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Porto Alegre, 06 de novembro de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.141

 

 Balança comercial de lácteos: mesmo com alta do dólar, importações de leite em pó disparam

A balança comercial de produtos lácteos teve um déficit de 9.400 toneladas em outubro, volume 5 vezes maior que o déficit apresentado em setembro. Em valores, houve reversão na balança de lácteos: enquanto em setembro houve um saldo positivo de US$7,4 milhões, em outubro houve um déficit de US$12,6 milhões. A Tabela 1 abaixo traz os valores e volumes de importação por categoria de produto.

Tabela 1 - Balança comercial de lácteos - Outubro de 2015 (clique na imagem para ampliar). 

Fonte: MDIC; Elaboração: MilkPoint Inteligência

Novamente, o maior volume das exportações foi de leite em pó integral, com cerca de 5.200 toneladas exportadas a um preço médio de US$5.434/ton, com grande parte do volume destinado ao mercado venezuelano.

No entanto, também houve um crescimento expressivo nas importações de leite em pó em outubro: na soma dos volumes importados de leite em pó integral e desnatado, o crescimento foi de 75,9%, saindo de cerca de 7 mil toneladas em setembro para, aproximadamente, 13.470 toneladas em outubro, mesmo com a alta do dólar.

As importações de leite em pó, tanto integral quanto desnatado, tiveram origem majoritariamente do Uruguai (63,9%), seguido por Argentina (36,1%). Desde julho deste ano, Uruguai e Argentina tem mantido praticamente as mesmas participações nas importações brasileiras de leite em pó.


Nesse mês, a importação de queijos voltou a subir, saindo de 1.500 toneladas importadas em setembro para 1.900 importadas em outubro, um aumento de 26,9%. (A matéria é da Equipe MilkPoint, a partir de dados do MDIC)
 
 
 
El Niño alavanca preços globais dos alimentos em outubro, diz FAO

Os preços internacionais dos alimentos voltaram a subir em outubro, segundo a FAO, a Agência para Agricultura e Alimentação das Nações Unidas. O índice mensal da entidade, que mensura uma ampla cesta de alimentos, atingiu no mês passado 162 pontos, um aumento de 3,9% em relação a setembro. Segundo a FAO, a guinada se deveu ao fenômeno climático El Niño, que ameaça a oferta de algumas commodities.

O cenário do mês passado devolve, portanto, o otimismo registrado em setembro, quando o recuou pela primeira vez em 18 meses dado o panorama de oferta mais folgada. Apesar da guinada em outubro, a FAO lembra que, de modo geral, os preços dos alimentos ainda estão 16% menor que no mesmo período do ano passado. "A alta de outubro foi puxada pelas preocupações climáticas em relação ao abastecimento de açúcar e óleo de palma", afirmou a FAO, no relatório. 

O índice específico do açúcar subiu 17,2% em outubro, na comparação com o mês anterior. Foi o maior ganho no índice geral da FAO. Chuvas expressivas em grandes regiões produtores no Brasil impactaram a colheita, assim como a seca na Índia e na Tailândia. Essa composição climática contribuiu para que os futuros da commodity negociados na bolsa de Nova York acumulassem altas significativas nas últimas semanas. Já o índice referente aos óleos vegetais registrou alta de 6,2% em outubro. Segundo a FAO, "as preocupações se intensificaram em relação aos estragos que o El Niño possa fazer nas plantações de palma da Indonésia, ao mesmo tempo em que o plantio de soja no Brasil mostra progressos mais lentos também devido ao clima". Os cereais, por sua vez, subiram no mês passado 1,7%, na medida em que o tempo seco na Ucrânia e Rússia, que deverá reduzir a safra do ano que vem, puxou os preços do trigo. 

Apesar disso, ressaltou da FAO, os estoques globais do cereal deverão permanecer em níveis confortáveis. Em relação aos preços dos lácteos, o índice mensal da FAO registrou um aumento de 9,4% entre setembro e outubro, refletindo os temores de queda na oferta global devido às entregas inferiores da Nova Zelândia. Os preços das carnes mantiveram-¬se estáveis em outubro. (Valor Econômico)

 

Caminhoneiros preparam greve e cobram renúncia de Dilma

Convocados pelo Comando Nacional do Transporte, caminhoneiros autônomos irão iniciar greve por tempo indeterminado na próxima segunda-feira, com pretensão de atingir todo o país. A pauta não traz reivindicações da categoria. As lideranças assumem publicamente que o objetivo é pressionar pela renúncia da presidente Dilma Rousseff.

Integrantes do movimento dizem que a lista de reivindicações permanece a mesma apresentada em fevereiro, quando houve uma greve de caminhoneiros que gerou problemas logísticos, ameaças de desabastecimento e terminou, já em março, em confronto da Força Nacional e da Polícia Rodoviária Federal com os motoristas em Camaquã.

- A nossa pauta do transporte existe e não foi atendida. Alguns pontos dela são redução do preço do óleo diesel, criação da tabela do preço mínimo do frete, carência de 12 meses para quem tem financiamento de caminhão no BNDES (no total, são 10 reivindicações). Agora, a pauta é a deposição da presidente - explicou Fábio Luis Roque, caminhoneiro de Santa Rosa e liderança do Comando Nacional do Transporte.

Um dos principais líderes, Ivar Schmidt, de Mossoró (RN), foi enfático em um vídeo de convocação à greve publicado na página do movimento no Facebook, com mais de 28 mil curtidores.

- A nossa principal reivindicação é a saída da Dilma Rousseff - disse Schmidt.

Eles admitem ter uma "aliança" com grupos anti-Dilma como Vem Pra Rua, Brasil Livre, Avança Brasil e Revoltados On Line. A ideia é deslocar parte dos veículos, sobretudo do Distrito Federal e de Goiás, para Brasília até o próximo dia 15. Os caminhoneiros pretendem se juntar a manifestantes que estão acampados na capital federal para pressionar pelo impeachment ou pela renúncia.

Como a organização é por fora dos sindicatos, por meio de uma rede de contatos de Facebook e WhatsApp, é difícil estimar a adesão. Alguns profissionais estão divididos.

- Achamos que não dá para ir à estrada sem uma pauta da categoria, somente para pedir impeachment. Vamos atender a solicitação do comando em parte. Ficaremos parados em casa e veremos o que vai acontecer - explicou o caminhoneiro Odi Antônio Vani, de Palmeira das Missões.

Estado poderá ter 10 pontos de concentração
Roque estima que, na segunda-feira, o Rio Grande do Sul deverá ter pelo menos 10 pontos de concentração de caminhões em estradas. Soledade e Santa Rosa serão locais de protesto. As outras cidades são mantidas em sigilo pelos organizadores. O caminhoneiro reconhece que a maioria dos motoristas vai paralisar as atividades com a opção de ficar em casa. A expectativa é de que transportadoras também se agreguem.

Sindicatos e federações da categoria são contrários à greve.

- Pelo o que percebemos, alguns infiltrados estão usando o caminhoneiro para instigar um golpe de Estado, querem derrubar o governo - afirma André Costa, presidente da Federação dos Caminhoneiros Autônomos do RS e de SC.
Há um clima de incerteza sobre a dimensão que a iniciativa poderá tomar.
- Os sindicatos não estão envolvidos com isso, não temos nada a ver com isso, mas a situação do caminhoneiro é a pior possível. Os fretes caíram 30%, o óleo diesel subiu três vezes, os pedágios cresceram 15%. Para quem está desesperado, é imprevisível. Já tem muito caminhão parado por falta de carga, e os fretes oferecidos não cobrem os custos - avalia Nélio Botelho, do Movimento União Brasil Caminhoneiro.

O governo federal monitora, preocupado com a possibilidade de agitação política em momento de enfraquecimento do impeachment no Congresso. Outro alerta soa no Palácio do Planalto com a hipótese de ampliação da crise econômica caso ganhe força a paralisação no transporte de cargas.

- A maior parte dos sindicatos é contra a greve e vemos nisso um movimento que efetivamente tem viés político muito forte. Estamos acompanhando a movimentação dentro daquilo que costumamos fazer - afirma o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. (Zero Hora)

 
 

Mais Leite Saudável
Foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) de hoje, 06 de novembro de 2015, a Instrução Normativa da Receita Federal do Brasil, nº 1590, de 05 de novembro de 2015, que dispõe sobre o crédito presumido da Contribuição para os Programas de Intergração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público - PIS/PASEP e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins relativo à aquisição de leite in natura. "Esta Instrução Normativa disciplina a aplicação do art 9º-A da Lei nº 10925 de 23 de julho de 2004, no âmbito do Programa Mais Leite Saudável, instituído pelo Decreto nº 8.533 de 30 de setembro de 2015", este é o Artigo Primeiro da Instrução Normativa. (Terra Viva/Legisweb)

 
 

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Porto Alegre, 05 de novembro de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.140

 

Comissão de Agricultura declara apoio à derrubada do PL 214

Em busca de apoio à derrubada do PL 214, o Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) reuniu-se nesta quinta-feira (5/11) com os deputados da Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo da Assembleia Legislativa. O objetivo do encontro foi reforçar os impactos negativos que a redução de 30% dos créditos presumidos terá sobre o setor lácteo. O presidente da Comissão, deputado Adolfo Brito, endossou apoio, externou sua preocupação com a perda de competitividade do setor e garantiu que irá analisar os dados a fim de corroborar na discussão com o governo estadual. "Internamente, vamos discutir os impactos do projeto e buscar alternativas para que o setor lácteo não seja prejudicado", destacou Brito. Para o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, o apoio da Comissão de Agricultura é fundamental para garantir a derrubada do projeto. O relator da matéria, deputado Elton Weber, referendou sua posição contrária ao PL e destacou que a medida só estimula a entrada de leite de outros estados no Rio Grande do Sul. Se o Poder Executivo não retirar o PL de tramitação, Weber garante que apresentará seu relatório com emendas.

