrapa Agropecuária Oeste, Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Agraer e Sepaf/MS e que agora conta com novo parceiro: Embrapa Gado de Leite.

Os passos iniciais da implantação do Gisleite, foram realizados nos entre 29 e 31 de março, quando 55 extensionistas rurais da Agraer, representando todas as regiões do Estado participaram da capacitação presencial, realizada nos laboratórios de informática da Unigran. O treinamento foi ministrado por três empregados da Embrapa Gado de Leite, que vieram a Dourados para explicar as formas de uso do Gisleite e esclarecer a importância dos feedbacks dos usuários para otimização das atualizações do Programa, conforme as necessidades locais.

A utilização do Gisleite é um passo importante para a organização da cadeia produtiva do leite no Estado. "Essa nova conquista beneficia a bovinocultura do leite, pois possibilita a utilização de um programa que faz a organização das informações zootécnicas do rebanho (sanidade, reprodução e nutrição animal), além disso, o Gisleite também possibilita um acompanhamento da qualidade do leite e a análise de dados econômicos da propriedade", explica o Superintende de Desenvolvimento Rural da Sepaf, Edwin Baur.

O Gisleite objetiva apresentar ao produtor um panorama geral de desempenho técnico econômico da sua propriedade, por meio de informações obtidas de registros coletados na propriedade. "O Gisleite possibilita análise das estratégias de manejo, controle dos custos de produção e melhor utilização dos recursos utilizados e dos investimentos feitos na propriedade. Ele contribui ainda com a melhoria da produtividade do sistema de produção e da sustentabilidade da atividade leiteira pelo produtor", disse o pesquisador da Embrapa Gado de Leite e coordenador da equipe que desenvolveu o Gisleite, Cláudio Napólis Costa.

Cláudio explica ainda que o Gisleite auxilia o produtor no registro das atividades que caracterizam o manejo do rebanho e a obtenção dos indicadores zootécnicos e da qualidade do leite, essenciais para a melhoria da rentabilidade econômica da propriedade. "O programa ainda disponibiliza aos usuários relatórios de manejo das atividades de rotina do rebanho e relatórios gerenciais, econômicos e de rastreabilidade, entre outros", finaliza ele.

Para o Gestor de Desenvolvimento Rural da Agraer, Arnaldo Santiago, essa parceria com a Embrapa e outras instituições, que está viabilizando a implantação do Gisleite no MS, estabelece credibilidade e agrega valor a cadeia produtiva do leite no Estado, que deve alcançar novos patamares sustentáveis e economicamente viáveis.

Cluster Embrapa - O Chefe Adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Agropecuária Oeste, Auro Akio Otsubo, comemora a implantação do Gisleite no Mato Grosso do Sul. Para ele, esse resultado serve como um importante incentivo para os trabalhos de transferência de tecnologia da Unidade, pois mesmo não dispondo de expertises em determinados temas a Unidade busca estabelecer parcerias com outras do Sistema Embrapa que detém o conhecimento necessário e viabilizando as trocas de experiências entre os pesquisadores, que nesse caso, são de Juiz de Fora (MG), onde fica a Embrapa Gado de Leite, com os extensionistas rurais da Agraer.

"Como uma Unidade da Embrapa, a Embrapa Agropecuária Oeste, pertencente à categoria de Centro Ecorregional, o nosso papel consiste em buscar soluções tecnológicas para diversos temas de importância para o desenvolvimento regional com o apoio do Sistema Embrapa e estamos trabalhando nesse sentido", explicou Auro.  (As informações são da Embrapa Agropecuária Oeste)

 
 
 
Conselho Regional de Medicina Veterinária lança aplicativo para consulta à legislação
Com o intuito de auxiliar os médicos veterinários e zootecnistas no acesso à legislação pertinente a profissão, o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP) lança aplicativo para consulta. As versões para IOS e Android já estão disponíveis nas lojas da Apple (App Store) e da Google (Play Store).

O objetivo é facilitar a pesquisa para usuários de tablets e smartphones. Até então, a consulta só poderia ser realizada acessando o portal do CRMV-SP (crmvsp.gov.br), que até o momento não possui campo de busca alfanumérica.

Para usar o aplicativo só é preciso ficar online uma vez. Basta se conectar à internet, acessar sua loja de aplicativos, buscar CRMV-SP, baixar o programa e sincronizar o conteúdo. Depois disso, para fazer as pesquisas não é necessário estar conectado. Ao usuário do aplicativo será permitido ainda "favoritar" conteúdos e receber notificações sobre novas resoluções, leis, portarias, decretos e normas referentes à Medicina Veterinária e a Zootecnia. Está disponível também informações sobre o Manual de Responsabilidade Técnica. (As informações são do CRMV-SP)

   
 
 
Acordo comercial entre Mercosul e África Austral entra em vigor e busca ampliar negociações

A presidenta Dilma Rousseff promulgou o acordo de comércio preferencial entre o Mercosul e a União Aduaneira da África Austral (Sacu). Com isso, já está em vigor o tratado que permite descontos tarifários aos países dos dois blocos na importação de produtos como costela suína, miúdos bovinos e pescados. Além do Brasil, o acordo envolve Argentina, Uruguai, Paraguai, África do Sul, Namíbia, Botsuana e Lesoto.

O decreto de promulgação do acordo foi publicado nesta segunda-feira no Diário Oficial da União. O tratado vem sendo discutido desde 2008 e prevê a criação de uma área de livre comércio entre os dois blocos. Para o diretor do Departamento de Acesso a Mercados e Competitividade do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), João Rossi, é imprescindível ampliar as negociações, a fim de incluir produtos como lácteos, carne de frango, frutas e alimentos processados. "O Brasil tem apenas 4,4% de participação nas importações totais da África do Sul no setor agropecuário, um mercado que importou US$ 6,7 bilhões em 2014", assinala Rossi.

O acordo deverá incorporar temas como investimentos, compras governamentais e medidas sanitárias e fitossanitárias, contribuindo para a expansão do comércio mundial e o desenvolvimento social e econômico desses países. (As informações são do Mapa)

 
 

Decreto que regulamenta a Lei do Leite é finalizado
Representantes do setor lácteo e da Secretaria da Agricultura (Seapi) finalizaram, na manhã desta terça-feira (5/4), o texto do decreto que regulamentará a Lei do Leite. O prazo fixado para concluir o processo termina nesta quarta-feira (6/4). Presente no encontro, o Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) foi um dos colaboradores ao propor diversos dos ajustes acatados pelo corpo técnico da Seapi. O secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, esteve presente na reunião e destacou como principais avanços a regularização do transvase e a mudança no sistema de responsabilização dos transportadores. (Assessoria de Imprensa Sindilat)
 

         

Porto Alegre, 04 de abril de 2016                                                Ano 10- N° 2.238

 

   Reforma administrativa: Mapa corta 220 cargos, 4 secretarias e reduz em 52% contratos e convênios

Com a fusão ao Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) cortou 220 cargos comissionados, reduziu quatro secretarias e gerou economia de R$ 183,3 milhões em contratos e convênios. A medida faz parte da reforma administrativa do Estado e contribui para o esforço fiscal do governo federal.

Na última sexta-feira (1), a Presidência da República publicou no Diário Oficial da União o Decreto 8.701, que aprova a nova estrutura regimental e o quadro demonstrativo dos cargos em comissão e das funções de confiança do Mapa, após fusão com o MPA. O Mapa é a primeira pasta a entregar sua reestruturação.

O decreto complementa o trabalho que já vinha sendo feito pelo ministério, que desde 2 de outubro de 2015 - quando foi editada a Medida Provisória que promoveu a fusão das duas pastas -, vem trabalhando para concluir a reestruturação e incorporar novas atribuições, cargos e estrutura do MPA.

O Mapa fundiu a Secretarias de Mobilidade Social com a Secretaria do Produtor Rural e Cooperativismo e criou a Secretaria de Pesca e Aquicultura, eliminado quatro secretarias do extinto MPA. A medida contribui para a meta do governo federal de reduzir 30 secretarias nacionais em toda a Esplanada.

À época da fusão, em outubro, a Pesca contava com 1.150 funcionários, entre cargos de confiança, terceirizados e servidores de carreira. Em três meses, antes mesmo da publicação do decreto presidencial, o Mapa reduziu em 41% a força de trabalho daquela pasta, gerando economia de R$ 6,286 milhões em três meses. Em novembro, o Mapa ainda analisou todos os contratos e convênios e reduziu mais de 57% desses contratos e gerou economia de R$ 183,3 milhões.

Em um esforço para enxugar a máquina estatal e cortar gastos, promoveu a fusão das estruturas físicas da Pesca com a Agricultura. Entregou, por exemplo, o prédio em Brasília onde funcionava a sede do MPA. O edifício tem 18 andares e representava custo anual de aproximadamente R$ 10 milhões. Nos 27 estados, unificou 80% das Superintendências da Pesca com as Superintendências Federais da Agricultura, o que vai gerar economia na ordem de R$ 29 milhões ao ano.

Desde a posse da ministra, a modernização da gestão tem sido uma meta perseguida com obstinação. Todos os cortes apresentados pelo decreto número 8.701 foram elaborado pelo Mapa e acatados na íntegra pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. "Continuaremos persistindo na eficiência da gestão do Mapa e lutando contra os desperdícios de recursos públicos", afirmou Kátia Abreu. (As informações são do Mapa)

    
Desoneração/AR 

A Administração Federal de Arrecadação Pública (Afip, em espanhol) publicou nesta sexta-feira no Boletim Oficial a Resolução 3858 através da qual foi oficializado a ajuda para os produtores de leite anunciada pelo ministro da Agroindústria, Ricardo Buryaile, na quarta-feira.

Concretamente, trata-se do conceito da retenção de Imposto de Valor Agregado (IVA) que a Afip irá aplicar para a compra e venda de leite fluido bovino, sem processar. Alíquota que é de 6%, por 120 dias será reduzida para 1%.
O benefício abrange todo o produtor de leite que esteja inscrito no IVA e será aplicado aos pagamentos que serão efetuados a partir do dia 2 de abril, mesmo que se refira a operações realizadas anteriormente.

