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Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 09 de novembro de 2020                                                  Ano 14 - N° 3.342


Leite: CNA solicita apoio do Ministério da Agricultura para conter alta dos custos

Entidade pede medidas que possam baratear o custo da ração concentrada, um dos itens que mais pesam no bolso do produtor de leite

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil protocolou nesta sexta-feira, 6, um ofício junto Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), onde solicita à ministra Tereza Cristina medidas para conter a alta dos custos na pecuária leiteira. No documento, a entidade ressalta que a maior preocupação é com o valor da ração concentrada, que representa, em média, 40% dos desembolsos do produtor de leite.

No documento, a CNA ainda destaca a alta nos preços dos dois principais insumos que compõem a ração, o milho e o farelo de soja, apresentaram aumentos de 75,2% e 96,6% apenas em outubro na comparação com mesmo mês do ano passado, de acordo com dados do Cepea e do Instituto Matogrossense de Economia Agropecuária (Imea).

“Nesse contexto, há forte tendência de pequenos e médios produtores venderem seus animais para o abate devido aos altos preços da arroba ou mesmo saírem da atividade, o que ocasionará problemas sociais no campo e menor oferta de leite para o próximo ano”, diz o ofício, que é assinado pelo presidente da CNA João Martins.

Como sugestão para conter a alta nos custos da atividade, a CNA pede auxílio do Mapa em ações que subsidiem a compra, com preços mais acessíveis, dos insumos que compõem a ração concentrada. “Sugerimos a realizações de leilões da Conab, a subvenção ao prêmio pago na aquisição de contratos de opção privada de compra de grãos pelos produtores de leite e cooperativas e a melhoria do Programa de Vendas em Balcão da Conab, dentre outras iniciativas que possam atingir tal objetivo”, destaca o ofício.

Dados do Cepea inseridos no documento mostram que a margem bruta da atividade foi 29,5% menor no primeiro semestre desse ano em comparação com o primeiro semestre de 2019, o que refletiu em queda de 11,7% na produção de leite no mesmo período, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Outro fato que preocupa a bovinocultura de leite é a projeção dos Conselhos Paritários de Produtores e Indústrias de Leite (Conseleites), que apontaram tendência de redução de 4,8% no valor do leite produzido em outubro, a ser pago em novembro, e a perspectiva é que essa queda continue até o final do ano. Clique aqui e leia a íntegra do ofício da CNA enviado ao Mapa. (Canal Rural)


Balança comercial: volume importado se mantém elevado!

Segundo dados divulgados nessa sexta-feira (06/11) pela Secretaria de Comércio Exterior (SECEX), as importações brasileiras de derivados lácteos apresentaram, em outubro, patamar similar ao já observado em setembro.

No total, foram cerca de 181 milhões de litros de leite equivalente internalizados no mês, o que representa uma leve redução de 2% em relação a setembro/20. Por outro lado, ao compararmos o valor com o mesmo mês do ano anterior, verifica-se um aumento significativo de 152%.

Em relação às exportações, o volume foi de 11,9 milhões de litros, uma alta de 42% em relação a setembro/20 e de 154% em relação a outubro/19. Dessa forma, o saldo da balança comercial de lácteos foi de -169 milhões de litros (em equivalente leite), uma queda de 4% no déficit quando comparado a setembro/20.

Gráfico 1. Saldo da balança comercial brasileira de lácteos, 2017 a 2020.

Fonte: Elaborado pelo MilkPoint a partir dos dados do COMEXSTAT

As importações vinham apresentando tendência de crescimento desde julho/20, por conta de um cenário de baixa disponibilidade de derivados lácteos no mercado e uma demanda ainda aquecida, o que fez aumentar fortemente os preços e estimulou o fechamento de contratos de importação. É importante ressaltar que a entrada de produtos importados já passou a afetar o mercado interno no último mês, principalmente para os leites em pó, que passaram a apresentar um mercado mais ofertado e com maior pressão de baixa de preços.

Entre os produtos comprados pelo Brasil, os leites em pó, queijos e soro de leite são aqueles com maior participação na pauta importadora. Deles, apenas o leite em pó integral apresentou aumento em outubro/20, com uma variação de 8% no volume importado. O soro de leite apresentou retração de 30%, enquanto para o leite em pó desnatado a queda foi de 26% e de 3% para os queijos em relação a setembro/2020.

Em relação às exportações, os produtos que têm maior participação no volume total exportado são o leite condensado e leite modificado, que juntos, representaram 67% da pauta exportadora. O volume de leite condensado praticamente dobrou em relação ao mês passado e o de leite modificado teve um aumento significativo de 158%. Ao considerarmos as exportações acumuladas de janeiro a outubro, a variação também é positiva em relação a 2019, de 54%.

Na tabela 2, é possível observar as movimentações do comércio internacional de lácteos no mês de outubro deste ano.

Tabela 2. Balança comercial láctea em outubro de 2020.

Fonte: Elaborado pelo MilkPoint, com base em dados COMEXSTAT.

 

Sudeste Asiático surge como o maior destino do leite dos EUA, com aumento das exportações de 15,8%

O Sudeste Asiático está emergindo como o maior destino dos produtos lácteos dos EUA, respondendo por 28% do total das exportações dos EUA em 2020 com base em sólidos de leite ou cerca de 4,5% da produção total de leite dos EUA.

Isto é de acordo com dados do US Dairy Export Council (USDC), que também observou que as exportações de leite dos EUA nos primeiros 9 meses do ano saltaram 15,8% para atingir 1,7 milhão de toneladas métricas (MT).

Essa trajetória de crescimento coloca os produtores de lácteos dos EUA no caminho de superar o ano recorde de 2018, quando os EUA exportaram 2,2 milhões de toneladas.

Para o mês de setembro, o USDEC observou que o volume de exportação de lácteos dos EUA em leite sólido equivalente (MSE) aumentou 5% em setembro, marcando o 13º mês consecutivo de aumentos ano a ano.

A expansão das exportações de setembro foi atribuída a um forte crescimento ano a ano em produtos de soro de leite, principalmente destinados à China, e exportações de queijo melhores do que o esperado para os mercados da Ásia-Pacífico.

Fonte: USDEC

Respondendo por 28% do total das exportações dos EUA em 2020, o Sudeste Asiático está consolidando sua posição como o principal destino das exportações de leite dos Estados Unidos.

De acordo com o USDEC, essa tendência foi impulsionada principalmente pelos embarques de SMP dos EUA para os seis principais mercados do sudeste da Ásia (Indonésia, Malásia, Filipinas, Cingapura, Tailândia e Vietnã).

Para o mês de setembro, os embarques para essas regiões aumentaram 23% - um ganho de 4.887 toneladas com as Filipinas liderando os compradores em setembro, com vendas subindo 219%.

Embora os embarques de soro de leite em setembro para o Sudeste Asiático tenham caído 6%, as vendas de queijos no mês aumentaram 76%. a 2.432 MT.

Particularmente encorajadores foram os embarques para a Indonésia, o segundo maior comprador de queijo na região, que mais do que dobrou para mais de 1.000 toneladas em setembro, em comparação com o ano anterior.

​Embora apenas um único mês de dados, o aumento pode ser um sinal de maior foco do fornecedor dos EUA em ganhar participação em um mercado de crescimento promissor, bem como o esforço contínuo da Indonésia para diversificar suas compras de laticínios - ambos são um bom presságio para o futuro.

Fonte: USDEC

Com o acordo de Fase I em vigor, a crescente demanda chinesa e o ressurgimento da demanda por soro de leite, os volumes de exportação de lácteos dos EUA para a China estão se recuperando para tarifas retaliatórias.

O USDEC observa que esta recuperação foi impulsionada principalmente por produtos de soro de leite, onde as exportações de 2020 até setembro quase dobraram em comparação aos níveis de 2019, atingindo 149.094 MT.

O USDEC observa que a expansão na China é crucial para o crescimento das exportações de soro de leite dos EUA em geral, uma vez que a China respondeu por 35% do total de soro comercializado internacionalmente em 2020.

Um ambiente comercial mais tranquilo e seguro para os laticínios dos EUA na China, por meio de medidas como a extensão de isenções tarifárias retaliatórias para SMP e queijo, ajudaria a garantir esse crescimento.

Exportações para o México diminuem: Os embarques de lácteos dos EUA para o México diminuíram em setembro, principalmente nas principais categorias de NFDM / SMP e queijo.

Problemas econômicos em curso, acentuados pela pandemia COVID-19, reduziram a demanda do maior mercado dos Estados Unidos e vizinho do sul.
Os embarques de NFDM / SMP para o México caíram 33% em setembro para 22.789 MT, enquanto as vendas de queijo caíram 21% para 6.125 MT.

Mais positivamente, porém, a economia do México cresceu acentuadamente (+ 12%) no terceiro trimestre, à medida que as empresas começaram a reabrir após as paralisações do COVID-19.

O USDEC observa que, se o país puder continuar a se recuperar do primeiro semestre, uma situação econômica melhor pode ajudar a revigorar a demanda no futuro.

Tiro de despedida: O surgimento do Sudeste Asiático como principal destino das exportações dos EUA apresenta novas possibilidades para o setor de laticínios dos EUA. Isso ajudaria particularmente a compensar a queda na demanda por produtos dos EUA no México. (Food Business África – Tradução Livre Sindilat/RS)


Jogo Rápido

Aliança defende teses do setor
A Aliança Láctea Sul Brasileira conclamou os sindicatos estaduais ligados à cadeia produtiva do leite a envolverem os parlamentares de suas regiões na defesa de itens importantes ao setor na discussão da Reforma Tributária Federal. A entidade defende a desoneração da cesta básica; que produtor rural estabelecido como pessoa física não se torne contribuinte direto do IBS; crédito presumido nas operações oriundas de produtor rural pessoa física; ressarcimento e compensação dos créditos tributários; alíquota zero para insumos agropecuários e adequado tratamento tributário ao ato cooperativo. O encontro virtual da Aliança Láctea ocorreu ontem e também tratou dos impactos da pandemia da Covid-19 nos custos, relações de consumo e importações. As próximas reuniões ocorrem em março, junho, setembro e novembro de 2021. (Correio do Povo)


 

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Porto Alegre, 06 de novembro de 2020                                                  Ano 14 - N° 3.341


 

Mussarela-Exportação

Os principais destinos da mussarela argentina exportada são China e Brasil, acumulando 84,3% do total.

