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Porto Alegre, 15 de outubro de 2018                                              Ano 12 - N° 2.839

Expoijui promove seminário com temas de interesse do produtor de leite 

A Expoijuí, considerado um dos maiores eventos do Rio Grande do Sul por sua expressão de feira cultural e de negócios, dedicou uma tarde inteira de palestras com temas de interesse dos produtores de leite do Estado. Realizado com a parceria do Sindilat e outras entidades/ empresas, o Seminário sobre Forrageiras - Leite e Carne a Base de Pasto reuniu cerca de 100 pessoas, entre produtores, estudantes e profissionais da área técnica.

O seminário realizado no dia 12 de outubro, na Casa do Produtor, juntou um time de especialistas convidados que abordou temas importantes para quem vive da pecuária leiteira. A primeira palestra foi conduzida pelo médico veterinário José Francisco Xavier da Rocha, que falou sobre a 'Utilização de escores para maior eficiência de bovinos de leite'.   Rocha elencou quatro escores - corporal, fezes, cocho e locomoção - que, se bem apurados pelo criador com o auxílio de um profissional técnico, trazem benefícios para a atividade e maior retorno financeiro. "A técnica não é uma novidade, mas é muito pouco utilizada. Por isso, a importância do evento para disseminar esse conhecimento", afirmou Emerson Pereira, professor do Departamento de Estudos Agrários do curso de Agronomia e Medicina Veterinária da Unijuí.  Segundo ele, a prática proporciona a captação de 4 a 6 litros a mais por vaca/dia. 

Outro tema que atraiu a atenção foi 'Manejo de Pastagens em Sistemas Integrados', conduzido pelo agrônomo Jean Carlos Mezzalira.  Neste painel, foi difundida a importância de uma nova forma de realizar o pastoreio dos animais, o chamado pastoreio rotatínuo. Trata-se de um conceito de manejo baseado no comportamento animal que busca oferecer a melhor condição de pasto que propicie o maior consumo de forragem no menor espaço de tempo. "A técnica consiste em aumentar a eficiência do pastejo alimentando animais com as pontas das folhas, e o resíduo fica mais alto", informou Pereira. Dessa forma, o animal ganha em nutrientes de qualidade e o giro do piquete se torna mais rápido. A palestra teve transmissão pelo Canal Sinuelo, no YouTube.

Encerrando o seminário no palco da Expoijui, o tema 'Gestão na Propriedade Leiteira', foi um dos que mais contou com a interação do público, pois abordou a gestão em todas as suas formas dentro de uma propriedade -  seja de pessoal, financeira, de estoques, de máquinas, etc. O tema foi desenvolvido pelo agrônomo Marcelino Colla. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 

Réus Futebol Clube, de Viamão, promove evento para 350 crianças com o apoio do Sindilat

Pelo segundo ano consecutivo, o Sindicato das Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat) foi parceiro da festa de Dia das Crianças organizada pelo Réus Futebol Clube, da cidade de Viamão. Na tarde do dia 12 de outubro, 350 crianças puderam desfrutar de brincadeiras, atrações musicais, brindes e produtos lácteos oferecidos pelo Sindilat.

De acordo com Daniel Alano, diretor social do clube, a parceria com o sindicato é de extrema importância para a manutenção da atividade. "Como somos uma instituição sem fins lucrativos, o evento só é realizado com apoio. Ao se tornar parceiro, o Sindilat possibilita oferecer algo que muitas crianças participantes não têm acesso por se tratar de famílias em situação de vulnerabilidade social e econômica", frisou. 

O evento contou com a apresentação musical  dos alunos do projeto Fábrica de Gaiteiros, do músico Renato Borghetti, brincadeiras promovidas pelos recreacionistas do projeto Recreando da Prefeitura  Municipal de Viamão, brinquedos infláveis e a Hora do Conto, atividade promovida pela Igreja Adventista do Sétimo Dia da Vila Esmeralda, de Viamão. Para fechar o dia especial, todas as crianças foram presenteadas com brinquedos. O projeto é realizado há 15 anos e, de acordo com Alano, a cada ano o evento toma proporções maiores, agrega mais parceiros e beneficia mais crianças. (Assessoria de Imprensa Sindilat)


Foto: Daniel Alano / Divulgação

Leite: crise derruba produção no RS e afasta pecuaristas da atividade

Produção/RS - A crise econômica do país diminuiu a produção de leite no Rio Grande do Sul. A informação vem do Sindilat, o Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados. Além do empobrecimento das classes C, D e E, o custo alto afastou muitos produtores da atividade. Exportar o leite gaúcho pode ser uma saída. O produtor rural Ricardo Biesdorf, já produziu 8 mil litros de leite por dia, agora ele teve que baixar para 3 mil litros. Ricardo associa a queda com a variação do preço que no estado vai de R$ 1,10 a R$ 1,70 o litro.

"A gente tem uma variação de preço muito grande durante o ano, entre 55% a 60%, e fazer planejamento com esta diferença de preço é muito complicado. Aí tem meses que você tem que pensar em tirar seu leite para tentar baixar a produção e isto acontece naturalmente via safra ou entressafra do leite e a gente vai fazendo estratégias para tentar superar estes momentos".

Em 2017, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Rio Grande do Sul produziu 4,55 bilhões de litros de leite, volume de 66 milhões de litros a menos do que no ano de 2016. Mesmo não sendo considerado  um número representativo comparado ao total da produção, o setor continua em alerta.

"Como nestes dois últimos anos a crise econômica que atinge o país, e a gente sabe que o produto lácteo é consumido mais efetivamente pelas classes C,D e E classes econômica, isso acaba refletindo. Ou seja, se subiu a passagem de ônibus a pessoa já tem que refazer seu orçamento, então isto contribuiu para que todo mundo fosse rever os custos", afirmou Darlan Palharini, diretor executivo da Sindilat. Além da crise econômica, os custos altos que afastaram produtores da atividade também explicam a redução na produção.

"O produtor de leite está ganhando nos centavos, e se você erra onde economizar, você pode acabar com o seu sucesso. Mas o problema é como planejar isto, porque o produtor rural não sabe o momento em que vai aumentar ou diminuir, até um tempo atrás se tinha esta ideia da safra e entre safra mas hoje fugiu da mão do produtor quando vai ter uma remuneração de preço melhor", completa Ricardo. Apesar da redução na produção isso não tem enfraquecido o setor que vem crescendo nos últimos anos. Desde as operações "leite compensado" que revelaram adulterações no leite, muito se avançou com a criação de uma lei estadual que garante a segurança durante o transporte e reforça as análises na propriedade e na indústria. Agora o próximo passo é ganhar mercado com a exportação do leite.

"Estamos tentando abrir o mercado chinês e está tendo uma viagem agora nos próximos dias chefiada pelo ministro Blairo Maggi para China. Mas isso é o que o estamos conversando com as entidades para que a gente possa ter um planejamento estratégico para saber  quais as regiões do mundo, tudo que vamos vai explorar. Porque são ações que às vezes demoram entre 2 até 15 anos pra você entrar neste mercado. mas o mais importante é que o mundo todo tem que enxergar no brasil um país exportador", finaliza o diretor executivo da Sindilat. Acesse ao vídeo (Canal Rural)

O consumo de leite no café da manhã reduz a glicose no sangue durante o dia

Leite no café da manhã - O consumo de leite no café da manhã reduz a glicose no sangue durante o dia, segundo um estudo realizado por pesquisadores canadenses da Universidade de Guelph, em parceria com a Universidade de Toronto. 

"As doenças metabólicas estão aumentando em todo o mundo, sendo a diabetes tipo 2 e a obesidade as principais preocupações com a saúde humana. Portanto, tem havido um impulso no desenvolvimento de estratégias dietéticas para a redução do risco e o tratamento da obesidade e da diabetes para ajudar os consumidores a melhorar sua saúde", declarou Douglas Goff, autor do estudo.

Os pesquisadores examinaram os efeitos do consumo de leite no café da manhã sobre os níveis de glicose no sangue e depois de uma segunda refeição. Observaram que o leite consumido com cereais durante o café da manhã reduziu a concentração de glicose no sangue pós-prandial em comparação com a água. A alta concentração de proteínas lácteas também minimizou a concentração desse tipo de glicose em comparação com a concentração normal de proteína láctea.

Por outro lado, o tratamento com alto teor proteico reduziu o apetite depois da segunda refeição, em comparação com o equivalente com baixo teor de proteínas. A equipe examinou os efeitos do aumento da concentração de proteínas e a proporção de proteína de soro no leite consumido com um cereal matinal rico em carboidratos sobre a glicose no sangue, saciedade e ingestão de alimentos durante o dia.

A digestão das proteínas do soro do leite e caseína presentes naturalmente no leite ajudam a liberar os hormônios gástricos que retardam a digestão, aumentado a sensação de saciedade. A digestão das proteínas do soro de leite atinge este efeito mais rapidamente, enquanto que as proteínas da caseína proporcionam um efeito mais duradouro. Finalmente, eles descobriram que o leite consumido em um café da manhã rico em carboidratos reduz a glicose no sangue inclusive depois do almoço, e o leite rico em proteínas teve um efeito maior. (Central Lechera Asturiana - Tradução livre: www.terraviva.com.br)

Aplicativo disponibilizado
A Embrapa colocou a versão digital da Roda do Crescimento à disposição do pecuarista de leite, gratuitamente, na Internet. A ferramenta permite que o produtor gerencie os animais de recria, indicando se as bezerras e as novilhas estão abaixo ou acima do peso desde o dia do nascimento até a fase reprodutiva. (Correio do Povo)

 

Porto Alegre, 11 de outubro de 2018                                              Ano 12 - N° 2.838

Sindilat participa de evento sobre Logística Reversa de Embalagens


Crédito: Leticia Szczesny

O Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat) participou, na tarde de quarta-feira (10/10), de evento promovido pela Associação de Logística Reversa de Embalagens (Aslore) para alertar sobre a importância de as empresas investirem na destinação correta de embalagens após o consumo. A série de palestras ocorreu no centro de eventos da Fiergs e tratou sobre as medidas impostas pela Lei 1235/2010, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos e prevê o cumprimento do Sistema de Logística Reversa (SLR). Segundo o presidente da Aslore, Marcos Oderich, o objetivo do SLR é, acima de tudo, preservar o ecossistema. "Nós queremos criar um outro momento com relação ao meio ambiente". 

De acordo com o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, a indústria láctea já investe em logística reversa de embalagens e colabora na preservação do meio ambiente. No entanto, ainda esbarra no alto custo de implementação do SLR. "Para que um maior número de setores aderisse ao sistema, seria necessária participação do governo federal e/ou estadual no sentido de possibilitar benefícios de subprodutos destes resíduos descartados", disse. A consultora do Sindilat, Letícia Vieira, também acompanhou as palestras.