Mais dinheiro
Esta ajuda da Afip faz parte do pacote de medidas anunciado na quarta-feira por Buryaile. Segundo o ministro, esta queda de 5% na alíquota do IVA corresponde a 15 centavos no preço que a indústria paga aos produtores.
Lácteos - Novas medidas continuarão a ser avaliadas
A este valor serão somados os 40 centavos de subsídios concedidos pelo Governo Nacional a cada produtor, e outros 10 centavos das Províncias, formando uma compensação total de 65 centavos e que em estará em vigor até maio. A redução da Afip deverá durar pelo menos dois meses mais. (Agrovoz - Tradução Livre: Terra Viva)

Censo do leite

Conhecer a realidade do setor leiteiro e buscar soluções para que as cooperativas ampliem e fortaleçam sua relação com os produtores e com o mercado consumidor. Estes são os objetivos do Sistema OCB e da Embrapa Gado de Leite ao realizarem o segundo Censo do Cooperativismo de Leite. As entidades assinaram no início deste mês, um acordo de cooperação que visa à realização da pesquisa, cujos questionários começam a ser enviados às cooperativas a partir da próxima semana.

Último levantamento- No último levantamento, realizado em 2003, as cooperativas eram responsáveis pela captação de 40% da produção de leite no Brasil, reunindo mais de 151 mil produtores associados. Entretanto, desde o primeiro levantamento o mercado de lácteos tem passado por mudanças, por isso, diante dos novos cenários, a Câmara de Leite do Sistema OCB deliberou que, decorridos 12 anos, este trabalho deveria ser feito novamente, abordando os seguintes temas:
- Participação das cooperativas no mercado de leite;
- Perfil dos associados;
- Negócios e modelos;
- Serviços e assistência técnica;
- Visão de futuro. (Paraná Cooperativo)

Subsídios/UE

Keith Woodford diz que é um equívoco dizer que a indústria europeia sobrevive apenas por causa dos subsídios. 
Na elaboração de um projeto de longo prazo para o setor lácteo da Nova Zelândia, é preciso responder as seguintes perguntas:
- O que acontecerá na China?
- O que acontecerá com os preços do petróleo?
- O que ocorrerá na América?
- O que ocorrerá na Europa?

Neste artigo vou me concentrar na Europa.
A necessidade de derrubar alguns mitos
Para entender a essência das mudanças que ocorrem no setor lácteo Europeu, é preciso derrubar alguns mitos. O mito dominante é que a indústria europeia só sobrevive por causa dos subsídios.
A realidade é que a Europa compete no mercado mundial, livre de subsídios às exportações, na maior parte dos últimos dez anos. A assinatura da eliminação dos subsídios à exportação na OMC em dezembro de 2015, que foi comemorada pela Fonterra e DCANZ (Indústrias de laticínios da Austrália e Nova Zelândia) em suas declarações à imprensa, foi um acordo simplesmente para ratificar procedimentos já existentes.
Olhando de outra perspectiva a agricultura europeia possui grandes subsídios internos. Tanto é verdade que alguns países europeus, principalmente os mais pobres, ainda têm subsídios à produção. Para o setor lácteo, esses subsídios chegam a 0,8 bilhões de euros, que parece muito. Mas, isto significa apenas NZ 0,11/KMS, [R$ 0,02/litro]. Dentro do setor é um valor trivial. De qualquer forma esses subsídios não são aplicados nos principais países exportadores da Europa, exceto na França.
Além do mais, a Europa não tem proteção tarifária do seu mercado interno, e não existe expectativa de mudança. Simplesmente, por uma questão de segurança alimentar e regional, a União Europeia (UE) não se permite ser dependente de países de fora do bloco em alimentos básicos. E nós, da Nova Zelândia não temos nenhuma influência para mudar isso. Não importa o que façamos em relação à Europa. Qualquer discurso seria para o público da própria Nova Zelândia.
 
Alinhamento com os preços internacionais
Apesar de tarifas de proteção, os preços aos produtores europeus, agora, estão alinhados aos preços internacionais. Na nova Europa, sem cotas, e com a indústria tendo excedentes de produção em seu próprio mercado, é inevitável que o alinhamento ocorra.
É importante ressalvar que existe uma defasagem no sistema, e até as cotações internacionais chegarem às fazendas, demora um pouco, é o que estamos vendo agora. Da mesma forma, a recuperação dos preços internacionais, por vezes, leva algum tempo para chegar ao produtor. Também é bom lembrar que os chamados preços internacionais, como os estabelecidos no gDT, são apenas para commodities.
Os produtores europeus, assim como a Cooperativa Dairy Tatua da Nova Zelândia, são protegidos das flutuações do gDT. Isto é conseguido com o apoio em produtos de maior valor agregado.
Além disso, fora a Irlanda, todo o sistema de produção de leite europeu é de 12 meses. Estes sistemas podem levar a maiores custos de produção, mas, contribuem para um menor custo de processamento. A melhor utilização da infraestrutura, pode, então, realimentar preços mais elevados nas fazendas. (interest.co.nz - Tradução livre: Terra Viva)
 
 

Fetag pede esclarecimento
O presidente da Fetag, Carlos Joel da Silva, junto com as federações de SC e PR, vai solicitar esclarecimentos à Contag sobre declaração do secretário de administração e finanças da entidade, Aristides Santos. Na última sexta, o dirigente convocou a ocupar gabinetes e propriedades de parlamentares ruralistas caso a regularização de terras não avance. "Não comungamos com o que ele disse", afirmou Silva. O presidente da Contag, Alberto Broch, avalia que a declaração foi "no calor da emoção". (Correio do Povo)

         

Porto Alegre, 01 de abril de 2016                                                Ano 10- N° 2.237

 

   LEITE/CEPEA: preço pago ao produtor sobe puxado pela menor oferta da matéria-prima

Com a captação ainda em queda, o preço do leite recebido pelo produtor subiu 4,67% em março, o que representa a maior variação desde maio/14 na série de preços do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP. A "média Brasil" fechou a R$ 1,0456/litro, aumento de 4,7 centavos/litro em relação a fevereiro - essa média é ponderada pelo volume captado nos estados de GO, MG, PR, RS, SC, SP e BA. Contabilizando-se o frete e impostos, o preço bruto teve média de R$ 1,1451/litro, valor 4,41% superior ao de fevereiro e 10,4% acima do de março/15, em termos reais (valores atualizados pelo IGP-DI fev/16).


A captação do leite pelos laticínios/cooperativas diminuiu em quase todos os estados acompanhados pelo Cepea; a exceção foi a Bahia. De janeiro para fevereiro, houve queda de 4,58% no Índice de Captação de Leite do Cepea (ICAP-L/Cepea), que considera os mesmos sete estados da "média Brasil". Esse recuo é ainda maior que o observado no mês anterior que, até então, era o mais intenso em 10 meses. Rio Grande do Sul e Minas Gerais registraram as maiores quedas, de 8,04% e de 7,59%, respectivamente, seguidos por Santa Catarina (4,13%), Goiás (3,73%), Paraná (0,78%) e São Paulo (0,11%). Já a Bahia, favorecida pelo maior volume de chuvas, teve aumento de 10,4% na captação. 

A queda da produção e, portanto, da captação em fevereiro ocorreu devido ao início da entressafra e aos altos custos de produção, puxados especialmente pelo milho. A menor oferta de matéria-prima, por sua vez, elevou a competição entre as indústrias e reforçou a valorização do leite. Pesquisadores do Cepea avaliam que a atual crise econômica pode reduzir os investimentos e, consequentemente, influenciar novas quedas na produção de leite.

Para abril, a expectativa é de que os preços do leite sigam em alta, ainda impulsionados pela oferta restrita de matéria-prima. Cerca de 94% dos agentes entrevistados pelo Cepea (que representam 99,6% do volume amostrado) acreditam em nova alta nos preços do leite em abril, enquanto o restante (6% que representam 0,4% do volume) acredita em estabilidade nas cotações. Nenhum dos colaboradores consultados estima queda de preços para o próximo mês.

A menor oferta de matéria-prima tem se refletido no mercado de derivados. O preço do leite UHT subiu 7,62% de fevereiro para março no atacado do estado de São Paulo - este foi o terceiro aumento seguido -, com a média mensal (até o dia 30) indo para R$ 2,6389/litro. No ano, a alta desse derivado chega a 18,9%. O queijo muçarela se valorizou pelo quinto mês consecutivo (1,97%), a R$ 14,89/kg na média de março. 

De acordo com atacadistas consultados pelo Cepea, agentes de indústrias têm reajustado positivamente os valores devido à baixa produção no campo e também pelos elevados custos no laticínio. Além disso, a demanda melhorou, em relação a meses anteriores, desde que as aulas foram retomadas. Na avaliação de alguns atacadistas, as vendas de lácteos só não estão maiores porque a oferta está limitada. Esta pesquisa de derivados do Cepea é realizada diariamente com laticínios e atacadistas e tem o apoio financeiro da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). (As informações são do CEPEA/USP)

    
 
Leite/Oceania 

Na Austrália a procura por feno está fraca. Chuvas no Nordeste da Austrália ajudaram na recuperação das pastagens em regiões costeiras, habilitando os produtores a utilizarem pastagens cultivadas. As chuvas trouxeram alívio para a seca de Queensland. A colheita de milho começou nos estados do Sul, aliviando a utilização de alimentos armazenados.

A Dairy Australia divulgou relatório sobre as variações do processamento de produtos lácteos entre julho/2015 e janeiro/2016, em relação ao período anterior 2014-2015: manteiga (-4,5%); butteroil (+29%); Leite em pó desnatado (+11,9%); leite em pó integral (-16,2%); leitelho (-4,5%); queijo (-0,3%); e soro de leite em pó (-19,4%).

A produção de leite na Nova Zelândia, em fevereiro foi de 1,97 milhões de toneladas, de acordo com a DCANZ, menos que as 2,43 milhões de toneladas de janeiro. Em fevereiro de 2015 a produção de leite foi de 1,86 milhões de toneladas. A produção de sólidos (proteína de leite e gordura), chegou a 171,62 milhões de quilos, menor que os 208,04 milhões de quilos de janeiro, mas, foi maior que a produção de fevereiro de 2015, 165,67 milhões de quilos.
 

Os debates sobre a recente redução do pagamento do leite, entre os produtores da Nova Zelândia, estão intensos. Embora os resultados possam variar com o tamanho da propriedade, algumas estimativas apontam que, em média, um produtor que ordenhe 414 vacas, terá uma perda de receita na ordem de seis dígitos, em relação às projeções com os valores anteriores. (Usda - Tradução Livre: Terra Viva)


 

 
Estoques/UE
Está perto de atingir o limite das vendas do leite em pó desnatado (LPD) para os estoques de intervenção, antes da publicação do novo regulamento que amplia este limite. O tema foi debatido no Comitê do COM de produtos pecuários no dia 17 de março, já que é uma grande preocupação da Comissão, dos Estados Membros e os Operadores.

