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Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 16 de dezembro de 2020                                                  Ano 14 - N° 3.369


“O Agro Brasileiro vai alimentar 2 bilhões de pessoas” diz Alceu Moreira em balanço de gestão como presidente da FPA

Presente ao evento, o vice-presidente da República, general Hamilton Mourão caracterizou o agronegócio nacional como “o gigante brasileiro”
O deputado Alceu Moreira (MDB-RS) apresentou nesta terça-feira (15) balanço de gestão durante o biênio 2019/20 - período em que o congressista esteve presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). Alceu citou conquistas do setor nestes dois anos e agradeceu aos demais parlamentares membros da bancada, em meio a reunião-almoço da FPA, que contou com a presença do vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, e do ministro-chefe da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos.
Durante os dois anos que esteve à frente da FPA, Alceu Moreira precisou enfrentar um período atípico, por conta da pandemia do novo Coronavírus. Momento em que a Frente Parlamentar da Agropecuária trabalhou arduamente para garantir condições de trabalho e saúde aos produtores rurais e todo o ciclo que envolve o agronegócio no país, sobretudo o abastecimento e a qualidade do alimento na mesa do brasileiro em um momento tão delicado.
O vice-presidente Hamilton Mourão destacou a atuação da FPA em meio a pandemia ao dizer que “quando a economia mundial parecia que iria afundar, de uma forma irreversível, alguns gigantes apareceram e, no nosso país, esse gigante chama-se agronegócio”. Mourão explicitou que em momento algum o agro brasileiro parou. “Esse gigante continua a trabalhar incessantemente, colocando alimento de extraordinária qualidade na mesa, não só dos 200 milhões de brasileiros, mas também para mais de 800 milhões de pessoas que habitam o mundo afora”.
Ele destacou ainda que “o papel da FPA é muito importante, pois a Frente Parlamentar da Agropecuária faz parte dos anseios do governo e da sociedade”. Fala complementada pelo presidente eleito da FPA, deputado Sérgio Souza (MDB-PR), ao afirmar que “a pauta do governo é a pauta da FPA, assim como os interesses da frente agropecuária são os interesses do governo federal. Com essas forças unidas caminhamos mais facilmente”.
Alceu Moreira fez questão de enfatizar a parceria da FPA com o Ministério da Agricultura (MAPA), na pessoa da ministra Tereza Cristina. “Somos um corpo só, a FPA e o MAPA são cúmplices dos melhores atos e atitudes, falamos pelo Brasil que dá certo. Nós queremos um país altamente competitivo, uma agricultura moderna, que preserve a questão ambiental e principalmente tenha condição de propor a pauta ambiental para discutir a verdade sobre o Brasil com o restante do mundo”, declarou Moreira.
Por fim, o parlamentar disse ter aprendido muito durante o período que ocupou o cargo de presidente da FPA. “Sou muito melhor deputado agora do que era há dois anos. Foram meus colegas que me ensinaram assim e quero agradecer a todos”. Alceu encerrou pontuando que “o agro brasileiro vai alimentar 2 bilhões de pessoas em 10 anos, desde que as pautas importantes para o setor sejam aprovadas no Congresso Nacional”. (FPA)


Mapa altera norma que trata da rotulagem de produto de origem animal

O Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento publicou, hoje, no Diário Oficial da União a Instrução Normativa nº 67, de 14 de dezembro de 2020 altera e retifica o anexo da Instrução Normativa MAPA nº 22, de 24 de novembro de 2005. Esta norma trata-se da rotulagem de produtos de origem animal. Os estabelecimentos produtores de produtos de origem animal têm o prazo de 180 (cento e oitenta) dias, a partir da vigência desta Instrução Normativa, para ajustar a rotulagem de seus produtos e atualizar os respectivos registros no sistema informatizado. As alterações passam a valer a partir do dia 4 de janeiro de 2021. Acesse aqui a Instrução Normativa nº 67, de 14 de dezembro de 2020 e confira as alterações. (DOU)

 

Mercado internacional para exportação de produtos de origem animal registra crescimento em 2020

Em 2020, foram abertos 24 novos mercados para exportação apenas de produtos de origem animal para consumo humano e produtos para a alimentação animal. Além disso, houve a reabertura do mercado dos Estados Unidos para a carne bovina brasileira. Os dados estão no 9º relatório de atividades do Serviço de Inspeção Federal (SIF), divulgado nesta terça-feira (15).  

“Isso demonstra que, mesmo durante a pandemia, o trabalho realizado pelo setor produtivo e pela Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) manteve-se forte. A exportação para mais de 180 países demonstra a robustez do serviço oficial brasileiro”, destaca a diretora do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal, Ana Lucia Viana. 

Para que um mercado seja aberto, as autoridades sanitárias dos países importadores avaliam o serviço oficial brasileiro, o que muitas vezes ocorre por meio de missões internacionais que auditam o serviço de inspeção e os estabelecimentos produtores. Além disso, são negociados entre as autoridades sanitárias brasileira e dos países importadores modelos de certificados sanitários internacionais contendo os requisitos sanitários exigidos pelos países.

Durante este ano, as tratativas para que essas missões pudessem ser viabilizadas foram realizadas por meio de videoconferência. No período de julho a novembro, por exemplo, foram avaliados 54 estabelecimentos registrados no Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal para verificar o atendimento de requisitos específicos para habilitação para exportar seus produtos para o mercado chinês.

Estão registrados no SIF 3.342 estabelecimentos de produtos de origem animal nas áreas de carnes e produtos cárneos, leite e produtos lácteos, mel e produtos apícolas, ovos e pescado e seus produtos derivados. Além de 2.999 estabelecimentos de produtos destinados à alimentação animal.

No mês de novembro foram realizados 48 turnos adicionais de abate que foram requisitados de forma emergencial pelos abatedouros frigoríficos de aves, bovinos e suínos registrados junto ao SIF.

Em novembro, não foi registrada nenhuma paralisação de atividades de abatedouros frigoríficos sob inspeção federal por motivos relacionados a ocorrência de Covid-19. Confira aqui o 9º Relatório de atividades do Serviço de Inspeção Federal. (MAPA)


Jogo Rápido

Aprovada recuperação fiscal de Estados
A Câmara dos Deputados aprovou ontem o texto-base do projeto de renegociação das dívidas dos Estados e que amplia a possibilidade de crédito com aval do Tesouro Nacional. Isso permite que governadores consigam crédito mais barato porque, em caso de calote, a União paga a dívida. O texto foi aprovado por 381 votos a 57. Agora, ainda falta a análise de destaques, que podem mudar o teor da proposta. O projeto estabelece o Plano de Promoção do Equilíbrio Fiscal (PEC) para Estados que não têm o nível de endividamento tão alto, mas que têm dificuldade para pagar servidores e fornecedores. Como contrapartida, será exigido um corte de, pelo menos, 20% de incentivos fiscais nos três primeiros anos. O projeto foi apresentado pelo deputado Pedro Paulo (DemRJ) em abril depois que a discussão da proposta Plano Mansueto acabou, na prática, sendo arquivada na esteira da aprovação do auxílio emergencial para os Estados e municípios – que garantiu um alívio de R$ 125 bilhões. O plano busca trazer soluções para os Estados mais endividados (Rio, Minas e Rio Grande do Sul), os que não conseguem crédito com aval da União e os que não conseguiram cumprir o teto de gastos, que impede que as despesas cresçam em ritmo superior à inflação. Dos 20 Estados que adotaram a regra como contrapartida à renegociação em 2016, 11 não cumpriram a regra em 2019, segundo o Tesouro. (Correio do Povo)


 

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Porto Alegre, 15 de dezembro de 2020                                                  Ano 14 - N° 3.368


Para além das alíquotas
A transformação financeira do Rio Grande do Sul não é pirotecnia. É uma construção lenta, sólida, que deve ser tramada a partir de uma sequência de ações e decisões coerentes. Chegamos ao final de 2020 prestes a votar na Assembleia Legislativa mais um bloco de medidas, que representam uma rodada essencial para consolidar o processo de equilíbrio fiscal - uma etapa da nossa agenda de soluções.
Muito embora tentem reduzir o debate à questão da prorrogação de alíquotas do ICMS, o conjunto de projetos é mais amplo. Também propusemos iniciativas de cidadania fiscal, simplificação tributária e disciplina sobre os gastos, entre outras. Reduzem a discussão às alíquotas porque é mais cômodo, já que, obviamente, a sociedade não gosta de pagar impostos. Ninguém gosta.

É necessário lembrar que começamos a colher os frutos das reformas administrativa e previdenciária já aprovadas, que irão gerar uma economia de R$ 18 bilhões em 10 anos e reduziram a despesa com pessoal em 4,2% em 2020. No entanto, ainda estamos longe do equilíbrio sustentável. São conquistas que nos dão autoridade. Vale dizer: nenhuma proposta sobre alíquota foi apresentada antes de enorme esforço na redução da despesa.

Nossa reforma previdenciária foi reconhecida pelo Centro de Liderança Pública (CLP) como a melhor e mais profunda do Brasil. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) indicou que as nossas mudanças anteciparam resultados previstos para 2034 sobre o gasto com inativos. Voltamos a pagar o salário dos servidores em dia, depois de 57 meses de parcelamento. Promovemos ajustes e avançamos na privatização, com a venda iminente da CEEE Distribuidora.

O fato é: agora, abrir mão de R$ 2,8 bilhões em ICMS abala o ciclo virtuoso da gestão responsável das finanças públicas do Estado. O governo não é um elemento à parte da sociedade. Como uma grande empresa, quando quebra, ele arrasta outros negócios, pois o Estado é contratante de uma série de fornecedores que saem prejudicados. Pedimos um voto de confiança. Um novo solavanco não pode interromper o percurso consistente que estamos trilhando e que levará o Estado para um futuro de equilíbrio fiscal e retomada de investimentos. (Artigo de Eduardo Leite para Zero Hora)


GDT – Global Dairy Trade

Fonte: Global Dairy Trade – Adaptado Sindilat/RS

Planejamento forrageiro aumenta em 40% a produção de leite no RS

O planejamento forrageiro tem se mostrado eficiente para aumentar a produção leiteira em propriedades do programa Balde Cheio no Rio Grande do Sul. Dados de fazendas integrantes do programa indicam que o uso de pastagens perenes e precoces, além de outros ajustes tecnológicos no manejo animal, incrementaram em até 40% a produção de leite por vaca, trazendo um caráter inovador ao manejo forrageiro e animando os produtores que participam do projeto no estado. 

