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Porto Alegre, 30 de março de 2016                                                Ano 10- N° 2.235

 

    Fonterra: mesmo com baixos preços de lácteos, lucros dobram e empresa cita Brasil como mercado-chave
 
A cooperativa de lácteos da Nova Zelândia, Fonterra, anunciou os resultados da primeira metade do ano, para os seis meses que terminaram em 31 de janeiro de 2016. Em sua revisão de desempenho, a Fonterra disse que os lucros após impostos mais que dobraram, para NZ$ 409 milhões (US$ 274,9 milhões).

O presidente da Fonterra, John Wilson, disse que os atuais baixos preços significaram pressão sobre os rendimentos, orçamentos das fazendas e sobre as famílias rurais. "Nossa gestão está ciente da necessidade de um forte desempenho para garantir que coloquemos todos os centavos possíveis nas mãos dos produtores durante um ano muito difícil". Ele disse também que, como resultado dos lucros, a Fonterra distribuiu um dividendo temporário de NZ$ 0,20 (US$ 0,13) por ação, mais que o dividendo temporário do ano passado, de NZ$ 0,10 (US$ 0,6) por ação. "Nossa previsão de dividendos totais para o atual ano financeiro é de NZ$ 0,40 (US$ 0,26) por ação".

O diretor executivo da Fonterra, Theo Spierings, disse: "Focamos na eficiência de nossa divisão de ingredientes e na captura da demanda por ingredientes em uma ampla gama de mercados. Visamos obter o máximo do crescimento do consumo global construindo a demanda por produtos de maior valor em nossos mercados de produtos ao consumidor e para o food service". Ele comentou que nesses dois mercados houve um crescimento muito bom, com o EBIT normalizado aumentando 108%, para NZ$ 241 milhões (US$ 162 milhões).

"Continuamos focados na demanda crescente, especialmente em oito mercados, onde atualmente mantemos ou queremos ganhar liderança ou uma posição muito forte: Nova Zelândia, Austrália, Sri Lanka, Malásia, Chile, China, Indonésia e Brasil. Esses são mercados bem estabelecidos para a Fonterra, de forma que estamos trabalhando em uma base forte".

As atuais condições econômicas globais permanecem desafiadoras e estão impactando a demanda e os preços dos lácteos, disse Spierings. Embora ele tenha culpado as menores importações da Rússia e da China, e os aumentos na produção de leite da Europa pelo desequilíbrio entre exportações e importações, Spierings disse que os preços deverão aumentar mais no final de 2016.

"Os fundamentos de longo prazo para os mercados globais de lácteos são positivos, com a demanda devendo aumentar 2% e 3% por ano devido ao crescimento da população mundial, aumento da classe média na Ásia, urbanização e condições demográficas favoráveis". 

Em 24/03/16 - 1 Dólar Neozelandês = US$ 0,67210 
1,48741 Dólar Neozelandês = US$ 1 (Fonte: Oanda.com). (As informações são do Dairy Reporter)
 

 
  
 
Argentina: a que ritmo vem caminhando a atividade leiteira no país?

O mercado do agronegócio leiteiro da Argentina é composto por produtos lácteos, não pelo leite cru. Na "mesa dos argentinos" são consumidos produtos lácteos no volume de 8,2 bilhões de litros anuais, convertidos em produtos processados, como queijos, manteiga, leite fluido e leite em pó. A Comissão do setor Leiteiro da Confederação de Associações Rurais de Santa Fé (CARSFE) divulgou um documento que reflete e detalha a situação do setor leiteiro argentino na atualidade.

Nos últimos 10 anos, as fazendas leiteiras argentinas produziram em média um total de 11 bilhões de litros por ano. Enquanto os preços internacionais se mantiveram acima da média e o tipo de câmbio foi competitivo, foi possível exportar o que o país não consumia, apesar das restrições impostas pelo governo anterior.

O mercado interno de lácteos é de maior valor agregado que o de exportação e permite escalas industriais menores. Para exportar, são necessárias sustentabilidade e previsibilidade, além de condições de qualidade e custos internacionais, o que muitas poucas indústrias estão em condições de cumprir. Por isso, todas as indústrias lutam para ter uma maior participação possível no mercado doméstico.

Nessas condições de oferta superior à demanda, a cadeia comercial doméstica toma um rol preponderante, já que se converte em comprador de última instância, com a conseguinte aplicação de poder de mercado sobre a indústria e desta sobre o produtor. De acordo com dados da Nielsen, de 2014, as dez cadeias, nacionais e internacionais, que operam na Argentina concentram 70% das vendas de alimentos.

A pergunta então é: é possível produzir matéria-prima leite acima do consumo doméstico sem ser um exportador competitivo e poder, dessa maneira, evitar as crises cíclicas? A resposta é não. Não é possível, porque os produtos para o mercado interno não são os mesmos que demandam a exportação, que são basicamente leite em pó e, em menor proporção, queijos.

A Argentina possui mais de 1.000 empresas lácteas, todas produzindo para o mercado interno. Não mais de 15 estão preparadas para a produção de leite em pó e somente três delas acumulam mais de 70% das exportações da Argentina. Para onde vamos, então, se a Argentina produz 11 bilhões de litros de leite anuais, consome internamente 8,2 bilhões de litros e não está preparada para ser um player competitivo no mercado internacional?

A instabilidade desta situação conduz inexoravelmente a duas possibilidades:
1) Redução do setor até voltar a gerar equilíbrio de produtos com a demanda interna, o que hoje implica o fechamento de 3.000 fazendas leiteiras e mais de 600 indústrias pequenas e médias, com as consequências de perder 20.000 postos de trabalho diretos e outros 30.000 indiretos, produzindo um impacto brutal na economia dos povos do interior.

2) Crescimento: ganhar mercados, com instalações industriais que sejam capazes de produzir produtos de exportação, com qualidade e preços competitivos internacionalmente.

A alternativa 1 não pareceria ser uma opção para um país como a Argentina, com possibilidades reais de converter-se em um player internacional de peso. Menos ainda, se o governo atual acredita verdadeiramente no setor leiteiro como fator de desenvolvimento do interior do país. No entanto, esta é a opção que silenciosamente está ocorrendo hoje, quando somente se perde tempo tentando atuar sobre a conjuntura, sem por sobre a mesa o tema estrutural aqui levantado. E a postura das 17 indústrias que aglomeram 65% do leite cru? Que se sentem as "condutoras" do setor leiteiro argentino, com todo o peso e poder para por suas referências nos postos de tomada de decisões?

A alternativa 2 é a saída ao crescimento, que deve comprometer a Subsecretaria do Setor Leiteiro, junto com as províncias leiteiras a um trabalho intenso, para envolver a todos os integrantes da cadeia em um plano de negócios, com regras do jogo totalmente claras, diferentes das atuais (que são as não regras). Deve-se atender conjuntura e estrutura ao mesmo tempo; um exemplo de que isso é possível são as ações que vem desenvolvendo a província de Santa Fé.

Se não se quer reduzir o setor leiteiro e o objetivo é o crescimento, o marco de negócios a enfrentar é:
- Rentabilidade, determinada pelo volume de mercadorias que se maneja e não pelo preço unitário da mercadoria;
- Volatilidade de preço;
- Competitividade.

A estratégia do setor leiteiro de crescimento requer:
- Determinar o valor do leite cru de acordo com um padrão com base em componentes sólidos com arbitragem de terceiro imparcial acordado pelas partes, sobre amostras tomadas por peritos;
- Formalizar os contratos entre os elos, para serem arbitrados no caso de conflito (não cumprimento de alguma das partes do acordado);
- Fixar preços de referência para que as partes ajustem as contratações;
- Promover sistemas de comercialização de leite cru através de consignatárias (de produtores, cooperativas, privadas) que coordenem e transparentem transações entre a indústria e a produção;
- Iniciativas criativas para gerar capacidade industrial de exportação, como a Planta de Formulações Lácteas desidratadas de uso compartilhado, operadas pela produção e pela indústria - Projeto Santa Fé;
- Cumprimento de um compromisso de intangibilidade da exportação de lácteos; diminuição ao mínimo da burocracia de documentos de exportação; políticas fiscais e impositivas pró-exportação.

O Estado (provinciais e nacional) em seu compromisso constitucional de fazer cumprir as leis, tem que fazer cumprir as normas vigentes para levar equidade nas transações entre privados, mudando a conjuntura atual na qual os consumidores pagam 100 pesos (US$ 6,87) por quilo de queijo cremoso que saiu a 35 pesos (US$ 2,40) por quilo da fábrica e o produtor recebe 20 pesos (US$ 1,37) por 7 litros que foram usados em sua fabricação. Hoje, o Estado recolhe mais imposto sobre valor agregado (IVA) no queijo que o consumidor paga do que o leite necessário para fabricá-lo.

Reduzir o setor leiteiro a somente demanda de mercado interno não garante o fim das crises recorrentes do setor. O Brasil já industrializa mais de 30 bilhões de litros anuais e está conseguindo o auto-abastecimento interno, o que na década de 80 parecia impossível. Para 2020, é projetado 60 bilhões de litros anuais.  Assim, com os tratados vigentes, nada impedirá que o Brasil coloque 1,6% de sua produção (1 bilhão) na Argentina, fazendo fracassar também essa estratégia de redução, que hoje está sendo executada em silêncio.

Em 29/03/16 - 1 Peso Argentino = US$ 0,06877
14,4557 Peso Argentino = US$ 1 (Fonte: Oanda.com). (Essas informações foram divulgadas em um documento assinado pelo presidente da CARSFE, Gustavo Vionnet; e pelo secretário, Ingnacio Mántaras, publicadas no www.elsantafesino.com, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

FrieslandCampina


O preço garantido da FrieslandCampina para o leite cru no mês de abril de 2016 é de € 27,50/100 kg, [R$ 1,14/litro]. O preço garantido de abril caiu € 1,00/100 kg, em relação a março (€ 28,50). Parte da redução do preço garantido é resultado de uma correção negativa de € 0,22 para compensar a previsão otimista de fevereiro, dos preços do leite, feita pelas indústrias de referência, e a expectativa de que os preços dos lácteos continuarão a cair em abril. Isto devido aos baixos níveis dos preços dos queijos combinado com a fraca demanda e uma crescente oferta de leite. Os preços da proteína em abril de 2016 é de € 448,91, da matéria gorda € 224,45 e da lactose € 44,89 por 100 quilos.

O preço garantido incide sobre a matéria-prima que contenha 3,47% de proteína, 4,41% de matéria gorda e 4,51% de lactose, sem o desconto de impostos. O valor é garantido a produtores que entreguem 600.000 quilos de leite por ano. (FrieslandCampina - Tradução livre: Terra Viva) 
 

Aprenda a calcular e interpretar os índices zootécnicos de seu rebanho

O maior desafio do produtor é encontrar indicadores que possibilitem aferir se sua propriedade apresenta desempenho eficiente, o que pode ser analisado sob o ponto de vista econômico e técnico. O problema é que, nem sempre, uma propriedade leiteira tem eficiência técnica e econômica ao mesmo tempo. Tecnologias que assegurem aumento da produção de nada adiantam se não asseguram aumento de ganhos para o produtor, ou seja, o que se deve buscar ao fim é a eficiência econômica no processo produtivo.

Assim, através da interpretação dos índices zootécnicos, que permitem verificar o nível produtivo e reprodutivo do rebanho, é possível buscar o ponto ideal de equilíbrio entre o resultado técnico e econômico, alcançando o sucesso da produção leiteira. 

Estão abertas as inscrições para o curso online "Índices Zootécnicos: como calcular, interpretar e agir". Neste curso você aprenderá a mensurar e interpretar os resultados produtivos de uma propriedade de leite, conhecerá os principais fatores que justifiquem ou não a busca pelos índices zootécnicos tidos como referência e compreenderá como esses parâmetros podem ser aplicados e que valores podem ser buscados como metas.

Este treinamento é destinado aos produtores de leite de pequena, média e grande produção, que desejam maximizar seus lucros, técnicos e consultores interessados em atualizar seus conhecimentos na área, técnicos e estudantes de graduação e pós-graduação interessados em conhecer os índices zootécnicos e as ferramentas para aprimorá-los.

O instrutor é Rodrigo de Almeida, médico veterinário formado pela UFPR, com mestrado em melhoramento animal pela McGill University, Montreal, Canadá e doutorado em nutrição de ruminantes pela ESALQ/USP. É professor do Departamento de Zootecnia da Universidade Federal do Paraná e atua também como consultor na área de nutrição de bovinos em propriedades leiteiras e em confinamentos de bovinos de corte.