*China? = No relatório INDEC existe um destino "CONFIDENCIAL" que corresponde na maior parte ao gigante asiático

As informações são da Dairylando com tradução livre do Sindilat/RS

 

Congresso derruba veto do governo à desoneração

Benefício que alivia carga tributária sobre a folha de pagamento será estendido até 2021. Projetos de interesse do governo foram aprovados

O Congresso derrubou ontem o veto do presidente Jair Bolsonaro à desoneração da folha de pagamentos de empresas de 17 setores da economia. O veto foi rejeitado por 430 votos a 33 na Câmara dos Deputados, com uma abstenção, e por 64 votos a dois no Senado, onde não houve abstenção. Na prática, a decisão garante a prorrogação do benefício, que acabaria em 2020, até o fim do próximo ano. Bolsonaro vetou em julho o dispositivo introduzido pelo Congresso em uma medida provisória que prorrogava até o final de 2021 a desoneração da folha de empresas de setores da economia como call center, comunicação, tecnologia da informação, transporte, construção civil e têxtil. As empresas desses setores empregam mais de 6 milhões de pessoas.
Apesar de o trecho sobre a desoneração ter sido vetado pelo presidente, a palavra final cabia aos parlamentares. Deputados e senadores podem derrubar vetos presidenciais e restabelecer os textos anteriormente enviados à sanção. A votação era apontada como essencial para os setores beneficiados concluírem a programação financeira para o próximo ano e manter postos de trabalho.

A desoneração permite que empresas optem por contribuir para a Previdência Social com um percentual que varia de 1% a 4,5% sobre a receita bruta em vez de recolher 20% sobre a folha de pagamento. Companhias avaliam que, sem a prorrogação do benefício para o próximo ano, haveria demissões. O Ministério da Economia se manifestou contra a desoneração, calculando um impacto de R$ 4,9 bilhões nos cofres públicos em 2021, por não haver uma fonte de recursos para compensar a perda na arrecadação. O ministro Paulo Guedes defendeu uma proposta mais ampla, beneficiando todos os setores da economia, por meio da reforma tributária, mas para isso haveria a criação de novo imposto, nos moldes da extinta CPMF. A ideia enfrenta resistências do Congresso.

O governo só concordou em pautar o veto da desoneração após o Congresso colocar em discussão projetos de interesses do presidente Jair Bolsonaro. As propostas remanejam recursos do Orçamento deste ano e garantem dinheiro para obras planejadas em redutos eleitorais de aliados. Um dos projetos, criticado pela oposição, libera R$ 6,1 bilhões para propostas definidas pelo Executivo, cancelando repasses do Ministério da Educação e colocando no Ministério do Desenvolvimento Regional. (Correio do Povo)


Jogo Rápido
Pode chover de maneira expressiva no Norte do RS nos próximos dias
O Boletim Integrado Agrometeorológico nº 18/2020 divulgado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), em parceria com a Emater/RS-Ascar e Irga, aponta que nos próximos sete dias há possibilidade de chuva expressiva no Norte do Rio Grande do Sul. Entre a quinta-feira (5) e o domingo (8), o tempo permanecerá seco, com grande amplitude térmica na maioria das regiões. Somente na Zona Sul, Região Metropolitana, Litoral e Serra do Nordeste ocorrerá maior variação de nuvens e há possibilidade de chuvas fracas e isoladas. Na segunda (9), terça (10) e quarta-feira (11), a presença de um cavado (área de baixa pressão alongada) favorecerá a formação de nebulosidade e provocará chuva, principalmente na Metade Norte, com possibilidade de temporais isolados no Planalto e na Serra do Nordeste. Os totais previstos são baixos e deverão oscilar entre 5 e 10 mm na maioria dos regiões. No Alto Uruguai, Planalto, Serra do Nordeste e Litoral Norte, os valores oscilarão entre 20 e 35 mm e poderão superar 45 mm nos Campos de Cima da Serra. O boletim também avalia as condições atuais das culturas de trigo, soja, milho, olerícolas, morango, pêssego e arroz. O documento completo pode ser consultado em Boletim Integrado Agrometeorológico 18/2020. (SEAPDR)


 

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Porto Alegre, 05 de novembro de 2020                                                  Ano 14 - N° 3.340


Piá lança iogurte que aumenta imunidade

Pioneira quando o assunto é inovação em lácteos e seus derivados, a Piá surpreende mais uma vez e lança no mercado o primeiro iogurte do Brasil com beta-glucana, o IMUNO+.

Desenvolvido durante a pandemia da Covid-19, o novo iogurte tem a finalidade de aumentar a imunidade das pessoas de todas as faixas etárias, reforçando as defesas do organismo. “O produto foi criado para auxiliar o consumidor através de suas propriedades imunoestimulantes, fator decisivo para se ter uma vida mais saudável e de qualidade”, destaca o presidente da Cooperativa, Jeferson Smaniotto.

Zero lactose, zero açúcares e zero gordura, o Imuno será produzido em copos de 150 gramas nos sabores morango, com 13g de proteínas, e original, com 15g de proteínas. “É um iogurte funcional, pois, além de oferecer sabor, traz benefícios para a saúde como redução de sintomas de alergias e síndromes respiratórias”, explica o executivo, que completa: “Com muita sensibilidade, a Piá entendeu a necessidade que o mercado tinha por um produto como esse. Colocamos toda a nossa energia para criá-lo e temos certeza que será bem recebido”.

A expectativa é de que o IMUNO+ esteja nas gôndolas dos supermercados a partir do dia 31 de outubro. (Cooperativa Piá)


AR – As indústrias pagaram 4,4% a mais do que podiam em setembro

O Instituto Argentino de Profesores Universitarios de Custos (Iapuco) considera que a capacidade de pagamento das indústrias era de AR$ 18,53 pelo litro de leite, acima do valor médio pago que foi AR$ 19,35/litro.

Já o Valor de Referência da Oferta para o Custo do Produtor era de AR$ 20,18/litro, AR$ 0,83 acima do preço recebido, e é o segundo mês de prejuízo, depois de 17 meses consecutivos de rentabilidade.

No mês de setembro de 2020 a capacidade de pagamento do leite cru por parte das indústrias de laticínios segundo o Iapuco chegou a AR$ 18,53/litro de leite e é AR$ 0,82 inferior ao preço real pago, que foi de AR$ 19,35/litro.

Ao analisar o comportamento do Valor por Litro Equivalente de Saída de Fábrica (preço de venda da indústria), se observa um aumento de 2,4% em relação ao mês anterior (25,8% na variação interanual) e o preço do leite ao produtor aumentou 2,3% (21% variação interanual).

Por outro lado, o Valor de Referência da Oferta ou o Custo de Produção esteve em AR$ 20,18/litro, AR$ 0,83 acima do preço recebido pelo produtor, e é o segundo mês, depois de 17 meses consecutivos, em que o custo calculado supera o preço recebido.

O relatório do Observatório da Cadeia Láctea Argentina (Ocla) adverte que cabe ressaltar duas coisas: a primeira é que a capacidade de pagamento calculada é sobre a base de cumprimento total das obrigações fiscais, e em segundo lugar que o preço real pago, independentemente da capacidade de cada empresa, é imposto pelas forças do mercado.

Assim sendo, se observa maior capacidade de pagamento no mês de setembro de 2020 do segmento das Médias e Grandes Empresas (MyGEs) de AR$ 19,59/litro (AR$ 0,24 a mais que o preço pago), enquanto que o valor para as Pequenas e Micro Empresas (PyMEs) é de AR$ 17,31 (AR$ 2,04 abaixo do preço médio pago), e que estão no décimo sexto mês consecutivo pagando acima do valor máximo calculado.

“Comparando o preço base pago e a capacidade de pagamento da indústria, atualizado pelo IPC, para um período mais prolongado, observamos que, (salvo oscilações temporais), os valores médios do Preço base convergem para AR$ 17,47 o litro e o Poder de compra para AR$ 17,23/litro”, concluiu o trabalho.  (Campo Litoral – Tradução livre: Terra Viva)

 

Caminho asfaltado para o ICMS

Com os holofotes voltados às eleições, o governo vai avançando nas negociações sobre a situação fiscal do Estado para 2021, que tem projetado déficit recorde de R$ 13 bilhões. Uma série de reuniões foi realizada e acabou encerrada ontem, com um segundo encontro, desta vez presencial, entre o governador Eduardo Leite (PSDB) e os presidentes dos demais poderes e órgãos autônomos. Diante do cenário, aos poucos, o Executivo vem ganhando apoios importantes à manutenção da majoração das alíquotas do ICMS. Originalmente, o aumento termina em dezembro com impacto de menos de R$ 3 bilhões por ano no Tesouro. Politicamente indigesta, a iniciativa vem sendo apontada como única saída de curto prazo para evitar o colapso de serviços. 

Já fizeram manifestações neste sentido o presidente da Famurs, Maneco Hassen, o ex-governador Germano Rigotto, ex-secretários da Fazenda, entre outros. Ontem, o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Voltaire de Lima Moraes, afirmou que na atual conjuntura não há espaço para a perda de arrecadação. 