Planejar a propriedade para o cultivo das pastagens é uma tarefa que exige conhecimento sobre o ambiente de produção e assessoria técnica. A análise do solo, para correção da acidez e adubação, por exemplo, é uma das tarefas básicas. Mas outro aspecto geral, além da busca pelo incremento da produção, tem avizinhado o trabalho de gestão dos pastos realizado nas propriedades do Balde Cheio no RS: os vazios forrageiros que ocorrem no estado nos períodos de transição entre as estações quentes e frias do ano. 

A alternativa encontrada pelos técnicos para atacar o problema foi a perenização da produção forrageira, com o uso de pastagens como BRS Kurumi, BRS Capiaçu e tíftons (grama perene forrageira), além do capim-sudão BRS Estribo, que apesar de não ser perene, tem possibilidade de semeadura precoce e longo ciclo de produção. “O aspecto inovador está em oferecer pastagens perenes de verão como alternativa para vazios forrageiros, e por consequência, elas também fornecem pasto até o outono do ano seguinte, porque concluem o ciclo com a chegada do inverno e a presença de geadas”, explica o analista da Embrapa Clima Temperado Sérgio Bender, um dos coordenadores do Balde Cheio no estado.

Segundo a pesquisadora da Embrapa Pecuária Sul, que também é uma das coordenadoras do programa no RS, Renata Suñé, as plantas perenes apresentam muitos benefícios aos sistemas de produção. “Uma das vantagens das forrageiras perenes é que no começo da estação favorável, elas já estão estabelecidas e com seu sistema radicular desenvolvido. Isso possibilita a rápida produção de forragem e consumo. Além disso, embora tenham um custo inicial de implantação mais alto, nos anos seguintes o custo é muito baixo, já que depende apenas da refertilização. Outra vantagem é que, por conta do sistema radicular mais robusto, elas protegem melhor o solo do pisoteio e, uma vez que são perenes, não apresentam períodos de solo descoberto, como no caso da implantação das anuais”, destaca. 

Segundo a engenheira agrônoma Adriana Vargas, que representa a Fundação Maronna e atende uma propriedade do Balde Cheio em Alegrete (RS), o planejamento forrageiro é etapa fundamental para o sucesso da atividade leiteira, principalmente se o sistema de produção for à base de pastagem, como no caso da Fronteira Oeste do estado. “No projeto Balde Cheio, esse é um dos fundamentos para se ter uma produção com baixo custo e estável ao longo do ano”, ressalta. 

Nas propriedades atendidas, o planejamento é estruturado também para minimizar os efeitos negativos dos vazios forrageiros do outono e da primavera, bem como da estiagem. “O produtor é orientado pelos técnicos a implantar espécies e variedades que se adequem ao tipo de solo e sistema de produção da sua propriedade. As perenes de verão tífton 85 e BRS Kurumi são algumas variedades recomendadas, assim como o capim-sudão BRS Estribo, que tem se destacado como forrageira muito adaptável a diversos tipos de solo e fertilidade, principalmente pela sua tolerância ao déficit hídrico”, pontua Adriana Vargas. (MAPA)


Jogo Rápido

Câmara dos Deputados aprova as compensações da Lei Kandir
A Câmara dos Deputados aprovou, ontem, o repasse progressivo até 2037 de R$ 58 bilhões a estados e municípios como compensação pelas perdas com a Lei Kandir. O texto vai à sanção do presidente Jair Bolsonaro. A Lei Kandir, de 1996, prevê a isenção de pagamento de ICMS sobre exportações de produtos primários ou semielaborados. (Correio do Povo)


 

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Porto Alegre, 14 de dezembro de 2020                                                  Ano 14 - N° 3.367


Projeto do governo sobre ICMS - Base aliada resiste a prorrogar alíquotas

O governo do Estado segue enfrentando dificuldades em obter na base aliada os votos suficientes para aprovar o PL 246/2020, projeto de lei que está na pauta de votação de amanhã na Assembleia. A tendência é a de que apresente alterações no texto como forma de conseguir um acordo, venha ele da base ou não. O 246 é o projeto que, em meio a uma série de outros pontos, prevê a prorrogação da majoração das alíquotas do ICMS que vigoram no RS desde 2016. 

Neste domingo, seguiam fortes as resistências entre os dois aliados com maior número de cadeiras na Assembleia, o MDB (oito deputados) e o PP (seis deputados). O líder do governo na Casa, Frederico Antunes (PP), afirma que há margem para negociação. E, frente às resistências dos aliados, faz acenos aos independentes e à oposição. “Estamos conversando com quem deseje conversar. (...) Se acontecerem os ajustes e forem mantidas as garantias de serviços que são essenciais, quem será contra?”, questiona. 

Havia a expectativa de que a bancada do MDB se posicionasse após a audiência virtual com o governador na sexta-feira, mas isto não ocorreu. Nova reunião foi marcada para hoje, no final do dia. Mas, entre deputados da sigla, há quem considere que o partido pode não fechar questão também nesta segunda. Ao menos três dos oito deputados estão irredutíveis em dar seu aval ao que classificam como “aumento de impostos.” 

​No PP, partido do líder, dois deputados já se manifestaram contra. “O projeto, da forma que está, tenho certeza de que não passa. Para o governo ter alguma chance, vai precisar trabalhar nesta linha, de alteração. Dentro da bancada esta costura se dá nesta segunda, mas meu voto é contra aumento e não há chance de mudar minha posição”, adianta o líder da bancada do PP, Sérgio Turra. (Correio do Povo)


Ranking posiciona a Languiru como a segunda maior cooperativa de produção do Rio Grande do Sul

O novo ranking 500 Maiores do Sul, elaborado pelo Grupo Amanhã e consultoria da PwC, foi apresentado oficialmente no dia 08 de dezembro, em coletiva de imprensa. Considerando as cooperativas de produção do Rio Grande do Sul, a Languiru assume o 2º lugar, atrás apenas da coirmã Cotrisal, de Sarandi. Entre as 100 maiores empresas do Estado, cooperativas ou não, a Languiru evolui uma posição e está no 44º lugar. Em se tratando da região Sul, segue na posição 118. Esse desempenho mantém a Languiru como a maior organização com sede no Vale do Taquari a figurar no ranking.

O anuário destaca empresas líderes do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, além das 500 consideradas emergentes, tomando como referência o desempenho econômico no exercício de 2019.

Crescimento: “O ranking considera indicadores de 2019, mas a pandemia de 2020 impôs uma nova realidade e ajustes de planejamento, ao mesmo tempo em que valorizou o sistema de governança e a diversificação, que permitem à Languiru estabilidade na crise. Apesar das dificuldades, projetamos crescimento de 25% no exercício, com faturamento bruto de R$ 1,8 bilhão”, avalia o presidente Dirceu Bayer. Essa “caminhada” deve seguir em 2021. “A Languiru está atenta ao crescimento de sua estrutura e do quadro social, além de novos projetos, como a queijaria, mais uma oportunidade para associados e futuras gerações, que têm a possibilidade de crescer junto com a cooperativa da qual são donos. O cooperativismo é muito representativo no desenvolvimento econômico e social, refletindo na geração de empregos, renda e impostos”, conclui.

500 Maiores do Sul: “Os balanços de 2019 retratam um momento de mudança. Na próxima edição teremos uma leitura do desempenho em 2020, ano difícil e complexo. Vemos pela criatividade e empenho de todos que em 2021 inicia uma nova etapa da economia”, destaca o presidente do Grupo Amanhã, Jorge Polydoro. Sócio da PwC Brasil, Rafael Biedermann valoriza o desempenho das cooperativas de produção, especialmente seus processos de industrialização da matéria-prima. “Percebemos a força do setor cooperativo com a melhora na governança. No geral, os resultados desta edição denotam, mesmo com os desafios enfrentados, a pujança da economia da região Sul, com crescimento na comparação à última edição do ranking." O anuário 500 Maiores do Sul se baseia no Valor Ponderado de Grandeza (VPG). O índice considera o patrimônio líquido (50% no cálculo do VPG), a receita líquida (40%) e o lucro líquido ou prejuízo (10%). (Languiru)


Final do Ideas For Milk 2020: desafio de Startups acontecerá dia 16 de dezembro

A final da competição Ideas For Milk 2020 - Desafio de Startups foi remarcada para o dia 16/12. O evento foi adiado nessa quinta-feira, 10/12, por questões técnicas de transmissão. A estruturação da apresentação está mantida.

Os sete finalistas responderão às perguntas dos 21 avaliadores representantes da cadeia do leite do Brasil, Argentina, Angola e Portugal. Participam iniciativas de startups e empresas de 4 estados brasileiros e Luanda, na Angola. A competição foi acirrada!  Para chegar às 7 iniciativas escolhidas para a final, 181 avaliadores analisaram 47 projetos, vindos de 13 estados brasileiros, além de propostas da Argentina e Angola.