O curso online "Índices Zootécnicos: como calcular, interpretar e agir" terá início no dia 09/05 e você já pode garantir sua vaga clicando aqui! Aqueles que se inscreverem até dia 06/04 ganharão um cupom com 25% de desconto para adquirir qualquer curso da biblioteca do EducaPoint! Ou entre em contato:contato@educapoint.com.br (19)3432-2199/Whatsapp (19) 99817- 4082. (Milkpoint)

Lei Plurianual Agrícola
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) criou, nesta segunda-feira (28), a Câmara Temática da Lei Plurianual Agrícola (LPA) - uma das metas do governo federal para 2016. A medida foi publicada no Diário Oficial da União. O grupo é formado por representantes da Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Mapa, do Ministério da Fazenda, Ministério do Desenvolvimento Agrário, Banco Central e do setor produtivo. A LPA será criada para consolidar a legislação que rege importantes mecanismos de política do Mapa, como o seguro rural, o Programa de Garantia de Preço Mínimo (Pgpm), o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) e a lei agrícola. A ministra Kátia Abreu pretende enviar o texto da nova lei ao Congresso Nacional em meados de agosto de 2016. (Mapa)
 

 

    

         

Porto Alegre, 29 de março de 2016                                                Ano 10- N° 2.234

 

    Piá
 
Especialista na produção de iogurtes e outros produtos lácteos, a Piá apresentou durante sua Assembleia Geral Ordinária, realizada em Nova Petrópolis, os números alcançados em 2015. Apesar da crise, a cooperativa encerrou com um faturamento de R$ 673,3 milhões, 3,1% a mais do que os R$ 653 milhões alcançados no ano passado.
 
Para que isso fosse possível, a diretoria da empresa priorizou a manutenção da política de valorização da base produtiva, pagando R$ 0,06 a mais por litro de leite em relação à média do Conseleite. Entre outros fatores que garantiram o crescimento da Piá estão os lançamentos de produtos diferenciados, como os iogurtes e leites zero lactose, aportes financeiros em equipamentos com tecnologia de ponta que garantem a máxima qualidade de sua matéria prima e a modernização de processos, com adoção de novas tecnologias na produção de fermentados. Na ocasião, o presidente da cooperativa, Gilberto Kny, também destacou os investimentos na área ambiental, como a instalação de uma Estação de Tratamento de Efluentes no bairro Piá, e a instalação de uma Central de Tratamento de Limpeza das Máquinas Automatizados, que gerou economia de 35% de água. De acordo com o executivo, através de todas estas ações, no futuro, será possível chegar a 100% da produção da indústria. "Hoje, produzimos 16 milhões de quilos por mês, mas temos capacidade instalada para 21 milhões", afirmou.
 
A Cooperativa Piá encerrou o ano com um quadro funcional de 1,5 mil colaboradores e 21 mil associados, sendo 2.698 associados produtores de leite e frutas. Com relação ao volume de leite captados, foram 166 milhões, sendo 163,5 milhões oriundos de produtores parceiros e 2,5 milhões de cooperativas parceiras. Cerca de 340 associados participaram da Assembleia Geral Ordinária, que elegeu, ainda, para o Conselho Fiscal: Marcelo André Wendling, Remidio Frank, Roberto Kunzler, Darci Weber, Ari Boelter e Vera Zimmer. (Página Rural) 
 
 
  
 
Pesquisa aponta que transparência e cuidados com os animais são cruciais para a confiança do consumidor
 
Somente 25% dos consumidores dos Estados Unidos acreditam firmemente que a carne, o leite e os ovos que compram são derivados de animais que foram tratados da maneira adequada, de acordo com nova pesquisa do Centro para Integridade de Alimentos (CFI, sigla em inglês), que mostrou uma crescente lacuna entre os consumidores e os produtores rurais e, a necessidade dos produtores de alimentos fornecerem mais informações sobre seus esforços para manter o bem-estar animal, visando estabelecer uma confiança no sistema de alimentos. 

Em um webinário realizado na semana passada, a gerente sênior de programa do CFI, Donna Moenning, destacou as descobertas de uma pesquisa realizada em 2015 nos Estados Unidos com 2.001 consumidores e que objetivou explorar o papel da transparência na confiança dos consumidores sobre aqueles que produzem seus alimentos. Os consumidores buscam carne, ovos e leite de animais tratados com cuidado e de forma humanitária e "transparência não é mais opcional", disse ela. Especificamente, 56% acreditam que a transparência com relação ao tratamento dos animais constrói confiança, mostrou o estudo.

Entre os seis tópicos - segurança alimentar, ética de negócios, impacto dos alimentos na saúde, bem-estar, mão de obra e direitos humanos, e impactos ambientais - as práticas de bem-estar animal estiveram entre as mais preditivas da transparência global, disse Moenning.

O CFI avaliou quatro indicadores ou atividades de transparência:
- Políticas - o que a companhia deve fazer através de regulamentações, padrões;
- Práticas - quais as ações da companhia e como elas demonstram valores;
- Desempenho - registro do que a companhia faz e seus resultados;
- Verificação - validação externa, em muitos casos por auditorias de terceiros.

Baseado no feedback dos consumidores, a maior importância foi dada para "a capacidade de ver as práticas das companhias" ou "dos produtores rurais", como vídeos que descrevam como os tratadores de animais são treinados e demonstrem que eles compartilham a preocupação dos consumidores com o bem-estar animal. 

"Uma coisa é ter uma política, mas suas práticas - especialmente práticas ilustrativas - ajudam a direcionar a confiança", disse Moenning, enfatizando que comunicar valores compartilhados com os consumidores é mais importante do que simplesmente comunicar fatos científicos.

Quando questionados sobre onde a informação sobre bem-estar animal deveria estar disponível, 39% disseram que em sites de terceiros independentes, 35% disseram que nos sites das companhias de alimentos, 19% disseram na embalagem do alimento e o restante disse em códigos QR localizados nas embalagens.

Quando solicitados para distribuir 100 pontos referentes à responsabilidade pela informação, as companhias de alimentos receberam a maior parte (49), seguida por produtores rurais (30), lojas de varejo (11) e restaurantes (10). Moenning disse que essa distribuição demonstra a distância entre os consumidores e os produtores rurais. Os consumidores colocam mais responsabilidade nas companhias de alimentos porque as associam mais de perto com a produção de suas proteínas. 

Ela disse que as companhias de alimentos e as associações de produtores precisam unir-se em um esforço para comunicar as melhores práticas de manejo com os animais e como elas são verificadas. (As informações são do MeatingPlace.com)

 
 
Inseminação favorece pecuária leiteira
 
Pela primeira vez, a Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia) divulgou os índices do uso de inseminação artificial (IA) nos estados brasileiros. Ao longo de 2015, em Minas Gerais, a utilização da IA na pecuária de leite abrangeu 14,6% das vacas e na de corte 7,1% das matrizes, alcançando o índice total de 11,5%, o que é considerado pequeno frente ao tamanho do rebanho estadual. O uso da IA no rebanho total do País abrange 10,3% das vacas e a tendência é de crescimento.

O uso da inseminação artificial em bovinos tem entre as vantagens a possibilidade de melhorar a genética do rebanho em ampla escala, ampliar a produtividade em um menor período de tempo, reduzindo os custos de produção e agregando competitividade.

De acordo com o presidente da Asbia, Carlos Vivacqua Carneiro da Luz, o uso da técnica tanto em Minas Gerais como em todo o País ainda tem muito espaço para crescer. Com a divulgação dos índices estaduais, a associação pretende acompanhar, de forma científica, o avanço de programas voltados para estimular o uso da inseminação artificial.

Apesar de ser responsável pelo segundo maior rebanho de bovinos no País, atrás apenas do Mato Grosso, a taxa de inseminação artificial em Minas Gerais ainda é pequena, representando apenas 11,5% do rebanho total, corte e leite, que é formado por 15,63 milhões de fêmeas. Minas ocupa a sexta posição, atrás dos estados do Sul do País, Mato Grosso do Sul e São Paulo. 

De acordo com os últimos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Minas Gerais se destaca com o maior rebanho leiteiro, composto por 5,8 milhões de vacas em ordenha e respondendo por 25,19% do rebanho de leite do País. Mesmo sendo o maior produtor de leite, o Estado insemina apenas 14,6% das matrizes, ficando atrás de Santa Catarina, estado onde o índice de inseminação é de 31,8%, Rio Grande do Sul, 28,3%, Paraná, 25,9%, e São Paulo, 15,3%.

"Em Minas Gerais, Estado que possui o maior volume de gado de leite do Brasil, o percentual de inseminação não é elevado. Já o Sul do País concentra os maiores índices, por serem os que mais utilizam tecnologias. Nosso ranking pode ser considerado um mapeamento da tecnologia aplicada na pecuária de corte e de leite, isto pelo uso da inseminação ser uma técnica que sempre vem acompanhada de outras, como o uso da ordenha mecânica e as melhores práticas de manejo, por exemplos".

Ainda segundo Vivacqua, vários programas do governo federal e estadual, em conjunto com entidades ligadas ao agronegócio, vêm sendo desenvolvidos em Minas Gerais e demais estados produtores. Por isso, a tendência é de crescimento do uso da técnica. O percentual baixo no uso da IA ainda se deve às dificuldades de acesso dos pecuaristas aos processos tecnológicos e à mão de obra capacitada.

Valor 
Considerada como o melhor mecanismo de melhoramento genético em larga escala, o uso da inseminação artificial tem valor acessível aos produtores, representando apenas 2% dos custos de produção. "A inseminação tem um custo-benefício enorme garantindo ao pecuarista a melhora genética do rebanho em larga escala. A utilização da técnica vem se expandindo e deve crescer efetivamente nos próximos anos. A partir de agora, com a divulgação dos índices estaduais, poderemos acompanhar o percentual de adoção da técnica e a variação ano a ano. Estamos muito felizes porque, com os dados, vamos mensurar não mais de maneira sensitiva, mas de maneira exata a variação em cada estado. Poderemos traçar e avaliar as ações estratégicas e os impactos das mesmas", explicou Vivacqua. (As informações são do Diário do Comércio)

 
 
Gasto do governo com juros quase dobra em um ano e chega a R$ 540 bi

Os gastos com juros do setor público atingiram R$ 540 bilhões nos 12 meses até janeiro, o equivalente a 9,1% do PIB, um salto expressivo em relação aos 5,5% do PIB registrados em 2014. Nesse período, as despesas financeiras foram infladas especialmente pela alta da taxa de juros, o aumento da inflação e a desvalorização do câmbio. No acumulado de 2016, esses gastos devem ser menores como proporção do PIB, devido à inflação mais baixa e às perspectivas para a trajetória do real, que podem fazer o Banco Central ter ganhos com os swaps cambiais. Ainda assim, continuarão muito superiores aos dispêndios com juros nominais de outros emergentes. A conta com juros subiu 3,6 pontos percentuais do PIB entre o acumulado de 2015 e os 12 meses até janeiro. Desse total, os gastos relacionados a taxas de juros (como Selic, prefixadas e a Taxa Referencial) responderam por um terço dessa alta, passando de 3,3% para 4,5% do PIB, diz o economista¬chefe da corretora Tullett Prebon, Fernando Montero. 

A indexação de títulos a índices de preços contribuiu com 0,7 ponto percentual dessa alta, para 2,5% do PIB, enquanto os gastos com os swaps cambiais subiram de 0,3% para 2% do PIB no período, devido ao impacto da forte desvalorização do câmbio, afirma Montero. "Os juros continuarão pressionando. Em contrapartida, a tendência da inflação é cair e a dos swaps, de reverter", resume ele. Segundo Montero, é possível que as despesas do Banco Central (BC) com os swaps sejam zeradas em março no acumulado em 12 meses, devido à recente valorização do real. Nos 12 meses até janeiro, esses instrumentos, ofertados pelo BC para dar proteção cambial e moderar a desvalorização da moeda, custaram R$ 117 bilhões. Pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), José Roberto Afonso lembra ainda outro fator que explica o aumento dos gastos com juros em relação ao tamanho da economia: o PIB nominal aumentou em 2015 bem menos do que os índices de preços. Além da recessão ¬ a economia encolheu 3,8% no ano passado ¬, o deflator implícito do PIB (uma espécie de "inflação do PIB") aumentou muito menos do que o Índice de Preços ao Consumidor (IPCA). Com isso, quando expressas em proporção do PIB, indicadores como os gastos com juros ficam maiores, diz Afonso. O economista destaca também a alta da taxa Selic, que aumentou de 11,75% no fim de 2014 para 14,25% ao ano em julho de 2015, nível em que se encontra atualmente. Isso impactou os gastos com juros, assim como o aumento da inflação, que corrige hoje uma parte significativa da dívida pública federal ¬ algo próximo a um terço dela. 

Afonso aponta ainda outro fator para o crescimento dos gastos com juros ¬ o forte crescimento do estoque da dívida pública. No ano passado, a dívida em títulos do governo federal, por exemplo, aumentou quase 18%, bem acima da alta de 7,7% do ano anterior. Num cenário de incerteza como o atual, os investidores e empresas dão prioridade à liquidez, diz ele. Com isso, correm para títulos públicos, que também oferecem um rendimento elevado.

Como Montero, Afonso vê espaço para gastos menores com juros como proporção do PIB neste ano. A inflação será menor do que os 10,7% registrados pelo IPCA em 2015, e a perspectiva de um dólar mais barato poderá fazer o BC ter ganhos com os swaps cambiais. O mercado espera que o setor público gaste o equivalente a 7,5% do PIB com juros em 2016, pelo que se infere com base nas projeções dos analistas consultados pelo BC para o déficit nominal (que inclui gastos com juros) e o déficit primário (que exclui essas despesas). Não há uma estimativa direta para os dispêndios com juros. A Selic pode cair no segundo semestre, segundo parte dos analistas, mas não se esperam quedas muito significativas. A taxa média neste ano pode ficar um pouco acima da média do ano passado, de 13,58%, ou bastante próxima. A diferença entre a remuneração dos créditos e débitos do setor público também contribui para explicar as despesas elevadas com juros nominais, diz Afonso. O ponto é que o volume expressivo de reservas e os empréstimos do Tesouro aos bancos públicos como o BNDES elevaram a distância entre os juros pagos e os juros recebidos pelo setor público.