Segundo os últimos dados do Observatório Lácteo da UE, até o dia 24 de março já tinham sido entregues para intervenção 93.539 toneladas de LPD.

O limite estabelecido para compras de intervenção com preço fixo foi de 109.000 toneladas, volume que pode ser alcançado no início da próxima semana, se mantiver o ritmo das semanas anteriores.

O Conselho de Ministros de Agricultura da UE concordou em duplicar esse limite, mas não parece que o regulamento sobre esse acordo não será publicado antes de atingir o limite anterior. Consequentemente, apesar do acordo, haverá alteração para o sistema de licitação, conforme as normas vigentes.

A Comissão Europeia mostrou-se cética em relação à possibilidade de vencer os trâmites legais para publicação do regulamento antes das compras atingirem o limite. Para acompanhar mais precisamente a elevação dos estoques, foi pedido aos países que em lugar de notificações semanais, façam notificações diárias, até alcançar as 109.000 toneladas. A partir daí as compras de intervenção a preço fixo serão encerradas, e então serão abertas licitações. Este sistema poderá provocar mais pressão para queda nos preços do leite.

A Espanha não recorre, habitualmente à intervenção. Nos últimos 6 anos (de 2010 a 2015) não levou um único quilo de LPD ou manteiga para intervenção. Até agora, em 2016, foram a remessa foi de 495 toneladas. Não obstante, o setor lácteo espanhol pode ser indiretamente afetado pelo efeito do sistema de licitação. (Agrodigital - Tradução Livre: Terra Viva)

Kátia Abreu reafirma prioridades do ministério em meio à crise

Apesar do cenário de crise política e fiscal no país, a ministra da Agricultura, Kátia Abreu (PMDB), disse nesta quinta-feira (31) que sua Pasta continua trabalhando normalmente para desenvolver os focos de sua gestão. Suas metas são desburocratização, defesa agropecuária, ampliação da classe média rural, um orçamento plurianual para agricultura, fortalecimento da Embrapa e abertura de mercados no exterior. A ministra reafirmou os compromissos com essas prioridades e não quis comentar o contexto político.

Em seminário em Goiânia, promovido pelo governo do Estado de Goiás, com patrocínio do Santander e apoio do jornal Valor Econômico, Kátia defendeu a criação de um modelo de seguro rural de faturamento para produtores rurais e empresas do agronegócio. E que o ministério estaria trabalhando na formatação de um seguro que possa garantir definitivamente renda para o setor.

Ela explicou que esse formato de seguro rural seria incluído na Lei Agrícola Plurianual, uma das principais bandeiras de sua gestão que ela pretende encaminhar em forma de projeto de lei ao Congresso em agosto. Essa lei teria como inspiração a "Farm Bill", lei que regula o setor agropecuário nos Estados Unidos, que coincide o orçamento público da área de agricultura e pecuária com o calendário do setor. "Queremos implementar definitivamente um seguro de faturamento, que garanta renda aos produtores", disse a ministra. "Nosso maior esforço agora é para aprovarmos a Lei Agrícola Plurianual", afirmou.

A ministra também reiterou que sua Pasta vem procurando dar prioridade para a área de defesa agropecuária, que historicamente sofre com contingenciamento de recursos públicos. Segundo ela, os convênios firmados com os governadores para repasses de verbas nessa área estão sendo restabelecidos desde o ano passado. "Não economizamos um R$ 1 com defesa agropecuária", disse. 

Em seu discurso, Kátia também relembrou do fim de embargos que países como China mantinham em relação às exportações de carne bovina por conta da doença do mal da vaca louca. "Em 2015 abrimos mercados da China, Rússia e Estados Unidos para as nossas carnes e os mercados chinês, russo e japonês para o leite brasileiro", disse.

De acordo com a ministra, a expectativa da FAO, braço da ONU para a agricultura, é que a demanda por alimentos cresça 40% até a próxima década, o que abre uma grande janela de oportunidades para as empresas brasileiras do agronegócio. Para isso, ela frisou que vêm sendo articulados novos acordos comerciais e acordos de preferência tarifárias com China e Índia, uma vez que esse modelo de negociação internacional só é permitido entre países com o mesmo grau de desenvolvimento. "Estou muito otimista com a Índia e a China".

Ela também chamou a atenção para a necessidade de se criar uma empresa subsidiária da Embrapa, chamada de Embrapa Tec, para intensificar a atividade da estatal em pesquisa agropecuária e torná-la menos dependente do orçamento federal. (As informações são do Valor Econômico)
 

Milho/EUA 
Os Estados Unidos deram uma notícia preocupante para os produtores brasileiros de milho nesta quinta-feira (31). Vão plantar 37,9 milhões de hectares do cereal, 2,3 milhões mais do que no ano passado. A notícia é ruim para os produtores, mas boa para as indústrias nacionais que utilizam o cereal. (Fonte: Folha de SP)

         

Porto Alegre, 31 de março de 2016                                                Ano 10- N° 2.236

 

    Perspectivas do mercado lácteo - Europa

A produção e o processamento de leite na Europa continuam fortes, refletindo nos preços. Em janeiro de 2016 a produção foi 5,6% maior que a de janeiro de 2015 de acordo com a Eurostat. Os 5 países membros que apresentaram taxas de crescimento maiores foram: Luxemburgo acima de 20%; Irlanda pouco menos de 20%; Bélgica ligeiramente maior que 17%; Chipre pouco menos de 17%; e Holanda próximo a 16%. Os primeiros dados apontam para um forte crescimento da produção também em fevereiro, talvez mais que no mês anterior. Na primeira quinzena de março a produção de leite na Alemanha iniciou, com certo atraso, o aumento sazonal, que deveria ter começado em fevereiro.

 

Os feriados religiosos de março, reduziram os horários padrões de operação em muitas indústrias. O Reino Unido, está entre os principais mercados de produtos lácteos da Irlanda. O lançamento, na semana passada, pelo governo britânico do Guia Eatwell, [Guia Alimentar para o país], causou protestos generalizados e preocupação aos produtores e processados de laticínios, da Irlanda e do Reino Unido. O referido guia recomenda reduzir o consumo de lácteos de 15% para 8% na dieta da população. A variação da produção de leite na Europa Oriental em janeiro de 2016, em relação ao mesmo mês de 2015 foi: Bulgária (-6%); República Checa, + 14%; Estônia, + 2%; e Croácia -2%. (Usda - Tradução Livre: Terra Viva)
 
  
 
Kátia Abreu propõe isenção de PIS/COFINS para importação de milho

A ministra Kátia Abreu (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) enviou ao Ministério da Fazenda proposta de isenção de 9,25% do PIS/COFINS sobre a importação de milho. Segundo ela, a medida é necessária devido ao aumento das exportações brasileiras do grão. Por isso, há necessidade de incentivar a importação para abastecer o mercado interno já que o milho é a base na alimentação dos animais de produção. No acumulado de 2016, o preço do milho subiu mais de 35% no mercado interno, conforme o indicador Esalq/BM&Bovespa. 

Kátia Abreu salienta que a incidência de PIS/COFINS nas importações onera o custo do grão e tem reflexo na formação de preços regionais. Diante disso, considera importante a isenção desses tributos como forma de melhorar o equilíbrio na rentabilidade das cadeias produtivas. 

O secretário de Política Agrícola do Mapa, André Nassar, reforça a proposta da ministra e disse que a medida não causaria perda de arrecadação tributária significativa, pois os volumes importados são muito pequenos. "Sugerimos que a isenção seja temporária, por seis meses", acrescentou. Para ele, a proposta aliviaria de imediato as indústrias do Sul.

Entre analistas de mercado, a expectativa é que a oferta doméstica de milho comece a aumentar no próximo mês, com o avanço da colheita da safra de verão. Mas o maior alívio só deve vir no segundo semestre, quando a colheita da safra de inverno, a safrinha, estará concluída. (As informações são do Mapa e do jornal Valor Econômico)

Rótulos de alimentos terão que informar lactose e caseína e medida valerá a partir de 2019

Fabricantes de alimentos precisam indicar a presença de lactose e caseína na embalagem de seus produtos. É o que decidiram nesta quarta-feira, 30, os parlamentares da Câmara dos Deputados, em plenário. Como o projeto original sofreu alterações, o texto será reencaminhado para análise no Senado. Caso seja validada, a medida começa a valer apenas a partir de 2019. 

O texto original tinha origem na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado, onde tramitou em caráter terminativo, em 2014, e contemplava apenas a lactose. A inclusão da caseína foi proposta pelo deputado Alberto Fraga (DEM-DF), que avaliou que este também é um elemento alergênico. A principal justificativas do projeto é evitar problemas de saúde causados pela ingestão dessas substâncias.

Uma das preocupações seria a elevada ocorrência de casos de intolerância à lactose no Brasil. Hoje, o deputado Ságuas Moraes (PT-MT), que é pediatra, disse que a intolerância à lactose e à caseína tem se desenvolvido mesmo em crianças e que a informação no rótulo é importante. Atualmente, esse tipo de exigência já existe para o glúten, uma proteína presente na aveia, trigo, cevada, malte e centeio. 

Na matéria aprovada nesta quarta, também fica estabelecida a proibição do uso de gordura vegetal hidrogenada, conhecido como gordura trans, na composição de alimentos destinados a consumo humano, nacionais ou importados. Essa proibição não alcança alimentos de origem animal que contenham esse tipo de gordura. Entre os malefícios associados à gordura trans estão o aumento do colesterol LDL no sangue. (As informações são do Estadão)

 

Preços de grãos caem ao patamar de 2006

O dólar ainda forte em comparação a outras moedas e relações entre ofertas e demandas globais em geral confortáveis levaram os preços da maior parte das principais commodities agrícolas negociadas pelo Brasil no exterior a perderem um pouco mais de sustentação entre janeiro e março. De acordo com cálculos do Valor Data baseados nas médias trimestrais dos contratos futuros de segunda posição de entrega negociados nas bolsas de Chicago (soja, milho e trigo) e Nova York (açúcar, algodão, cacau, café e suco de laranja), a maior erosão afeta os mercado de milho e trigo. Nos dois casos, é o pior primeiro trimestre em uma década. Na soja, a média de preços do trimestre que chega ao fim é a mais baixa para um intervalo de janeiro a março desde 2007, ao passo que açúcar, café e algodão registram as menores médias desde o primeiro trimestre de 2009.