A parceria com o poder público também foi exaltada pelo advogado da Felsberg Adovogados, Fabricio Solare. Segundo ele, a viabilidade econômica é essencial para que a lei seja implementada, assim como as ações empresariais, pois a multa pelo descumprimento do SLR vai de 5 mil a 5 milhões. O profissional lembra que as empresas devem atuar junto ao consumidor, criando pontos de descarte de embalagens, e  junto aos responsáveis pela reciclagem. "É preciso investir em melhorias nos produtos para que gerem menos resíduos", exemplifica,  ressaltando que é preciso conscientizar os compradores sobre a importância de separar os diferentes tipos de lixo. (Assessoria de Imprensa Sindilat) 

 

Custo com sanidade é baixo, mas manejo inadequado pode resultar em prejuízo

Custos leite - Os gastos com sanidade animal têm participação relativamente pequena nos custos totais de propriedades pecuárias. Conforme o levantamento do projeto Campo Futuro da CNA, em parceria com Cepea, na "média Brasil" (composta por BA, GO, MG, PR, RS, SC e SP), esse grupo de insumo representa cerca de 5% do COE (Custo Operacional Efetivo) do produtor de leite.
Os medicamentos utilizados para o controle parasitário, por sua vez, têm significativa participação dentro desse grupo de insumo, variando de 16% a 43% (Figura 1) dos custos totais com a sanidade dos rebanhos. Os ectoparasitas causam relevantes perdas econômicas à produção pecuária no Brasil, em especial a leiteira. Dentre esses parasitas, o que mais se destaca pela incidência e pelos prejuízos são os carrapatos - além de causadores da diminuição do desempenho produtivo dos animais, são transmissores de doenças, como a Tristeza Parasitária Bovina. Mesmo tendo um impacto econômico significativo, nota-se que o controle de carrapatos muitas vezes é negligenciado nas diversas regiões de produção leiteira do País. Ao longo dos anos, o desenvolvimento de medicamentos eficazes no controle dos carrapatos reduziu consideravelmente as perdas associadas ao parasita no campo. Porém, o uso inadequado desses produtos como única alternativa de controle traz novos problemas para a produção leiteira tropical. Dentre eles destaca-se o surgimento de populações resistentes aos produtos carrapaticidas e a presença de resíduo desses produtos no leite. Nesse sentido, é imprescindível que produtores utilizem carrapaticidas, mas de forma racional para evitar desperdícios e prejuízos tanto na fazenda quanto na cadeia como um todo. O controle estratégico se baseia na aplicação de medicamentos em função do ciclo de vida do carrapato, ao contrário do método tradicional, que prega a aplicação de carrapaticidas quando o rebanho apresenta alta carga parasitária. 

Com o auxílio de um técnico que conhece a biologia do parasita na região, o tratamento será realizado nas épocas ideias para o controle químico. O teste de sensibilidade do carrapato aos princípios ativos, oferecido gratuitamente pela Embrapa Gado de Leite, é fundamental para o sucesso do controle. Segundo cálculos do projeto Campo Futuro, o custo médio anual com carrapaticidas é de R$39,94 por vaca em lactação. Apesar de ser um desembolso baixo em relação a outros custos da fazenda, os prejuízos decorrentes do controle ineficiente podem aumentar muito esse valor. Com a chegada do período quente e úmido do ano, o produtor deve estar atento, uma vez que se inicia o momento ideal para controle estratégico das populações de carrapatos. (Cepea) 

 

"Trump vence 'batalha do leite' contra vizinhos"

Batalha do leite - "É como uma placa de táxi. Se você quiser criar gado de leite ou galinhas no Canadá, primeiro tem que adquirir uma espécie de franquia do governo - o que é quase impossível - ou gastar um bom dinheiro comprando licença e quotas de produção de quem já está no negócio. Para apenas uma vaca leiteira, por exemplo, o 'pedágio' para entrar no ramo custa 30 mil dólares canadenses (cerca de R$ 90 mil). E há pedágios semelhantes para galinhas poedeiras, frangos de corte e perus. Se no Brasil as placas de táxi sofreram enorme desvalorização após o advento dos aplicativos de transporte particular, no Canadá as licenças dos pecuaristas acabam de levar um duro golpe, após o país ceder à pressão do presidente norte-americano Donald Trump para desregulamentar o setor. O agricultor canadense Henry Holtmann estava tão otimista com o mercado leiteiro que esperava construir um novo espaço para alojar suas 550 vacas. Mas os planos terão que aguardar por causa do novo pacto comercial assinado pelo país com os EUA. O acordo, que inclui também o México, permitirá que os americanos enviem mais leite para o norte, quebrando a engrenagem do setor leiteiro canadense, gerenciado de forma a combinar precisamente a produção conforme a demanda.

"Isso não vai resolver os problemas dos Estados Unidos com o excesso de oferta de leite", afirma Holtmann, que representa a terceira geração da família de produtores de Rosser, Manitoba. Ele passará o inverno revisando o impacto do acordo comercial e avaliando se seus planos de expansão ainda valem a pena. "É um tapa na cara dos produtores canadenses que trabalham duro todo dia para manter a oferta", lamenta.

Vencedores e vencidos
Os produtores dizem que vão perder com o novo acordo, que dará aos Estados Unidos acesso facilitado ao mercado de produtos lácteos canadenses e vai acabar com o sistema de precificação do país. Esse sistema tem sido repetidamente atacado pelo presidente americano Donald Trump. O setor leiteiro era um dos últimos entraves para viabilizar um acordo de livre comércio entre os dois países e o primeiro-ministro Justin Trudeau havia jurado proteger o setor. Na segunda-feira (1º), Trudeau prometeu recompensar os agricultores para amortecer o golpe.

"É desapontador que eles tenham concordado com isso", lamentou David Wiens, vice-presidente da Associação de Produtores de Leite do Canadá, entidade baseada em Ottawa e que representa cerca de 12 mil produtores do país. "É uma grande vitória dos EUA e, consequentemente, para os canadenses é uma derrota". Como parte do acordo, o Canadá eliminará sua política denominada de "Classe 7", que torna o leite mais barato para as indústrias que compram de produtores domésticos os suprimentos de leite ultra-filtrado, um ingrediente concentrado usado para aumentar a quantidade de proteína em queijos e iogurtes. Enquanto o sistema ajuda a dar suporte a uma rede de processamento que está sendo construída no Canadá, os fazendeiros norte-americanos reclamam que ela efetivamente bloqueia as importações e derruba os preços mundiais do produto. Os EUA estão lutando com um excesso de leite e Trump disse, em abril, que o Canadá está tornando os negócios dos produtores americanos "muito difícil". As concessões canadenses impulsionarão a quantidade de leite, queijo e nata que os EUA conseguirem despachar sem tarifação para o país vizinho, incluindo um aumento das exportações de leite fluido para 50 mil toneladas no sexto ano de vigência do acordo, segundo informa o escritório de representação comercial dos EUA.

O Canadá também dará aos EUA mais acesso ao seu sistema de laticínios, gerenciado pela oferta, cotas e tarifas de importação. O país já havia desistido de interromper o seu lucrativo sistema em outras duas oportunidades de acordo, uma com a União Europeia e outra com países do Pacífico.

Compensações
Em discurso a jornalistas em Ottawa, a ministra de Relações Exteriores, Chrystia Freeland, confirmou que o Canadá vai oferecer compensações aos produtores porque "é a coisa mais justa a ser feita". O acordo encurtará investimentos no setor e deve segurar os planos de expansão de produtores e da indústria do setor, segundo Wiens. Com mais produtos norte-americanos nas prateleiras das lojas, a demanda pelos lácteos canadenses deve recuar, diz ele.

Do outro lado, os americanos estão bebendo cada vez menos leite e o consumo total diminuiu, ao passo que os consumidores buscam alternativas para o produto, como o leite de amêndoas. Ao mesmo tempo, a crescente demanda por manteiga e nata resultou em sobra de leite desnatado, que é descartado quando a gordura é removida. Em 2017, o Canadá importou US$ 368 milhões em produtos lácteos dos EUA, enquanto na via oposta da fronteira cruzaram somente US$ 116 milhões, um déficit de US$ 252 milhões. Ainda assim, os lácteos representam um pequena fatia dos US$ 500 bilhões em transações de bens entre os dois países anualmente. O Canadá possui um sistema que limita a oferta, por isso os produtores do país estão indo bem e os "consumidores não, porque estão pagando mais", diz Tom Vilsack, chefe executivo do conselho de exportação de produtos lácteos dos EUA. Nos Estados Unidos, a oferta não é limitada artificialmente, então os produtores produzem mais, o que "coloca o peso sobre o consumo e as exportações". Segundo Vilsack, ainda há muitos detalhes que devem ser examinados para determinar precisamente qual o impacto que esse acordo comercial terá agora e no futuro." (Gazeta do Povo) 

Fonterra reduz estimativa de preço ao produtor de leite para 2018/2019
Fonterra - A companhia de lácteos Fonterra, da Nova Zelândia, reduziu sua estimativa de preço ao produtor para a temporada 2018/2019, que começou em 1º de junho. A projeção foi cortada para um intervalo de 6,25 a 6,50 dólares neozelandeses (US$ 1 = 1,5431 dólar neozelandês) por quilo de leite em pó, de 6,75 dólares neozelandeses na estimativa anterior. A redução foi atribuída ao aumento da produção na Europa, nos EUA e na Argentina. A Fonterra disse também que pretende fazer pagamentos antecipados aos produtores usando o piso do intervalo, de 6,25 dólares neozelandeses, em vez do ponto médio. "Isso pode sugerir que a companhia vê riscos baixistas para sua projeção", disse o banco australiano Westpac. "Eu sei que é difícil para produtores quando os preços caem, mas é importante que eles tenham o quadro mais atualizado para tomar as melhores decisões para seus negócios", disse o CEO da Fonterra, Miles Hurrell. "Nós operamos em um mercado global extremamente volátil, então é muito difícil fornecer uma previsão exata para o preço ao produtor neste começo de temporada. Por exemplo, condições climáticas podem mudar de repente e isso pode ter um impacto significativo sobre a oferta global de leite." (Globo Rural)

Porto Alegre, 10 de outubro de 2018                                              Ano 12 - N° 2.837

  RS: receita da Farsul com exportação do agronegócio recua 17,3% em setembro

O setor agropecuário do Rio Grande do Sul exportou 17,3% menos em valor em setembro em relação a igual mês do ano passado. O Estado faturou US$ 874 milhões, sendo soja e carnes os principais produtos exportados, aponta o Relatório de Comércio Exterior do Agronegócio do RS, divulgado pelo sistema Farsul nesta terça-feira, 9. “Apenas o grupo cereais teve resultado positivo, puxado pelo arroz”, diz nota do Sistema Farsul.

O complexo soja exportou o equivalente a US$ 470 milhões, recuo de 13,7%, na comparação com setembro de 2017. Farelo de soja também caiu, 2%, para US$ 40,68 milhões, e soja em grão cedeu 17,5% em faturamento, para US$ 409 milhões. Já o óleo de soja avançou 174% em faturamento, para US$ 20,79 milhões.

No grupo carnes o resultado foi uma retração de 42% no valor exportado, o equivalente a US$ 177 milhões. Frango e suínos tiveram as vendas reduzidas pela metade, uma retração de 51,8% e 50,2%, para US$ 50,05 milhões e US$ 22,71 milhões, respectivamente. Já a carne bovina apresentou um aumento de 12,6% no valor exportado, encerrando o mês de setembro a US$ 20,98 milhões. 

Na comparação entre os meses de agosto e setembro de 2018, também houve retração de 16,2% no valor (ante US$ 1,044 bilhão em agosto deste ano) e 22,6% no volume exportado – em setembro foi exportado 1,519 milhão de toneladas e, em agosto, 1,964 milhão de toneladas. 

O complexo soja registrou queda de 25,3%, assim como fumo (- 5,3%) e produtos florestais (- 22,8%). Já o grupo carnes teve alta de 24,9%, puxado pelas vendas de frango e suínos (80,5% e 18,2%). A comercialização da carne bovina caiu 18,5%. O arroz foi o responsável pelo aumento de 44,3% do grupo cereais, com um crescimento de 45% no período.

