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Porto Alegre, 26 de maio de 2020                                              Ano 14 - N° 3.227

  Valor de referência projetado para o leite é de R$ 1,2089

O valor de referência projetado para o leite em maio é de R$ 1,2089 no Rio Grande do Sul. A estimativa, divulgada nesta terça-feira (26/05) pelo Conseleite e que leva em conta os primeiros dez dias do mês, representa uma retração de 7,56% em relação ao consolidado de abril, que fechou em R$ 1,3077. Segundo o professor da UPF Marco Antônio Montoya, os números refletem o impacto da pandemia de coronavírus no consumo e na produção. Depois de seis meses de alta de preços e de um pico ocasionado pelo movimento das famílias ao estocarem leite no início da pandemia, agora, verifica-se consumo mais comedido. “Essa pandemia alterou muito o mercado. Estamos em um período de incertezas absurdas e que não acontece apenas no RS, mas nos outros estados também”, pontuou. 

O cenário preocupa produtores. Apesar da profissionalização na gestão dos tambos e do trabalho pela redução de custos, a atividade vem se tornando pouco atrativa com margens muito ajustadas, gerando descontentamento no meio rural. Segundo o presidente do Conseleite, Rodrigo Rizzo, o mercado retraído agrava as dificuldades no campo,  onde se vem operando com custos impactados pela variação cambial e muitas incertezas.  “Precisamos trabalhar no Conseleite pelo entendimento entre indústrias e produtores”, frisou.  

O presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, pontua que as dificuldades se estendem à indústria, que também enfrenta custos elevados em função da pandemia e depende da negociação dos produtos junto ao varejo. Guerra citou as oscilações de mercado e a necessidade de se ver o setor lácteo como um todo, composto por um vasto mix de produtos. “Estamos todos juntos em um mesmo setor. O mercado está passando por grande volatilidade, subindo e baixando dentro de um mesmo período. O Conseleite nos dá uma referência nos primeiros dez dias do mês, mas as empresas precisam avaliar o cenário ajustado dos 30 dias”, frisou. Guerra lembrou que, apesar do aumento do consumo doméstico, o que se verifica é uma queda gigante na comercialização para hotéis, restaurantes e bares.  (Assessoria de imprensa Sindilat/RS)
                  

Conseleite/PR
A diretoria do Conseleite-Paraná reunida no dia 26 de Maio de 2020 atendendo os dispositivos disciplinados no Capítulo II do Título II do seu Regulamento, aprova e divulga os valores de referência para a matéria-prima leite realizados em Abril de 2020 e a projeção dos valores de referência para o mês de Maio de 2020, calculados por metodologia definida pelo Conseleite-Paraná, a partir dos preços médios e do mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes.
 

Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada “Leite Padrão”, se refere ao leite analisado que contém 3,50% de gordura, 3,10% de proteína, 500 mil células somáticas/ml e 300 mil ufc/ml de contagem bacteriana. Para o leite pasteurizado o valor projetado para o mês de Maio de 2020 é de R$ 2,4405/litro. Visando apoiar políticas de pagamento da matéria-prima leite conforme a qualidade, o Conseleite-Paraná disponibiliza um simulador para o cálculo de valores de referência para o leite analisado em função de seus teores de gordura, proteína, contagem de células somáticas e contagem bacteriana. O simulador está disponível no seguinte endereço eletrônico: www.conseleitepr.com.br. (Conseleite/PR)

Perspectivas do USDA sobre o mercado lácteo da América do Sul

Leite/América do Sul – Na Argentina e Uruguai, a produção de leite nas fazendas vem melhorando constantemente, dentro dos padrões sazonais de outono. Atualmente a oferta é mais que suficiente para atender a maioria das necessidades da indústria.

O mercado de creme permanece firme, e o suprimento de manteiga vem sendo mais acessível no mercado. O alto preço do milho e da soja, o baixo valor da moeda local, e os preços estáveis para o produtor, não vem sendo favorável para os pequenos produtores de leite que não possuem economia em escala.

No Brasil, a produção de leite nas fazendas está em queda. O fornecimento de leite está insuficiente para atender a demanda da indústria. Os casos de Covid-19 estão chegando ao pico no país. No entanto, a coleta de leite, produção de lácteos e distribuição de laticínios permanecem relativamente normais.

De um modo geral, do ponto de vista dos vendedores, as condições do mercado melhoraram para os produtos lácteos, pois o fornecimento está abaixo da demanda. Os estoques de queijo, leite UHT e leite em pó estão em níveis relativamente baixos, enquanto os preços sobem. Ao mesmo tempo, as vendas de iogurte no varejo estão intensas nas últimas duas semanas.

                  

                 

No radar
A bancada gaúcha se reuniu ontem com a Ministra Tereza Cristina para tratar de questões relacionadas ao socorro aos produtores atingidos pela estiagem. Também foi feito pedido para derrubar o veto ao auxílio emergencial de R$600,00 aos agricultores familiares. E se falou sobre juro e recursos do próximo plano safra. (Zero Hora)
 

 

 

Porto Alegre, 25 de maio de 2020                                              Ano 14 - N° 3.225

 Tailândia abre mercado para lácteos do Brasil

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, anunciou que a Tailândia abriu seu mercado para lácteos do Brasil. A confirmação foi recebida ontem pelo governo brasileiro.

Durante uma videoconferência na manhã desta sexta-feira, a ministra afirmou que a abertura de mercados pode contribuir para melhorar a situação dos produtores de lácteos, um dos segmentos mais afetados pela pandemia e que, historicamente, enfrenta problemas de preços.

“Com os mercados que abrimos, como China, Tailândia, Egito, Arábia Saudita, esse setor vai poder se equilibrar. Espero que em breve não tenhamos esse sobe e desce do preço. O que precisamos é nos tecnificar”, afirmou.

A autorização para exportação de lácteos para a Tailândia representou o 60º mercado aberto desde o início de 2019, uma marca comemorada pela comandante da Pasta. A ministra ressaltou que a meta é diversificar destinos e produtos da pauta exportadora.
Tereza Cristina ainda destacou os números das exportações do agronegócio no primeiro quadrimestre de 2020, que aumentaram 5,9% em relação ao mesmo período do ano passado e ultrapassaram US$ 31 bilhões. Só em abril, foram mais de US$ 10 bilhões. “Superamos vários marcos, mostra que as coisas estão acontecendo, estão fluindo. Além de abastecer mercado interno ainda estamos cumprindo nossos contratos com parceiros internacionais”. (As informações são do Valor Econômico)
                  
Mercado | Fazer leite no meio da quarentena

Vende-se mais leite fluido, alguns queijos e doce de leite. Mas 30 pequenas empresas que forneciam pizzarias e restaurantes fecharam. Existem excedentes no mundo e os preços estão a baixar de 3.500 dólares por tonelada para 2.700. A produção estagnou desde 2008.

Poucos setores da economia se comportam de forma tão diferente nesta quarentena como o setor leiteiro. Alguns estão a pleno vapor, produzindo tão raramente quanto possível. É o caso de La Serenissima com grande procura de leite líquido em sachê. Outras desligam os seus motores, como as fábricas que forneciam mussarela a pizzarias e restaurantes. Ou dos doces de leite industriais e sorvetes que vendem 10%. Há cerca de 30 pequenas empresas que fecharam as suas portas. A propósito, o foco de ação do setor leiteiro é muito vasto. Há os que se dedicam a produtos de alto valor e iogurtes que são angustiados por menos dinheiro nas pessoas, enquanto as primeiras marcas não sabem como captar a atenção desse consumidor que mudou os seus hábitos.

Segundo Alejandro Maurino, CEO da edairynews, a quarentena aumentou o consumo de leite líquido, queijo fresco e doce de leite. E as empresas que vendem leite ao governo conseguiram colocar importantes volumes nos planos sociais. Maurino salienta que houve um aumento dos custos que não pôde ser transferido para os preços finais.

Mas antes do início de 2020, a Danone informou que a sua sede tinha contribuído com 110.000.000 euros para a filial local. Em 2019, os seus escritórios sofreram 30%. Na sede de Paris, no elegante Boulveard Haussmann, eles não olhariam para a Argentina com carinho, como fizeram quando Antoine Riboud e Daniel Carassò vieram para ser parceiros da La Serenissima.
No início do mandato de Mauricio Macri, o Presidente da Nestlé, Peter Brabeck, comprometeu-se a investir. E isso aconteceu. Foi assim que surgiram as linhas de leite infantil na Villa Nueva e de leite condensado na Firmat. Os resultados não chegaram. Por sua vez, Milkaut, BonGrain, Savencia experimentou, com a chegada do seu novo CEO Juan Carlos Dalto, uma viragem para produtos de alta gama e rentabilidade. Esse negócio foi comido pelo coronavírus.

Saputo, a empresa canadense liderada por Lino Saputo, desembarcou com a compra da Molfino e da La Paulina à Perez-Companc. Hoje, juntamente com La Serenisima, está no topo da recepção de leite na Argentina, ambos seguidos pela crescente Adecoagro. A novidade é que o Saputo, pela primeira vez, não estaria a receber apoio do Canadá. Quanto ao casal Arcor-Mastellone, o progresso da família Pagani é notável, aproximando-se dos 50%. No entanto, a última aquisição de ações da Arcor deixou os membros da Mastellone com um gosto amargo e um desejo de ir ao tribunal, e haveria mais amargura num mundo onde já existem estoques excedentários devido a uma queda na procura. Estes volumes estão a ser armazenados sob a forma de leite em pó. Há quem diga que teremos de nos preparar para uma queda acentuada dos preços, o que, desta vez, é grave. Os EUA jogaram fora 25 milhões de litros por dia devido ao encerramento de cadeias alimentares. O preço internacional era de 3 500 USD por tonelada de leite em pó em Março: desceu para 2 700 USD

Federico Boglione, da empresa La SIbila, está obcecado com o que é quase um debate existencial entre empresários. E gira em torno da questão de saber se os auxílios oficiais devem ser discriminatórios em função da dimensão da empresa. Para o proprietário da La Sibila, esta deve ser separada consoante se trate de empresas com capital nacional ou estrangeiro. “As pessoas de fora podem vir, fechar uma empresa e sair. Estamos comprometidos com o nosso consumidor e ainda estamos no país”, afirmou.

E o produtor de leite? Ele cobra 0,27 por litro. Do lado dos industriais, eles dizem que é um preço excessivo. Mas Guillermo Draletti, seu líder histórico, diz: “Continuamos trabalhando em um laticínio que estagnou desde 2008, com uma produção de 10,3 bilhões de litros por ano, sendo superada pelos vizinhos e até mesmo pela Colômbia”. Outro dado, o consumo por habitante é de 200 litros por ano. No dramático ano de 2002, o consumo atingiu 230. (Edairynews – tradução livre Sindilat/RS)

Colômbia – Em 3 meses foram importadas mais de 30.000 toneladas de lácteos

No primeiro trimestre foram adquiridas mais do que todo 2014 (que foram mais de 27.000 toneladas) ou quase todas as de 2015 (31.043 toneladas). 

Somente em janeiro foi estabelecido um novo recorde de compras do exterior de leite em pó e outros derivados – mais de 21.000 toneladas.

No total, durante os primeiros 91 dias de 2020, foram contabilizadas compras de 30.403 toneladas de lácteos procedentes do exterior pelo valor aproximado de US$ 86,2 milhões.

Entre janeiro e março foi adquirido o equivalente à metade de todas importações de 2019 que foram 61.643 toneladas, ao custo de US$ 156,8 milhões. (Em 15 dias foi consumida toda cota de importação com isenção tarifária dos EUA).  