O suco fecha o período com o pior resultado desde o ano de 2013, e a exceção é o cacau, que tem o melhor primeiro trimestre desde 2011. Nos mercados nos quais o Brasil se destaca como grande exportador (soja, milho, açúcar, café e suco de laranja), o câmbio tem compensado pelo menos parte das perdas dos produtores com os preços internacionais ¬ até porque o dólar e os preços nos EUA costumam caminhar em direções opostas, o que ajuda a manter a competitividade dos produtos americanos. Mas, como a relação entre dólar e real carrega consigo uma grossa camada de gordura gerada pela crise política emanada de Brasília, essa "compensação" já foi maior, uma vez que a moeda brasileira ganhou fôlego nas últimas semanas com a expectativa de impedimento da presidente Dilma.

Mas esse relativo fortalecimento da moeda brasileira nas últimas semanas, ainda que em meio a uma forte volatilidade, também ofereceu maior sustentação particularmente às cotações de açúcar e café, mercados nos quais o peso do Brasil no mercado global é maior que nos grãos, por exemplo. Essa influência foi gritante em março (este balanço foi fechado no dia 30), quando a cotação média do dólar caiu para R$ 3,71 (Ptax), 6,6% abaixo da média de fevereiro. Com esse impulso, as incertezas em relação à oferta brasileira geradas pelo clima e a expectativa de produção menor que a demanda global nas safras internacionais 2015/16 e 2016/17, em Nova York o preço médio do açúcar subiu 15,65%. Já o café registrou alta de 6,74% na comparação.

Não fosse por isso, o açúcar não teria registrado elevação de 0,70% na bolsa de Nova York no primeiro trimestre, sobre o mesmo intervalo de 2015, e a retração média do café teria superado os 21,92% registrados. Na comparação entre os primeiros trimestres, apesar da valorização do real neste mês de março, a alta do dólar sobre a moeda brasileira chega a 36,15%, segundo cálculos do Valor Data. Nos três primeiros meses deste ano em relação a igual período do ano passado, também registram quedas na bolsa de Nova York o suco de laranja (0,91%) e o algodão (4,02%). Apenas o cacau aparece com elevação (2,3%), graças a problemas com a oferta no oeste da África. Em Chicago, a soja cai 11,36%, o trigo recua 10,04% e o milho apresenta baixa de 6,46%. (Valor Econômico)

 
 

Reações ao "fico" de Kátia
Dirigentes ligados às entidades do setor rural do Rio Grande do Sul comentaram a decisão da ministra da Agricultura, Kátia Abreu, de permanecer no cargo, contrariando orientação do PMDB, ontem. "É uma pessoa de decisões próprias", afirmou o presidente da Farsul, Carlos Sperotto, definindo como "lógica" a atitude de Kátia. Já o presidente da AprosojaRS, Décio Teixeira, acredita que, diante do cenário de crise seria necessário "mudar todo o governo". Entretanto, Kátia deixou claro que permanece tanto no governo quanto no PMDB em mensagens publicadas em sua conta no Twitter, durante a tarde. (Correio do Povo)
 

 

Porto Alegre, 30 de março de 2016                                                Ano 10- N° 2.235

 

    Fonterra: mesmo com baixos preços de lácteos, lucros dobram e empresa cita Brasil como mercado-chave
 
A cooperativa de lácteos da Nova Zelândia, Fonterra, anunciou os resultados da primeira metade do ano, para os seis meses que terminaram em 31 de janeiro de 2016. Em sua revisão de desempenho, a Fonterra disse que os lucros após impostos mais que dobraram, para NZ$ 409 milhões (US$ 274,9 milhões).

O presidente da Fonterra, John Wilson, disse que os atuais baixos preços significaram pressão sobre os rendimentos, orçamentos das fazendas e sobre as famílias rurais. "Nossa gestão está ciente da necessidade de um forte desempenho para garantir que coloquemos todos os centavos possíveis nas mãos dos produtores durante um ano muito difícil". Ele disse também que, como resultado dos lucros, a Fonterra distribuiu um dividendo temporário de NZ$ 0,20 (US$ 0,13) por ação, mais que o dividendo temporário do ano passado, de NZ$ 0,10 (US$ 0,6) por ação. "Nossa previsão de dividendos totais para o atual ano financeiro é de NZ$ 0,40 (US$ 0,26) por ação".

O diretor executivo da Fonterra, Theo Spierings, disse: "Focamos na eficiência de nossa divisão de ingredientes e na captura da demanda por ingredientes em uma ampla gama de mercados. Visamos obter o máximo do crescimento do consumo global construindo a demanda por produtos de maior valor em nossos mercados de produtos ao consumidor e para o food service". Ele comentou que nesses dois mercados houve um crescimento muito bom, com o EBIT normalizado aumentando 108%, para NZ$ 241 milhões (US$ 162 milhões).

"Continuamos focados na demanda crescente, especialmente em oito mercados, onde atualmente mantemos ou queremos ganhar liderança ou uma posição muito forte: Nova Zelândia, Austrália, Sri Lanka, Malásia, Chile, China, Indonésia e Brasil. Esses são mercados bem estabelecidos para a Fonterra, de forma que estamos trabalhando em uma base forte".

As atuais condições econômicas globais permanecem desafiadoras e estão impactando a demanda e os preços dos lácteos, disse Spierings. Embora ele tenha culpado as menores importações da Rússia e da China, e os aumentos na produção de leite da Europa pelo desequilíbrio entre exportações e importações, Spierings disse que os preços deverão aumentar mais no final de 2016.

"Os fundamentos de longo prazo para os mercados globais de lácteos são positivos, com a demanda devendo aumentar 2% e 3% por ano devido ao crescimento da população mundial, aumento da classe média na Ásia, urbanização e condições demográficas favoráveis". 

Em 24/03/16 - 1 Dólar Neozelandês = US$ 0,67210 
1,48741 Dólar Neozelandês = US$ 1 (Fonte: Oanda.com). (As informações são do Dairy Reporter)
 

 
  
 
Argentina: a que ritmo vem caminhando a atividade leiteira no país?

O mercado do agronegócio leiteiro da Argentina é composto por produtos lácteos, não pelo leite cru. Na "mesa dos argentinos" são consumidos produtos lácteos no volume de 8,2 bilhões de litros anuais, convertidos em produtos processados, como queijos, manteiga, leite fluido e leite em pó. A Comissão do setor Leiteiro da Confederação de Associações Rurais de Santa Fé (CARSFE) divulgou um documento que reflete e detalha a situação do setor leiteiro argentino na atualidade.

Nos últimos 10 anos, as fazendas leiteiras argentinas produziram em média um total de 11 bilhões de litros por ano. Enquanto os preços internacionais se mantiveram acima da média e o tipo de câmbio foi competitivo, foi possível exportar o que o país não consumia, apesar das restrições impostas pelo governo anterior.

O mercado interno de lácteos é de maior valor agregado que o de exportação e permite escalas industriais menores. Para exportar, são necessárias sustentabilidade e previsibilidade, além de condições de qualidade e custos internacionais, o que muitas poucas indústrias estão em condições de cumprir. Por isso, todas as indústrias lutam para ter uma maior participação possível no mercado doméstico.

Nessas condições de oferta superior à demanda, a cadeia comercial doméstica toma um rol preponderante, já que se converte em comprador de última instância, com a conseguinte aplicação de poder de mercado sobre a indústria e desta sobre o produtor. De acordo com dados da Nielsen, de 2014, as dez cadeias, nacionais e internacionais, que operam na Argentina concentram 70% das vendas de alimentos.

A pergunta então é: é possível produzir matéria-prima leite acima do consumo doméstico sem ser um exportador competitivo e poder, dessa maneira, evitar as crises cíclicas? A resposta é não. Não é possível, porque os produtos para o mercado interno não são os mesmos que demandam a exportação, que são basicamente leite em pó e, em menor proporção, queijos.

A Argentina possui mais de 1.000 empresas lácteas, todas produzindo para o mercado interno. Não mais de 15 estão preparadas para a produção de leite em pó e somente três delas acumulam mais de 70% das exportações da Argentina. Para onde vamos, então, se a Argentina produz 11 bilhões de litros de leite anuais, consome internamente 8,2 bilhões de litros e não está preparada para ser um player competitivo no mercado internacional?

A instabilidade desta situação conduz inexoravelmente a duas possibilidades:
1) Redução do setor até voltar a gerar equilíbrio de produtos com a demanda interna, o que hoje implica o fechamento de 3.000 fazendas leiteiras e mais de 600 indústrias pequenas e médias, com as consequências de perder 20.000 postos de trabalho diretos e outros 30.000 indiretos, produzindo um impacto brutal na economia dos povos do interior.

2) Crescimento: ganhar mercados, com instalações industriais que sejam capazes de produzir produtos de exportação, com qualidade e preços competitivos internacionalmente.

A alternativa 1 não pareceria ser uma opção para um país como a Argentina, com possibilidades reais de converter-se em um player internacional de peso. Menos ainda, se o governo atual acredita verdadeiramente no setor leiteiro como fator de desenvolvimento do interior do país. No entanto, esta é a opção que silenciosamente está ocorrendo hoje, quando somente se perde tempo tentando atuar sobre a conjuntura, sem por sobre a mesa o tema estrutural aqui levantado. E a postura das 17 indústrias que aglomeram 65% do leite cru? Que se sentem as "condutoras" do setor leiteiro argentino, com todo o peso e poder para por suas referências nos postos de tomada de decisões?

A alternativa 2 é a saída ao crescimento, que deve comprometer a Subsecretaria do Setor Leiteiro, junto com as províncias leiteiras a um trabalho intenso, para envolver a todos os integrantes da cadeia em um plano de negócios, com regras do jogo totalmente claras, diferentes das atuais (que são as não regras). Deve-se atender conjuntura e estrutura ao mesmo tempo; um exemplo de que isso é possível são as ações que vem desenvolvendo a província de Santa Fé.