No acumulado do ano, o agronegócio do Rio Grande do Sul exportou US$ 8,957 bilhões, um aumento de 4,5% na comparação com o mesmo período de 2017. O setor foi responsável por 67,3% do valor total exportado pelo Estado. O saldo da balança comercial do setor foi de US$ 316 milhões. A China segue como principal destino do produto gaúcho, com 47,9% do total comercializado. Na sequência vêm Estados Unidos (3,6%) e Eslovênia (2,9%). (As informações são do jornal O Estado de S. Paulo)
 
 

Indústria entra em operação

Após período de testes e avaliações, foi inaugurada ontem a fábrica de laticínios Pampa Milk, em Uruguaiana. A planta industrial abriu 14 empregos diretos e vai produzir iogurte e queijos lanche, colonial e prato. O investimento foi de R$ 1 milhão. (Correio do Povo)

No radar

A “Fidelidade Rural” ficou evidente no balanço da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). De 245 parlamentares, 117 foram reeleitos e permanecem na bancada. No Senado, com a migração de deputados, o percentual é ainda maior. Dos 27 senadores atuantes na frente, 18 permaneceram, cerca de 67%. Na Câmara, dos 218 deputados, 99 foram reeleitos. (Zero Hora)

Maratona de soluções

A criação de soluções para o agronegócio será tema da App Challenge Aegro, hackathon (maratona de programação) que envolverá, no dia 17, estudantes de engenharia da computação, web design e administração de diferentes universidades. O desafio é desenvolver, em oito horas, produto que supere obstáculos da produção:

- Queremos fazer a ponte entre os desafios dos produtores, que estão muito longe da universidade, e a academia – diz Pedro Dusso, diretor-executivo da Aegro, que promove o evento com o Centro de Empreendimentos em Informática da UFRGS. (Zero Hora)

 
 

Empresários querem adiar aplicação de multa na tabela do frete mínimo

A aplicação de multas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) por descumprimento na tabela de frete mínimo foi criticada hoje (9) por representantes do setor empresarial. Em audiência pública para tratar do tema, os representantes pediram o adiamento na aplicação da regra.

Em setembro, a ANTT informou que estudava aplicar multa de R$ 5 mil por viagem àqueles que contratarem transporte rodoviário de carga com valor inferior ao disposto pela tabela. A agência disse estudar também a aplicação de R$ 3 mil para quem anunciar ou intermediar a contratação de frete com valor inferior aos piso mínimo.

Para a representante da Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz), Andressa Silva, há uma inversão no debate. Ela criticou a aplicação da multa sem que o debate sobre a tabela tenha sido pacificado. “Há inversão, ao regulamentar questão acessória sem que a principal esteja definida”, afirmou Andressa.

Também criticaram a medida, os representantes da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da Associação Brasileira da Indústria de Óleos Vegetais (Abiove). Eles argumentaram que há incongruências na regra e que a ANTT poderia aplicar uma multa desproporcional, podendo ser maior até mesmo que o frete. “Há um problema real de transparência”, disse o gerente executivo CNI, Pablo Cesário.

Cesário disse ainda que a confederação vai entrar com mais uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a tabela de frete. A tabela vigente, publicada pela ANTT no mês passado, considera o preço mínimo por quilômetro, eixo e carga transportada, além dos custos.

Caminhoneiros
Os caminhoneiros presentes na audiência se posicionaram a favor da tabela. Eles apresentaram uma proposta de aperfeiçoamento para a fiscalização quanto ao cumprimento da tabela, com a criação de um sistema informatizado. Este sistema só liberaria a emissão do Certificado de Transporte Eletrônico (CT-e) com a aplicação do frete mínimo definido na tabela.
“Precisamos avançar nesse debate. Já estamos discutindo isso há cinco ou seis meses, e nada aconteceu”, disse o presidente da União Nacional dos Caminhoneiros (Unicam), José de Araújo.
A Lei 13.703, de 2018, que instituiu a Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas, prevê que uma nova tabela com frete mínimo deve ser publicada quando houver oscilação superior a 10% no preço do óleo diesel no mercado nacional.

Paralisação
A política foi uma das reivindicações dos caminhoneiros que paralisaram as estradas de todo o país em maio. A lei estabelece que os pisos mínimos de frete deverão refletir os custos operacionais totais do transporte, definidos e divulgados nos termos da ANTT, com prioridade para os custos referentes ao óleo diesel e aos pedágios.

De acordo com a legislação, a ANTT publicará duas vezes por ano, até os dias 20 de janeiro e 20 de julho, uma norma com os pisos mínimos referentes ao quilômetro rodado por eixo carregado, consideradas as distâncias e as especificidades das cargas, bem como planilha de cálculos utilizada para a obtenção dos pisos mínimos. A norma será válida para o semestre em que for editada. Uma primeira tabela foi publicada pela ANTT em maio. (Isto É)

 

O pesquisador aposentado Sebastião Barbosa toma posse hoje como presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) em substituição a Maurício Antônio Lopes. Agrônomo, especialista em entomologia, entrou no quadro da Embrapa em 1976. (Zero Hora)

Porto Alegre, 09 de outubro de 2018                                              Ano 12 - N° 2.836

Argentina: nos primeiros 8 meses, exportação de leite em pó tem aumento de 82%

As exportações argentinas de leite em pó 'explodiram' nos primeiros oito meses do ano. O forte ajuste de desvalorização foi o que permitiu esse avanço, em um contexto de menores preços internacionais e maiores custos internos.

Entre janeiro e agosto, as colocações do produto atingiram 70.857 toneladas, um aumento de 82% em relação ao mesmo período de 2017. Medido em pesos - graças à desvalorização e tendo um valor médio em dólar de 30,1 pesos -, o preço médio foi de 95.433 pesos (US$ 2.504,86) contra 59.717 pesos (US$ 1.567,41) por tonelada há um ano atrás.

Esse aumento diminui quando medido em termos reais, ou seja, contra a evolução da inflação. No ano encerrado em agosto, o Índice de Preços Básicos do Produtor acumulou alta de 45,9%. Assim, o preço do peso registrou aumento real de 9,5%.

O forte avanço nas exportações não se traduziu em um aumento similar nos preços ao produtor, devido ao fato de que as vendas externas representam uma porcentagem minoritária de comercialização de leite na Argentina. Desta forma, no último ano, o aumento do preço recebido pelos produtores foi de 32% em termos nominais, sem contar a inflação.

De acordo com as últimas estatísticas até julho, nos primeiros sete meses do ano, a produção de leite foi de 5,740 bilhões de litros, com expansão de 6,7% em relação ao mesmo período de 2017. (As informações são do El Observador, traduzidas e adaptadas pela Equipe MilkPoint)

 
RS: cooperativas geram 60 mil empregos por ano e faturam R$ 43 bilhões
 

As cooperativas se espalham pelo Rio Grande do Sul. O estado conta atualmente com 426 associações de produtores que dividem diariamente esforços e resultados, e que geram em média 60 mil empregos por ano. De acordo com o Sistema Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo do Estado (Sescoop-RS), as organizações somaram em 2017 um faturamento de R$ 43 bilhões. O volume, considerado recorde no ano, é resultado de qualificação no campo, e mostra o bom desempenho das cooperativas nas mais diversas regiões em que estão inseridas, conforme destaca o extensionista rural e social da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), Marcos Servat. "O próprio IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) comprova que municípios que têm sede de cooperativa no local têm um índice mais elevado. O contexto econômico nosso hoje não permite mais amadores em qualquer tipo de ramo e na agricultura não é diferente", explica. 

As capacitações passaram a se tornar constantes pelo estado, e fazem parte da rotina de quase 3 milhões de associados gaúchos.  Os 21 associados da Cooperlat de Tuparendi, no Noroeste do estado, conseguiram, em 12 anos, modernizar o sistema de ordenha, aumentar a produção em 50%, e ainda comprar a frota que transporta o leite até as indústrias. "Melhorou as tecnologias de produção, melhoramos a qualidade, subimos o volume, aprendemos a transportar, hoje temos um dos melhores transportes", ressalta o presidente da cooperativa, Joares Ghellar. 

O ramo com o maior número de contratações é o agronegócio, mas as oportunidades se espalham ainda pela área da saúde, educação e crédito. "Através dessa formação, dessa educação, nós temos percebido que os recursos financeiros têm sido muito melhor utilizados e maximizados os seus resultados", reforça Giovani John, diretor executivo de uma cooperativa de crédito do Noroeste do estado. 

A Família Camargo, de Giruá, recebe técnicos para ajudar a planejar os gastos. Em 30 anos, eles viram o número de hectares crescer mais de sete vezes, o que estimula Adriano Camargo, filho de agricultores, a permanecer no campo. "Incentiva a gente a produzir cada vez mais e melhor e cada vez mais melhorando e se aperfeiçoando com as tecnologias", diz. Juntos, os agricultores gaúchos têm encontrado uma série de benefícios com o trabalho associado. Máquinas são compartilhadas entre os cooperados, gerando economia na produção e agilidade na entrega do produto. 

"Isolado, um produtor pequeno não consegue nada, vai comprar um insumo caro, um medicamento é tudo mais caro, então na cooperativa a gente consegue comprar isso bem mais acessível", opina o agricultor Paulo Moz. 

A qualificação é o que gera emprego, renda e oportuniza jovens a permanecerem na agricultura. Foi o que aconteceu a médica veterinária Mariane Moz, de 24 anos, responsável pelo controle de toda a produção de leite da família em Tucunduva. Desde que ela voltou para propriedade, após se formar, o volume gerado pelas vacas triplicou. "A gente tem acompanhamento de várias empresas, vários técnicos que dão palestras, dão suportes na propriedade. Tivemos muitas melhoras e muitos resultados bons", celebra. Compartilhando conhecimento, produzindo mais e com maior qualidade, os produtores rurais colhem um trabalho feito por muitas mãos. (As informações são do portal de notícias G1)

 

Japão: fabricantes de queijo temem acordo comercial com a UE

Embora tenham se passado 30 anos, Kazuhiko Ochiai ainda lembra da primeira vez que provou queijo em uma visita à França, um prazer para o paladar que inspirou o ex-pesquisador a começar a produzir sua própria variedade no Japão. No entanto, hoje ele teme que um acordo comercial entre a UE e o Japão possa desencadear uma enxurrada de queijos baratos importados da Europa, que poderiam tirar uma fatia generosa do seu próprio negócio.
 
Ochiai faz cinco tipos de queijo, incluindo brie e uma variedade semelhante ao comté. Seus negócios cresceram, e as vendas alcançam 20 milhões de ienes (US$ 177.500) este ano, acima dos 2 milhões de ienes de quando ele começou, há uma década. "Não podemos atender à demanda", disse o homem de 74 anos, que emprega apenas um punhado de funcionários. Mas ele se preocupa com o impacto do acordo de livre-comércio, que eliminará a pesada tarifa de 29,8% atualmente imposta aos queijos importados. "Estou preocupado com o longo prazo", disse Ochiai à AFP em sua pequena fábrica na cidade montanhosa de Nasushiobara, ao norte de Tóquio, enquanto seus colegas trabalhavam dando forma e embalando queijos especiais. 
 
"Acho que a concorrência de preços será acirrada. É difícil para nós baixar o preço porque é preciso tempo e esforço para os pequenos produtores de queijo", disse ele, acrescentando que o leite é muito mais barato na Europa que no Japão.
 
O acordo assinado em julho - o maior já negociado pela UE - cria uma enorme área de livre-comércio que cobre quase um terço do PIB global, eliminando tarifas para tudo, de carros japoneses ao queijo francês.
Anunciando o acordo, o primeiro-ministro Shinzo Abe disse que o povo japonês "poderá desfrutar de excelentes vinhos ou queijos da Europa".
 
O consumo japonês de queijo está aumentando, de 279.000 toneladas em 2007 para 338.000 toneladas uma década depois, de acordo com as estatísticas mais recentes do ministério da fazenda. Mas há muito espaço para crescimento. O consumo anual per capita é de apenas 2,66 kg, em comparação com 27,2 kg na França, 24,7 kg na Alemanha e gritantes 28,1 kg na Dinamarca. Cerca de três quartos do queijo consumido é importado, principalmente da Austrália e da Nova Zelândia.
 
Centenas de quilômetros ao norte, na ilha de Hokkaido, onde a maioria dos laticínios japoneses é fabricada, os criadores de gado também observam os desdobramentos comerciais com inquietação. "Estamos preocupados que a demanda por queijo fabricado no Japão possa ser perdida", contou a Cooperativa Agrícola do Japão à AFP. 
 
Outra preocupação é a possibilidade de, diante da maior concorrência, os fabricantes de queijo passarem a pressionar os produtores de leite para reduzir seus preços. Quase todo o leite usado na produção de queijo no Japão vem de Hokkaido.
 