O ano passado bateu o recorde de importação de lácteos, mas, 2020 se candidata a superar esse valor se as compras continuarem nesse mesmo ritmo.

Ao concluir janeiro, este ano já dava sinais de que as importações continuariam crescendo. Somente nos primeiros 31 dias, a indústria relatou as maiores compras em apenas um mês: 21.108 toneladas por US$ 59.096.000.

Fevereiro, ao contrário, chegaram 3.300 toneladas por US$ 9.928.000 e em março 5.997 toneladas pelo preço de US$ 17.155.000, números compatíveis com os registros mensais históricos.  

As compras exageradas em janeiro ocorreu diante do Tratado de Livre Comércio (TLC) com os Estados Unidos e a União Europeia, como mecanismo de proteção à produção de leite nacional. No início de cada ano, é determinada uma quantidade de insumos que podem ser importados sem tarifas alfandegárias, e uma vez esgotada a cota, são cobrados os impostos correspondentes às compras que ultrapassem o limite.

No caso do leite em pó, o TLC com os EUA estabeleceu 11.790 toneladas, enquanto que a UE o volume foi de 6.800 toneladas. (Importante lembrar que 2019 foi o ano com as maiores importações de lácteos da história).

Origem dos produtos: Por este motivo, 66% das importações no primeiro trimestre vieram dos Estados Unidos. Segundo registros da Alfândega, foram gastos US$ 57.089.000 para comprar 19.702 toneladas de lácteos, dos quais 13.980 toneladas foram leite em pó desnatado e 3.173 de leite em pó integral.

Depois vieram compras da Espanha, 2.716 toneladas/US$ 6.485.000 (8%); Bolívia, 1.734 toneladas/US$ 5.948.000 (7%); França, 1.030 toneladas/US$ 3.046.000 (4%); e México, 1.328 toneladas/US$ 3.339.000 (4%). Cabe destacar que as compras da Bolívia e México foram de leite em pó integral.

A commodity mais comprada foi leite em pó desnatado, 16.741 toneladas/US$ 44,6 milhões, seguido pelo leite em pó integral, 8.348 toneladas/US$ 28,6 milhões, aproximadamente. Isso se explica por que a primeira é mais barata que a segunda no mercado internacional. (Portalechero – Tradução livre: Terra Viva)
                

Solidariedade
Quase três toneladas de queijos, leite UHT, iorgutes, bebidas lácteas e sobremesas foram doadas pela Lactalis (donas das marcas Elegê, Parmalat e Batavo) ao Asilo Padre Cacique, à Fundação Pão dos Pobres e ao Instituto Pobres Servos da Divina Providência, em Porto Alegre. Em Teutônia, onde tem unidade, foram entregues 380 quilos de alimentos ao Clube de Mães Lar da Amizade (Zero Hora)
 

 

 

 

Porto Alegre, 22 de maio de 2020                                              Ano 14 - N° 3.224

  STF homologa acordo entre União e Estados sobre Lei Kandir 

Decisão coloca ponto final em impasse que se arrasta há mais de 20 anos sobre perda de arrecadação

O Supremo Tribunal Federal (STF) homologou ontem o acordo firmado entre União e Estados para colocar um ponto final num impasse que se arrasta por mais de 20 anos no que diz respeito à compensação de perdas de arrecadação ocasionadas pela Lei Kandir. Agora, o governo tem até 60 dias para enviar ao Congresso Nacional um projeto de lei complementar com os termos acertados para a transferência de recursos.

O acordo envolve repasse total de R$ 65,6 bilhões da União, sendo que R$ 58 bilhões entre 2020 a 2037, além de R$ 4 bilhões da receita do bônus de assinatura com os leilões dos blocos de Atapu e Sépia, previstos para este ano, e outros R$ 3,6 bilhões caso a chamada PEC do Pacto Federativo seja aprovada. Estes R$ 3,6 bilhões seriam liberados em três parcelas de R$ 1,2 bilhão ao ano, a partir do início da vigência da PEC. Essa foi a maneira encontrada pela equipe econômica para que os Estados continuem defendendo o pacto federativo, ainda em tramitação no Congresso.

Conforme o secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, se aprovado o pacto federativo, as três primeiras transferências da União sobem para R$ 5,2 bilhões ao ano. No quarto ano, o montante cai para R$ 4 bilhões por oito anos. A partir daí, haveria uma escadinha por sete anos até que as transferências sejam zeradas em 2037. Waldery explicou que a União vai utilizar receitas de petróleo como royalties e participações especiais para bancar os repasses.

A avaliação é que a medida permite um avanço na discussão do auxílio de emergência para os Estados e municípios, previsto do PLP 39, e depende de sanção do presidente Jair Bolsonaro. Além disso, vai ajudar esses entes públicos neste período em que sofrem com os efeitos da pandemia de covid-19.

O diretor de Programa da Secretaria Especial de Fazenda do Ministério da Economia, Gustavo Guimarães, complementou que o acordo não permite à União fazer transferência imediata dos recursos, apenas gera a expectativa de que ela acontecerá a partir do momento que os parlamentares aprovarem o projeto de lei complementar ou do Pacto Federativo. “[A transferência] Depende de mudança legislativa para firmar os termos de acordo em lei. O acordo, inclusive, vai ser utilizado como justificativa para encaminhamento de medida legislativa”, destacou, acrescentando que o acerto reduz a insegurança jurídica.

O acordo homologado é fruto do trabalho de uma comissão especial, coordenada pelo relator da ação no STF, ministro Gilmar Mendes, e formada por representantes da União e de todos os Estados. Segundo o ministro, “graças ao esforço de todos os participantes da comissão especial, atuante no âmbito do STF, conseguimos empreender um modelo de aproximação, de negociação e de resolução do conflito que perdurava há mais de 20 anos, entre as esferas federal, estadual e distrital”. Para ele, “todos os interesses jurídicos estão equacionados e bem representados neste acordo inédito no âmbito federativo, que põe termo à discussão político-jurídica que perdura desde o advento da Lei Complementar 87/1996 (Lei Kandir).”

O acordo foi chancelado e elogiado pela maioria dos ministros do STF, que destacaram a importância do papel conciliatório do Supremo. “O futuro é a conciliação. Isso leva à paz social e, no caso, à paz federativa”, disse o ministro Ricardo Lewandowski.
Único a votar contra, Marco Aurélio Mello fez uma crítica à demora de uma solução. “A história do Brasil se faz calcada no faz de conta. Faz de conta que as instituições funcionam. Faz de conta que se tem apego pela lei maior do país, a Constituição Federal. Faz de conta que tudo está bem no cenário. O processo é um processo objetivo. Especificamente, defrontamo-nos com a uma ação direta de inconstitucionalidade por omissão. E aí nós verificamos que, passados 31 anos, 7 meses e 15 dias, não houve ainda vontade política por parte do Congresso considerada a necessidade da lei prevista”, disse ele.

A Lei Kandir foi aprovada em 1996 e acabou resultando em uma diminuição da arrecadação de impostos pelos Estados ao isentar o ICMS sobre produtos para exportação. A própria lei, contudo, previa que a União compensasse as perdas, mas nunca foi aprovada uma regulamentação pelo Congresso sobre o tema. (Valor Econômico)
                

CONSELEITE/SC: leite entregue em maio a ser pago em junho tem queda de 4,7%
A diretoria do Conseleite Santa Catarina reunida no dia 22 de Maio de 2020 atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I, aprova e divulga os valores de referência da matéria-prima leite, realizados no mês de Abril de 2020 e a projeção dos valores de referência para o mês de Maio de 2020. Os valores divulgados compreendem os preços de referência para o leite padrão, bem como o maior e menor valor de referência, de acordo com os parâmetros de ágio e deságio em relação ao Leite Padrão, calculados segundo metodologia definida pelo Conseleite-Santa Catarina.

Segundo o Presidente do CONSELEITE- SC, Sr. Valter Antonio Brandalise, estamos vivendo um momento de grande volatilidade nos preços, e a previsão do futuro está cada vez mais complicada. Os preços dos lácteos começaram uma reação a partir da segunda quinzena de maio, e acreditamos estar relacionado à ajuda do Governo com o Auxílio Emergencial, liberação da parcela do 13º salário, distribuição de produtos lácteos na sexta básica, combinado com a entressafra e a seca prolongada no Sul do Brasil, que reduziu oferta de leite.

O valor de referência para o leite padrão do mês de Abril fechou em R$ 1,3192, e para a primeira quinzena de Maio a projeção ficou em R$ 1,2571, porém, com a virada no mercado dos últimos dias, a expectativa é que não feche esse preço, e há possibilidade de aumento para o mês de Maio, caso o cenário não tenha uma nova mudança repentina. Enquanto a pandemia não for controlada vamos conviver com oscilações fortes e imprevistas, por isso a recomendação continua sendo muita cautela. Também ficou clara a preocupação de produtores e indústrias quanto ao aumento do custo de produção que pode levar o setor no médio prazo ao um novo desafio.

Valores de referência1 da matéria-prima (leite)

1 - Valor, em R$/litro, para o leite posto propriedade com Funrural incluso.

Períodos de apuração
Mês de Março/2020: De 02/03/2020 a 05/04/2020
Mês de Abril/2020: De 06/04/2020 a 03/05/2020
Decêndio de Maio/2020: De 04/05/2020 a 17/05/2020

O leite padrão é aquele que contém entre 3,50 e 3,59% de gordura, entre 3,11 e 3,15% de proteína, entre 450 e 499 mil células somáticas/ml e 251 a 300 mil ufc/ml de contagem bacteriana e volume individual entregue de até 50 litros/dia. O Conseleite Santa Catarina não precifica leites com qualidades inferiores ao leite abaixo do padrão. (As informações são do CONSELEITE/SC)

Conseleite/MG: valores de referência – maio
A diretoria do Conseleite Minas Gerais reunida no dia 20 de maio de 2020, atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I e de acordo com metodologia definida pelo Conseleite Minas Gerais que considera os preços médios e o mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes, aprova e divulga:

a) os valores de referência finais do leite padrão, maior e menor valor de referência para o produto entregue em Março/2020 a ser pago em Abril/2020.
b) os valores de referência finais do leite padrão, maior e menor valor de referência para o produto entregue em Abril /2020 a ser pago em Maio/2020.
c) os valores de referência projetados do leite padrão, maior e menor valor de referência para o produto entregue em Maio/2020 a ser pago em Junho/2020. 