Durante o encontro, Guerra também destacou a necessidade de investimento no setor, principalmente na sanidade do gado leiteiro. "Se quisermos continuar exportando o leite gaúcho mundialmente precisamos pensar na saúde do nosso rebanho", pontuou Guerra. Para isso, segundo o presidente, é preciso pensar e criar políticas públicas que auxiliem no controle de doenças como, aftosa, tuberculose e brucelose. "O Estado precisa incentivar o desenvolvimento do setor primário e não prejudicá-lo. A agroindústria é essencial para que o Rio Grande do Sul possa voltar a crescer", reforçou o vice-presidente da Comissão, deputado Sergio Turra. (Assessoria de Imprensa Sindilat)


Crédito: Vinícios Sparremberger
 
 
Ministério da Agricultura vai reestruturar Sisbi-POA

Instituído há quase 10 anos, o Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA), modelo que ainda patina para deslanchar, está prestes a ser renovado. Normatizado por decreto em 2006, o sistema registrou adesão de apenas seis estados, do Distrito Federal e 26 municípios até este ano, participação baixa e que colocou em evidência a necessidade de reestruturação, discutida desde o início do segundo semestre por um amplo grupo de trabalho. 

As propostas finais, elaboradas após oficinas e reuniões do grupo de trabalho, foram divulgadas na sexta-feira e contemplam sugestões de diretrizes relacionadas à hierarquização, sustentabilidade, modernização e capacitação/educação sanitária. Essas quatro esferas foram tratadas individualmente pelos integrantes do grupo como macrotemas, explica o fiscal federal Márcio Tondero, que representou a Superintendência Federal da Agricultura do Rio Grande do Sul (SFA-RS) nas discussões.

Entre as diretrizes estabelecidas no documento, Tondero destaca que em relação à hierarquização foi definida a importância de haver uma coordenação central. Outro ponto de destaque é a modernização, que segundo os integrantes do grupo técnico, deve focar na análise de risco. Já na área de capacitação e educação sanitária, o consenso é o de que a formação deve ser promovida nas três esferas do poder executivo, abrangendo municípios, estados e a União. "A operação do Sisbi ainda tem pouca adesão e esperamos que seja ampliada. Já existe hoje a legislação", contextualiza Tondero. 

Uma das proposições para ampliar a adesão ao Sisbi-POA é fazer sensibilização junto às prefeituras para implantação dos serviços municipais e posteriormente o Sisbi. "No âmbito dos municípios ainda há muita fragilidade, porque as transferências de renda ocorrem por emenda parlamentar." Essa condição evidencia a importância de outro pilar do documento: a sustentabilidade. "Defendemos que seja instituída uma forma de arrecadação de recurso, um fundo, para viabilizar as operações municipais." 

O Ministério da Agricultura abriu o documento para consulta popular até o dia 22 de novembro. A íntegra das propostas pode ser acessada no site do órgão: www.agricultura.gov.br.

Para o deputado estadual Gabriel Souza (PMDB), "o modelo foi construído com boas intenções, mas não deslanchou". Defensor da reestruturação do Sisbi, o parlamentar ressalta que é fundamental buscar formas de viabilizar a inspeção nos municípios e estados. "A demanda é muito superior em relação ao número de servidores." 

Souza tem fomentado o debate sobre a inspeção privada como saída para esse impasse. Esse formato já está em funcionamento, por exemplo, em Santa Catarina, onde a inspeção é feita por empresas habilitadas e a fiscalização fica a cargo do poder público. "O Sisbi-POA ainda não mostrou a que veio", diz o deputado, que irá avaliar o documento e submeter propostas à Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa. 

A questão da inspeção privada é polêmica e, segundo Tondero, foi discutida pelo grupo de trabalho que formulou a proposta de reestruturação do Sisbi. "O consenso é de que não se pode dissociar as duas áreas", revela. Ele sustenta que somente um funcionário concursado tem legitimidade para agir em caso de identificação de produtos inadequados para consumo. "Só esse profissional teria poder de retirar imediatamente produtos da cadeia produtiva", pontua. "Outros países, que importam nossos produtos, foram claros que não aceitavam esse modelo. Nosso sistema veterinário não seria reconhecido pelos principais importadores", diz. (Jornal do Comércio)

Aproveitamento do colostro será debatido em audiência na Câmara

A audiência da Câmara para debater o aproveitamento do colostro bovino na alimentação humana será no próximo dia 19, em Brasília. Iniciativa do presidente da Subcomissão de Política Agrícola, deputado federal Alceu Moreira (PMDB/RS), o encontro foi baseado em estudo da médica veterinária Mara Helena Saalfeld, da Emater/RS, premiada pela Unesco e outras entidades por pesquisas na área.

Hoje, o colostro não pode ser aproveitado para fins de alimentação humana devido à falta de legislação específica no Brasil. Em países da União Europeia, Turquia, Nova Zelândia, por exemplo, o colostro é utilizado como suplemento alimentar e no combate a problemas gastrointestinais. (Assessoria de Imprensa Deputado Alceu Moreira)

China: abandono da política de filho único possivelmente impactará na indústria de lácteos

Justo quando boas notícias para a indústria de lácteos pareciam escassas, a China declarou que está abandonando sua política de filho único e começará a permitir que todos os casais tenham dois filhos. Embora os demógrafos há muito sabiam sobre o desastre do crescimento da população da China, o governo chinês foi lento em reconhecer o declínio nas taxas de natalidade do país. Um primeiro passo foi o relaxamento das leis em 2013, que permitiu que casais que fossem filhos únicos tivessem dois filhos. Porém, o anúncio feito semana passada é do fim completo da política dos anos setenta. A China é um dos maiores mercados do mundo para fórmulas infantis e leites em pó, de forma que essa é uma notícia bem vinda aos processadores de lácteos do mundo.

Embora muitos na indústria atribuam a crescente demanda de lácteos da China à demanda em expansão por fórmulas infantis e leites em pó, dados do Banco Mundial mostram que as taxas de natalidade caíram para 12,1 por 1000 em 2013, de acordo com o Bloomberg. Essa taxa de natalidade está bem abaixo do pico da China, de 23,2 por 1000 alcançado em 1987. Além disso, o Bloomberg reportou que a atual taxa de natalidade está abaixo das taxas nos Estados Unidos (13 por 1000) e Malásia (18 por 1000). A queda na taxa de natalidade na China, entretanto, é um número que não pode ser subestimado devido ao fato de o país ter a maior população mundial, de 1,36 bilhão de pessoas.

 
Os especuladores de mercado esperam que casais jovens imediatamente comecem a ter mais filhos, impulsionando uma onda de demanda por fórmulas infantis, que o mundo ainda não teve. Como resultado, os comerciantes começam a apostar nos mercados de leite em pó na expectativa de que uma maior demanda seja provocada. Entre novembro de 2013 e junho de 2014, a China importou 707.251 toneladas deleite em pó integral, 84% a mais do que no período entre novembro de 2012 e junho de 2013. Para o desespero dos comerciantes, as mulheres chinesas mais jovens, assim como muitas mulheres ocidentais, estão chegando às cidades, entrando em universidades e começando uma carreira - coisas que adiam o começo de uma família para mais tarde na vida. Para aqueles que possuem muito estoque de leite em pó, a falta de demanda levou ao fim das compras e o mercado de lácteos a capitular. Como resultado dos grandes estoques, as importações de leite em pó integral da China caíram 55% entre julho de 2014 e junho de 2015, comparado com o mesmo período do ano anterior.

A China parece estar tomando medidas para se antecipar ao que poderia ser potencialmente desastroso para o governo, à medida que o número de trabalhadores decresce, mas um aumento na população da China não é garantido. Possíveis consequências do menor número de trabalhadores incluem aumento de salários e perda de produção, à medida que os processadores buscam produtores mais baratos - eventos que poderão levar à desaceleração econômica. A questão que permanece é como os jovens casais reagirão às notícias. Embora pais que querem uma porção maior da nutrição de suas crianças recorram aos produtos lácteos e representem uma oportunidade se essas famílias tiverem mais filhos, o caminho para a expansão da demanda por lácteos poderá ser árduo. Com a queda de 2014-15 fresca ainda na mente das pessoas, parece menos provável que haja uma corrida pelo leite em pó como vista no final de 2013 - embora não dê para ter certeza quando há uma oportunidade em andamento. (As informações são do Daily Dairy Report)

 
 
FAO iniciará novo censo global da agricultura em 2016
A FAO, a Agência para Agricultura e Alimentação da ONU, irá iniciar uma nova rodada global em 2016 para o novo censo agrícola. A entidade recolherá informações e estatísticas sobre o setor para formar o levantamento, conduzido a cada dez anos. "Os censos são cruciais para que os governos implementem políticas baseadas em dados, de forma a fomentar o acesso a terras, melhorar a segurança alimentar e reduzir os impactos ambientais por parte de atividades agrícolas", disse a FAO. O levantamento também ajuda o setor privado a tomar decisões de investimentos no setor. O último censo cobriu 135 países, um número recorde para a FAO. (Valor Econômico)

 

         
 

 
 


 

Porto Alegre, 04 de novembro de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.139

 

LEITE/CEPEA: preços de leite caem, mas em ritmo menor que o esperado

Com a chegada das águas nas principais regiões produtoras de leite em setembro, a produção aumentou e o valor pago ao produtor em outubro teve a segunda queda consecutiva, considerando-se a "média Brasil" (MG, PR, RS, SC, SP, GO e BA). De acordo com pesquisas do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, o preço líquido (sem frete e impostos) recebido pelo produtor recuou 1,15% de setembro para outubro, com a média indo para R$ 0,9731/litro. Na comparação com outubro/14, o preço está 7,6% menor em termos reais (deflacionados pelo IGP-DI de setembro/15). O preço bruto médio (inclui frete e impostos) pago pelos laticínios/cooperativas foi de R$ 1,0589/litro, redução de 0,73% em relação ao mês anterior.

 
 
Segundo Valter Galan, do MilkPoint Inteligência, "o consumo de derivados lácteos segue fraco, devido à atual situação econômica. No entanto, os problemas climáticos - excesso de chuvas no Sul e falta de chuvas em Minas Gerais e Goiás - fizeram com que o crescimento da oferta em outubro fosse menor que o esperado, limitando a queda no preço pago ao produtor". 

As quedas ocorreram em praticamente todas as praças acompanhadas pelo Cepea; apenas no Rio Grande do Sul e na Bahia, os valores subiram um pouco. Esse recuo já era esperado por agentes consultados pelo Cepea, tendo em vista o aumento da produção nesta época do ano. No Rio Grande do Sul, no entanto, o excesso de chuvas limitou o crescimento da oferta, motivando alta dos preços ao produtor. Na Bahia, foi a competição entre laticínios por produtores que elevou as cotações. 