Empenhados em apoiar os agricultores familiares - um importante grupo de apoio político a Abe - o governo já anunciou medidas para amortecer o impacto. O governo de Abe destinou 15 bilhões de ienes em subsídios "para conter o crescimento do queijo europeu antes que o acordo comercial entre em vigor", segundo o Ministério da Agricultura. Os fabricantes podem usar os subsídios para expandir suas instalações, participar de treinamentos no exterior para melhorar a qualidade ou promover o consumo de queijo. Ochiai deposita suas esperanças nos gostos de queijo dos consumidores japoneses, que tendem a preferir variedades mais suaves.
 
"Não são muitos os japoneses que gostam de queijo com sabores muito fortes. Uma maneira de competir é produzir queijo com sabores suaves que mais pessoas japonesas gostariam. Acho que a única maneira é melhorar a qualidade e fazer queijos saborosos", concluiu Ochiai. (As informações são do portal de notícias G1, adaptadas pela Equipe MilkPoint)

LEITE/CEPEA: UHT e muçarela iniciam outubro em direções opostas
Leite UHT - Entre 1º e 5 de outubro, a cotação do leite longa vida caiu 0,32% em comparação à semana anterior, indo a R$ 2,57/litro no dia 5 - essa é a 13ª semana consecutiva de queda do UHT. De acordo com colaboradores do Cepea, esse cenário se deve ao baixo consumo e à queda na produção. Por outro lado, com o mercado calmo, o queijo muçarela iniciou o mês em alta. De 1º a 5 de outubro, o preço médio negociado foi de R$ 18,53/kg, aumento de 2,36% frente ao período anterior. (Cepea)

 

Porto Alegre, 08 de outubro de 2018                                              Ano 12 - N° 2.835

Cadeia produtiva traça plano para exportação

O setor de lácteos definiu seis estratégias para tentar ampliar a exportação de seus produtos. Hoje, o mercado externo absorve 1% dos 25 bilhões de litros inspecionados no Brasil. Como o consumo anual está estagnado em cerca de 170 quilos de lácteos por habitante no país, a proposta é viabilizar as condições para atrair compradores estrangeiros. "Se focarmos a produção para a exportação, vamos continuar com o mercado interno aquecido porque temos potencial de crescimento para até 230 quilos por habitante ao ano", sustenta Thiago Rodrigues, assessor técnico em Pecuária Leiteira da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, entidade que promoveu o encontro que elaborou a lista de ações, nesta semana, em Brasília. 

As estratégias, entre outras, são incentivar a identificação de mercados potenciais e construir acordos comerciais; melhorias na sanidade do rebanho; participação em feiras e missões internacionais; industrialização e capacitação para exportação; redução dos custos e tributos; e elaboração de produtos de maior valor agregado. Um documento, com todos os itens, será entregue ao ministro da Agricultura, Blairo Maggi, em novembro. "Queremos que o ministro tome conhecimento e use estas propostas na transição do governo", diz Rodrigues. 
 
O secretário executivo do Sindilat, Darlan Palharini, afirma que até 2025 a Região Sul passará dos atuais 35% para 50% da produção nacional de leite. "Precisa existir uma política de médio e longo prazo para que possamos escoar parte desta produção, dar estabilidade de preço no mercado interno e previsibilidade ao produtor", defendeu, ao considerar que parte das propostas pode ser viabilizada em curto prazo, mas que, para outra parte, há necessidade de um esforço governamental e união de toda a cadeia. (Correio do Povo)
 
 

CAMINHO DE PREOCUPAÇÃO

Impactado pelo tabelamento do frete, o setor produtivo promete acompanhar de perto a audiência pública da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), amanhã. Na ocasião, serão discutidas propostas para regulamentar sanções a quem não aplicar os valores estabelecidos. Uma das entidades preocupadas com o tema é a Associação Brasileira da Indústria de Arroz (Abiarroz).

- A ANTT inverteu a ordem e regulamentará primeiro as multas. O processo foi feito à revelia dos usuários, não temos ingerência, e isso nos preocupa muito - diz Andressa Silva, diretora-executiva da entidade.

Além da audiência, há consulta pública desde o dia 9 de setembro, para coleta de sugestões. O prazo, aliás, é um dos pontos questionados pelo Abiarroz. O consenso é de que, na prática, o tabelamento não está funcionando. Mais do que isso, tem provocado efeito que só agrava o real motivo da baixa remuneração dos fretes, que é o excesso de oferta. Para não ficarem reféns, empresas estão investindo em frota própria.

No caso do arroz, a alta dos custos foi de 35% a 50% com a primeira tabela. Após a atualização, em razão do aumento do diesel, mais 5% foram acrescidos, diz Andressa. Presidente da Associação das Empresas Cerealistas do RS, Vicente Barbiero se diz desanimado. A expectativa era de que o STF julgasse ações de inconstitucionalidade da tabela neste ano, o que não deve acontecer.

- Estamos perdendo uma baita oportunidade de aproveitar o dólar alto. Os negócios futuros de soja estão completamente parados - diz o dirigente. (Zero Hora)

Sudeste Asiático: mercado de lácteos ganha cada vez mais importância

Recentemente, o Sudeste Asiático era um 'deserto de laticínios'. Os supermercados tinham leite, queijo e iogurtes, porém, em uma quantia ínfima comparada ao varejo de outros países. Ao mesmo tempo, processadores de alimentos também procuravam outros segmentos para os seus ingredientes. Para muitas pessoas, o termo "leite" não se referia a nada além de soja, amêndoa ou coco. Sugerir que uma vaca estava envolvida em sua produção era algo incomum. No entanto, hoje a região é vista por muitos analistas como uma das mais vitais no mundo dos lácteos. Em comparação com os mercados lácteos estabelecidos, o consumo permanece baixo no Sudeste Asiático, mas sua importância está aumentando cada vez mais. Calculou-se que região consome menos de 20 kg de lácteos per capita a cada ano, comparado a 300 kg em mercados desenvolvidos como a Austrália. Mas, de acordo com dados do Rabobank, o consumo no Sudeste Asiático deve crescer 3% a cada ano até 2020. Em comparação com o crescimento mínimo na Austrália e até com a queda do consumo em toda a Europa, a região é muito desejada pelos vendedores de lácteos.

"O Sudeste Asiático está se tornando a área mais importante para o comércio de produtos lácteos", como o analista da indústria CIAL colocou em um relatório de fim de ano para 2017.

Ritmo, não quantidade
Os mercados da Indonésia e do Vietnã devem ter o ritmo mais acelerado de crescimento, de 3,9% e 4,5% ao ano, respectivamente. Isso se deve ao rápido desenvolvimento de suas economias com base em crescimento rápido e em população mais jovem. No sul da Malásia, com suas grandes populações étnicas chinesas - e associadas à intolerância à lactose - tem havido pouca tradição de incorporar laticínios nas cozinhas regionais, tanto caseiras quanto processadas. No entanto, com uma economia mais madura e uma perspectiva mais ocidental em comparação com seus vizinhos, o país tem testemunhado o crescimento da demanda ao ponto de estar sendo vista como uma das líderes no consumo de leite líquido.

A capital da Malásia, Kuala Lumpur, divulgou números no ano passado que estimam em quase 20 litros per capita por ano. Ao mesmo tempo, o ex-primeiro-ministro Najib Razak anunciou uma estratégia para promover o uso de laticínios mais difundido e um plano para aumentar a produção doméstica com a meta de produzir 2,25 bilhões de litros de leite até 2050 - embora muitos acreditem que esse número seja inatingível. A demanda por leite também está aumentando em Cingapura. Segundo dados do Euromonitor,  a cidade-Estado presenciou um aumento de 12% no consumo de 2011-16, embora, curiosamente, alguns estudos tenham descoberto que metade da população do país não bebe leite. Isso significa que a outra metade dos moradores consome grandes quantidades de leite para produzir o maior consumo médio do Sudeste Asiático, com mais de 60 litros por ano.

A Tailândia tem sido ativa no uso de laticínios por décadas. Em 1992, as autoridades de Bangkok lançaram sua primeira iniciativa para estimular o consumo de leite nas escolas, e a Tailândia agora tem uma das indústrias de lácteos mais avançadas da região. Ela agora produz cerca de 45% dos lácteos consumidos no país, em comparação com uma estimativa coletiva de 3% em outros países do Sudeste Asiático, com exceção da Indonésia e do Vietnã, que registram 20% cada, segundo o Rabobank. As Filipinas dependem de importações para praticamente todo seu consumo (suprindo domesticamente apenas 1% do consumo). A Organização das Nações Unidas ficou particularmente impressionada com o progresso da Tailândia. Seus dados sugerem que o programa de leite escolar ajudou o consumo per capita a aumentar mais de onze vezes até 2002, para 23 litros por ano. A FAO também credita o esquema para ajudar a reduzir as taxas de desnutrição infantil de 18% quando começou a menos de 5% em 2006.

"O Sudeste Asiático é provavelmente um dos mercados de lácteos mais dinâmicos do mundo", disse Tony Emms, que até recentemente era diretor regional do escritório do Sudeste Asiático do Conselho de Exportação de Laticínios dos EUA. "Esta região não produz muito leite e precisa de importações", complementou ele sobre o segundo maior mercado de exportação dos EUA, depois do México. Em termos de valor, os fornecedores enviaram remessas de mais de US$ 690 milhões de leite em pó, queijo, manteiga, soro e lactose para o sudeste da Ásia em 2017, um aumento de 3% em relação ao ano anterior, de acordo com uma análise de dados do final do ano do Departamento de Agricultura dos EUA. Ao mesmo tempo, as exportações de queijo para a região cresceram em 6.000 toneladas no ano passado, um aumento de 52% em relação a 2016.

Os analistas identificaram vários fatores que explicam por que o Sudeste Asiático se tornou uma região isolada de crescimento de produtos lácteos, incluindo economias pujantes da região, populações em expansão e progresso na indústria de alimentos. 

Direcionadores de crescimento
O Fundo Monetário Internacional projeta um forte e estável crescimento de 5-6% ao ano até 2019 para as chamadas nações economicamente mais importantes do Sudeste Asiático, com baixas ou declinantes taxas de desemprego. Como resultado, as condições econômicas estão alimentando a expansão da classe média e as mudanças na dieta. Com quase o dobro da população dos Estados Unidos, o Sudeste Asiático é vasto e cresce em aproximadamente três vezes o seu ritmo. Como muitas dessas nações se tornam mais urbanizadas, os estilos de vida estão se tornando mais rápidos, com mais pressões de tempo e mudanças nos hábitos sociais que exigem alimentos convenientes que contêm mais ingredientes lácteos. Sessenta por cento da população vietnamita está agora abaixo de 35 anos - um segmento jovem e dinâmico que está impulsionando a demanda por novos produtos processados e de fast food. No outro extremo da escala, em cidades altamente urbanizadas e desenvolvidas, como Cingapura, que possuem hotéis cinco estrelas e restaurantes sofisticados, há uma oportunidade crescente de queijos de alta qualidade, por exemplo.

De acordo com o Conselho de Exportação de Lácteos dos EUA, a implementação do bloco comercial da Asean, com uma redução nas barreiras comerciais juntamente com o aumento da demanda, provou ser extremamente atraente para as empresas de alimentos e bebidas. Para tirar proveito disso, segundo a USDEC, empresas locais e multinacionais estão investindo em países como Indonésia, Malásia e Cingapura para desenvolver capacidade de desenvolvimento de produtos não apenas para atender à demanda nacional, mas para exportar para a região mais ampla e até para lugares como a China, o Oriente Médio e a África. Isso criou um mercado significativo para ingredientes lácteos de alto valor, feitos com especificações rigorosas. O food service está se tornando um fator no consumo de lácteos à medida que países do Sudeste Asiático se modernizam nesse sentido. Embora a penetração de restaurantes em cadeia varie por país, a região como um todo não está quase saturada. O Vietnã conseguiu a sua primeira loja da Starbucks cinco anos atrás e o McDonald's dois anos depois, e ambos os estabelecimentos foram um sucesso imediato.