Conheça os sabatinadores das Startups finalistas

Angola - Alaney Doria - Ceo Alien Group

Argentina - Cristian Chiavassa - Socio Grupo Chiavassa

Portugal - Filipe Rodrigues - ISMAI

Brasil - Altair Albuquerque - CEO Texto Comunicação, Ana Paula Menegatti - Diretora Baba Mais Leite, Cezar Taurion - Socio Cia. Tecnica, Jacques Gontijo - Socio Fazenda São João, Jacqueline Ceretta - Sócia Agropecuária Ceretta, Janilson Bezerra - Diretor TIM Brasil, Joao Cruz - Diretor Sebrae, Marcelo Carvalho - CEO Agripoint, Maria Thereza - Socia Terra do Leite, Mauricio Silveira - Socia Fazenda Santa Luzia, Mauro Carrusca - CEO Ker Innovation, Monica Cerqueira - Profa. UFMG e RBQL, Marcos Veiga - Prof. USP e OnFarm, Renê Machado - Gerente Nestlé, Roberto Jank - Socio Agrindus, Ronan Damasco -Diretor Microsoft Brasil, Sergio Soriano - Gerente Fazenda Colorado, Silvana Novais - Diretora Inaes/Faemg

Veja os finalistas do Ideas For Milk - 2020 - Desafio de Startups:

1)  Equipe Enactus site propõe um site que funcione como ponte entre produtores de queijo e órgãos de regulamentação.

2)  UAICUP é uma caneca para análise da qualidade do leite. O dispositivo faz a contagem de células e ainda identifica a presença de resíduos de antibióticos.

3)  Milk FARM ECO Teste tem foco no controle de resíduos de antibiótico detecta 8 diferentes grupos de antibióticos com alta sensibilidade e é controlado por aplicativo.

4) Nutrilac é um app que elabora uma formulação de dieta específica para o rebanho e calcula as quantidades cada alimento e o custo.

5) MooPocket é um app capaz de extrair medidas biométricas de bezerros e novilhas a partir de imagens, estimar o seu peso, e transmitir os dados ao sistema de gestão

6)  QR Cattle é um software que faz a biometria sem contato. O programa é capaz de identificar o animal por meio da leitura dos pontos nodais do focinho

7) Cows Company é um sistema integrado para melhorar a organização dos produtores de leite e promover a criação de associações comunitárias. A iniciativa é de Luanda, Angola.

As informações são da Embrapa.


Jogo Rápido

Produção/Chile
A indústria chilena captou 1.775,9 milhões de litros de leite. O aumento da produção se manteve durante todo o ano, sendo a zona sul a que mais produziu. De acordo com o Escritório de Estudos de Políticas Agrárias (Odepa), entre janeiro e outubro de 2020, a captação de leite no Chile cresceu 6,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, totalizando 1.775,9 milhões de litros. Ao conseguir encadear nove meses consecutivos de alta, o dado se traduz em incremento interanual de 105,7 milhões litros a mais, observando-se os dados positivos em 5 das 6 regiões informadas pelo ODEPA para o período.  Uma melhora nas condições de comercialização do leite cru e um clima favorável, principalmente na zona Sul, permitiram sustentar esta recuperação produtiva ao nível nacional e aumentar, de forma consistente, o abastecimento de leite das fábricas. A ODEPA diz que o preço real ao produtor em outubro alcançou 281,5 pesos por litro. (Fonte: DiarioLechero – Tradução livre: www.terraviva.com.br)


 

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Porto Alegre, 11 de dezembro de 2020                                                  Ano 14 - N° 3.366


Chuvas predominam no RS nos próximos sete dias

Nos próximos sete dias, o tempo chuvoso deverá predominar em todo o Estado, com chuvas mais expressivas na região Norte. É o que aponta o o Boletim Integrado Agrometeorológico nº 21/2020, divulgado pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR), em parceria com a Emater-RS e Irga.

No decorrer da sexta (11), haverá aumento da nebulosidade e a chegada de um novo sistema frontal pela região Sul do Estado. No sábado (12) e domingo (13), as chuvas acompanhadas de trovoadas deverão ocorrer em todas as regiões, devido à passagem de uma frente fria. Os maiores volumes são esperados nas regiões Norte e Oeste, podendo oscilar entre 50 e 70 mm.

Na segunda-feira (14), o sistema frontal avança em direção a Santa Catarina, mas ainda há ocorrência de chuvas na Metade Norte, principalmente na madrugada e pela manhã. Na terça-feira (15), o tempo firme e as temperaturas máximas acima de 30°C deverão predominar em grande parte do Rio Grande do Sul.

Na quarta (16), haverá aumento da nebulosidade, e as instabilidades retornam sobre o Estado devido à formação de uma região de baixa pressão (cavado), que deverá provocar temporais isolados, típicos de verão, na Metade Norte.

Os totais de chuva mais significativos deverão oscilar entre 65 e 80 mm no Alto Uruguai, nas Missões e no Planalto. Nas demais regiões do Estado, os valores deverão variar entre 10 e 60 mm.

O boletim também avalia as condições atuais das culturas de trigo, soja, uva, e arroz. O documento completo pode ser consultado clicando aqui.


Nota de Conjuntura Mercado de Leite e Derivados Dezembro de 2020

No cenário internacional, mesmo com os impactos negativos da pandemia na economia mundial, a percepção geral foi de que os efeitos no setor lácteo não foram expressivos. A produção de leite nos principais exportadores veio crescendo durante o ano, com os maiores aumentos vindos da União Europeia e dos Estados Unidos. Os preços internacionais se recuperaram na segunda metade do ano, com boa demanda por parte da Ásia, em especial da China. 

No Brasil, havia uma expectativa de retomada do crescimento econômico no início de 2020, que foi afetada pelo Covid-19. Além da pandemia, diversos fatores impactaram o mercado lácteo nacional: desvalorização do real frente ao dólar, elevação dos custos de produção, crescimento das exportações de commodities agrícolas, estímulos à renda com os auxílios governamentais, condições climáticas adversas, mudanças de comportamentos do consumidor com a pandemia, para citar alguns. 

Pelo lado da oferta, o custo de produção de leite cresceu durante praticamente todo o ano, puxado pelo concentrado. A seca que atingiu o Sul no início do ano, voltou a causar estragos no final de 2020, afetando também a produção de leite. Na balança comercial, no primeiro semestre houve pouco leite importado, mas a partir de julho a situação se inverteu e o País importou um volume 91% maior no período de julho a novembro de 2020 em relação a 2019.

Já pelo lado da demanda, as preocupações do início da pandemia, com o isolamento social e o fechamento do comércio foram superadas positivamente. Com o auxílio emergencial, que proporcionou aumento da renda média da população, e os novos comportamentos de consumo domiciliar dos brasileiros, houve aumento da demanda por lácteos. 

A conjunção destes fatores fez com que a disponibilidade interna de leite ficasse menor no primeiro semestre e se recuperasse no segundo, na comparação com o ano anterior. Essa baixa disponibilidade interna no início do ano e o consumo firme impulsionaram as cotações dos lácteos. Os preços dos derivados no atacado atingiram recordes históricos ou chegaram próximos a estas marcas (Figura 1). Entre janeiro e novembro de 2020, na média, houve alta de 21% no leite UHT, 25% no leite em pó fracionado e 29% no queijo muçarela, na comparação com o mesmo período de 2019. O leite no mercado Spot acumulou alta de 34% no mesmo período. Essas elevações refletiram nos pagamentos ao produtor, principalmente a partir de junho, quando o preço do leite teve forte trajetória de alta até atingir seu máximo histórico em outubro de R$2,16 por litro. Na média do ano, os preços nominais ao produtor ficaram 20% acima de 2019. 

Neste último mês de 2020, alguns elementos continuam desafiadores: clima na região Sul, alto custo de produção de leite, queda no preço do leite em novembro e o mercado valorizado do boi gordo colocam pressão negativa sobre a produção nacional. No atacado, os preços do leite UHT voltaram a subir, enquanto no mercado de queijo muçarela a reação dos preços foi menor. O mercado Spot também voltou a ter uma alta mais expressiva. Por outro lado, as importações seguem elevadas. 

Para o início de 2021, o custo de produção deve permanecer mais alto e a oferta ainda limitada, devido ao clima. O cenário de preços ao produtor vai depender ainda do comportamento do consumo, impactado positivamente pela possível recuperação da economia, mas pressionado pelo fim do auxílio emergencial e desemprego elevado. (CiLeite)

 

SOORO RENNER ajudando você a enxergar um futuro melhor

Premiada com dois Selos Sesi ODS empresa mostra ótima reação à crise

A verdade é que existe um planejamento para o futuro. Pode ser que em tempos de crise seja difícil observar com calma, mas há sim uma meta traçada para todos nós. Todos nós, mesmo. 

A Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu em 2015 os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, chamados de ODS. Esse projeto visa construir um mundo realmente moderno e maduro até 2030.

É um guia para mostrar para a humanidade, as organizações, as sociedades e as pessoas em particular, quais são as principais preocupações do nosso mundo moderno. Pois, existe um caminho traçado, e nós estamos firmes nele. 

Receber um Selo Sesi ODS demonstra para as empresas que elas estão no rumo certo. Ajudando na construção de uma sociedade mais igualitária, madura, organizada e sustentável.

Assim foi o caso da SOORO RENNER, contemplada em duas categorias.

Como as empresas estão construindo o novo mundo: Muito se fala sobre o futuro como se ele fosse uma força da natureza. A frase mais comum é “precisamos nos adaptar aos novos tempos”. Dessa maneira, parece que o futuro é uma onda, e nós somos um barco, sendo balançado e empurrado para lá e para cá.

Entretanto, a SOORO RENNER acredita que o nosso papel não é se adaptar ao futuro somente, mas ajudar na construção. As organizações não são apenas barcos sendo puxadas ao sabor das marés, elas são forças atuantes, capazes de lançar alicerces para o futuro.

Por essa razão, a SOORO RENNER foi contemplada com dois prêmios, oferecidos pelo Sesi ODS, uma iniciativa do Sistema Fiep, no Paraná.

O selo de Ações de Prevenção e Combate com o projeto Juntos Contra a Covid-19  e o selo de Ações Pós-pandemia com o projeto Investindo durante a Pandemia para auxiliar na reconstrução da economia. 

Esses dois selos mostram como enxergar o futuro é mais do que apenas esperar ser atingido por uma onda. Primeiro, é necessário planejar, entender como podemos ajudar e quais são as forças necessárias para mudar o mundo.