  

Períodos de apuração:
Mês de Março /2020: De 28/02 a 02/04/2020
Mês de Abril/2020: De 03/04 a 30/04/2020
Decêndio de Maio/2020: De 01/05 a 14/05/2020

Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada “Leite Padrão”, se refere ao leite analisado que contém 3,30% de gordura, 3,10% de proteína, 400 mil células somáticas/ml, 100 mil ufc/ml de contagem bacteriana e produção individual diária de até 160 litros/dia. Os valores são posto propriedade incluindo 1,5% de Funrural. (Conseleite/MG)
                

Organizações leiteiras dos EUA se unem para ajudar vizinhos internacionais
A Federação Nacional de Produtores de Leite, o Conselho de Exportação de Laticínios dos EUA e a Associação Internacional de Alimentos Lácteos instaram conjuntamente o Secretário de Agricultura, Sonny Perdue, a usar todas as ferramentas à sua disposição para “garantir que produtos lácteos nutritivos e de alta qualidade dos EUA sejam disponibilizados aos vizinhos internacionais em necessidade." Os produtores de leite estão enfrentando uma das maiores perdas entre os principais produtores agrícolas dos EUA — potencialmente US$ 8,2 bilhões, com base em uma comparação das projeções atuais do USDA com estimativas pré-crise. A ampla quantidade de suprimentos lácteos dos EUA disponíveis para distribuição internacional são uma via promissora para ajudar as populações que sofrem com a fome localizada e a crise do coronavírus em todo o mundo. "Como nação, somos abençoados por ter uma abundância de laticínios disponíveis, mesmo durante este período difícil", escreveram Jim Mulhern, Tom Vilsack e Michael Dykes – os respectivos presidentes e CEOs das três principais organizações de laticínios dos EUA, na carta datada 18 de maio. “Tomar medidas para compartilhar essa abundância com o mundo será uma tábua de salvação para as regiões onde os alimentos são necessários, fornecendo uma saída adicional para os produtores americanos compartilharem seus produtos lácteos. Incentivamos o foco, em particular, nos países que indicaram um déficit alimentar ou nutricional durante esse período e que carecem de infraestrutura ou recursos para fornecer produtos lácteos de maneira confiável por meio de canais comerciais robustos.” (As informações são do DairyFoods.com, traduzidas pela Equipe MilkPoint)
 
 

 

 

  

Porto Alegre, 21 de maio de 2020                                              Ano 14 - N° 3.223

  Agora, dólar elevado reduz importações de lácteos

Diante do cenário de instabilidade econômica causada pela covid-19, o dólar atingiu novo patamar recorde frente ao Real em abril, de R$ 5,33, 8,9% acima do valor registrado em março/20. Se, em março, o dólar forte aqueceu as exportações, em abril, a taxa de câmbio reduziu as compras brasileiras de produtos lácteos. Segundo dados da Secex, a baixa foi de 35,4% no volume adquirido de março para abril, totalizando 6,1 mil toneladas. Este valor é o mais baixo desde março de 2014 (quando foi de 5,5 mil toneladas), também de acordo com a Secex.
 
Representando quase 55% do total, o volume de leite em pó importado pelo Brasil recuou 40% de abril para março, totalizando 3,3 mil toneladas. O Uruguai e a Argentina, países que frequentemente comercializam com o mercado brasileiro, diminuíram as compras em 56% e 45%, respectivamente. A importação de queijos também foi desmotivada pela alta na taxa de câmbio, com baixa de 20,5% em relação ao volume de março/20 e total de 1,4 mil toneladas.
 
Quanto às exportações, também recuaram: 28% de abril para março, com volume de 2 mil toneladas. Isso se deve ao cenário de menor disponibilidade de matéria-prima no mercado doméstico, atrelado ao choque de demanda por consequência do isolamento social. Consumidores passaram a estocar produtos, gerando acentuada procura por derivados lácteos.
 
Entretanto, diante da alta cotação do leite UHT no mercado interno, a demanda voltou a recuar no final de abril, elevando os estoques das indústrias. Os volumes embarcados de leite fluido, como o longa vida, mais que dobraram de abril para março, totalizando 420 toneladas. O Uruguai adquiriu 67% do total comercializado.
 
Balança Comercial: Em termos de receita, a balança comercial apresentou déficit de US$ 18,8 milhões em abril, recuo de 20,8% frente ao registrado em março. Em volume, o déficit foi de 4,1 mil toneladas, redução de 38,4% na mesma comparação. Este é o menor déficit desde fevereiro de 2016, quando a diferença entre o volume importado e exportado estava em -1,5 mil toneladas. (As informações são do Boletim do Leite, do Cepea)
                

Languiru retorna R$ 2,7 milhões para associados na Conta Movimento

Retorno global das sobras totaliza R$ 10,5 milhões

A força do cooperativismo foi mais uma vez reconhecida na assembleia da Languiru, quando os associados aprovaram a destinação de R$ 2,7 milhões para a Conta Movimento (distribuição de sobras que leva em consideração a movimentação do produtor com a venda da matéria-prima ou nas compras efetuadas na matrícula do associado em alguma das unidades de varejo da cooperativa no exercício de 2019). Os valores são usufruídos pelo quadro social em forma de crédito, aquisições ou amortizações de débitos nos Supermercados Languiru, lojas Agrocenter Languiru, Farmácias Languiru, Postos de Combustíveis Languiru e na Fábrica de Rações.

O retorno global aos associados, que são os donos da cooperativa, totalizou R$ 10,5 milhões, considerando a distribuição de sobras e a correção do capital social. “Notícias positivas merecem atenção em tempos difíceis como os que vivemos atualmente, com a pandemia mundial do Coronavírus. Na Languiru, associados e cooperativa crescem juntos. O desempenho de 2019 foi muito bom e o pagamento da Conta Movimento é um incentivo financeiro e motivacional às famílias do campo nas atividades diárias”, destaca o presidente Dirceu Bayer.

Atendimento: Associados titulares da matrícula ou familiares autorizados retiram o extrato da Conta Movimento e também efetuam a atualização cadastral (renovações dos Cartões Azul ou Verde). Os atendimentos com agendamento prévio iniciaram no mês de abril, procedimento adotado para evitar a aglomeração de pessoas como medida preventiva ao Covid-19 (Coronavírus), no Setor de Atendimento Social do Departamento Técnico, em Teutônia; nas recepções dos Supermercados Languiru de Arroio do Meio, Bom Retiro do Sul, Cruzeiro do Sul, Estrela, Poço das Antas e Teutônia (Bairro Languiru); e nas lojas Agrocenter Languiru de Teutônia (Bairros Canabarro e Languiru), Arroio do Meio e Venâncio Aires.

Data, horário e local do atendimento são divulgados individualmente ao associado via contato telefônico, mensagem de texto ou WattsApp. “Pela Conta Movimento são R$ 2,7 milhões devolvidos ao quadro social em vales-compras. É um recurso que acaba reinvestido na comunidade local”, conclui Bayer (Languiru)

Lanches saudáveis e práticos para a quarentena (e depois dela)!

Com a suspensão das aulas, em função da pandemia de Covid-19, as crianças e adolescentes estão fazendo todas as suas refeições em casa. Desafio para os pais, que precisam criar cardápios saudáveis, mas também práticos, que não deem muito trabalho para o seu preparo. Um dos alimentos mais saudáveis e práticos que existe é o iogurte, pois já vem prontinho para o consumo. Confira os principais benefícios para a saúde desse alimento que, além de tudo, é delicioso:

1. Iogurtes são ricos em cálcio, mineral essencial para o crescimento e saúde óssea e dentária, e para a produção de células de defesa do sistema imune;

2. Os lactobacilos, presentes em grandes quantidades nos iogurtes, melhoram a imunidade e promovem a saúde intestinal;

3. O consumo regular de iogurte reduz a ocorrência de quadros respiratórios, como os resfriados, tosse e coriza;

4. A ingestão rotineira de iogurte reduz a ocorrência de diabetes tipo 2;

5. O iogurte tem potente ação anti-inflamatória em todo o corpo, efeito que parece ser exercido pela esfingomielina e pelo ácido linoleico conjugado (CLA) presentes em sua composição. (Beba mais leite)
                

Leite: pandemia de coronavírus muda rotina de produtores e indústria
A pandemia do novo coronavírus mudou a rotina de todo mundo, e no campo não foi diferente. Para continuar produzindo com segurança, produtores de leite e a indústria adotaram novas práticas que vieram para ficar. Máscaras, luvas e álcool-gel são os novos aliados do pecuaristas. Já os responsáveis pelo transporte do produto tiveram que reduzir o contato com os produtores na hora de receber a carga. A assistência técnica, tão importante para resolver qualquer problema no campo, agora é virtual. A tecnologia tem sido um importante aliado para que a produtividade seja mantida. Na indústria, o esforço é manter a saúde dos colaboradores dentro e fora da empresa, por isso o monitoramento é constante e a divulgação de novos hábitos de higiene foi intensificado.  Acesse ao vídeo (Canal Rural)
 
 

 

Porto Alegre, 20 de maio de 2020                                              Ano 14 - N° 3.222

  Demanda enfraquecida pressiona cotações de derivados lácteos

Leite UHT - O aumento inesperado da demanda por leite UHT na segunda quinzena de março reduziu o volume estocado nas indústrias, impulsionando as cotações a elevados patamares. 

No entanto, em abril, houve certa manutenção de estoques nos canais de distribuição, sugerindo que o consumidor final já começa a estabilizar novamente sua demanda. De acordo com a pesquisa diária do Cepea, com apoio financeiro da OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras), o preço do leite UHT registrou queda acumulada de 17,8% em abril. 
Ainda assim, a média mensal, de R$ 2,87/litro, ficou 8,41% acima da registrada em março/20. Com a prorrogação da quarentena em muitas regiões brasileiras, a procura por produtos lácteos foi fortemente prejudicada na segunda metade de abril. 
Segundo agentes consultados pelo Cepea, a redução do volume de vendas refletiu no aumento dos estoques de derivados lácteos e no recuo dos preços diários. O mercado de queijo muçarela também foi afetado pelas incertezas do cenário atual, registrando demanda enfraquecida e volume reduzido de negociações. Houve desvalorização acumulada de 8,3% durante abril, e o preço médio mensal do derivado fechou a R$ 17,93/kg, recuo de 5,97% em relação ao de março.
MAIO – A menor produção de derivados em abril reduziu os estoques de UHT e muçarela em maio, favorecendo o aumento das cotações na primeira quinzena do mês. Adicionalmente, colaboradores do Cepea relataram melhoras na demanda e nas negociações desses produtos. De 4 a 15 de maio, a pesquisa diária do Cepea registrou alta acumulada de 5,4% para as cotações de UHT e de 1,3% para as de muçarela. Ainda assim, as médias mensais parciais dos preços do UHT e da muçarela nesse período, de R$ 2,55/litro e de R$ 17,17/kg, são 11,2% e 4,2% menores que as respectivas médias de abril. (Cepea)


                

Agricultura publica regulamento da Expointer 2020
A Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) publicou nesta segunda-feira (18), no Diário Oficial do Estado, o regulamento para a próxima edição da Expointer, em data a ser anunciada. O evento ocorre no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. A nova data será definida pela comissão executiva do evento, conforme a evolução do quadro de pandemia do novo coronavírus no Rio Grande do Sul.

“Queremos propor que a Expointer deste ano seja uma feira de retomada econômica, em que vamos proporcionar aos produtores, expositores e público visitante oportunidades para reaquecermos a economia do Estado depois de termos passado por momentos tão difíceis, como a pandemia do novo coronavírus e a seca que vem atingindo o nosso Rio Grande. Estamos atentos à evolução da pandemia aqui no Rio Grande do Sul, mas não deixaremos de nos preocupar com a organização da feira, que este ano comemora os 50 anos do Parque de Exposições Assis Brasil”, ponderou o secretário Covatti Filho.

O valor do ingresso será o mesmo do ano passado, R$ 13 para inteira e R$ 6 para meia entrada. O regulamento também apresenta a tabela de preços das áreas comercializadas para estandes e das publicidades a serem exibidas no evento, além de estabelecer regras para entrada e saída de veículos e montagem de estandes pelos expositores. 

O texto completo do regulamento pode ser consultado neste link. (SEAPDR) 

Megaleite na TV terá debate com presença da ministra Tereza Cristina
Única exposição pecuária do Brasil a ganhar uma versão exclusivamente para a televisão em 2020, até o momento, a Megaleite na TV terá uma programação dinâmica para mostrar as inovações de vários elos da cadeia produtiva do leite. O programa oficial do evento acaba de ser divulgado pela Associação Brasileira dos Criadores de Girolando. Serão quatro dias de transmissão ao vivo, entre 17 e 20 de junho, com entrevistas, debate e reportagens sendo exibidas em diversos programas do Canal Terraviva.