Enquanto isso, os consumidores do Sudeste Asiático, muitas vezes apoiados por iniciativas do governo, têm crescido muito mais bem informados sobre o papel dos lácteos na saúde e na nutrição. Por exemplo, o Programa Nacional de Nutrição do Vietnã, programado para vigorar até 2020, estimula o consumo de cálcio para a resistência óssea, leite para a saúde infantil e laticínios em geral como parte de uma dieta saudável para elevar os níveis médios de altura. A confiança nos lácteos está levando as pessoas a incorporarem leite, queijo e outros produtos que contêm laticínios em suas dietas tradicionais. Ao mesmo tempo, os alimentos funcionais estão se tornando mais prevalentes, especialmente nas economias mais desenvolvidas, como Cingapura, Malásia e Tailândia.

Desafios ainda enfrentados
Agora que muitas prateleiras de supermercados do Sudeste Asiático estão repletas de produtos lácteos, o futuro parece brilhante para os exportadores, mas ainda há desafios. As margens de exportação, por exemplo, aumentaram significativamente devido ao excesso de oferta de importações e à forte concorrência dos players locais. As cadeias de fornecimento precisam ser melhoradas, especialmente para envios de produtos que não se saem bem no calor e na umidade do Sudeste Asiático, a menos que sejam tratados com cuidado. Além disso, o acesso às regiões do interior é muitas vezes lento e custoso. Analistas, como os do Rabobank, recomendam o estabelecimento mais amplo de modelos de parceria com distribuidores que possam fornecer uma estratégia proeminente de entrada no mercado e da cadeia de fornecimento. "Isso pode ajudar a reduzir custos e auxiliar a navegação pelos riscos complexos e inerentes associados à regulamentação", sugere, embora alertando que "envolver um importador ou distribuidor dedicado pode exigir investimentos complementares em atividades de marketing por trás das fronteiras".

E enquanto as empresas estão equilibrando as necessidades das oportunidades do mercado local, o crescimento do volume e as margens locais estão bem abaixo daqueles oferecidos nos mercados de exportação. A realidade comercial para os exportadores é que grande parte da capacidade será dedicada a negócios de menor margem e maior volume. Como resultado, é necessária uma seleção cuidadosa de contatos de marca própria e clientes de manufatura para garantir que os níveis apropriados de produção sejam mantidos sem prejudicar a lucratividade. (As informações são do Dairy Reporter, traduzidas e adaptadas pela Equipe MilkPoint)

 


Nestlé lança app para os seus fornecedores de leite
Pensando em ferramentas para estreitar o relacionamento com os produtores de leite, a Nestlé lançou um novo aplicativo chamado Leiteria, destinado aos seus fornecedores. Segundo o manual, ele oferece aos produtores a agilidade no recebimento de informações e a possibilidade de gerenciar os resultados relacionados ao seu fornecimento de leite. Com ele, os produtores terão acesso de forma rápida, simples e independente a informações como: demonstrativos de pagamento e nota fiscal; volume de leite coletado; resultados de qualidade e preço recebido, além da possibilidade de consultar o histórico e realizar o comparativo de resultados entre períodos. Confira o aplicativo no site. (As informações são da Nestlé, adaptadas pela Equipe MilkPoint.)

 

Porto Alegre, 05 de outubro de 2018                                              Ano 12 - N° 2.834

Setor lácteo abre caminho para exportações

O setor lácteo brasileiro deu o pontapé inicial para a criação de uma política de exportação do leite brasileiro. Os primeiros alinhamentos foram traçados nesta quinta-feira, em Brasília, em reunião entre a Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados (Sindilat), a Confederação Nacional da Agricultura (CNA), o Banco Nacional de Desenvolvimento Social e Econômico (BNDES), a Agência Nacional de Exportação (Apex), a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), a Associação Brasileira de Laticínios (Viva Lácteos) e sindicatos.

Segundo o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, a intenção é tornar a exportação viável e constante para equilibrar o mercado do leite no Brasil, que está em crescimento, principalmente no estado do RS, de SC e do PR. Desta forma, a produção excedente teria mercado certo e o produtor, uma previsibilidade maior sobre o preço mínimo remuneratório. "Só os três estados do Sul, até 2025, devem responder por 50% da produção nacional. Com o aumento da produtividade, será necessário regular estoque e ser competitivo no mercado nacional e internacional", argumenta.

O projeto conta com metas de curto, médio e longo prazos. Foram traçados seis pontos prioritários de discussão e análise: agenda regulatória, inteligência de mercado, promoção comercial, financiamento para produção, industrialização e capacitação para a exportação, competitividade e pesquisa e desenvolvimento. "Nossa ideia foi alinhar pensamentos e ações em âmbito nacional para que o setor, unido, consiga não ser mais refém das crises econômicas ou da oferta de leite, que tanto interfere no preço - para mais, ou para menos, no país", explica Palharini. As prioridades serão ações em prol da certificação sanitária da produção e do aumento de produtividade a custos competitivos, paritários com o mercado mundial. (Assessoria de Imprensa Sindilat) 

Preço garantido da FrieslandCampina - outubro de 2018

FrieslandCampina - O preço garantido do leite cru pela FrieslandCampina para o mês de outubro de 2018 foi de € 38/100 quilos de leite, [R$ 1,75/litro]. A FrieslandCampina aumentou €1,00 em relação ao mês anterior.

A elevação em outubro foi, parcialmente, motivada pela expectativa de aumento nos preços de alguns produtos lácteos. No preço garantido também está incluída uma correção de € 0,76 correspondente a estimativas feitas a menor no preço de referência em meses anteriores.

 

O preço garantido do leite orgânico para outubro de 2018 é de € 47,00 por 100 quilos, [R$ 2,16/litro]. O preço garantido do leite orgânico ficou estável em relação ao mês anterior. 


 
O preço garantido é aplicado a 100 quilos de leite que contenha 3,47% de proteína, 4,41% de matéria gorda e 4,51% de lactose, sem o imposto de valor agregado (IVA). O preço é garantido a produtores que entreguem acima de 800.000 quilos de leite por ano. Até 2016 o volume era de 600.000 quilos. A alteração do volume base de bonificação e o esquema da sazonalidade foi, então, descontinuado, iniciando novos parâmetros em 2017. (FrieslandCampina - Tradução livre: Terra Viva)

Índice FAO dos produtos lácteos - setembro de 2018

Índice FAO dos Lácteos - O Índice FAO dos produtos lácteos fechou com 191,5 pontos em setembro. Houve um recuo de 4,7 pontos (2,4%) em relação ao mês anterior, prolongando a tendência de baixa pelo quarto mês consecutivo. Em setembro as cotações internacionais da manteiga, do queijo e do leite em pó integral contraíram, enquanto houve recuperação do leite em pó desnatado.

As perspectivas bem mais favoráveis em relação às disponibilidades para exportação pesaram sobre os preços internacionais da manteiga, do queijo e do leite em pó integral. O contrário ocorreu com o leite em pó integral que teve recuperação em setembro, registrando elevação de 16,2% desde o início do ano, em grande parte sobre o efeito da recuperação da demanda por leite em pó desnatado produzido recentemente. (FAO - Tradução livre: www.terraviva.com.br)

 

 

O Rabobank reduz previsão dos preços dos lácteos, mesmo com modesto crescimento da produção

Preços/Rabobank - Enquanto a oferta combinada de leite crescia entre os exportadores mundiais de lácteos, 'Big 7', as exportações de lácteos desaceleraram no terceiro trimestre, e o início da temporada de produção de leite da Nova Zelândia registrou baixa demanda para os lácteos com origem na Oceania, diz o último relatório do Rabobank.

O banco agora prevê um preço mais baixo do que os projetados NZ$ 6,65/kgMs para 2018/19. O banco especializado em agronegócio disse que a desaceleração dos negócios combinada com o aumento de produção verificada no segundo trimestre de 2018 no 'Big 7' (União Europeia, Estados Unidos, Nova Zelândia, Austrália, Uruguai, Argentina e Brasil), resultou em alteração de apenas 1% na comparação anual, mas, refletindo no terceiro trimestre que também foi influenciado por outros fatores, incluindo a seca em parte do Norte da Europa.

O relatório aponta que a diminuição da produção de leite de áreas afetadas pela seca não condiz com o início da temporada na Nova Zelândia, onde o clima quase perfeito e mais vacas em lactação no inferno resultaram em crescimento de 5% na produção entre junho e agosto. A analista de laticínios, Emma Higgins, autora do relatório do Rabobank disse que o salto na oferta de leite na Nova Zelândia reduziu a urgência dos compradores de lácteos oriundos da Oceania no último trimestre e isso continua, refletindo, inclusive, no último GDT.

"Essa falta de urgência do comprador resultou na quebra dos preços, que subsidiaram a revisão para baixo da previsão de preço para a temporada 2018/19 de NZ$ 6,80/kgMS, para NZ$ 6,65/kgMS", disse ela.

Embora a previsão do preço do leite pelo Rabobank tenha sido reduzida, Higgins diz que a queda não foi maior porque o Rabobank tem a expectativa de que a oferta de leite será mais apertada no próximo ano.

"Em suma, a captação de leite nas maiores regiões exportadores crescerá modestamente nos próximo 12 meses em comparação com o ano anterior, em decorrência das margens apertadas para os fazendos e efeitos prolongados de climas adversos", acrescenta ela.

"A previsão é de que a disponibilidade de lácteos para exportação será significamente mais apertada nos próximos meses, o que proporcionará um aumento na cotação das commodities lácteas, particularmente durante 2019 - e isso foi levado em consideração na previsão revisada".

Emma Higgins também acredita que a demanda chinesa irá aumentar no restante de 2018, sendo um outro fator que sustentará o preço do leite na Nova Zelândia nesta temporada.

"Mesmo que a produção de leite local venham melhorando na China, a demanda por leite continua firme. Existe previsão de que haja aumento das importações chinesas em todo o final deste ano, o que ajudará a absorver parte do excesso de leite em estoque na Nova Zelândia", concluiu ela.

Crescimento mais lento da oferta global
Embora a produção de leite da Nova Zelândia tenha dado um saldo, o relatório diz que uma série de questões em outras regiões chave para a produção de leite contribuiu para desacelerar o crescimento da produção em todo o "Big 7" no terceiro trimestre.

"Tempo quente e seco reduziram as pastagens na Austrália, enquanto a falta de chuvas em partes importantes do norte e oeste reduzia o volume de leite na Europa. Outros lugares também foram afetados. A oferta de leite nos Estados Unidos continuou acompanhando as médias históricas. A greve dos caminhoneiros no primeiro semestre no Brasil diminuiu o crescimento da oferta de leite e os alimentos caros agora podem começar a prejudicar a produção da Argentina", explica Higgins.

"Como resultado, os fluxos estimados para os exportadores de lácteos "Big 7" no terceiro trimestre de 2018 teve crescimento anual de apenas 0,4% - o menor percentual desde 2016".

Emma Higgins diz que o impacto de uma alimentação animal mais cara, e margens muito apertadas para os produtores ao nível global são agora evidentes e o aperto continuará em 2019.

"Os rebanhos leiteiros nacionais encolhem na Austrália, Europa e Estados Unidos como resultado da dificuldade dos produtores em administrar os custos. Novos aumentos nos preços do leite ao produtor serão necessários para cobrir os custo maiores dos insumos e aumentar o crescimento do volume", acrescenta ela.

O que observar
A guerra comercial Estados Unidos/China; variações cambiais das moedas; e crescimento da produção na Nova Zelândia. Esses fatores têm o potencial de alterar os preços globais dos lácteos nos próximos meses.

"A extensão da guerra comercial sobre os laticínios ainda não foi totalmente sentida, como as incertezas em relação ao impacto sobre o crescimento econômico da China e nas exportações dos Estados Unidos, juntamente com o impacto nos custos de alimentação em ambos os países. A crescente valorização do dólar norte-americano contra a maioria das moedas é outro fator significativo observado. O fortalecimento do US$ contra as principais moedas de países importadores, provavelmente enfraquecerão o poder de compra de regiões importadoras chave", lembra Higgins.