“O Estado não pode abrir mão de receitas, a perda de arrecadação afeta diretamente a oferta dos serviços públicos, reflete no atendimento à população no âmbito dos serviços essenciais e dos processos oferecidos por todos os poderes”, disse o desembargador. No encontro, pela primeira vez, Leite assumiu a possibilidade de apresentar proposta de prorrogação da majoração das alíquotas. Segundo ele, haverá ainda revisão dos incentivos fiscais, partindo do corte de 25% dos benefícios. O relatório sobre o Orçamento 2021 será apresentado por Mateus Wesp (PSDB) à Comissão de Finanças dia 10. O projeto precisa ser aprovado até o dia 30 pelos deputados em plenário. (Correio do Povo)


Jogo Rápido

Live para a busca da qualidade
A terceira live do Programa Leite Seguro, organizada pela Embrapa Clima Temperado e pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária, está marcada para amanhã, às 14, via link bit.ly/2I2bdA3. O objetivo é apresentar o Laboratório de Qualidade do Leite da Embrapa, as Instruções Normativas 76 e 77 e os trabalhos de Pesquisa de Resíduos e Contaminantes. (Correio do Povo)


 

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Porto Alegre, 04 de novembro de 2020                                                  Ano 14 - N° 3.339


Sistema CNA/Senar apresenta levantamento de custos de produção do setor lácteo

O panorama dos custos da produção de leite em 2020 e as perspectivas para o setor no próximo ano. Esses serão alguns dos temas abordados ao longo do 6º Fórum Nacional Projeto Campo Futuro, que ocorre no dia 12 de novembro, de forma totalmente virtual, em função da pandemia. Promovido pelo Sistema CNA/Senar, o evento será transmitido através do site do projeto Agro Pelo Brasil (agropelobrasil.com.br/), a partir das 8h30, com previsão de encerramento para às 17h30.

Dividido em blocos e salas de debates, o fórum contará com palestras de especialistas que irão discorrer sobre o atual cenário de custos de produção para as principais atividades agropecuárias do país. O bloco com foco na pecuária leiteira terá início às 14h30 na sala 2. Participarão do debate sobre o setor Caio Monteiro (CEPEA/ESALQ), Valter Galan (MILKPOINT) e Júlia Carolina Barros de Deus (DATEG/SENAR). A moderação será de Ronei Volpi, presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da Confederação Nacional de Agricultura (CNA) e da Câmara Setorial do Leite do Ministério da Agricultura.

Os dados apresentados são retrato do levantamento realizado pela CNA em setores do agronegócio brasileiro. "Visitamos algumas regiões discutindo os principais indicadores e montando um retrato do cenário produtivo em termos de custo de produção dessas atividades”, explica Thiago Francisco Rodrigues, assessor técnico na Confederação. Segundo ele, o evento busca informar os produtores sobre a importância do gerenciamento nas propriedades e do acompanhamento dos custos de produção, além de mostrar qual a melhor forma de conduzir esse processo de modo que se consiga fazer da atividade um negócio e operar com margens ao longo do ano.

Para participar do evento é necessário inscrever-se através do site da CNA, clicando aqui. O encontro é gratuito. (Assessoria de imprensa Sindilat/RS)


UE – Produção de leite na UE deve aumentar ligeiramente em 2021

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), em seu relatório anual de lácteos sobre a União Europeia (UE), estimou que a captação de leite em 2020 crescerá 1% em relação a 2019 devido à demanda contínua de exportação de produtos lácteos, demanda interna estável e intervenções no mercado introduzidas pela Comissão Europeia em junho de 2020.

O crescimento da produção será limitado em decorrência da queda no tamanho do rebanho. A expectativa do USDA é de que as indústrias irão aumentar a produção de queijo, manteiga e leite em pó com o leite produzido a mais. A produção de queijo em 2020 será maior do que a de 2019 puxado pela demanda exportadora.

O rebanho leiteiro continuará declinando de 2020 para 2021, acompanhando a tendência geral de rebanhos menores e maior produtividade animal. No entanto, a produção de leite não será afetada negativamente, porque haverá melhor no manejo, incluindo melhoria genética, para aumentar a produção de leite a pasto e compensar o menor número de cabeças.

A agência estima que em 2020, o consumo doméstico de manteiga, queijo e leite em pó permanecerá nos mesmos níveis de 2020. O consumo de leite fluido em 2020 irá crescer por causa do Covid-19, o que alterou, temporariamente, a mudança de comportamento dos consumidores. De acordo com as previsões do USDA, haverá declínio no consumo de leite fluido em 2021, à medida que houver retorno ao consumo de outros produtos lácteos.

O USDA prevê que o consumo de manteiga e queijo em 2021 irá aumentar junto com a produção, enquanto o consumo de leite em pó se manterá estável. De acordo com o Observatório do Mercado de Lácteos (MMO) de agosto de 2020, o preço do leite ao produtor será de € 32,7/100 kg, 3% abaixo do valor de agosto de 2019. No entanto o preço do leite ao produtor que caiu entre janeiro e junho de 2020, deverá iniciar uma recuperação em julho.

Em 4 de outubro de 2020 o preço do queijo (cheddar) na UE-27 + Reino Unido estava 3% acima dos preços de outubro de 2019, enquanto os preços da manteiga e leite em pó estavam entre 8 e 5% abaixo do valor de um ano antes.

O USDA estima que as exportações de queijo em 2020 continuarão crescendo devido à forte demanda global. Apesar dos problemas da cadeia de abastecimento e da queda temporária na demanda do setor de serviços de alimentação após o Covid-19. (The Dairy Site – Tradução livre: Terra Viva)

 

Números preliminares da média diária do comércio de leite e derivados

Exp/Imp (média diária) – Os números preliminares da média diária do comércio exterior brasileiro de produtos lácteos nos 20 dias úteis de outubro, mostrou aumento de 33% nas exportações, e de 109,00% nas importações, em dólares, quando comparadas com a média diária de outubro de 2019.

Em volume os percentuais de crescimento foram de 7,5% e 126% das exportações e importações, respectivamente, na mesma comparação.

Com esse desempenho, o déficit diário brasileiro com o comércio de produtos lácteos passou de -US$ 1.262,3 mil em outubro de 2019, para - US$ 3.093,80 mil em outubro deste ano. No acumulado, o resultado da balança comercial de produtos lácteos em outubro, ficou em - US$ 61.878,1 mil, em dólares.

Elaboração: Terra Viva / Fonte: MDIC


Jogo Rápido

Dairy Vision 2020
O mundo passou por grandes mudanças neste ano, acelerando transformações que já ocorriam e criando novas possibilidades. Um dos setores com maior transformação foi o food service. O ponto, mas sim as novas tendências que emergiram, as novas oportunidades, quem são os vencedores e os perdedores nessa nova realidade. E, claro, o que vem para ficar e o que pode esvanecer, à medida que voltemos à “normalidade”. Dairy Vision 2020, um evento que, temos certeza, pode mudar muita coisa na maneira como você vê a cadeia produtiva. Inscreva-se agora clicando aqui. (Milkpoint)


 

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Porto Alegre, 03 de novembro de 2020                                                  Ano 14 - N° 3.338


Laticínios Cenci e Dom Miro são os novos associados do Sindilat

Os laticínios Cenci, de Putinga (RS), e Dom Miro, de Doutor Ricardo (RS), são os novos associados do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat). A decisão foi divulgada na reunião de sócios da última terça-feira (27/10). Segundo a diretora da Laticínios Cenci, Anna Claudia Cenci, a parceria com o Sindilat era uma das principais metas da empresa. “Tenho certeza de que teremos uma contribuição grande ao fazer parte do sindicato, entidade que auxilia em questões técnicas e de gestão”, destacou.

Fundada em 1998, a Cenci iniciou sua participação na cadeia produtiva do leite pelas mãos do empresário Diomiro Cenci, avô de Anna Claudia. Com o tempo, a empresa familiar foi se desenvolvendo no interior do Estado. Atualmente, o laticínio trabalha exclusivamente com a marca Nonna Nita, em homenagem a esposa do fundador, Anna Maria Cenci. A empresa, que possui 280 produtores parceiros, coleta uma média de 55 a 60 mil litros de leite por dia. O carro-chefe da marca são os queijos mussarela.

Já a história da Dom Miro é um pouco mais recente. A empresa surgiu em 2018 após a família comprar um laticínio que estava deixando o município em Doutor Ricardo. O negócio é comandado pelo irmão de Anna Claudia, Demetrius Cenci, que gerencia as atividades da empresa. Com cerca de 200 produtores associados e uma captação de 55 mil litros de leite por dia, a laticínio foca no mercado de queijos mussarela, lanche e colonial. Segundo Anna Claudia, o planejamento futuro das duas empresas familiares contém foco em qualidade e produtividade. “Na Cenci, estamos buscando manter uma empresa sólida, com produtos de qualidade e produtores que confiem no nosso trabalho. Já na Dom Miro, além desses pontos, também desejamos aumentar a produção e capacidade de matéria-prima”, afirmou. (Assessoria de imprensa Sindilat/RS)


GDT – Global Dairy Trade

Fonte: Global Dairy Trade, adaptado por Sindilat/RS

 

Aplicativo agiliza controle de doenças na lavoura de milho

A Adapar (Agência de Defesa Agropecuária do Paraná) disponibilizou, em outubro, um aplicativo para monitoramento de doenças na cultura do milho. A ferramenta MonitoraMilho ajuda a identificar a ocorrência de plantas voluntárias e cigarrinhas do milho de maneira mais eficiente, e oferece informações que ajudam a subsidiar ações de pesquisa para estabelecer medidas de manejo adequado.

Com o aplicativo, profissionais da Assistência Técnica e da Defesa Agropecuária podem orientar as suas ações. “Com base nas informações os fiscais de Defesa Agropecuária vão se deslocar aos pontos indicados para registro oficial da ocorrência, além coletar amostras para verificação e distribuição da doença no Paraná”, diz o gerente de Sanidade Vegetal da Adapar, Renato Rezende Young Blood.