A Megaleite na TV contará com vasta programação técnica, divulgação de resultados dos Sumários de Touros e de Vacas, do Ranking das Exposições e do Ranking de Rebanhos, leilões, entrevistas e reportagens sobre a pecuária leiteira e fatos marcantes de todas as edições da feira. A programação completa está disponível no site do evento.

O evento estará na programação do Terraviva, apresentando as tecnologias do setor tanto nos dois jornais do canal, quanto no programa Agrimercado, no Dia a Dia Rural e no DBO na TV. Estes dois últimos serão exclusivamente sobre a Megaleite entre os dias 17 e 19 de junho. No último dia da feira, haverá uma edição especial do Dia a Dia Rural. Serão 4 horas de programação, abordando a importância do leite para a saúde, o leite A2 como novo nicho de mercado, fomento para a pecuária leiteira, a atuação da Associação de Girolando pelo Brasil e o “Dia D de bons negócios”.

O evento será encerrado com o programa Agro 360 que debaterá “A economia no Agro e perspectivas pós Covid-19 no Agronegócio do Leite”.  O debate terá participação especial da ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina. Entre os debatedores estarão os presidentes da Girolando, Odilon de Rezende Barbosa Filho, da Abraleite, Geraldo Borges, da Viva Lácteos, Marcelo Martins, da Comissão Nacional da Pecuária de Leite da CNA, Ronei Volpi, e o chefe-geral da Embrapa Gado de Leite, Paulo do Carmo Martins.

A Megaleite é a maior exposição de pecuária leiteira da América Latina e sua 17ª edição estava prevista para o mês de junho, em Belo Horizonte/MG, mas, por conta da pandemia do Covide-19, foi cancelada em 2020. Como forma de driblar as limitações impostas pela doença, a exposição ganhou uma versão para a TV. “Estamos inovando, mesmo em um momento tão complicado, pois queremos que os produtores rurais de todo o País continuem contando com uma fonte segura de acesso às novas tecnologias. Esse tem sido o papel da Megaleite desde sua criação, há 17 anos”, garante o presidente da Girolando. 

Onde assistir a Megaleite:
Pela televisão: Sintonize Net 183 - Claro 183 - Sky 163 - Oi 178
Pela internet: www.terraviva.com.br ou pelo site da Megaleite na Tv www.megaleite.girolando.com.br.
Pelo aplicativo do Terraviva: Pode ser baixado nas lojas Google Play e App Store

                   

Linha de bebidas fermentadas com kefir da Piá cresce 14% no quadrimestre 
 A linha de iogurtes probióticos com kefir da Piá cresceu 14% nos primeiros quatro meses de 2020, na comparação com o quarto quadrimestre de 2019. O surpreendente desempenho, segundo o gerente de marketing da Piá, é a crescente procura por produtos que aumentem a imunidade das pessoas. Comercializada nos sabores Natural e no exótico Baunilha Cítrica, a bebida probiótica foi desenvolvida com microflora dos grãos de kefir, adoçados com demerara, um açúcar a base de cana, minimamente processado.  “Os grãos de kefir são colônias de levedura que fermentam o leite, gerando uma bebida com muitos benefícios para a saúde, como, por exemplo, o fortalecimento do sistema imunológico”, explica o gerente de marketing da Piá, Tiago Haugg. Haugg destaca que muitas pessoas antes do lançamento, em agosto de 2019 já preparavam receitas com kefir em casa, tanto por apreciarem o sabor, quanto pelas vantagens que oferece. “São produtos com saudabilidade e qualidade sensorial fantástica”, complementa o executivo. (Cooperativa Piá)
 

 

 

Porto Alegre, 19 de maio de 2020                                              Ano 14 - N° 3.221

  GDT – Global Dairy Trade

O Índice GDT do evento realizado hoje, 19/05/2020, surpreendendo as expectativas, subiu 1%, puxado pela cotação do leite em pó desnatado (SMP) que foi reajustado em 6,7%, ao contrário do leite em pó integral (WMP) que perdeu 0,5% em sua cotação média.

O movimento contrário fez com que a relação WMP/SMP ficasse em 5%, distante dos percentuais históricos que variam entre 25% e 30%.

O preço da manteiga anidra mesmo aumentando 2,7% permanece perdendo mais de 17% de sua cotação em relação ao início do ano.  

 

                 

Conseleite/MS – valores finais de abril de 2020, e projeções para maio de 2020
A diretoria do Conseleite – Mato Grosso do Sul atendendo os dispositivos do seu Estatuto, aprova e divulga os valores de referência para a matéria-prima, referente ao leite entregue no mês de abril de 2020 e a projeção dos valores de referência para o leite a ser entregue no mês de maio de 2020.

Os valores divulgados compreendem os preços de referência para o leite padrão levando em conta o volume médio mensal de leite entregue pelo produtor. 

OBS: (1) Os valores de referência da tabela são para a matéria-prima leite “posto propriedade”, o que significa que o frete não deve ser descontado do produtor rural. Nos valores de referência está incluso Funrural de 1,5% a ser descontado do produtor rural (2) O valor de referência para o “Leite Padrão” corresponde ao valor da matéria-prima para um volume médio diário de até 100 litros por dia, com 3,00 a 3,5% de gordura, 2,90% a 3,30% de proteína, 200 a 400 mil c/ml de células somáticas e 150.001 a 300 mil ufc/ml de contagem bacteriana. (3) Visando apoiar políticas de pagamento da matéria-prima leite conforme parâmetros de qualidade e volume, o Conseleite Mato Grosso do Sul disponibiliza um simulador para o cálculo de valores de referência para o leite analisado em função do volume e de seus teores de gordura, proteína, contagem de células somáticas e contagem bacteriana. O simulador está disponível no seguinte endereço eletrônico:  http://sistemafamasul.com.br/conseleitems/ (Sistema FAMASUL)

A produção mundial de leite cresceu 3,3% no primeiro trimestre
A produção de leite mundial começou 2020 crescendo 3,3%. Este incremento foi acompanhado por uma demanda suficiente para sua absorção, mantendo os preços firmes como no final de 2019.

O quadro do Observatório da Cadeia Láctea Argentina (Ocla) selecionou os principais países produtores e que representam 60% da produção mundial de leite de vaca. É considerável o incremento da produção no 1º trimestre de 2020 em relação a igual período de 2019.
 

A União Europeia (UE) e Estados Unidos apresentaram crescimentos de 2,6% e 2,9%, respectivamente e devido a grande participação tanto na produção como no comércio de lácteos internacional, estabelecem o ritmo do crescimento ponderado mundial.

Isto também indica claramente a difícil situação que atravessam ambos em relação ao excesso de produção e a busca de alternativas para reduzir o impacto como as ajudas diretas produtores e indústrias, as ajudas diretas para o armazenamento privado de produtos (sobretudo leite em pó desnatado e manteiga), além de incentivos para redução voluntária de produção, o abastecimento de bancos de alimentos, e medidas extremas como o descarte de leite.

Cabe esclarecer que as ajudas da UE podem ter efeitos favoráveis em seus países membros, mas distorcem o funcionamento do mercado mundial.

Aos problemas trazidos pelo Covid-19, é adicionado esse excesso de oferta sobre a demanda. O impacto é constatado nas cotações atuais, principalmente os preços futuros nas bolsas da UE (EEX), EUA (CME) e Nova Zelândia (NZX), trazendo maior volatilidade e incertezas sobre o mercado global de lácteos.

Outras variáveis que afetam a demanda e o preço mundial dos lácteos não podem ser esquecidas. O petróleo e a relação euro/dólar que caíram acentuadamente nos últimos meses. (Terra Viva)
                 

Piracanjuba apresenta o Imunoday para fortalecer a imunidade
A chegada do novo coronavírus, dentre tantos alertas, reforçou duas notícias importantes: a primeira é que, o sistema imunológico tem papel fundamental na defesa do nosso organismo contra doenças e vírus e, a segunda, é que a nossa proteção decorre das escolhas alimentares. Por isso, acertar no que levamos para nossa mesa faz a diferença nas células de defesa do corpo. Dentre as apostas para a imunidade alta, o leite é um aliado na luta contra infecções, além de conter diversos nutrientes necessários à manutenção da saúde. Atenta a essa prerrogativa dos lácteos, a Piracanjuba, especialista em leite, aprofundou as pesquisas para que, além de um produto com proteínas e vitaminas, oferecesse aos consumidores uma dose diária e prática para aumentar a defesa do organismo. Por meio da Divisão Piracanjuba Health & Nutrition - área exclusiva de pesquisa e desenvolvimento - a marca apresenta o Imunoday, com 250mg de beta-glucana de levedura e três sabores nas embalagens de 200ml da Tetra Pak com tampa de rosca: original (0% de gordura), chocolate com aveia e chocolate zero lactose, todos eles fonte de fibras e sem glúten. Para chegar ao ingrediente ideal para o Imunoday, a Piracanjuba Health & Nutrition foi atrás de experimentos feitos em universidades americanas, europeias e, inclusive, chinesas. As pesquisas com a beta-glucana de levedura apontam melhora no sistema imunológico, em especial em infecções e sintomas relacionados ao trato respiratório, em todas as idades, praticantes de atividades físicas ou não. Os consumidores poderão escolher a dose diária de imunidade nas principais farmácias de todo país. (As informações são do Mundo do Marketing)
 

 

Porto Alegre, 18 de maio de 2020                                              Ano 14 - N° 3.220

  Habilitação no Programa Mais Leite Saudável poderá ser feita online
O pedido de habilitação de laticínios e cooperativas de leite no Programa “Mais Leite Saudável” (PMLS), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa),poderá, a partir de agora, ser realizado de forma online. A solicitação deverá ser feita pelo Portal de Serviços do governo federal - www.gov.br

O representante do estabelecimento interessado deverá, ao acessar o portal, clicar na categoria “Agricultura e Pecuária”. Na sequência, em “Licenciamento e Habilitação” e “Mercado Interno”. Neste link estará: "Habilitar Laticínios ou Cooperativas de leite no Programa Mais Leite Saudável" por onde poderá enviar o projeto, via web, de qualquer local do país.

Além de solicitar o acesso ao benefício, nesse espaço há informações gerais e específicas sobre o programa, que permite aos laticínios, inclusive cooperativas, a apuração de créditos presumidos do PIS/Pasep e da Cofins de leite in natura, utilizado como insumo.

O coordenador de Boas Práticas e Bem-Estar Animal do Mapa, Rodrigo Dantas, observa que para participar do programa - com a possibilidade de utilizar os créditos gerados a partir da compra e processamento do leite - os laticínios e cooperativas devem apresentar um projeto, com foco em assistência técnica gerencial. “As ações propostas devem corresponder, no mínimo, a 5% do valor de créditos a que tem direito, beneficie diretamente os produtores rurais de leite, promovendo o desenvolvimento da atividade, aumento de rentabilidade e melhoria na qualidade e produtividade do leite”, afirma.

Mundialmente, ressalta Dantas, o setor leiteiro se destaca por sua grande importância econômica, gerador de emprego e renda. O leite é o terceiro produto agropecuário em produção total e o primeiro em valor monetário, com indicativo de crescente demanda, segundo dados da Global Dairy Platform, uma comunidade que reúne laticínios, associações e órgãos científicos ligados ao tema.

O Brasil está entre os cinco maiores produtores mundiais de leite e o setor tem grande relevância socioeconômica para o mercado interno. A cadeia agroindustrial do leite reúne cerca de 1,2 milhão de produtores, presentes em 98% dos municípios.

“O aumento de produtividade e da produção, resultante de uma gestão profissionalizada e da utilização de ferramentas como inovação e tecnologia, aliados à melhoria na qualidade do produto, credenciará o Brasil como grande exportador de lácteos”, avalia o coordenador. 

