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Porto Alegre, 09 de dezembro de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.164

 

  Desafios das cadeias produtivas de avos, suínos e laticínios para 2016 serão apresentados em Porto Alegre

As entidades organizadoras do V AVISULAT - Congresso e Feira Brasil Sul de Avicultura, Suinocultura e Laticínios realizam no dia 10 de dezembro, quinta-feira, às 9h, no Centro de Eventos FIERGS (Av. Assis Brasil, 8787 - Sala D3 - 300), em Porto Alegre/RS, Café da Manhã com o tema Desafios das cadeias produtivas para o cenário econômico de 2016, para imprensa e convidados do setor.

O evento tem como objetivo refletir o ano que encerra sob o ponto de vista desses setores, destacar os desafios para 2016 a partir de dados e leitura de cenários e apresentar os preparativos para a 5ᵃ edição do AVISULAT, de 22 a 24 de novembro de 2016. O café da manhã contará com a Palestra Cenário Econômico Perspectivas para 2016, apresentada por Oscar Frank Junior, Economista da Unidade de Estudos Econômicos do Sistema FIERGS.

"A magnitude da crise que atinge o Brasil e o RS impõe desafios para os governos e o setor privado. O entendimento dos principais balizadores da atual conjuntura e dos possíveis cenários para 2016 pode ser decisivo para o ramo empresarial, qualificando o processo de tomada de decisão. Além disso, o setor de alimentos apresenta algumas peculiaridades que o diferenciam dos demais. Quando levadas em consideração, essas características ajudam a delimitar de forma mais acurada a resposta do segmento diante de mudanças na economia.", avalia o economista.

Promovido pela Associação Gaúcha de Avicultura - Asgav; Sindicato das Indústrias de Produtos Suínos do Estado do RS - SIPS e Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do RS - Sindilat, em parceria com a FIERGS, o V AVISULAT (www.avisulat.com.br) reunirá toda a cadeia produtiva da Avicultura, Suinocultura e Laticínios para promover negócios, apresentar inovações, ampliar o debate sobre as demandas dos setores e divulgar trabalhos e pesquisas da comunidade científica. Destaca-se na programação, o Encontro Internacional de Negócios, área especial reservada para estreitar relacionamentos e fechar negócios entre exportadores e importadores de carnes de aves e suínos, ovos e leite e produtos industriais destes setores.

"O AVISULAT reúne três setores que, apesar da crise desse ano, estão em plena atividade. Preparar-se para 2016 a partir da análise de cenários é fundamental para equilibrar áreas que ainda precisam de recuperação. Produzimos alimentos que têm a preferência na mesa do consumidor, fator que nos ajuda a enfrentar a crise", destaca José Eduardo dos Santos, Coordenador Geral AVISULAT 2016. Na última edição, em 2014, o AVISULAT contou com um público de 5 mil pessoas por dia, US$ 18 milhões em expectativa de negócios, compradores de 7 países e 114 reuniões no Encontro Internacional de negócios. (Fonte: Exame, adaptado pela Equipe Milknet)
 
 
Mercado de lácteos deverá ser desafiador em 2016, diz USDEC

O Conselho de Exportações de Lácteos dos Estados Unidos (USDEC) espera outro ano desafiador para o mercado de lácteos em 2016 à medida que Rússia e China continuam reduzindo sua dependência das importações. Embora a produção continue crescendo firmemente desde 2010, com um extra de 2% ou 5 milhões de toneladas a cada ano, o mercado se enfraqueceu bastante nos últimos 18 meses. Uma grande razão para a queda na demanda tem sido o crescimento das importações da China - ou a falta dele - nos dois últimos anos. 

A Rússia cortou grande parte de suas importações de lácteos de todo o mundo. Rússia e China, combinados, importaram 18 milhões de toneladas de leite em 2014; hoje, importam 10 milhões de toneladas. "É um declínio enorme. São 8 milhões de toneladas de leite ou 11% do leite mundial. Para piorar, a produção de leite continua crescendo", disse o vice-presidente de comunicações do USDEC, Alan Levitt.

Levitt disse que as tendências deverão continuar em 2016 à medida que os fornecedores ainda estão empurrando quantidades que correspondem aos níveis de importação para 2014, níveis que ele disse que "não existem mais". Embora Levitt espere que a China aumente suas importações nos próximos anos, ele não prevê crescimento como nos anos anteriores.

Embora China e Rússia não tenham ajudado o mercado, houve ganhos na Europa, particularmente na Irlanda e na Holanda. Levitt disse que esses dois países aumentaram em 10% a produção. Do lado da compra, ele disse que as importações de muitos países viram crescimento de duplo dígito, mas não o suficiente para preencher as lacunas que a China criou.

Levitt disse que ainda haverá "estoques que pairarão sobre o mercado" e que adiarão a recuperação do mesmo, incluindo os estoques europeus de leite em pó desnatado, que está em seu maior nível em cinco anos. Levitt disse que há mais de 250.000 toneladas, o dobro do nível desejado de mercado, em estoque e isso pode aumentar mais antes de terminar 2015. "Nos Estados Unidos, temos um estoque acumulando também", disse Levitt, dizendo que os estoques de leite em pó comercial alcançaram um recorde no final de julho.

Os estoques continuarão sendo problemáticos também em 2016, disse ele, e vão provavelmente mais que adiar a recuperação do mercado mesmo após a recuperação da oferta e da demanda. (As informações são do Dairy Reporter)

Mobilização por novo PPCI

Representantes das entidades ligadas às cadeias de aves, suínos e pecuária de corte e de leite iniciaram mobilização pela flexibilização das exigências dos Planos de Prevenção Contra Incêndios (PPCI) de granjas, aviários, pocilgas, estábulos e galpões. A demanda será apresentada ao secretário da Agricultura, Ernani Polo, amanhã. 

Na avaliação do setor produtivo, as construções localizadas em áreas afastadas devem ser tratadas de forma diferenciada. A ideia é estabelecer uma estratégia de trabalho que leve à revisão do marco legal dos estabelecimentos de produção que oferecem "risco desprezível" devido à localização em áreas de pouca movimentação. "Estamos falando de construções destinadas à produção e que não têm a presença permanente de pessoas", explica o presidente do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa), Rogério Kerber. Na avaliação das entidades, as edificações rurais não podem ser comparadas à indústria ou áreas destinadas ao lazer, que oferecem mais riscos devido à aglomeração de pessoas. "Buscamos uma adequação da lei à nossa realidade", comenta o diretor-executivo da Asgav, José Eduardo dos Santos. 

Segundo o secretário Ernani Polo, o setor busca um mecanismo para alteração na lei. "Vamos trabalhar para excluir estabelecimentos de baixo risco", prometeu. Conforme Polo, a exigência atual gera custos e aumenta a burocracia. "Não faz muito sentido ter um PPCI para um aviário. É um custo a mais e entendemos que não uma necessidade que ele seja implementado." Em Santa Catarina, a diferenciação do PPCI para atividades rurais foi feita por meio de instrução normativa. (Correio do Povo)

Kátia Abreu negocia reforço de R$ 350 milhões para o seguro rural em 2016

O orçamento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) pode ganhar reforço em 2016, passando de R$ 400 milhões para R$ 750 milhões. Isso porque a ministra Kátia Abreu negocia com os ministérios da Fazenda e do Planejamento e o Tesouro Nacional o remanejamento de R$ 350 milhões do Programa de Garantia de Preço Mínimo (PGPM) para o seguro rural. O anúncio foi feito nesta terça-feira (8) pelo secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), André Nassar, em Brasília.

"A proposta é que se busque consenso dentro do governo para que seja realocada para o seguro rural parte dos recursos de garantia de sustentação de preço, como o Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro) e Prêmio para Escoamento do Produto (PEP)", disse Nassar.

De acordo com o secretário de Política Agrícola, o Mapa fez um levantamento dos montantes destinados ao Pepro e PEP e chegou à conclusão que, ao final do ano, os valores não são integralmente usados. Desta forma, assinalou Nassar, esses recursos poderão ser transferidos para o PSR, dando apoio aos produtores rurais. "Com isso, praticamente dobrará o volume de recursos para o seguro", enfatizou o secretário. (As informações são do Mapa)

Cesta básica 
Em novembro, houve aumento do conjunto de bens alimentícios básicos nas 18 capitais onde o DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) realiza a Pesquisa da Cesta Básica de Alimentos. As maiores altas ocorreram em Brasília (9,22%), Campo Grande (8,66%), Salvador (8,53%) e Recife (8,52%). O menor aumento foi registrado em Belém (1,23%). A capital com maior custo da cesta básica foi Porto Alegre (R$ 404,62), seguida de São Paulo (R$ 399,21), Florianópolis (R$ 391,85) e Rio de Janeiro (R$ 385,80). Os menores valores médios foram observados em Aracaju (R$ 291,80), Natal (R$ 302,14) e João Pessoa (R$ 310,15).  Com base no total apurado para a cesta mais cara, a de Porto Alegre, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o DIEESE estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário. Em novembro de 2015, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.399,22, ou 4,31 vezes mais do que o mínimo de R$ 788,00. (Fonte: Jornal do Comércio)


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Porto Alegre, 08 de dezembro de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.163

 

 Projeto associativo de ordenha robotizada será inaugurado em Nova Bréscia

A Dália Alimentos inaugura no dia 10 de dezembro o primeiro condomínio com ordenha robotizada executado de forma associativa. Instalado no município de Nova Brécia, o empreendimento, que teve o investimento de R$ 5 milhões, utiliza robôs na ordenha das vacas e tem capacidade para alojar 262 animais. É o único do Brasil e da América Latina constituído por pequenos produtores de leite associados. O evento ocorre a partir das 15h na sede do condomínio, localizado na linha Tigrinho Baixo. 

O projeto de produção associativa visa o aumento da produtividade e renda dos associados. Os produtores são sócios do condomínio e participam por meio da aquisição de cotas, variáveis de acordo com o número de animais alojados. Inicialmente, o condomínio opera com 115 vacas em lactação e 66 animais entre vacas secas e novilhas. Com produção inicial de 2,5 mil litros/dia, a estimativa é atingir 6,5 mil litros/dia em sua capacidade máxima. 

Trata-se do primeiro de um total de quatro empreendimentos que demandaram o investimento total de R$ 20 milhões. Os outros três projetos, localizados nos municípios de Roca Sales, Arroio do Meio e Candelária, ainda estão em fase de construção. Cada condomínio utiliza três conjuntos de robôs da marca DeLaval, importados da Suécia. Segundo a cooperativa, cada projeto integrará, em média, 15 famílias e 262 animais, totalizando 1.048 animais alojados e 60 famílias envolvidas diretamente na iniciativa.