Se não se quer reduzir o setor leiteiro e o objetivo é o crescimento, o marco de negócios a enfrentar é:
- Rentabilidade, determinada pelo volume de mercadorias que se maneja e não pelo preço unitário da mercadoria;
- Volatilidade de preço;
- Competitividade.

A estratégia do setor leiteiro de crescimento requer:
- Determinar o valor do leite cru de acordo com um padrão com base em componentes sólidos com arbitragem de terceiro imparcial acordado pelas partes, sobre amostras tomadas por peritos;
- Formalizar os contratos entre os elos, para serem arbitrados no caso de conflito (não cumprimento de alguma das partes do acordado);
- Fixar preços de referência para que as partes ajustem as contratações;
- Promover sistemas de comercialização de leite cru através de consignatárias (de produtores, cooperativas, privadas) que coordenem e transparentem transações entre a indústria e a produção;
- Iniciativas criativas para gerar capacidade industrial de exportação, como a Planta de Formulações Lácteas desidratadas de uso compartilhado, operadas pela produção e pela indústria - Projeto Santa Fé;
- Cumprimento de um compromisso de intangibilidade da exportação de lácteos; diminuição ao mínimo da burocracia de documentos de exportação; políticas fiscais e impositivas pró-exportação.

O Estado (provinciais e nacional) em seu compromisso constitucional de fazer cumprir as leis, tem que fazer cumprir as normas vigentes para levar equidade nas transações entre privados, mudando a conjuntura atual na qual os consumidores pagam 100 pesos (US$ 6,87) por quilo de queijo cremoso que saiu a 35 pesos (US$ 2,40) por quilo da fábrica e o produtor recebe 20 pesos (US$ 1,37) por 7 litros que foram usados em sua fabricação. Hoje, o Estado recolhe mais imposto sobre valor agregado (IVA) no queijo que o consumidor paga do que o leite necessário para fabricá-lo.

Reduzir o setor leiteiro a somente demanda de mercado interno não garante o fim das crises recorrentes do setor. O Brasil já industrializa mais de 30 bilhões de litros anuais e está conseguindo o auto-abastecimento interno, o que na década de 80 parecia impossível. Para 2020, é projetado 60 bilhões de litros anuais.  Assim, com os tratados vigentes, nada impedirá que o Brasil coloque 1,6% de sua produção (1 bilhão) na Argentina, fazendo fracassar também essa estratégia de redução, que hoje está sendo executada em silêncio.

Em 29/03/16 - 1 Peso Argentino = US$ 0,06877
14,4557 Peso Argentino = US$ 1 (Fonte: Oanda.com). (Essas informações foram divulgadas em um documento assinado pelo presidente da CARSFE, Gustavo Vionnet; e pelo secretário, Ingnacio Mántaras, publicadas no www.elsantafesino.com, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

FrieslandCampina


O preço garantido da FrieslandCampina para o leite cru no mês de abril de 2016 é de € 27,50/100 kg, [R$ 1,14/litro]. O preço garantido de abril caiu € 1,00/100 kg, em relação a março (€ 28,50). Parte da redução do preço garantido é resultado de uma correção negativa de € 0,22 para compensar a previsão otimista de fevereiro, dos preços do leite, feita pelas indústrias de referência, e a expectativa de que os preços dos lácteos continuarão a cair em abril. Isto devido aos baixos níveis dos preços dos queijos combinado com a fraca demanda e uma crescente oferta de leite. Os preços da proteína em abril de 2016 é de € 448,91, da matéria gorda € 224,45 e da lactose € 44,89 por 100 quilos.

O preço garantido incide sobre a matéria-prima que contenha 3,47% de proteína, 4,41% de matéria gorda e 4,51% de lactose, sem o desconto de impostos. O valor é garantido a produtores que entreguem 600.000 quilos de leite por ano. (FrieslandCampina - Tradução livre: Terra Viva) 
 

Aprenda a calcular e interpretar os índices zootécnicos de seu rebanho

O maior desafio do produtor é encontrar indicadores que possibilitem aferir se sua propriedade apresenta desempenho eficiente, o que pode ser analisado sob o ponto de vista econômico e técnico. O problema é que, nem sempre, uma propriedade leiteira tem eficiência técnica e econômica ao mesmo tempo. Tecnologias que assegurem aumento da produção de nada adiantam se não asseguram aumento de ganhos para o produtor, ou seja, o que se deve buscar ao fim é a eficiência econômica no processo produtivo.

Assim, através da interpretação dos índices zootécnicos, que permitem verificar o nível produtivo e reprodutivo do rebanho, é possível buscar o ponto ideal de equilíbrio entre o resultado técnico e econômico, alcançando o sucesso da produção leiteira. 

Estão abertas as inscrições para o curso online "Índices Zootécnicos: como calcular, interpretar e agir". Neste curso você aprenderá a mensurar e interpretar os resultados produtivos de uma propriedade de leite, conhecerá os principais fatores que justifiquem ou não a busca pelos índices zootécnicos tidos como referência e compreenderá como esses parâmetros podem ser aplicados e que valores podem ser buscados como metas.

Este treinamento é destinado aos produtores de leite de pequena, média e grande produção, que desejam maximizar seus lucros, técnicos e consultores interessados em atualizar seus conhecimentos na área, técnicos e estudantes de graduação e pós-graduação interessados em conhecer os índices zootécnicos e as ferramentas para aprimorá-los.

O instrutor é Rodrigo de Almeida, médico veterinário formado pela UFPR, com mestrado em melhoramento animal pela McGill University, Montreal, Canadá e doutorado em nutrição de ruminantes pela ESALQ/USP. É professor do Departamento de Zootecnia da Universidade Federal do Paraná e atua também como consultor na área de nutrição de bovinos em propriedades leiteiras e em confinamentos de bovinos de corte.

O curso online "Índices Zootécnicos: como calcular, interpretar e agir" terá início no dia 09/05 e você já pode garantir sua vaga clicando aqui! Aqueles que se inscreverem até dia 06/04 ganharão um cupom com 25% de desconto para adquirir qualquer curso da biblioteca do EducaPoint! Ou entre em contato:contato@educapoint.com.br (19)3432-2199/Whatsapp (19) 99817- 4082. (Milkpoint)

Lei Plurianual Agrícola
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) criou, nesta segunda-feira (28), a Câmara Temática da Lei Plurianual Agrícola (LPA) - uma das metas do governo federal para 2016. A medida foi publicada no Diário Oficial da União. O grupo é formado por representantes da Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Mapa, do Ministério da Fazenda, Ministério do Desenvolvimento Agrário, Banco Central e do setor produtivo. A LPA será criada para consolidar a legislação que rege importantes mecanismos de política do Mapa, como o seguro rural, o Programa de Garantia de Preço Mínimo (Pgpm), o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) e a lei agrícola. A ministra Kátia Abreu pretende enviar o texto da nova lei ao Congresso Nacional em meados de agosto de 2016. (Mapa)
 

 

    

         

Porto Alegre, 29 de março de 2016                                                Ano 10- N° 2.234

 

    Piá
 
Especialista na produção de iogurtes e outros produtos lácteos, a Piá apresentou durante sua Assembleia Geral Ordinária, realizada em Nova Petrópolis, os números alcançados em 2015. Apesar da crise, a cooperativa encerrou com um faturamento de R$ 673,3 milhões, 3,1% a mais do que os R$ 653 milhões alcançados no ano passado.
 
Para que isso fosse possível, a diretoria da empresa priorizou a manutenção da política de valorização da base produtiva, pagando R$ 0,06 a mais por litro de leite em relação à média do Conseleite. Entre outros fatores que garantiram o crescimento da Piá estão os lançamentos de produtos diferenciados, como os iogurtes e leites zero lactose, aportes financeiros em equipamentos com tecnologia de ponta que garantem a máxima qualidade de sua matéria prima e a modernização de processos, com adoção de novas tecnologias na produção de fermentados. Na ocasião, o presidente da cooperativa, Gilberto Kny, também destacou os investimentos na área ambiental, como a instalação de uma Estação de Tratamento de Efluentes no bairro Piá, e a instalação de uma Central de Tratamento de Limpeza das Máquinas Automatizados, que gerou economia de 35% de água. De acordo com o executivo, através de todas estas ações, no futuro, será possível chegar a 100% da produção da indústria. "Hoje, produzimos 16 milhões de quilos por mês, mas temos capacidade instalada para 21 milhões", afirmou.
 
A Cooperativa Piá encerrou o ano com um quadro funcional de 1,5 mil colaboradores e 21 mil associados, sendo 2.698 associados produtores de leite e frutas. Com relação ao volume de leite captados, foram 166 milhões, sendo 163,5 milhões oriundos de produtores parceiros e 2,5 milhões de cooperativas parceiras. Cerca de 340 associados participaram da Assembleia Geral Ordinária, que elegeu, ainda, para o Conselho Fiscal: Marcelo André Wendling, Remidio Frank, Roberto Kunzler, Darci Weber, Ari Boelter e Vera Zimmer. (Página Rural) 
 
 
  
 
Pesquisa aponta que transparência e cuidados com os animais são cruciais para a confiança do consumidor
 
Somente 25% dos consumidores dos Estados Unidos acreditam firmemente que a carne, o leite e os ovos que compram são derivados de animais que foram tratados da maneira adequada, de acordo com nova pesquisa do Centro para Integridade de Alimentos (CFI, sigla em inglês), que mostrou uma crescente lacuna entre os consumidores e os produtores rurais e, a necessidade dos produtores de alimentos fornecerem mais informações sobre seus esforços para manter o bem-estar animal, visando estabelecer uma confiança no sistema de alimentos. 

Em um webinário realizado na semana passada, a gerente sênior de programa do CFI, Donna Moenning, destacou as descobertas de uma pesquisa realizada em 2015 nos Estados Unidos com 2.001 consumidores e que objetivou explorar o papel da transparência na confiança dos consumidores sobre aqueles que produzem seus alimentos. Os consumidores buscam carne, ovos e leite de animais tratados com cuidado e de forma humanitária e "transparência não é mais opcional", disse ela. Especificamente, 56% acreditam que a transparência com relação ao tratamento dos animais constrói confiança, mostrou o estudo.

Entre os seis tópicos - segurança alimentar, ética de negócios, impacto dos alimentos na saúde, bem-estar, mão de obra e direitos humanos, e impactos ambientais - as práticas de bem-estar animal estiveram entre as mais preditivas da transparência global, disse Moenning.