Higgins disse que é preciso ficar alerta em relação à alta na produção da Nova Zelândia, depois de condições climáticas ideais no inverno e na primavera. "O Rabobank prevê crescimento de 2% na produção para a temporada 2018/19. No entanto, com a entrada em vigor das penalidades que a Fonterra estará aplicando para o uso da semente de palma (PKE), os níveis de produção de leite no primeiro semestre de 2019 poderá ficar comprometido", acrescenta Higgins. (interest.co.nz - Tradução livre: www.terraviva.com.br)


Fonterra: produção de leite na Nova Zelândia cresce 5% em agosto
Fonterra - A companhia de lácteos Fonterra, da Nova Zelândia, disse que a produção total de leite no país aumentou 5% em agosto ante igual período do ano passado. Esse desempenho foi motivado principalmente pelo clima favorável em algumas regiões, disse a empresa, lembrando que a temporada ainda está no início. Nos 12 meses até agosto, a produção ficou estável na comparação anual. Em agosto, a Fonterra coletou 97 mil toneladas de leite em pó, um aumento de 3% na comparação anual. Na Ilha Norte, foram coletadas 70 mil toneladas, em linha com o volume de agosto do ano passado. Na Ilha Sul, a coleta aumentou 13%, para 26 mil toneladas. As exportações totais de lácteos pela Nova Zelândia cresceram 6%, ou 17 mil toneladas, em julho ante igual mês do ano passado, disse a Fonterra. Os embarques de leite em pó integral e manteiga cresceram 32 mil toneladas, mas houve uma queda de 16 mil toneladas nas exportações de leite em pó desnatado. (Estadão)

 

Porto Alegre, 04 de outubro de 2018                                              Ano 12 - N° 2.833

Sindilat recebe empresário senegalês interessado em produtos lácteos do Estado
 

Crédito: Camila Silva

O empresário senegalês Mamadou Boye Diallo, diretor do Institut Supérieur de Estudes Technologiques Appliqués (Iseta), de Senegal, se reuniu com o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, e com a representante da empresa CCGL, Michele Muccillo, visando dar andamento à prospecção de parcerias comerciais, investimento e cooperação técnica com diversos setores da agricultura gaúcha.

No encontro em Porto Alegre, Diallo explicou o interesse em estreitar as relações comerciais com as indústrias lácteas do Estado, com o intuito de construir um plano concreto de exportação para o seu país. Com 15 milhões de habitantes, atualmente Senegal importa mais de 70% do leite consumido. Além disso, o país atua como distribuidor de produtos para cinco países próximos da região Noroeste da África que, juntos, somam 70 milhões de pessoas.

De acordo com Guerra, é necessário entender as demandas internas do país africano e, por este motivo, o Sindilat irá encaminhar para analistas de Relações Internacionais da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul, Ricardo Leões e Bruno Jubran, e para a consulesa honorária do Senegal, Reginete Souza Bispo, um questionário para conhecer as demandas e potencial de mercado para esse tipo de operação para, depois, montar um plano estratégico de exportação.

O mercado senegalês não é desconhecido para as indústrias gaúchas de leite. Em 2010, algumas empresas exportaram seus produtos para o país, no entanto, o processo foi descontinuado em função da precificação de mercado. "Vale ressaltar que esse tipo de negócio não considera apenas preço ou qualidade. É necessário estar sempre presente e estreitar relacionamentos", afirmou Guerra. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

Anvisa adota medidas para facilitação do comércio

Desburocratização - As medidas implementadas pela Anvisa para agilizar a importação de produtos sujeitos à vigilância sanitária integram as estratégias e ações do Governo Federal para promover a facilitação do comércio. Espera-se, com isso, reduzir prazos e custos de armazenagem e de transações, por meio da simplificação e da desburocratização dos procedimentos relacionados ao comércio exterior.

Entre as ações adotadas pela Agência, destaca-se a gestão de risco, estabelecida pela RDC 228/2018, que determina tratamento diferenciado para as importações sob vigilância sanitária, com o objetivo de agilizar a liberação da entrada de produtos no Brasil.

Para isso, de acordo com o titular da Gerência-Geral de Portos, Aeroportos, Fronteiras e Recintos Alfandegados (GGPAF) da Agência, Marcus Aurélio Miranda de Araújo, foram criados quatro canais diferenciados para análises, que levam em consideração o tipo do produto e o seu risco, usando critérios padronizados:

·         Canal verde: liberação simplificada.
·         Canal amarelo: análise documental.
·         Canal vermelho: inspeção física da carga.
·         Canal cinza: procedimento de investigação.

A fim de dar mais agilidade aos processos, a Anvisa também investiu em ações de teletrabalho, com metas previamente estabelecidas, e criou postos virtuais, que recebem e tratam mais rapidamente as solicitações de licença de importação.

Desburocratização
A desburocratização de documentos para as importações de produtos com a simplificação de processos é outra medida adotada pela Agência. Um exemplo é a antecipação da análise da documentação para a concessão da licença de importação, que antes só era realizada depois que a carga chegava ao Brasil. Agora, essa ação pode ser iniciada antes do embarque do produto no local de origem, com redução de prazos e custos da carga, tendo impacto importante, por exemplo, para o setor marítimo.

Além da liberação da necessidade de certificação de análise de produtos alimentícios já avaliados por agências reguladoras de outros países, a Anvisa também retirou a necessidade de anexar a cópia de Guia de Recolhimento da União (GRU), uma vez que a liberação para a importação depende do pagamento antecipado de tributos. A Agência está estudando ainda outras medidas para a facilitação do comércio.

Redução de custos
As transações envolvendo o comércio exterior no Brasil têm influência direta da regulação e da atuação da Anvisa. O órgão é responsável pelo controle e pela fiscalização da entrada e saída de produtos sujeitos à vigilância sanitária, e também pela criação de regras que garantam a qualidade e segurança desses produtos. A lista inclui medicamentos, alimentos, cosméticos e equipamentos para a saúde, entre outros.

Pela importância do comércio exterior para a economia do país, a regulação e a vigilância sanitária devem ter uma base rigorosa, mas devem ser realizadas de forma a evitar excessos e barreiras que impeçam as transações comerciais, o que pode prejudicar o desenvolvimento econômico do país.

"Há estudos afirmando que cada dia de mercadoria parada pode aumentar seu custo em até 1%. Outros indicadores apontam que a implantação completa do Acordo de Facilitação de Comércio pode reduzir, em média, os custos de importações e exportações em até 17,5%", explica o diretor do Departamento de Competitividade no Comércio Exterior (Decoe) da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Flávio Scorza.

Para a Anvisa, em última instância, a facilitação do comércio influencia o preço final dos produtos para o consumidor, sem perder de vista a garantia da segurança e a eficácia dos itens importados.

Prioridade de governo
Para o MDIC, os resultados que podem ser obtidos por meio do Acordo de Facilitação de Comércio somente podem ser alcançados com a participação de todos os órgãos envolvidos.
"Dada a relevância da atuação da Anvisa sobre o comércio exterior brasileiro, é ela um dos principais atores na boa implantação do acordo. Para o sucesso do Brasil nesse esforço, é fundamental a aplicação, pela Agência, de medidas como gerenciamento de riscos, revisões periódicas de exigências e formalidades, alinhamento e coordenação de seus processos com os demais órgãos de fronteira e participação no Portal Único de Comércio exterior", afirma o diretor do Decoe. "Por isso, a Anvisa é uma das grandes prioridades nas políticas governamentais de facilitação de comércio", completa Flávio Scorza.

Convergência regulatória
De acordo com a assessora-chefe da Assessoria de Assuntos Internacionais (Ainte) da Anvisa, Patrícia Tagliari, nos últimos anos o órgão tem dedicado especial atenção à promoção da convergência regulatória. Isso significa alinhar a regulamentação elaborada pela Agência às principais referências internacionais na matéria, fazendo com que não existam padrões distintos, nacionais e internacionais, aplicados aos produtos sujeitos à vigilância sanitária. Tal prática gera maior segurança e previsibilidade para o planejamento e investimento das empresas que atuam no Brasil, afirma Patrícia. Segundo a assessora-chefe, alguns exemplos das ações desenvolvidas pela Anvisa nos últimos anos são a sua filiação ao Conselho Internacional de Harmonização de Fármacos para Uso Humano (ICH), ao Fórum Internacional de Reguladores de Dispositivos Médicos (IMDRF), ao Programa de Auditoria Única de Dispositivos Médicos (MDSAP) e ao grupo de Cooperação Internacional de Reguladores em Cosméticos (ICCR). (Anvisa)

Espanha - O produtor espanhol recebe 3,4 centavos menos pelo litro de leite do que 4 anos atrás

Preços/Espanha - No mês de agosto a captação de leite na Espanha continuou subindo, mas, o incremento é o menor do ano, subindo 0,6% em relação a agosto de 2017. O índice de aumento de janeiro foi de 5,2%, em relação a janeiro de 2017. 

Apesar da pequena taxa de crescimento, trata-se de uma produção mensal recorde, em comparação com os meses de agosto de outros anos. A pressão sobre os preços vem desacelerando a produção, resultando em aumento de 2,4% no acumulado de 2018, em relação ao mesmo período de 2017, e é o menor do ano. O preço médio recebido pelo produto em agosto foi de 31,4 centavos/litro, subindo 0,2 centavos em relação a julho. O preço de agosto é 0,2 centavos menor do que o de 2017; 2,4 centavos mais elevado que dois anos atrás e 1,5 centavos maior que o de agosto de 205. No entanto, é 3,4 centavos mais baixo do que o recebido quatro anos atrás, conforme a tabela abaixo. (Agrodigital - Tradução livre: www.terraviva.com.br)

 
Economistas dizem que os níveis de produção de leite serão cruciais nesta temporada
 

Produção/NZ - Os preços dos lácteos está sob pressão, já que a produção de leite na Nova Zelândia sobe e supera confortavelmente os níveis de um ano atrás. Os economistas avaliam que a produção no decorrer a temporada será crucial. 

A continuar os níveis atuais, mais quedas poderão ter os preços. Economistas do banco ANZ disseram que a queda de 1,9% no GlobalDairyTrade de quarta-feira significa que os preços estão chegando aos menores níveis dos últimos dois anos. "Os preços das commodities da Nova Zelândia de um modo geral estão "nadando contra a maré" mundial há algum tempo, com a desaceleração do crescimento global e as dificuldades comerciais pressionando uma série de commodities agrícolas". O ANZ reduziu a previsão do preço do leite para NZ$ 6,40/kgMS nessa temporada. Anteriormente, o ANZ estava de acordo com a projeção da Fonterra, NZ$ 6,75/kgMS.

Os economistas do banco BNZ cortaram de NZ$ 6,60, para NZ$ 6,30/kgMS, enquanto os economistas do Westpac baixaram de NZ$ 6,50 para NZ$ 6,25/kgMS.

"Suspeitamos que o forte início de temporada esteja pesando nos preços. A produção de leite na Nova Zelândia cresceu 4,6% em agosto, e com previsão de que possa superar em 5% a temporada anterior. As informações são de que a maioria dos agricultores de diversas regiões tinham condições muito favoráveis em setembro", disse Anne Boniface, economista do Westpac.