Depois, inicia-se a ação. Com a persistência de quem tem fé nas próprias ações, e a paciência de quem compreende que os resultados levam tempo.

Que até 2030 todas as empresas do mundo possam estar alinhadas com os mesmos propósitos. Para que cada um dos 17 objetivos estipulados pela ONU se torne verdade e possamos viver, todos, em um mundo muito mais sólido, resistente, saudável e sustentável. (SOORO)


Jogo Rápido

Mapa apresenta principais ações realizadas em 2020
Em 2020, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) dedicou boa parte de suas ações aos esforços para minimizar os efeitos da pandemia do Novo Coronavírus. Desde os primeiros meses, foram planejadas medidas para garantir o abastecimento de alimentos para a população e diminuir os impactos sobre a renda dos produtores rurais. Apesar da pandemia, o ano terminou com o setor agropecuário obtendo um bom desempenho, com aumento das exportações, ampliação de mercados e previsão de safra recorde de grãos. Também houve aumento de recursos para o Plano Safra, ampliação do seguro rural e medidas para desburocratizar o acesso ao crédito rural. Também tiveram destaque neste ano programas de assistência técnica e a regularização fundiária, que avançou, com a entrega de mais de 65 mil títulos. Em 2020, o Brasil continuou a ampliar seu potencial agroambiental, com novos programas e ações que garantem a produção sustentável. Serviços essenciais para os produtores foram digitalizados e modernizados. Ouça o Mapacast sobre a Retrospectiva 2020. Acompanhe a Retrospectiva das ações do Mapa em 2020.  (MAPA)


 

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Porto Alegre, 10 de dezembro de 2020                                                  Ano 14 - N° 3.365


Recepção de leite no 3º trimestre de 2020

No 3º trimestre de 2020, a aquisição de leite cru feita pelos estabelecimentos que atuam sob algum tipo de inspeção sanitária (Federal, Estadual ou Municipal) foi de 6,45 bilhões de litros, equivalente a aumentos de 2,6% em relação ao 3° trimestre de 2019, e de 10,7% em comparação com o trimestre imediatamente anterior.
 
Apesar dos impactos econômicos causados pela pandemia do COVID-19, esse resultado representa um recorde para um 3º trimestre, levando em consideração a série histórica, iniciada em 1997. No Gráfico I.12 é possível perceber um comportamento cíclico no setor leiteiro, em que os 3º trimestres regularmente apresentam incremento em relação ao período precedente, impulsionado pelo início da safra em algumas das principais bacias leiteiras do País. O mês de maior captação dentro do período, foi agosto, no qual foram contabilizados 2,18 bilhões de litros de leite.

No comparativo do 3º trimestre de 2020 com o mesmo período em 2019, o acréscimo de 163,81 milhões de litros de leite captados, em nível nacional, é proveniente de aumentos registrados em 10 das 26 UFs participantes da Pesquisa Trimestral do Leite. Em nível de Unidades da Federação, os incrementos mais significativos ocorreram no Paraná (73,72 milhões de litros), Minas Gerais (66,89 milhões de litros), Santa Catarina (28,28 milhões de 26 litros) e Bahia (22,75 milhões de litros). Em compensação, as reduções mais relevantes ocorreram em Goiás (-27,32 milhões de litros), Espírito Santo (-7,9 milhões de litros) e Mato Grosso (-5,77 milhões de litros). Minas Gerais continuou liderando o ranking de aquisição de leite, com 25,1% da captação nacional, seguido por Paraná (14,7%) e Rio Grande do Sul (13,8%) (Gráfico I.13).

Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o preço líquido médio do litro de leite pago ao produtor no 3º trimestre de 2020 foi de R$ 1,94, valor 41,6% acima ao praticado no trimestre equivalente do ano anterior. Em comparação ao preço médio auferido no 2° trimestre de 2020, houve aumento de 34,0%. (Gráfico I.14).

Gráfico I.14 - Evolução do preço líquido médio do leite cru pago ao produtor (R$/l)¹ - trimestres 2015-2020

Segundo o IPCA, o item Leite e derivados teve alta de 15,93% no acumulado de janeiro a setembro de 2020, acima do Índice geral da inflação, de 1,34%. Todos os sete subitens apresentaram variação positiva no período, sendo que as altas mais expressivas foram relacionadas ao Leite longa vida (+30,38%), Leite em pó (+11,85%) e Leite condensado (+8,78%). O item Iogurte e bebidas lácteas (+1,08%) foi o único a apresentar variação inferior ao Índice geral (Gráfico I.15).

A maior parte da captação de leite pelos laticínios brasileiros foi realizada por estabelecimentos de grande porte, que receberam mais de 50 mil litros de leite/dia (15,0% do total de estabelecimentos) e foram responsáveis por 86,0% do volume de leite cru captado no 3º trimestre de 2020 (Tabela I.13).

No 3º trimestre de 2020 participaram da Pesquisa Trimestral do Leite 1 852 estabelecimentos, 737 registrados no Serviço de Inspeção Federal (SIF), 820 nos Serviços de Inspeção Estadual (SIE) e 295 nos Serviços de Inspeção Municipal (SIM), respondendo, respectivamente, por 91,5%, 7,9% e 0,6% do total de leite captado. O Estado do Amapá foi 29 a única Unidade da Federação a não participar da Pesquisa por não apresentar estabelecimento elegível ao universo investigado. (Fonte: IBGE/Terra Viva )

 


Quais são os preços do leite nos principais países produtores?

Preços – Na Argentina está ocorrendo redução no preço em relação ao ano anterior na ordem de 8,6%. Junto com o Uruguai, são os únicos países cujos valores caíram. Nos demais houve aumento de preços.

O Observatório da Cadeia Láctea Argentina (Ocla) publicou um levantamento do preço do leite ao produtor em dólares por litro dos principais países produtores do mundo, em outubro.

O OCLA também publicou os valores de Reais, Euros e Dólar neozelandês, convertidos ao dólar norte-americano no câmbio oficial. O preço de cada 100 libras de leite dos Estados Unidos foi dividido por 45,359. (Fonte: Revista Chacar – Tradução livre: www.terraviva.com.br)


Jogo Rápido

1º Workshop de Inovação Financeira do Agronegócio
Acontecerá no próximo dia 16/12/2020, quarta-feira, a partir das 09h, no canal da ENAGRO no Youtube, o 1º Workshop de Inovação Financeira do Agronegócio . O objetivo desse Workshop é criar uma exposição de serviços financeiros inovadores para o campo, visando aproximar empresas e produtores em prol do desenvolvimento de soluções inovadoras para o agronegócio. (ENAGRO)


 

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Porto Alegre, 09 de dezembro de 2020                                                  Ano 14 - N° 3.364


Painel internacional debaterá a pecuária de leite e corte e a sucessão familiar

Com painelistas do Uruguai, Argentina, Estados Unidos e Brasil, o 1º Painel Internacional de Extensão em Pecuária de Leite e Corte, promovido pela Universidade de Passo Fundo (UPF), debaterá as experiências dentro e fora do país com a atividade pecuária e fará uma reflexão sobre a situação atual e as perspectivas da pecuária de corte e leite para os próximos anos. O encontro ocorre de forma virtual, com transmissão pelo canal do YouTube da UPF Online, nos dias 10 e 17 de dezembro. A programação inicia-se às 17h30min e vai até às 21h em ambos os dias.

De acordo com o organizador do evento, professor João Ignácio do Canto, a ideia é apresentar e dialogar sobre os desafios, impactos sociais, ambientais e econômicos na vida e na rotina das pessoas envolvidas na produção e no processo de transição familiar. “O nosso objetivo é também dar visibilidade aos trabalhos e promover uma reflexão multidisciplinar sobre sua importância para a comunidade, universidade e acadêmicos”, destaca o coordenador.

Paralelamente ao evento, estarão expostos os projetos de extensão inscritos, produzidos pelos acadêmicos da disciplina de Extensão do curso de Medicina Veterinária.
As inscrições são gratuitas e podem ser feitas clicando aqui. (Assessoria de imprensa Sindilat/RS)

Para se inscrever, clique aqui.
 
Programação 10/12

17h30min às 17h50min - Abertura

17h50min às 18h – Visão da Embrapa Pecuária Sul para o futuro da pecuária nos campos sul brasileiros
Dr. Fernando Flores Cardoso, chefe geral da Embrapa Pecuária Sul, Bagé / Rio Grande do Sul (Brasil)

18h às 18h10min – Intercooperação na produção pecuária
Márcio de Andrade Madalena, diretor do Departamento de Cooperativismo e Acesso a Mercados da Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo do MAPA, Brasília

18h10min às 18h20min – Extensão Rural no RS – Ações da Emater
Geraldo Sandri, presidente da Emater do Rio Grande do Sul

18h20min às 18h30min – Perspectivas cenário lácteo EUA
Professora Dra. Fernanda Carolina Ferreira, pesquisa e extensão: Universidade da Califórnia / Davis / Califórnia (EUA)

18h30min às 18h40min – Estratégias da extensão na pecuária de corte na Flórida
Professor Dr. João Henrique Jabur Bittar, pesquisa e extensão: Universidade da Flórida / Gainesville / Flórida (EUA)

18h40min às 18h50min – Inovação e tecnologia na pecuária do Uruguai
PhD. Fábio Montossi, Investigador Principal Referente do INIA Tacuarembó (Uruguai)

18h50min às 19h – Extensão pecuária no estado de Washington 
Professor Anibal J. Pordomingo, pesquisador do INTA: Estação Anguil / La Pampa (Argentina)

19h às 19h20 – Gestão da produção leiteira no Estado de Santa Catarina
Carlos Mader, responsável pela gestão da cadeia leiteira (EPAGRI) no Estado de Santa Catarina

19h20min às 19h30min – Intervalo

19h30min às 20h50min - Painel multidisciplinar de debate com convidados.