O CFI avaliou quatro indicadores ou atividades de transparência:
- Políticas - o que a companhia deve fazer através de regulamentações, padrões;
- Práticas - quais as ações da companhia e como elas demonstram valores;
- Desempenho - registro do que a companhia faz e seus resultados;
- Verificação - validação externa, em muitos casos por auditorias de terceiros.

Baseado no feedback dos consumidores, a maior importância foi dada para "a capacidade de ver as práticas das companhias" ou "dos produtores rurais", como vídeos que descrevam como os tratadores de animais são treinados e demonstrem que eles compartilham a preocupação dos consumidores com o bem-estar animal. 

"Uma coisa é ter uma política, mas suas práticas - especialmente práticas ilustrativas - ajudam a direcionar a confiança", disse Moenning, enfatizando que comunicar valores compartilhados com os consumidores é mais importante do que simplesmente comunicar fatos científicos.

Quando questionados sobre onde a informação sobre bem-estar animal deveria estar disponível, 39% disseram que em sites de terceiros independentes, 35% disseram que nos sites das companhias de alimentos, 19% disseram na embalagem do alimento e o restante disse em códigos QR localizados nas embalagens.

Quando solicitados para distribuir 100 pontos referentes à responsabilidade pela informação, as companhias de alimentos receberam a maior parte (49), seguida por produtores rurais (30), lojas de varejo (11) e restaurantes (10). Moenning disse que essa distribuição demonstra a distância entre os consumidores e os produtores rurais. Os consumidores colocam mais responsabilidade nas companhias de alimentos porque as associam mais de perto com a produção de suas proteínas. 

Ela disse que as companhias de alimentos e as associações de produtores precisam unir-se em um esforço para comunicar as melhores práticas de manejo com os animais e como elas são verificadas. (As informações são do MeatingPlace.com)

 
 
Inseminação favorece pecuária leiteira
 
Pela primeira vez, a Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia) divulgou os índices do uso de inseminação artificial (IA) nos estados brasileiros. Ao longo de 2015, em Minas Gerais, a utilização da IA na pecuária de leite abrangeu 14,6% das vacas e na de corte 7,1% das matrizes, alcançando o índice total de 11,5%, o que é considerado pequeno frente ao tamanho do rebanho estadual. O uso da IA no rebanho total do País abrange 10,3% das vacas e a tendência é de crescimento.

O uso da inseminação artificial em bovinos tem entre as vantagens a possibilidade de melhorar a genética do rebanho em ampla escala, ampliar a produtividade em um menor período de tempo, reduzindo os custos de produção e agregando competitividade.

De acordo com o presidente da Asbia, Carlos Vivacqua Carneiro da Luz, o uso da técnica tanto em Minas Gerais como em todo o País ainda tem muito espaço para crescer. Com a divulgação dos índices estaduais, a associação pretende acompanhar, de forma científica, o avanço de programas voltados para estimular o uso da inseminação artificial.

Apesar de ser responsável pelo segundo maior rebanho de bovinos no País, atrás apenas do Mato Grosso, a taxa de inseminação artificial em Minas Gerais ainda é pequena, representando apenas 11,5% do rebanho total, corte e leite, que é formado por 15,63 milhões de fêmeas. Minas ocupa a sexta posição, atrás dos estados do Sul do País, Mato Grosso do Sul e São Paulo. 

De acordo com os últimos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Minas Gerais se destaca com o maior rebanho leiteiro, composto por 5,8 milhões de vacas em ordenha e respondendo por 25,19% do rebanho de leite do País. Mesmo sendo o maior produtor de leite, o Estado insemina apenas 14,6% das matrizes, ficando atrás de Santa Catarina, estado onde o índice de inseminação é de 31,8%, Rio Grande do Sul, 28,3%, Paraná, 25,9%, e São Paulo, 15,3%.

"Em Minas Gerais, Estado que possui o maior volume de gado de leite do Brasil, o percentual de inseminação não é elevado. Já o Sul do País concentra os maiores índices, por serem os que mais utilizam tecnologias. Nosso ranking pode ser considerado um mapeamento da tecnologia aplicada na pecuária de corte e de leite, isto pelo uso da inseminação ser uma técnica que sempre vem acompanhada de outras, como o uso da ordenha mecânica e as melhores práticas de manejo, por exemplos".

Ainda segundo Vivacqua, vários programas do governo federal e estadual, em conjunto com entidades ligadas ao agronegócio, vêm sendo desenvolvidos em Minas Gerais e demais estados produtores. Por isso, a tendência é de crescimento do uso da técnica. O percentual baixo no uso da IA ainda se deve às dificuldades de acesso dos pecuaristas aos processos tecnológicos e à mão de obra capacitada.

Valor 
Considerada como o melhor mecanismo de melhoramento genético em larga escala, o uso da inseminação artificial tem valor acessível aos produtores, representando apenas 2% dos custos de produção. "A inseminação tem um custo-benefício enorme garantindo ao pecuarista a melhora genética do rebanho em larga escala. A utilização da técnica vem se expandindo e deve crescer efetivamente nos próximos anos. A partir de agora, com a divulgação dos índices estaduais, poderemos acompanhar o percentual de adoção da técnica e a variação ano a ano. Estamos muito felizes porque, com os dados, vamos mensurar não mais de maneira sensitiva, mas de maneira exata a variação em cada estado. Poderemos traçar e avaliar as ações estratégicas e os impactos das mesmas", explicou Vivacqua. (As informações são do Diário do Comércio)

 
 
Gasto do governo com juros quase dobra em um ano e chega a R$ 540 bi

Os gastos com juros do setor público atingiram R$ 540 bilhões nos 12 meses até janeiro, o equivalente a 9,1% do PIB, um salto expressivo em relação aos 5,5% do PIB registrados em 2014. Nesse período, as despesas financeiras foram infladas especialmente pela alta da taxa de juros, o aumento da inflação e a desvalorização do câmbio. No acumulado de 2016, esses gastos devem ser menores como proporção do PIB, devido à inflação mais baixa e às perspectivas para a trajetória do real, que podem fazer o Banco Central ter ganhos com os swaps cambiais. Ainda assim, continuarão muito superiores aos dispêndios com juros nominais de outros emergentes. A conta com juros subiu 3,6 pontos percentuais do PIB entre o acumulado de 2015 e os 12 meses até janeiro. Desse total, os gastos relacionados a taxas de juros (como Selic, prefixadas e a Taxa Referencial) responderam por um terço dessa alta, passando de 3,3% para 4,5% do PIB, diz o economista¬chefe da corretora Tullett Prebon, Fernando Montero. 

A indexação de títulos a índices de preços contribuiu com 0,7 ponto percentual dessa alta, para 2,5% do PIB, enquanto os gastos com os swaps cambiais subiram de 0,3% para 2% do PIB no período, devido ao impacto da forte desvalorização do câmbio, afirma Montero. "Os juros continuarão pressionando. Em contrapartida, a tendência da inflação é cair e a dos swaps, de reverter", resume ele. Segundo Montero, é possível que as despesas do Banco Central (BC) com os swaps sejam zeradas em março no acumulado em 12 meses, devido à recente valorização do real. Nos 12 meses até janeiro, esses instrumentos, ofertados pelo BC para dar proteção cambial e moderar a desvalorização da moeda, custaram R$ 117 bilhões. Pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), José Roberto Afonso lembra ainda outro fator que explica o aumento dos gastos com juros em relação ao tamanho da economia: o PIB nominal aumentou em 2015 bem menos do que os índices de preços. Além da recessão ¬ a economia encolheu 3,8% no ano passado ¬, o deflator implícito do PIB (uma espécie de "inflação do PIB") aumentou muito menos do que o Índice de Preços ao Consumidor (IPCA). Com isso, quando expressas em proporção do PIB, indicadores como os gastos com juros ficam maiores, diz Afonso. O economista destaca também a alta da taxa Selic, que aumentou de 11,75% no fim de 2014 para 14,25% ao ano em julho de 2015, nível em que se encontra atualmente. Isso impactou os gastos com juros, assim como o aumento da inflação, que corrige hoje uma parte significativa da dívida pública federal ¬ algo próximo a um terço dela. 

Afonso aponta ainda outro fator para o crescimento dos gastos com juros ¬ o forte crescimento do estoque da dívida pública. No ano passado, a dívida em títulos do governo federal, por exemplo, aumentou quase 18%, bem acima da alta de 7,7% do ano anterior. Num cenário de incerteza como o atual, os investidores e empresas dão prioridade à liquidez, diz ele. Com isso, correm para títulos públicos, que também oferecem um rendimento elevado.

Como Montero, Afonso vê espaço para gastos menores com juros como proporção do PIB neste ano. A inflação será menor do que os 10,7% registrados pelo IPCA em 2015, e a perspectiva de um dólar mais barato poderá fazer o BC ter ganhos com os swaps cambiais. O mercado espera que o setor público gaste o equivalente a 7,5% do PIB com juros em 2016, pelo que se infere com base nas projeções dos analistas consultados pelo BC para o déficit nominal (que inclui gastos com juros) e o déficit primário (que exclui essas despesas). Não há uma estimativa direta para os dispêndios com juros. A Selic pode cair no segundo semestre, segundo parte dos analistas, mas não se esperam quedas muito significativas. A taxa média neste ano pode ficar um pouco acima da média do ano passado, de 13,58%, ou bastante próxima. A diferença entre a remuneração dos créditos e débitos do setor público também contribui para explicar as despesas elevadas com juros nominais, diz Afonso. O ponto é que o volume expressivo de reservas e os empréstimos do Tesouro aos bancos públicos como o BNDES elevaram a distância entre os juros pagos e os juros recebidos pelo setor público.

Para fazer aportes ao BNDES, por exemplo, o Tesouro emite títulos em grande parte atrelados à Selic, hoje em 14,25%, ficando com créditos junto ao banco corrigidos pela Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), atualmente em 7,5% ao ano. Nos 12 meses até janeiro, o custo efetivo da dívida líquida, medido pela chamada taxa implícita, ficou em 31,9%, muito acima da Selic. Os 9,1% do PIB acumulados até janeiro são a diferença entre juros pagos e recebidos pelo setor público consolidado, que engloba União, Estados municípios e algumas estatais (sem Petrobras e Eletrobras). Na comparação internacional, os gastos com juros do Brasil superam em muito o de outros emergentes. Na Índia e na África do Sul, que têm despesas financeiras mais elevadas que vários outros integrantes desse grupo de países, os dispêndios em 2015 foram de 4,4% do PIB e 3,1% do PIB, pela ordem (ver tabela). No Chile, ficaram em 0,6% do PIB. O ponto é que o Brasil tem uma dívida mais alta e mais cara do que a de outros emergentes, como costuma ressaltar Mansueto Almeida, especialista em contas públicas. Estimativas do Fundo Monetário Internacional (FMI) mostram que a dívida bruta dos emergentes em 2015 ficou em média em 44,6% do PIB, enquanto a do Brasil fechou o ano passado em 66,2% do PIB. 