O milho é o principal produto destinado a alimentação animal, com destaque para as cadeias produtivas de carnes (suínos, aves e bovinos), leite, e para a subsistência na agricultura familiar. Além disso, também contribui para o fortalecimento da balança comercial do Estado. O Paraná é o segundo maior produtor de milho do Brasil, com produção de aproximadamente 15 milhões de toneladas, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral), representando 21% da produção nacional. Os problemas fitossanitários afetam significativamente a produtividade das lavouras, podendo trazer impactos significativos na cadeia produtiva.

DOENÇA – As doenças na cultura do milho podem comprometer os bons resultados de produção e produtividade. Entre elas está o enfezamento do milho, causado por bactérias da classe Molicutes, que infectam as plantas de forma sistêmica e podem ocasionar grandes perdas. Os patógenos são transmitidos pela cigarrinha do milho, Dalbulus maidis.

A assistência técnica vem adotando medidas para o controle desse vetor ao longo das safras, mas a praga vem ganhando importância e está sobrevivendo, de uma safra para outra, em plantas voluntárias de milho que permanecem nas áreas de produção, preocupando a defesa agropecuária, a pesquisa e os produtores. Uma das principais medidas para o manejo do problema é a eliminação de plantas voluntárias de milho. “Portanto, necessitamos conhecer a distribuição dessa praga no Estado, saber quais as medidas que vêm sendo adotadas e sua eficácia, sobre os materiais que estão sendo cultivados, quanto a sua tolerância e comportamento no campo”, diz Young Blood. (Edairy News)


Jogo Rápido
Agropecuária continua a liderar geração de empregos no país
O setor agropecuário continua como protagonista na geração de empregos no país em 2020. Foram 102.467 vagas abertas de janeiro a setembro deste ano, segundo informou a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) com base em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados ontem. Em setembro, o saldo voltou a ser positivo, com a criação de 7.751 postos de trabalho no campo. As atividades de apoio à agricultura lideraram a abertura de vagas nos nove primeiros meses do ano, com 16.320 postos, seguidas por cana-de-açúcar (16.143), soja (12.747), café (11.911), bovinos (9.409) e plantas de lavoura temporária (8.104). Completam a lista frutas de lavoura permanente (6.744), criação de aves (5.194), cultivo de uva (3.980) e horticultura (2.996). São Paulo foi o Estado que mais abriu postos de trabalho: foram 62.952 vagas de janeiro a setembro. Na sequência aparecem Minas Gerais (7.324), Goiás (6.625), Bahia (6.008), Mato Grosso +4.474) e Paraná (3.865). (As informações são do Valor Econômico)


 

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Porto Alegre, 30 de outubro de 2020                                                      Ano 14 - N° 3.336


Confaz prorroga o 'Convênio 100'

O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), composto pelos 27 secretários de Fazenda dos Estados do país e do Distrito Federal, aprovou ontem, em reunião extraordinária, a prorrogação dos Convênios ICMS nº 100/1997 e 52/1991 até 31 de março de 2021.

O Convênio 100 prevê isenção tributária em operações internas e redução da base de cálculo do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na comercialização interestadual de insumos agropecuários. Já o Convênio 52 estabelece um imposto menor sobre máquinas e equipamentos agrícolas. A vigência de ambos terminaria no fim do ano e foi prorrogada até 31 de março. Somente os Estados de Sergipe e do Ceará votaram contra a renovação.

“Esse convênio é muito importante para o setor agropecuário, pois reduz o tributo incidente sobre os insumos. A não renovação do convênio seria preocupante, pois elevaria os custos de produção em todo o Brasil, para todas as culturas”, disse o coordenador do Núcleo Econômico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Renato Conchon, em nota.

Segundo a CNA, sem o Convênio 100 a alta nos custos de produção poderia chegar a 11,4% para o cultivo de milho na Bahia, por exemplo. E a 11,2% para a produção de soja em Mato Grosso. No caso da pecuária de leite do Rio Grande do Sul, a estimativa era de aumento de 12,8%. Com os custos inflados no campo, a entidade reforçou que a tendência seria de uma escalada nos preços dos produtos da cesta básica e da inflação.

Em setembro, a CNA e mais 44 entidades do agro encaminharam aos secretários do Confaz um manifesto pressionando pela renovação dos dois convênios. (As informações são do Valor Econômico)


Argentina deverá ver recuperação do setor lácteo em 2021

Após um clima favorável, um aumento constante nos preços do leite e uma forte demanda doméstica e internacional, os produtores de leite argentinos aumentaram de forma constante a produção de leite fluido em relação a 2019, relata o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. Este aumento levou a uma maior produção, consumo e exportação de todos os derivados, exceto certos queijos (notavelmente muçarela), que caíram desde o fechamento de pontos de venda de food service em resposta aos surtos de Covid-19 na Argentina em março de 2020.

Sendo assim, a produção de leite fluido de 2021 deve aumentar 2%, para 11,57 milhões de toneladas. Uma recuperação antecipada da economia argentina em 2021 incentivará os processadores a se concentrar novamente na economia doméstica e reduzir as exportações de leite em pó, que chegaram a 180.000 toneladas devido aos preços competitivos e às baixas margens domésticas.

A incerteza política e econômica continua afetando a indústria local de laticínios. A Argentina tem financiado principalmente seus esforços de recuperação e estabilização da Covid-19 imprimindo mais pesos. Embora a inflação tenha ultrapassado 40% nos últimos anos, a indústria teme que a taxa de inflação aumente ainda mais quando o crescimento econômico pós-pandêmico for retomado.

Embora geralmente não realizem grandes expansões devido ao excesso de capacidade da indústria, os participantes do setor estão acelerando os reparos e as atualizações necessárias, investindo em ativos como equipamentos de processamento de leite, tratores e caminhões. Os produtores de leite com pastagens estão convertendo parte dessas terras para a produção agrícola como outro meio de proteger os ganhos atuais. Eles raciocinam que a soja e o milho recém-plantados reterão mais valor após a colheita do que os pesos economizados nos bancos, mesmo com juros altos.

O consumo doméstico de lácteos se manteve melhor do que o esperado no início do surto, em parte graças ao contínuo congelamento dos preços do governo em muitos produtos básicos, incluindo produtos lácteos. No entanto, com a inflação subindo 3-4% ao mês, as margens de lucro dos produtos lácteos no varejo estão diminuindo rapidamente e os produtores avisam que o aumento dos custos de mão de obra e outros insumos pode ultrapassar rapidamente os preços do leite pagos aos produtores. Em outubro, o governo permitiu que os preços da maioria dos laticínios subissem 2%. Alguns grandes processadores de laticínios estão buscando manter a lucratividade, introduzindo novas linhas de produtos não afetadas pelos congelamentos de preços e limitada entrega de leite em casa.

A Argentina teve um forte desempenho de exportação até agora em 2020, superando as expectativas anteriores. O país poderia se tornar mais competitivo se sua moeda desvalorizasse ainda mais. Os pós-contatos informam que o governo está considerando reduzir para 5% o atual imposto de exportação de 9% sobre o leite em pó. O governo está ansioso para repor as reservas de moeda estrangeira e recentemente reduziu os impostos de exportação sobre soja e produtos de mineração em um esforço para aumentar as exportações. Os regulamentos argentinos exigem que os exportadores convertam suas vendas de dólares em pesos e os agricultores são pagos em pesos. (As informações são do Dairy Industries International, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

 

Chile registra importações históricas de lácteos

As compras de lácteos no exterior continuam aumentando, elevando-se 82,3 milhões de litros equivalentes em relação ao mesmo período do ano passado e representando um patamar histórico em termos de níveis de importação.

Por outro lado, as exportações de lácteos, entre janeiro e setembro de 2020, totalizaram 236,1 milhões de litros equivalentes, o que representa uma redução de 0,5% em relação ao mesmo período de 2019. A comparação interanual reflete uma queda de 1,2 milhão de litros.

Quanto ao déficit leiteiro, observa-se um aumento para 402,3 milhões de litros equivalentes, sendo o valor máximo registrado até o momento.

Importações em alta

Ao olhar para os dados de setembro de 2020, o queijo lidera as importações de lácteos com um total de 376,2 milhões de litros equivalentes, confirmando uma tendência de alta que representa um aumento de 9,4% em relação ao ano anterior. Em litros equivalentes, somaram 32,3 milhões de litros a mais do que no mesmo período de 2019.

O leite em pó desnatado é o segundo produto com maior volume importado, com mudança de tendência que implica alta de 2,3% para 133,7 milhões de litros equivalentes, o segundo maior valor observado nos últimos cinco anos. Em relação ao ano anterior, aumentou 3,0 milhões de litros.

O leite em pó integral foi outra das categorias de produtos mais importados no período. As compras passaram de 18,7 para 65,1 milhões de litros equivalentes, o que representa um aumento de 247,2% em relação ao ano anterior, atingindo patamares muito próximos a 2018 (62,6 milhões de litros), mas para abaixo de 2017 (73,8 milhões de litros).

Por sua vez, o item denominado pela Odepa, “outras preparações à base de produtos lácteos”, continuou subindo no período, registrando aumento de 12,0% entre janeiro - setembro de 2020, totalizando 28,1 milhões de litros, a aumento de 3,0 milhões de litros em relação ao ciclo anterior. Além disso, é o maior registro até hoje.

Exportações

Dados da Odepa mostram que as exportações de lácteos entre janeiro e setembro de 2020 mostram uma leve queda de 0,5% para 236,1 milhões de litros equivalentes, o que representa uma redução de 1,2 milhão em relação ao ano anterior .