Em setembro/15, o Índice de Captação do Cepea (ICAP-L/Cepea) registrou novo aumento, de 3,26%, em relação a agosto e de 8,1% na comparação com setembro/14. São Paulo teve o maior aumento de captação, de 4,66%, seguido por Goiás (4,55%), Minas Gerais (3,74%), Paraná (3,04%), Rio Grande do Sul (2,13%) e Santa Catarina (1,91%). Bahia foi o único estado onde a captação de leite diminuiu, 3,04%.

Para novembro, a expectativa da maior parte dos representantes de laticínios/cooperativas ainda é de queda nos preços. Entre os colaboradores consultados pelo Cepea, 72,7% deles, que representam 95,4% do leite amostrado, acreditam que haverá novo recuo no próximo mês; apenas 18,2% dos agentes, que respondem por 3,9% do volume captado, sinalizam estabilidade. Há ainda um grupo que reúne 9,1% dos profissionais consultados, representantes de 0,6% da amostra, que acreditam em alta em novembro. 

No mercado paulista de derivados (referência de consumo varejista), o leite UHT e o queijo muçarela se desvalorizaram em outubro pelo quarto mês seguido. Apesar da queda mensal, os fechamentos diários sinalizaram ligeira reação nos preços do leite UHT no final de outubro, influenciados por certo aquecimento da demanda por esse produto. Já para o queijo muçarela, a demanda ainda está fraca e as cotações seguiram com quedas diárias. 

Em outubro (até o dia 28), o leite UHT teve média de R$ 2,1848/litro e o queijo muçarela, de R$ 13,4062/kg, quedas de 2,6% e de 2,63%, respectivamente, em relação a setembro/15. Esta pesquisa de derivados do Cepea é realizada diariamente com laticínios e atacadistas e tem o apoio financeiro da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). (As informações são do Cepea/USP)

 
 
 
Para não deixar furo 

Deve ficar para a próxima semana a apresentação do projeto de lei do Executivo que regulamenta venda e transporte de leite no Estado. O texto com os ajustes sugeridos por entidades do setor seria encaminhado ontem à Secretaria da Agricultura. O setor jurídico da pasta dará o aval final para o documento.

- Pretendo encaminhar o projeto ainda nesta quarta-feira para a Casa Civil - afirma o secretário da Agricultura, Ernani Polo.

Como as propostas devem ser protocoladas até quinta-feira na Assembleia, Polo estima que a apresentação do Executivo fique para o início da próxima semana. A ideia é encaminhar com regime de urgência. Ou seja, em tese, o texto poderia ser votado em 2015.

A regulamentação do transportador e a possibilidade da aplicação de multas são vistas como medidas fundamentais para colocar um ponto final nas fraudes que vêm sendo detectadas há dois anos nas operações do Ministério Público Estadual. Enquanto o Executivo não apresenta a proposta, segue a estratégia de manter em banho-maria o projeto de lei do Translácteos, que está na Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia. Ontem, o relator, deputado Jorge Pozzobom, pediu para reexaminar o texto.

Pelo acerto feito entre entidades e Secretaria da Agricultura, a legislação ficará concentrada em texto único, na proposta do Executivo. (Zero Hora)

Novas diretrizes do Sisbi-Poa sob consulta

O relatório preliminar com diretrizes para modernizar e reestruturar o Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-Poa) está aberto à consulta pública até o dia 22 no site do Ministério da Agricultura. O documento estabelece a uniformização dos critérios e normas técnicas de inspeção, descarta a possibilidade de terceirização e prevê repasse de recursos a estados e municípios para a estruturação e posterior manutenção do serviço. Depois da etapa de consultas, as mudanças poderão ser definidas por ato administrativo.

A delegada regional do Sindicato Nacional dos Fiscais Agropecuários (Anffa Sindical), Consuelo Paixão Côrtes, diz que uma legislação única dará mais segurança ao consumidor. O presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios, Alexandre Guerra, afirmou que as diretrizes proporcionam às empresas com registro estadual a possibilidade de ampliar seus mercados, gerando mais empregos, desenvolvimento e arrecadação. 

Para o vice-presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal, Rui Vargas, a intenção é boa, mas poderá enfrentar dificuldades. "O dinheiro é o entrave dessa ideia", advertiu. (Correio do Povo)

Novo aplicativo mostra o caminho do leite da Cooperativa Santa Clara do campo ao supermercado

Para mostrar ao consumidor como é produzido e distribuído o leite da Cooperativa Santa Clara, a empresa lançou o aplicativo gratuito "Caminho do leite", disponível para download nas versões iOS e Android. Após baixar o aplicativo, basta apontar a câmera do celular para uma caixinha de leite da Cooperativa Santa Clara para acompanhar todo o processo e distribuição do produto, desde a propriedade rural até a mesa do consumidor.

 

De acordo com Alexandre Guerra, diretor Administrativo e Financeiro da Santa Clara, a animação em 3D em realidade aumentada é de fácil entendimento para crianças e adultos e traz informações sobre a produção, testes de qualidade e envase do leite. "O aplicativo é uma forma lúdica da Santa Clara se aproximar dos consumidores, ressaltando seus processos de qualidade e segurança alimentar", afirma Alexandre.

As novas embalagens dos leites Santa Clara integral, semidesnatado e desnatado são produzidas pela Tetra Pak e contam com tampa rosca que facilita a abertura e o fechamento do produto. "As caixinhas trazem informações sobre o aplicativo e são as primeiras do mercado brasileiro a interagir com essa tecnologia de realidade aumentada", finaliza Alexandre. Para acessar o app, basta entrar nas lojas da App Store ou Google Play. (As informações são do Maxpress)

 
 
Fundesa aprova ajuda ao IPVDF
Conselheiros do Fundesa aprovaram a aplicação de recursos no Laboratório de Diagnósticos do Instituto Desidério Finamor (IPVDF), que fez 45 mil exames em bovinos, suínos e aves no ano passado e enfrenta dificuldades para continuar com seus trabalhos. Inicialmente será aplicado um valor emergencial -- não divulgado -- a fundo perdido. Depois serão emprestados cerca de R$ 600 mil mediante convênio. (Correio do Povo)
 

         
 

 
 


 

Porto Alegre, 03 de novembro de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.138

 

Sindilat entrega doação à Fundação de Proteção Especial
O Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) formalizou na tarde desta terça-feira (3/11) a doação de leite aos abrigos da Fundação de Proteção Especial (FPE). O repasse da carga, que integra um total de 25 mil litros doados a instituições no Dia Estadual do Leite, foi feito à primeira-dama do Estado, Maria Helena Sartori, em cerimônia no Palácio Piratini. Ao lado de representantes da Defesa Civil e da Fundação, Maria Helena agradeceu a iniciativa e pontuou a relevância de ações como essa para dar exemplo à sociedade. "Esse é um gesto importante porque quanto mais gente ajuda mais gente faz. São ações que precisam ser seguidas e divulgadas", disse a primeira-dama, agradecendo ainda a doação adicional feita pelo Sindilat e pela Agas à Defesa Civil para repasse aos desabrigados das enchentes.  O presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, disse que a proposta da indústria é estar ao lado do poder público e ajudar a "contaminar" a sociedade por essa corrente de solidariedade. Os 500 litros do produto devem ser entregues nos próximos dias no almoxarifado da FPE em Porto Alegre.
Também participaram da cerimônia a diretora administrativa da FPE, Maria do Carmo Furquim, o chefe de gabinete da FPE, Rodrigo Reis, e o coordenador da Defesa Civil, tenente coronel Alexandre Martins.(Assessoria de Imprensa Sindilat) 
 
(Créditos: Carolina Jardine)
 
 
 
Leilão GDT: Preços internacionais de lácteos recuam novamente

O resultado do leilão GDT desta terça-feira (03/11) apresentou queda de 7,4% sobre o leilão anterior, com preços médios de lácteos em US$2.569/tonelada. Foi a segunda queda desde o evento ocorrido em 18 de agosto, quando os preços de lácteos iniciaram um período de 2 meses de forte recuperação nas cotações.

O leite em pó integral apresentou queda de 8,0%, sendo comercializado a US$ 2.453/tonelada. O leite em pó desnatado também sofreu queda, indo a US$2.018/ton (-8,0%). O queijo cheddar também teve redução nos preços, chegando a US$2.987/tonelada (-4,6% sobre o último leilão).

Neste leilão foram vendidas 33.997 toneladas de produtos lácteos, valor cerca de 25% inferior ao mesmo período do ano passado. O que indica que os aumentos recentes de preço foram motivados por perspectivas de uma menor oferta, não por crescimentos na demanda.

Os contratos para entrega futura de leite em pó integral também tiveram quedas, com os preços futuros oscilando entre US$2.430 e US$2.540/ton. (Fonte: Global Dairy Trade, elaborado pelo MilkPoint Inteligência)

Cidade e União entregam novos equipamentos para a Aproleite

Recentemente, ocorreu a entrega de equipamentos agrícolas para a Associação dos Produtores de Leite de Três de Maio (Aproleite). O evento foi realizado no pavilhão do gado leiteiro do Parque de Exposições Germano Dockhorn. Os maquinários compreendem a três carretas agrícolas e uma colhedora de forragens e foram conquistados através da emenda parlamentar do deputado federal Osmar Terra, de R$ 146 mil, verba oriunda do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa), e contrapartida do município de R$ 9 mil, em um total de mais de R$ 155 mil. 

Estiveram presentes na solenidade vereadores, presidentes de entidades, secretários, coordenadores e servidores, além de lideranças e associados da Aproleite. Em uso da palavra, o presidente da associação, Neri Schroer, destacou que a entrega do maquinário era muito esperada pelos entes da Aproleite. "Foram mais de três anos de espera e correria para cumprir todas as exigências e burocracia, para que fosse aprovado o projeto, mas, enfim, estão aí, cada um destes equipamentos vai auxiliar no desenvolvimento e crescimento da cadeia leiteira e com certeza facilitarão o trabalho e o manejo das propriedades, onde a falta de mão de obra é um dos grandes problemas" salienta. 