Financiado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, o valor foi utilizado para a aquisição de 12 conjuntos de robôs, além da edificação dos pavilhões com 120 metros de comprimento cada, silos, habitação para os funcionários, máquinas, equipamentos, programas e sistema de informática, entre outros. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 
Legenda: Condomínio em Nova Bréscia será o primeiro a ser inaugurado no dia 10
Foto: Carina Marques
 
 
 
Prêmio Folha Verde destaca os melhores do setor primário 

Pessoas e instituições com atuação destacada no desenvolvimento do agronegócio gaúcho foram reconhecidas com o Prêmio Folha Verde, nesta segunda-feira (07/12). O mérito foi concedido pela Assembleia Legislativa, por meio da Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo. Na 5ª edição, foram homenageadas pessoas, instituições e empresas em dez categorias. A solenidade ocorreu no Teatro Dante Barone, em Porto Alegre.   

Segundo o presidente da Comissão, Adolfo Brito, o prêmio valoriza o setor rural gaúcho, responsável por 40% do PIB gaúcho. "Dar valor a quem produz é dar valor a quem coloca o alimento na mesa de todos nós", afirmou. O presidente da Assembleia, Edson Brum, também prestigiou a solenidade, ressaltando a importância do setor primário no desenvolvimento do Estado. Os vencedores foram eleitos por uma comissão julgadora a partir de indicações de deputados estaduais.
 
Vencedores

-Agrícola: Tarcísio José Minetto, secretário de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo do RS

-Pecuário: Associação Brasileira de Angus

-Florestal: Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul (FZB/RS)

-Cooperativas Agrícolas: Sistema Ocergs - Sescoop/RS

-Sindicato de Empregados e Trabalhadores Rurais: Carlos Joel da Silva, presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado (Fetag-RS)

-Propriedade Agropecuária Modelo: Olivas do Sul Agroindústria Ltda.

-Mídia Agrícola: Programa Rio Grande Rural, Emater

-Reforma Agrária: Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado (Fetag-RS)

-Setor Público Agropecuário: Emater

-Agricultura Ecológica: Cooperação de Produtores Ecologistas de Garibaldi Ltda. (Coopeg)
(Assessoria de Imprensa Sindilat)
 


Legenda: Prêmio Folha Verde distinguiu pessoas, instituições e empresas com atuação em prol do setor primário e do desenvolvimento da economia gaúcha
Crédito: Marcelo Bertani/Agência ALRS

Estudo do Rabobank estima que consumo per capita de lácteos deve ficar estagnado no Brasil

Depois de uma década de crescimento expressivo, a demanda por lácteos está esfriando no Brasil. Um estudo do banco holandês Rabobank estima que o consumo per capita de lácteos deve ficar estagnado em 174 litros (equivalente leite) neste ano no país e cair para 170,7 litros em 2016. A recuperação deve começar a partir de 2017 - uma demanda per capita de 171,16 litros -, com a esperada retomada da atividade econômica.

Segundo o estudo, assinado por Andrés Padilla, analista sênior do Rabobank Brasil, a atual crise econômica no país - com desemprego crescente e inflação em alta - está impactando a renda real do brasileiro, um fator determinante para o crescimento do consumo desse tipo de produto. Com isso, as vendas de lácteos devem se retrair antes de se recuperar, de forma gradual, entre 2017 e 2020.


 
"Os efeitos da recessão vão continuar em 2016", afirma o analista. Conforme o banco holandês, a expectativa hoje é que economia brasileira tenha contração de 2,9% em 2015 e recue mais 1,4% no próximo ano.

Segundo o estudo, no fim de 2014, o consumo de lácteos no Brasil alcançou o equivalente a 174 litros per capita, um incremento de 32% sobre os 132 litros de 2005. O Rabobank aponta, entretanto, que o aumento da demanda não foi equilibrado durante a década passada. Entre 2005 e 2010, a taxa de crescimento anual foi de 3,7% e entre 2010 e 2015, ficou em 1,9%.

Padilla observa que o crescimento da renda real e da população tem uma correlação de 98% com o avanço do consumo de alguns alimentos, como lácteos. Assim, o menor crescimento da população e da renda a partir de 2010 explicam a desaceleração no consumo. Enquanto a real da renda avançou 3,5% por ano de 2005 a 2010, desacelerou para 2,7% de 2010 a 2014. A população também cresceu menos - o avanço foi de 1,1% ao ano no primeiro período e de 0,9% no segundo período. A previsão do IBGE é que cresça apenas 0,74% por ano no período 2015-2020. O envelhecimento da população também tem impacto no consumo de lácteos.

Segundo o analista, a correlação entre renda real e consumo de alimentos é forte em países de renda média baixa, como o Brasil. Naqueles de renda média maior, a situação é diferente. "As pessoas não vão consumir mais [lácteos] do que já consomem", afirma Padilla.

Ele acrescenta que nos últimos anos o consumo de lácteos no food service (restaurantes e lanchonetes) cresceu muito e que quando há redução da renda real "essa é a primeira coisa que as pessoas diminuem [as idas a restaurantes]".

Outros fatores explicam a desaceleração no crescimento do consumo de lácteos, de acordo com o estudo do Rabobank. A maturação do consumo em algumas categorias, em particular de leite fluido, é uma delas. O consumo de leite fluido hoje no Brasil é de 39 litros per capita, um volume superior à maioria dos outros países latino-americanos e não tão distante de níveis vistos em alguns países desenvolvidos, como a Itália (48 litros) e França (51 litros).

Além disso, como observa o estudo, 80% do consumo do leite fluido no Brasil ocorre no Sudeste e Sul, onde o volume per capita ficou em 53 litros e 63 litros, respectivamente em 2014. "Nesses níveis, há espaço limitado para o crescimento nessas duas regiões. Considerando que outras regiões do Brasil têm mercados dinâmicos e demografia diferente - nos quais o leite fluido é menos importante -, uma desaceleração no Sul e Sudeste não pode ser compensada pelo avanço em outra categoria", diz o estudo.

O Rabobank aponta ainda que outras categorias, como queijo e iogurte, "têm muito mais espaço para crescimento no Brasil e não enfrentam saturação em regiões importantes".

A avaliação é que as únicas categorias que devem registrar retração de 2015 a 2020 são leite pasteurizado e cru, que já vem numa trajetória de declínio de longo prazo. Essa redução, diz o banco, continuará a beneficiar o consumo de leite longa vida.

Nesse período, a perspectiva é de um crescimento marginal no consumo de lácteos como um todo, mas algumas categorias devem desempenhar melhor que outras, segundo o banco (ver gráfico). A demanda por leite longa vida e por queijo deve crescer a uma taxa anual próxima de 2% em volume até 2020. (As informações são do Valor Econômico)

 
 
Tecnologia retém produtor
Após identificar a gestão como uma das principais necessidades da atividade leiteira, o estudante Dionatan Hamester, 23 anos, desenvolveu uma ferramenta para ajudar o produtor a tomar decisões. Foi assim que nasceu, há cinco anos, a Control Milk, uma startup com sede em Teutônia que fornece relatórios zootécnicos, financeiros e gráficos da criação e ordenha. O sistema usa dados históricos, avalia padrões de produção, detecta problemas a serem resolvidos preventivamente e aponta datas corretas para reprodução, alertando o produtor para não esquecer do período recomendado. Graduando em Análise e Desenvolvimento de Sistemas pela Univates e sem ligação com o campo, Hamester uniu-se ao sócio, Vilson Mayer, formado em Ciências Agrárias, para criar o programa que hoje está em mais de 200 propriedades dos três estados da região Sul e na Bahia. A ferramenta também tem despertado o interesse de cooperativas, que podem fazer a tecnologia chegar à propriedade rural. Usuário do software, o produtor de leite Diego Dickel, 22 anos, de Teutônia, afirma que a possibilidade de acesso à tecnologia na propriedade pesou na opção que fez por permanecer no campo. "Consigo ver exatamente o período de lactação e verificar bem a previsão de parto, por exemplo", explica. (Correio do Povo)

 

         

Porto Alegre, 07 de dezembro de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.162

 

 Sindilat e itt Nutrifor discutem parcerias

Representantes do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat/RS) reuniram-se, na última sexta-feira (04/12), com integrantes do Instituto Tecnológico em Alimentos para a Saúde (itt Nutrifor), da Unisinos, em São Leopoldo, para discutir futuras parcerias. O objetivo é investir no desenvolvimento de novas pesquisas no setor lácteo em geral, a fim de aprimorar a qualidade nos processos de produção de leite. 

A visita ao Instituto vem de encontro com a preocupação do Sindilat em desenvolver novas técnicas que auxiliem no crescimento do setor lácteo gaúcho. Segundo o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, a ideia é trabalhar em prol da cadeia do leite e servir de intermediário entre o mercado e a academia. "Essa aproximação é fundamental para que possamos modernizar os nossos processos, avançar em alguns marcos regulatórios e auxiliar na idealização de novos produtos", destacou. 

A coordenadora do itt Nutrifor, Denize Righetto Ziegler, avaliou que o investimento em pesquisas no setor lácteo é um passo importante. "O estudo nessa área ainda é muito escasso. Nós, como universidade, estamos de braços abertos para mudar esse cenário", disse. Segundo a profissional, esse encontro foi fundamental para estreitar ainda mais as relações com o sindicato. "O Sindilat é um parceiro de muito tempo e foi fundamental na construção do instituto, colaborando desde o início", completou. 

Durante o encontro, os representantes do Sindilat puderam conhecer toda a estrutura do itt Nutrifor, cuja atuação está ligada ao desenvolvimento de novos alimentos, tecnologias e processos, estudos clínicos e nutricionais, segurança alimentar e análises de alimentos. (Assessoria de Imprensa Sindilat) 


Representantes do Sindilat e do itt Nutrifor durante encontro 
Crédito: Vinícios Sparremberger/Sindilat 
 
 
 
Mais tempo para a gestão da propriedade

Acostumada a acordar às 5h30min para a primeira ordenha do dia, a família Nólio, de Paraí, vive hoje uma nova realidade. Passados três meses desde a chegada do robô Lely Astronaut, importado da Holanda, ainda está reorganizando a rotina, que mudou completamente. Agora, todos têm mais tempo livre para outras atividades e para descansar. "Ainda estamos um pouco
'perdidos', tentando arrumar ocupação para essas horas que sobram", relata Ezequiel Nólio, de 34 anos, que ganhou três horas livres por dia. No sistema convencional de ordenha, o tambo era tocado por Ezequiel e a mãe, Sueli. O pai, Pedro Nólio, sempre cuidou mais da lavoura. "Era muito serviço para só duas pessoas", recorda o sucessor. Com 75 vacas, o acúmulo de tarefas se acentuava cada vez mais pela falta de mão de obra. Foi esta condição que motivou o investimento de R$ 1 milhão, entre máquina, acessórios e melhorias que foram necessárias na propriedade. "Vivíamos correndo contra o tempo. Agora, o relógio despertador
ficou no passado", brinca. Para ajustar o rebanho à capacidade do robô, a família descartou dez animais. A adaptação de apenas três das 65 vacas precisou de algumas semanas. A das demais durou poucos dias. O robô trabalha 24 horas por dia. O criador pode acompanhar todo o processo a distância, pelo celular. "Toda a vida do animal na propriedade fica registrada no sistema", destaca Ezequiel. O leite impróprio para consumo -- colostro ou alterado pelo uso de medicamentos -- é descartado automaticamente em um recipiente à parte.