Para fazer aportes ao BNDES, por exemplo, o Tesouro emite títulos em grande parte atrelados à Selic, hoje em 14,25%, ficando com créditos junto ao banco corrigidos pela Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), atualmente em 7,5% ao ano. Nos 12 meses até janeiro, o custo efetivo da dívida líquida, medido pela chamada taxa implícita, ficou em 31,9%, muito acima da Selic. Os 9,1% do PIB acumulados até janeiro são a diferença entre juros pagos e recebidos pelo setor público consolidado, que engloba União, Estados municípios e algumas estatais (sem Petrobras e Eletrobras). Na comparação internacional, os gastos com juros do Brasil superam em muito o de outros emergentes. Na Índia e na África do Sul, que têm despesas financeiras mais elevadas que vários outros integrantes desse grupo de países, os dispêndios em 2015 foram de 4,4% do PIB e 3,1% do PIB, pela ordem (ver tabela). No Chile, ficaram em 0,6% do PIB. O ponto é que o Brasil tem uma dívida mais alta e mais cara do que a de outros emergentes, como costuma ressaltar Mansueto Almeida, especialista em contas públicas. Estimativas do Fundo Monetário Internacional (FMI) mostram que a dívida bruta dos emergentes em 2015 ficou em média em 44,6% do PIB, enquanto a do Brasil fechou o ano passado em 66,2% do PIB. 

A dívida líquida brasileira, por sua vez, terminou 2015 em 36% do PIB, muito acima dos 11,6% do PIB projetados pelo FMI para a média desse grupo de países. Há economistas que não veem com bons olhos o uso do resultado nominal das contas públicas. Professor da Escola de Economia de São Paulo (EESP) da Fundação Getulio Vargas (FGV), Bernardo Guimarães diz que a medida é "muito pouco relevante", por não levar em conta o efeito da inflação. Dizer que a carga de juros nominais ficou em 9,1% do PIB significa muito pouco, segundo ele, uma vez que boa parte das taxas está apenas corrigindo seu valor considerando a evolução dos índices de preços. O melhor conceito, para Guimarães, é o operacional, que leva em conta o efeito dos juros reais (descontada a inflação) sobre a dívida. Embora o BC não divulgue mais estatísticas do resultado operacional das contas públicas, ele estima que os juros reais em 2015 ficaram na casa de 2,5% a 3% do PIB. Esse número tem mais relevância do que a carga de juros nominais, diz Guimarães. Para Afonso, o resultado operacional é importante e deve ser olhado, mas o conceito nominal também é relevante, por facilitar comparações internacionais, por exemplo. (Valor Econômico)

 

Preços  
Depois de um quadrimestre amargando preços baixos, os produtores de leite começaram 2016 com cotações mais atraentes. De acordo com um levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o preço bruto (incluindo frete e impostos) recebido pelo produtor em fevereiro foi de R$ 1,97/litro, 3,3% a mais que em janeiro. A alta do produto, que já chegou ao bolso dos consumidores, é consequência do clima. Chuvas acima da média e temperaturas elevadas atrapalharam na captação do leite e reduziram bruscamente a oferta no mercado. No Paraná a redução foi de 7,65% no último quadrimestre. Além disso, os produtores também adiaram a secagem das vacas para reduzir os custos de produção. (Gazeta do Povo)
 

         

Porto Alegre, 28 de março de 2016                                                Ano 10- N° 2.233

 

    Indústria quer mais prazo para ajuste de rótulos

O Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) irá solicitar à Anvisa e ao Ministério da Agricultura mais prazo para que as indústrias incluam nas embalagens dos lácteos a informação sobre a presença de produtos alergênicos. O pedido, pontuou o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, deve-se ao fato de que as empresas ainda têm muitas embalagens a serem utilizadas em estoque e, pela resolução 26/2015, o novo rótulo passará a ser exigido já em junho deste ano. As informações devem estar agrupadas imediatamente após a lista de ingredientes e com caracteres legíveis, em caixa alta, negrito e cor contrastante com o fundo do rótulo. A deliberação foi obtida em reunião de associados na tarde desta segunda-feira (28/3). 

Na ocasião, Guerra ainda falou sobre a ação da Aslore, associação que protege o setor industrial em âmbito federal em relação à logística reversa perante órgãos fiscalizatório. Fundador da Aslore, o Sindilat participa da diretoria da entidade e convida os laticínios a também aderirem. Segundo o dirigente, a vantagem é que a associação desenvolve projetos nacionais de destinação adequada de embalagens que favorecem seus associados e, em um primeiro momento, demonstram sua preocupação com o tema. Além da proteção institucional, a Aslore também pode agir como consultora em ações individuais de empresas que queiram desenvolver seus próprios projetos. (Assessoria de Imprensa Sindilat)
 
 
  
Assembleia aprova balanço contábil

Assembleia Geral Ordinária, realizada na tarde desta segunda-feira (28/3), aprovou o balanço do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) de 2015. A validação veio após parecer positivo emitido pelo Conselho Fiscal da entidade. Na ocasião, o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, propôs a flexibilização do estatuto no que se refere ao limite de gastos do orçamento. Os associados presentes autorizaram a diretoria a extrapolar as despesas em até 20% desde que as demandas refiram-se a contas já previstas e aprovadas. Com isso, evita-se a realização de novas assembleias gerais de forma que a prestação de contas seja realizada nas reuniões mensais de associados.

Referindo-se ao decreto que regulamenta a Lei do Leite, o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, pontuou aos presentes que os pedidos dos associados foram acatados pela Secretaria da Agricultura. Contudo, o assunto das penalizações ainda não foi abordado, mas a expectativa é que fique dentro do que o Sindilat espera. "Mostramos como o mercado funciona, que são poucas as cargas transportadas por fretes das empresas e que a maioria é terceirizada. As coisas estão andando dentro do que pensamos de forma a mostrar que há processos em que a indústria não pode se responsabilizar", frisou Palharini. (Assessoria de Imprensa Sindilat)
 

Conseleite/SC

A diretoria do Conseleite Santa Catarina reunida no dia 24 de Março de 2016 na cidade de Joaçaba, atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I, aprova e divulga os preços de referência da matéria-prima leite, realizado no mês de Fevereiro de 2016 e a projeção dos preços de referência para o mês de Março de 2016. Os valores divulgados compreendem os preços de referência para o leite padrão, bem como o maior e menor valor de referência, de acordo com os parâmetros de ágio e deságio em relação ao Leite Padrão, calculados segundo metodologia definida pelo Conseleite-Santa Catarina. (FAESC)

 
 
Leite: custos devem inibir investimentos em 2016

O custo maior para produzir leite continuará inibindo investimentos ou gerando cortes de gastos no segmento em 2016, segundo análise da Scot Consultoria. Em relatório semanal sobre o mercado, a consultoria destaca, ainda, que a demanda deverá ser mais fraca este ano, por causa da crise econômica. Já os preços devem ficar firmes nos próximos meses, refletindo a redução da oferta.
"A captação menor, com a curva de produção caindo nas principais regiões produtoras, colabora com esse cenário [de alta dos preços]", diz o relatório. A Scot ressalta que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no último trimestre do ano passado o volume de leite adquirido pelos laticínios foi de 6,3 bilhões de litros, queda de 3,9% na comparação com igual período de 2014. No acumulado de 2015, a captação de leite totalizou 24 bilhões de litros (-2,8%).(Canal Rural)

Tecnologia/Bolívia
Minas Gerais, maior produtor de leite nacional, vem servindo de referência para que os bolivianos organizem a produção de leite em seu país. Nas últimas semanas, uma comitiva formada por 28 produtores visitou o Brasil para conhecer todos os elos da cadeia produtiva, desde as fazendas, cooperativas, passando pelas empresas da área de genética até laticínios.
Os bolivianos também puderam conhecer a qualidade do rebanho da raça Girolando, responsável pela produção de 80% do leite brasileiro. A visita é um dos resultados do convênio firmado entre Associação Brasileira dos Criadores de Girolando, com sede em Uberaba, na região do Triângulo, e a Associação Boliviana dos Criadores de Zebu (Asocebu), que prevê também a exportação de know-how e de genética. As negociações entre os governos brasileiro e boliviano para liberar a comercialização de material genético estão avançadas, com perspectiva de aprovação nos próximos meses. A expectativa com o acordo é que ocorra melhoria da qualidade genética do rebanho leiteiro boliviano, viabilizando o crescimento da produção de leite. A projeção do governo do país vizinho é aumentar o consumo per capita de leite, hoje em 55,3 litros, para 120 litros ao ano até 2019. Além de treinamentos, também serão negociados material genético da raça Girolando, permitindo a expansão das vendas brasileiras. (Fonte da Notícia: Diário do Comércio)

         

Porto Alegre, 24 de março de 2016                                                Ano 10- N° 2.232

 

    Expoagro 2016: Parcela apresenta "Os Caminhos do Leite"

"O Caminho do leite é o planejamento da propriedade rural, utilizando diferentes espécies de pastagens, e equilibrando a dieta com silagem e ração para, assim, atingir ótimos resultados zootécnicos em produção, reprodução e qualidade do leite", destacou o engenheiro agrícola e coordenador da parcela de Bovinocultura de Leite da Emater/RS-Ascar na Expoagro Afubra, Diego Barden dos Santos.

O espaço, organizado em parceria entre a Emater/RS-Ascar e a Embrapa, traz o enfoque do planejamento forrageiro, e apresenta informações sobre os períodos de crescimento das pastagens. Para tanto, áreas demonstrativas foram implantadas com amostras de Giggs, Tifton 85, Hermárthria, Capim Elefante e BRS Kurumi, sendo todas pastagens perenes, que possibilitam maior tempo de pastejo. Além disso, a Embrapa apresenta outras forrageiras como leguminosas de inverno e alguns materiais anuais, pastagens que possibilitam alimentação para o gado em outros períodos do ano.

Um dos destaques da unidade demonstrativa é a produção de silagem. O estande visa a orientar o público visitante sobre a importância de qualificar a produção de silagem, uma vez que esta é uma fonte de energia para os animais quando a pastagem não é suficiente em quantidade e qualidade. "Além de ser uma alternativa mais econômica para o produtor rural", observa Santos. Segundo o engenheiro agrícola, a base da alimentação deve ser o pasto. "Estimulamos a utilização da silagem como complemento alimentar a pastagem. Quando de qualidade, ou seja, feita com a planta inteira, utilizando as folhas e o grão do milho, a silagem garante a energia que os animais precisam para a produção do leite, sem prejuízos a nutrição dos mesmos", destaca o extensionista.

A escolha correta do ponto de corte da silagem também contribui para determinar o maior ou menor rendimento de energia do alimento. Quanto mais verde o milho estiver, menos energia ele terá, quanto mais seco o milho estiver maior a quantidade de fibra. Por isso, o ponto ideal para corte de silagem é quando o milho estiver com 35% de matéria seca. Para identificar o ponto de corte é necessário observar a quantidade de umidade no grão de milho, a "linha do leite" precisa estar na metade do grão.

Santos, destaca também que o processo de ensilagem é muito eficiente para conservar alimentos e manter suas características quando bem executado. "A silagem de qualidade apresenta uma grande quantidade de grãos, colhidos no período adequado, ou seja, quando o milho está em estagio farináceo", finaliza o extensionista. Outro fator importante é a compactação da silagem, que também necessita de atenção do produtor rural, já que é a ausência de ar que permite a conservação da mesma. (Emater - RS)
 
  

EUA: Walmart construirá planta de processamento de leite em Indiana

A maior rede varejista dos Estados Unidos, Walmart, anunciou planos de estabelecer uma planta de processamento de leite em Fort Wayne, Indiana, uma medida que criará mais de 200 empregos, do processamento do leite ao transporte. O Walmart disse que o salário médio inicial para posições na nova planta, que deverá estar operacional em 2017, será de mais de US$ 19 por hora.

Com a construção devendo começar no verão americano desse ano, o Walmart construirá uma planta de processamento de leite de mais de 23 mil metros quadrados. A planta utilizará as tecnologias mais modernas para produzir o leite Great Value e Member's Mark, puro e com chocolate, para mais de 600 lojas do Walmart e localizações do Sam's Club em Indiana, Illinois, Michigan, Ohio e norte de Kentucky.

"Ao operar nossa própria planta e trabalhar diretamente com a cadeia de fornecimento de lácteos no meio-oeste, reduziremos mais os custos operacionais e passaremos essas economias a nossos clientes, de forma que eles possam economizar", disse Tony Airoso, vice-presidente sênior de estratégias de compras para o Walmart U.S. O Walmart disse também que operar sua própria planta acelerará a entrega de leite às lojas e estenderá o prazo de validade.

O anúncio foi feito logo depois do anúncio da estratégia de lácteos de Indiana 2015, comissionada pelo Departamento de Agricultura do Estado de Indiana (ISDA, sigla em inglês), para impulsionar a indústria do estado aumentando o volume de processamento de lácteos e criando oportunidades de mercado para expansão da produção de leite. "Essas são ótimas notícias para Indiana e não somente afirmam que nossa estratégia de lácteos está funcionando, mas também, que o clima de nossos negócios e a localização geográfica estão conduzindo a um desenvolvimento econômico na indústria agrícola", disse o diretor da ISDA, Ted McKinney.