Por categorias de produtos, as exportações de queijos continuam sendo o principal produto com um volume de 62,3 milhões de litros equivalentes, embora represente uma queda de 3,0% em relação ao ano anterior, o que equivale a 1,9 milhão de litros. litros a menos em comparação com 2019.

Em seguida vêm as exportações de leite condensado, que no período totalizaram 58,9 milhões de litros, com aumento de 15,4% em relação ao ano anterior, o que equivale a mais 7,8 milhões de litros.

O item denominado “outros preparados à base de laticínios” é apontado como o terceiro produto mais exportado até setembro para completar 57,5 milhões de litros, o que implica um aumento de 7,1% em relação ao ano anterior ou 3, 8 milhões de litros adicionais.

Os embarques de "preparados para bebês" caíram 3,0% em relação ao mesmo período do ano passado, caindo para 26,9 milhões de litros, o menor nível dos últimos cinco anos. Em relação a 2019, os embarques caíram 830 mil litros.

Em relação à exportação de leite em pó integral, foi observada queda de 48,9%, atingindo 11,0 milhões de litros. Em relação ao ano anterior, representa uma queda de 10,5 milhões de litros.

Por fim, no caso dos embarques de leite em pó desnatado, observa-se uma recuperação de 33,5%, para 7,1 milhões de litros. Em relação ao ano anterior, implica um acréscimo de 1,7 milhão de litros. (As informações são do Mundo Agropecuário, traduzidas pela Equipe MilkPoint)


Jogo Rápido

Santa Clara lança novos sabores de Temper Cheese
A Santa Clara conta com novidades na linha de Temper Cheese. Os novos sabores Mostarda e Mel e Cebola Caramelizada estão disponíveis em potes de 150g para incrementar lanches e outros pratos deliciosos. De origem americana e de massa cremosa e pastosa, o Temper Cheese é fabricado a partir de queijo prato lanche, creme de leite e o sabor. A linha conta com outros sete sabores na versão 150g, além das versões pouch (sachê) com 250g e bisnaga com 1,8kg. Ideal para lanches rápidos, happy hour, pizzas e superversátil na culinária, Temper Cheese também fica ótimo com massas, basta acrescentar nata ou creme de leite para obter uma consistência de molho. (As informações são da Assessoria de Imprensa da Santa Clara)


 

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Porto Alegre, 29 de outubro de 2020                                                      Ano 14 - N° 3.336


Kantar destaca hábitos da pandemia que serão mantidos e alerta sobre oportunidades de melhoria

A pandemia rompeu barreiras, acelerou tendências e fez transformações esperadas para os próximos 5 anos chegarem em 5 meses. Segundo levantamento da Kantar, líder global em dados, insights e consultoria, entre março e agosto deste ano, 21% dos brasileiros fizeram uma compra online de comida ou bebida pela primeira vez na vida e 12% dos lares também passaram a comprar bens de consumo massivo (FMCG) pelo telefone.

Tudo indica que esses hábitos vão continuar para 53% da população quando a crise sanitária acabar. 40% pretendem continuar comprando online, mas 18% sinalizaram que vão reduzir ou parar de usar e-commerce.

A insatisfação do shopper com o canal é um alerta e uma oportunidade de melhoria aos varejistas, já que 29% dizem não conseguir encontrar nele todo o sortimento que buscam, além de se queixar de atrasos na entrega e preços mais altos do que na loja física. No entanto, apesar de o e-commerce ser a pior modalidade avaliada no quesito velocidade, mais da metade dos consumidores brasileiros pretende continuar usando alternativas que se popularizam no abastecimento de FMCG nos últimos meses, como WhatsApp, telefone e aplicativos.

Além da explosão de canais online que o cenário atual de transformação constante instituiu, outras mudanças no comportamento do consumidor também se mostram persistentes em longo prazo quando o tema é mix no varejo de bens de consumo massivo. O primeiro deles é entender o bolso do brasileiro e como a pandemia não afeta a todos da mesma forma: 51% declararam ter sofrido impacto negativo na renda e temos visto taxas de desemprego que não param de crescer. Neste cenário, 42% dos brasileiros declararam que receberam ajuda de governo em dinheiro e que utilizaram esse aporte principalmente para compra de alimentos, bebidas e limpeza dentro dos lares ou mesmo para pagamento de contas essenciais, como água, luz, telefone e internet.

Quando avaliamos quem sustentou o consumo dentro dos lares, temos como destaque a classe DE (+7% em unidades compradas), que incrementou novas ocasiões de consumo com mais cafés da manhã e jantares sendo preparados em casa. Já a classe AB aumentou em 38% o uso de delivery no último trimestre.

Ficando mais tempo em casa, as ocasiões de consumo in home cresceram 10%, principalmente no café da manhã (+14%) e almoço (+12%). E na hora de comprar e preparar as refeições, prazer, conveniência e saudabilidade, uma tendência já presente pré-Covid, são as principais razões de escolha e preparo dos pratos.

Já quando o assunto é saudabilidade, é preciso estar alerta, já que é um conceito relativo com diferentes percepções entre os grupos sociais. Nas classes AB, a busca por uma alimentação saudável inclui consumo de frutas, saladas, legumes, castanhas e iogurte, enquanto entre as classes CDE a categoria saudabilidade abrange arroz, feijão, cereais infantis, leite em pó, sucos e vitaminas caseiras.

No geral, os brasileiros têm consciência sobre a importância e benefícios dos produtos considerados mais saudáveis: 57% declaram preferir alimentos orgânicos, 32% buscam produtos sem lactose e 40% sem glúten. Porém, 35% consideram o preço uma barreira para consumo desse segmento.

Ainda falando da cesta de produtos, durante a pandemia todas as classes incluíram novas categorias nos carrinhos. Desinfetante é unanimidade. Além dele, a classe DE passou a comprar mais pães industrializados, maionese e farinha de trigo. A classe C adotou a presuntaria e, a classe AB, a cerveja e o requeijão.

Todas essas mudanças no comportamento do consumidor chegam também às escolhas dos canais. Proximidade e preço são os critérios mais usados na hora de escolher o ponto de venda adequado. Por conta disso, o pequeno varejo ganhou 3 milhões de novos lares compradores e o varejo tradicional mais de 2 milhões no último trimestre, ao mesmo tempo em que marcas próprias, que têm preço até 10% mais baixo que a média do mercado, passaram a ser consumidas pela primeira vez por 2 milhões de brasileiros e o Atacarejo segue mantendo a tendência de crescimento, atraindo 4 milhões de brasileiros, com uma média de preços até 15% mais baixos.

​Com a desaceleração da pandemia, vemos uma mudança nas missões de compra dos brasileiros. Se no início víamos compras de abastecimento, hoje, com a flexibilização e maior adaptação às novas rotinas, as missões de compras menores começam a ganhar mais relevância e compras de proximidade crescem 10%, assim como missões de reposição / urgência (+9%). (As informações são da Assessoria de Imprensa da Kantar)


Chile - Processamento de lácteos mostra queda de queijos até agosto

Indústria/Chile – O processamento nacional de produtos lácteos registrou comportamento misto entre janeiro e agosto de 2020, com aumento de sete dos onze produtos informados pelo departamento de estatísticas Odepa.

Neste período cabe destacar a recuperação registrada na elaboração de leite fluido, acumulando alta de 7,8% em relação ao ano anterior, alcançando 266 milhões de litros processamentos. Isto equivale a 19,1 milhões de litros mais do que em 2019, embora, continue sendo menor do que os 271,5 milhões de litros elaborados em 2018.

O registro negativo destacado ficou por conta da queda de 5,7% na elaboração de queijos nacionais, para atingir 60,8 milhões de quilos, 3,7 milhões a menos que em 2019. Este registro também é mais baixo do que os 61,2 milhões de quilos de 2018.
Processamento em alta: A elaboração de leite em pó subiu 7,2%, totalizando 48,5 milhões de quilos. Este volume representou avanço de 3,2 milhões queijos, e é a maior quantidade elaborada em três anos. Da mesma forma, no caso do iogurte, os dados do ODEPA refletem alta de 1,3% em relação ao ano anterior, subindo 1,9 milhões de litros a mais para chegar a 154,4 milhões de litros. Mesmo assim ficou 5,2 milhões de litros menos do que o registrado em 2018. A industrialização de creme de cresceu 3,3% em relação ao ano passado, chegando a 26,8 milhões de quilos, sendo o maior valor dos últimos três anos. A manteiga teve uma alta de 13% em relação a 2019, totalizando 18,9 milhões de quilos.

A elaboração de leite condensado registrou incremento de 15,5%, somando 27,6 milhões de quilos, 3,7 milhões a mais que em igual período de 2019. Da mesma forma, a elaboração de soro de leite em pó atingiu 18,1 milhões de quilos, aumento de 13,5% em relação ao ano passado, e também é o maior volume dos últimos três anos.

As quedas: Houve queda na elaboração de queijos. A queda foi de 10,7%, e foi o menor volume dos últimos três anos. As reduções também atingiram os leite fermentados (-23,6%) e sobremesas lácteas (-3,9%). (Mundo Agropecuário – Tradução livre: Terra Viva)]

 

Dairy Vision 2020: os efeitos da Covid-19 e a transformação na indústria

O Dairy Vision, evento que vem sendo realizado desde 2015 pela parceria entre AgriPoint e Zenith Global – consultoria inglesa que atua no segmento de bebidas – terá a edição 2020 em formato digital, entre os dias 1 e 4 de dezembro deste ano, em 4 manhãs, com tardes livres.