20h50min às 21h – Encerramento 

Programação 17/12

17h30min às 18h30 – Abertura

18h30min às 19h30min - Apresentação dos acadêmicos

19h30min às 20h30min - Painel multidisciplinar sobre curricularização da extensão na Universidade de Passo Fundo

20h30min às 21h – Painel de encerramento

(Assessoria de imprensa Sindilat/RS)


Aneel revisa cadastro de produtores que possuem descontos na energia elétrica

Nova resolução vai estabelecer um prazo para cadastramento dos consumidores rurais a partir de 2021 até 2023

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu nesta terça-feira, 8, rever o cadastro de consumidores de classes rurais, incluindo atividades de irrigação e aquicultura, e de esgoto e saneamento.

Os subsídios para os produtores rurais são pagos pela Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que é bancada por todos os brasileiros por meio da conta de luz. O cadastro desses consumidores para receber os descontos foi suspenso em janeiro deste ano, após a Associação Brasileira de Distribuidoras de Energia Elétrica (Abradee) alegar dificuldade de cumprir os prazos estabelecidos.

A nova resolução estabelecerá o reinício do prazo para cadastramento dos consumidores a partir de 2021 até 2023. A princípio, o cadastro poderia ser feito até 2021.

De acordo com dados da Aneel, em 2019, foram concedidos R$ 2,9 bilhões em subsídios para a classe rural; R$ 919,1 milhões para atividades de irrigação e aquicultura; e R$ 789,6 milhões para o setor de água, esgoto e saneamento.

Em 2019, o governo editou decreto que põe fim aos subsídios dos consumidores rurais do país. Os descontos serão eliminados, gradativamente, no prazo de cinco anos. O texto permitiu, no entanto, que produtores que fazem uso da irrigação possam acumular também o benefício oferecido aos rurais – o que havia sido proibido no governo de Michel Temer -, até que seja extinto. (Canal Rural)

Dairy Vision 2020 tem participação de mais de 350 pessoas em sua versão digital!

Entre os dias 1 e 4 de dezembro foi realizado o Dairy Vision 2020, evento anual voltado para tendências e inovações do setor lácteo. Em sua sexta edição, o evento inovou no formato online, o que permitiu apresentar 30 palestras, ministradas por grandes nomes de 14 países.

“De início, nossa ideia era não ter o evento neste ano, em função da pandemia. Porém, com a experiência que acumulamos nos eventos digitais, percebemos que seria possível fazer este evento no formato digital”, explica Marcelo Carvalho, CEO da AgriPoint.

O evento contou com 350 inscritos – do Brasil, EUA, Holanda, Reino Unido, Uruguai, Argentina, Bolívia e Rússia – e mais de 250 pessoas online em média em cada um dos dias.

Todo o conteúdo foi gravado e as palestras ficarão disponíveis para serem assistidas novamente nos próximos 60 dias. Segundo os participantes, o formato online surpreendeu e não deixou nada a desejar em relação ao evento presencial. A plataforma interativa permitiu o envio de perguntas e comentários, o que enriqueceu ainda mais o conteúdo, principalmente durantes os debates oferecidos ao final de cada painel.

​O programa abrangente e instigante foi muito elogiado e os inscritos se sentiram convidados a se abrir ao novo e a pensar “fora da caixa”. O Dairy Vision do próximo ano, já tem data marcada: será nos dias 24 e 25 de novembro de 2021, em Campinas/SP! (Milkpoint)


Jogo Rápido

Câmara Brasil-Alemanha aborda o agronegócio
A Câmara Brasil-Alemanha no RS realiza sua última reunião-almoço de 2020 amanhã, ainda em formato virtual, via Zoom e Youtube. Dirceu Bayer, presidente da Cooperativa Languiru, de Teutônia, falará sobre a força do agronegócio brasileiro na pequena propriedade. A Languiru foi fundada em 1955 por um grupo de 174 agricultores e hoje atua nas áreas de suínos, aves, embutidos, laticínios, varejo e postos de combustível. O encontro será realizado entre 11h e meio-dia, aberto e gratuito para todos os públicos, com espaço destinado a perguntas encaminhadas por escrito via chat. Inscrições no site. (Correio do Povo)

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Porto Alegre, 08 de dezembro de 2020                                                  Ano 14 - N° 3.363


Correio do Povo, Zero Hora e Emater/RS são os vencedores do 6º Prêmio Sindilat de Jornalismo

Jornalistas do Correio do Povo, Zero Hora e da Emater/RS levaram os primeiros lugares em suas categorias na 6ª edição do Prêmio Sindilat de Jornalismo. A revelação do pódio foi feita de maneira virtual na tarde desta terça-feira (8/12), com transmissão via Facebook. O jornal O Informativo do Vale, a Rádio Guaíba e a Rádio Press também destacaram-se nas categorias Impresso, On-line e Eletrônico, respectivamente (confira lista completa abaixo).

Na categoria Impresso, o 1º lugar foi para o repórter Danton Júnior, do Correio do Povo, com o trabalho “Área em transformação”, que teve colaboração do jornalista Otto Tesche. Na categoria Eletrônico, a ganhadora foi Ellen Bonnow, da Emater/RS, com o trabalho “Programa de dieta para vacas em lactação está aumentando a produtividade de leite”. Na categoria On-line, o 1º lugar ficou Karen Viscardi, da Zero Hora, com o trabalho “Leite A2 é opção para intolerantes e alérgicos à proteína do produto”, que contou com a colaboração de Leticia Szczesny. Neste ano, a premiação recebeu inscrições de 32 trabalhos publicados entre 26/10/2019 e 23/11/2020, que foram avaliados pela Comissão Julgadora composta por representantes do Sindicato dos Jornalistas (Sindjor-RS), da Associação Riograndense de Imprensa (ARI), da Farsul e da Fetag.

Conforme destacou o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, neste ano, por conta da pandemia de Covid-19, a importância do trabalho da imprensa foi reforçada mesmo com os desafios impostos. "Chegamos a pensar no cancelamento desta edição justamente pela dificuldade de fazer matérias no interior, mas também achávamos que, nesse período, as notícias não pararam e os meios de comunicação foram e estão sendo fundamentais", avaliou. Parte da Comissão Julgadora, a presidente do Sindijor-RS, Vera Daisy Barcellos, afirmou que iniciativas como o prêmio, que valorizam a produção dos profissionais de comunicação, são altamente relevantes. "É um evento valioso para a categoria", pontuou.

Conheça os vencedores:

Impresso
- 1º lugar: Danton Júnior, do Correio do Povo, com o trabalho “Área em transformação” - colaboração do jornalista Otto Tesche

- 2º lugar: Nereida Vergara, do Correio do Povo, com o trabalho “Do balde ao Robô”

- 3º lugar: Mônica da Cruz, do O Informativo do Vale, com o trabalho: “Investimento no bem-estar para garantir a produção”

On-line
- 1º lugar: Karen Viscardi, da Zero Hora, com o trabalho “Leite A2 é opção para intolerantes e alérgicos à proteína do produto” - colaboração de Leticia Szczesny

- 2º lugar: Leonardo Vieceli, da Zero Hora, com o trabalho “Preço do leite sobe com mudança no consumo e dólar em alta”

- 3º lugar: Alessandra Bergmann, do Campo e Batom, com o trabalho “Pesquisadoras em silagem de colostro e mastite no gado leiteiro”

Eletrônico

- 1º lugar: Ellen Bonnow, da Emater/RS, com o trabalho “Programa de dieta para vacas em lactação está aumentando a produtividade de leite”

- 2º lugar: Sandro Fávero, Rádio Guaíba, com o trabalho “Pedido de socorro de produtora de leite repercute todo o país”

- 3º lugar: Alessandra Bergmann, do Campo e Batom, com o trabalho “Pesquisadoras em silagem de colostro e mastite no gado leiteiro”

(Assessoria de imprensa Sindilat/RS)


Embrapa divulga finalistas do Ideas For Milk 2020 - Desafio de Startups

O Ideas for Milk 2020 - Desafio de Startups entra em sua fase final com a disputa de 7 finalistas de 4 estados brasileiros e Luanda, na Angola. A competição foi acirrada! Os 181 avaliadores, representantes de toda a cadeia do leite brasileira, analisaram 47 projetos, vindos de 13 estados brasileiros, além de propostas da Argentina e Angola.

Os selecionados disputarão o título de melhor solução para a cadeia do leite na final da competição que acontecerá dia 10 de dezembro, no canal da Embrapa no Youtube, em transmissão ao vivo, às 15h.

Conheça os finalistas:
A equipe Enactus propõe um site que funcione como ponte entre produtores de queijo e órgãos de regulamentação. A ideia é facilitar o acesso à informação e reduzir o tempo de certificação de 5 para 2 anos.

Já a UAICUP é uma caneca para análise da qualidade do leite. O dispositivo faz a contagem de células e ainda identifica a presença de resíduos de antibióticos. Também para controle da qualidade do leite, o Milk FARM ECO Teste tem foco no controle de resíduos de antibiótico. O equipamento detecta 8 diferentes grupos de antibióticos com alta sensibilidade e é controlado por aplicativo que guarda dados na nuvem.

Nutrilac é um app que elabora uma formulação de dieta específica para o rebanho e calcula as quantidades de cada alimento e o custo.

A MooPocket é um app capaz de extrair medidas biométricas de bezerros e novilhas a partir de imagens, estimar o seu peso, e transmitir os dados ao sistema de gestão da fazenda. Já o QR Cattle é um software que faz a biometria sem contato.

O programa é capaz de identificar o animal por meio da leitura dos pontos nodais do focinho e funciona como o CPF do animal.

De Luanda, na Angola, veio a Cows Company, um sistema integrado para melhorar a organização dos produtores de leite e promover a criação de associações comunitárias de monitoramento do gado de leite. (Embrapa)

 

 

Leite/Oceania

A preocupação dos produtores de leite na Austrália é em relação à onda de calor que está cobrindo a maior parte do país. Com o verão apenas começando, analistas observam que as temperaturas em grandes no interior estão atingindo 45ºC.