Além de possibilitar o acesso a recursos, o "Programa Mais Leite Saudável" representa uma oportunidade para laticínios e cooperativas de leite melhorarem a produtividade e o rendimento de seus processos industriais e produtos finais, uma vez que passam a ter acesso a matérias-primas (leite) de melhor qualidade, com menor descontinuidade no fornecimento, estimulando a profissionalização e a competitividade na cadeia leiteira nacional.

Em 2020, o PMLS completa cinco anos, com 491 empresas participantes, 699 projetos executados ou em execução, beneficiando 67.085 famílias de produtores de leite, localizadas em 2.150 municípios em todo o país.

O Decreto Nº 8.533, de 30 de setembro de 2015, que institui o programa e outras legislações e informações podem ser acessados aqui e aqui

>> Veja vídeo explicativo sobre o serviço (MAPA)

                 

Aumenta concentração da produção brasileira de leite
A captação dos 13 principais laticínios do país aumentou 4,1% em 2019, totalizando 7,8 bilhões de litros de leite. Juntos, os grupos responderam por 23,6% da captação total no país, estimada em 33 bilhões de litros pela Associação Brasileira dos Produtores de Leite (Leite Brasil), responsável pelo ranking.  A tendência de concentração na pecuária leiteira continuou. O aumento na captação dos laticínios no ano passado ocorreu mesmo com um número 7,1% menor de produtores - 33,5 mil. Isso só foi possível porque o volume recebido por produtor cresceu 8%, para 446 litros diários. “O ano passado foi marcado por preços razoáveis em que o mercado conseguiu crescer e o produtor se profissionalizar”, afirmou o vice-presidente da Leite Brasil, Roberto Jank.

O ranking da Leite Brasil, que faz o levantamento sobre a captação de matéria-prima pelos laticínios há 23 anos, não inclui a multinacional francesa Lactalis, maior indústria de lácteos do país, e a Goiasminas, dona da marca Italac. Em 2019, a Lactalis encerrou uma disputa iniciada em 2017 com a mexicana Lala, dona da Vigor, e assumiu o controle da Itambé e também a liderança na captação de leite. Juntas, Lactalis e Itambé captam 2,3 bilhões de litros de leite por ano. Considerando somente as companhias que participam do ranking da Leite Brasil, a Nestlé manteve a liderança em 2019, apesar da queda de 8,3% na comparação com o ano anterior. A empresa captou 1,5 bilhão de litros de leite. Vale lembrar que a multinacional suíça vendeu suas unidades de produção de leite longa vida para a Laticínios Bela Vista, dona da marca Piracanjuba, que é a segunda colocada do ranking, com captação de 1,45 bilhão de litros no ano assado, avanço de 5,1% na comparação anual.

Até a sexta colocação (ver figura), não houve mudanças na lista dos principais laticínios. Na parte de baixo da lista, a alteração mais notável foi a queda da francesa Danone, da oitava colocação para a décima. A captação da multinacional recuou 13,1%, para 293,6 milhões de litros de leite. De modo geral, o ano passado foi marcado por margens apertadas para as indústrias, que esperavam um aumento de demanda e um aquecimento na economia que não se concretizou. Jank, da Leite Brasil, acrescentou que as perspectivas otimistas do começo deste ano deram lugar à incerteza provocada pela crise da covid-19.

Com o canal de alimentação fora do lar (food service), que absorve metade da semanas. “Com o câmbio mais alto, elevando custo de produção e preços mais baixos recebidos das indústrias, o produtor tem um desestímulo duplo”, lamentou o vice-presidente da Leite Brasil. De acordo com ele, o dólar mais valorizado inibe as importações, o que deve tornar a oferta de leite mais enxuta no mercado interno. “Esses fatores poderão gerar problema de oferta”, avaliou Jank. (Valor Econômico)

MG: queijo é vendido pelo WhatsApp
O isolamento social imposto para o controle do novo coronavírus tem feito com que produtores rurais usem a criatividade para tentar superar os obstáculos e manter as vendas, fortemente afetadas pela queda da demanda principalmente em decorrência do fechamento de restaurantes e empórios.

No Estado, os produtores do Queijo Minas Artesanal (QMA), após enfrentarem queda de 100% na demanda nos primeiros dias do isolamento, recorreram ao WhatsApp e às redes sociais para oferecer o produto e evitar a falência dos negócios. A iniciativa deu certo e muitos estão recuperando as vendas e abrindo um novo canal de negócios com o consumidor.

De acordo com o presidente da Associação dos Produtores de Queijo Canastra (Aprocan) e da Associação Mineira dos Produtores de Queijo Artesanal (Amiqueijo), João Carlos Leite, nos primeiros 15 dias de isolamento a situação foi caótica para os produtores de queijo, período em que as vendas caíram 100%. “Foi uma situação inesperada, e tivemos que tomar atitudes drásticas porque ninguém estava preparado para o problema, que veio de uma vez”, disse Leite.

Para reduzir os prejuízos, os produtores suspenderam a ração do rebanho e desmamaram as vacas, com isso, houve uma queda na produção de leite em torno de 50% a 60%.

Outro problema enfrentado foi a devolução dos queijos já negociados. Muitas vendas foram canceladas e em outras foram negociados novos prazos para entrega. Como os produtores não tinham capacidade de estocagem para os queijos foi preciso buscar alternativas.

“A partir da terceira semana de isolamento, ficou definido, de forma mais clara, os setores essenciais e que poderiam continuar abertos, como os supermercados. As vendas foram retomadas, mas em uma condição horrível, com o mercado pagando cerca de 50% a 70% a menos pelos queijos. Tivemos que aceitar para conseguir reiniciar as vendas”, explicou Leite.

Com apoio de diversas instituições, como o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Minas Gerais (Sebrae Minas), Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg) e Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), foram feitas reuniões virtuais em busca de alternativas para evitar a falência dos produtores do Queijo Minas Artesanal.

Colaboração e solidariedade: “Tivemos a brilhante ideia de conversar com amigos de Belo Horizonte, São Paulo, Brasília e de outras regiões para que eles nos ajudassem a vender os queijos, oferecendo para amigos e familiares através do WhatsApp. Gravamos diversos vídeos pedindo ajuda para que o QMA não morresse e as vendas explodiram. Hoje, estamos aumentando as vendas on-line e o delivery. Mandamos os queijos para Belo Horizonte, por exemplo, e nossos amigos chamam um motoboy, que faz a entrega. Fomos salvos pela criatividade e inovação”.

Com a iniciativa, foi possível recompor, quase que por completo, os preços do queijo e a demanda está maior que a oferta. “Agora está faltando queijo, porque tivemos que cortar ração e desmamar as vacas. Esperamos que todo o cenário se restabeleça. O espírito solidário dos amantes do QMA e a contribuição de várias entidades em nos ajudar a encontrar alternativas foram essenciais para a sobrevivência do produtor e do QMA nesse momento de pandemia”, destacou.

As estimativas em relação ao mercado são positivas, principalmente, devido ao início da reabertura do comércio em alguns municípios.

“Após essa pandemia, tudo será diferente. Além de retomar o mercado dos restaurantes e empórios, os produtores ainda terão um novo canal de comercialização, que é a venda direta para consumidores finais de diversas cidades do Brasil feita através do WhatsApp e das redes sociais”, disse Leite.

Serra do Caroula aposta no WhatsApp: O produtor do Queijo Minas Artesanal Serra do Caroula, na região do Serro, Helen Assunção, foi um dos que recorreu ao WhatsApp para alavancar as vendas e reduzir os impactos negativos provocados pelo isolamento social para o controle do novo coronavírus.

Assunção explica que, logo na primeira semana de isolamento, os empórios cancelaram os pedidos, por isso, foi necessário suspender a produção. O leite, que antes era destinado ao queijo, foi vendido no mercado. Houve redução da rentabilidade, uma vez que o valor agregado do queijo é muito maior.

“No começo do isolamento social para controle da pandemia, a queda nas vendas foi muito grande, ficando em torno de 70% a 80%. Passei a comercializar o leite, mas tive prejuízos porque o valor agregado do queijo é maior. Então, tive a ideia de divulgar o queijo nos grupos de WhatsApp e pedir para que os amigos divulgassem o produto. A iniciativa deu super certo e criamos uma clientela de consumidores finais. A medida ajudou muito, e entrego os queijos, em Belo Horizonte, uma vez por mês”, disse Assunção.

A expectativa é de que a demanda dos empórios retome aos poucos, com o relaxamento do isolamento social já adotado em algumas cidades, mas haverá uma diversificação do público a ser atendido.

“Vamos continuar com as vendas para o consumidor final porque é mais um canal de vendas. Quanto mais alternativas, melhor e mais fácil escoar a produção dos queijos”, explicou Assunção.

Estado comemora Dia do Queijo Artesanal: O Dia do Queijo Artesanal Mineiro é comemorado em 16 de maio. Em busca constante do fortalecimento dos produtores do Queijo Minas Artesanal (QMA) e de políticas públicas que impulsionem o setor, foi criada a Associação Mineira dos Produtores de Queijo Artesanal (Amiqueijo). A entidade reúne, até o momento, nove associações representantes das regiões já reconhecidas como produtoras do QMA e que somam mais de 200 empreendedores.

As regiões representadas são Araxá, Campo das Vertentes, Canastra, Cerrado, Mantiqueira, Serra Geral, Serra do Salitre, Serro e Triângulo. A participação de associações de outras regiões também é permitida, porém, elas não terão direito a votos.

“Fundamos a Amiqueijo poucos dias antes da implantação do isolamento social, o que cerceou nosso caminhar, mas estamos conseguindo realizar reuniões semanais e virtuais para discutir os problemas do setor. Um dos principais objetivos é unirmos as associações para buscarmos políticas públicas que são necessárias para o desenvolvimento e fortalecimento do setor. Vamos buscar formas de avançar nas questões legais e na melhoria do marco regulatório”, explicou o presidente da Amiqueijo, João Carlos Leite.

Ainda segundo Leite, a Amiqueijo será importante para centralizar a representatividade do setor, facilitando o contato com os governos e contribuindo para a solução de gargalos. (Diário do Comércio)
                 

Campanha de doação já arrecadou mais de 30 mil litros de leite entre associados da Santa Clara
Os produtores associados à Santa Clara estão fortemente engajados em ajudar os gaúchos em situação de vulnerabilidade neste momento crítico, especialmente aqueles que não tem o básico para sua sobrevivência: o alimento. Para isso, até a manhã desta sexta-feira, 15 de maio, 552 produtores já haviam doado mais de 30 mil litros de leite, que após industrialização e envase na indústria, serão entregues ao Banco de Alimentos do RS e a outras instituições. O associado Leodir Ruppenthal, de Fortaleza dos Valos, foi um dos produtores que optou por contribuir com a iniciativa. “Nós pensamos e vamos colaborar. Somos uma família de pequenos produtores de leite, mas estamos fazendo a doação de coração”, frisou. A campanha de doação de leite organizada pela Cooperativa e protagonizada por seus associados é totalmente voluntária, assim, as doações são feitas se o produtor quiser e com o volume que puder. A arrecadação ainda está no começo e deve aumentar à medida que o contato com os produtores vai sendo reforçado pelos mais diferentes canais, desde via WhatsApp e SMS a ligações. Os interessados em contribuir podem entrar em contato com o Departamento de Política Leiteira (DPL) de sua região, técnicos, vendedores externos, lojas da Cooperativa ou ainda pelo WhatsApp (54) 99704-6290. (Santa Clara)
 

 

 

Porto Alegre, 15 de maio de 2020                                              Ano 14 - N° 3.221

 RS: Cotrifred inicia a produção de leite na próxima semana

Em entrevista ao Jornal O Alto Uruguai na manhã da última sexta-feira (8), o presidente da Cooperativa Tritícola de Frederico Westphalen (Cotrifred), Élio Pacheco, confirmou o início da produção do Laticínios Cotrifred. A partir desta quarta-feira (13), a indústria estará fazendo testes nos maquinários e demais equipamentos, visando garantir a qualidade dos produtos para comercialização. 
 