"O trabalho braçal praticamente  acabou. Agora o trabalho que temos é fazer a gestão dos dados que o sistema apresenta", simplifica Ezequiel. Além da melhoria na qualidade de vida dos produtores, o novo equipamento já apresenta resultados no volume e qualidade da produção.  Com o aumento do número de ordenhas, a propriedade contabiliza incremento de 4 a 5 litros por vaca ao dia. Antes, com duas ordenhas diárias, a produção média era de 30 litros por vaca ao dia. Agora, com a média de três ordenhas por dia, a produção média por animal varia de 34 a 35 litros por dia. A meta é, em dois anos, chegar a uma produção média de 40 litros por vaca ao dia, atingindo produção de 2,4 mil litros de leite ao dia com 60 animais. 

Os testes feitos em laboratório também apresentam melhorias nos parâmetros que indicam qualidade -- contagem bacteriana e células somáticas. Estes resultados estão diretamente ligados à sanidade. Com o maior número de ordenhas por dia, as vacas apresentam menos problemas de saúde do úbere. O leite produzido pela propriedade é entregue à cooperativa Santa Clara, de Carlos Barbosa. O diretor industrial de Lácteos da Santa Clara, João Seibel, destaca a importância de ampliar a produtividade para diluir o custo do equipamento. Segundo
o técnico, o investimento é viável para médios produtores, com 60 a 200 vacas em lactação, que poderão aproveitar 100% da capacidade do robô. (Correio do Povo)

Mercado de ingredientes lácteos deve alcançar quase US$ 60 bilhões até 2020

Os ingredientes lácteos, incluindo leite em pó, soro de leite, lactose e caseína, deverão alcançar US$ 59,8 bilhões até 2020, com um crescimento anual de aproximadamente 5,6%, de acordo com um relatório recente. O mercado atualmente está em US$ 45,6 bilhões (dados de 2015), disse o MarketsandMarkets, em um relatório.

A analista do MarketsandMarkets, Shobhana Sekaran, disse que o leite em pó tem sido o ingrediente mais dominante no mercado, com 61% de participação em 2014. "Os leites em pó permitem o desenvolvimento em formulações de uma ampla gama de produtos nutricionais, funcionais e econômicos. Os leites em pó adicionam sabor e funcionalidade a biscoitos, pães, bolos, biscoitos e muffins. O realce do sabor ajuda a trazer um sabor único ao produto no momento de assar e aquecer". O mercado de ingredientes lácteos está atualmente sendo direcionado por um foco do consumidor em dietas saudáveis, especialmente à medida que a população começa a envelhecer, prevalecendo as questões de saúde.

"Uma população envelhecendo demanda alimentos nutricionais ao invés de alimentos comuns, o que direciona o mercado de ingredientes lácteos [na América do Norte]. Junto com isso, a demanda dos consumidores por alimentos nutritivos em esportes é muito alta na América do Norte, que também aumenta o mercado para ingredientes lácteos". O envelhecimento da população não é a única questão; as pessoas em todo o mundo estão agora mais focadas do que nunca em hábitos saudáveis de consumo e demandam alimentos diversificados. Os ingredientes lácteos estão sendo apoiados por isso, bem como por uma necessidade crescente de alimentos convenientes e bebidas lácteas.

Além da saúde, o MarketsandMarkets acredita que os níveis crescentes de renda disponível, particularmente na região da Ásia-Pacífico, ajudará o mercado a aumentar nos próximos cinco anos. "Com o aumento da população e o aumento das rendas, o uso de ingredientes lácteos deverá aumentar devido à demanda dos consumidores", disse Sekaran sobre essa região. "A Ásia-Pacífico é a região de mais rápido crescimento para os ingredientes lácteos devido à sua orientação crescente em direção aos alimentos ocidentais". Outros importantes direcionadores incluirão o crescimento nos setores de aplicação, inovações, pesquisa e desenvolvimento. Isso ajudará a expandir a aplicação do mercado de ingredientes e acelerará seu crescimento. 

Entretanto, o desafio para o crescimento no mercado de ingredientes lácteos é aumentar as alternativas lácteas, de acordo com o MarketsandMarkets. Produtos como a soja estão facilmente disponíveis e a um custo menor do que os lácteos. Outros fatores que poderiam frear o crescimento incluem o aumento nos consumidores afetados pela intolerância à lactose e às alergias alimentares. As companhias também estão adotando outras estratégias de crescimento, como lançamentos de novos produtos, aquisições, acordos e joint ventures para lidar com a maior demanda por ingredientes lácteos em mercados emergentes. Essas estratégias ajudaram as companhias a criar uma grande base de clientes e parceiros em importantes mercados.

Sekaran citou algumas das maiores inovações nos últimos anos, incluindo o lançamento pela Glanbia Nutritionals em abril de 2014 do New Whey Protein - Hydrovon 195, uma proteína para ser tomada pós-exercício físico para acelerar a recuperação e o reparo muscular, bem como o lançamento do PRONATIV em abril de 2013, pela Lactalis, uma proteína usada em aplicações para a saúde. (As informações são do Dairy Reporter)

 
 
Preços/UE
O produtor de leite da União Europeia (UE) recebeu no mês de outubro o valor médio de 30,5 €/100 kg em relação ao valor de setembro (1,9% mais). A elevação é pequena mas o que é realmente positivo foi que o preço subiu pela primeira vez, desde as baixas continuadas que são verificadas desde janeiro de 2014, ou seja 21 meses seguidos. Entretanto, é bom esperar para saber se foi apenas um leve aumento conjuntural, ou se foi iniciada uma mudança de tendências. Ao nível internacional, no último leilão da Fonterra realizado na semana passada, o preço médio teve aumento de 3,6%, depois de três eventos consecutivos em baixa. Na Espanha o preço em outubro também subiu. Passou de 30,4 centavos/litro em setembro, para 31 centavos/litro, em outubro. (Fonte da Notícia:Agrodigital - Tradução Livre: Terra Viva)

 

         

Porto Alegre, 04 de dezembro de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.161

 

 Conhecidos os finalistas do 1º Prêmio Sindilat de Jornalismo

O 1º Prêmio Sindilat de Jornalismo conheceu nesta quinta-feira (3/12) seus finalistas. Após uma tarde de muito trabalho, a Comissão Julgadora apontou três nomes em cada uma das quatro categorias: impresso, eletrônico, fotografia e on line. Os vencedores serão divulgados em jantar no dia 10/12, no Hotel Plaza São Rafael, em Porto Alegre (RS).

O presidente da Comissão Julgadora e do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RS, Milton Simas Júnior, ficou satisfeito com a qualidade dos trabalhos apresentados. "As matérias mostram a inovação na ordenha e nos processos do campo", pontuou.  

O grupo de julgadores ainda contou com a coordenadora da Assessoria de Imprensa da Federação da Agricultura do RS (Farsul), Regina Sakakibara, a jornalista da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do RS (Fetag) Izabel Rachelle, o 1º tesoureiro da Associação dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do RS (Arfoc), Itamar Aguiar, e o diretor da Associação Riograndense de Imprensa (ARI), Francisco Vitorino. Pelo Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), participaram o presidente Alexandre Guerra e a consultora Letícia Vieira.

OS FINALISTAS

Impresso

- Bruna Karpinski / Correio do Povo (RS) -  Queijo com identidade serrana
- Cleidi Pereira / Zero Hora (RS) - Foco no futuro do Leite
- Danton Jr e Bruna Karpinski / Correio do Povo (RS) - Robô substitui mão de obra na ordenha

Eletrônico

- Bruna Essig / Canal Rural (RS) - Chuva traz impactos à produção de leite
- Dulciana Sachetti / RBSTV Santa Rosa (RS) - Modelo Confinamento Free Stall: tecnologia leiteira garantindo a sucessão familiar no campo
- Marcelo Kielling / Rádio Diário-Diário da Manhã (RS) - Produtividade e os Desafios da produção leiteira no RS

Fotografia

- Diogo Zanatta / Zero Hora (RS) - Para não deixar furo
- Diogo Zanatta / Zero Hora (RS) - Qualidade Remunerada 
- Tarsila Pereira / Correio do Povo (RS) - Produtores de leite protestam contra a crise

On-Line
- Ângela Prestes / Destaque Rural (RS) -  Compost Barn - Mais Produtividade e Conforto 
- Bruna Essig / Canal Rural (RS) - Mapa investe R$ 387 milhões na cadeia do leite 
- Carlos Guimarães Filho / Gazeta do Povo (PR) - Campos Gerais, onde o leite e a soja se encontram 
(Assessoria de Imprensa Sindilat)

 
 
 
 
Sistema permite controle e quantidade

Já implementada em outros estados do Brasil, a robotização da atividade leiteira é vista como uma forma de aumentar a produtividade por vaca, que hoje é de 1,6 mil quilo por ano no país -- embora em algumas regiões esse índice passe de 7 mil quilos. Nos Estados Unidos, por exemplo, a produção chega próxima de 9 mil quilos. "Para ter uma maior produtividade temos que fazer inovações e agregar valor para poder manter o ciclo viável para produtor e indústria", afirma o presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados (Sindilat), Alexandre Guerra. Além disso, a robotização minimiza um problema antigo do setor, que é o déficit de mão de obra para a atividade. "Pelo tempo de trabalho que a atividade exige, a automação é uma solução para o produtor", acrescenta o presidente do Sindilat.

Professor da Universidade de Passo Fundo (UPF), o veterinário Carlos Bondan recomenda que, ao instalar o sistema, o produtor volte suas atenções ao controle do ambiente em que os animais se encontram, de forma a diminuir o estresse animal. "Como a ordenha acaba tirando muito tempo dos envolvidos, com a ordenha robotizada sobra esse tempo para encontrar pontos que estão falhos e corrigi-los", observa. O calor é apontado como o principal fator de estresse. Por isso, a preocupação com a ventilação dentro do condomínio é considerada fundamental. "Se o produtor se preocupa com o controle da temperatura interna dos galpões, os animais sofrerão menos estresse confinados do que expostos às condições ambientais que temos no verão", acredita Bondan. Em um ambiente confortável, a tendência é aumentar a produção. 