De um modo geral, as temperaturas recordes ocorrem em janeiro. Inúmeros focos de incêndio já estão sendo relatados em New South Wales, Victoria e Queensland. A lembrança dos enormes incêndios do ano passado, que circundaram a Terra com fumaça, aumenta a apreensão, e que o calor extremo antecipado seja o prenúncio de novos desastres.

O volume de sólidos na Nova Zelândia atingiu 267.666 milhões de quilos, conforme divulgado pelo site CLAL, e foi 0,28% superior ao volume de outubro do ano passado. A produção de leite chegou a 3.240 milhões de toneladas, com elevação de 0,84% em relação a outubro de 2019.

No acumulado da temporada (junho-outubro de 2020) houve aumento percentual de 1,84 em relação ao mesmo período de 2019. A produção sazonal até outubro está 2,07% acima do volume registrado no mesmo período de 2019.

O clima excepcionalmente seco na Nova Zelândia está causando uma preocupação crescente sobre os impactos adversos na produção de leite no verão. Observadores acreditam que seria necessário chuvas para manter a produção de leite maior do que a registrada no ano passado. (Fonte: Usda – Tradução Livre: Terra Viva)


Jogo Rápido

Conab - Conselho elege novo presidente
O Conselho da Administração da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) elegeu José Samuel de Miranda Melo Júnior como novo presidente da instituição. Guilherme Soria Bastos, no cargo desde fevereiro, foi exonerado. A posse está prevista para hoje, em cerimônia virtual. Melo Júnior é doutor em Administração, mestre em Economia com ênfase em Comércio Exterior e Relações Internacionais e já atuou como presidente do Instituto de Metrologia e Qualidade Industrial do Maranhão. (Correio do Povo)


 

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Porto Alegre, 07 de dezembro de 2020                                                  Ano 14 - N° 3.362


Balança comercial: importações voltam a subir

Segundo dados divulgados nessa sexta-feira (04/11) pela Secretaria de Comércio Exterior (SECEX), as importações brasileiras de derivados lácteos apresentaram, em novembro, o patamar mais elevado desde setembro/2016.

No total, foram importados cerca de 189 milhões de litros de leite equivalente no mês, um aumento de 4% em relação a outubro/2020. Ao compararmos esse valor com o mesmo mês de 2019, encontramos uma variação significativa de +117%. Já quanto às exportações, o volume foi de 8,3 milhões de litros, uma queda de 30% em relação ao mês anterior, mas 47% maiores que as de novembro/2019. Assim, o saldo da balança comercial de lácteos foi de -180 milhões de litros (em equivalente leite), uma queda de 7% no déficit quando comparado a outubro/20.

Gráfico 1. Saldo da balança comercial brasileira de lácteos, 2017 a 2020.

Fonte: Elaborado pelo MilkPoint a partir dos dados do COMEXSTAT

As importações em 2020 se mantiveram em elevados patamares na segunda metade do ano, resultado de um mercado com baixa disponibilidade de leite e derivados. Ainda, em julho e agosto, observamos um cenário aquecido e com altos preços para esses produtos, estimulando o fechamento de novos contratos. Apesar de setembro e outubro terem apresentado uma situação mais complicada, com demanda desaquecida e retração de preços no atacado, não foi verificada uma redução dos patamares para os importados. Por outro lado, a pouca disponibilidade de leite no Mercosul e produtos importados com preços menos competitivos podem afetar o fechamento de novos contratos.

Entre os produtos importados pelo Brasil, o leite em pó integral, o leite em pó desnatado e queijos foram aqueles com maior participação na pauta importadora em novembro. Deles, apenas o leite em pó desnatado apresentou aumento, com uma variação de 116% no volume importado. Outro produto que apresentou considerável aumento foi a manteiga, com variação positiva de 182% – refletindo a baixa disponibilidade de gorduras lácteas atualmente no mercado brasileiro.

Em relação às exportações, os produtos que têm maior participação no volume total exportado foram o leite condensado e o creme de leite, que juntos, representaram 52% da pauta exportadora. Porém, pode-se observar que houve retração significativa no volume vendido de leite condensado, em 49%. Entre os produtos com maior redução, se destacam o leite em pó desnatado (-100%), manteigas (-78%) e leite modificado (-58%). Apesar da queda das exportações em novembro/20, o volume, em equivalente-leite, foi 47% superior a novembro/2019 e, no acumulado do ano, o aumento é de 54%.

Na tabela 2, é possível observar as movimentações do comércio internacional de lácteos no mês de novembro deste ano.

Tabela 2. Balança comercial láctea em novembro de 2020


Mapa promove capacitação nas plataformas e aplicativos agroclimáticos do Inmet

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) promove no dia 14 de dezembro, das 15h às 17h30, um minicurso virtual de capacitação nas plataformas e aplicativos agroclimáticos do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O evento é voltado para atender aos técnicos agropecuários, produtores rurais, profissionais do mercado de seguro rural e instituições financeiras, bem como gestores governamentais que executem políticas públicas voltadas ao setor agrícola.

No ano em que completou 111 anos, o Inmet lançou várias novidades na prestação dos serviços de previsão do clima e do tempo. Um novo portal foi criado e dois novos aplicativos estão facilitando o acesso da sociedade às informações agroclimáticas.

A coordenadora-geral de Meteorologia Aplicada, Desenvolvimento e Pesquisa do Inmet, Márcia Seabra, explica que o curso irá apresentar as ferramentas e produtos meteorológicos que podem auxiliar o agronegócio brasileiro. “Dentre as ferramentas destaca-se os aplicativos do Sistema de Suporte à Decisão Agropecuária (Sisdagro) e de Previsão de Tempo do Inmet, além do prognóstico climático de chuva e temperatura para o primeiro trimestre de 2021”, finaliza.
"Os serviços agroclimáticos prestados pelo Inmet são importantes na gestão de riscos do agronegócio e fundamentais para apoiar o setor agrícola em suas decisões de planejamento e manejo agropecuário”, diz o diretor do Departamento de Gestão de Riscos do Mapa, Pedro Loyola.

Para participar do evento, basta acessar no dia e horário agendados a seguinte plataforma Teams que pode ser acessada clicando aqui.

Os interessados não precisam realizar inscrições, mas é recomendado que baixem os aplicativos e conheçam os boletins e informativos do portal do Inmet.

O aplicativo INMET de previsão do tempo está disponível nas versões para Android e IOS.

O aplicativo SISDAGRO está disponível, por enquanto, apenas na versão para Android. Portal do Inmet

Os Boletins mensais agroclimáticos podem ser acessados aqui em torno do dia 10 de cada mês

Os Informativos meteorológicos semanais podem ser acessados aqui.

Previsão do Tempo: O Inmet disponibiliza um aplicativo de Previsão do Tempo com diversas funcionalidades e informações meteorológicas. Além da previsão de tempo para todo o Brasil, o aplicativo oferece informações em tempo real de todas as estações meteorológicas do instituto, imagens de satélite, mapas de previsão numérica do tempo e imagens de radar meteorológico.

O grande diferencial do aplicativo são os avisos meteorológicos. Sempre que um aviso meteorológico for emitido para a região do usuário, uma notificação será enviada diretamente para o celular com as informações do tipo de aviso, severidade e duração.

Sisdagro: O Sisdagro foi desenvolvido com o objetivo de apoiar usuários do setor agrícola em suas decisões de planejamento, monitoramento e tomadas de decisão. O seu público-alvo é constituído por produtores e extensionistas rurais, técnicos agropecuários e agrônomos, pesquisadores e gestores governamentais que executam políticas públicas voltadas ao setor agrícola.

O sistema oferece ferramentas para o monitoramento das condições agrometeorológicas vigentes até a data da consulta ao sistema, bem como condições previstas para os próximos cinco dias. Estas ferramentas fazem uso, em geral, de informações meteorológicas registradas em uma rede de estações do Inmet, bem como de dados obtidos pelo modelo de previsão numérica do tempo, referentes às variáveis: temperatura do ar, precipitação, umidade relativa do ar, velocidade e direção do vento e radiação solar.

Inmet: Desde 1909, o Instituto é responsável por monitorar e gerar informações meteorológicas; elaborar e divulgar em nível nacional a previsão do tempo; promover a execução de estudos e levantamentos climatológicos aplicados ao setor agrícola; acompanhar a evolução dos fenômenos climáticos El Niño e La Niña; coordenar, elaborar e executar programas e projetos de pesquisas agrometeorológicas; coordenar e operar as redes de observações meteorológicas e de transmissão de dados; entre outras funções.

Além disso, o Inmet representa o Brasil na Organização Meteorológica Mundial (OMM) e, por delegação da entidade, é responsável pelo tráfego das mensagens coletadas pela rede de observação meteorológica da América do Sul e os demais centros que compõem o Sistema de Vigilância Meteorológica Mundial. (As informações são do Mapa)

 

Leite/Europa

Observadores da Alemanha relataram que o período de menor produção de leite passou e a produção vem aumentando. A composição do leite também está melhorando. A tendência, em geral, é de que a produção de leite continue aumentando pelo menos até maio de 2021. A expectativa é de que esse padrão ocorra na maioria dos grandes países produtores de leite da Europa Ocidental.

As negociações do Brexit (União Europeia-Reino Unido) continuam em andamento. Se nenhum acordo for alcançado, no dia 1º de janeiro de 2021 os produtos que entram na UE procedentes do Reino Unido estarão sujeitos a procedimentos alfandegários completos, bem como procedimentos sanitários e fitossanitários, de acordo com a Eucolait. Os requisitos para produtos da UE que entram no Reino Unido terão um prazo de seis meses, para irem se adaptando, de acordo com o Modelo Operacional de Fronteiras do Reino Unido.

Na semana passada, foi alcançado um acordo para estabelecer uma transição da atual Política Agrícola Comum (PAC) e a futura PAC. A política atual expira no final de 2020. O acordo estende as regras existentes até o final de 2022.