O economista Nathan Penny, do ASB, disse que os preços globais dos lácteos caíram 14,5%. "Além disso, os preços estão agora em seu menor nível desde outubro de 2016, em dólares norte-americanos. Em dólar kiwi, no entanto, a queda anual é de 2,4%, muito mais modesta", completou. (interest.co.nz - Tradução livre: www.terraviva.com.br)


Conaprole manteve o preço em setembro
Preços/Uruguai - Conaprole mantém o preço ao produtor para a captação de setembro. Para o  leite com 3,77% de matéria gorda e 3,41% de proteína o preço médio ficou em 9,972 pesos/litro. Para os produtores com 100% de capital lácteo e máximo de qualidade o valor médio chegou a 10,12 pesos/litro, informou uma fonte da empresa. O volume de leite remetido à Conaprole no mês passado totalizou 141,8 milhões de litros, um salto de 14,8% em relação a setembro de 2017. Nos primeiros nove meses do ano o envio de leite para as plantas subiu 10,38% em relação ao mesmo período de 2017. No acumulado de 12 meses (outubro de 2017 a setembro de 2018) o crescimento foi de 7,31% em relação a igual período anterior. (Blasina y Asociados - Tradução livre: www.terraviva.com.br)

 

Porto Alegre, 03 de outubro de 2018                                              Ano 12 - N° 2.832

Um software Para cada nicho

A Receita Estadual vai autorizar empresas a desenvolverem softwares de emissão de notas fiscais eletrônicas (NF-e) focados nas atividades agropecuária. A inovação será anunciada nos próximos dias. "Trata-se de uma grande evolução, porque os desenvolvedores vão poder atender às peculiaridades de cada nicho da produção rural", diz o subsecretário adjunto da Receita Estadual, Guilherme Comiran. Hoje, para emitir a NF-e, o produtor tem que acessar o site da Secretaria da Fazenda e preencher as informações dentro de um sistema generalista. 

Muitas vezes, este procedimento é de difícil entendimento. Comiran observa que, para emissão da NF-e por meio de um software de sua escolha, o produtor precisará ter um certificado digital, adquirido junto às autoridades certificadoras. A emissão das NF-e se tornará obrigatória, em substituição ao talão de produtor, a partir de 1° de janeiro de 2020. Em agosto deste ano, o governo publicou decreto no Diário Oficial do Estado prorrogando o prazo, que terminava no início de 2019, por entender que ainda existem diversas regiões sem acesso à Internet. 

O assessor de Política Agrícola da Fetag, Kaliton Prestes, diz esperar que este prazo alongado sirva para se encontrar uma saída para quem reside em áreas sem Internet. "Queremos uma alternativa, nem que seja um aplicativo que funcione off-line para o registro das notas", pediu Prestes. O representante da Receita diz que o serviço off-line é inviável tecnicamente. "Não existe esta possibilidade, porque não há como garantir a transmissão da nota", afirma Comiran, ao apostar que este problema só terminará com a cobertura de Internet em todo o Estado. (Correio do Povo) 

Programa garante a excelência do leite que chega à Indústria de Laticínios da Languiru

A Cooperativa Languiru gerencia programas que fiscalizam o manejo na propriedade rural, as condutas na indústria e a expedição do seu mix de produtos. O intuito é preservar as características naturais das matérias-primas e garantir a qualidade dos produtos que integram tanto a linha de alimentação humana como a linha de nutrição animal. Há décadas, a cooperativa sustenta uma reputação positiva junto aos consumidores, reflexo de um trabalho que sempre primou pela segurança dos alimentos produzidos em suas plantas industriais. Um exemplo disso está na industrialização de produtos lácteos, com o controle da qualidade iniciando desde o campo.
 
O Departamento Técnico da Languiru é formado por técnicos em agropecuária, médicos veterinários e engenheiro agrônomo, organizados em divisões por área de atuação (Setor de Aves, Setor de Suínos e Setor de Leite). No que se refere à cadeia produtiva do leite, o grupo de profissionais atua em diversas frentes, que vão desde ao repasse de orientações sobre a sanidade do rebanho, composição da dieta dos animais e instruções sobre ordenha.

Objetivos do programa
Em 2014, com a finalidade de reforçar o conceito de qualidade e valorizar a marca da cooperativa, o Setor de Leite introduziu o programa de Boas Práticas na Fazenda (BPF). A iniciativa concede certificação à propriedade rural mediante a realização de auditoria que procura atender rigorosos parâmetros de segurança dos alimentos, bem-estar animal e sustentabilidade. A auditoria orienta o produtor de leite sobre a conservação dos alimentos, reforça ações para que haja um maior controle sanitário do rebanho, endossa atitudes higiênicas no ambiente de ordenha e acondicionamento do leite, além de chamar a atenção para a importância de anotar desde tratamentos veterinários até mudanças de comportamento do rebanho.

Procedimentos de avaliação
A partir do agendamento da visita de implementação, são entregues o Manual de Boas Práticas de Fabricação, a Agenda da Qualidade e os cartazes com os procedimentos indicados no BPF. Estando todos os aspectos em conformidade, a propriedade recebe certificado válido por um ano, com nova visita de vistoria após esse período. Conseguindo a aprovação, o associado da cooperativa também passa a receber um bônus no pagamento pela produção (Conta do Leite).

"Vale a pena se enquadrar, pois organiza a rotina na propriedade"
Em Linha Comprida, município de Maratá, está localizada a propriedade de Rafael José Schons (36). O associado entrega em torno de mil litros de leite por coleta à Languiru. Decidiu aderir ao programa a partir de informações transmitidas pelo técnico em agropecuária que atende o Vale do Caí. "O BPF logo me interessou, constatei que iria facilitar o manejo e agregar um bônus no valor pago pelo litro de leite", afirmou. A esposa Fabiane Marx Schons (23) revela que tiveram que fazer algumas melhorias, como repensar o local de armazenagem de embalagens de agrotóxicos e de medicamentos veterinários. "É muito importante marcar as vacas que estão em tratamento para não correr o risco de ordenhar algum animal que esteja medicado", exemplificou. Rafael ainda salienta que associados de localidades vizinhas acabaram aderindo ao programa depois de visitarem a sua propriedade rural. Entende que reconheceram os padrões de qualidade do BPF. "Vale a pena se enquadrar, pois organiza a rotina na propriedade", sintetizou. (Assessoria de Imprensa Languiru) 

Material vai orientar combate às doenças

Pecuaristas, veterinários e técnicos agrícolas do Rio Grande do Sul irão receber, nas próximas semanas, material elaborado pela Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seapi) com orientações sobre o combate à febre aftosa. A confecção custou cerca de R$ 240 mil e foi viabilizada com recursos do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa). Entre os itens estão folhetos, cartazes, separadores de notas fiscais e até ímãs de geladeira. O objetivo é avançar em educação sanitária no contexto de deixar o Estado pronto para auditoria federal, ainda não marcada, que autorize a suspensão da vacinação contra a doença.

 O material vai disponibilizar informações como as obrigações do produtor e os números de telefone dos órgãos de controle, além de alertar o pecuarista para a importância de notificar casos de doenças em animais. Segundo a fiscal agropecuária Lucila Carboneiro, do Programa de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa da Seapi, a indicação é que, ao observar um animal doente, o pecuarista ou profissional da área veterinária comunique a inspetoria em até 24 horas. 

Por isso, será disponibilizado também um número de WhatsApp, 24 horas por dia, que irá receber mensagens de áudio ou escritas. A orientação é que, após o comunicado, o serviço oficial faça o atendimento em até 12 horas. Como o material está em fase final de elaboração, a Seapi pretende utilizá-lo já na etapa de vacinação contra aftosa que ocorre em novembro. "É o momento em que o produtor vai se dirigir à inspetoria e nossos colegas de campo vão fazer a fiscalização", afirma Lucila. O presidente do Fundesa, Rogério Kerber, afirma que o objetivo é mobilizar os segmentos da pecuária de corte e de leite para que estejam atentos a eventuais suspeitas de doenças. (Correio do Povo) 

Perspectivas do USDA sobre o mercado lácteo da Europa - Relatório 39 de 27/09/2018

Leite/Europa - A produção de leite na União Europeia (UE) continuou bem depois do pico de maio. Historicamente a tendência é de estabilidade até setembro, aumento em outubro, e novas reduções a partir de novembro. Assim a produção atual de leite está em seu menor nível no ano. Na semana passada houve declínio de 1% na Alemanha, e na França de 2%.

As preocupações do verão com o calor e a seca ficaram para trás na Europa. A produção de leite voltou ao normal, e sazonalmente normal também está o processamento nas indústrias. O preço do leite ao produtor pode ser considerado relativamente bom, garantido a produção. Existe um pouco de preocupação no Norte da Europa onde as forragens para o inverno estão menores do que o desejável. Uma iniciativa da população está para ser iniciada na UE. Trata-se de tornar obrigatório a rotulagem com a origem de todo o alimento. A iniciativa começa formalmente no dia 2 de outubro quando buscam um milhão de assinaturas em sete países da UE. Se a meta fora atingida, a Comissão Europeia terá o prazo de três meses para rejeitá-la ou regulamentar. Qualquer que seja a decisão, ela deverá ser bem fundamentada. De acordo com a Eurostat, de janeiro a julho, houve aumento de 1,7% na produção de leite da UE.(Fonte: Usda - Tradução Livre: Terra Viva)

Lácteos: saiba qual critério é mais importante na decisão de compra
Pesquisa com 1.433 internautas de todos os estados brasileiros, feita pelo painel de consumidores do Opinion Box constatou que preço é o principal critério na decisão de compra de laticínios, com 27% das menções. Em segundo lugar aparece o quesito sabor, citado por 23% dos entrevistados. Segundo o levantamento, a marca figura em terceiro lugar, uma vez que é o fator mais relevante para 17% do público. Outros 13% de internautas disseram decidir a compra influenciados, principalmente, por promoções. A tabela nutricional fecha a lista dos cinco mais relevantes critérios de escolha, com 8% de participação. De acordo com o estudo, os produtos mais consumidos do segmento são os iogurtes, lembrados por 83% dos entrevistados. Em seguida aparece a manteiga, que figura entre os hábitos de consumo de 72% dos participantes da pesquisa. Queijos e leite líquido estão logo atrás, ambos mencionados por 70% do público. Duas outras categorias também são consumidas por mais da metade dos respondentes: requeijão (62%) e leite em pó (56%). Para a grande maioria dos respondentes, o valor médio gasto com lácteos a cada compra não ultrapassa a faixa dos R$ 50. Segundo a pesquisa, 36% costumam desembolsar menos de R$ 30, enquanto 35% dos consumidores gastam entre R$ 31 e R$ 50.  (As informações são da SA Varejo)

 

Porto Alegre, 02 de outubro de 2018                                              Ano 12 - N° 2.831

GDT
 
O leilão GDT realizado na última terça-feira (02.10.18) registrou queda de 1,9% no índice de preços, a 9ª queda consecutiva no índice. Dessa forma, o preço médio fechou em US$ 2.901/tonelada neste leilão, 1,1% abaixo do evento passado e 10% inferior em relação ao evento correspondente de 2017. (MilkPoint/GDT) 
 
 
 

Leite brasileiro exportado ao Uruguai: produtores de leite uruguaios criticam ato

Oito organizações de produtores de leite do Uruguai, chefiadas pela Associação Nacional dos Produtores de Leite (ANPL), emitiram um comunicado no qual questionam fortemente o sindicato da Conaprole e alertam que a importação de leite longa vida do Brasil mostra a falta de competitividade do setor uruguaio.

"No marco das regras que regem o Mercosul, o fato em si não justifica a objeção do ponto de vista formal, desde que se apliquem a esses produtos as mesmas normas sanitárias e tributárias aplicadas aos produtos similares uruguaios. Achamos que é muito importante destacar que a entrada desses produtos em nosso mercado é um indicador claro da queda notória na competitividade de nossos produtos lácteos, com base em uma estrutura de custos notoriamente distorcida e uma diferença bruta de taxa de câmbio com nossos vizinhos", diz a declaração.

"Também estamos testemunhando a queda de várias empresas de industrialização no setor, algumas das quais já fecharam e deixaram o país, e outras, como a Pili S.A., que parecem inexoravelmente se mover para o fechamento de suas atividades".

Eles ainda acrescentaram: "exigimos que o governo assuma nos mais altos níveis como as circunstâncias justificam a responsabilidade de defender o direito ao trabalho dos produtores de leite e todos aqueles que compõem a grande família do setor", concluiu a declaração.