A preocupação crescente com a qualidade do leite também é contemplada pelo sistema robotizado. Como se trata de um circuito fechado, o leite sai direto da vaca, a uma temperatura entre 36 e 38 graus, para dentro do tanque de refrigeração, onde a temperatura cai para 2 a 4 graus. Segundo Bondan, esse processo faz com que não ocorram proliferações microbiológicas. "No momento em que a vaca está sendo ordenhada neste equipamento, uma análise indica como se encontram alguns parâmetros que indicam a qualidade do leite", acrescenta. "O equipamento só tem um problema: é muito caro." (Correio do Povo)

 

Santa Clara realiza 15º Encontro de Criadores com Registro

A Cooperativa Santa Clara promove no dia 11 de dezembro a 15ª edição do Encontro de Criadores de Gado de Leite com Registro. Todos os produtores associados que registram seus animais estão convidados a participar do evento, que é gratuito.

O evento acontecerá na Sede da ASCLA, em Carlos Barbosa (em frente à indústria de Laticínios) e contará com palestras técnicas sobre período de transição e estratégias de sucessão, além de um painel com a senadora Ana Amélia Lemos sobre o Cenário Político e da Agricultura.

Programação
9h30min - Recepção
10 horas - Abertura
10h30min - Palestra "O Cenário Político e as Perspectivas para a Agricultura em 2016", com a senadora Ana Amélia Lemos
11h30min - Palestra "Estratégias para a sucessão nos empreendimentos rurais familiares", com o Consultor em Pesquisas e Gestão Empresarial da Consultoria Macrovisão, Lucildo Ahlert
12h30min - Almoço 
13h30min - Palestra "Ambiência e Conforto para Vacas no Período de Transição", com o médico veterinário da Elanco, Márcio Lima
14h30min - Apresentação da Cooperativa Santa Clara
15 horas - Encerramento
(Assessoria de Imprensa Santa Clara)

Uruguai suspende exportações para a Venezuela por falta de pagamento

Em julho, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, sorria ao fechar um acordo multimilionário de importação de alimentos do Uruguai, destinada a combater a escassez antes das eleições legislativas da Venezuela. Mas, em vez de pagar os US$ 267 milhões acordados, os venezuelanos depositaram em novembro menos de um quinto dessa quantia, segundo o governo uruguaio. Isso interrompeu os carregamentos para a Venezuela. Os exportadores uruguaios afirmam que apenas um terço do leite e um décimo do queijo previstos no acordo foram despachados para a Venezuela. Os carregamentos não chegaram nem perto das 235 mil toneladas contratadas. 

Atingida pela recessão e uma queda nos preços do petróleo, a Venezuela sofre com falta de divisas, o que afeta o objetivo de Maduro de encher as prateleiras com carne importada, lácteos e medicamentos antes da votação em que seu partido, o PSUV, pode perder a maioria na Assembleia Nacional, no domingo. Fornecer aos venezuelanos uma ampla variedade de produtos com preços controlados funcionou no passado.

Cinco fontes que trabalham nos dois principais portos venezuelanos, no entanto, afirmam que o total de importações caiu 60% em comparação a 2014. Maduro afirma que o país perdeu mais de 60% da renda de que dispunha em 2014, devido ao crash do petróleo. Essas perdas têm minado a estratégia de abastecer o país à véspera da eleição. (As informações são da Reuters)

Brasil mantém cota para importação de leite em pó argentino

Empresários do setor de produtos derivados do leite do Brasil e da Argentina acertaram nesta segunda-feira, 28, em Buenos Aires, a manutenção, ao longo deste ano, do acordo para exportação de leite em pó argentino destinado ao mercado brasileiro. Os limites foram renovados para o período de fevereiro deste ano a janeiro de 2014. A informação é da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), confirmada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que acompanhou as negociações.

A renovação mantém em 3,6 mil toneladas mensais a quantidade de leite em pó que os argentinos podem exportar para o Brasil. A medida visa a proteger o mercado doméstico e evitar que se repitam episódios como o ocorrido em 2009, quando a exportação de 10 mil toneladas do produto em um único mês prejudicou o mercado brasileiro. De acordo com a CNA, as importações do leite em pó da Argentina e do Uruguai dobraram entre 2008 e 2009. A entidade pediu ao governo uma política de licenças não automáticas para importação de lácteos, que resultou no primeiro acordo em 2009 e vem sendo renovado. (Agência Brasil)

 
 
Mercado do leite em queda no Uruguai
Segundo o Instituto Nacional de La Leche (Inale), a estimativa do preço médio do leite pago ao produtor no Uruguai em outubro ficou em US$0,26 por litro. Este é o menor valor nominal registrado desde outubro de 2009. Na comparação com o mês anterior, o preço caiu 1,7%. Em relação ao mesmo período do ano passado, o produtor está recebendo 32,3% a menos por litro de leite. Com relação à captação, os números apontam, para outubro, 204,8 milhões de litros de leite, contra 189,3 milhões captados em setembro deste ano, ou 8,2% mais. Porém, na comparação com o volume do mesmo período do ano passado, houve redução de 1,9% na captação. (Scot Consultoria)

 

    

 

         

Porto Alegre, 03 de dezembro de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.160

 

 Torneiros leiteiros serão regulamentados
               
Um grupo de trabalho foi formado nesta quinta-feira (3/12) para regulamentar os torneiros leiteiros no Brasil. O assunto foi discutido durante a reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Leite e Derivados, do Ministério da Agricultura (MAPA), que ocorreu em Brasília. O secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios (Sindilat), Darlan Palharini, que participou do encontro, avaliou a medida como satisfatória. Isso porque há uma ausência de padronização em relação a esses eventos, que são bem tradicionais em feiras de agronegócios do país. O Sindilat integrará o grupo, que deverá começar a discutir o assunto já a partir de janeiro de 2016.  
Na reunião foi aprovada a participação da Aliança Láctea Brasileira, que é formada pelos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, na Câmara Setorial. Outra novidade é que na próxima segunda-feira (7/12) haverá encontro de representantes do Ministério da Agricultura com o governo Uruguaio, para definir a unificação de normas  entre os dois países envolvendo o queijo processado. 
Durante a reunião foi debatido ainda o andamento do programa Leite Saudável, que busca melhorar a qualificação do produtor. Segundo os dados apresentados, alguns estados estão com dificuldades em aprovar os seus projetos, o que não é o caso do Rio Grande do Sul.  

Reunião da Câmara Setorial da Cadeia de Leite e Derivados 
Crédito: Divulgação/Sindilat
 
 
 
Agropecuária terá PIB positivo em 2015, prevê secretário de Política Agrícola do Mapa
A agropecuária apresentará Produto Interno Bruto (PIB) crescente em 2015, comprovando que o setor continua investindo em aumento de produção e produtividade, segundo o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), André Nassar. Nesta quarta-feira (2), ele divulgou nota técnica analisando o resultado do PIB agropecuário do 3º trimestre deste ano, que teve queda de -2% em relação a igual período de 2014. Os números foram anunciados nessa terça-feira (1º) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com Nassar, a variação anual (quatro trimestres) do PIB da agropecuária é sempre positiva, ou seja, o setor tem crescido com consistência. "Além disso, a variação em 2015 está em patamares semelhantes a 2014, demonstrando que o setor agropecuário manteve em 2015 seu ritmo de investimento em comparação com 2014." Abaixo, a íntegra da nota técnica do secretário de Política Agrícola:

PIB agropecuário do 3º trimestre de 2015

O IBGE divulgou em 01 de dezembro de 2015 os resultados do PIB do 3º trimestre de 2015.

Os principais resultados são os seguintes: 


 
O PIB agropecuário apresentou queda de -2% no 3º trimestre de 2015 em relação ao 3º trimestre de 2014. Essa queda ocorreu por conta de menores produções em lavouras colhidas no terceiro trimestre, sobretudo café, cana-de-açúcar e trigo.

Na taxa acumulada em 4 trimestres a agropecuária apresentou crescimento de 2,1%. O mesmo resultado foi observado na taxa acumulada nos 3 trimestres de 2015 (2,1%). Já o PIB total caiu em ambos os casos. Os dados do terceiro trimestre são bom indicativo do que deverá ocorrer no ano de 2015. Ou seja, o PIB agropecuário em 2015 deverá crescer ao redor de 2%.

A mensagem positiva está no fato de que a agropecuária apresentará PIB crescente em 2015, comprovando que o setor continua investindo em aumento de produção e produtividade. O gráfico 1 mostra que a variação anual (4 trimestres) do PIB da agropecuária é sempre positiva, ou seja, o setor tem crescido com consistência. Além disso, a variação em 2015 está em patamares semelhantes a 2014 demonstrando que o setor agropecuário manteve em 2015 seu ritmo de investimento em comparação com 2014. Os dados de 2014 e 2015 mostram que o setor tem conseguido crescer a uma taxa ao redor de 2% ao ano sem interrupção nos últimos 6 trimestres.

O gráfico2 traz o PIB agropecuário trimestral em valores correntes de 2013 a 2015. Em 2015 o comportamento do PIB agropecuário segue a tendência normal de queda ao longo do ano por conta da entressafra do segundo semestre. (As informações são do Mapa)


 
Custo da pecuária leiteira tem nova alta

O custo de produção da pecuária leiteira teve nova alta em novembro. O Índice Scot Consultoria de Custo de Produção para a atividade, que mede a variação do custo, subiu 2 % em novembro na comparação com outubro. Em relação a novembro de 2014, os custos subiram 14,2%.    
 
A alta dos combustíveis e óleos lubrificantes, de 7,9%, e os suplementos minerais com variações positivas de 6,6%, puxaram os custos para cima. Outros itens que pesaram mais no bolso do produtor de leite foram os medicamentos veterinários e alguns fertilizantes.

Importante destacar que, depois de quatro meses de alta, os preços do milho e do farelo de soja recuaram em novembro, mas este fato não foi suficiente para puxar o indicador para baixo. A expectativa é de mercado mais frouxo para os alimentos concentrados em curto em médio, com a menor movimentação no mercado interno e para exportação. (Fonte: Scot Consultoria)

RS: reunião em Frederico Westphalen articula formação da Câmara Setorial Regional de Leite

O Escritório Regional da Emater/RS-Ascar de Frederico Westphalen recebeu, na terça-feira (01), lideranças envolvidas na cadeia produtiva do leite para a primeira reunião de articulação e organização da Câmara Setorial Regional do Leite, que abrange municípios das regiões Médio Alto Uruguai e Rio da Várzea.

A proposta da criação de uma Câmara Setorial de Leite que envolva os municípios destas regiões para organizar a cadeia produtiva do leite surgiu em outubro deste ano, durante o Seminário Regional do Leite, realizado durante a Feira Regional da Agricultura Familiar, Agroindústria, Artesanato e Biodiversidade, em Frederico Westphalen.