Com mais de 1.200 fazendas leiteiras no Estado, Indiana produziu mais de 1,81 bilhão de quilos de leite no ano passado. Indiana contabilizou em 2015 aproximadamente 184.000 vacas leiteiras, que produziram em média 27,6 quilos de leite por dia, representando quase 2% da produção total de leite dos Estados Unidos. O Walmart emprega mais de 38.000 associados em Indiana e opera dez centros de distribuição no estado. No ano fiscal de 2015, o Walmart gastou US$ 1,7 bilhão com fornecedores de Indiana. (As informações são do Dairy Reporter, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

Uruguai: setor leiteiro pede ajuda ao governo e indústria de lácteos ganha acesso a empréstimo

O setor leiteiro do Uruguai está pedindo assistência urgente. Os produtores aproveitaram a Expoactiva 2016 para expor seus problemas. Os produtores de leite uruguaios disseram que estão trabalhando com perdas, porque o custo de produção é de US$ 0,25 por litro, enquanto o mercado paga US$ 0,16 e US$ 0,24 por litro de leite. O déficit no primeiro semestre pode alcançar US$ 79 milhões em 4.507 fazendas leiteiras registradas em todo o país.

O relatório apresentado às autoridades descreve que o número de animais leiteiros ultrapassa 710.000 cabeças e que a produção anual enviada à indústria é de 2 milhões de litros. O presidente da Associação Nacional de Produtores de Leite, Rodolfo Braga, disse que o setor "vive um momento bem complicado, de forma que é necessário tomar medidas para que não haja sequelas irreversíveis".

Os produtores pediram aos prefeitos uma redução geral de 30% no Imposto de Contribuição Imobiliária Rural durante 2016 para produtores leiteiros com perfil familiar que tenham propriedades de até 500 hectares. "Isso daria uma mão ao produtor ao menos por um ano para atender à conjuntura, porque atualmente o país está perdendo produtores e está enviando gado holandês aos frigoríficos em quantidades maiores do que o normal". Eles reconhecem que o contexto internacional "não é favorável, porque os lácteos tiveram uma baixa, mas também é necessário tomar medidas internas, como baixar os custos de energia e dos combustíveis".

O vice-secretário de Economia e Finanças, Pablo Ferreri, disse que o Poder Executivo tem gerado respostas para o setor. "Basta recordar que há poucas semanas entrou em vigência o fundo leiteiro, por US$ 78,8 milhões, para colaborar com o setor leiteiro e também está sendo enviado um projeto de lei ao Parlamento para gerar empréstimos vantajosos para as indústrias de lácteos que exportaram à Venezuela com condições muito favoráveis".

Ferreri recordou que o Poder Executivo estará habilitando a possibilidade, se o Parlamento votar, de empréstimos de US$ 66 milhões com três anos de graça, onde os juros nesse período são absorvidos pelo governo. No caso, as companhias de lácteos do Uruguai, Conaprole, Claldy, Pili e Calcar terão a garantia do Estado em um empréstimo que os bancos concederão devido à dívida que a Venezuela não pagou pela compra de produtos lácteos uruguaios.

O projeto de lei incluiu garantia ou títulos solidários para as empresas Calcar, Claldy, Conaprole e Pili. O prazo de financiamento não poderá exceder seis anos e o período de graça não poderá ser superior a três anos.

O Poder Executivo se encarregará dos custos dos juros gerados pelos créditos outorgados pelas instituições financeiras, que não poderão exceder o equivalente a uma taxa de 4,5% em dólares americanos sobre um valor máximo de US$ 66 milhões, que é o saldo não pago pelas exportações de lácteos à Venezuela. (As informações são do El País Digital e do El Observador)

União Europeia: políticos pedem novamente rotulagem do país de origem de carne e leite

Os membros do Parlamento da União Europeia (UE) reiteraram seu suporte àrotulagem do país de origem de carnes e leite em uma resolução votada na última terça-feira (22). A rotulagem ajudaria a manter a confiança dos consumidores nos produtos alimentícios tornando a cadeia de fornecimento de alimentos mais transparente, argumentaram eles.

Os membros do Parlamento disseram que essa rotulagem se tornaria obrigatória para carnes de bovinos, suínos, ovinos, caprinos, frango, leite (e leite usado como ingrediente em produtos lácteos), para alimentos não processados, produtos com ingredientes únicos e para ingredientes que compõem mais de 50% do alimento.

Os membros do Parlamento destacam que, de acordo com uma pesquisa do Eurobarometer de 2013:

- 84% dos cidadãos da UE consideram necessário indicar a origem do leite;
- 88% consideram que essa rotulagem é necessária para carnes;
- mais de 90% consideram essa rotulagem importante para alimentos processados.

Os membros do Parlamento disseram também que a "indicação obrigatória da origem do leite, vendido como leite ou usado como ingrediente em produtos lácteos, é uma medida útil para proteger a qualidade dos produtos lácteos, combater fraude de alimentos e proteger empregos no setor, que está entrando em uma crise severa". A proposta será agora votada pelo Parlamento durante sessões de plenário nos meses de abril ou maio. (As informações são do The Cattle Site, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

Gordura Trans

Qual a melhor forma de atuação regulatória sobre uso de gordura trans industrial em alimentos? Este é o tema da Audiência Pública que ocorrerá no dia 28 de março, na sede da Anvisa, em Brasília. A reunião foi aprovada pela Diretoria Colegiada da Agência em razão da crescente demanda da sociedade para a adoção de medidas regulatórias mais efetivas para redução dessa gordura nos produtos.

O objetivo da Diretoria é obter informações adicionais sobre o uso de gordura trans industrial em alimentos e ampliar o conhecimento sobre o impacto das diferentes alternativas regulatórias disponíveis. A Audiência é aberta ao público. Especialmente, aqueles envolvidos na produção e uso da gordura e suas alternativas tecnológicas em alimentos em pesquisas sobre o consumo e os efeitos na saúde da substância e na avaliação da efetividade de diferentes medidas regulatórias sobre o tema. Os interessados em comparecer à Audiência Pública devem solicitar sua inscrição, informando o nome, a instituição que representam e o telefone de contato, por meio do e-mail: geare@anvisa.gov.br. (Anvisa)

Pobreza

Entre 2014 e 2015, o número de pessoas em situação de pobreza na América Latina cresceu de 168 milhões para 175 milhões, o que representa 29,2% da população total. Já o número de pessoas em situação de indigência, ou extrema pobreza, passou de 70 milhões para 75 milhões (12,4%).

O relatório Panorama Social da América Latina 2015, divulgado pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), registrou uma redução importante nas taxas de pobreza no Brasil. Segundo Laís Abramo, diretora da Divisão de Desenvolvimento Social da instituição, mais de 2 milhões e 750 mil brasileiros saíram das linhas de pobreza e extrema pobreza em 2014. "Essa diminuição foi mais acentuada entre os indigentes, e isso mostra, justamente, a eficácia e a importância dos programas de combate à extrema pobreza que existem atualmente no Brasil. (Monitor Mercantil)
 

PMES Lácteas 
A troca de experiências e conhecimento entre pequenos e médios produtores de lácteos da América Latina será a tônica da terceira edição do Encontro Latino-Americano para as Pequenas e Médias Empresas Lácteas (PMES Lácteas), que ocorrerá de 27 a 29 de abril de 2016 no Fundaparque, em Bento Gonçalves (RS). Pela primeira vez, o evento, organizado pela Associação das Pequenas Empresas de Laticínios do Rio Grande do Sul (Apil/RS) e do Portal Lechero, do Uruguai, se realizará no Brasil. Conforme a coordenadora do evento, Cecilia Agradi, a Apil decidiu trazer o encontro para o Brasil com o objetivo de oferecer aos interessados a possibilidade de criar oportunidades para a troca de experiências, conhecimentos e negócios para a cadeia do leite em geral. "As pequenas e médias empresas lácteas, em particular, têm requisitos específicos, questões próprias e uma ampla gama de oportunidades para se identificar e tornar-se sustentável ao longo do tempo, assim como melhorar a produtividade e a competitividade", explica. Durante o evento, os participantes poderão discutir os problemas e realidades das pequenas e médias empresas de lacticínios de países latino-americanos. (Agrolink)

         

Porto Alegre, 23 de março de 2016                                                Ano 10- N° 2.231

 

    Sindilat realiza doação de Páscoa

O Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) realizou, na manhã desta quarta-feira (23/3), doação de 310 cestas de páscoa para as crianças da Fundação de Proteção Especial do Rio Grande do Sul (FPE). Os kits incluem brigadeiro de colher, achocolatados e bebida láctea de frutas e foram entregues pelo presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, à primeira-dama Maria Helena Sartori, ao secretário do Trabalho e Desenvolvimento Social, Miki Breier, ao secretário adjunto, Josué da Silva Francisco, e ao presidente da FPE, José Luís Barbosa.

A ação, pontuou Guerra, busca dar às crianças atendidas pela Fundação um momento especial nesta Páscoa e integrar o empresariado nos projetos sociais do governo. "Buscamos auxiliar em ações como essa de forma a estimular outros setores da economia a se sensibilizarem em ajudar ao próximo. Nosso objetivo é gerar um efeito multiplicador do bem. Quem constrói somos nós. A nossa responsabilidade social perante esse processo é grande", frisou o presidente do Sindilat. 

O presidente da FPE pontuou que ações como essa permitem maximizar as ações da fundação de forma mais eficiente, oferecendo às crianças oportunidades que, de outra forma, seriam inviáveis em função das condições financeiras do Estado. "Mais uma vez, o Sindilat demonstra sua sensibilidade e seu braço social. Isso mostra que uma instituição como essa, que representa um segmento tão importante da economia como o leite, pode, sim, além da economia e do resultado, fazer um gesto social. A Fundação recebe com muito carinho essa doação", frisou Barbosa.

Parceira do Sindilat em diversas ações, a primeira-dama recebeu as doações destacando a solidariedade da sociedade gaúcha, que, durante sua gestão esteve ao lado dos mais necessitados. "As crianças que estão sob proteção do Estado vão ter uma Páscoa diferenciada graças ao Sindilat".  Mesma tônica foi destaca pelo secretário Miki Breier: "Agradecemos ao Sindilat e queremos que cada instituição possa ajudar no que for preciso para que possamos cuidar melhor das crianças e adolescentes que estão em situação de vulnerabilidade", pontuou. (Assessoria de Imprensa Sindilat)
 

Crédito: Carolina Jardine
 
  

Santa Clara promove 12 º Encontro de Mulheres

A Cooperativa Santa Clara irá promover, no dia 16 de abril, o 12º Encontro de Mulheres com Atividade no Leite, no Fundaparque, em Bento Gonçalves. Realizado a cada dois anos, o evento reúne todas suas associadas, esposas e filhas de associados para um dia de qualificação e entretenimento.

O Encontro tem como objetivo profissionalizar as mulheres que atuam na atividade leiteira, além de proporcionar um dia de lazer e descontração com troca de experiências entre elas. Neste ano, as associadas que entregam leite à Santa Clara de mais de 100 municípios contarão com atrações como professor Baru, Neila Richards e Guri de Uruguaiana. A expectativa é reunir aproximadamente 2 mil mulheres de todas as regiões de abrangência da Cooperativa.

Tanto o evento como o transporte são gratuitos às participantes. As associadas devem confirmar presença até dia 7 de abril no DPL de suas regiões. (Santa Clara)

 
 
Coletor de pedras vence concurso

Funcionário dos Correios e proprietário de um sítio, Francisco Defaveri, de Protásio Alves, ficava incomodado ao ver o pai fazer a coleta de pedras na lavoura. Devido à grande quantidade, o maquinário não conseguia entrar no local, razão pela qual ele não conseguia produzir soja, apenas milho. Há três anos, Defaveri teve a ideia de criar uma máquina para coletar as pedras. Hoje, ele planta a oleaginosa na área onde as máquinas antes não conseguiam entrar. 
 
A iniciativa garantiu a ele o primeiro lugar na categoria Inventor do Prêmio Afubra/Nimeq de Inova- ção Tecnológica em Máquinas Agrícolas para a Agricultura Familiar, que será entregue hoje, durante a 16ª Expoagro Afubra, em Rio Pardo. O concurso surgiu em 2014 e este ano teve a inscrição de dez criações. A organização e a avaliação ocorrem por meio da parceria entre a Afubra e o Núcleo de Inovação em Máquinas e Equipamentos Agrícolas da Universidade Federal de Pelotas (Nimeq/Ufpel). O professor Roberto Tavares Machado destaca a importância dos novos equipamentos, que surgem da necessidade dos produtores no cotidiano de trabalho nas propriedades. Além da premiação, o último dia da Expoagro Afubra conta com eventos voltados à eficiência na pecuária e ao incentivo à bioenergia. (Correio do Povo)
 
 
Reajustes salariais em acordos coletivos têm queda real pelo quarto mês seguido

Os reajustes salariais firmados em convenções e acordos coletivos no país registraram a quarta queda real consecutiva em fevereiro. De acordo com levantamento feito pela plataforma salarios.org.br, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), a mediana dos 175 dissídios negociados no segundo mês deste ano chegou a 10,5%, uma retração de 0,8% quando descontado o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado em 12 meses, de 11,3%. Fevereiro também foi o quarto mês seguido em que a proporção de correções salariais abaixo do INPC superou 50%. No período, 63,9% das reajustes homologados no sistema Mediador, do Ministério do Trabalho e Emprego, perderam para a inflação, ante 71,4% em janeiro.