"Vamos iniciar com uma produção pequena, processando de 1 mil litros até 5 mil litros de leite por dia, justamente para testar e fazer os ajustes necessários. Gradativamente vamos aumentar a produção, começando o trabalho de divulgação dos produtos nas nossas unidades. Em relação as medidas protetivas, estamos tomando todos os cuidados contra o Covid-19", comenta Pacheco.
 
A estrutura soma um investimento de mais de R$ 16 milhões por parte da cooperativa. Esta deverá processar 100 mil litros de leite por dia. A indústria está situada em uma área de 12 hectares, localizada próxima a saída de Frederico Westphalen em direção a cidade de Caiçara.
 
Semana de Negócios Cotrifred
De segunda-feira (11), até a sexta-feira (15), a Cotrifred irá promover a quinta edição da Semana de Negócios em sua matriz e filiais. A iniciativa já é tradicional da cooperativa, porém, nesta edição as estratégias serão diferentes devido a pandemia do Covid-19, visando a proteção dos associados, clientes e colaboradores.
 
Zera Estoque 
Paralelo a Semana de Negócios Cotrifred, será realizada a Semana de Negócios Zera Estoque, que também iniciou na segunda-feira e se estende até a sexta-feira. O objetivo é comercializar todo o estoque da agropecuária de Frederico Westphalen devido a mudança de endereço nos próximos dias.
 
Cotrifred Unidade Agro  
A agropecuária da cooperativa terá novas instalações em Frederico Westphalen. Serão mais de 3.000m² de área e 500m² quadrados de loja, com variedade de marcas e produtos, localizada na Avenida Luiz Milani, antiga loja da Valtra. A inauguração está prevista para o dia 25 de maio. Para o ato inaugural, a Cotrifred salienta que manterá todas as medidas protetivas, conforme as normas vigentes de combate ao Covid-19. (As informações são da  Assessoria de Comunicação Cotrifred)
                   

Players internacionais, inclusive Brasil, exortam UE a não distorcer mercado lácteo mundial
A União Europeia (UE) está se preparando para comprar leite em pó desnatado e manteiga, financiada pelo governo. A última vez que a UE criou “estoques de intervenção” impactou os preços globais de lácteos por vários anos. Desta vez, produtores e processadores de lácteos nos principais países produtores do mundo estão solicitando à UE que evite práticas como esta, que distorcem o mercado global.
 
Uma coalizão de organizações de laticínios da Argentina, Brasil, Chile, Costa Rica, Equador, Guatemala, México, Paraguai, Uruguai e Estados Unidos se uniu nesta semana e pediu à UE que não repita a estratégia de estoques que leva à supressão de preços do leite no mercado mundial, como fez há alguns anos.
 
"A Comissão Europeia deve evitar despejar leite em pó desnatado e manteiga comprados pelo governo no mercado mundial e implementar políticas que comprometam os mercados globais de lácteos sob o pretexto de proteger seus produtores de leite", afirmou o grupo em comunicado conjunto. "As práticas de distorção de mercado da EU já são prejudiciais o suficiente durante as operações normais. Se usadas na pandemia de Covid-19, que está corroendo drasticamente os preços do leite, seria desastroso para o mercado global de lácteos, prolongando as esmagadoras condições econômicas atuais. Os compradores de leite em pó desnatado e manteiga terão pouco incentivo para aumentar os preços, se o governo da UE manter quantidades significativas de leite no mercado.”
 
Se a UE exportar grandes quantidades de produtos comprados pelo governo abaixo dos preços de mercado, prolongará inevitavelmente os desafios que a indústria láctea enfrenta no mundo. O programa de intervenção distorcerá artificialmente os preços por um período prolongado e deslocará a concorrência comercial assim que o mundo começar a se recuperar dos impactos de Covid-19.
 
"É fundamental que a UE aja imediatamente e implemente um plano de longo prazo para lidar com seus estoques, uma vez que possui um histórico de intervenções que perturbam o mercado mundial de lácteos”, disse o grupo. “A UE interveio em 2016-17 e detinha o equivalente a 16% do mercado global de leite em pó desnatado em armazenamento governamental. Depois, lançou o produto no mercado mundial durante dois anos, minando injustamente os preços internacionais e prejudicando a indústria global de laticínios.”
 
Em vez da intervenção, os grupos solicitam que a UE trabalhe para aumentar a demanda e peça a seus produtores que reduzam o volume produzido.
 
“Produtores e processadores de lácteos em nossos países e em muitos outros ao redor do mundo já estão passando dificuldades, trabalhando duro todos os dias para ajudar a manter o mundo bem nutrido nessa crise. Todos estamos lidando com grandes desafios em nossos próprios mercados. Se a UE não se comprometer em evitar distorcer o mercado global despejando nele seu excesso de estoque, assim que os setores lácteos começarem a se recuperar, muitos produtores e processadores fora da UE poderão ser forçados a fechar suas portas”, disseram eles. "Encorajamos a UE a implementar políticas que incentivem uma maior utilização de produtos lácteos com o objetivo de aumentar o consumo, particularmente com os consumidores mais afetados pelo surto de Covid-19".
 
Os grupos que se juntam à Federação Nacional de Produtores de Leite, à International Dairy Foods Association e ao Conselho de Exportação dos EUA incluem:
 
Argentina
• Sociedad Rural Argentina (SRA)
• Centro de la Industria Lechera Argentina (CIL)
 
Brasil
• Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados no Estado São Paulo (SINDLEITE)
 
América Central
• Federación Centroamericana de Productores Lácteos (FECALAC)
 
Chile
• Federación de Productores de Leche (FEDELECHE)
 
Costa Rica
• Cámara Nacional de Productores de Leche de Costa Rica (CNPL)
 
Equador
• Centro de la Industria Láctea del Ecuador (CIL)
• Asociación de Ganaderos (AGSO)
 
Guatemala
• Cámara de Productores de Leche (CPL)
 
México
• Asociación Mexicana de Productores de Leche, A.C. (AMLAC)
• Cámara Nacional de Industriales de la Leche de México (CANILEC)
• Confederación Nacional de Organizaciones Ganaderas (CNOG)
 
Paraguai
• Cámara Paraguaya de Industriales Lácteos (CAPAINLAC)
 
Uruguai
• Cámara de la Industria Láctea del Uruguay (CILU)
 
As informações são do Farm Journal's MILK, traduzidas pela Equipe MilkPoint.
 
 
 
Pandemia na agricultura: porteira aberta para a digitalização
Mais digitalizada do que a dos Estados Unidos, a agricultura brasileira está preparada para se adaptar ao novo modelo de economia, chamado por especialistas de baixo contato (low touch economy). Essa é a opinião de Guy de Capdeville, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa, e de Nelson Ferreira, sócio-sênior da McKinsey Consultoria. Eles falaram sobre o assunto durante debate online promovido pelo programa AgEvolution, do Canal Rural, no dia 13 de maio. Participou também Daniel Azevedo, editor-chefe do programa. 
É claro que adaptações serão necessárias, como disse Capdeville, já que ninguém estava preparado para os efeitos do novo Coronavírus, mas a Embrapa há muito já investe em tecnologias de automação e conexão no campo. A chamada agricultura 4.0 já era uma das prioridades na programação de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) da empresa, mas com a pandemia, com certeza, vai crescer ainda mais para atender às demandas do setor produtivo.
O diretor de P&D destaca como uma das prioridades o desenvolvimento de tecnologias para reduzir o contato físico, especialmente na produção animal, visando diminuir os riscos de transmissão de doenças. Já é comprovado que as gripes suínas e aviárias são capazes de contaminar seres humanos. “Então, um dos nossos focos será investir em tecnologias automatizadas que evitem esse contato”, complementa. 
Estudo comprova que agricultura brasileira é mais digitalizada do que a dos EUA: O sócio-sênior da McKinsey Consultoria falou sobre o estudo realizado pela empresa com mais de 750 agricultores de sete culturas diferentes em 11 estados brasileiros antes da pandemia, nos meses de janeiro e fevereiro. A pesquisa mostrou que o nível de digitalização brasileira é maior do que a norte-americana e que os nossos produtores são muito receptivos a novas tecnologias. 
 