O presidente da câmara, Cleiton Felipe dos Santos, informou que, quando o Legislativo aprovou o projeto por unanimidade, os vereadores já sabiam que este equipamento estaria em boas mãos e que seria muito bem utilizado. Representando o deputado federal Osmar Terra, o vereador Ivo Novotny ressaltou que foi graças à união e luta da própria Aproleite que os agricultores estão recebendo estes equipamentos. O prefeito Olívio Casali enfatizou a importância do agricultor, que sustenta a economia da região e os projetos que o município realiza no segmento lácteo, com destaquer para o Programa Municipal do Leite Sustentável. "Precisamos dar condições, para que os produtores e as gerações futuras possuam uma melhor qualidade de vida, e que seus filhos continuem no campo", assevera. 

Casali também informou que a Coopernoroeste será contemplada com um projeto que está tramitando na CEF, do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), e contrapartida do município. (Jornal do Comércio)

 
Leite/Oceania 

A média de preços dos produtos lácteos na Austrália continuam firmes, e os preços aos produtores são recordes. A conclusão do TPP [Tratado Transpacífico] foi concluído abrindo mercados antes proibidos. A expectativa é de que haja aumento na produção de leite em 2016 se as condições de tempo continuarem melhorando. A expectativa é de que o rebanho dê um salto em relação aos níveis atuais. Muitos exportadores querem firmar negócios com a China. De acordo com a Dairy Australia, em setembro de 2015 a produção chegou a 970,1 milhões de litros de leite, 0,8% acima no volume de 2014. No acumulado, a temporada atual já produziu 3,1% mais leite em relação à temporada anterior.

De acordo com a Dairy Australia, a produção de várias commodities lácteas em agosto de 2015 mostraram as seguintes variações: manteiga (+7,5%); butteroil (+31,1%); leite em pó desnatado (+22,8%); leite em pó integral (+22,5%); manteiga de leite em pó (+27,9%); queijo (+7,6%); e soro de leite em pó (+9,9%). Na Nova Zelândia a previsão é de que a produção de leite caia entre 5 e 10% em relação ao ano anterior. Os baixos preços afetam financeiramente os agricultores e o tamanho do rebanho. A previsão é de que a captação continue caindo até o final do ano, e que esta tendência se mantenha em 2016. (Usda - Tradução Livre: Terra Viva)

 

 
Leite/Europa  

A produção de leite continua caindo, mas está acima dos níveis de um ano atrás. A oferta de leite é suficiente para a demanda atual. Os preços do leite ao produtor estabilizam. A demanda por produtos em pó aumenta e a expectativa é de crescimento. Produção de manteiga e leite em pó desnatado são as primeiras escolhas para o leite disponível.

A procura do programa de intervenção para o Leite em pó desnatado diminuiu. O clima desfavorável prejudicou o crescimento e a qualidade das culturas. A produção de leite no Leste Europeu está subindo, mas, mesmo assim os volumes estão menores que um ano atrás. Os preços das commodities lácteas estão firmes. (Usda - Tradução Livre: Terra Viva)

 
 
Rebanho
O percentual do rebanho leiteiro gaúcho atingido por diarreia viral bovina, doença que provoca problemas reprodutivos nos animais, chega atualmente a 24%. A informação é uma das conclusões de estudo feito por pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, dentro de um acordo de cooperação técnica com Fundesa, Ministério da Agricultura e Secretaria da Agricultura. (Zero Hora)
 

 

         
 

 


 

Porto Alegre, 30 de outubro de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.137

 

 Lei do Leite: Sindilat garante responsabilidade de transportadores

 
Foto: Debate sobre o texto do projeto de lei do Leite ocorreu na Assembleia Legislativa
Crédito: Divulgação/Sindilat 

O Sindicato da Indústria de Laticínios (Sindilat) obteve uma importante vitória, nesta quinta-feira (29/10), na construção do projeto de lei que trata da produção, comercialização e transporte de leite no Rio Grande do Sul. Na discussão, o Sindicato garantiu que havendo irregularidades, os estabelecimentos de processamento, os postos de refrigeração de leite e os transportadores responderão solidariamente às infrações previstas na lei. 
 
Segundo o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, essa inclusão é importante e fundamental para coibir infrações. Pelo texto anterior, os transportadores identificados em uma situação de irregular apenas seriam desclassificados pela empresa, e o governo do Estado excluiria o mesmo da habilitação para o transporte, não sendo responsabilizados monetariamente se cometessem alguma infração.
 
O debate ocorreu em reunião que definiu o texto do projeto e contou com representantes da Secretaria Estadual de Agricultura, IGL, Farsul, Fetag e Ministério Público Estadual. Segundo o coordenador do debate, deputado estadual Gabriel Souza, a nova redação será encaminhada na próxima terça-feira à Casa Civil. A expectativa é de que em 10 dias, o projeto final, que deverá se chamar Lei do Leite, seja apresentado à Assembleia Legislativa em regime de urgência, garantindo assim a votação no plenário ainda neste ano.
 
Durante a reunião, o secretário estadual de Agricultura, Ernani Polo, parabenizou o grupo pela busca do 'entendimento' em conjunto na elaboração do projeto. "Estamos construindo uma legislação que é necessária, mas, o mais importante, é que será possível aplicá-la", afirmou. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 
 
 
 
Tetra Pak prevê redução na produção de leite em 2,6%
 
Crédito: Divulgação/Sindilat 

Durante a reunião de associados do Sindicato da Indústria de Laticínios (Sindilat), nesta sexta-feira (30/10), o diretor de Marketing da Tetra Pak, Fabio Tomazzeli, apresentou os principais indicadores do cenário atual do setor no Brasil. Segundo ele, a projeção nacional é que haja uma queda de 2,6% na produção de leite neste ano na comparação com 2014.

O diretor da Tetra Pak também destacou a importância de potencializar junto aos consumidores os benefícios nutricionais do leite, como uma maneira de fortalecer a imagem do setor lácteo. Para auxiliar nessa aproximação, a empresa irá distribuir uma cartilha com informações de uma pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição (SBAN). O objetivo é atingir cerca de 300 nutricionistas e nutrólogos e, consequentemente, o público atendido por esses profissionais.

A queda de produção de leite em virtude das intensas chuvas ocorridas em setembro também foi discutida pelos associados. Na ocasião, foi anunciada ainda a realização de um evento que irá discutir as perspectivas do setor lácteo para 2016. O encontro deverá ocorrer no dia 10 de dezembro, no Hotel Plaza São Rafael, em Porto Alegre, segundo o anúncio feito pelo secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

Produção por município: MG tem mais municípios entre os maiores, RS lidera nas cidades com maior produtividade
 
A produção brasileira de leite, calculada pelo IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - foi de 35,2 bilhões de litros em 2014. Apesar de estar presente em todo o território nacional, a produção de leite se destaca nas regiões Sul e Sudeste do país. Cada uma delas produziu mais de 12 bilhões de litros no ano passado.

Entre os 200 municípios de maior produção de leite (litros/ano), 83 (41,5%) são do Sul e 68 (34%) do Sudeste, logo após vem o Centro-oeste, com 32 cidades (16%) participantes, seguidos do Nordeste, com 10 (5%), e Norte, com 7 (3,5%). A primeira cidade colocada é Castro, no Paraná, que produziu 239 milhões de litros em 2014. Na sequência, as maiores produções foram registradas em Piracanjuba - GO; Patos de Minas - MG; Jataí - GO e Carambeí - PR.

No ranking dos 200 maiores volumes de produção, Minas Gerais foi o estado com maior quantidade de municípios, com 61 sendo do estado. Em seguida aparecem Paraná (38 cidades) e Goiás (30 cidades).

Gráfico 1 - Número de municípios por estado, considerando os 200 municípios com maior produção em volume de leite no Brasil em 2014
 

Embora o volume de produção entre as regiões tenha sido semelhante, quando avaliamos a produtividade, isto é, o quanto em litros de leite se produz por vaca ordenhada, o Sul toma a liderança. No Sudeste, os 12,17 bilhões de litros de leite no ano foram atingidos com pouco menos de 8 milhões de cabeças de gado, enquanto no Sul, 12,2 bilhões foram produzidos com praticamente metade do número de vacas ordenhadas (4,37 milhões). 

No ranking dos 200 municípios de maior produtividade de leite por animal em 2014, 187 são da Região Sul (93,5%), seguidos de 12 municípios do Sudeste (6%) e 1 do Nordeste (0,5%). O estado do Rio Grande do Sul contribuiu com o número de 121 cidades, e obteve a melhor produtividade do país no ano de 2014, com mais de 3 mil litros/vaca/ano. 

Gráfico 2 - Número de municípios por estado, considerando os 200 municípios com maior produtividade de leite no Brasil em 2014


 

Apesar disso, a cidade melhor ranqueada é da região Sudeste. Em Araras, no interior de São Paulo, a produtividade de leite alcançou pouco mais de 11 mil litros por vaca ordenhada no ano, se distanciando bastante da segunda colocada, Castro (Paraná), que atingiu 7,5 mil litros/vaca/ano (vide tabela abaixo). Esse dado se deve ao fato de Araras ser um município com pouca produção de leite e que concentra a Fazenda Colorado, maior produtora de leite no Brasil e que possui elevada produtividade. (Najara Nino Diniz/MilkPoint) 

Mapa prevê a imunização de 147 milhões de animais na segunda fase de vacinação contra a febre aftosa

Está prevista a vacinação de aproximadamente 147 milhões de bovinos e búfalos na segunda fase da vacinação contra febre aftosa. A segunda etapa de imunização iniciou em julho deste ano e já foi concluída em algumas regiões do Amazonas, do Pará e de Tocantins. Nos estados do Amapá, Rondônia e Roraima a etapa segue em execução. A maior parte dos estados que faltam devem vacinar seus bovinos e búfalos durante o mês de novembro.

"Grande parte das vacinas previstas para essa segunda etapa já foi enviada aos estados e a outra parte necessária já se encontra em estoque na Central de Selagem para atender às demandas das revendas de vacinas de todo país", explica a Coordenação de Febre Aftosa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

A maioria dos estados vacina todas as faixas etárias dos bovinos e bubalinos, exceto os estados da Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo, Tocantins e o Distrito Federal. Em Santa Catarina, a vacinação é proibida, pois o estado é reconhecido como livre de febre aftosa sem vacinação. No Pantanal todo rebanho é vacinado.