No primeiro painel, que ocorrerá na parte da tarde do dia 1, serão abordados "Os efeitos da Covid19 e a transformação na indústria", contemplando diversos temas como foodservice, e-commerce, percepção dos consumidores sobre os produtos lácteos, inovação e comunicação. Confira o tema das palestras:

• O novo food service pós-Covid-19 - Roberto Denuzzo;
• E-commerce no setor de alimentos - como fazer para dar certo - Maurício Salvador
• Produtos lácteos e a percepção do consumidor - Felipe Scheppers
• Como a Covid19 mudou nossas perspectivas: da inovação à comunicação
Conheça mais sobre os palestrantes confirmados:

Roberto Denuzzo (Brasil): Mais de trinta anos de experiência global em negócios alimentícios. Anterior líder sênior em empresas como Sadia e Bunge no desenvolvimento de negócios mundiais. Dez anos como dono de sua própria empresa de consultoria, liderando fusões, planejamento de negócios, gestão interina, estruturação financeira e recuperação financeira. Parceria com vários fundos de investimento e outras empresas de consultoria. Colunista no MilkPoint, abordando assuntos que envolvem foodservice e mercado lácteo.

Maurício Salvador (Brasil): Presidente da ABComm: Associação Brasileira de Comércio Eletrônico e Membro do Conselho da Ecommerce Foundation. Autor de diversos livros sobre o segmento. Mestre (MSc) em Comunicação e Administração. MBA em Gestão e Estratégias. Palestrante em eventos na Alemanha, Brasil, Chile, China, Portugal, Espanha e Estados Unidos. Lecionou workshops na Universidade da Califórnia. Professor em cursos de MBA na FIA e PROVAR. Foi Executivo de Contas pelo Yahoo! Brasil, Diretor de Marketing e Vendas para América Latina na e-bit, atendendo clientes como Mastercard, Wal-Mart, Saraiva, Polishop, Ponto Frio e Pão de Açúcar, entre outros. Atualmente é investidor de startups, CEO da ComSchool e da iHouse Web, consultoria de e-commerce onde já atendeu clientes como Hering, Honda, Le Lis Blanc, Gradiente, Riachuelo e La Poste, além de startups em São Francisco, Califórnia. Especializações: E-commerce Performance, OmniChannel, Online Marketing, Email Marketing, Startups, Growth Hacking, Social Media.

Felipe Scheppers: Profissional inquieto, com um pé em administração e outro em marketing, se encontrou no mercado de pesquisa, onde busca sempre novas formas de otimizar processos, gerar insights e trazer crescimento para o mercado. Responsável pelo Opinion Box, fundada em 2012 por especialistas de pesquisa e tecnologia, é uma das startups mais premiadas e empolgantes do cenário digital brasileiro. Desenvolvem soluções digitais inovadoras que estão democratizando a pesquisa de mercado e a coleta de dados primários no país. (Milkpoint)


Jogo Rápido

Protocolos para a Expodireto 2021
A Cotrijal deverá encaminhar nas próximas semanas ao governo do Estado um conjunto de sugestões de protocolos sanitários a serem adotados para a viabilizar a realização da Expodireto em 2021. O evento está previsto para ocorrer de 1º a 5 de março, em Não-Me-Toque, na região Norte. Ontem, o presidente da cooperativa, Nei Manica, se reuniu com o presidente da Assembleia Legislativa, Ernani Polo, e o governador Eduardo Leite para debater a realização da feira. A tendência é de que o evento ocorra em um formato híbrido (presencial e online) e sem a presença de delegações internacionais. - Dentro de 15 dias, queremos definir os protocolos junto ao governo para podermos começar a trabalhar na organização, entrando em contato com expositores e parceiros - aponta Manica. (Zero Hora)


 

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Porto Alegre, 28 de outubro de 2020                                                      Ano 14 - N° 3.335


Tetra Pak se aproxima do consumidor com embalagens conectadas

Experiências de realidade aumentada transformam caixinhas de leite em game sobre sustentabilidade; já nas de suco, frutas viram animações interativas para mostrar que a tecnologia das caixinhas dispensa uso de conservantes.

Utilizar a digitalização para conscientizar o consumidor de forma lúdica e divertida. Esse é o objetivo da Tetra Pak ao transformar as caixinhas de suco e leite em plataformas de interação, com mensagens sobre reciclagem e as vantagens da tecnologia por trás das embalagens cartonadas.

A comunicação ocorre por meio da modalidade “Ad on Pack”, quando informações adicionais são colocadas em uma das laterais das embalagens. Ativando um QR Code, o consumidor tem acesso a conteúdos especiais.
“Levar conhecimento sobre sustentabilidade, segurança do alimento e saudabilidade por meio da digitalização é nossa grande premissa com essas comunicações. Há mais de três anos temos consolidado esse formato por acreditarmos que a inovação é, cada vez mais, uma oportunidade de oferecer experiências positivas por meio das embalagens longa vida”, ressalta Vivian Haag Leite, diretora de marketing da Tetra Pak.
Este ano, a empresa investiu também em um game para tornar a conscientização sobre a importância da reciclagem ainda mais divertida. “Os consumidores poderão aprender brincando”, acrescenta Vivian.
Sustentabilidade e saudabilidade são destaques do projeto: Criada pela agência 35, a campanha traz, para a categoria de leites, o mote Uma Caixinha de Distância e a assinatura Eu separo, você separa, nós reciclamos. Mensagens como “Caixinha que em vez de virar lixo pode se transformar em caderno? Sou eu!”; “Caixinha que em vez de lixo pode virar telhado? Sou eu!” convidam os consumidores a conhecer mais sobre o potencial da reciclagem.
Ao escanear o QR Code, o consumidor dá início à experiência do game em realidade aumentada. Neste momento, é possível conhecer a personagem Rê, que conta histórias sobre como o descarte adequado de embalagens pós-consumo pode viabilizar a fabricação de novos produtos.
No game, o desafio é interagir com a personagem e uma cesta de basquete da reciclagem. Ao acertar as caixinhas pós-consumo nas cestas, elas se transformam em novos produtos como telhas, sacolas e cadernos.
"A Tetra Pak é uma empresa que produz inovação por meio de embalagens. E a sua comunicação precisa refletir essa inovação também. Uma embalagem de leite pode se transformar em um game para levar conceitos de sustentabilidade de forma original. Uma embalagem de suco pode explicar sua tecnologia de forma divertida por meio da realidade aumentada", explica Astério Segundo, CEO e CCO da 35.
Já na categoria de sucos, a campanha 1000 formas de dispensar um conservante é representada em mensagens divertidas que demonstram conversas entre as frutas e o conservante dispensado pelas embalagens da Tetra Pak, por exemplo: “É fácil fingir que você não existe. Até porque, para mim, você nem existe mesmo”; “O que importa é que eu quero te ver bem...Bem longe de mim”; “Não é joguinho não. É que eu gosto de você distante mesmo”.
Quando escaneia o QR Code, é possível compreender o processo de proteção do alimento a partir das seis camadas da embalagem e o fato da tecnologia dispensar o uso de conservantes. (Assessoria de Imprensa Tetra Pak)


4º Encontro de Jovens da Santa Clara, transmitido pelo Youtube, teve mais de 1.600 visualizações

Com o propósito de colocar “O campo em debate”, a Cooperativa Santa Clara promoveu o 4º Encontro de Jovens on-line na noite de ontem, 27 de outubro. O evento, no canal do Youtube da Cooperativa, reuniu mais de mil acessos durante a transmissão ao vivo e 300 produtores simultaneamente, em sua maioria jovens. O Encontro já conta com mais de 1.650 visualizações.

O presidente da Santa Clara, Rogerio Bruno Sauthier, deu aos boas-vindas aos participantes, destacando a importância de criar espaços para o debate. “É uma oportunidade de aprender, desenvolver-se e com isso fazer com que a sociedade seja melhor. Lembre-se: todos somos responsáveis pelo sucesso”, afirmou.

O primeiro painel foi ministrado pelo zootecnista e gerente técnico operacional da Qconz América Latina, Leonardo Araújo, que falou sobre a experiência e tecnologia para produtividade e segurança alimentar. Para isso, explanou como a Nova Zelândia tem atraído os jovens para a atividade leiteira e como valorizam a questão da qualidade de vida para o produtor. Após, a produtora rural Jaqueline Paim Ceretta, do projeto Leite de Batom, relatou de que forma se uniu aos pais para que a gestão da propriedade gere rentabilidade para a família. Os painelistas ainda responderam os questionamentos enviados pelos participantes pelo WhatsApp e Youtube.

Para Ivanete Kai Bellini, de Fortaleza dos Valos, as palestras foram interessantes. “Espero que tenha mais eventos e que mais pessoas possam participar”, afirmar. Já Cassiano de Conto, de Nova Prata, avaliou que “o encontro foi proveitoso e toda a família curtiu as palestras”.

A gerente do Departamento de Política Leiteira (DPL), Raquel Soletti, foi a mediadora do evento e reforçou que a equipe técnica da Cooperativa tem qualificação e está disponível para atender as demandas dos produtores.

No encerramento, o diretor Administrativo e Financeiro, Alexandre Guerra, parabenizou os jovens que constroem a Cooperativa. “A Santa Clara conquistou a credibilidade através do trabalho e do envolvimento das famílias dos associados junto da Cooperativa. Quem pode criar diferenciais competitivos são vocês, jovens produtores”, ressaltou.

O 4º Encontro de Jovens on-line está disponível no Canal do Youtube da Cooperativa Santa Clara. Para assistir clique aqui. (Santa Clara)

 

Dairy Vision 2020: tendências de mercado para 2021

O Dairy Vision, evento que vem sendo realizado desde 2015 pela parceria entre AgriPoint e Zenith Global – consultoria inglesa que atua no segmento de bebidas – terá a edição 2020 em formato digital, entre os dias 1 e 4 de dezembro deste ano, em 4 manhãs, com tardes livres.