Participaram da primeira reunião de articulação representantes de cooperativas, do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, da Secretaria da Agricultura de Frederico Westphalen, de laticínios da região, o assistente técnico regional de produção animal da Emater/RS-Ascar, Valdir Sangaletti, o assistente técnico estadual, Jaime Ries, e o coordenador estadual da Câmara Setorial do Leite, Danilo Cavalcanti Gomes.

O grupo avaliou como positiva a proposta para formação da Câmara Setorial Regional do Leite. Sem dúvida é um grande passo no sentido de organizar a cadeia produtiva do leite na nossa região, afirmou Sangaletti.

Na primeira quinzena de janeiro será realizada nova reunião, buscando a participação paritária entre órgãos públicos, privados, produtores e de representantes da indústria, abrangendo todos os atores envolvidos na cadeia produtiva do leite.

Nesse espaço de tempo, o coordenador estadual da Câmara Setorial do Leite, Danilo Cavalcanti Gomes, avaliará as formas possíveis para oficializar a criação da Câmara Setorial Regional, que é a primeira em discussão no interior do Estado. (Fonte: Emater/RS)

 
Aquisição
A Coca-Cola deverá entrar em breve no mercado de produtos lácteos no Brasil. Ontem, a companhia, através da Leão Alimentos, e a mineira Laticínios Verde Campo, sediada em Lavras (Sul de Minas), anunciaram que assinaram um contrato de intenções com cláusula de compra. Além disso, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) autorizou a possível operação. Porém, as empresas informam que as negociações ainda estão em curso e não têm prazo estabelecido para a conclusão. Em nota conjunta, as empresas afirmam que os valores e conceitos dos fundadores da Verde Campo sobre inovação e qualidade estão alinhados com o que o Sistema Coca-Cola oferece aos seus consumidores. "Se concretizada essa negociação, o Sistema Coca-Cola Brasil irá inaugurar sua entrada em produtos refrigerados, abrindo oportunidades para no futuro ampliar sua atuação em novos segmentos de bebidas", informa. A empresa mineira tem 15 anos de mercado. A Verde Campo produz iogurtes e queijos. "Já consolidada no mercado de diet e light, a companhia é pioneira e líder absoluta em produtos lácteos sem lactose, sendo proprietária da marca Lacfree". (Diário do Comércio)
 

 

    

         

Porto Alegre, 02 de dezembro de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.159

 

 Robô substitui mão-de-obra na ordenha

A ideia de que um robô execute as tarefas do dia a dia no campo, possibilitando ao produtor mais tempo livre, há alguns anos lembraria um roteiro de ficção científica. Na produção de leite, porém, este cenário começa a virar realidade. Em dois empreendimentos iniciados neste ano no Rio Grande do Sul, ainda em fase de adaptação, a penosa prática da ordenha passou a ser feita pela máquina, sem a necessidade de mão de obra humana. De início, o aparelho conhecido como Sistema de Ordenha Voluntária (VMS, na sigla em inglês), provocou a desconfiança de alguns produtores associados à Dália Alimentos na pacata Nova Bréscia, onde o robô já está em atividade. Afinal, é a própria máquina que identifica, com um laser, a localização dos tetos, encaixando as teteiras no local correto por meio de um braço pneumático. Antes, cada teto é higienizado pelo próprio robô. Todo o processo de ordenha dura até sete minutos e pode ser repetido cinco vezes por dia, enquanto as granjas normais fazem duas ordenhas. "É um projeto que proporciona conforto e bem-estar aos animais e aos produtores de leite", define o supervisor de Gado Leiteiro da Dália Alimentos, Fernando Oliveira de Araújo. Após a ordenha, o leite é encaminhado automaticamente para um resfriador, e de lá segue para o transporte. "Depois que sai da vaca, ninguém coloca a mão no leite", observa Araújo. O sistema totalmente automatizado permite que apenas cinco funcionários trabalhem no condomínio. A estrutura conta, ainda, com um gerador, que é acionado em caso de queda de energia.

Prestes a ser inaugurado oficialmente, no dia 10, o Condomínio Dei Produttori di Latte Brescia -- batizado em homenagem aos imigrantes italianos -- conta com 16 produtores associados. O investimento de R$ 5 milhões na compra dos equipamentos, importados da Suécia, foi feito pela Dália Alimentos, em parceria com a prefeitura, que cedeu o terreno, e com os produtores, que entraram com o rebanho e com a silagem. Outros três empreendimentos serão inaugurados ano que vem em Roca Sales, Arroio do Meio e Candelária. Embora a ordenha robotizada já exista no Estado (leia mais na página 2), este é o primeiro empreendimento da América Latina em formato associativo com pequenos produtores. Em Nova Bréscia, a ordenha robotizada começou a ser feita em outubro. O local conta, até o momento, com 181 animais -- todos da raça Holandês --, sendo 115 em produção de leite. A capacidade, no entanto, é para 210 em lactação, que serão ordenhados por três robôs. Por enquanto, o período é de adaptação, já que todos os animais eram criados a pasto antes de entrar no condomínio. A produção, hoje, está em cerca de 2,5 mil litros por dia, número considerado baixo para o sistema. "Muda toda a rotina, então essa é uma lactação de transição", explica Araújo. A expectativa é de que, na próxima lactação, a produção fique acima de 30 litros por vaca, o que resultaria em um total de 6,3 mil litros por dia. Para o produtor, a implantação do sistema representa mais tempo para dedicar-se a outras atividades. "Dá para desfrutar da qualidade de vida a que todo ser humano tem direito", afirma Admir Lorenzon, 62 anos, que destinou 20 vacas ao condomínio. "Se não fosse esse projeto, alguns iriam desistir da produção", acredita.

A remuneração ao produtor irá funcionar de acordo com o valor de mercado de cada animal. A ideia da ordenha robotizada surgiu no Conselho de Administração da cooperativa, que demonstrou preocupação com o fato de que muitas famílias não conseguiam fazer a sucessão no campo. "Vimos que o leite é uma atividade rentável, se bem conduzida, mas que teríamos que ter propostas novas. E fomos buscar soluções mundo afora", explica o presidente do conselho, Gilberto Piccinini, que também preside o Instituto Gaúcho do Leite (IGL). A compra dos equipamentos foi concretizada em 2013, após viagem à Suécia. Segundo Piccinini, a viabilidade do investimento está associada à busca por escala de produção. "Essa escala diminui os custos e damos ao produtor a perspectiva de uma melhor qualidade de vida", observa. (Correio do Povo)

 
 
 
Carrossel eleva rendimento

Diferente do sistema que utiliza apenas o braço robótico, a ordenhadeira rotatória, com capacidade para ordenhar 50 vacas em dez minutos, vem sendo utilizada por grandes produtores de leite que não conseguem encontrar mão de obra para a atividade. Há três anos, a Rasip, de Vacaria, investiu na compra de um equipamento como este e conseguiu duplicar o tambo. Na época, a empresa tinha entre 500 a 600 vacas em lactação. Agora, são mil animais em lactação.

Com a ordenhadeira rotatória, há possibilidade de ampliar o tambo para 1,2 mil vacas. "Funciona como uma linha de montagem", explica o diretor de operações da Rasip Lácteos, Celso Zancan. Cada vaca usa uma tornozeleira eletrônica e é ordenhada três vezes ao dia. Para gerenciar a máquina, importada da Alemanha, são necessários cinco funcionários. No sistema convencional seriam necessárias oito pessoas para trabalhar no processo completo de ordenha. "O rendimento é maior", avalia Zancan, referindo-se à mão de obra automatizada.

O equipamento rotatório demora quatro horas para ordenhar os mil animais, criados em confinamento. A Rasip produz de 25 mil e 28 mil litros de leite por dia, em média. Toda a produção é destinada à fabricação de queijo tipo grana. (Correio do Povo)

Tetra Pak e DeLaval aumentarão n° de vacas leiteiras na China até 2020 e promoverão treinamentos

A Tetra Pak e a DeLaval assinaram um acordo com a Associação de Lácteos da China para treinar 150 gerentes de fazendas leiteiras durante os próximos cinco para que eles sejam capazes de administrar fazendas leiteiras de grande escala. A iniciativa é parte dos planos do governo de aumentar o número de vacas leiteiras criadas nessas fazendas de 45% para 60% até 2020 e melhorar a eficiência de produção, aumentando a qualidade dos produtos e melhorando os padrões de bem-estar animal.

A vice-presidente de comunicações da Tetra Pak para a Grande China, Angela Mou, disse que o programa de treinamento inclui gestão de fazendas leiteiras, cria, nutrição e prevenção de doenças. Isso será fornecido por meio de palestras na Universidade de Agricultura (UAC) de Pequim, um estágio de dois meses em uma fazenda modelo da China e uma oportunidade para visitar e estudar na fazenda Hamra, da De Laval, e outras fazendas leiteiras na Suécia.

"Esse programa de treinamento é aberto para gerentes e técnicos de fazendas leiteiras em toda a China, se eles cumprirem o critério de seleção. A UAC selecionará 150 candidatos usando três critérios e os trainees deverão ser gerentes gerais ou gerentes técnicos de fazendas leiteiras (com mais de 300 vacas leiteiras). Eles deverão ter mais de três anos de experiência de trabalho relevante e deverão ter uma base educacional no manejo de animais ou em medicina veterinária".

De acordo com Mou, a indústria de produção leiteira na China tem tradicionalmente sido limitada a fazendas familiares, com somente uma ou duas vacas. À medida que a demanda por leite fluido está crescendo agora em escala massiva, o governo chinês se comprometeu a tornar a indústria de lácteos mais produtiva, criando fazendas maiores e mais eficientes. "Entretanto, o ritmo de crescimento em fazendas de tamanho médio e grande excedeu o número disponível de produtores com habilidades apropriadas. Dessa forma, o investimento em talento qualificado é requerido".

"O leite fluido não é tradicionalmente consumido na China e no Sudeste da Ásia, mas é visto como uma adição saudável à dieta local. Entretanto, as maiores rendas, o crescimento populacional, a urbanização e as mudanças no gosto e na dieta estão levando a uma maior demanda por leite fluido e produtos lácteos".

O professor, Li Shengli, da UAC, e o cientista chefe de Produção Leiteira do Ministério da Agricultura da China, disseram que o consumo de leite fluido ainda está baixo, em menos de 20 litros per capita. "Isso é aproximadamente metade do consumo na Ásia e um quinto da média na Europa. Entretanto, o aumento da renda disponível, combinada com o desejo das pessoas de melhorar sua qualidade de vida, significa que o tamanho e o potencial de crescimento do mercado doméstico é enorme; a China precisa desenvolver sua própria indústria de lácteos".