Na primeira etapa da campanha nacional de vacinação contra a doença, realizada no primeiro semestre deste ano, o índice de cobertura foi de 98,04%. Foram vacinados cerca de 164,7 milhões de bovinos e bubalinos, de um total previsto à época de 168 milhões de cabeças. "Os produtores devem adquirir as vacinas em revendas autorizadas, providenciar a adequada vacinação de seus animais e comunicar ao serviço veterinário oficial de seu estado nos prazos estabelecidos em cada estado", alertou a coordenação. (As informações são do Mapa)

 
 
 
RS: Projeto de Lei regulariza indústria do leite
Dia 29/10, o Sindilat obteve uma importante vitória na construção do projeto de lei que trata da produção, comercialização e transporte de leite no estado. Na discussão, o sindicato garantiu que, havendo irregularidades, os estabelecimentos de processamento, os postos de refrigeração de leite e os transportadores vão responder solidariamente às infrações previstas na lei. O secretário-executivo, Darlan Palharini, explica a importância dessa inclusão. Para assistir ao vídeo, CLIQUE AQUI. (Canal Rural)

 

         

 


 

Porto Alegre, 29 de outubro de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.136

 

  I Fórum de líderes discute o panorama do leite no Brasil
 
Representantes de diversas indústrias do setor lácteo se reuniram nesta quarta-feira (28/10), na capital paulista, para discutir o panorama nacional e os desafios do setor durante o Fórum de Líderes da Indústria Brasileira de Lácteo, promovido pelo Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados no Estado de São Paulo (Sindileite). 

O diretor-executivo da Viva Lácteos, Marcelo Costa Martins, fez a apresentação sobre o panorama atual da indústria de laticínios no país. Já o presidente da presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra, abordou o crescimento da importância da proteína animal no mundo. Por último, coube ao economista Paulo Rabello de Castro fazer as projeções para a crise financeira a médio prazo. 

O secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios (Sindilat), Darlan Palharini, acompanhou a programação, que contou com palestras e debates na parte da manhã. À tarde, ele participou da reunião do Conselho Nacional da Industria de Laticínios (CONIL), também em São Paulo. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 
 
Crédito: Darlan Palharini
 
 
Produção de leite da Nova Zelândia cai em setembro

A captação de leite na Nova Zelândia totalizou 2,6 bilhões de litros em setembro, menos que os volumes produzidos em setembro de 2013 e 2014, de acordo com dados da Associação de Companhias de Lácteos da Nova Zelândia (DCANZ). Em meio às baixas margens, baixo crescimento das pastagens de primavera e aumento dos abates, os déficits de produção de leite na Nova Zelândia deverão persistir. 

Gráfico 1 - Produção de leite da Nova Zelândia
 

No começo desse mês, o Banco da Nova Zelândia reduziu suas previsões, citando uma queda de 6% na produção prevista para toda a estação, ou seja, uma queda mais acentuada do que a prevista anteriormente, de 2%. Similarmente, a Fonterra espera captar 5% menos leite na estação de 2015/16 do que fazia em 2014-15.

O fato de as condições da pastagem estarem ruins é particularmente preocupante em um ano como esse, quando os efeitos do forte El Niño poderão trazer um clima seco atípico para a região leste da Nova Zelândia durante o verão e outono do Hemisfério Sul. O Instituto Nacional de Pesquisa com Água e Atmosférica (NIWA) já mostra déficits de umidade do solo na costa oeste da Ilha do Sul e na região de Waikato na Ilha do Norte, onde ocorre 30% da produção nacional de leite.

Os produtores de leite da Nova Zelândia podem compensar os danos do clima adverso no final do ano cortando seus pastos de primavera e armazenando alimentos, mas os pastos prejudicados em algumas áreas criaram menos oportunidades para os produtores planejarem o futuro. (As informações são do The Daily Dairy Report)
 

No radar

Hoje é o dia D para a definição acerca dos projetos de lei para o setor de leite. Reunião com representantes de entidades e da Secretaria da Agricultura está marcada e tenta costurar um acordo para que o projeto do Executivo seja apresentado em regime de urgência. (Zero Hora)

Senado aprova MP que cria a flexibilização da jornada

O Senado aprovou ontem a Medida Provisória (MP) nº 680/2015, que cria o Programa de Proteção ao Emprego (PPE). Em uma rápida votação simbólica em que não houve debates em plená- rio, os senadores mantiveram as modificações feitas pelos deputados há duas semanas. O texto seguirá para a sanção da presidente Dilma Rousseff. Único a falar sobre a proposta em plenário durante a votação, o senador Paulo Rocha (PT-PA), relator-revisor da MP na comissão mista, defendeu a aprovação da medida. Segundo ele, quanto mais efetivo for o PPE, maior será a economia para os cofres públicos com o não pagamento de seguro- -desemprego para cobrir eventuais demissões. Até o dia 20 de outubro, o PPE já tinha a adesão de 14 empresas. Juntas, elas reduziram os salários e a jornada de trabalho de 23.916 empregados, ao custo de R$ 80,9 milhões para o FAT. 

Os setores automobilístico e metalúrgico concentram o maior número de empresas que solicitaram a adesão. Em análise, estão os pedidos de outras 23 empresas. Se eles forem aprovados, quase 8 mil trabalhadores entrarão no programa, ao custo de mais R$ 12,5 milhões. Em vigor desde o último dia 7 de julho, quando a MP foi publicada, o PPE permite a empresas reduzir em até 30% a carga horária dos funcionários e os salários pagos. Para os trabalhadores, contudo, a redução será apenas de metade desse percentual. A outra parte será bancada pelo governo por meio do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), no limite de R$ 900,84. 

A principal mudança feita pelos deputados foi a retirada do item que previa que a convenção ou acordo coletivo de trabalho que formalizasse a adesão ao PPE prevalecesse sobre a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), desde que não contrariasse a Constituição, convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT) ratificadas pelo Brasil e normas de higiene, saú- de e segurança do trabalho. (Jornal do Comércio)
 

Novidades Piá
Depois de quase 15 anos sem produzir manteiga, a Cooperativa Píá voltou ao segmento. Os primeiros potes chegarão ao mercado em novembro, quando também será lançada embalagem econômica do iogurte grego Yos, uma bandeja com seis copos. (Jornal do Comércio)

 
 

 

    

         

 
 


 

Porto Alegre, 28 de outubro de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.135

 

  Indústria gaúcha faz coro contra o PL 214

Lideranças do setor industrial gaúcho reuniram-se na manhã desta quarta-feira (28/10) em audiência pública na Comissão de Economia, Desenvolvimento Sustentável e do Turismo da Assembleia Legislativa, para defender em coro a retirada, por parte do governo, do projeto de lei 2014. O projeto que prevê a redução de 30% da apropriação dos créditos presumidos das empresas foi amplamente criticado durante o encontro por retirar a competitividade dos empreendimentos do Rio Grande do Sul em comparação a outros estados da federação. Presente ao encontro, o diretor-secretário do Sindilat, Renato Kreimeier, destacou o impacto negativo que tal medida pode trazer aos investimentos no setor. Como exemplo, citou a ampliação da planta da CCGL para 1 mi litros/dia e também a construção de nova planta da Cooperativa Santa Clara para produção de 400 mil litros/dia. "É fato. Se o projeto for aprovado, inúmeras indústrias deixarão de investir no Estado", disse. Para Kreimeier, o setor lácteo não tem espaço para a retirada dos créditos presumidos nesse momento. 

O presidente da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), Nestor Freiberger, ponderou que é preciso desconstruir a visão de que o crédito presumido é um benefício e sim um mecanismo de equalização tributária. "Ele foi criado como ferramenta do poder público para incentivar a produção local e fazer frente à guerra fiscal no Brasil", disse. Freiberger ainda destacou que uma possível aprovação do PL 214 implicaria não só no aumento do custo do produto, mas principalmente na redução direta de 2,3 mil vagas de emprego no setor e de 75 milhões de quilos na produção de frango. 

Comandada pelo deputado Adilson Troca (PSDB), presidente da Comissão de Economia, Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, a audiência foi solicitada pelo deputado Zé Nunes (PT). O encontro lotou a casa e contou com a presença de diversos parlamentares, entre eles o deputado Elton Weber (PSB) que voltou a afirmar sua intenção de, se o texto permanecer na Casa, apresentar emendas. O Secretário do Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Fábio Branco, destacou a necessidade de transparência para que se possa, em conjunto, encontrar um equilíbrio entre a indústria e o governo. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 
Crédito: Jardine Comunicação
 
 
Entidades tentarão evitar bloqueio de vias

O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra, revelou ontem ter pedido aos ministros da Casa Civil, Justiça, Transportes e Agricultura para que atendam à pauta do Comando Nacional do Transporte, que está prometendo novas paralisações de rodovias a partir do próximo dia 9. A intenção é evitar o crescimento dos prejuízos já computados pelo setor neste ano. Segundo o executivo, as cheias eventuais em portos e as greves recentes dos fiscais agropecuários e dos próprios caminhoneiros já ocasionaram o cancelamento do envio de 40 mil toneladas de carne suína e de frango para o Exterior. "Para nós seria o desastre que faltava no ano", avalia Turra, referindo-se à paralisação. "Fiz este alerta e apelei para que atendam às reivindicações enquanto é tempo", completa, para acrescentar que o risco é muito pesado e que tem potencial para desestruturar o setor. A ABPA ainda aguarda uma posição do governo sobre o assunto. 

O diretor-executivo da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), José Eduardo dos Santos também está temeroso, além de contrariado com o modo escolhido por algumas categorias para obter conquistas coletivas. Ele disse que se os bloqueios de estradas se repetirem, só restará uma alternativa às indústrias do setor na atual conjuntura: fechar as portas e procurar outra coisa para fazer. "O milho aqui é complicado de conseguir, a tributação é elevada e o Estado ainda reduz os créditos", ressalta. "Uma segunda paralisação, agora, será a pá de cal." Santos defendeu que seja colocado em prática o lema da bandeira nacional, de ordem e progresso. Lembrou que o país vive uma crise política e econômica e lamentou que os caminhoneiros "ameacem prejudicar o único setor que ainda está dando resultado". Considerou, ainda, que "é uma falta de sensibilidade fazer greve num momento desses". A Asgav aguarda a concretização do ato para ingressar com ação judicial para impedir o bloqueio de rodovias. 

O presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios (Sindilat), Alexandre Guerra disse que a entidade está atenta para, se necessário, buscar o desbloqueio das estradas na Justiça. "Trabalhamos com um produto perecível, que tem que chegar à indústria no dia", justificou. "Além disso, não temos margem sobrando e não podemos perder mais nada", acrescentou. (Correio do Povo)

Diferença que pesou

As exportações gaúchas cresceram em volume e recuaram em valor, como mostram dados divulgados pela Fundação de Economia e Estatística (FEE). No acumulado do ano, a receita caiu 8,1% e o preço, 15,5% enquanto o avanço em quantidade embarcada foi de 8,7%. Entre os itens que mais influenciaram para o recuo estão produtos do agronegócio, cujos preços no mercado internacional tiveram retração. (Zero Hora)

Produção/NZ 

O declínio da produção de leite na Nova Zelândia ganhou força no mês de setembro, de acordo com dados da Dairy Companies of New Zealand (DCANZ). A produção de leite, em sólidos totais, chegou a 209.484 toneladas em setembro, 7,2% menos se comparada com as 225.777 toneladas de setembro de 2014. Um fluxo no final do outono proporcionou alta produção nos meses iniciais, mas, a tendência mudou em agosto, quando a produção caiu ligeiramente em relação a agosto do ano passado. 

A Fonterra, divulgou no início do mês que a produção da Nova Zelândia, em agosto, caiu 1% na comparação anual, apesar da produção no acumulado da temporada continuar 1% maior que a do ano passado. As condições desfavoráveis para o crescimento das pastagens e a manutenção dos baixos preços continuaram atingindo a produção. 

O globalDairyTrade mostrou quatro bons resultados consecutivos, até cair 3,1% na semana passada, puxado pelo declínio nas cotações do leite em pó integral, desnatado e da manteiga. O preço do leite ao produtor da Fonterra está em NZ$ 4,60/kgMS, abaixo dos NZ$ 5,30/kgMS estimados como ponto de equilíbrio. A Fonterra prevê queda de 5% na captação de leite nesta temporada, e analistas projetam queda de 10% na produção total da Nova Zelândia, em relação à temporada passada. Outubro, é, normalmente, o pico da produção de leite na temporada. (NzHerald.co.nz - Tradução Livre: Terra Viva)

 
Greve de caminhoneiros prevista para novembro foi alertada por Moreira e Colatto
O anúncio de lideranças dos caminhoneiros para o começo de uma nova greve a partir de 9 de novembro foi alertado pelos deputados federais Alceu Moreira (PMDB/RS) e Valdir Colatto (PMDB/SC) há quase um mês. Para eles, a causa seria o descumprimento pelo governo federal do acordo selado com a categoria, que contemplava pontos como o parcelamento das dívidas com bancos, barateamento do diesel e a instituição de uma política de preço mínimo para o frete. Moreira e Colatto são também autores da emenda vetada pela presidente Dilma Rousseff que prevê a isenção de impostos para o combustível. (Assessoria Deputado Alceu Moreira)

 
 

         

 
 


 

Porto Alegre, 27 de outubro de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.134

 

  Encontro discute resultado de testes dos medidores de vazão do leite 

O sistema de medição de vazão e coleta automática de leite da empresa Arsopi, em testes desde setembro na sede da Cosulati, teve os primeiros resultados discutidos em reunião realizada na Embrapa Clima Temperado na semana passada. Segundo a pesquisadora da instituição, Maíra Zanella, o parecer inicial é positivo, porém ainda serão necessários alguns ajustes de calibração do equipamento português. O equipamento, que é instalado diretamente nos caminhões, busca melhorar a segurança no transporte do leite até a indústria a fim de garantir a qualidade da matéria-prima. 

A reunião, realizada no dia 21 de outubro, contou com a presença do diretor-geral da Arsopi, Thiago Pinho. Segundo ele, o encontro foi um momento de verificar quais as adequações são necessárias no equipamento para, posteriormente, atingir o mercado nacional e viabilizar a instalação em maior escala no Brasil. Durante a visita, Thiago também aproveitou para conhecer as instalações da Embrapa e o laboratório de análises do leite. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 
Crédito: Carolina Jardine
 

 
Segurança alimentar e inspeção mobilizam lideranças na Capital

Os serviços e sistemas de inspeção de alimentos nos municípios gaúchos foram debatidos no 2º Seminário de Segurança Alimentar, realizado na sexta feira (23/10), no Ministério Público, em Porto Alegre. O evento contou com a participação de procuradores, promotores de Justiça e lideranças do setor produtivo. Representando o Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Fabiane de Oliveira acompanhou as apresentações, que detalharam a fundo a atuação dos diferentes órgãos de fiscalização no processo produtivo. Alcindo Bastos, um dos promotores responsáveis pela operação Leite Compen$ado, ressaltou que a Promotoria do Consumidor busca um trabalho ágil e "a troca de informações entre as instituições é fundamental para termos sucesso."

Durante o seminário, também foram abordadas, pelo promotor de Justiça Paulo Estevam Costa Castro Araújo, as falhas em sistemas de inspeção municipais, os problemas de abates clandestinos e as condições inadequadas em algumas localidades do Interior do Estado. No mesmo painel, o procurador Estevan Gavioli trouxe um histórico sobre a formação do direito do consumidor no Brasil, da segurança alimentar, o combate à fome e o direito à alimentação adequada. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 
Crédito: Carolina Jardine

Junta aprova resolução brasileira por harmonização sanitária nas Américas

A Junta Interamericana de Agricultura (JIA), instância máxima do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), aprovou a resolução proposta pelo Brasil para criação de um grupo de trabalho com o objetivo de melhorar as capacidades dos países do continente na avaliação de riscos sanitários e fitossanitários. A aprovação - que ocorreu na última quinta-feira (22), durante reunião dos ministros de Agricultura das Américas, em Playa Del Camen, México - representa grande vitória para o governo brasileiro, que espera impulsionar o trabalho de harmonização de regras de defesa agropecuária nas Américas. A JIA considerou que a avaliação de risco é uma ferramenta moderna que proporciona base técnica, a fim de facilitar o comércio entre os países.

A resolução havia sido apresentada na quarta-feira (21) pela ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Kátia Abreu. Ela afirmou aos colegas ministros que a instalação do grupo de trabalho representaria "um grande exemplo para o mundo". De acordo com o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Décio Coutinho, a discussão de procedimentos para avaliação de risco sanitário e fitossanitário por meio de demanda dos países americanos, sempre com suporte técnico de competências científicas regionais, será muito útil para a maior harmonização das medidas sanitárias e fitossanitárias nas Américas. 

"Dessa forma, poderiam ser compartilhadas informações técnico científicas, como também otimizada a competência regional de especialistas nos vários temas relacionados a riscos sanitários e fitossanitários, inclusive de insumos para a agropecuária, como medicamentos veterinários e produtos fitossanitários, a sanidade das plantas e dos animais e inocuidade de alimentos", argumentou o secretário. Ficou definido que o trabalho será executado em conformidade com os princípios da Organização Mundial do Comércio (OMC) e dos organismos internacionais de referência. Além disso, os avanços serão divulgados entre todas as partes interessadas, a fim de agregar maior participação possível.

O grupo de trabalho será articulado pelo IICA, em coordenação com organizações regionais como o Conselho Agropecuário do Sul (CAS), o Conselho Agropecuário Centro-Americano (CAC), a Comunidade do Caribe (Caricom), o Comitê de Sanidade Vegetal da Área Sul (Cosave), o Organismo Internacional Regional de Sanidade Agropecuária (Oirsa), a Organização Norte-Americana de Proteção Vegetal (Nappo), o Conselho Veterinário Permanente do Sul (CVP) e outros.

Missão ao México
A viagem da ministra Kátia Abreu ao México incluiu, além da reunião na Junta Interamericana de Agricultura, encontro dos ministros do Conselho Agropecuário do Sul (CAS). Na ocasião, ficaram definidos os três eixos que vão estruturar o trabalho do colegiado: sanidade agropecuária, sustentabilidade e políticas agrícolas.

A ministra destacou aos representantes da Argentina, Bolívia, do Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai (países que formam o CAS) o trabalho realizado pelo Brasil em busca da erradicação da febre af tosa em 100% do seu território. Ela também apresentou o programa "Oportunidade: Mobilidade Social no Campo", cujo objetivo é dobrar a atual classe média rural brasileira por meio de qualificação, extensão rural e estímulo ao associativismo.

Kátia Abreu teve ainda uma reunião bilateral com o ministro da Agricultura, Pecuária, Desenvolvimento Rural, Pesca e Alimentação do México, José Calzada Rovirosa. Os dois países entraram em acordo para dar celeridade ao processo relativo à exportação de arroz (em casca e semente). Em contrapartida, o México passará a vender feijão preto ao Brasil, demanda antiga do país norte-americano.

O Fórum Econômico Mundial (FEM) ainda convidou a ministra a participar de um grupo restrito a 50 líderes mundiais que discutirá segurança alimentar e agricultura durante a reunião anual promovida pela entidade, em Davos, na Suíça. O convite foi encaminhado por meio da secretária de Relações Internacionais do Mapa, Tatiana Palermo. (As informações são do Mapa)

Especialistas discutem futuro da indústria de lácteos na Escócia

Quase 200 participantes de 20 países produtores de leite participaram do Congresso Anual da Associação Europeia de Lácteos (EDA), realizado em Edimburgo, na Escócia, onde foi dito que as previsões para a indústria continuam positivas, apesar da crise global nesse ano.