No primeiro painel, que ocorrerá na parte da manhã do dia 1, serão abordadas as "Tendências de mercado para 2021", contemplando diversos países e regiões que são importantes players no mercado global. Até então, já contamos com quatro palestras confirmadas, confira:

• Situação e tendências para o mercado na Europa – Lukasz Wyrzykowski

• Situação e tendências para o mercado nos Estados Unidos e Asia – Mary Ledman

• Situação e tendências para o mercado no Brasil – Valter Galan

• Mudanças no setor lácteo da Argentina e possíveis efeitos no Mercosul – Alejandro Galetto

O evento contará com palestrantes nacionais e internacionais, contribuindo para levar até você uma programação imperdível! Conheça mais sobre os palestrantes deste painel:

Lukasz Wyrzykowski (Alemanha): Diretor de Análise do Setor de Laticínios e Analista do Mercado de Laticínios na IFCN AG em Kiel, Alemanha. Nos últimos 7 anos, suas principais áreas de especialização foram: padrões de desenvolvimento do mercado de laticínios com a análise da cadeia de valor do leite; preços do leite e da ração e comportamentos de produção; previsão de preços e produção de curto e longo prazo; estrutura da fazenda e análise da fazenda, desenvolvimento e gestão de projetos internos e externos, preparação dos relatórios e análises. Consultor de mercado de laticínios para empresas líderes mundiais em todo o mundo. Líder de equipe de conteúdo de laticínios e equipes de TI consistentes de 12 pesquisadores de laticínios e membro da gestão da IFCN AG para decisões estratégicas, desenvolvimento da empresa, P&D e RH.

Mary Ladman (EUA): Mary é uma líder de pensamento que tem amplo conhecimento dos mercados e políticas de laticínios nacionais e internacionais e mais de trinta anos de experiência na agricultura de produção, processamento de alimentos, serviço governamental, política agrícola, gestão de risco de laticínios, informações de mercado e divulgação e leite e produtos lácteos previsão de preços.

Valter Galan (Brasil): Engenheiro Agrônomo pela ESALQ/USP, Mestre em Administração pela FEA/USP. Atuou por quase 20 anos em grande empresas multinacionais como a Nestlé, DPAM, Pepsico e Grupo Tereos. Hoje é sócio do MilkPoint Mercado.

Alejandro Galetto (Argentina): Engenheiro agrônomo, PhD (Economia Agrícola), Assessor de Cooperativas de Laticínios, Professor de Agronegócio (Universidade Austral).


Jogo Rápido

Consulta sobre combate ao carrapato termina na sexta
A Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural encerra na próxima sexta-feira (30) a consulta, aberta em setembro, a respeito de ações para controle do carrapato bovino, disponível no link bit.ly/Consulta-Carrapato. O questionário quer saber a opinião de produtores rurais, médicos veterinários e demais profissionais ligados à bovinocultura de corte e leite o sobre as políticas públicas que devem ser adotadas para o controle da praga. Os resultados da pesquisa devem direcionar as ações oficiais de combate a este parasito. O carrapato bovino é considerado um importante problema sanitário na criação de bovinos, principalmente para as raças de origem europeia. Este parasito leva à redução do ganho de peso e da produção de leite. Além disso, o carrapato aumenta a chance de desenvolver “bicheiras” e ainda pode transmitir doenças, como a Tristeza Parasitária Bovina (TPB). No Rio Grande do Sul, a TPB é uma importante causa de mortes de bovinos. No Brasil, o controle do carrapato bovino é feito quase que exclusivamente com uso de carrapaticidas químicos. O uso frequente destes produtos tem favorecido a seleção e emergência de populações multirresistentes aos acaricidas. (Rádio Guaíba)


 

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Porto Alegre, 27 de outubro de 2020                                                      Ano 14 - N° 3.334


Preço do leite tem queda e alta de custos preocupa

Depois de quatro meses de elevação, o valor de referência do leite projetado para outubro no Rio Grande do Sul é de R$ 1,5482, retração de 5,18% em relação ao consolidado de setembro (R$ 1,6327). Apesar da redução, os valores seguem em patamares acima dos praticados em anos anteriores, fato motivado pela alta de custos no campo e na indústria. Os dados foram apresentados em reunião do Conseleite realizada nesta terça-feira (27/10) de forma híbrida, a primeira com presença física desde a chegada da Covid-19 ao Brasil. Coordenado pelo presidente do Conseleite, Rodrigo Rizzo, o encontro, ocorrido na sede da Farsul, em Porto Alegre (RS), seguiu as mais rígidas normas da prevenção.

O temor do setor é com o impacto dessa retração de preços frente à elevação de custos de insumos. Além dos grãos, há diversos outros itens com valores sendo reajustados rotineiramente, como embalagens, ingredientes e medicamentos. Também há preocupação, alertou Rizzo, com a falta de itens essenciais para manter a produção, já que produtores relatam dificuldade para aquisição de produtos básicos como o milho, por exemplo. “Ainda estamos sofrendo os efeitos da seca do último verão e isso se agrava com o alerta de La Niña”, informou Rizzo.

O vice-presidente do Conseleite, Alexandre Guerra, ponderou que a redução do auxílio emergencial de R$ 600,00 para R$ 300,00 já traz impacto no mercado, além do aumento das importações de lácteos. Segundo Guerra, as aquisições de leite importado passaram de um patamar de 10 mil toneladas/mês, antes da pandemia, para mais de 23 mil toneladas em setembro. “Estivemos em reunião com o Ministério da Agricultura e pedimos para que o tema seja monitorado porque as importações estão vindo com mais força”, alertou. Guerra sinalizou que a alta do preço no mercado interno tornou os importados mais competitivos mesmo com a valorização cambial. Com maior escala por propriedade, Argentina e Uruguai, por exemplo, vêm conseguindo reduzir custos.

O professor da UPF Marco Antonio Montoya informou que há uma correlação direta entre o comportamento dos preços no Rio Grande do Sul e o verificado em outros estados, como Santa Catarina e Paraná, que também sinalizam retração para outubro. (Assessoria de imprensa Sindilat/RS)

Crédito da imagem: Carolina Jardine


Ajustes em normas trabalhistas podem gerar economia

As mudanças anunciadas na semana passada pelo governo federal na norma regulamentadora (NR) sobre segurança e saúde no trabalho no agronegócio deverão resultar em custos menores para os produtores. A estimativa do Ministério da Economia é que será possível enxugar gastos de mais de R$ 4,3 bilhões por ano no campo com alterações que simplificam a relação trabalhista.

Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a nova redação deixou mais claras as regras que terão que ser seguidas, aplicadas e exigidas por produtores rurais, empregadores, trabalhadores e fiscais do trabalho. “Dessa forma, evita-se autuações indevidas por descumprimento de normas regulamentadoras que sequer são aplicáveis no campo, uma vez que são destinadas ao ambiente urbano”, disse Rudy Ferraz, chefe da assessoria jurídica da CNA.

A revisão da NR 31, em vigor desde 2005, alterou o capítulo que trata das “condições sanitárias e de conforto no trabalho rural”, que especificou quais obrigações cabem às frentes de trabalho e dizem respeito a estruturas fixas e móveis. A utilização de moradias como alojamento passa a ser permitida, desde que observados os regramentos da norma.

Foi inserido na norma o conceito de “trabalho itinerante”, referente a trabalhadores que percorrem uma propriedade sozinhos ou em pequenos grupos para atividades pontuais como o conserto de uma cerca, serviços com trator ou reunião do gado. A NR 31 exigia a instalação de banheiros e refeitórios em todas as frentes de trabalho, o que é considerado inaplicável no caso do trabalho itinerante. O mesmo ocorre em zonas alagadiças, como no Pantanal.

Também foi alterada a regra para o armazenamento de agrotóxicos. A norma determinava que os produtos fossem acondicionados a 30 metros de qualquer instalação, o que, segundo a CNA, tornava inaplicável a medida em pequenas propriedades. Com a revisão, a distância foi reduzida para 15 metros. Para quantidades de até 100 litros ou 100 quilos, será permitido o uso de um armário com requisitos de segurança.

Outra mudança autoriza a utilização da modalidade de ensino à distância (EaD) em treinamentos e cria o Programa de Gerenciamento de Risco no Trabalho Rural (PGRTR). Pequenos e médios produtores que contam com até 50 empregados por prazo determinado e/ou indeterminado poderão usar uma ferramenta gratuita de avaliação de riscos que será disponibilizada pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, para estruturar o programa.

“Essa medida vai permitir a redução de custo para o produtor rural que hoje precisa contratar um profissional para elaborar esse programa. Para o pequeno, significa um custo de R$ 1.300 e o programa deve ser revisado a cada três anos”, afirmou Rodrigo Hugueney, assessor jurídico da CNA.

O Secretário Especial de Previdência e Emprego, Bruno Bianco, afirmou que a revisão representará “menos multas e menos burocracia” no campo. “Faz sentido que um pequeno empresário cumpra os mesmos requisitos de uma grande propriedade rural ou de uma empresa urbana? Faz sentido um pequeno produtor de leite, que tem dez vaquinhas, ter de elaborar um plano de prevenção de riscos ambientais todos os anos?”, questionou.

As novas regras entram em vigor um ano após a publicação da portaria, que deve ocorrer essa semana. Elas valem para o trabalho na agricultura, pecuária, silvicultura, exploração florestal e aquicultura. (As informações são do Valor Econômico)

 

Food Services: como fica a demanda de lácteos no 4º tri e em 2021?

Longe de tentativas de adivinhação, temos que focar no novo mercado que está emergindo desta situação de prolongamento indefinido da pandemia, com um mercado realmente diferente de tudo que já vivemos até agora...

Vejamos:

• Não são grandes recessões como 2015, já que existem segmentos de mercado do Food Service altamente demandados, com os mecanismos de delivery fazendo história;

• Não é obviamente como o mercado era – basta ter a experiência de ir a um restaurante com 30% de ocupação, com mesas fechadas e com garçons que parecem astronautas para perceber a diferença!