Apesar de os números refletirem em parte a perda do poder de barganha dos sindicatos diante do atual ciclo de retração forte da economia, os aumentos nominais, na casa dos 10%, ainda estão em níveis elevados, diz o coordenador do boletim "Salariômetro", Hélio Zylberstajn. "Mesmo o repasse da inflação ainda é um custo considerável para as empresas, que têm cada vez mais dificuldade para transferir para o preço final." Entre os setores, os serviços seguiram mostrando perda de fôlego. Nos 12 meses até fevereiro, a mediana de reajustes do setor contabiliza perda real de 0,9%. Com o pior desempenho entre as 40 categorias, o ramo de extração e refino de petróleo ampliou a queda de 3,9% de janeiro para 4,9%, também na série que contempla a mediana em 12 meses. Com ganho real de 1,2% nos salários nos últimos 12 meses, o segmento de confecção lidera, na outra ponta, o ranking dos maiores reajustes. Os Estados da região Sul também estão daquele lado da lista, com aumentos reais de 0,2% registrados no Paraná, Santa Catarina e no Rio Grande do Sul nos 12 meses até fevereiro. O Estado de Roraima apurou o pior resultado, queda de 1,3%, na mesma comparação. A folha total de salários dos trabalhadores formais em regime CLT, estimada com base nos depósitos do FGTS, somou R$ 95,4 bilhões em dezembro (dado mais recente disponível, dessazonalizado e corrigido pelo IPCA), queda real de 5,6% sobre igual mês de 2014. (Valor Econômico)

 
 

Estoques de intervenção 
Os estoques de intervenção de 2015 tiveram três meses a mais, encerrando em 31 de dezembro de 2015, em decorrência das dificuldades no mercado. A nova campanha começou imediatamente, no dia 1º de janeiro de 2016, com volumes zerados, e está prevista para encerrar em 30 de setembro de 2016. O Programa estabeleceu 60.000 toneladas para manteiga e 109.000 toneladas para leite em pó desnatado (SMP) aos preços fixos de intervenção de € 2.217/tonelada, [US$ 2.486/tonelada] e € 1.698/tonelada, [US$ 1.904/tonelada], respectivamente. Uma vez atingido o limite, os produtos passam a ser oferecidos em licitações, e não mais a preços fixos. Diante da persistente crise de mercado, a Comissão Europeia propôs e elevar os limites em 2016, para 100.000 e 218.000 toneladas, respectivamente, para manteiga e SMP. (DairyCo - Tradução livre: Terra Viva)
 

         

Porto Alegre, 22 de março de 2016                                                Ano 10- N° 2.230

 

    Preço do leite sobe 6,8% no RS

Em uma das entressafras mais rigorosas dos últimos tempos, o Rio Grande do Sul registrou um aumento de 6,8% no preço leite em março. Dados divulgados nesta terça-feira (22/3) durante a reunião do Conseleite, na Fetag, indicam que o valor de referência projetado para o litro em março é de R$ 0,9383, frente a um consolidado de R$ 0,8785 de fevereiro.  No acumulado do ano, (janeiro-março), a valorização chega a 10,31%. Segundo o professor da Universidade de Passo Fundo (UPF) Eduardo Finamore, os números indicam "um 2016 de retomada e valorização do produto em valores nominais". 

A alta do preço de referência do Conseleite foi puxada pelo leite UHT (8,04%), pelo leite em pó (6,79%) e pelos queijos Mussarela (8,29%) e Prato (13,74%).  O presidente do Conseleite, Jorge Rodrigues, pontuou que o setor está entrado em um dos períodos de maior dificuldade produtiva, em função do momento reprodutivo dos animais e da situação das pastagens. "Vai ter um aumento de preços nos próximos dias, mas isso não representa um grande reajuste. Significa, sim, a recuperação de valores perdidos", pondera Rodrigues. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 
 
  
Crédito: Carolina Jardine
 
  

Sindilat participa da Expoagro Afubra 2016

O diretor-secretário do Sindilat e vice-presidente da cooperativa Languiru, Renato Kreimeier, participou da abertura da Expoagro Afubra 2016 nesta segunda-feira (21/3). A maior feira do Brasil voltada à agricultura familiar vai até quarta-feira (23/03), em Rio Pardo (RS). Representando os laticínios gaúchos, Kreimeier realizou a palestra "Momento X da questão" na abertura do evento, no estande da Senar. Na ocasião, foi debatida a realidade do setor leiteiro no Rio Grande do Sul e um panorama mundial sobre a produção. A palestra ainda discutiu o momento da economia e como isso interfere na produção e comercialização  agroindustrial. 

Na plateia, além de muitos produtores também estavam consumidores e varejistas. Segundo Renato Kreimeier, participar de eventos como este é muito importante para o sindicato e para a produção laticinista, uma vez que a atividade é realizada em boa parte dos municípios gaúchos. "A Expoagro é muito importante para o cenário do Estado, já que é uma feira praticamente voltada para o produtor", concluiu.

A Expoagro Afubra 2015 reuniu 84 mil pessoas em 2015, sendo que 78,78% desses visitantes eram produtores rurais. O evento movimentou R$ 48 milhões em negócios. Só o Pavilhão das Agroindústrias, com 150 agroindústrias de 70 municípios, rendeu mais de R$ 547 mil, valor 10% superior a 2014. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 
Crédito: Leandro Augusto Hamester

Conheça grana padano, um dos queijos mais exportados do mundo

A Itália é conhecida pela sua extensa enogastronomia, sendo famosa pelos seus vinhos, pastas, molhos, risotos e também pelos seus queijos. E um dos maiores representantes do país neste último tipo de alimento é, sem dúvida, o grana padano. Criado há quase mil anos pelos monges da Chiaravalle Abbey, abadia perto de Milão em funcionamento desde 1135, o laticínio é considerado o primeiro queijo duro do mundo e um dos mais populares. Sua origem se deu como forma de conservar os excessos de leite e seu nome foi formado a partir de grana, que se refere à consistência um pouco granulada do queijo, e padano, que se liga à região italiana da Pianura Padana, território que corta o norte da Itália de leste a oeste. Atualmente, são 13 as províncias italianas onde se concentra a produção do laticínio, cerca de 4,5 mil empresas relacionadas com o ramo e mais de 40 mil pessoas envolvidas na área. Porém estes números caem muito se forem levados em conta apenas as companhias e os profissionais que estão autorizados a usar a certificação de Denominação de Origem Protegida (DOP) em seu produto. Mesmo com essas empresas não passando de 500, o grana padano é considerado hoje em dia como o queijo DOP mais consumido do mundo, tendo exportado mais de 1,6 milhão de formas em 2015. O grana padano é um queijo que utiliza na sua produção um leite semi‐desnatado, ou seja, mais leve e menos calórico, de vacas que contam com uma alimentação equilibrada e rígida. Em relação à produção, os métodos ainda são os mesmos da abadia de Milão. (Jornal do Brasil)

Uruguai registra aumento de 22% no envio de vacas leiteiras ao abate

O número de vacas leiteiras enviadas ao abate no Uruguai aumentou 22% entre fevereiro de 2015 e janeiro de 2016, de acordo com dados do Instituto Nacional do Leite (Inale). O aumento reflete a crise climática e de preços que o setor leiteiro vive. No mês passado foram abatidas 9.892 vacas leiteiras, sendo um dos meses com o número mais alto, superando inclusive dezembro de 2015, quando foram abatidas 9.626 cabeças. Os meses de maior volume correspondem a junho de 2015 (10.976 cabeças) e os dois meses seguintes, com 12.019 cabeças e 14.477 cabeças, respectivamente.

É provável que a quantidade de vacas leiteiras abatidas volte a crescer ao analisar os dados de fevereiro desse ano e siga com tendência de aumento, visto o encerramento das atividades de algumas fazendas leiteiras, bem como uma maior pressão de descarte, deixando nas fazendas os animais de maior produção e com maior vida produtiva.

O presidente da Associação Nacional de Produtores de Leite (ANPL), Rodolfo Braga, disse que "não há dúvidas de que aumentará o número de vacas enviadas a frigoríficos, porque o dinheiro que não está entrando nas fazendas leiteiras pela produção de leite, entrará pelo maior envio de vacas ao abate".

Braga lembrou que o setor leiteiro está muito complicado e que os produtores não têm de onde tirar dinheiro. "Os produtores com maiores problemas financeiros, nesses meses, com baixos preços e menos produção de leite, não têm outra alternativa além de fazer caixa descartando mais animais ao frigorífico". O ano passado fechou com envio recorde de vacas leiteiras para o abate. (As informações são do El País Digital, traduzidas pela Equipe MilkPoint)
 

Milho
s exportações de milho em volumes recordes nos últimos meses e o bom ritmo atual reduziram a disponibilidade interna. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), ao mesmo tempo, a demanda no país segue firme, mantendo os preços do cereal em alta, principalmente nas regiões compradoras líquidas, como São Paulo. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o estoque de passagem no final de janeiro (safra 2014/2015) foi de 10,54 milhões de toneladas. Em fevereiro, 5,37 milhões de toneladas foram exportadas e, nas duas primeiras semanas de março, mais 1,18 milhão de toneladas, somando, portanto, 6,55 milhões de toneladas (números da Secretaria de Comércio Exterior). Conforme os cálculos do Cepea, o estoque disponível teria baixado para cerca de 4 milhões de toneladas apenas. Com base na estimativa da Conab de que o consumo seja de 58,32 milhões de toneladas no ano safra 2015/2016, a média mensal brasileira seria de 4,86 milhões de toneladas, ou seja, os estoques atuais não seriam suficientes nem para um mês. Colheita A colheita de verão 2015/2016 avança em todas as regiões produtoras, mas a Conab estima produção de 28,27 milhões de toneladas, o que significa 6,1% a menos que na temporada anterior. (Canal Rural)

 

         

Porto Alegre, 21 de março de 2016                                                Ano 10- N° 2.229

 

    Embrapa apresenta resultados de testes para antibióticos
 
A Embrapa Gado de Leite, de Minas Gerais, divulgou pesquisa que quantifica a precisão e robustez dos resultados obtidos por meio de testes de triagem para detecção da presença de antibióticos em amostras de leite. O estudo, coordenado pelos professor e pesquisador Marcelo Bonnet, foi detalhado durante encontro realizado no Lanagro, no dia 16 de março, e que contou com a participação do Sindilat. A médica veterinária Letícia Vieira conferiu as novidades. Segundo ela, o estudo atesta que as marcas avaliadas estão dentro das condições brasileiras de aplicação, o que poderia viabilizar o uso desses testes de triagem em substituição aos confirmatórios, mesmo em caso de análises oficiais. Além de mais barato, o sistema permitiria ampliar em muito a capacidade de detecção de possíveis contaminações.  "Esta possibilidade se daria tendo em vista a enorme diminuição de casos de amostras positivas para presença de antibióticos fora dos limites permitidos em análises oficiais desde o ano 2000 até agora", pontua Letícia.
 
A pesquisa, intitulada "Ensaios comerciais de triagem de antibióticos em leite - Avaliação de desempenho e validação", avaliou os kits das marcas Charm Test, Delvotest e Beta Star, amplamente utilizados no país para controles de plataforma de recepção de leite cru resfriado das indústrias e postos de resfriamento do Brasil.  Os testes foram realizados em diversas realidades, inclusive fora dos padrões recomendados pelos fabricantes. 
 
Apesar de o estudo ter uma posição positiva em relação aos testes, foram indicadas diferenças em relação a sua robustez e outros parâmetros dos resultados, os quais foram remetidos ao Ministério da Agricultura. "Agora, caberá ao Mapa avaliar as possibilidades de aplicação destes tipos de testes e seus benefícios. As indústrias devem aguardar as definições e manter intensificados seus controles para garantir a segurança dos produtos fabricados, tendo em vista a importância de controlar a presença de antibióticos na matéria prima para a saúde pública", completou a veterinária do Sindilat, lembrando que a presença de antibióticos em alimentos é uma das hipóteses para explicar o aumento crescente da resistência das bactérias patogênicas aos antimicrobianos. (Assessoria de Imprensa Sindilat)
 

 
  

Sindilat participa de oficina sobre seleção de mercados internacionais
 
Representantes do Sindilat participaram, no dia 16 de março, da oficina de inteligência comercial "Seleção de Mercados Internacionais", promovida pelo Centro Internacional de Negócios do Rio Grande do Sul (CIN-RS), na FIERGS. A capacitação teve como foco o uso de ferramentas de pesquisa e análise de dados de comércio exterior para a identificação de marcados-alvo para exportação. 
 
A partir de ferramentas gratuitas e on-line, a oficina elucidou estratégias para a identificação e seleção de mercados internacionais, além do planejamento e execução de pesquisas. Estiveram presentes no evento Darlan Palharini e Julia Bastiani. (Assessoria de Imprensa Sindilat)
 
 
Tecnologias a céu aberto
 
De hoje até quarta-feira, a principal mostra da agricultura familiar do Rio Grande Sul deve atrair mais de 80 mil pessoas à localidade de Rincão Del Rey, em Rio Pardo. Com 400 expositores, a Expoagro Afubra irá apresentar novidades em máquinas e biotecnologia para produção de grãos, leite, tabaco e hortaliças. Em 2015, a feira alcançou R$ 48 milhões em negócios. Neste ano, mesmo com preços valorizados do fumo, principal atividade na região, a expectativa é de que as vendas sejam mais tímidas.