O presidente da Dairy UK, David Dobbin, convidou a indústria a focar no crescimento das vendas de produtos com valor agregado aos mercados doméstico e de exportação. "A causa fundamental dos mercados adversos de lácteos no ano passado foi o excesso de produção global de leite, que ultrapassou a demanda. Entretanto, nossos membros são otimistas, não pessimistas, com relação ao futuro. Estamos muito cientes dos desafios que precisamos superar. Precisamos desenvolver uma estratégia de crescimento economicamente sustentável, liderada pelo mercado e focada no crescimento de valor, não apenas de volume. Precisamos construir nossa competitividade focada na melhora dos produtos e na inovação e na integridade da cadeia de fornecimento. Precisamos promover e educar ativamente as próximas gerações sobre o valor nutricional dos produtos lácteos".

"Embora olhemos para o governo e para a Comissão Europeia para nos ajudar a criar um ambiente onde possamos ter sucesso, primeiro e antes de mais nada nós, na indústria de lácteos britânica, devemos tomar o controle e a liderança de nosso destino", frisou Dobbin. 

O vice-diretor para agricultura e desenvolvimento rural da Comissão Europeia, Joost Korte, disse que a abolição das cotas de produção não foi responsável pelos baixos preços do leite e acrescentou que se a Comissão Europeia tivesse aumentado o preço de intervenção, isso não teria reduzido a oferta de leite. Ele disse que o crescimento total no consumo previsto é de 2,1%, com o crescimento na produção de leite na UE de cerca de 0,8%. A Comissão publicará sua previsão para a indústria de 10 anos em dezembro.

O vice-presidente executivo da Arla Foods UK, Peter Giørtz-Carlsen, disse que as três estratégias globais que precisam ser adotadas para o sucesso futuro são nas áreas de saúde, naturalidade e sustentabilidade. "O futuro dos lácteos pode ser promissor se tomarmos as ações certas agora. Não devemos ter medo do leite à medida que nos esforçamos para alcançar o crescimento sustentável".

O diretor executivo da Global Muller Group, Ronald Kers, disse que "ganhamos vantagem competitiva direcionando o valor através de inovação, marcas, escala e excelência operacional. Ser capaz de vender produtos britânicos para consumidores britânicos é importante. Trata-se de trazer valor agregado aos consumidores". (As informações são do FoodBev.com)

 
 
PL 214
A Comissão de Economia, Desenvolvimento Sustentável e do Turismo realiza nesta quarta-feira (28/10), às 9h30, no Espaço de Convergência (andar térreo da Assembleia Legislativa), audiência pública para debater os efeitos do Projeto de Lei 214/2015, por requerimento do deputado estadual Zé Nunes (PT). A proposição, de autoria do Executivo, estipula a apropriação máxima de 70%  na  concessão dos benefícios de ICMS, na forma de créditos fiscais presumidos, para segmentos do setor industrial.  Atualmente, o PL tramita na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), com designação do deputado Elton Weber (PSB) como relator. (Fiergs)
 

 
 

         

 
 


 

Porto Alegre, 26 de outubro de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.133

 

  Seminário debate a abertura de novos mercados

Foto: Evento contou com a presença de representantes do setor lácteo
Crédito: Divulgação/Emater

A abertura de novos mercados, como Rússia e China, será imprescindível para a recuperação de preços dos produtos lácteos em 2016.O assunto foi abordado na sexta-feira passada (23/10) no Seminário Regional do Leite, em Frederico Westphalen pelo o secretário de Estado do Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR), Tarcísio Minetto. "O nosso desafio é expandir a exportação, produzir com qualidade, aumentar a oferta de produto e qualificar a gestão da propriedade para produzir sempre melhor, buscando a sustentabilidade da atividade", disse. 

A declaração do secretário vai de acordo à posição do Sindicado da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), que, na ocasião, estava representado pelo seu secretário-executivo, Darlan Palharini. Segundo ele, a saída para elevar a rentabilidade do setor produtivo e a margem de lucro das indústrias é aproveitar a demanda existente no mercado internacional, em um momento em que a questão cambial favorece o produto brasileiro.

Palharini também pontuou a necessidade de se criar ferramentas que incentivem a exportação de lácteos para outros países como a Rússia, China e Japão, entre outros, que já importam proteínas do Brasil, e o lácteo tem que estar junto nessa pauta. Não sendo mais moeda de troca para o país importar lácteo, até porque o Brasil é o quinto maior produtor no mundo, mas como exportador é um dos países com a menor cota no mundo.

Durante o evento, que foi marcado pela presença de autoridades e lideranças, também foi discutida a criação de um Programa Estadual de Incentivo à formação de pastagens perenes, aprimorando o Troca-Troca de Sementes. No encontro, trataram ainda da necessidade de uma fiscalização mais igualitária no que se refere à qualidade do leite e a criação de uma Câmara Setorial Regional do Leite, nas regiões do Médio Alto Uruguai e Rio da Várzea. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 

 
Carta pede apoio à produção de lácteos

Carta com propostas e sugestões para o desenvolvimento do setor leiteiro nas regiões do Médio Alto Uruguai e Rio da Várzea foi entregue a representantes da indústria de laticínios ao fim do Seminário Regional do Leite, em Frederico Westphalen, na sexta-feira (23/10). O secretário executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Darlan Palharini, recebeu uma cópia do documento, assinado pelo Fórum Regional do Cooperativismo, EMATER_ESREG, Regional Sindical FETAG e Regional Sindical FETRAF. Segundo ele, os assuntos são pertinentes e já estão sendo acompanhados pelo sindicato, que trabalha na articulação constante do setor leiteiro. O termo sugere 11 itens para promover o desenvolvimento da categoria e sanar as demandas dos municípios e região.  São eles:
  1. Criação de um programa estadual de incentivo à formação de pastagens perenes aprimorando o Programa Troca-Troca de sementes, como forma de produção de alimento aos rebanhos de forma constante ao longo do ano, aumentando a qualidade do leite e melhorando a escala de produção de um grande número de produtores;
  2. Exigir fiscalização igualitária (no que se refere à questão de qualidade do leite) para cooperativas, laticínios e empresas privadas, dando maior transparência e credibilidade aos processos;
  3. Que sejam fortalecidas ações que visem à manutenção dos produtores que saírem da atividade leiteira, através do fortalecimento da ATER pública e de caráter emancipatório;
  4. Criação da Câmara Setorial Regional do Leite nas regiões dos Coredes Rio da Várzea e Médio Alto Uruguai, com participação ativa das cooperativas, produtores e suas representações sindicais e sociais;
   5.Construir ações municipais para discutir a cadeia do leite de forma a envolver o conjunto dos atores locais, que possa discutir os gargalos da atividade leiteira que estão levando a exclusão dos produtores da atividade, e que possa ser um espaço de sugestão de políticas públicas municipais que auxiliem os produtores;
  6.Construção de planos municipais de apoio à cadeia do leite contendo um mapeamento do número e localização dos produtores com posterior análise individual da situação e de seu projeto de vida, de forma a estabelecer ações praticas sobre cada caso, evitando assim a saída de agricultores da atividade leiteira;
   7.Capacitação continua aos transportadores, trabalhadores de indústrias e técnicos que trabalham na atividade leiteira afim de que a qualidade possa estar garantida também após o recolhimento do produto nas propriedades;
   8.Que o Programa Mais Leite Saudável do Ministério da Agricultura possa ser executado pelas cooperativas e pela EMATER de forma a atender o conjunto dos agricultores familiares, auxiliando-os no aumento da produtividade e da qualidade do leite;
   9.Criação de um Programa Estadual de Gestão Rural que possa auxiliar agricultores produtores de leite e prosseguir na atividade com sustentabilidade e viabilidade econômica; 
  10.Apoio a programas de assistência técnica grupais instituindo unidades de referencia no trabalho de gestão, qualidade e escala da atividade leiteira;
  11.Capacitação de produtores em seu meio e também nos centros de treinamento do Emater (Erechim, Bom Progresso, Nova Petrópolis, Teutônia).   (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 
 
 
Estiagem afeta produção leiteira em Minas Gerais

O clima seco e os efeitos da crise estão contribuindo para que o setor lácteo de Minas Gerais encerre o ano com produção e faturamento equivalentes aos registrados no ano passado. O grande desafio enfrentado pelas indústrias em 2015 foi o aumento expressivo dos custos, entre 15% a 20%, enquanto o repasse para os produtos finais ficou próximo à inflação, que até setembro acumulou alta de 7,64% na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Esses assuntos forma discutidos, ontem (22), durante a Assembleia Geral 2015 do Sindicato das Indústrias de Laticínios do Estado de Minas Gerais (Silemg), realizada na capital mineira. De acordo com o presidente do Silemg, João Lúcio Barreto Carneiro, o atual cenário da economia brasileira vem interferindo no setor, uma vez que o poder de compra dos consumidores está menor, porém, o impacto está concentrado em produtos de maior valor.

"O setor de lácteos vem registrando perdas com os efeitos da crise econômica nacional, porém, de maneira mais branda que os demais. Em alguns itens, como o leite longa vida, requeijão e manteiga, por exemplo, a demanda não foi afetada, por ser de primeira necessidade. O impacto é mais forte nos produtos de maior valor agregado como queijos finos e iogurtes, por exemplo", avaliou o dirigente sindical.

Em relação à produção, o volume de leite captado também deve encerrar o ano próximo a 2014, quando foram processados pela indústria mineira em torno de 9,7 bilhões de litros. "O período atual, setembro e outubro, já seria de elevação da produção, porém, como as chuvas não ocorreram a produção contínua equivalente ao período de entressafra, por isso, acreditamos que vamos encerrar o ano com a captação estável".

Ainda segundo Carneiro, o grande problema enfrentado pela indústria de laticínios de Minas Gerias neste ano foi o aumento expressivo dos custos de produção, que ficaram entre 15% e 20% superiores. "Tivemos grande reajuste na energia elétrica, nos transportes, nos insumos e na mão de obra. São altas que impactam diretamente no desempenho do setor. Tivemos que absorver grande parte dessa elevação, já que não foi possível repassar para o consumidor. Com isso, a margem das indústrias estão mais ajustada".

A desvalorização do real frente ao dólar foi positiva para o setor por inibir as importações de queijos e de leite em pó, que chegavam ao País com valores bem abaixo dos praticados pelas indústrias locais. Com a queda nas importações e a menor oferta, os valores pagos pelo leite em pó no mercado nacional estão em patamares suficientes para garantir retorno financeiro. As importações vinham principalmente da Argentina e do Uruguai.