A Tetra Pak iniciou o programa de treinamento com a UAC em 2013, para treinar gerentes e técnicos para fazendas modernas. Após dois anos do programa piloto, o programa de treinamento mostrou eficácia e foi reconhecido pela indústria de lácteos, bem como pelo governo.

A primeira colaboração da Tetra Pak e da DeLaval foi melhorar as fazendas que forneciam leite cru para o Programa de Nutrição Escolar da China; até 2014, todas as 194 fazendas envolvidas no projeto alcançaram padrões de qualidade da União Europeia (UE). Os esforços conjuntos das companhias também incluem o desenvolvimento de treinamento virtual para produtores por meio de programas de televisão e distribuição gratuita de DVDs e livretos educacionais.

"Os ministérios chinês e sueco assinaram um Memorando de Entendimento (MoU) em 2012 para fortalecer a cooperação agrícola bilateral, especialmente no setor leiteiro. Como parte do MoU 2012, cada ano os dois ministério enviam grupos de trabalho para se reunir e discutir áreas de cooperação". (As informações são do Dairy Reporter)

PIB brasileiro cai 1,7% no terceiro trimestre

O PIB (Produto Interno Bruto), medida da produção e da renda do País, caiu 1,7% no terceiro trimestre deste ano na comparação aos três meses imediatamente anteriores, para R$ 1,481 trilhão, informou ontem o IBGE. É o terceiro trimestre consecutivo de queda do PIB, a mais longa sequência desde o ano de 1990, quando o governo Collor confiscou o dinheiro depositado na caderneta de poupança para tentar conter a hiperinflação. O PIB já havia caído 0,8% no primeiro trimestre e 2,1% no segundo na comparação com os três meses anteriores, segundo dados revisados pelo IBGE. A economia entra tecnicamente em recessão depois de retrair por dois trimestres seguidos. Segundo Claudia Dionísio, gerente de Contas Nacionais Trimestrais do IBGE, o resultado do PIB reflete a fraqueza da demanda interna brasileira, afetada pela piora do emprego e renda, crédito mais restrito e inflação mais alta. "Estamos vendo assim taxas mais negativas na economia", disse Claudia. 

Pela avaliação da FGV (Fundação Getulio Vargas), entretanto, a recessão começou há ainda mais tempo, no segundo trimestre de 2014, quando houve uma piora geral dos indicadores econômicos. Quando comparado ao mesmo período de 2014, o PIB teve um recuo de 4,5% de julho a setembro. A economia assim recuou 3,2% no ano e 2,5% no acumulado de quatro trimestres (12 meses). Nesta base de compara- ção, foi a queda mais intensa da série histórica da pesquisa, iniciada em 1996; e também a sexta queda consecutiva, a maior sequência da série histórica. A manutenção do quadro de recessão fez a economia brasileira registrar o segundo pior desempenho no mundo. O País ocupou, no terceiro trimestre deste ano, a vice-lanterna (41ª posição) do ranking de 42 países que já divulgaram o resultado do PIB no período, apontou a agência classificadora de risco Austin Rating. A retração de 4,5% na atividade econômica brasileira no terceiro trimestre ante o mesmo trimestre do ano anterior só não foi pior do que o desempenho da Ucrânia, país que enfrentou guerra civil, cujo PIB amargou recuo de 7% no período. A economia brasileira sofre com uma combinação de fatores, desde a perda de dinamismo do crescimento econômico global até a conta de anos de uma polí- tica econômica que fragilizou as finanças públicas. 

A crise política também não dá trégua. Os principais componentes do PIB tiveram queda neste terceiro trimestre. Pelo lado da demanda, o consumo das famílias recuou 1,5%, e os investimentos tiveram queda de 4% frente aos três meses anteriores. Pela ótica da oferta, a indústria teve uma baixa de 1,3% no mesmo tipo de comparação. Segundo o IBGE, o consumo do governo -- o que inclui União, estados e municípios -- continuou crescendo no terceiro trimestre, em 0,3% frente aos três meses anteriores. Frente ao mesmo período de 2014, porém, houve queda de 0,4%. O setor agropecuário contribuiu negativamente para o PIB, uma das surpresas da divulgação, com baixa de 2,4% na passagem do segundo para o terceiro trimestre. Frente ao mesmo período de 2014, a queda foi de 2%. Os dados revisados apontam um recuo ainda maior da agropecuária no segundo trimestre. O valor anterior, de 2,7% de queda, foi ampliado para 3,5%. Segundo a gerente do IBGE, o terceiro trimestre concentrou a colheita de culturas que estão com safra menor neste ano, como café, cana-de-açúcar, laranja e algodão. Claudia disse que o setor responde por 5,2% do PIB brasileiro, e não foi, portanto, o que mais pesou no resultado. (Jornal do Comércio)

 
 
Exportações
As exportações de soja em grãos, farelo e óleo de soja, milho, carne suína, etanol e petróleo bruto do Brasil nos primeiros 11 meses de 2015 já superam os volumes registrados no ano de 2014 inteiro, em um momento em que a desvalorização do real favorece a competitividade dos produtos brasileiros no exterior.  (Fonte: Reuters)

         

Porto Alegre, 01 de dezembro de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.158

 

 Leilão GDT: apesar de alta, preços permanecem baixos

O resultado do leilão GDT desta terça-feira (1/12) registrou alta de 3,6% sobre o leilão anterior, com preços médios de lácteos em US$2.419/tonelada. É a primeira subida depois de 3 quedas seguidas no leilão.

O leite em pó integral apresentou alta de 5,3%, sendo comercializado a US$ 2.260/tonelada. O leite em pó desnatado também subiu, indo a US$1.918/ton (3,2%). Já o queijo cheddar manteve a queda do evento passado, chegando a US$2.829/tonelada (-1,5% sobre o último leilão).

Apesar da alta, os preços ainda permanecem expressivamente abaixo dos valores observados entre 2013 e início de 2014, quando o mercado ficou no patamar de US$5.000/ton.

Neste leilão foram vendidas 28.158 toneladas de produtos lácteos, valor cerca de 28,3% inferior ao mesmo período do ano passado. Os contratos para entrega futura de leite em pó integral também tiveram aumento, com os preços futuros oscilando entre US$2.175 (para fevereiro de 2016) e US$2.454/ton (para junho de 2016). Esses dados mostram que, de acordo com o Leilão GDT, durante o primeiro semestre de 2016 não devemos ter uma retomada dos preços observados no passado recente. (Fonte: Global Dairy Trade, elaborado pelo MilkPoint Inteligência)

 

 
 
Prêmio Sindilat de Jornalismo tem 60 trabalhos inscritos
O 1º Prêmio Sindilat de Jornalismo começou com o pé direito. Encerradas as inscrições nesta segunda-feira (30/11), foram cadastrados 60 trabalhos de jornalistas de diferentes estados e veículos divididos em quatro categorias: impresso, on line, eletrônico e fotografia. A Comissão Julgadora terá agora um árduo trabalho para eleger os finalistas e os grandes vencedores, que serão conhecidos em festa no Hotel Plaza São Rafael na noite do dia 10/12, em Porto Alegre. 

O corpo de jurados do 1º Prêmio Sindilat de Jornalismo é formado por integrantes da Associação Riograndense de Imprensa (ARI), Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul, Associação dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do RS (Arfoc), Federação da Agricultura do RS (Farsul), Federação dos Trabalhadores na Agricultura do RS (Fetag) e Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat). (Assessoria de Imprensa Sindilat)

Santa Clara conquista 8º Carrinho AGAS

Os Queijos Santa Clara são mais uma vez destaque no Carrinho AGAS, distinção concedida pela Associação Gaúcha de Supermercados para os melhores fornecedores do Estado, eleitos pelos supermercadistas. Quem recebeu o prêmio em nome da Cooperativa foi o diretor Administrativo e Financeiro Alexandre Guerra. O troféu foi entregue pelo diretor da Agas Leonardo Taufer, em evento na Casa NTX, em Porto Alegre.

Este é o terceiro ano que a categoria Queijos é contemplada na pesquisa, que visa se adequar aos hábitos dos consumidores gaúchos. A Santa Clara é reconhecida pela qualidade de seus produtos, recebendo premiações especialmente pela sua linha de queijos, que contempla mais de 20 tipos.

Este é o oitavo Carrinho AGAS conquistado pela Santa Clara. Nas edições anteriores, a Cooperativa foi a Melhor Fornecedora de Laticínios (2010, 2011 e 2012), Bebidas Lácteas (2004), Alimentos Resfriados (2003) e de Queijos em 2013 e 2014, desde que a categoria passou a fazer parte da pesquisa.

A pesquisa é realizada com um questionário aplicados para dirigentes dos 251 maiores supermercados gaúchos e a apuração, realizada pela AGAS em parceria com a Nielsen Brasil, tem como critérios qualidade do produto ou serviço, relacionamento com o varejo, índices de ruptura, capacidade de inovação e cumprimento de prazos. (Assessoria de Imprensa Santa Clara)

 
Confirmação
Presidente da Comissão de Agricultura da Assembleia, Adolfo Brito recebeu a confirmação de que, a partir de 1˚ de janeiro de 2016, serão abertas inscrições para instalação de telefone fixo e Internet de até 1 megabyte em propriedades rurais localizadas a até 30 quilômetros das sedes dos municípios gaúchos. A determina- ção atende à nova resolução da Anatel. A empresa Oi, vencedora da licitação, será a responsável pelos serviços. Após as inscrições, a operadora terá 90 dias para a instalação. O custo aproximado será de R$ 69 a R$ 79 por mês. Segundo Brito, em fevereiro de 2016 será proposta, em parceria com o deputado Elton Weber, a cria- ção de subcomissão para acompanhar a prestação dos serviços. (Correio do Povo)

         

Porto Alegre, 30 de novembro de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.157

 CEPEA: problemas climáticos evitam maiores quedas nos preços ao produtor

O movimento sazonal de enfraquecimento dos preços do leite ao produtor se manteve em novembro, mas algumas atenuantes limitaram as quedas. Uma delas são as chuvas, excessivas no Sul e escassas no Nordeste. Outra foi um forte reajuste em Minas Gerais.

No balanço, o preço recebido pelo produtor (sem frete e impostos) recuou 0,57% de outubro para novembro, com a média a R$ 0,9675/litro, conforme levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP. Na comparação com novembro/14, o preço está 5,9% menor em termos reais (deflacionados pelo IPCA de outubro/15). O valor bruto (inclui frete e impostos) pago pelos laticínios/cooperativas foi de R$ 1,0541/litro, redução de 0,46% em relação ao mês anterior.

Nos estados do Sul, as chuvas se intensificaram a ponto de reduzir a produção de leite em muitas regiões, além de dificultarem a captação do produto. Já na Bahia, é a falta de precipitações que tem diminuído a produção, informa o Cepea.