A dívida líquida brasileira, por sua vez, terminou 2015 em 36% do PIB, muito acima dos 11,6% do PIB projetados pelo FMI para a média desse grupo de países. Há economistas que não veem com bons olhos o uso do resultado nominal das contas públicas. Professor da Escola de Economia de São Paulo (EESP) da Fundação Getulio Vargas (FGV), Bernardo Guimarães diz que a medida é "muito pouco relevante", por não levar em conta o efeito da inflação. Dizer que a carga de juros nominais ficou em 9,1% do PIB significa muito pouco, segundo ele, uma vez que boa parte das taxas está apenas corrigindo seu valor considerando a evolução dos índices de preços. O melhor conceito, para Guimarães, é o operacional, que leva em conta o efeito dos juros reais (descontada a inflação) sobre a dívida. Embora o BC não divulgue mais estatísticas do resultado operacional das contas públicas, ele estima que os juros reais em 2015 ficaram na casa de 2,5% a 3% do PIB. Esse número tem mais relevância do que a carga de juros nominais, diz Guimarães. Para Afonso, o resultado operacional é importante e deve ser olhado, mas o conceito nominal também é relevante, por facilitar comparações internacionais, por exemplo. (Valor Econômico)

 

Preços  
Depois de um quadrimestre amargando preços baixos, os produtores de leite começaram 2016 com cotações mais atraentes. De acordo com um levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o preço bruto (incluindo frete e impostos) recebido pelo produtor em fevereiro foi de R$ 1,97/litro, 3,3% a mais que em janeiro. A alta do produto, que já chegou ao bolso dos consumidores, é consequência do clima. Chuvas acima da média e temperaturas elevadas atrapalharam na captação do leite e reduziram bruscamente a oferta no mercado. No Paraná a redução foi de 7,65% no último quadrimestre. Além disso, os produtores também adiaram a secagem das vacas para reduzir os custos de produção. (Gazeta do Povo)
 

         

Porto Alegre, 28 de março de 2016                                                Ano 10- N° 2.233

 

    Indústria quer mais prazo para ajuste de rótulos

O Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) irá solicitar à Anvisa e ao Ministério da Agricultura mais prazo para que as indústrias incluam nas embalagens dos lácteos a informação sobre a presença de produtos alergênicos. O pedido, pontuou o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, deve-se ao fato de que as empresas ainda têm muitas embalagens a serem utilizadas em estoque e, pela resolução 26/2015, o novo rótulo passará a ser exigido já em junho deste ano. As informações devem estar agrupadas imediatamente após a lista de ingredientes e com caracteres legíveis, em caixa alta, negrito e cor contrastante com o fundo do rótulo. A deliberação foi obtida em reunião de associados na tarde desta segunda-feira (28/3). 

Na ocasião, Guerra ainda falou sobre a ação da Aslore, associação que protege o setor industrial em âmbito federal em relação à logística reversa perante órgãos fiscalizatório. Fundador da Aslore, o Sindilat participa da diretoria da entidade e convida os laticínios a também aderirem. Segundo o dirigente, a vantagem é que a associação desenvolve projetos nacionais de destinação adequada de embalagens que favorecem seus associados e, em um primeiro momento, demonstram sua preocupação com o tema. Além da proteção institucional, a Aslore também pode agir como consultora em ações individuais de empresas que queiram desenvolver seus próprios projetos. (Assessoria de Imprensa Sindilat)
 
 
  
Assembleia aprova balanço contábil

Assembleia Geral Ordinária, realizada na tarde desta segunda-feira (28/3), aprovou o balanço do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) de 2015. A validação veio após parecer positivo emitido pelo Conselho Fiscal da entidade. Na ocasião, o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, propôs a flexibilização do estatuto no que se refere ao limite de gastos do orçamento. Os associados presentes autorizaram a diretoria a extrapolar as despesas em até 20% desde que as demandas refiram-se a contas já previstas e aprovadas. Com isso, evita-se a realização de novas assembleias gerais de forma que a prestação de contas seja realizada nas reuniões mensais de associados.

Referindo-se ao decreto que regulamenta a Lei do Leite, o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, pontuou aos presentes que os pedidos dos associados foram acatados pela Secretaria da Agricultura. Contudo, o assunto das penalizações ainda não foi abordado, mas a expectativa é que fique dentro do que o Sindilat espera. "Mostramos como o mercado funciona, que são poucas as cargas transportadas por fretes das empresas e que a maioria é terceirizada. As coisas estão andando dentro do que pensamos de forma a mostrar que há processos em que a indústria não pode se responsabilizar", frisou Palharini. (Assessoria de Imprensa Sindilat)
 

Conseleite/SC

A diretoria do Conseleite Santa Catarina reunida no dia 24 de Março de 2016 na cidade de Joaçaba, atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I, aprova e divulga os preços de referência da matéria-prima leite, realizado no mês de Fevereiro de 2016 e a projeção dos preços de referência para o mês de Março de 2016. Os valores divulgados compreendem os preços de referência para o leite padrão, bem como o maior e menor valor de referência, de acordo com os parâmetros de ágio e deságio em relação ao Leite Padrão, calculados segundo metodologia definida pelo Conseleite-Santa Catarina. (FAESC)

 
 
Leite: custos devem inibir investimentos em 2016

O custo maior para produzir leite continuará inibindo investimentos ou gerando cortes de gastos no segmento em 2016, segundo análise da Scot Consultoria. Em relatório semanal sobre o mercado, a consultoria destaca, ainda, que a demanda deverá ser mais fraca este ano, por causa da crise econômica. Já os preços devem ficar firmes nos próximos meses, refletindo a redução da oferta.
"A captação menor, com a curva de produção caindo nas principais regiões produtoras, colabora com esse cenário [de alta dos preços]", diz o relatório. A Scot ressalta que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no último trimestre do ano passado o volume de leite adquirido pelos laticínios foi de 6,3 bilhões de litros, queda de 3,9% na comparação com igual período de 2014. No acumulado de 2015, a captação de leite totalizou 24 bilhões de litros (-2,8%).(Canal Rural)

Tecnologia/Bolívia
Minas Gerais, maior produtor de leite nacional, vem servindo de referência para que os bolivianos organizem a produção de leite em seu país. Nas últimas semanas, uma comitiva formada por 28 produtores visitou o Brasil para conhecer todos os elos da cadeia produtiva, desde as fazendas, cooperativas, passando pelas empresas da área de genética até laticínios.
Os bolivianos também puderam conhecer a qualidade do rebanho da raça Girolando, responsável pela produção de 80% do leite brasileiro. A visita é um dos resultados do convênio firmado entre Associação Brasileira dos Criadores de Girolando, com sede em Uberaba, na região do Triângulo, e a Associação Boliviana dos Criadores de Zebu (Asocebu), que prevê também a exportação de know-how e de genética. As negociações entre os governos brasileiro e boliviano para liberar a comercialização de material genético estão avançadas, com perspectiva de aprovação nos próximos meses. A expectativa com o acordo é que ocorra melhoria da qualidade genética do rebanho leiteiro boliviano, viabilizando o crescimento da produção de leite. A projeção do governo do país vizinho é aumentar o consumo per capita de leite, hoje em 55,3 litros, para 120 litros ao ano até 2019. Além de treinamentos, também serão negociados material genético da raça Girolando, permitindo a expansão das vendas brasileiras. (Fonte da Notícia: Diário do Comércio)

         

Porto Alegre, 24 de março de 2016                                                Ano 10- N° 2.232

 

    Expoagro 2016: Parcela apresenta "Os Caminhos do Leite"

"O Caminho do leite é o planejamento da propriedade rural, utilizando diferentes espécies de pastagens, e equilibrando a dieta com silagem e ração para, assim, atingir ótimos resultados zootécnicos em produção, reprodução e qualidade do leite", destacou o engenheiro agrícola e coordenador da parcela de Bovinocultura de Leite da Emater/RS-Ascar na Expoagro Afubra, Diego Barden dos Santos.

O espaço, organizado em parceria entre a Emater/RS-Ascar e a Embrapa, traz o enfoque do planejamento forrageiro, e apresenta informações sobre os períodos de crescimento das pastagens. Para tanto, áreas demonstrativas foram implantadas com amostras de Giggs, Tifton 85, Hermárthria, Capim Elefante e BRS Kurumi, sendo todas pastagens perenes, que possibilitam maior tempo de pastejo. Além disso, a Embrapa apresenta outras forrageiras como leguminosas de inverno e alguns materiais anuais, pastagens que possibilitam alimentação para o gado em outros períodos do ano.

Um dos destaques da unidade demonstrativa é a produção de silagem. O estande visa a orientar o público visitante sobre a importância de qualificar a produção de silagem, uma vez que esta é uma fonte de energia para os animais quando a pastagem não é suficiente em quantidade e qualidade. "Além de ser uma alternativa mais econômica para o produtor rural", observa Santos. Segundo o engenheiro agrícola, a base da alimentação deve ser o pasto. "Estimulamos a utilização da silagem como complemento alimentar a pastagem. Quando de qualidade, ou seja, feita com a planta inteira, utilizando as folhas e o grão do milho, a silagem garante a energia que os animais precisam para a produção do leite, sem prejuízos a nutrição dos mesmos", destaca o extensionista.

A escolha correta do ponto de corte da silagem também contribui para determinar o maior ou menor rendimento de energia do alimento. Quanto mais verde o milho estiver, menos energia ele terá, quanto mais seco o milho estiver maior a quantidade de fibra. Por isso, o ponto ideal para corte de silagem é quando o milho estiver com 35% de matéria seca. Para identificar o ponto de corte é necessário observar a quantidade de umidade no grão de milho, a "linha do leite" precisa estar na metade do grão.