"Com a queda nas importações, o mercado se recuperou. Estávamos com os preços muito baixos em decorrência dos produtos importados. Enquanto o leite em pó chegava ao Brasil a R$ 9 o quilo, era impossível competir com o nosso cotado a R$ 11 o quilo. O setor agora está aquecido, o que foi fundamental para sustentar os preços do leite in natura, trazendo bons resultados para toda a cadeia produtiva. Estamos recebendo entre R$ 12,5 a R$ 13 pela negociação do quilo do produto", explicou. (As informações são do Diário do Comércio)

Produção/NZ 

A Cooperativa neozelandesa Fonterra disse que o fornecimento de leite em setembro caiu 8,7% quando comparado com o mesmo mês de 2014. Isto fez com que no acumulado da temporada (junho/setembro) a produção tenha caído 5,3%. Pelo desempenho atual, a previsão é de que a temporada fechará 5% abaixo da anterior.
Como a cooperativa é responsável por aproximadamente 80% do processamento de leite da Nova Zelândia é provável que a queda no volume atingirá todo o país, fazendo com que o seja menor não somente ao de 2014/15, mas também ficará abaixo da produção de 2013/14. (The Dairy Site - Tradução livre: Terra Viva)

 
Agricultura
Durante visita da presidente Dilma Rousseff ao Estado, o secretário da Agricultura, Ernani Polo, relatou os prejuízos que os incidentes climáticos causaram à agricultura. Em ofício entregue à presidente, Polo destaca perdas no trigo, no tabaco e no milho, além da diminuição da produção de leite e o atraso no plantio de soja. O setor pede prioridade para seguros agrícolas, garantias de subvenção e linhas de crédito emergenciais. (Jornal do Comércio)
 

         

 


 

Porto Alegre, 23 de outubro de 2015                                                 Ano 9 - N° 2.132

 

  Conseleite/SC

A diretoria do Conseleite Santa Catarina reunida no dia 22 de Outubro de 2015 na cidade de Florianópolis, atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I, aprova e divulga os preços de referência da matéria-prima leite, realizado no mês de Setembro de 2015 e a projeção dos preços de referência para o mês de Outubro de 2015. Os valores divulgados compreendem os preços de referência para o leite padrão, bem como o maior e menor valor de referência, de acordo com os parâmetros de ágio e deságio em relação ao Leite Padrão, calculados segundo metodologia definida pelo Conseleite-Santa Catarina. (FAESC)

 
 

 
Valorização de sólidos exige maior atenção à nutrição das vacas

O pagamento de bonificações por sólidos por parte dos laticínios brasileiros vem trazendo impacto direto no manejo nutricional dos rebanhos. Pensando em maximizar os resultados dos tambos e garantir altos índices de gordura e proteína ao leite que chega à indústria, o professor da Universidade Federal do Paraná, Rodrigo Almeida, apresentou novas tendências sobre a composição da dieta durante o 2º Simpósio Nacional da Vaca Leiteira. O evento teve início nesta sexta-feira (23/10) e segue até amanhã, em Porto Alegre. Reunindo painelistas nacionais e internacionais, o seminário é uma promoção dos formandos em Medicina Veterinária de 2016/2 da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) e tem apoio do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat).

Em sua palestra, o pesquisador detalhou novos estudos que indicam o melhor mix a ser ofertado aos animais dependendo das demandas de cada propriedade. O importante, alerta ele, é estabelecer uma relação equilibrada entre volumosos e concentrado de forma a garantir a quantidade de leite produzida e os níveis de gordura e proteína. Também citou a importância da silagem ser ofertada em tamanho adequado que maximize seu aproveitamento sem alterar o PH do rúmen, o que reduz as taxas de gordura do leite. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

Avanços contra brucelose em debate em Porto Alegre

O Rio Grande do Sul vem registrando significativos avanços na luta contra a brucelose e a tuberculose no rebanho leiteiro. Em palestra na manhã desta sexta-feira (23/10), durante o 2º Simpósio Nacional da Vaca Leiteira, a médica veterinária e consultora do Fundesa Letícia Vieira Cappiello pontuou que o Estado é pioneiro em políticas de estímulo à sanidade das vacas leiteiras e citou as recentes indenizações paga pelo abate de animais reagentes à brucelose e tuberculose.

Em sua manifestação, a consultora mencionou a implementação, em 1º de outubro, de lei que permite investimento de créditos de PIS Cofins em ações que se revertam na qualidade do leite. O projeto está no escopo no novo programa lançado pelo governo federal Mais Leite Saudável. No RS, explicou ela, o Sindilat orientou seus associados a implementarem ações voltadas ao controle da brucelose e tuberculose.
Apesar da adesão da maioria dos associados e dos avanços já obtidos no Estado, a veterinária alertou que os índices de tuberculose no país ainda são preocupantes. Conforme informações do Ministério da Agricultura, em cada 100 propriedades brasileiras, 17 possuem pelo menos 1 animal positivo para tuberculose. Durante o evento, que tem apoio do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Letícia ainda apresentou o vídeo institucional criado para a Vitrine do Leite. (Assessoria de Imprensa Sindilat)
 
 
Câmbio deve favorecer as exportações do setor
De acordo com o presidente do Sindicato das Indústrias de Laticínios do Estado de Minas Gerais (Silemg), João Lúcio Barreto Carneiro, a desvalorização do real frente ao dólar foi responsável pela retomada da competitividade do leite em pó brasileiro no mercado internacional. Isso deve alavancar novamente as exportações do setor. "Caso as exportações sejam significativamente retomadas, a tendência é que a oferta de leite fique mais estável com a demanda, o que é fundamental para manter os preços lucrativos, permitindo investimentos na cadeia. "Se o dólar continuar no patamar atual, a tendência é que o Brasil se torne um grande exportador de lácteos. Estamos competitivos no mercado internacional e as indústrias se preparando para atender a demanda", avaliou Carneiro. 

Mesmo com a crise econômica, segundo o presidente do Silemg, as indústrias lácteas continuam a investir em produtos inovadores, atendendo a demanda do consumidor. A estratégia é vista como fundamental para superar o atual momento e continuar competitivo no mercado. "A indústria continua inovando para atender a demanda do consumidor. Acredito que a crise é momentânea e o setor tem que se preparar para o pós¬-crise. Precisamos fazer o dever de casa, com ajustes internos, priorizando a redução dos custos, otimizando os processos, melhorando a eficiência para manter a competitividade no mercado", enfatizou Carneiro. (Diário do Comércio)

USDA prevê menor captação de leite na União Europeia

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) espera que o avanço na captação de leite na União Europeia se desacelere em 2015, após alta recorde em 2014 (+4,6%). O ritmo deve diminuir a 1,1%, em resposta à menor importação da China, ao embargo dos lácteos europeus promovido pela Rússia e às flutuações nos preços internacionais. Os menores preços pagos aos produtores também devem contribuir para que a captação cresça menos este ano. Segundo o USDA, em agosto os valores ficaram 14% abaixo da média de preços dos últimos cinco anos. Em relatório, o órgão esclarece que os números não são suas projeções oficiais, embora tenham sido compilados por uma equipe de 14 dos seus especialistas agrícolas baseados na Europa.

Os analistas do USDA preveem ainda que a estiagem em alguns dos países-membros da União Europeia deve elevar os custos de produção e estimular abates de vacas leiteiras. O processo deve contribuir para um maior rendimento médio por animal, já que vacas de menor desempenho devem ser descartadas. O ganho em produtividade deve gerar maior produção de leite também em 2016, mas novamente a alta deve ocorrer em ritmo menor.

Espera-se que a maior captação este ano resulte em uma maior oferta de leite em pó desnatado, queijo e manteiga, enquanto o processamento de leite em pó integral deve diminuir como um reflexo da menor demanda do produto para exportação. "A maior participação do leite em pó desnatado e da manteiga no processamento em 2015 deriva da sua maior competitividade no mercado global, atribuída parcialmente à queda do euro ante o dólar", explicam os especialistas. 

O volume extra de produtos lácteos deve ser direcionado principalmente ao exterior, mas o consumo de queijos e leite em pó desnatado deve aumentar na União Europeia. A demanda por manteiga e leite, porém, deve cair, enquanto as compras de leite em pó integral devem continuar no nível atual.

O USDA nota que a exportação de queijos caiu 11% entre janeiro e julho, em relação com o mesmo período de 2014, mas espera recuperação. Os preços mais competitivos devem estimular a demanda de importadores dos Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul. O leite em pó integral avançou 9%, apesar de a Argélia ter cortado compras em 30% - queda mais que compensada por embarques ao Egito, Filipinas, Tailândia e Paquistão. Para o leite em pó integral as perspectivas não são tão positivas. A exportação do produto tem baixa de 5% este ano, embora Omã tenha elevado compras.

Intervenção

O sistema de cotas para a produção na União Europeia se encerrou em março deste ano, mas o USDA prevê que produtores ainda precisam pagar 800 milhões de euros em multas por gerarem excedentes. Com o fim do sistema, o departamento norte-americano espera que a produção volte ao padrão de crescimento de 1% ao ano. 
O USDA também espera que a continuidade do embargo russo leve a União Europeia a prolongar o programa de auxílio instaurado para evitar excesso de oferta em seu mercado doméstico. Hoje, a Comissão Europeia paga para que a indústria mantenha manteiga e leite em pó desnatado estocados por um período determinado de tempo, mas a medida chega ao fim em fevereiro de 2016. (As informações são do Estadão Conteúdo)
 
Marcas
O índice de pessoas que não conseguem se lembrar de uma marca comercial despencou com a ascensão da classe C e o aumento da escolaridade nos últimos 25 anos. No início dos anos 1990, quando o Datafolha começou a medir o índice na pesquisa Top of Mind, 20% da população não se lembrava espontaneamente de nenhuma marca. Hoje, o patamar é 5%. "A taxa de desconhecimento tem alta correlação com a escolaridade. Em 1990, a maioria da população só tinha ensino fundamental. Hoje a maioria tem, pelo menos, o ensino médio, e a taxa de pessoas com nível superior dobrou", relata Alessandro Janoni, diretor de pesquisa do Datafolha. (Folha de São Paulo)