Representando a média ponderada de sete estados, o Índice de Captação de Leite do Cepea (ICAP-L/Cepea) de outubro apontou queda de 0,86% frente a setembro. Na Bahia, no entanto, a redução mensal chegou a 13,99%. O Rio Grande do Sul também teve queda importante, de 5,78%, seguido por Santa Catarina (-4,55%) e Paraná (-1,47%). Diferentemente, São Paulo (2,74%), Minas Gerais (1,72%) e Goiás (1,62%) mantêm o ritmo de crescimento na produção, conforme avançam as chuvas.

Outro fator que impactou diretamente nos preços pagos ao produtor foi o reajuste feito por um laticínio de grande porte na mesorregião sul/sudoeste de Minas, diante do aumento da concorrência por produtores nessas praças. Com isso, a média do estado, que vinha em tendência de queda, reagiu e amenizou a baixa nacional.

Segundo alguns colaboradores do Cepea, o excesso de chuvas na região Sul, além de prejudicar a produção, também tem impedido o pecuarista de fazer a reforma das pastagens, comum nesta época do ano. Com isso, o mercado de insumos para essas atividades nessas regiões está desaquecido, podendo haver consequências negativas futuras quanto ao fornecimento de pastagens de qualidade para alimentação dos animais.

O aumento da precipitação no Sul também divide a expectativa dos agentes consultados pelo Cepea quanto aos preços no próximo mês. Uma parte dos entrevistados (45,7%), que representa 51,6% do leite amostrado, acredita que o recuo deve se manter em dezembro. Por outro lado, 42,9% dos entrevistados, que representam 47,7% do volume amostrado, indicam estabilidade. E apenas 11,4% acreditam em alta.

No mercado de derivados, após quatro meses de quedas para o leite UHT e de três meses para o queijo muçarela, ambos se valorizaram no fechamento parcial de novembro. Alguns colaboradores apontam leve melhora na demanda por esses derivados, o que ajudou na recuperação dos preços. O leite UHT e o queijo muçarela negociados no atacado do estado de São Paulo tiveram médias de R$ 2,2628/litro e de R$ 13,54/kg, respectivamente, em novembro, 3,39% e 1,17% superiores aos valores de outubro. A pesquisa de derivados do Cepea é realizada diariamente com laticínios e atacadistas do estado de SP e tem o apoio financeiro da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). (CEPEA)
 
Produtores de leite da União Europeia querem que comissário da Agricultura deixe o cargo por crise no setor leiteiro

O chefe do European Milk Board (EMB) pediu a remoção do comissário da Agricultura da União Europeia (UE), Phil Hogan, pela maneira como ele lidou com acrise no setor leiteiro. Em uma carta enviada a Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia, Romuald Schauber pediu a remoção de Hogan de seu cargo. Hogan manteve por vários meses desse ano a posição de que a indústria de lácteos não está em crise, antes de finalmente admitir em julho que a indústria estava enfrentando "sérias dificuldades".

Em sua carta, o presidente do EMB, Schauber, disse que a situação nas fazendas europeias de lácteos "piora a cada dia". Por meses, os preços do leite ao produtor tem sido de apenas 25-30 centavos de euro (26,5-31,84 centavos de dólar) por litro, enquanto os custos de produção estão em mais de 40 centavos de euro (42,45 centavos de dólar) por litro. Enquanto algumas fazendas já faliram, outras ainda continuam somente produzindo leite escoradas pelos empréstimos do governo, disse Schauber. Ele disse que a crise é pelo desequilíbrio entre oferta e demanda no mercado de lácteos. Porém, Schauber disse que Hogan falhou em fornecer soluções para a crise, dizendo que suas ações tinham mostrado um desrespeito em ajudar os produtores de leite.

"Na última reunião do Conselho de Agricultura, Hogan falou novamente sobre a estabilização do mercado de lácteos. Essa foi outra afirmação em uma série de comentários que nos deixou em dúvida se Phil Hogan realmente quer encontrar uma solução ou se ele é capaz de fazer isso". Em janeiro, o Comissário negou completamente a existência de crise no setor leiteiro. No final de setembro, em uma entrevista na televisão com a ViEUws, ele declarou que não era verdade que os preços não cobrem os custos de produção: "eu não acho que muitos produtores estão produzindo abaixo dos custos de produção. Eles disseram que estão, mas no final do dia, continuam produzindo".

Apesar dessas afirmações, Hogan teve acesso a vários estudos científicos que provam que os produtores não recebem um preço pelo leite que cubra seus custos de produção, disse Schauber. A EMB pediu que a Comissão Europeia responda à carta até 4 de dezembro.

Em setembro, Hogan anunciou um pacote de 500 milhões de euros (US$ 530,74 milhões) de pacote de ajuda aos produtores após milhares de produtores europeus terem ido às ruas de Bruxelas para protestar. Apesar de os líderes do setor rural terem elogiado o pacote, alguns produtores descreveram isso como "uma gota no oceano" e muitos estão usando o dinheiro para pagar contas e empréstimos. 

Em 27/11/15 - 1 Euro = US$ 1,06
0,94208 Euro = US$ 1 (Fonte: Oanda.com) (As informações são do Farmers Weekly)

Nova IN deve sair em 2016

A nova Instrução Normativa que aprova o regulamento técnico do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose Animal (PNCEBT) deve ser publicada até o início de 2016. O Ministé- rio da Agricultura diz que assim que ela for divulgada, terão iní- cio os trabalhos de classificação dos estados e intensificação das ações de combate à brucelose e tuberculose animal. Uma consulta pública, encerrada em outubro, recebeu mais de 200 sugestões e questionamentos de 60 entidades ou indivíduos. (Correio do Povo)
 

Confirmada vacinação de 59% do rebanho
A coordenadora do Programa de Combate à Aftosa do RS, veterinária Lucila dos Santos, disse ontem que 59% dos 5 milhões de bovinos e bubalinos do Estado já tiveram a dose de reforço da vacina confirmada em sistema. A veterinária ponderou, contudo, que a maior parte das inspetorias deixa para incluir no sistema as comprovações de vacinas após o término da campanha, no dia 30. "Acreditamos que o índice vacinal se mantenha igual ao de anos anteriores, na casa dos 97%", afirmou. (Correio do Povo)

 

         

Porto Alegre, 27 de novembro de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.156

 

 China: Sindilat disponibilizará formulários para aprovação de plantas

Diante das boas expectativas para negócios com o mercado chinês, o Sindicato da Indústria de Laticínios (Sindilat) disponibilizará a partir de segunda-feira (30/11) os formulários para que as empresas façam o registro de suas plantas. Essa etapa é fundamental para que elas estejam aptas a exportar produtos para a China. As informações estarão no site do Sindicato, informou o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, nesta sexta-feira, durante a reunião dos associados. "É um passo muito importante para o setor lácteo gaúcho e vamos buscar dar o máximo de apoio às empresas para encaminharem os formulários", pontuou Guerra.

Na ocasião, a representante do Sindilat e da CCGL, Michele Muccillo Selbach, e o diretor da Lactalis, Guilherme Portella, detalharam os encontros durante a missão à China organizada pelo Ministério da Agricultura. Ambos ressaltaram que o mercado é importante pelo alto consumo, mas também por ser um parceiro comercial importante. Eles também destacaram ser importante o preenchimento dos formulários e o envio dos mesmos até 10 de dezembro. "Já existe o acordo sanitário entre Brasil e China, mas falta agora apenas que as empresas preencham o formulário e enviem as informações", destacou Michele. A princípio, após a aprovação das plantas é possível dar início às negociações. (Assessoria de Imprensa Sindilat)      
 

Foto: Reunião dos Associados 
Crédito: Divulgação Sindilat

 
 
Zildo de Marchi prestigia reunião

A reunião de associados contou com a presença especial do empresário Zildo de Marchi, que presidiu o Sindicato durante mais de duas décadas (1972 e 1994). Aos presentes, ele falou sobre a sua experiência no setor lácteo e destacou a importância de as empresas estarem sempre atentas às inovações. Ao completar 90 anos, recentemente, ele lançou o livro "Barriga no balcão, olhos no mundo!", no qual relata a sua trajetória profissional. A obra foi escrita pelos jornalistas Danilo Ucha e Paula Sória. (Assessoria de Imprensa Sindilat)    

   

Foto: Alexandre Guerra e Zildo de Marchi 
Crédito: Divulgação Sindilat

Pioneira na adesão do PAS Leite Campo, Piá assina termo de compromisso com programa

Nesta sexta-feira, dia 27, a Cooperativa Piá assinou um termo de compromisso com o Programa Alimento Seguro - PAS Leite Campo, promovido pelo Ministério da Agricultura e aplicado no Rio Grande do Sul pelo SENAI.
 
O PAS-Leite tem o objetivo de aumentar a segurança e a qualidade na cadeia de leite e derivados, evitando contaminações, aumentando a competitividade no mercado e adequando a produção brasileira às exigências do mercado interno e internacional. Além de reduzir custos, otimizar processos e aumentar os ganhos dos participantes.
 
Através da assinatura do termo, a Piá se compromete a utilizar seus profissionais qualificados da área do leite para melhorar a matéria-prima, aumentado a segurança alimentar de toda a cadeia produtiva. "Para nós, essa parceria vem de encontro com as diversas ações que já estamos realizando com foco na qualidade do nosso produto e na excelência do sistema de produção que utilizamos", destaca o presidente da Cooperativa, Gilberto Kny.
 
Cooperativa pioneira na adesão do PAS Leite Campo, a empresa foi também uma das primeiras indústrias no Estado a inovar em processos de qualidade de matéria-prima, com a utilização de tarro de coleta individual e refrigerados, já na década de setenta. "Todas as ações que estamos realizando visam desenvolver a agricultura familiar, promovendo a sucessão familiar e também uma melhor qualidade de vida para os agricultores. Na ocasião da assinatura, também foi realizado um almoço de comemoração pelo encerramento do curso "Capacitação de Instrutores PAS Leite Campo", que qualificou 18 profissionais da assistência técnica da Piá. Durante sete meses, eles serão os multiplicadores das informações sobre as boas práticas de produção para se obter um alimento seguro nas propriedades rurais dos associados. Serão realizadas visitas e aulas teóricas e práticas. Após, o Senai realizará uma auditoria nas propriedades rurais.
 