Santos, destaca também que o processo de ensilagem é muito eficiente para conservar alimentos e manter suas características quando bem executado. "A silagem de qualidade apresenta uma grande quantidade de grãos, colhidos no período adequado, ou seja, quando o milho está em estagio farináceo", finaliza o extensionista. Outro fator importante é a compactação da silagem, que também necessita de atenção do produtor rural, já que é a ausência de ar que permite a conservação da mesma. (Emater - RS)
 
  

EUA: Walmart construirá planta de processamento de leite em Indiana

A maior rede varejista dos Estados Unidos, Walmart, anunciou planos de estabelecer uma planta de processamento de leite em Fort Wayne, Indiana, uma medida que criará mais de 200 empregos, do processamento do leite ao transporte. O Walmart disse que o salário médio inicial para posições na nova planta, que deverá estar operacional em 2017, será de mais de US$ 19 por hora.

Com a construção devendo começar no verão americano desse ano, o Walmart construirá uma planta de processamento de leite de mais de 23 mil metros quadrados. A planta utilizará as tecnologias mais modernas para produzir o leite Great Value e Member's Mark, puro e com chocolate, para mais de 600 lojas do Walmart e localizações do Sam's Club em Indiana, Illinois, Michigan, Ohio e norte de Kentucky.

"Ao operar nossa própria planta e trabalhar diretamente com a cadeia de fornecimento de lácteos no meio-oeste, reduziremos mais os custos operacionais e passaremos essas economias a nossos clientes, de forma que eles possam economizar", disse Tony Airoso, vice-presidente sênior de estratégias de compras para o Walmart U.S. O Walmart disse também que operar sua própria planta acelerará a entrega de leite às lojas e estenderá o prazo de validade.

O anúncio foi feito logo depois do anúncio da estratégia de lácteos de Indiana 2015, comissionada pelo Departamento de Agricultura do Estado de Indiana (ISDA, sigla em inglês), para impulsionar a indústria do estado aumentando o volume de processamento de lácteos e criando oportunidades de mercado para expansão da produção de leite. "Essas são ótimas notícias para Indiana e não somente afirmam que nossa estratégia de lácteos está funcionando, mas também, que o clima de nossos negócios e a localização geográfica estão conduzindo a um desenvolvimento econômico na indústria agrícola", disse o diretor da ISDA, Ted McKinney.

Com mais de 1.200 fazendas leiteiras no Estado, Indiana produziu mais de 1,81 bilhão de quilos de leite no ano passado. Indiana contabilizou em 2015 aproximadamente 184.000 vacas leiteiras, que produziram em média 27,6 quilos de leite por dia, representando quase 2% da produção total de leite dos Estados Unidos. O Walmart emprega mais de 38.000 associados em Indiana e opera dez centros de distribuição no estado. No ano fiscal de 2015, o Walmart gastou US$ 1,7 bilhão com fornecedores de Indiana. (As informações são do Dairy Reporter, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

Uruguai: setor leiteiro pede ajuda ao governo e indústria de lácteos ganha acesso a empréstimo

O setor leiteiro do Uruguai está pedindo assistência urgente. Os produtores aproveitaram a Expoactiva 2016 para expor seus problemas. Os produtores de leite uruguaios disseram que estão trabalhando com perdas, porque o custo de produção é de US$ 0,25 por litro, enquanto o mercado paga US$ 0,16 e US$ 0,24 por litro de leite. O déficit no primeiro semestre pode alcançar US$ 79 milhões em 4.507 fazendas leiteiras registradas em todo o país.

O relatório apresentado às autoridades descreve que o número de animais leiteiros ultrapassa 710.000 cabeças e que a produção anual enviada à indústria é de 2 milhões de litros. O presidente da Associação Nacional de Produtores de Leite, Rodolfo Braga, disse que o setor "vive um momento bem complicado, de forma que é necessário tomar medidas para que não haja sequelas irreversíveis".

Os produtores pediram aos prefeitos uma redução geral de 30% no Imposto de Contribuição Imobiliária Rural durante 2016 para produtores leiteiros com perfil familiar que tenham propriedades de até 500 hectares. "Isso daria uma mão ao produtor ao menos por um ano para atender à conjuntura, porque atualmente o país está perdendo produtores e está enviando gado holandês aos frigoríficos em quantidades maiores do que o normal". Eles reconhecem que o contexto internacional "não é favorável, porque os lácteos tiveram uma baixa, mas também é necessário tomar medidas internas, como baixar os custos de energia e dos combustíveis".

O vice-secretário de Economia e Finanças, Pablo Ferreri, disse que o Poder Executivo tem gerado respostas para o setor. "Basta recordar que há poucas semanas entrou em vigência o fundo leiteiro, por US$ 78,8 milhões, para colaborar com o setor leiteiro e também está sendo enviado um projeto de lei ao Parlamento para gerar empréstimos vantajosos para as indústrias de lácteos que exportaram à Venezuela com condições muito favoráveis".

Ferreri recordou que o Poder Executivo estará habilitando a possibilidade, se o Parlamento votar, de empréstimos de US$ 66 milhões com três anos de graça, onde os juros nesse período são absorvidos pelo governo. No caso, as companhias de lácteos do Uruguai, Conaprole, Claldy, Pili e Calcar terão a garantia do Estado em um empréstimo que os bancos concederão devido à dívida que a Venezuela não pagou pela compra de produtos lácteos uruguaios.

O projeto de lei incluiu garantia ou títulos solidários para as empresas Calcar, Claldy, Conaprole e Pili. O prazo de financiamento não poderá exceder seis anos e o período de graça não poderá ser superior a três anos.

O Poder Executivo se encarregará dos custos dos juros gerados pelos créditos outorgados pelas instituições financeiras, que não poderão exceder o equivalente a uma taxa de 4,5% em dólares americanos sobre um valor máximo de US$ 66 milhões, que é o saldo não pago pelas exportações de lácteos à Venezuela. (As informações são do El País Digital e do El Observador)

União Europeia: políticos pedem novamente rotulagem do país de origem de carne e leite

Os membros do Parlamento da União Europeia (UE) reiteraram seu suporte àrotulagem do país de origem de carnes e leite em uma resolução votada na última terça-feira (22). A rotulagem ajudaria a manter a confiança dos consumidores nos produtos alimentícios tornando a cadeia de fornecimento de alimentos mais transparente, argumentaram eles.

Os membros do Parlamento disseram que essa rotulagem se tornaria obrigatória para carnes de bovinos, suínos, ovinos, caprinos, frango, leite (e leite usado como ingrediente em produtos lácteos), para alimentos não processados, produtos com ingredientes únicos e para ingredientes que compõem mais de 50% do alimento.

Os membros do Parlamento destacam que, de acordo com uma pesquisa do Eurobarometer de 2013:

- 84% dos cidadãos da UE consideram necessário indicar a origem do leite;
- 88% consideram que essa rotulagem é necessária para carnes;
- mais de 90% consideram essa rotulagem importante para alimentos processados.

Os membros do Parlamento disseram também que a "indicação obrigatória da origem do leite, vendido como leite ou usado como ingrediente em produtos lácteos, é uma medida útil para proteger a qualidade dos produtos lácteos, combater fraude de alimentos e proteger empregos no setor, que está entrando em uma crise severa". A proposta será agora votada pelo Parlamento durante sessões de plenário nos meses de abril ou maio. (As informações são do The Cattle Site, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

Gordura Trans

Qual a melhor forma de atuação regulatória sobre uso de gordura trans industrial em alimentos? Este é o tema da Audiência Pública que ocorrerá no dia 28 de março, na sede da Anvisa, em Brasília. A reunião foi aprovada pela Diretoria Colegiada da Agência em razão da crescente demanda da sociedade para a adoção de medidas regulatórias mais efetivas para redução dessa gordura nos produtos.

O objetivo da Diretoria é obter informações adicionais sobre o uso de gordura trans industrial em alimentos e ampliar o conhecimento sobre o impacto das diferentes alternativas regulatórias disponíveis. A Audiência é aberta ao público. Especialmente, aqueles envolvidos na produção e uso da gordura e suas alternativas tecnológicas em alimentos em pesquisas sobre o consumo e os efeitos na saúde da substância e na avaliação da efetividade de diferentes medidas regulatórias sobre o tema. Os interessados em comparecer à Audiência Pública devem solicitar sua inscrição, informando o nome, a instituição que representam e o telefone de contato, por meio do e-mail: geare@anvisa.gov.br. (Anvisa)

Pobreza

Entre 2014 e 2015, o número de pessoas em situação de pobreza na América Latina cresceu de 168 milhões para 175 milhões, o que representa 29,2% da população total. Já o número de pessoas em situação de indigência, ou extrema pobreza, passou de 70 milhões para 75 milhões (12,4%).

O relatório Panorama Social da América Latina 2015, divulgado pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), registrou uma redução importante nas taxas de pobreza no Brasil. Segundo Laís Abramo, diretora da Divisão de Desenvolvimento Social da instituição, mais de 2 milhões e 750 mil brasileiros saíram das linhas de pobreza e extrema pobreza em 2014. "Essa diminuição foi mais acentuada entre os indigentes, e isso mostra, justamente, a eficácia e a importância dos programas de combate à extrema pobreza que existem atualmente no Brasil. (Monitor Mercantil)
 

PMES Lácteas 
A troca de experiências e conhecimento entre pequenos e médios produtores de lácteos da América Latina será a tônica da terceira edição do Encontro Latino-Americano para as Pequenas e Médias Empresas Lácteas (PMES Lácteas), que ocorrerá de 27 a 29 de abril de 2016 no Fundaparque, em Bento Gonçalves (RS). Pela primeira vez, o evento, organizado pela Associação das Pequenas Empresas de Laticínios do Rio Grande do Sul (Apil/RS) e do Portal Lechero, do Uruguai, se realizará no Brasil. Conforme a coordenadora do evento, Cecilia Agradi, a Apil decidiu trazer o encontro para o Brasil com o objetivo de oferecer aos interessados a possibilidade de criar oportunidades para a troca de experiências, conhecimentos e negócios para a cadeia do leite em geral. "As pequenas e médias empresas lácteas, em particular, têm requisitos específicos, questões próprias e uma ampla gama de oportunidades para se identificar e tornar-se sustentável ao longo do tempo, assim como melhorar a produtividade e a competitividade", explica. Durante o evento, os participantes poderão discutir os problemas e realidades das pequenas e médias empresas de lacticínios de países latino-americanos. (Agrolink)