- O que puxa os valores para cima são as máquinas. Mas sabemos que os produtores estão mais cautelosos em relação a investimentos - afirma Marco Antonio Dornelles, coordenador-geral da 16ª Expoagro Afubra.

Hoje, na cerimônia de abertura, o agravamento da crise instaurada no país deverá dominar os discursos de políticos e representantes do setor.

- Já tivemos anos de crise por causa da seca e o produtor veio à feira igual, buscar tecnologia e conhecimento. Agora não será diferente - analisa Dornelles.

A programação da feira, durante três dias, inclui ainda fóruns e debates sobre cultivo de oliveiras, produção integrada de tabaco e erva-mate, turismo rural e preservação do solo e dos recursos naturais. (Zero Hora)
 
 
Aquisição de leite recua 2,8% em 2015
 
A aquisição de leite em 2015 foi de 24,05 bilhões de litros. Houve queda de 2,8% em relação a 2014. Do total de leite adquirido, 92,4% teve origem em estabelecimentos sob inspeção federal; 6,9%, estadual e 0,7%, municipal. Minas Gerais foi responsável por 26,8% da aquisição de leite, seguida pelo Rio Grande do Sul com 14,5%.

Em relação a 2014, a queda da aquisição de leite ocorreu em 21 das 27 unidades da federação. Houve aumentos apenas em Pernambuco (6,1%), Rio de Janeiro (5,5%), São Paulo (3,3%), Santa Catarina (0,4%) e Rio Grande do Sul (1,7%).

Já no 4º trimestre de 2015, a aquisição de leite cru feita pelos estabelecimentos que atuam sob algum tipo de inspeção (Federal, Estadual ou Municipal) foi de 6,28 bilhões de litros. Houve queda de 3,9% em relação ao 4º trimestre de 2014 e aumento de 4,8% contra o 3º trimestre de 2015. A industrialização de leite no 4º trimestre de 2015 foi de 6,26 bilhões de litros, com queda de 4,0% relativamente ao mesmo período de 2014 e de aumento de 4,7% relativamente ao 3º trimestre de 2015. (Fonte: IBGE)
 
 
Governo da Argentina paga novos subsídios aos produtores de leite
 
O governo da Argentina oficializou na última quarta-feira (16) o pagamento de novas compensações para os produtores de leite. Por meio das resoluções 34 e 35 do Ministério de Produção, ordenou que sejam pagos quase 84 milhões de pesos (US$ 5,73 milhões).

Em janeiro, o presidente argentino, Mauricio Macri, anunciou subsídios de 40 centavos (2,72 centavos de dólar) por litro nos primeiros 3.000 litros produzidos durante janeiro, fevereiro e março. Para realizar os pagamentos, estão sendo consideradas as produções obtidas de outubro a dezembro de 2015.

Governo comprará leite
No início desse mês, o ministro da Agroindústria da Argentina, Ricardo Buryaile, anunciou que o Governo comprará o excesso de leite que o setor industrial tem para a exportação. A medida pretende melhorar os preços recebidos pelos produtores e dessa maneira, o governo espera também desativar um possível protesto do setor.

Estima-se que as usinas leiteiras se encontrem com excesso de estoques de 20.000 a 30.000 toneladas e que se trata, junto com a queda dos preços internacionais, de um dos fatores que impedem a melhora dos preços ao produtor. "Vamos intervir na compra direta de leite".

O Governo buscará um destino para colocar essa mercadoria e a operação não representaria nenhum custo, já que apenas atuaria para colocar os excedentes em algum mercado externo. Uma das possibilidades é usar o leite para pagar a dívida energética com a Venezuela.

 
Produção/UE

 
O secretário geral da Agricultura e Alimentação, Carlos Cabanas, informou ontem as organizações agrárias, cooperativas e indústrias integradas à INLAC (Entidade do setor lácteo espanhol), sobre as medidas anunciadas pela Comissão Europeia no Conselho de Ministros de Agricultura, realizada na terça-feira em Bruxelas, boa parte das quais similares às apresentadas pela Espanha.
 
Uma das medidas mais surpreendentes é a aplicação do artigo 222 da Organização Comum de Mercados Rurais que contempla a possibilidade de que cooperativas, organizações de produtores e entidades representativas, possam fazer negociações para limitar a produção de leite, por um período de seis meses. Cabanas também informou que ontem mesmo começaram os grupos de trabalho dentro da Comissão Europeia, para discutir os primeiros esboços que permitirão elaborar o projeto, e que deverão estar prontos em 15 dias. A medida faz parte da necessidade de abordar o principal fator desencadeante da crise do setor lácteo que é o forte desequilíbrio entre a oferta e a demanda, como consequência o aumento da produção registrado nos últimos anos em toda a União Europeia.
 
A INLAC se mostrou favorável em estudar a aplicação desta medida que uma vez em vigor poderá reequilibrar o setor. O Ministério se comprometeu a trabalhar com as entidades de classe sobre as possíveis modalidades de aplicação. Também se comprometeu a manter a INLAC informada dos trabalhos da Comissão Europeia, sobre as discussões sobre as modalidades de aplicação. (Agrodigital - Elaboração Terra Viva)
 
 
UE calibra oferta e quer avançar com Mercosul
 
De forma cautelosa, a União Europeia e o Mercosul cogitam finalmente trocar propostas para um acordo de livre comércio em abril. Pela primeira vez, nos últimos meses, há sintonia entre os dois blocos em torno do intercâmbio de ofertas. A proposta da UE cobriria aproximadamente 91,5% das exportações sul¬americanas, mas está sendo "recalibrada", segundo fontes em Bruxelas. O processo de consultas dos técnicos europeus com países¬membros do bloco deve se encerrar nos próximos dias. A ideia é fazer ajustes na oferta elaborada inicialmente. Trabalha¬se com a possibilidade de aproveitar uma visita oficial do chanceler do Uruguai (que exerce a presidência rotativa do Mercosul), Rodolfo Nin Novoa, a Bruxelas, no dia 8, para acertar a data de troca de ofertas. O compromisso dos dois blocos era fazer isso no último trimestre do ano passado, mas a UE ficou insatisfeita com o baixo nível de cobertura da proposta sul¬americana, que abrangia cerca de 87% de suas exportações. Essa cobertura foi considerada tímida demais para o atual padrão de acordos comerciais firmados ou atualmente em discussão pelos europeus.
 
Além da Parceria Transatlântica (com os Estados Unidos), eles apostam atualmente nas negociações de um tratado com Austrália e Nova Zelândia, estão quase fechando com Cingapura e querem revisar o acordo de livre comércio com o México. Um funcionário europeu ressalta que o quadro de técnicos em Bruxelas já anda sobrecarregado e não se pode gastar tempo com frentes de trabalho menos promissoras: "Com mil horas de negociação, podemos assinar o acordo com Austrália e Nova Zelândia, mas não saímos da primeira etapa com o Mercosul". Em novembro, ministros dos 28 países da UE decidiram manter as discussões com o bloco liderado pelo Brasil. No entanto, eles orientaram a comissária de Comércio, Cecilia Malmstrom, a sondar se o novo governo argentino de Mauricio Macri poderia melhorar sua disposição de abertura comercial, o que abriria caminho para uma oferta mais ambiciosa do Mercosul. Auxiliares de Macri rejeitaram mudar a proposta. O governo brasileiro, frisando todo o esforço feito nos últimos meses, também se negou a mexer na oferta costurada com os demais sócios e afirma que ela é apenas o início do processo de barganha. Ou seja, pode ser ampliada durante as negociações. 
 
Para os países do Mercosul, a cobertura maior da proposta europeia é vista com cautela, pois pode esconder cotas restritivas para produtos como carne bovina e açúcar. A UE tem interesse em produtos industriais, alguns bens agrícolas (laticínios, vinhos e azeites), no mercado de compras públicas e na abertura para a prestação de serviços. Nesse caso, são mencionados com frequência os entraves para a atuação de advogados e engenheiros no Brasil e em seus vizinhos. O acordo UE¬Mercosul é discutido há quase duas décadas e esteve relativamente perto de uma conclusão em 2004. (Valor Econômico)

 

Alta do leite deve durar até junho
O preço do leite aumentou neste ano nas prateleiras dos supermercados e deve continuar em alta até junho. Em Chapecó o aumento ao consumidor foi em média de 15 a 20%. Mas uma rede de supermercados informou que normalmente há um acréscimo no preço nesta época, pois é um período de maior demanda e menor oferta. O excesso de chuva no Sul e estiagem no Brasil Central acabaram reduzindo a produção. A indústria informa que, além disso, há outros fatores que pressionam o preço para cima, como a alta do milho, alta do preço da energia e alta do combustível. Portanto não deve ocorrer queda até junho, quando aumenta a produção de leite e haverá maior oferta de milho com a safrinha do Centro Oeste. (Laticínio.net)
 

 

    

 

         

Porto Alegre, 18 de março de 2016                                                Ano 10- N° 2.228

 

    Decreto regulamentará o transvase no RS

O decreto que regulamentará a Lei do Leite (Lei 14.835) deve autorizar o transvase no Rio Grande do Sul. Pedido histórico das indústrias gaúchas, a medida representa um ganho logístico considerável, uma vez que permite a captação de leite por um caminhão com dois tanques acoplados. "É uma vitória para o setor. Há anos o Rio Grande do Sul está em defasagem em relação a outros estados nessa questão", pontuou o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, lembrando que a medida permite a inclusão de mais produtores na cadeia uma vez que o sistema viabiliza a coleta em propriedades mais distantes.

A confirmação veio em reunião na tarde desta quinta-feira (17/03), quando a Secretaria da Agricultura (Seapi) apresentou a nova redação do decreto, que traz incorporadas algumas sugestões da indústria, produtores e entidades.  Pela legislação, o transvase só será possível em veículo com tanques em chassis separados, o que, no mercado, é conhecido como Romeu e Julieta. Além disso, o transvase do leite cru deve ser realizado em circuito fechado  (sem manipulação).  Os locais de transvase (onde o leite passa de um tanque para o outro) devem ser previamente definidos e informados à Seapi, além de obedecer a normas ambientais e de segurança. Outra exigência é que cada tanque tenha seu próprio documento de trânsito e que os dois voltem juntos às plataformas das indústrias. 

Outro ponto em debate foi a normatização da contratação dos transportadores. Passará a ser exigida, no ato da contratação, consulta prévia sobre impedimentos junto ao Serviço Oficial de Inspeção. Segundo o assessor técnico da Seapi, Fernando Groff, o decreto só poderá ser plenamente aplicado após elaboração de instruções normativas que deem prazo aos agentes do setor para se adaptarem às novas regras.  (Assessoria de Imprensa Sindilat)
 

Foto: Reunião na Secretaria da Agricultura
Crédito:Carolina Jardine
  

Ação distribui gibis na Ilha da Pintada

A equipe da Secretaria da Agricultura (Seapi) esteve na Ilha da Pintada nesta quinta-feira (17/3) para divulgar a importância do consumo de leite e produtos lácteos. Além de palestras aos alunos da Escola Maria José Mabilde, os profissionais ainda distribuíram os gibis Pedrinho & Lis - A Origem do Leite. A publicação, lançada na Expointer de 2015, fala sobre o setor em uma linguagem infantil e teve seu conteúdo elaborado pelos estudantes do curso de Veterinária Pedro Nery e Liskettelen Lorscheiter, estagiários da Seapi e também personagens da história.

Segundo o veterinário e representante da Câmara Setorial do Leite, Danilo Gomes Cavalcanti, participaram cerca de 100 crianças, que ainda receberam lanche à base de produtos lácteos, ação que contou com apoio das indústrias. O projeto ainda integrou crianças ligadas à associação de pescadores local. "Começamos o Programa Leite na Escola 2016 na ilha da Pintada, em uma escola estadual que nos recebeu muito bem. Crianças entre 6 e 9 anos participaram da ação. Foi a primeira das 50 escolas que pretendemos visitar ainda este ano", completou. Segundo Cavalcanti, a equipe trabalha na composição da agenda anual de palestras. A ideia é incluir o maior número de escolas possível de forma a levar informações sobre o leite para as crianças. (Assessoria de Imprensa Sindilat)
 

Crédito: Danilo Gomes


Leite: primeira queda no volume anual em 23 anos

O IBGE divulgou nesta quinta-feira (17/03) os dados referentes à captação formal de leite no último trimestre de 2015. No trimestre, foram adquiridos cerca de 6,3 bilhões de litros, queda de -3,9% em relação ao mesmo período de 2014.  No ano, a captação de leite pela indústria totalizou 24 bilhões de litros, uma queda de -2,8% sobre 2014. 

Gráfico 1 - Captação formal de leite.

Fonte: IBGE

Anteriormente, havíamos publicado aqui no MilkPoint, uma projeção de queda na captação de leite de -2,6%, elaborada através de um modelo de previsão que correlaciona a RMCR (Receita Menos Custo de Ração) e a captação. O gráfico 2 abaixo apresenta a comparação entre essas variáveis.