Essa prorrogação permitirá que os países membros da UE continuem a fazer pagamentos diretos aos participantes do desenvolvimento rural.

A demanda por queijos no varejo tem sido bastante forte. Isso está sendo atribuído aos impactos do Covid-19 que estão levando as pessoas a fazerem suas refeições em casa. Em alguns casos as indústrias tiveram que recusar novos pedidos diante da falta de leite ou capacidade, ou de ambos.

As exportações de produtos lácteos pela Ucrânia de janeiro a setembro de 2020 estão abaixo das registradas no mesmo período do ano passado. As variações foram: Manteiga (-43,7%); Leite em pó desnatado (-27%); Leite em pó integral (-59,6%); e queijos (-21,1%), de acordo com o site CLAL. (Fonte: Usda – Tradução Livre: Terra Viva)


Jogo Rápido

Vencedores do 6º Prêmio Sindilat de Jornalismo serão anunciados nesta terça-feira
O Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat) anunciará, nesta terça-feira (08/12), às 14h, os vencedores da 6ª edição do Prêmio Sindilat de Jornalismo. Em função da pandemia, a entrega será realizada de forma virtual e poderá ser acompanhada através do Facebook do sindicato. Neste ano, o prêmio reconhece trabalhos nas categorias On-line, Impresso e Eletrônico. Para o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, o prêmio é de extrema importância, em especial neste ano, pois enaltece o trabalho realizado pelos jornalistas, que se mantiveram ativos para levar informação do campo à cidade. "Estamos muito contentes em promover mais uma edição do prêmio. Certamente, recebemos excelentes matérias sobre o setor lácteo, que ilustram muito bem os desafios e as conquistas do segmento ao longo do ano". (Assessoria de imprensa Sindilat)


 

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Porto Alegre, 04 de dezembro de 2020                                                  Ano 14 - N° 3.361


6º Prêmio Sindilat de Jornalismo divulga finalistas

Foram conhecidos nesta sexta-feira (4/12) os finalistas do 6º Prêmio Sindilat de Jornalismo. Em reunião virtual, a Comissão Julgadora compilou suas avaliações nas categorias Impresso, Eletrônico e Online e apresentou os trabalhos mais bem colocados. Segundo a presidente da Comissão, a jornalista Vera Daisy Barcellos (Sindicato dos Jornalistas), foi uma honra representar o time, que também contou com os jornalistas Antônio Goulart (ARI), Gerson Raugust (Farsul) e Eduardo Oliveira (Fetag). A Comissão Julgadora também teve voto da equipe Sindilat.

Em um ano impactado pela pandemia de Covid 19, os participantes tiveram que driblar as restrições para manter a reportagem de campo. “Repórter tem que fazer entrevistas, contraponto e uma apuração criteriosa”, indicou a presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do RS, ressaltando os critérios que fizeram o diferencial na escolha dos vencedores.

Neste ano, a entrega do 6º Prêmio Sindilat de Jornalismo será realizada de forma virtual. A live de anúncio dos vencedores será no dia 8/12, às 14h, por meio do Facebook do Sindilat.

Conheça os Finalistas:

Eletrônico
Alessandra Bergmann
Programa Campo e Batom
Reportagem: Pesquisadoras em silagem de colostro e mastite no gado leiteiro

Ellen Bonow
Programa Emater/RS
Reportagem: Programa de dieta para vacas em lactação está aumentando a produtividade do leite

Sandro Fávero
Rádio Guaíba/ Correio Rural
Reportagem: Pedido de socorro de produtora de leite repercute em todo país

Online
Alessandra Bergmann
Programa Campo e Batom
Reportagem: Pesquisadoras em silagem de colostro e mastite no gado leiteiro

Karen Viscardi
GaúchaZH
Reportagem: Leite A2A2 é opção para intolerantes e alérgicos à proteína do produto

Leonardo Vieceli
GaúchaZH
Reportagem: Preço do Leite sobe com mudança no consumo e dólar em alta

Impresso
Danton Jr
Correio do Povo
Reportagem: Área em transformação

Monica da Cruz
O Informativo
Reportagem: Investimento no bem-estar para garantir produção

Nereida Vergara
Correio do Povo
Reportagem: Do balde ao robô
(Fonte: Assessoria de Imprensa Sindilat)


Chuvas diminuem nos próximos sete dias

Nos próximos dias, haverá a redução das chuvas e as temperaturas máximas ficarão ligeiramente mais amenas, de acordo com o Boletim Integrado Agrometeorológico nº 20/2020 divulgado pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), em parceria com a Emater-RS e Irga.

Na sexta-feira (4), a incursão do sistema de alta pressão deverá manter o tempo firme e as temperaturas mais amenas em grande parte do Estado; há possibilidade de ocorrência de chuvas isoladas no Litoral Norte e na divisa com Santa Catarina.

No sábado (5) e domingo (6), ainda ocorrerá chuva de forma isolada na Serra do Nordeste e no Litoral Norte do Rio Grande do Sul. Entre a segunda (7) e terça-feira (8), as instabilidades persistem em grande parte do Estado, onde ocorrerão chuviscos e garoas, exceto na faixa Leste e no Nordeste, onde poderá ocorrer chuva isolada.

Na quarta-feira (9), o tempo seco e as temperaturas em elevação vão predominar na maioria das regiões. Os totais de chuva previstos mais significativos deverão oscilar entre 25 e 40 mm na Serra do Nordeste, no Litoral Norte e em parte do Alto Uruguai. Nas demais regiões do Estado, os valores deverão variar entre 0 e 20 mm.

O boletim também avalia as condições atuais das culturas de feijão primeira safra, milho, ovinos e bovinos de corte, bovinos de leite, mel e arroz. O documento completo pode ser consultado em www.agricultura.rs.gov.br/agrometeorologia. (Fonte: SEAPDR)

Leite/América do Sul

A produção de leite na América do Sul está, sazonalmente, em declínio com as altas temperaturas de verão reduzindo o conforto animal. Ainda assim, o volume de leite é descrito como adequado para atender a maioria das necessidades da indústria de processamento de alimentos, particularmente na Argentina e Uruguai.

Por outro lado, no Brasil, o volume de leite está bem abaixo da forte demanda das indústrias domésticas de processamento. Em termos de continente, o nível de consumo de produtos lácteos tem sido resiliente e forte, mesmo com novos bloqueios devido ao Covid-19, um movimento preventivo que evita qualquer excesso de oferta de leite cru.

Portanto, menos consumo de leite está equilibrando os estoques das indústrias em comparação com alguns meses atrás. Continua intensa a comercialização de leite em pó e queijos para o Brasil, Argélia e Rússia, mas os estoques estão limitados.

Em termos de clima, La Niña provoca condições climáticas diversas em todo o continente, mas, a qualidade e quantidade das forrageiras foram afetadas marginalmente, pelo menos até agora. No entanto, o plantio de soja e milho está atrasado devido ao clima muito seco ou muito chuvoso nas principais regiões agrícolas. (Fonte: Usda – Tradução Livre: Terra Viva)

AME


Jogo Rápido
Publicada resolução que permite a terceirização de aquisição de alimentos do PNAE
Alimentação Escolar – O Ministério da Educação - Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação publicou hoje, no Diário Oficial da União, a RESOLUÇÃO Nº 20, DE 2 DE DEZEMBRO DE 2020 alterando a Resolução/CD/FNDE nº 6, de 8 de maio de 2020, que dispõe sobre o atendimento da alimentação escolar aos alunos da educação básica no âmbito do Programa Nacional de Alimentação Escolar - PNAE. Esta resolução altera o cardápio e as formas de licitação do PNAE e permite a terceirização da aquisição de alimentos. Acesse aqui a Resolução nº 20, de 2 de Dezembro de 2020 completa. (Fonte: DOU – Elaboração: www.terraviva.com.br)


 

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 03 de dezembro de 2020                                                  Ano 14 - N° 3.360


PIB brasileiro sobe 7,7% no 3º trimestre, mas tem queda pontual no agro

Apesar da baixa no comparativo com o 2º semestre, o setor produtivo é o único com alta no acumulado do ano

O Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma dos bens e serviços finais produzidos no país, cresceu 7,7% no terceiro trimestre, em relação ao período anterior. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou nesta quinta, 3, os números das Contas Trimestrais, essa é a maior variação desde o início da série em 1996, mas ainda insuficiente para recuperar as perdas provocadas pela pandemia. O resultado indicou ainda que a economia do país se encontra no mesmo patamar de 2017, com uma perda acumulada de 5% de janeiro a setembro, em relação ao mesmo período de 2019.

Na comparação com o mesmo trimestre de 2019, o PIB, apresentou recuo de 3,9% e, em valores correntes, chegou a R$ 1,891 trilhão. Desse valor, R$ 1,627 trilhão em Valor Adicionado a Preços Básicos e R$ 264,1 bilhões em Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios.

Para a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis, o crescimento ocorreu sobre uma base muito baixa, quando o país estava no auge da pandemia no segundo trimestre. “Houve uma recuperação no terceiro, contra o segundo trimestre, mas se olharmos a taxa interanual, a queda é de 3,9% e no acumulado do ano ainda estamos caindo, tanto a Indústria quanto os Serviços. A Agropecuária é a única que está crescendo no ano, muito puxada pela soja, que é a nossa maior lavoura”, disse.

No terceiro trimestre a Indústria cresceu 14,8% e os Serviços subiram 6,3%. Já a Agropecuária registrou queda de 0,5%. De acordo com o IBGE, a expansão do PIB no período foi causada, principalmente, pelo desempenho da Indústria, com destaque para o crescimento de 23,7% no setor de Transformação. Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos também cresceram (8,5%), como a Construção (5,6%) e as Indústrias extrativas (2,5%).

“Olhando pela ótica produtiva, o destaque foi a Indústria de Transformação, até pelo fato de ter caído bastante no segundo trimestre (-19,1%), com as restrições de funcionamento. A Indústria cresceu como um todo 14,8%, e a de Transformação 23,7%, mas voltamos ao patamar do primeiro trimestre”, observou Rebeca.