No Brasil, 36% dos agricultores fazem uso de ferramentas online contra 24% nos Estados Unidos. 
Segundo Ferreira, isso se deve em grande parte ao perfil jovem dos agricultores brasileiros. Em algumas culturas, como o algodão e grãos do Cerrado, 80% dos tomadores de decisão nas fazendas têm menos de 45 anos. “Com a pandemia, esse apetite por digitalização se escancarou de vez. Abriu de vez a porteira para a digitalização”, comenta. 
Ele explica que as transações online se tornaram mais habituais no dia a dia dos produtores. A experiência do Brasil em sites voltados à agricultura ainda não está no patamar de outros setores de e-commerce varejista, como moda, alimentação e eletrônicos, entre outros. Mas, a tendência é que cresçam com a pandemia tanto na compra de insumos, como para obtenção de crédito rural. 
Outro setor que deve mudar de patamar é o de eventos, como dias de campo, feiras e visitas técnicas. “É muito provável que os virtuais passem a coexistir com os físicos num cenário futuro”, acredita. 
Embrapa colabora em testes da Covid-19: O diretor de P&D da Embrapa explicou que a forte expertise na área de biologia molecular torna a Embrapa uma aliada na luta contra o novo coronavírus. Os testes já começaram a ser realizados em dois laboratórios da Empresa, um na unidade de Suínos e Aves, em Concórdia, SC, e o outro na unidade de Gado de Corte, em Campo Grande, MS. 
A Embrapa conta hoje com 59 laboratórios aptos a realizar análises moleculares pela técnica de RT-PCR, tanto no que se refere a equipamentos, como também profissionais capacitados, mas possuem diferentes níveis de segurança biológica, que variam de um a três. Apenas os de nível três, que é o caso dos de Concórdia e Campo Grande, podem receber material biológico ativo.
“Com essa estrutura, temos capacidade para realizar de 80 a 100 mil testes por dia, mas para isso é preciso adequar outros laboratórios ao nível biológico exigido”, explica Capdeville. 
A tecnologia de RT-PCR já é muito utilizada na Empresa para pesquisas de transformação genética, biotecnologia e caracterização molecular, entre outas. Capdeville explica que alguns ajustes estão sendo feitos, pois o material genético do novo coronavírus é o RNA e as análises de DNA são mais triviais. “Estamos trabalhando para realizar cópias em DNA do RNA do vírus. Assim, poderemos utilizar mais 13 laboratórios para a realização de testes para Covid”, acrescenta. 
Ferramentas digitais à disposição dos pequenos produtores no Brasil: O estudo realizado pela McKinsey mostrou que 90% dos produtores utilizam ferramentas digitais na gestão de suas propriedades. Mas, segundo o consultor, essa é uma característica mais restrita aos tomadores de decisão e que precisa ser fortalecida no campo. Os avanços nessa área esbarram em problemas de infraestrutura, especialmente a de comunicação. 
Nesse sentido, o diretor de P&D da Embrapa explicou que a empresa vem atuando fortemente para reduzir esse gargalo, disponibilizando para o setor produtivo soluções tecnológicas que aumentam a conectividade no campo. Ele citou, como exemplo, aplicativos capazes de avaliar a maturidade de frutos, sensores com inteligência artificial capazes de diagnosticar e controlar pragas nas lavouras. Essas ferramentas são gratuitas e de fácil aplicação em qualquer dispositivo móvel, logo são acessíveis a pequenos produtores. 
Outro exemplo que merece ser ressaltado é o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), desenvolvido pela Embrapa e parceiros. Aplicado no Brasil oficialmente desde 1996, por meio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA, proporciona a indicação de datas ou períodos de plantio/semeadura por cultura e por município, considerando as características do clima, o tipo de solo e ciclo de cultivares, de forma a evitar que adversidades climáticas coincidam com as fases mais sensíveis das culturas, minimizando as perdas agrícolas. A tecnologia constitui-se, portanto, em uma ferramenta crucial para o apoio à tomada de decisão para o planejamento e a execução de atividades agrícolas, para políticas públicas e, notadamente, à seguridade agrícola. 
Hoje, segundo o diretor da Embrapa, esse método está sendo ampliado para várias culturas de importância socioeconômica, como por exemplo, a mandioca. 
Agricultor brasileiro confia na ciência: Capdeville destacou ainda que a Embrapa investe fortemente em programas para atrair startups de forma a colocar rapidamente essas tecnologias à disposição do setor produtivo. "Iniciativas como essa já estão acontecendo com as cadeias de leite, suínos e aves e vão se estender para outros segmentos". Segundo ele, o programa "Pontes para Inovação", que busca atrair parceiros para levar os resultados das pesquisas da Embrapa ao mercado, deve direcionar o foco para produtos de baixo contato, a partir da pandemia. “Uma das prioridades é a automação na sanidade animal”, pontua. Já existem hoje tecnologias de chips em animais ligados a sensores, que permitem acompanhar a sanidade de rebanhos em relação à nutrição, uso de antibióticos etc. 
Essas tecnologias são fundamentais para garantir a rastreabilidade, que certamente será mais cobrada a partir de medidas regulatórias e de higiene pós-pandemia. Segundo Ferreira, toda crise mundial é acompanhada de mudanças regulatórias. Se a de 2008 foi voltada a bancos, a do novo coronavírus impactará questões sanitárias e de higiene. 
Mas, todo o aporte tecnológico proporcionado pela ciência ao longo das últimas quase cinco décadas confere ao Brasil condições competitivas para liderar uma revolução agrícola. Segundo Capdeville, a agricultura será a solução da economia brasileira nos próximos meses. “A inteligência artificial aliada à tecnologia da informação já tem resultado em impactos reais de conectividade no campo. Por se tratar de tecnologias de fácil acesso e baixo custo, chegam facilmente aos pequenos produtores”.
Para o diretor da Embrapa, o grande diferencial do sucesso da agricultura brasileira é o próprio produtor. “O agricultor brasileiro é receptivo a novas tecnologias porque, acima de tudo, confia na ciência e no que ela pode oferecer”, finaliza. (As informações são do Agrolink.)
                    
Consumo em restaurantes cai 64%
O Índice de Consumo em Restaurantes (ICR), desenvolvido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em parceria com a Alelo, recuou 64,0% em abril ante igual mês de 2019. No período, o indicador de consumo em supermercados (ICS) também teve queda, de 12,5%. Na primeira quinzena do mês, o volume de transações em restaurantes teve queda de 67,7% e o valor das transações, de 56,7%. O número de estabelecimentos que registraram alguma transação no período caiu 40,5%. Todas as variações dizem respeito à comparação com a média das primeiras quinzenas de todos os meses de 2019. No caso do consumo em supermercados, o volume de transações recuou 19,4% na primeira quinzena, enquanto o valor transacionado caiu 5,0% e o número de estabelecimentos que realizaram transações, 3,6%. (Jornal do Comércio)
 
 
 

 

Porto Alegre, 14 de maio de 2020                                              Ano 14 - N° 3.220

 Liminar suspende desconto de contribuições ao Sistema “S” 

A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional afirma, porém, que a decisão só alcança empresas do comércio do Distrito Federal e diz que já recorreu

Uma liminar do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região suspendeu o desconto de 50% das alíquotas recolhidas pelas empresas ao Sistema “S”, assim como o aumento da taxa cobrada pela Receita Federal, de 3,5% a 7%, para arrecadar essas contribuições. As alterações foram impostas, em razão da pandemia, pela Medida Provisória nº 932.

Como o pedido de liminar foi feito pelo Sesc e Senac do Distrito Federal, mas a arrecadação da taxa pela Receita Federal vai para o Tesouro Nacional e o texto da decisão judicial é genérico, empresas ficaram sem saber o que fazer no próximo dia 20, prazo para o primeiro recolhimento dos novos percentuais. A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) afirma, porém, que a decisão só alcança empresas do comércio do DF e diz que já recorreu. 

"Defiro o pedido de liminar para suspender os efeitos da Medida Provisória nº 932, de 2020, editada para reduzir em 50% as alíquotas das contribuições para os serviços sociais autônomos e duplicar o valor cobrado pela Secretaria da Receita Federal do Brasil a título de pagamento pelo serviço de arrecadação dessas contribuições”, declara a desembargadora Ângela Maria Catão Alves na liminar.

Segundo o advogado que representa o Sesc e Senac-DF no processo, Johann Homonnai, até a sentença ser proferida, a MP não se aplica ao Sesc e ao Senac do Distrito Federal. “Alegamos desvio de finalidade, por se aproveitarem de um momento de crise, e retrocesso social pelo impacto no ano letivo das escolas do Senac”, diz.

Por nota, a PGFN afirma que a própria exposição de motivos da MP aponta que a maioria das entidades do Sistema “S” possui reservas equivalentes a vários meses de arrecadação. Portanto, a redução de receitas no período proposto pela medida provisória, não prejudicaria a prestação de serviços. 

Para o advogado Alessandro Mendes Cardoso, do escritório Rolim, Viotti & Leite Campos, o mandado de segurança foi proposto com pedido amplo, o que não seria cabível nesse tipo de ação. “Para isso, deveria ser ajuizada uma ação de controle concentrado no Supremo”, afirma. “Portanto, a decisão também não poderia suspender o efeito da MP de maneira genérica”.
Processualmente, o meio foi completamente equivocado, segundo Cristiane Costa, do Thomazinho, Monteiro, Bellangero & Jorge Advogados. Mas em relação ao mérito, ela concorda com a argumentação do Sesc e Senac-DF. “O Sistema “S” tem seus funcionários e finalidades institucionais, tudo o que fazem é fiscalizado e três meses com menos da metade do faturamento pode ser muito pesado para suas atividades”, afirma.

“Sem dúvidas, a via escolhida foi errada”, diz Luca Salvoni, especialista do Cascione Pulino Boulos Advogados. “Nossos clientes, por exemplo, não são citados na ação, mas passa a haver insegurança jurídica porque a Receita agora tem em mãos uma decisão que lhe permite aplicar a alíquota cheia das contribuições”, diz. Procurada pela reportagem, a Receita Federal diz que não comenta o assunto.

Por nota, a Confederação Nacional do Comércio, que administra os Sesc e Senac do país, diz analisar se ingressará como parte interessada (amicus curiae) na ação direta de inconstitucionalidade (ADI 6373) da Confederação Nacional dos Transportes contra a MP 932. A relatoria é do ministro Ricardo Lewandowski. (Valor Econômico)

                    

Produção Trimestral/IBGE
Os primeiros resultados da produção animal no 1º trimestre de 2020 apontam que o abate de bovinos recuou 9,2%, o de suínos aumentou 5,0% e o de frangos teve alta de 4,8% na relação com o mesmo período de 2019. 

Na comparação com o 4º trimestre de 2019, o abate de bovinos e suínos caiu 10,8% e 0,2%, respectivamente, enquanto o de frangos subiu 2,5%. A aquisição de leite foi de 6,30 bilhões de litros, aumento de 1,4% na comparação anual, mas queda de 5,2% em relação ao trimestre anterior. Já a aquisição de PEças de couro pelos curtumes caiu 12,2% frente ao 1º tri de 2019 e foi 5,7% menor que a do 4° tri de 2019, somando 7,44 milhões de peças inteiras de couro. Foram produzidos 960,61 milhões de dúzias de ovos de galinha no 1º trimestre deste ano, um aumento de 3,4% na comparação anual e queda de 2,5% em comparação com o trimestre imediatamente anterior.
 
 
Aquisição de leite aumenta e chega a 6,30 bilhões de litros: A aquisição de leite cru feita pelos estabelecimentos que atuam sob algum tipo de inspeção sanitária (federal, estadual ou municipal) foi de 6,30 bilhões de litros no 1º trimestre de 2020. Essa quantidade corresponde a um aumento de 1,4% em comparação ao volume registrado no 1º trimestre do ano anterior. Já em relação ao 4º trimestre de 2019, verificou-se retração de 5,2%. (IBGE)

Emater/RS-Ascar recomenda ações no curto prazo para amenizar efeito da estiagem

Produtor de leite tem agora de enfrentar a escassez de silagem

Como se não bastasse a já esperada queda na produção de pasto, por conta do vazio forrageiro (período caracterizado pelo fim do ciclo das culturas de verão e início de cultivo das culturas de estação fria), o produtor de leite tem agora de enfrentar a escassez de silagem, devido à estiagem que prejudicou as lavouras de milho. Os dois problemas somados têm gerado preocupação no segmento produtivo que gera renda para aproximadas 51 mil famílias no Rio Grande do Sul. 
A estiagem, segundo estimativa da Emater/RS-Ascar, retirou 114,3 milhões de litros da produção estadual de leite, no período de dezembro do ano passado a março deste ano. Essa diminuição na produção resulta em menos R$ 137 milhões de reais na renda dos produtores, o que significa dizer que, durante três meses, cada família deixou de receber uma renda aproximada de R$ 2.700,00.

Em meio a este cenário, a Emater/RS-Ascar, parceira da Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), recomenda aos produtores de leite ajuste no rebanho e ajuste na alimentação dos animais, duas ações que podem ser adotadas imediatamente, no curto prazo. 

Ajustes: Para ajustar o rebanho, o extensionista rural da Emater/RS-Ascar, Oldemar Weiller, sugere as seguintes medidas:

- descarte: sabendo que na propriedade há diferentes categorias de animais, competindo o tempo todo por espaço e comida, no momento atual o descarte de machos, mestiços e animais com limitada produção é uma alternativa a ser considerada; neste período, recomenda-se preservar somente os animais imprescindíveis para a manutenção do sistema de produção de leite: vacas jovens, novilhas prenhas, terneiras de boa qualidade e animais no terço final de gestação; outra recomendação, secar as vacas prenhas e com lactação avançada, para que se consiga reduzir seu consumo de alimentos, em benefício de animais recém paridos, que necessitam de mais alimento e que darão melhor resposta à produção;

- avaliação da disponibilidade de volumoso na propriedade (silagem, cana de açúcar, capins, pastagens perenes, fenos e palhas);

- prioridade a vacas em início de lactação no acesso ao concentrado (alimentos energéticos ou proteicos);

- não desperdiçar concentrado.