Gráfico 2 - Variação anual RMCR* x Variação anual captação de leite.
*Os dados de RMCR apresentam duas defasagens, de modo a ajustar a correlação entre as curvas. Fonte: MilkPoint Inteligência

Na série histórica de captação de leite do IBGE, que se inicia em 1997, nunca houve uma queda anual na captação. Se analisarmos a produção de leite total, divulgada na Pesquisa Pecuária Municipal que possui uma série histórica maior, a última queda anual havia sido em 1993. 

Em todas as regiões do país, houve queda na captação de leite em 2015, embora a intensidade da queda tenha apresentado diferenças expressivas entre as regiões: no Norte (-13,9%), Nordeste (-5,5%) e Centro-Oeste (-8,8%) as quedas foram mais intensas. Enquanto no Sul (-0,9%) e Sudeste (-0,8%), apresentaram reduções bem menores no volume captado de leite pela indústria, como pode ser visto no gráfico 3 baixo.

Gráfico 3 - Variação da captação de leite por região - 2015 x 2014 (em %).

Fonte: IBGE

Entre os principais estados na captação de leite, Minas Gerais continuou com o maior volume de leite captado (6,4 bilhões de litros; -2,3% x 2014), seguido pelo Rio Grande do Sul (3,5 bilhões de litros; +1,6%), Paraná (2,8 bilhões de litros; -4,6%), São Paulo (2,6 bilhões de litros; +3,4%), Goiás (2,4 bilhões de litros; -8,8%) e Santa Catarina (2,3 bilhões de litros; +0,2%). Devido à intensidade da queda em Goiás, o estado perdeu o posto de 4º maior estado em captação de leite para São Paulo. Importante ressaltar que a captação de leite refere-se ao local em que o leite é processado; portanto, há volumes que podem ser produzidos em um estado e serem contabilizados como captação em outro.

Gráfico 4 - Variação da captação de leite por estado - 2015 x 2014 (em %).

Fonte: IBGE

A queda na captação não foi compensada por um aumento expressivo nas importações. Ao estimarmos o consumo anual per capita aparente, índice que considera a produção total (no caso, estimamos a produção total (captação formal + informal, através da variação na captação formal de 2015), importações e exportações, os números mostram que o consumo anual per capita aparente apresentou uma queda de -2,7%, refletindo a crise econômica do país, como mostra o gráfico 4.

Gráfico 5 - Evolução do consumo anual per capita.


Fonte: IBGE
 

Preços/EU
Em janeiro, a média ponderada do preço do leite ao produtor, na Europa, foi de € 29,61/100 kg (22,96ppl), [R$ 1,29/litro], € 0,86/100 kg menos (2,8%) do que no mês anterior. Em ppl [pence por litro], foi 0,21 ppl (0,9%) maior que em dezembro. Comparado com o ano anterior a média de janeiro foi € 2,11/100 kg (6,7%) menos, queda anual de 2,13 ppl. A média do preço do leite no Reino Unido foi de € 30,53/100 kg (23,67ppl), [R$ 1,33/litro], o sexto maior preço dentre os países que compõem a UE-15, depois da Grécia, Finlândia, Áustria, Itália e Suécia. A média de preço na UE-15 foi de € 30,14/100kg, (23,37ppl) [R$ 1,31/litro], em janeiro, redução de 2,9%, em relação a dezembro, e, 2,06 €/100 kg, ou 6,4% menos do que a média de janeiro de 2015. Entre os cinco maiores produtores de leite do bloco, (Alemanha, França, Reino Unido, Holanda e Polônia), a média geral foi de €28,77/100kg, [R$ 1,25/litro], queda de 4,1% em relação ao mês anterior. (DairyCo - Tradução livre: Terra Viva)
 
 

 

 

    

 

         

Porto Alegre, 17 de março de 2016                                                Ano 10- N° 2.227

 

    Promoções 

Consumidores com mais de 55 anos são os que mais passaram a procurar promoções nos últimos 12 meses, em função da crise, segundo pesquisa da Mintel: 42% do total, contra 36% da média. Já os mais jovens passaram a comprar quantidades maiores para estocar. A Mintel recomenda aos supermercados oferecer aos clientes do programa de fidelidade a possibilidade de escolher alguns itens nos quais teriam desconto mensal fixo.

Os clientes poderiam ainda alterar essa "cesta de ofertas" conforme suas necessidades. A medida ajudaria inclusive a melhorar a adesão ao programa. A consultoria lembra que a rede britânica Sainsbury's tem uma ação chamada "Brand Match". Nela, sempre que o cliente adquire mais de 10 produtos diferentes, o supermercado compara os preços com os da concorrente Asda. Se o valor for superior, o consumidor ganha um cupom no valor da diferença para ser usado na próxima compra. Atenção: O leitor da SM que digitar o código SMM20 na loja virtual da Mintel ( brasil.mintel.com ) terá 20% de desconto na compra do relatório completo. Mais informações: brasil@mintel.com ou 0800 095 9094. (Supermercado Moderno)

 

 
  
Alta de preços do leite no mercado spot

No mercado spot, ou seja, o leite comercializado entre as indústrias, os preços do leite subiram em março. As cotações estão firmes e em alta desde a primeira quinzena de dezembro do ano passado, corroborando com o cenário de produção em queda e maior concorrência entre os laticínios.

Segundo levantamento da Scot Consultoria, em São Paulo, o preço médio ficou em R$1,32 por litro, uma alta de 5,4% em relação a segunda quinzena de fevereiro deste ano. O preço máximo foi de R$1,42 por litro. Em relação a março do ano passado, o leite spot subiu 31,7% no estado.

Em Minas Gerais, o preço médio ficou em R$1,33 por litro, um aumento de 8,7% em relação a quinzena anterior. Em curto prazo não estão descartados altas de preços no mercado spot. Para o produtor, a expectativa também é de mercado firme e preços do leite em alta em curto e médio prazos. (Scot Consultoria)

Agronegócio/RS

A Assessoria Econômica do Sistema Farsul divulgou o Relatório de Comércio Exterior do Agronegócio do RS do mês de fevereiro de 2016. O levantamento aponta o setor como responsável por 61,9% das exportações do estado. O total comercializado pelo agronegócio foi de US$ 531 milhões, fechando sua Balança Comercial com um resultado de US$ 456 milhões.

O resultado representou uma queda de 1,66% na comparação com fevereiro de 2015, muito em função dos números relacionados ao Trigo, que no ano passado registrou exportação acima da média. "O Trigo foi responsável por mais da metade das exportações do RS em fevereiro de 2015, por isso a base de comparação não é muito justa. As exportações foram melhores distribuídas neste ano, com crescimento em quase todos os produtos", afirma Antônio da Luz, economista-chefe do Sistema Farsul. Carnes (5,6%), Arroz (7,6%), Fumo (10,3%) e setor Lácteo (16,8%) foram alguns dos grupos que registraram crescimento. Em comparação com o mês de janeiro/2016, houve um aumento de 5,5% no valor exportado, de US$ 503 milhões para US$ 531 milhões. Entre janeiro e fevereiro deste ano, o Rio Grande do Sul exportou US$ 1,035 bilhão em mercadorias do agronegócio, queda de 9,4% em relação ao mesmo período do ano passado. O volume exportado foi de 1,543 milhões de toneladas, queda de 18,9% em relação a 2015. A China aparece como o principal parceiro comercial das exportações do RS em fevereiro, com US$ 75 milhões, ou seja, 14,2% do total. Na sequência aparecem Estados Unidos, com US$ 59 milhões, e Rússia, com US$ 24 milhões. (Farsul)

Governo argentino cogita usar leite em pó para pagar dívida energética com a Venezuela

A Argentina está nadando em um oceano de leite em pó: estima-se que existe um excedente de 50.000 toneladas que não tem para onde ir. As razões disso estão, em parte, no desaparecimento da demanda venezuelana. Até agora em 2016, declarou-se as exportações de 2.520 toneladas de leite em pó integral com destino ao mercado venezuelano (parte das quais são realizadas pela SanCor como parte do pagamento do crédito com esse país de US$ 80 milhões, recebido pela cooperativa em 2006). No mesmo período de 2015 (1 de janeiro a 9 de março), as exportações argentinas de leite em pó à Venezuela foram de 30.590 toneladas.

No ano passado, autoridades do governo kirchnerista promoveram, no marco do acordo "petróleo por alimentos" administrado por funcionários venezuelanos, exportações de leite em pó destinadas à Venezuela. Porém, com o governo atual, essa atividade foi cortada. Assim como a gestão kirchnerista deixou uma fatura não paga de US$ 300 milhões pela importação de gás boliviano, tampouco terminou de abonar as importações de petróleo venezuelano (dívida que algumas fontes estimam ser de cerca de US$ 500 milhões).

Nesse contexto, uma das alternativas que está sendo estudada pela equipe econômica do Governo de Macri - adiantada pelo ministro da Agroindústria, Ricardo Buryaile - é comprar todo o excedente de leite em pó integral em estoque do mercado argentino para empregá-lo como parte do pagamento da dívida energética com a Venezuela herdada da gestão anterior.

Não existem muitas alternativas para o enorme estoque de leite em pó: a indústria de lácteos argentina está vendendo, por exemplo, o produto a destinos exóticos (como Afeganistão ou Paquistão) a valores FOB de US$ 1.700/tonelada (quando o preço de equilíbrio gira em torno de US$ 2.400/tonelada [com os valores pagos atualmente aos produtores de leite]). 

A opção de recorrer ao salvo-conduto venezuelano é atrativa, ainda que não esteja isenta de dificuldades. Nesses dias, por exemplo, foi divulgada a informação de que o governo da Venezuela congelou a distribuição de cerca de 25.000 toneladas de leite em pó, porque o preço das embalagens era superior ao valor de venda máximo fixado oficialmente para o alimento. (As informações são do Valor Soja, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

 
 
Economia encolheu mais de 5% em oito Estados, a maioria no Norte e Nordeste

Todas as economias regionais foram atingidas de alguma forma pelo recuo de 3,8% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional em 2015, mas alguns Estados sofreram mais do que outros. Nada menos do que oito deles tiveram queda igual ou superior a 5% no ano passado ¬ seis destes localizados no Norte e no Nordeste. O destaque foi o PIB do Amazonas, Estado que responde por mais de um quarto da atividade da região, que caiu mais do que 9%. Não foi por acaso que as quedas mais fortes se concentraram no Norte e do Nordeste. As duas regiões reverteram a tendência sustentada até 2014, com desempenho pior do que o da média nacional no ano passado, algo que, segundo especialistas, deve se repetir em 2016. O PIB do Norte caiu 4,4% e o do Nordeste, 4,1% ¬ os piores resultados do país. Um ano antes, as regiões registravam um desempenho bem acima do PIB (que subiu 0,1%), em alta de 1,2% e 1,6%, respectivamente, segundo dados da consultoria 4E.

A região Nordeste foi atingida especialmente pela queda de investimentos na área de infraestrutura e pela contração do setor de serviços. No Norte, o recuo de 4,3% do varejo nacional explica o quadro bem pouco animador. Crucial para o Estado, a produção da Zona Franca de Manaus foi atingida em cheio pela crise, em especial a de bens duráveis. Ao mesmo tempo, favorecidos pelos bons ventos que sopram do setor externo, o Sul e o Centro Oeste emitem os primeiros sinais de recuperação e devem puxar movimento de recuperação. Os números oficiais do IBGE para os Estados saem com pelo menos dois anos de defasagem. Com base em dados de alta frequência, como a pesquisa mensal do varejo e alguns índices que o Banco Central disponibiliza, bancos e consultorias conseguem estimar séries mais atuais. Para o sócio da 4E Consultoria, Leopoldo Gutierre, a recuperação dos Estados deverá ocorrer somente a partir de 2017, com a redução de parte da incerteza política e um aumento da confiança dos agentes. "Centro Oeste e Sul vêm sofrendo com os problemas de queda da demanda e confiança como o Brasil como um todo, mas devem se recuperar um pouco mais rápido, colhendo frutos do setor externo". "A queda na atividade foi muito disseminada e esse movimento continua no primeiro trimestre deste ano", afirma Rodrigo Miyamoto, economista do Itaú Unibanco. "Mas há regiões mais voltadas para exportação, beneficiadas pela desvalorização cambial, como Centro Oeste e Sul com relação a carnes, e a celulose mais no Mato Grosso do Sul". 

Dentre os 15 Estados que caíram mais do que o PIB em 2015 (¬3,8%), Amazonas caiu 9,1%, segundo dados da 4E. Para o Itaú, o recuo chegou a 9,2% e o cenário para 2016 segue ruim. Em dezembro, o PIB do Amazonas teve baixa de 12,5% sobre igual período de 2014, em linha com o fraco resultado das vendas de Natal. Na outra ponta, a queda de Roraima foi de apenas 0,2%. Segundo especialistas, a queda da demanda demorou mais para bater no Estado, mas será difícil vê¬lo escapar de outro ano ruim para a economia como um todo. No Nordeste, diz Gutierre, o impacto da Lava¬Jato foi mais forte, devido aos cancelamentos de projetos de estaleiros e ligados a Petrobras, que justificaram uma retração também forte da demanda. O Estado que mais contribuiu com essa queda foi Pernambuco, o segundo maior da região, com queda de 4,5% do PIB no ano passado. Paraíba e Maranhão, no entanto, caíram 5% cada em 2015, os piores resultados da região e em linha, segundo Gutierre, com o forte recuo no comércio varejista ampliado desses Estados no ano, com baixas de 14,3% e 11,3%, respectivamente. Única região a cair em 2014 (¬0,5%), o Sudeste voltou a registrar queda em 2015, de 3,7%. Na região, o PIB de São Paulo caiu 3,9% nas contas da 4E, queda que chegou a 5,1% segundo o Itaú. O Estado que responde a cerca de 30% do PIB do país acompanhou o desempenho sofrível da indústria da transformação, em especial do setor automotivo. Para Gutierre, a contração de 6,3% esperada para a indústria em 2016 não deve contribuir para uma melhora no cenário. 