A variação negativa de 0,5% na Agricultura foi consequência de um ajuste de safra. “O destaque é o crescimento de 2,4% no acumulado do ano, ante uma queda de 5,1% da Indústria e 5,3% dos Serviços”, informou.

Serviços: O setor de Serviços, que foi destaque no resultado e têm o maior peso na economia, registrou alta em todos os segmentos: Comércio (15,9%), Transporte, armazenagem e correio (12,5%), Outras atividades de serviços (7,8%), Informação e comunicação (3,1%), Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (2,5%), Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (1,5%) e Atividades imobiliárias (1,1%).

A coordenadora lembrou que o setor caiu 9,4% no segundo trimestre e agora avançou 6,3%, mas ainda não recuperou o patamar do primeiro trimestre. A explicação é que houve uma queda tanto na oferta quanto na demanda. “Mesmo tendo sido retiradas as restrições de funcionamento, as pessoas ainda ficam receosas para consumir, principalmente os serviços prestados às famílias, como alojamento, alimentação, cinemas, academias e salões de beleza. O desempenho melhorou em relação ao segundo trimestre, mas ainda não voltou aos patamares antes da pandemia”, apontou.

Consumo das famílias: Rebeca observou ainda que o consumo das famílias (65%) – o que mais pesa pela ótica da despesa -, teve expansão de 7,6%, resultado que é muito parecido com o do PIB. O indicador havia caído 11,3% no segundo trimestre, mas no terceiro, o consumo de bens subiu bastante, especialmente, bens duráveis e bens alimentícios da cadeia agroalimentar. “O consumo de serviços teve crescimento, mas foi bem menor do que a queda anterior, pois as famílias não voltaram a consumir no patamar anterior à pandemia”, indicou.

Investimentos: Os investimentos (Formação Bruta de Capital Fixo) subiram 11%, mas neste caso também, o desempenho está relacionado à base de comparação com o segundo trimestre em que havia caído 16,5%. “No acumulado do ano, a queda é de 5,5%. E o país ainda tem investimento em equipamentos importados e como o dólar está alto, influencia para baixo”, afirmou a coordenadora. (CANAL RURAL)


Inovações da cadeia leiteira e reflexos da pandemia pautam palestras

O processamento de leite nas indústrias foi o tema central do III Fórum Internacional do Agronegócio, realizado no dia 26 de novembro, com transmissão online pelo Youtube e via plataforma Zoom. O evento objetivou a apresentação de cases e novas tecnologias utilizadas mundialmente no setor agro, segmento chave na economia brasileira, especialmente no Estado do Rio Grande do Sul. Além de um panorama global do setor, os reflexos da pandemia na cadeia produtiva também receberam atenção.

Realização do Comitê Agro da Câmara Brasil-Alemanha, com apoio da Cooperativa Languiru e Ministério Alemão de Economia e patrocínio de Banrisul, o ciclo de palestras abordou “Perspectivas do cenário lácteo 2020-2021”, apresentado pelo secretário executivo do Sindilat/RS, Darlan Palharini; “Rastreabilidade na cadeia de leite: case Leite Languiru Origem”, com a Dra. Katherine Helena de Oliveira Matos, consultora da SIG Combibloc; “As boas práticas na fazenda”, detalhadas pelo gerente de fomento do Setor de Leite da Cooperativa Languiru, Mauro Aschebrock; e “Soluções Banrisul para o Agronegócio”, com o Superintendente Executivo da Unidade de Expansão de Agronegócios, Fouad Fabio Said.

Troca de experiências: O diretor executivo da Câmara Brasil-Alemanha, Dietmar Sukop, lembrou a edição anterior do Fórum, sediada pela Languiru em 2019. O presidente da cooperativa teutoniense, Dirceu Bayer, destacou a importância da cadeia produtiva do leite para a pequena propriedade, característica na área de atuação da Languiru. “O leite representa aproximadamente 95% do nosso quadro social. Nesse contexto, a tecnificação das propriedades rurais é essencial para a sucessão rural e ganhos em eficiência e qualidade, aliada à evolução nos processos industriais.”

Cenário: A pandemia desafiou toda a cadeia leiteira em 2020, cenário que segue indefinido para o próximo exercício. Palharini falou de momentos de insegurança, com dificuldades para a indústria, mas defende o fortalecimento do agronegócio brasileiro diante da crise. “A cadeia láctea responde por 2,81% do PIB do Estado, equivalente a cerca de R$ 13,5 bilhões; somos o terceiro maior produtor de leite do país, com 4,27 bilhões de litros/ano; produtores de leite estão presentes em 98,8% dos municípios gaúchos”, enumerou, apresentando tabela comparativa de produção e enaltecendo indicadores do Vale do Taquari, “muito próxima de índices dos Estados Unidos e Europa”. Por outro lado, alertou para a redução no número de produtores. “Mais de 33 mil deixaram a atividade entre 2015-2019.”

Palharini também mencionou as importações de leite da Argentina e do Uruguai. “Nossa cadeia leiteira precisa ser mais competitiva, seguindo o exemplo da avicultura e suinocultura nesse aspecto”, disse. Ainda mostrou preocupação com a forte estiagem. “A safra 2019-2020 foi muito prejudicada, temos perda de produção.” Também citou a necessidade da implantação de políticas de estado com apoio de entidades empresariais para o desenvolvimento de projetos, como o de irrigação; e questões relacionadas à reforma tributária no Estado, que prevê redução de créditos.

Mundo digital: Katherine abordou o pioneirismo da SIG e da Languiru com a rastreabilidade digital do leite. “Isso promove segurança e transparência na cadeia de alimentos. Especialistas afirmam que veremos mais mudanças na produção de alimentos na próxima década do que nos últimos 30 ou 40 anos. O avanço da tecnologia torna a produção de alimentos mais digitalizada”, enumerou.

A pandemia também trouxe consequências e acelerou tendências. “65% dos consumidores querem conhecer e saber a origem e processos de produção. Isso valoriza as marcas que compartilham, que contam a história dos seus produtos. O consumidor está muito mais conectado.” Valorizou o alto grau de diferenciação do Leite Languiru Origem, “de altíssimo valor agregado e qualidade superior, que usa a rastreabilidade para conversar com o consumidor e comprovar o seu valor, ao mesmo tempo que fortalece o orgulho dos produtores, fazendo a conexão deles com os consumidores da marca”.

Boas práticas: Antes mesmo da Instrução Normativa 77 (2018) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), no ano de 2015 a Languiru implantou o programa de Boas Práticas na Fazenda (BPF), um conjunto de atividades, procedimentos e ações adotadas na propriedade rural com a finalidade de obter leite de qualidade e seguro ao consumidor, que englobam desde a organização da propriedade, suas instalações e equipamentos, bem como formação e capacitação dos responsáveis pelas tarefas cotidianas.

“É preciso atenção desde o início da cadeia produtiva, pois ao longo do processo não é possível recuperar a qualidade. Com o BPF, além da qualidade, primamos pela segurança de todo processo, a sustentabilidade e o bem-estar dos animais e das pessoas. É possível mudar a ‘fotografia’ da propriedade rural com a organização de processos aliada ao acompanhamento técnico”, explicou Aschebrock.

O gerente de fomento igualmente valorizou a inovação tecnológica no campo, mencionando os investimentos dos produtores de leite em ordenha robotizada e outras ferramentas. “Com todos os ‘atores’ envolvidos na cadeia produtiva fazendo a sua parte, é possível a entrega de um produto de grande qualidade. Inclusive, a Languiru bonifica financeiramente os produtores a partir de índices técnicos de qualidade da matéria-prima”, concluiu.

Crédito: Encerrando o ciclo de palestras, Said valorizou o agronegócio gaúcho. “Somos o 6º Estado com maior valor bruto da produção agropecuária, o 3º na produção de grãos, o 4º de maior receita pecuária e o 2º nas exportações do agro. A receita da cadeia agropecuária em 2019 foi de R$ 192 bilhões, o equivalente a 40% do PIB gaúcho.”, concluiu. (Languiru)

 

 

Preço do leite ao produtor deve cair 2% em 2021, diz Rabobank

O Rabobank acredita que, em 2021, o preço médio do litro do leite fique em torno de 2% abaixo do observado em 2020. Segundo o analista de mercado do banco Andrés Padilla, a demanda será impactada pela retirada do auxílio emergencial e, a depender das condições climáticas no início do ano, o preço do leite pode ser menor.

“Apesar do cenário de estiagem no Brasil, se o preço produtor se manter nos patamares atuais, a produção deve crescer moderadamente na primeira metade do ano, o que deve resultar em preços menores ao produtor médio. Essa crescimento deverá ser impulsionado por Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Minas Gerais, mas principalmente por conta dos estados do Sul”, diz.

Segundo Padilla, mesmo com altas dos insumos e custos de alimentação do gado leiteiro, a produção no primeiro semestre deve crescer. “Mesmo com esse custo de produção elevado, ainda há uma margem vantajosa com o preço pago ao produtor em torno de R$ 2 por litro. Nosso cálculo prevê que a margem de lucro do produtor no começo de 2021 estará acima do que era no começo de 2020”, finaliza. (Canal Rural)


Jogo Rápido

Fórum Estadual de Vigilância Contra Febre Aftosa
Aconteceu hoje o Fórum Estadual de Vigilância contra a Febre Aftosa que teve o objetivo de mostrar as medidas que estão sendo adotadas para alcançar o reconhecimento da Organização Mundial de Saúde Animal como área livre de febre aftosa sem vacinação e as perspectivas de mercado para o setor produtivo da carne, na visão dos setores público e privado. A realização do evento integra as atividades de implementação do Plano Estratégico para a evolução do status sanitário de Febre Aftosa no Rio Grande do Sul. Para assistir o evento na íntegra, clique aqui. (Seapdr adaptado Sindilat/RS)