• Outra coisa absolutamente clara é que o consumidor da classe A e B, assim que pôde voltar a consumir alimentos fora de casa, mesmo com a pandemia, voltou imediatamente!!!! Cai aqui por terra aquele mito que todas as pessoas gostariam de cozinhar em casa para a eternidade! Grande engano!

• Serviços de alimentação em shoppings, aeroportos, faculdades, etc. estão retomando seu movimento mesmo com foco em classes C e D, devido à alta conveniência dos serviços.

Portanto, o prognóstico de fecharmos o último trimestre de 2020 com o Food Service consumindo cerca de 80% dos insumos que consumia no último trimestre de 2019 parece ser bastante realizável.

Agora pode ser que em cada empresa o efeito seja diferente, já que, como observado, dependendo do segmento de sua atuação, a empresa pode estar focando em segmentos que não terão a mesma recuperação que outros... Por isso, nesta altura, é muito importante checar com as equipes comerciais as escolhas que foram feitas de atendimento – realmente vamos ter 20 a 30% de quebra nos operadores de Food Service, mas também vamos ter estes novos modelos de atendimento se consolidando...

Uma pergunta que ajuda muito neste diagnóstico: Quantas “dark kitchen” ("restaurante fantasma", voltado apenas para delivery) sua empresa cadastrou nos últimos 3 meses? Nenhuma? Então é preciso rever seus conceitos....

Posso assegurar que quem ficar esperando a volta do mercado de Food Services como era antes da pandemia vai perder mercado! É preciso rever a estratégia com os novos canais!

E para 2021? Vamos ter certamente, com a recuperação econômica. uma volta de relevância para o setor de Food Services, com volumes de consumo no mínimo iguais a 2019 para quem acertar a estratégia de canais! Importante se preparar!

Roberto Denuzzo será palestrante no Dairy Vision 2020, que ocorrerá de 1 a 4 de dezembro de 2020. Sua palestra "O novo food service pós-Covid-19" será parte da seção 2: "Os efeitos da Covid-19 e a transformação na indústria". O Dairy Vision 2020 será totalmente online, contando com 30 palestrantes de todo o mundo para discutir os rumos da indústria láctea no Brasil e no mundo. Não perca tempo, visite o site, confira a programação e seja protagonista em um mundo de transformações cada vez maiores e mais rápidas! (Milkpoint)


Jogo Rápido

Cerca de 70 milhões de animais devem ser vacinados contra febre aftosa 
A segunda etapa da vacinação contra a febre aftosa começa no próximo dia 3 de novembro para imunização de bovinos e bubalinos com até 2 anos de idade, para a maioria dos estados brasileiros, conforme o Calendário Nacional de Vacinação 2020. Ao todo, espera-se imunizar cerca de 70 milhões de animais, até o final de novembro. “Tão importante quanto a vacinação correta é também o preenchimento completo da declaração de vacinação e entrega online ou, quando não for possível, presencialmente nos postos designados pelo serviço veterinário estadual nos prazos estipulados, para que a declaração possa ser registrada e o produtor possa cumprir com os compromissos sanitários junto ao órgão de defesa sanitária animal de seu estado”, destaca o chefe da Divisão de Febre Aftosa da Secretaria de Defesa Agropecuária, Diego Viali dos Santos. As vacinas devem ser adquiridas nas revendas autorizadas e mantidas entre 2°C e 8°C, desde a aquisição até o momento da utilização – incluindo o transporte e a aplicação, já na fazenda. Devem ser usadas agulhas novas para aplicação da dose de 2 ml na tábua do pescoço de cada animal, preferindo as horas mais frescas do dia, para fazer a contenção adequada dos animais e a aplicação da vacina. Em casa de dúvidas, a orientação é para que procurem o órgão de defesa sanitária animal de seu estado. (MAPA)


 

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 26 de outubro de 2020                                                      Ano 14 - N° 3.333


Com parceria do Sindilat, evento global Dairy Vision reúne nomes internacionais para discutir o futuro do setor lácteo

Mais de 30 palestrantes das mais diversas nacionalidades estarão unidos em torno de um único objetivo: expor o cenário para o setor lácteo em âmbito global, tendo como pano de fundo as experiências e desafios impostos pela pandemia da Covid-19 sobre o setor produtivo e com impactos no mercado consumidor. Esta é a proposta do Dairy Vision, evento organizado pelo Agripoint desde 2015 e que neste ano ganha o formato digital, numa programação intensa que acontece de 01 a 04 de dezembro. O Sindicato da indústria de Laticínios e Produtos Derivados do RS (Sindilat) é uma das entidades parceiras desta iniciativa.

Temas atuais, de um futuro próximo e outras pautas que vão além da rotina do setor nos dias de hoje vão fazer parte da programação, entre eles, a disrupção nos negócios, blockchain e inovação aberta serão abordados por especialistas e por empresas que, na prática, estão mudando seus negócios a partir dessas tecnologias. Desafios diários com essas novas tecnologia que chegam rapidamente se juntam a temas recorrentes que precisam sempre da atenção de especialistas da área: novos canais de venda, sustentabilidade e demandas do consumidor estarão na pauta de debates do Dairy Vision, considerado um dos principais fóruns globais de tendência para o mercado de lácteos. Desde a sua primeira edição, o evento busca levar entendimento sobre o cenário de negócios para auxiliar gestores e empresas na tomada de decisões.

As palestras em inglês serão legendadas para português; as palestras em português e espanhol serão legendadas para inglês. Além disso, as sessões de perguntas e respostas receberão legendas automáticas em tempo real. Os participantes poderão acompanhar discussões ao vivo ou assistir as palestras e seus conteúdos em um outro momento. Mais informações e inscrições no site do evento clicando aqui. (Assessoria de imprensa Sindilat/RS)


Parlamento Europeu proíbe uso de termos lácteos para alimentos à base de plantas

O Parlamento Europeu decidiu hoje que restaurantes e lojas da União Europeia (UE) poderão continuar comercializando produtos com termos como “hambúrgueres vegetarianos” ou “linguiças veganas”, segundo informações da agência Reuters.

As regras de rotulagem fazem parte de um pacote maior de políticas agrícolas da União Europeia. O Parlamento ainda precisa definir sua posição sobre o pacote completo em uma votação.

Os produtores que haviam pedido a mudança na rotulagem disseram que as medidas eram necessárias para proteger os consumidores.

O Parlamento pediu, porém, o banimento de termos como produtos "semelhantes ao leite" ou "com estilo de queijo" para alimentos à base de plantas que não contenham ingredientes lácteos. Há três anos, o Tribunal de Justiça Europeu proibiu a comercialização de produtos com a denominação “leite de soja” e “queijo vegan”.

Legisladores e ativistas, incluindo a sueca Greta Thunberg, pediram ao Parlamento que rejeitasse todo o pacote de políticas agrícolas. Segundo eles, as mudanças não são suficientes para conter as emissões do setor ou proteger a natureza.

No Brasil, semelhantemente a este apelo do setor lácteo europeu, em 2018, foi assinado um projeto de lei pela atual Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, na época presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). O projeto – que segue em tramitação na câmara e foi idealizado pela Abraleite – tem também como objetivo proibir a utilização da palavra leite e de palavras que determinam derivados do leite em produtos de origem vegetal. Saiba mais aqui. (As informações são do Valor Econômico e da Abraleite)

 

Diagnóstico traz panorama da brucelose e tuberculose animal no Brasil

A Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgou, na sexta-feira (23), o diagnóstico situacional do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose Animal (PNCEBT) e a classificação das unidades da Federação quanto ao risco das duas doenças.

“O documento traz um panorama da doença no Brasil com intuito de verificar o desenvolvimento do programa e a sua situação atual em cada unidade da Federação, possibilitando estabelecer ações diferenciadas e estratégias eficientes nas diferentes realidades do país”, explica a gestora nacional do PNCEBT, Janice Barddal.

Instituído em 2001, o PNCEBT visa o controle e a erradicação da brucelose e tuberculose bovina e bubalina, causadas por bactérias das espécies Brucella abortus e Mycobacterium bovis, respectivamente.

Recentemente o programa foi revisto pela Instrução Normativa nº 10/2017, que estabeleceu como estratégia de atuação a classificação das unidades da Federação quanto ao grau de risco para a brucelose e a tuberculose e a definição de medidas de defesa sanitária animal a serem adotadas, a partir de plano de ação elaborado pelo Serviço Veterinário Estadual e aprovado pelo Departamento de Saúde Animal, possibilitando o avanço nas ações para o controle e a erradicação das doenças.

A classificação para a brucelose e a tuberculose é definida por meio da combinação de classes e níveis. As classes (A a E) são determinadas pelas prevalências das doenças nos estados e os níveis (0 a 3) são definidos levando-se em consideração a execução das ações de defesa sanitária animal, propostas em plano de ação. Neste primeiro momento, as unidades federativas serão classificadas apenas quanto à classe, uma vez que a definição dos níveis depende da prévia apresentação e aprovação dos planos de ação.

“A classificação das unidades da Federação de acordo com a prevalência, juntamente com o Diagnóstico Situacional, tornam possível a elaboração de planos de ação para o combate a brucelose e a tuberculose, com conhecimento e sustentação técnica e científica, utilizando de forma racional e eficiente os recursos públicos e privados, evitando o desperdício de tempo e os prejuízos econômicos e de saúde pública”, destaca Barddal. (As informações são do Mapa)


Jogo Rápido
Seapdr terceiriza contratações

A Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) assina hoje o contrato com a empresa terceirizada que irá fornecer a mão de obra para atuar nas inspetorias veterinárias. O contrato envolve o preenchimento de 150 postos de trabalho e é uma das medidas exigidas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para o Rio Grande do Sul suspender a vacinação contra a febre aftosa. Segundo o secretário Covatti Filho, optou-se pela terceirização em razão da dificuldade financeira enfrentada pelo Estado. (Correio do povo)