O Rio caiu menos (¬1,6%), puxado por investimentos ligados à Olimpíada, que mantiveram a demanda relativamente mais aquecida. Com a realização do evento e um cenário de preços do petróleo retraídos, o Rio deve voltar a se comportar em linha com outros Estados da região, como São Paulo. Já Minas e Espírito Santo devem sofrer um pouco mais pelos efeitos do desastre de Mariana. "O Espírito Santo teve queda forte da produção industrial no quarto trimestre de 2015 e a tendência é que isso não se repita. Mas o nível de atividade deve se manter muito baixo e, por conta do carregamento estatístico, o desempenho será ruim neste ano", diz Miyamoto. O Sul caiu 4% em 2015 puxado pelo Rio Grande do Sul (¬ 4,9%), que responde por cerca de 37% do PIB da região. O Estado teve, segundo a 4E, queda de 1,5% do emprego formal e de 13,2% no varejo ampliado, os piores números da região. Para o Itaú, o PIB do Rio Grande do Sul caiu mais, 5,8%. O quadro só não foi pior devido à reação do setor externo: nas contas da 4E, o saldo comercial do RS passou de US$ 7,5 bilhões para US$ 21,3 bilhões em 2015. É também o setor externo que deve favorecer o Centro Oeste em 2016. Em 2015, a queda do PIB da região foi de 3,8% e só não foi melhor pelo fraco desempenho de Goiás, cujo PIB caiu 5,6%. (Valor Econômico)

 
 

Inspeção/MS 
Mato Grosso do Sul atualizou a sua legislação sobre a inspeção e fiscalização de produtos de origem animal fabricados no estado. A lei com as novas normas foi publicada na edição desta sexta-feira (11), do Diário Oficial sul-mato-grossense e moderniza regras estabelecidas em 1991. O chefe da Divisão de Inspeção de Produtos de Origem Animal da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Dipoa/Iagro), Ivan Garcia de Freitas, aponta que essa atualização além de necessária para adequar a legislação estadual as novas demandas da área, também é um pré-requisito para que o estado possa aderir ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi). Ele explica que por meio do Sisbi, as empresas locais, que contam somente com o Serviço de Inspeção Estadual (SIE) também poderão vender seus produtos para outros estados, o que deve representar uma grande abertura de mercado para os empreendimentos sul-mato-grossenses. (G1/MS)
 

 

    

         

Porto Alegre, 16 de março de 2016                                                Ano 10- N° 2.226

 

    Conseleite/PR

A diretoria do Conseleite-Paraná reunida em Curitiba, atendendo os dispositivos disciplinados no Capítulo II do Título II do seu Regulamento, aprovou e divulgou os valores de referência para a matéria-prima leite realizados em fevereiro de 2016 e a projeção dos valores de referência para o mês de Março de 2016, calculados por metodologia definida pelo Conseleite-Paraná, a partir dos preços médios e do mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes. Os valores de referência indicados nesta resolução correspondem à matéria-prima leite denominada Leite CONSELEITE IN62, que se refere ao leite analisado que contém 3% de gordura, 2,9% de proteína, 600 mil uc/ml de células somáticas e 600 mil uc/ml de contagem bacteriana. 

Para o leite pasteurizado o valor projetado para o mês de Março de 2016 é de R$ 1,8447/litro. Visando apoiar políticas de pagamento da matéria-prima leite conforme a qualidade, o Conseleite-Paraná disponibiliza um simulador para o cálculo de valores de referência para o leite analisado em função de seus teores de gordura, proteína, contagem de células somáticas e contagem bacteriana. O simulador está disponível no seguinte endereço eletrônico: www.conseleite.com.br/conseleite. (Fonte: Conseleite/PR) 
 
 
  
Laticínios Santa Mônica associa-se ao Sindilat

A Laticínios Santa Mônica, de Esperança do Sul (RS), é a mais nova associada do Sindilat. A parceria com o sindicato teve início em janeiro deste ano. Segundo o diretor da empresa, Luciano Possebon, a adesão é uma importante oportunidade para se aproximar do mercado e das novidades do setor.

Fundada em outubro de 2009, a empresa está localizada na região noroeste do Rio Grande do Sul e possui capacidade de processamento de 150 mil litros/dia. A indústria gaúcha atua na produção de queijo do tipo prato e é responsável pelo emprego direto de mais de 75 funcionários. Com a associação ao Sindicato da Indústria de Laticínios do RS, a Santa Mônica pretende consolidar-se como marca e aumentar a qualidade da sua produção. "Há mais de seis anos trabalhamos para se destacar no mercado de queijos e agora, ao lado do sindicato, buscamos fortalecer nossa imagem junto ao mercado e o consumidor", salientou Possebon. 

Além da indústria em solo gaúcho, a Laticínios Santa Mônica também possui uma fábrica em Catanduva (PR). No estado paranaense, dedica-se à produção de queijo mussarela. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

Languiru reelege diretoria para a gestão 2016/2020

Em Assembleia Geral Ordinária, realizada no dia 12 de março, a Cooperativa Languiru, de Teutônia, reelegeu a atual diretoria da empresa. O presidente Dirceu Bayer e o vice-presidente Renato Kreimeier permanecem à frente da cooperativa até 2020. "Assumimos com a responsabilidade de buscar uma Languiru cada vez mais saudável. Temos um futuro promissor para a cooperativa e apostamos muito na sucessão na Languiru e nas propriedades rurais de nossos associados", destacou Bayer.

 
Presidente reeleito, Dirceu Bayer, agradeceu a confiança. Foto: Leandro Augusto Hamester

Como secretário foi eleito o associado Roque Silvio Schneider. Os conselheiros efetivos são Aldo Bortolo Pedrussi, Flávio João Walter, Erni Germano Lautert e Lotario Dickel, tendo como suplentes Diego Augusto Dickel, Renato Aschebrock, Jonas Rafael Schneider e Jair Duarte de Vargas. O Conselho Fiscal eleito é composto pelos efetivos Eliseu Wahlbrinck, Valério Trapp e Zilmar Rutz, tendo como suplentes Valmir Günter Osterkamp, Marco Alexandre Klafke e Romeu Drebes. 

Durante a assembleia, que contou com a participação de 200 pessoas, entre associados, colaboradores e autoridades, também foi apresentado demonstrativo econômico da Languiru. Em 2015, a cooperativa alcançou um faturamento bruto de 1,128 bilhão, consolidando-se como a terceira maior cooperativa de produção do Rio Grande do Sul. A expectativa para 2016 é de que o percentual de crescimento fique em torno de 10%, chegando a R$ 1,2 bilhões em faturamento bruto. (Fonte: Assessoria de Imprensa Sindilat, com informações da Cooperativa Languiru)

Nove entre dez brasileiros compraram leite condensado em 2015 e produto segue estável na crise
 
Enquanto muitos produtos deixaram de marcar presença nos lares brasileiros em 2015, o leite condensado seguiu sendo consumido pela população. Nove em cada dez domicílios compraram o produto ao menos uma vez no ano passado. A média de consumo foi de mais de uma embalagem de 395 gramas por mês. As informações são da Kantar Worldpanel.

O levantamento aponta ainda que o crescimento do mercado do item se estabilizou, com uma retração de 0,2% tanto em volume quando em valor, em relação a 2014. O gasto médio com o ingrediente básico de doces como o brigadeiro foi de R$ 5,82 por ida ao ponto de venda, com compra de 830 gramas em cada visita.

Outra conclusão do estudo é que o Grande Rio de Janeiro é a região com maior frequência de compra e volume de leite condensado por ocasião - 7,6 vezes e 913 gramas médias por viagem. Além disso, os dados dão conta de que o crescimento dos atacadistas impede a retração da categoria, uma vez que o canal tem volume por ocasião 20% maior que os demais.

O estudo revela ainda que a tradicional latinha de leite condensado segue perdendo espaço ano após ano, abrindo espaço para as caixinhas. Em 2011, por exemplo, a embalagem de metal respondia por 40,2%, enquanto a cartonada registrava 59,8%. No ano passado, os números passaram, respectivamente, para 19,9% e 80,1%. (As informações são da Kantar Worldpanel e do MaxPress)

 
Lucro da Vigor mais que dobrou em 2015

A Vigor Alimentos, empresa controlada pela holding J&F, encerrou 2015 com um lucro líquido consolidado de R$ 242,8 milhões, mais do que o dobro dos R$ 120,031 milhões do ano anterior. No período, a receita líquida consolidada da empresa de lácteos alcançou R$ 5,219 bilhões, incremento de 18,8% sobre 2014. O avanço se deve à expansão das vendas para outras regiões do Brasil ¬ como Minas Gerais, Rio de Janeiro e Estados do Norte ¬, o que levou ao aumento de 25% na base de clientes, para 72 mil pontos de venda no país. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) consolidado da Vigor também teve crescimento expressivo, de 28,6%, no ano passado, para R$ 456,4 milhões. Esse número exclui efeito do ganho de ágio da aquisição da Danúbio pela Vigor no primeiro semestre de 2015. A margem Ebtida da Vigor subiu 0,7 ponto percentual, para 8,7% no ano que passou. Os dados consolidados da Vigor incluem a participação de 50% na mineira Itambé Alimentos. O diretor-¬presidente da Vigor, Gilberto Xandó, disse que os resultados refletem a estratégia, definida nos últimos dois anos, de ampliar as vendas para regiões além do Estado de São Paulo, do crescimento da base de clientes e do investimento em "inovação", especialmente com a categoria de iogurte grego. Ele afirmou ainda que nos últimos dois anos a Vigor investiu na melhoria da qualidade de seus produtos, com reposicionamento da marca, o que permitiu "reprecificar" a companhia. 

O forte investimento em publicidade em 2015 também contribuiu para o desempenho. "Nada é surpresa. Vemos, sucessivamente, oito a 10 trimestres com evolução gradual dos resultados", disse Xandó. De acordo com o executivo, a Vigor continuou crescendo na categoria grego em 2015 e num ritmo mais forte do que o mercado. Citando dados Nielsen, ele afirmou que enquanto o mercado de grego cresceu 35% em valor no ano passado no país, o avanço da categoria para a Vigor foi de 60%. Os volumes comercializados pela Vigor (consolidados) totalizaram 921,9 mil toneladas em 2015, alta de 11,8%. A categoria de lácteos, que concentra os produtos de maior valor agregado, teve vendas de 261,3 mil toneladas, aumento de 12,7%. Embora tenha melhorado o desempenho, a Vigor enfrentou alta de custos em 2015, principalmente dos chamados preços administrados, e tomou medidas para ampliar a eficiência em suas fábricas, segundo Xandó. "Tivemos de repassar [ a alta para os produtos finais]", afirmou. Em média, o aumento de preços foi de 9% a 12% ao longo de 2015. O custo dos produtos vendidos (CPV) no consolidado da Vigor somou R$ 3,642 bilhões em 2015, ou 69,8% da receita líquida. O CPV havia sido equivalente a 72,3% no ano anterior, segundo a Vigor. Graças sobretudo à melhora operacional, a Vigor Alimentos conseguiu reduzir sua alavancagem financeira (relação entre a dívida líquida e o Ebitda) no ano passado. No fim de 2015, ela era de 1,7 vez; havia encerrado 2014, em 2,2 vezes. 

O endividamento líquido consolidado no fim de 2015 ficou em R$ 753,4 milhões, R$ 13,9 milhões a menos que em dezembro de 2014. Segundo o diretor¬presidente da Vigor, a dívida caiu pouco porque, além dos investimentos em 2015 ¬ tanto em Capex quanto em marketing ¬, a empresa optou por terminar o ano com o "caixa reforçado". Para isso, fez captações financeiras, alongando o prazo médio da dívida e reduzindo seu custo médio. No fim de dezembro de 2015, o caixa da Vigor alcançou R$ 561,7 milhões, equivalente a 94,2% da dívida bruta de curto prazo da empresa. Os investimentos da Vigor somaram R$ 200 milhões em 2015, conforme Xandó, sendo cerca de R$ 90 milhões na unidade em construção em Barra do Piraí (RJ), que deve começar a operar neste semestre. Os resultados consolidados da Vigor no último trimestre de 2015 também melhoraram na comparação com o mesmo intervalo um ano antes. A empresa fechou o período com lucro líquido de R$ 50,436 milhões, alta de 26,9% sobre o mesmo intervalo de 2014. Já a receita líquida somou R$ 1,476 bilhão, aumento de 27,4%, e o Ebitda alcançou R$ 145,256 milhões (alta de 42,2%). (Valor Econômico)

 
 

Leite: melhorar a qualidade é o desafio do Brasil
A melhoria da qualidade do leite é um grande desafio no Brasil. Esse foi um dos principais enfoques do Fórum Estadual do Leite, que aconteceu nesta quarta-feira, dia 9, durante a Expodireto, em Não-Me-Toque, no Rio Grande do Sul.  Para acessar o vídeo, CLIQUE AQUI. (Canal Rural)


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