A Cooperativa já realizou a etapa de capacitação com todos os seus transportadores, do Programa Alimento Seguro - PAS Leite. (Assessoria de Imprensa Piá)

Maior oferta faz preço do leite recuar mais uma vez

Os preços do leite ao produtor voltaram a recuar neste mês no país, reflexo do aumento da oferta no período de safra. A matéria-¬prima entregue em outubro ¬ e paga em novembro ¬ registrou preço médio de R$ 0,959 por litro, queda de 0,4% sobre o pagamento anterior, segundo a Scot Consultoria. A demanda desaquecida por leite também ajuda a pressionar o mercado, afirma Rafael Ribeiro, analista da Scot. Ele avalia que o recuo só não foi mais forte em decorrência do atraso das chuvas em importantes regiões produtoras de leite, como Minas Gerais e Goiás. "Agora o clima está mais regular. O clima vinha segurando a queda", afirma, em referência ao período sem chuvas em outubro. A falta de precipitação afeta o desenvolvimento das pastagens usadas na alimentação do rebanho leiteiro, o que influencia a produção de leite.

 

Além disso, o aumento dos custos da ração por causa da alta do milho e da soja também vinha desestimulando o investimento em suplementação da alimentação, segundo Ribeiro, o que segurou um incremento mais forte da oferta. Mas a disponibilidade voltou a crescer. "A produção deve aumentar de forma mais significativa a partir de dezembro", estima o analista. Com isso, a expectativa é de novas quedas nos preços pagos ao produtor nacional. Pesquisa da Scot com mais de 100 laticínios e cooperativas do país indica que 55% dos ouvidos esperam manutenção dos valores ao produtor no pagamento de dezembro, 35% acreditam em queda e 10% em alta. Embora a demanda esteja enfraquecida, o levantamento da Scot mostra que, na média do mês, houve pouca variação nos preços do leite longa vida. A cotação no atacado paulista ficou em R$ 2,10 em novembro ante R$ 2,12 em outubro. No varejo, ficou em R$ 2,86 em novembro. Havia sido de R$ 2,85 no mês anterior. (Valor Econômico)

 
El Niño
Lideranças do agronegócio reunidas em simpósio em São Paulo nesta quinta-feira, dia 26, veem com apreensão o mercado de grãos em 2016, em função da infraestrutura precária do país e da ocorrência do El Niño, que pode provocar chuva na época da colheita. Um eventual excesso de precipitação em fevereiro provocado pelo fenômeno climático em fevereiro, por exemplo, traria complicações na logística e atrasaria o programa de escoamento da safra, na opinião do presidente e CEO da Bunge Brasil, Raul Padilla. (Canal Rural)
 

 

         

Porto Alegre, 26 de novembro de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.155

 

 Força Nacional do Suasa terá grupo de elite de fiscais agropecuários, diz ministra 

A ministra Kátia Abreu (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) lançou nesta terça-feira (24) a Força Nacional do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (FN-Suasa), que contará com um "grupo de elite" de fiscais agropecuários equipados e treinados para atender a emergências sanitárias e fitossanitárias.

A Força Nacional do Suasa foi lançada juntamente com o Programa de Vigilância em Defesa Agropecuária na Faixa de Fronteira e com o processo eletrônico de exportação Canal Azul. As três iniciativas fazem parte do Plano de Defesa Agropecuária 2015-2020, apresentado pelo Mapa em maio deste ano.

A FN-Suasa será convocada sempre que for declarada emergência sanitária ou fitossanitária ou em outros casos de comprovada necessidade técnica. O grupo conta com 628 fiscais agropecuários federais, estaduais e municipais (entre médicos veterinários e engenheiros agrônomos) e servirá, de acordo com a ministra, para "prevenir e apagar incêndio".

"Trata-se de um grupo de elite dos fiscais federais, estaduais e municipais. Será o Bope do Ministério da Agricultura", disse Kátia Abreu. "Onde houver risco alto de alguma praga ou doença, vamos usar essas pessoas. Queremos conviver de forma tranquila com um possível risco, sem desespero, mas com preparo. Temos que manter a calma e tomar atitudes", completou.

Todos os 628 fiscais da Força - destes, 270 são do quadro do Ministério da Agricultura - receberão equipamento, coletes e uniformes diferenciados. "A ideia é que esse grupo de elite tenha acesso a qualquer lugar do país sem que pareça uma intervenção no estado", explicou Kátia Abreu.

O secretário de Defesa Agropecuária, Décio Coutinho, usou a gripe aviária para exemplificar um possível foco de ação da Força. "Essa enfermidade está espalhada por todo o mundo, trazendo risco não só para a produção da avicultura, mas também para a saúde humana. Não sabemos o dia e hora em que ela vai chegar ao Brasil, mas temos que estar preparados e aptos a combatê-la", explicou.

A ministra ainda destacou a importância de os fiscais federais, estaduais e municipais se integrarem e afirmou que não existe defesa agropecuária isolada em estados ou em municípios.

Defesa agropecuária
Durante o lançamento dos programas, Kátia Abreu fez um rápido balanço sobre as ações de defesa agropecuária desenvolvidas pelo Mapa este ano e projeções para 2016, dando efetividade ao Plano de Defesa Agropecuária.

O ministério tem ajudado e trabalhado em parceria para que os únicos três estados que ainda têm casos de febre aftosa - Roraima, Amapá e Amazonas - erradiquem a doença até o final deste ano.

O objetivo é que 100% país seja declarado livre de febre aftosa com vacinação, status que será pleiteado pelo Brasil junto à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) em maio de 2016. O Mapa também espera obter da entidade o reconhecimento de 14 estados como zonas livres de peste suína clássica.

A ministra lembrou que este ano já transferiu por meio de convênio R$ 26 milhões para investimento em defesa agropecuária a 12 estados. As demais unidades da federação ainda não receberam a verba por estarem inadimplentes. "Assim que os estados gastarem essa parcela, já temos mais recurso pronto para o ano que vem", disse.

A ministra também destacou o Programa Nacional de Combate às Moscas-das-Frutas, que destinará R$ 12 milhões para o combate da praga nos pomares brasileiros em parceria com a Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas). (Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento/Mapa)

 
 
Setor agrícola dos EUA pode ter em 2015 menor lucro desde 2002

O setor rural dos Estados Unidos deve encerrar 2015 com mais uma queda de lucratividade após o pico registrado em 2013, puxado pelo tombo nos preços dos grãos e de produtos pecuários. A previsão foi feita pelo Departamento de Agricultura do país (USDA), que estima que o resultado líquido dos produtores rurais do país este ano será de US$ 55,9 bilhões. Em agosto, o órgão havia projetado um lucro de US$ 58,3 bilhões Se a nova projeção for confirmada, o lucro agrícola do país será o menor desde 2002, tanto em termos reais como nominais. Em relação ao melhor resultado da história, registrado em 2013, esse resultado líquido representaria uma retração de 55%. Já na comparação com o resultado do ano passado, quando a rentabilidade já vinha em baixa, o lucro deve cair 38%.

O órgão americano calcula que a renda com a produção agrícola do país ficará em US$ 18,2 bilhões, uma retração de 8,7% na comparação anual, por conta da desvalorização dos preços de milho, soja e trigo. Já a receita do setor pecuário deverá chegar a US$ 25,4 bilhões, o que representaria uma redução de 12%, puxado pela desvalorização dos preços do leite, dos suínos, frangos e bovinos. Para compensar a queda dos preços, os subsídios governamentais deverão crescer e alcançar US$ 10,8 bilhões, um aumento de 10,4% na comparação com o desembolso do ano passado. Em contrapartida, os gastos também devem arrefecer, na ordem de 2,3%, estima o USDA, por conta da redução dos custos com energia e com ração.

Apesar disso, o risco financeiro para os produtores rurais americanos deve crescer neste ano, "indicando aumento da pressão financeira no setor", sinalizou o departamento. Entretanto, o órgão observou que a relação entre dívida e capital próprio deve se manter em patamares historicamente baixos. (As informações são do Valor Econômico)

 
 
Importações chinesas de leite em pó caem para menor volume em seis anos
 
As importações chinesas de leite em pó caíram para apenas 19,46 milhões de quilos em outubro, 37,8% a menos que em setembro para o menor volume mensal total desde 2009. Com relação ao ano anterior, as importações de leite em pó em outubro caíram 37%. Nos 10 primeiros meses, as importações acumuladas de leite em pó da China ficaram 44,2% menores que no ano anterior.

As importações de leite em pó desnatado ficaram particularmente fracas, em 7,98 milhões de quilos, o menor volume em três anos. As importações de leite em pó desnatado foram quase 50% menores que no ano anterior e 58,8% menores que em setembro em uma base média diária. As importações chinesas de leite em pó integral também não impressionaram; caíram para o menor volume em 13 meses, de 11,48 milhões de quilos. Isso foi 25,3% menor do que em outubro de 2014 e 15,7% menor o que os volumes médios diários de setembro.

É difícil determinar se esses dados decepcionantes implicam que a demanda por leite em pó da China está declinando, se a produção doméstica de leite em pó integral está deslocando as importações, ou se os estoques chineses continuam grandes o suficiente para desestimular mais importações.

Talvez tudo isso tenha parcela de culpa. Seja qual for a razão, a queda na demanda chinesa por leites em pó é particularmente preocupante para a indústria de lácteos da Nova Zelândia. O país está enfrentando uma competição mais acirrada pelo estreitamento do mercado. A Nova Zelândia ainda mantém uma grande participação nas importações de leite em pó integral da China, mas em outubro, somente 40% das compras de leite em pó desnatado da China vieram da Nova Zelândia. Em termos absolutos, a Nova Zelândia enviou 68,1% a menos leite em pó desnatado para a China em outubro do que em setembro.

Ao mesmo tempo, companhias da Europa estão ganhando terreno. As exportações da França de leite em pó desnatado para a China alcançaram o maior valor em 11 meses mesmo com as importações totais de leite em pó desnatado pela China caindo para seu menor valor em três anos. Em outubro, a França foi responsável pela maior parte do mercado de leite em pó desnatado do que em qualquer outro mês desde dezembro de 2002. Até Europa e Rússia retomarem suas relações comerciais, os processadores europeus provavelmente terão grandes volumes de leite em pó. Pena que o maior comprador mundial de leite em pó parece ter perdido seu apetite. (As informações são do Daily Dairy Report)

 
Café da manhã debaterá desafios das cadeias produtivas de aves, suínos e laticínios
As entidades organizadoras do V AVISULAT ¬ Congresso e Feira Brasil Sul de Avicultura, Suinocultura e Laticínios realizam no dia 10 de dezembro, quinta¬-feira, às 9h, no Centro de Eventos FIERGS (Av. Assis Brasil, 8787 ¬ Sala D3 ¬ 300), em Porto Alegre, um Café da Manhã com tema Desafios das cadeias produtivas para o cenário econômico de 2016, para imprensa e convidados do setor. O evento tem como objetivo refletir o ano que encerra sob o ponto de vista desses setores, destacar os desafios para 2016 a partir de dados e leitura de cenários e apresentar os preparativos para a 5ª edição do AVISULAT, de 22 a 24 de novembro de 2016. (Fonte: Agrolink com informações de assessoria)