Ajuste alimentar: O ajuste na alimentação, de acordo com Weiller, pode ser feito da seguinte maneira:

- planejamento forrageiro: estimar o tempo necessário para se iniciar a utilizar as culturas de inverno e dimensionar a quantidade de matéria seca que será possível incrementar;

- aquisição de alimentos volumosos: avalizar a qualidade do produto e a viabilidade econômica da sua utilização;
- forrageiras de inverno: para diminuir o uso de concentrado e aumentar a produção de leite, forrageiras como a aveia e azevém prolongam o período de uso, podendo ser superior a seis meses, pois a aveia concentra sua produção no outono-inverno e o azevém, no inverno-primavera;

- semeadura: o momento certo de semear as forrageiras é a partir de março, em casos extremos em junho, pois umidade e baixa temperatura no solo irão reduzir o crescimento das plantas e atrasar a refeição das vacas;

- ponto de entrada e saída dos animais dos piquetes: para garantir o rebrote da pastagem, os animais devem ingressar nos piquetes quando as gramíneas anuais de inverno estiverem a uma altura aproximada de 30 centímetros; quando as gramíneas forem reduzidas a uma altura mínima de sete centímetros, é hora de retirar os animais. (Agrolink)

                     

Agricultores familiares têm novo canal para comunicar perdas de alimentos.
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), por meio da Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo (SAF), anunciou nesta quarta-feira (13) um novo canal exclusivo e gratuito no WhatsApp para que agricultores familiares comuniquem o órgão federal sobre possíveis perdas de alimentos ocasionadas por problemas na comercialização em função da Covid-19. Para acessar a nova ferramenta, chamada Disque Perdas de Alimentos, basta clicar aqui ou salvar o número (61) 9873-3519 na agenda de contatos do telefone e enviar um “Oi” por mensagem no WhatsApp. O atendimento será iniciado automaticamente com o envio de perguntas essenciais para que a situação do agricultor familiar seja analisada. Segundo o secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Mapa, Fernando Schwanke, o objetivo do canal é garantir que as informações cheguem ao órgão de forma rápida e organizada para que novas medidas sejam avaliadas. “Queremos saber e poder ajudar. Além de organizar o fluxo das comunicações sobre perdas de alimentos, este canal vai nos aproximar ainda mais dos agricultores e suas organizações, como cooperativas, agroindústrias e associações, que estão com dificuldades na comercialização dos seus produtos, permitindo um contato direto com o Mapa, que continua estudando novas medidas para auxiliar os pequenos produtores afetados pela pandemia”, diz. Informações sobre as ações adotadas pelo Mapa para garantir o abastecimento de alimentos no país e apoiar os produtores rurais neste momento de pandemia do novo coronavírus estão reunidas na página especial “Mapa Contra Coronavírus”.
 


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Porto Alegre, 13 de maio de 2020                                              Ano 14 - N° 3.219

  Pedidos de seguro-desemprego crescem 22% em abril

Maior parte dos requerentes é homem e tem ensino médio completo

Os pedidos de seguro-desemprego aumentaram 1,3% de janeiro a abril deste ano, totalizando 2,337 milhões, informou ontem o Ministério da Economia. Em abril, foram 748,5 mil solicitações, alta de 22,1% em relação ao mesmo mês em 2019.

O governo considera positivo o fato de os pedidos não haverem disparado, na esteira das medidas de contenção da pandemia. Esse é o resultado considerado positivo da flexibilização de normas trabalhistas, com a possibilidade de suspender contratos ou reduzir proporcionalmente a jornada de trabalho e os salários, ambos com complementação de renda pelo governo. Até ontem, 6,6 milhões de trabalhadores haviam tido seus empregos preservados por esses mecanismos. Até 250 mil pedidos de seguro-desemprego podem estar represados, devido ao fechamento de postos do Sine em razão das medidas de afastamento social. Neste ano, 39,3% dos requerimentos foram realizados pela internet, apontam dados do Ministério da Economia - o índice foi para 87% em abril.

“Como o trabalhador tem até 120 dias para requerer o seguro-desemprego, é possível estimar que até 250 mil pedidos ainda possam ser feitos nos meses seguintes por não terem sido realizados presencialmente nos meses de março e abril”, informou a pasta, em nota. 

Das pessoas que pediram o benefício em abril, 57% eram homens. No corte por idade, a parte mais expressiva dos benefícios foi solicitada por pessoas com 30 a 39 anos (33,1%). Por nível de escolaridade, 62,4% dos requerentes têm ensino médio completo. O setor de serviços liderou os pedidos de seguro-desemprego em abril, com 41,6% do total, ante 27,7% do comércio, 19,9% da indústria e 3,7% da agropecuária.

Os Estados que registraram o maior número de pedidos foram São Paulo (217.247), Minas Gerais (85.990) e Rio de Janeiro (58.945). Os que tiveram maior proporção de requerimentos via web foram Amazonas (98,9%), Acre (98,5%) e Rio de Janeiro (97,8%). O Ministério da Economia fez uma notificação sobre a possibilidade de obtenção do seguro-desemprego por meio digital no último dia 27. A informação foi transmitida por meio da Carteira de Trabalho Digital. Com isso, foi registrado mais de 1,5 milhão de acessos, aumento de 350% na comparação com o dia anterior. (Valor Econômico) 
                     

Milk Monitor: o aplicativo para deixar produtor e indústria na mesma página

Vivemos hoje em um mundo extremamente conectado e dinâmico, em que mudanças antes distantes, agora afetam cada vez mais nossos negócios. Neste período de pandemia, a velocidade dessas mudanças tem sido ainda maior, aumentando a importância da análise do impacto das alterações externas em nosso ambiente.

Não só para o momento que passamos, ter acesso a informações de forma ágil facilita a tomada de decisão e com isso melhoramos nossas relações comerciais e resultados.

A relação entre produtor e laticínio é um ótimo exemplo do quão prejudicial pode ser o mau aproveitamento das informações disponíveis. É comum observarmos uma notícia de relevante mudança nos preços dos produtos lácteos no início do mês, e no fim do período o cenário ser diferente, o que pode causar surpresas desagradáveis no momento de receber o valor pelo leite entregue a indústria. Caso a informação chegasse para ambos com a mesma velocidade, o produtor ampliaria a capacidade de previsão da tendência do seu preço, evitando situações indesejadas por falta de comunicação.

Com o intuito de sanar essas dores e oferecer possibilidade de ampliação de resultados para a cadeia do leite, o MilkPoint lança um novo serviço: o Milk Monitor! Um aplicativo para produtores de leite com informações de mercado exclusivas sobre leite, derivados, insumos e custos de produção, no Brasil e no mundo. Neste aplicativo, colocamos toda a nossa expertise em mercado, melhorando e o fluxo de informações de mercado aos produtores de leite.

Diariamente, são publicados conteúdos e análises sobre tendências de mercado, produção, consumo e comércio exterior, sempre com a preocupação de explicar como cada uma dessas variáveis podem afetar os resultados do negócio do produtor de leite.

Se interessou? Cadastre-se aqui para informarmos ao seu laticínio! A versão beta, já em pleno funcionamento, está sendo distribuída através dos laticínios, que veem no Milk Monitor uma oportunidade de reduzir a assimetria de informação com seu fornecedor, melhorando a coordenação de sua rede de fornecimento.

Confira se seu laticínio já está disponibilizando o serviço! Entre em contato conosco (milkpoint.mercado@agripoint.com.br / (19) 99885-9916) para mais informações. (Milkpoint)

#MilkPoint20anos: Dia do Zootecnista
O setor agropecuário vem se desenvolvendo cada vez mais em termos de qualidade e volume de produção no Brasil. Neste cenário de progresso, há uma equipe de profissionais qualificados por trás das cortinas, comprometidos com o produtor rural no planejamento de atividades para incrementar a produtividade. Dentre eles, quem merece o destaque hoje são os Zootecnistas.

Dia 13 de maio é comemorado o Dia do Zootecnista, representado pelos profissionais da produção animal, que auxiliam diariamente a atividade através dos conhecimentos em nutrição, sanidade, reprodução e melhoramento genético, priorizando o bem-estar animal e a sustentabilidade da produção. 

Nesse dia tão especial, gostaríamos de parabenizar a todos que optaram por seguir na profissão. No MilkPoint, também temos o prazer de contar com a colaboração de 3 Zootecnistas, mulheres, engajadas e apaixonadas pela pecuária leiteira, que contribuíram e continuam contribuindo com grande parte da história de sucesso dos 20 anos do nosso portal. Elas dividiram um pouco de suas experiências e deixaram um recado para os colegas de profissão:

“Nesse dia nacional do Zootecnista, queria parabenizar todos os meus colegas de profissão que se fazem presentes no dia a dia de todo brasileiro, garantindo o alimento de qualidade e com segurança! Hoje, aqui no MilkPoint, embora não tenha mais contato diretamente com o campo, eu ajudo a cadeia láctea gerando informações de qualidade sobre o mercado de leite e derivados, fomentando a produção e auxiliando nas tomadas de decisão dos profissionais da pecuária de leite. ”  Marcela Morelli, analista do MilkPoint Mercado.

“A Zootecnia é incrível! Uma baita profissão dinâmica e que carrega uma enorme responsabilidade: a produção de alimentos de origem animal. Com relação ao leite - minha paixão - atuamos de diversas maneiras e no meu caso, contribuindo com o conteúdo do MilkPoint, fico sempre de antenas ligadas para entender o que se passa do campo à indústria. Um trabalho sensacional, abrangente e de ponta para quem está no setor. Parabéns a todos os Zootecnistas e a missão honrosa de levar alimentos de qualidade para a mesa dos brasileiros! ” Raquel Rodrigues, responsável pelo conteúdo do MilkPoint.

"A Zootecnia possui um mercado de trabalho muito amplo e incrível! Eu, por exemplo, trabalho na área de marketing e ajudo as empresas do setor a atingirem os produtores de leite da melhor forma, levando os produtos e conhecimentos que eles precisam! Seja com o pé no barro ou em escritório, os Zootecnistas têm o propósito de levar alimento de qualidade para a mesa dos consumidores! Parabéns a todos!” Mariana Paganoti, diretora comercial do MilkPoint e Eventos.

Agradecemos também aos colunistas e parceiros do MilkPoint que são Zootecnistas e contribuem de alguma forma com o nosso conteúdo diário. (Milkpoint)

                     

Capim Kurumi é alternativa de pastagem permanente para produtores no RS
Desde o final do ano passado, a implantação de pastagens perenes com capim elefante anão, conhecido como Kurumi, tem sido alternativa para os pequenos produtores de leite do município de Colinas. A ideia de adotar essa variedade surgiu em setembro do ano passado, quando a Emater/RS-Ascar, em parceria com a Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), e a Secretaria Municipal da Agricultura passaram a incentivar os produtores para a aquisição de mudas do Kurumi, que foram adquiridas no viveiro florestal da Afubra. A extensionista da Emater/RS-Ascar, Lídia Dhein, salienta que especialmente os pequenos produtores de leite podem ser beneficiados pela implantação do capim, que tem dado ótima resposta em áreas menores. A nossa intenção será consolidar pequenas unidades didáticas para acompanhamento da cultivar, que será divulgada para outros agricultores, explica a extensionista. O que temos percebido é que, por ter porte baixo, ter crescimento vigoroso e sem pilosidade, o Kurumi tem se adaptado muito bem à região, sendo ainda um alimento ao mesmo tempo barato e nutritivo, salienta Lídia. Entre os produtores que já adotaram o Kurumi está Genir Tischer, da localidade de Linha Ano Bom, que afirma estar satisfeito com o capim por ser um pasto barato, rústico e que não necessita de muitos cuidados e nem de roçadas. Por meio da Emater/RS-Ascar, agricultores interessados podem saber mais a respeito da variedade. O nosso objetivo é que mais propriedades adotem as mudas que servirão de pastejo para as matrizes leiteiras, especialmente para os bovinocultores que possuem pequenas áreas que muitas vezes não são ocupadas ou exploradas, finaliza Lídia. (As informações são da EMATER/RS)