O documento foi assinado pela ANPL e pelas corporações de produtores no departamento de San José, San Ramón (Canelones), Flórida, departamento Canelones, Maldonado, Villa Rodríguez (San José) e o Intergremial dos Produtores de Leite. (As informações são do El País Digital, traduzidas e resumidas pela Equipe MilkPoint)

Número de agtechs no país dispara em 2 anos

Muito mais gente está interessada hoje nos problemas da vida rural brasileira - ou, melhor dizer, na possibilidade de ganhar dinheiro encontrando soluções tecnológicas para eles. Isso explica por que o número de startups voltadas ao agronegócio tenha mais que dobrado entre 2016 e o primeiro semestre de 2018, conforme mostra o 2º Censo Agtech Startups Brasil, que acaba de ser concluído. Eram 76; agora são 184 empresas. Juntas, levaram à criação declarada de 1.536 postos de trabalho de alta qualificação no país. O novo levantamento realizado pelo AgTechGarage e a Esalq/USP, e antecipado ao Valor, faz um recorte mais aprofundado em relação ao censo anterior e mostra dois aspectos positivos em relação à disseminação da inovação no campo. Um deles é o espraiamento territorial desses empreendedores com o aparecimento, ainda que tímido, de startups no Norte e Nordeste, e o crescimento do empreendedorismo no Centro-Oeste. Amapá, Amazonas, Pará e Piauí são novidades, mas Goiás e Mato Grosso ganharam representatividade maior. 

Outro aspecto é a diversificação das culturas atingidas. Preferência do grande produtor rural brasileiro, a soja continua sendo o carro-chefe também na busca por tecnologias que ampliem a previsibilidade e a produtividade das lavouras. Os empreendedores trabalhando nesta agenda perfazem nada menos que 46% das agtechs levantadas. Mas surgiram desta vez tecnologias também para culturas menos commoditizadas, como a hortifruticultura e a piscicultura. 

 

"Em uma escala de 1 a 5, a receptividade do agricultor brasileiro à tecnologia passou a pender bem mais para alta", afirma José Tomé, do AgTechGarage, de Piracicaba. O amadurecimento do empreendedorismo rural se vê tanto na melhor aceitação da tecnologia por parte do produtor quanto na capacidade das startups de atender o cliente em cenários adversos. Segundo Tomé, as empresas conseguiram dar um "jeitinho" na realidade brasileira de baixa conectividade rural. "É claro que não ter internet não é bom, dificulta, mas o que o censo mostra é que as startups não viram isso como uma barreira de entrada", diz ele. Na prática, o que elas fizeram está no cerne da concepção do que é ser uma startup: detectaram o problema rapidamente e adaptaram-se para resolvê-lo mais rápido ainda. "Sem internet, as startups criaram, por exemplo, aplicativos que podem ser alimentados offline para descarregar as informações na fazenda, onde tem sinal de internet". 

O advento das agtechs tirou a hegemonia das grandes empresas do setor agroquímico mundial na corrida por novas tecnologias capazes de elevar o rendimento no campo. Apesar disso (ou talvez exatamente por isso), importantes parcerias começaram a ser fechadas entre ambos os lados. O censo mostra que 51% disseram já ter ao menos uma parceria com uma grande empresa. Isso propiciou algumas vantagens: o acesso à base de clientes e vendas, a contratação do projeto-piloto, a capacitação e mentoria e ainda conexões comerciais outrora impensáveis. Nesse sentido, mais da metade dos respondentes (58%) também já dizem estar resguardadas por algum tipo de proteção intelectual.

"Empresas e startups estão se conhecendo e interessadas nessa aproximação", diz Mateus Mondim, professor da Esalq/USP e co-idealizador do censo. "E podemos dizer é que as startups estão em processo de amadurecimento". Segundo ele, o Estado de São Paulo ainda é o maior "cluster" de agtechs no país. Mais de 50% das iniciativas empreendedoras estão localizadas no eixo de Piracicaba, Campinas e a capital paulista. De acordo com Mondin, isso ocorre por diversos fatores, desde a forte presença acadêmica e o fácil acesso logístico a essas cidades a políticas públicas e verbas para aplicação em ciência. 

O censo é a primeira parte de um trabalho de compreensão do movimento de startups no campo no Brasil, e não para por aí. Mondin diz que o próximo passo será a publicação de um relatório bilíngue para dar lastro ao levantamento, que contou com a ajuda de um grupo de estudantes da Esalq-USP e dos professores Andrew Zimbroff, da University of Nebraska-Lincoln, e Gregory G. Graff, da Universidade Estadual do Colorado. Segundo ele, o documento colocará os números no contexto nacional. "Nos EUA, por exemplo, o censo de agtechs inclui toda a cadeia do agronegócio, de ponta a ponta. Se uma empresa cria uma solução que diminua o desperdício de alimentos no supermercado, ela é considerada uma agtech. Aqui, a nossa visão é muito mais restrita", afirma Mondin. Além disso, diz, muitas startups brasileiras ainda não se entendem como uma 'agtech' por não atuarem diretamente no setor - não desenvolveram um software de gestão, não tem um satélite, etc. "Com isso, deixaram de aparecer muito mais coisas novas". (Valor Econômico)  

Dia de Campo do Leite é transferido para novembro
Dia de Campo - A equipe de pesquisa em produção de leite da Embrapa Clima Temperado (Pelotas,RS) cancelou hoje a realização do 7º Dia de Campo do Leite, inicialmente marcado para acontecer nesta semana. O evento que estava agendado para o dia 4 de outubro foi transferido para a data de 13 de novembro, com a mesma programação e dinâmica do evento. Após constatarem as condições de infraestrutura na Estação Experimental de Terras Baixas, no Capão do Leão/RS, que foi acometida por danos, que prejudicaram as condições de cercas, rede elétrica, estradas, entre outros, devido ao mau tempo, fez com que a equipe de pesquisa transferisse a atividade para nova data. "Queremos oferecer condições de segurança e conforto para nosso público participante do Dia de Campo e precisamos também manter as condições de qualidade quanto ao nível técnico nas estações, portanto, necessitaremos reparar a infraestrutura do local", explicou o analista de transferência de tecnologias Rogério Dereti. (Embrapa)

 

Porto Alegre, 01 de outubro de 2018                                              Ano 12 - N° 2.830

DFA lidera os 20 principais processadores de leite do mundo

A IFCN, rede de pesquisa de lácteos, publicou a lista dos 20 maiores processadores de leite do IFCN em todo o mundo. Esta lista é publicada a cada dois anos e mostra a participação de mercado dos maiores processadores de leite. Os 20 principais processadores de leite coletam 211 milhões de toneladas de leite (leite equivalente), o que representa 25,4% de todo o leite produzido no mundo. A Dairy Farmers of America (DFA) lidera a lista novamente em 2018, com 29,2 milhões de toneladas de leite produzido, com 3,5% da participação total no mercado mundial de produção de leite. A Fonterra e a Lactalis mantiveram seu segundo e terceiro lugares em comparação com a lista de 2016. Há quatro empresas nos EUA e quatro empresas francesas no top 20, enquanto China, Alemanha e Canadá têm duas empresas cada um.

Uma nova entrada
A Saputo aumentou sua participação em cerca de 2,1 milhões de toneladas devido à aquisição da australiana Murray Goulburn, subindo dois lugares, para a sétima posição na lista. A empresa indiana Amul subiu do 13º para o 9º lugar, com 9,3 milhões de toneladas, impulsionada pelo crescente consumo de leite e pelo fato de a IFCN ter decidido padronizar a ingestão de leite de conteúdo natural para 4% de gordura e 3,3% de proteína. A única nova entrada no gráfico é a Bongrain/Savencia, na 20o posição, enquanto a única empresa que saiu do top 20 foi a empresa norte-americana, Land O'Lakes. (As informações são do Dairy Reporter, traduzidas pela Equipe MilkPoint)
 
 

 

Perspectivas do USDA sobre o mercado lácteo da América do Sul - Relatório 39 de 27/09/2018

Leite/América do Sul - A América do Sul está na transição do inverno para a primavera e o clima está confortável para as vacas de leite que continuam aumentando a produção de leite. E, ao contrário de outros anos, os meteorologistas afirmam que os efeitos de El Niño devem ser bem menos agressivos na primavera e verão.  Assim sendo a previsão é de que a produção de leite continue crescendo dentro dos padrões sazonais típicos. Alguns assuntos políticos estão impactando na indústria de laticínios do Cone Sul. Na Argentina, por exemplo, o governo estabeleceu nova tarifas de exportação a partir de setembro, e entre os produtos atingidos estão os lácteos. A medida tenta mitigar a atual crise econômica e equilibrar o orçamento do país. Os efeitos dessa nova taxação nos mercados doméstico e internacional serão conhecidos em breve. No Brasil as eleições presidenciais ocorrerão no dia 7 de outubro e diversas questões sobre o futuro da indústria nacional de laticínios estão sendo colocadas para o presidente eleito.

No Uruguai, também no início de outubro, o Fundo de Garantia criado vários meses atrás, estará chegando aos produtores de leite. O fundo, avaliado em US$ 36 milhões ajudará a reduzir a alta dívida da maioria dos produtores de leite do país. (Usda - Tradução Livre: Terra Viva)

BEM-ESTAR: 3 FATORES QUE IMPACTAM A PRODUTIVIDADE DE VACAS LEITEIRAS

Bem-estar - Produtores de alta eficiência de todo mundo se preocupam muito sobre bem-estar de suas vacas. É fato que existe uma série de fatores relacionados ao estresse que ainda não estão bem elucidados e seus impactos na lucratividade da operação.  Os principais pilares são conforto comportamental (dor, medo etc.) e conforto térmico (calor, umidade etc.). Os animais não atingirão a performance desejada apenas com água, alimento e consistência. A felicidade do animal, por muito tempo subestimada, passou a ter comprovação científica, especialmente na última década após pressões de consumidores, de que não somente é um ponto ético, mas também financeiro da atividade. Não há mais dúvidas: animais felizes em seu dia a dia entregam mais resultados aos manejos e nas tomadas de decisões propostas. Animais doentes e com comportamento natural limitado não conseguem atingir as metas cada vez maiores impostas pelos custos da atividade. É uma mudança de paradigma para técnicos e produtores. Em países tropicais, como o Brasil, a pecuária é ainda mais desafiadora já que além de, na média, possuirmos menos estruturas e estratégias de construções e manejo que beneficiem o bem-estar do animal, também temos o desafio de temperatura e umidade, que para as raças mais produtivas, necessariamente melhoradas no mundo temperado europeu, os níveis confortáveis desses indicadores estão muito abaixo dos normais da região.

Abaixo, citamos 3 tópicos importantes com dicas resumidas de como focar o planejamento da fazenda buscando o máximo bem-estar animal:

1) Bem-estar comportamental
Vacas leiteiras possuem intrínsecas em seu comportamento características herdadas ao longo dos séculos de melhoramento da espécie/raça. Alguns exemplos característicos são:
a) Evite manejar animais individualmente em áreas apertadas ou fechadas. Vacas são animais que gostam de conviver em grupo e o estresse de serem retiradas do lote impacta na sua produção futura;
b) No sistema intensivo de produção é importante separar o mais cedo possível as bezerras das matrizes. Manter a área de bezerreiro longe das vacas, especialmente do pós-parto evitará desvios comportamentais e maximizará comportamentos produtivos: comer (2-3h/dia), beber (0,5h/dia), ordenhar (4-8h/dia), e descansar (>13h/dia);
c) Inteligência comportamental: consistência de manejo é importante. Os animais desempenharão melhor com o futuro dos manejos conhecido. Não mude em excesso as rotinas, alimentação e agrupamento (máximo 1x/15 dias);
d) Limpeza: por mais que não pareça, os animais preferem estar mais limpos do que sujos. Comportamentos de entrada em lama ou água são normalmente relacionados ao calor. Escore de higiene e, por exemplo, CCS (contagem de células somáticas) de tanque tem correlação média e contínua/linear.

2) Bem-estar de manejo e instalações
a) Vacas preferem fontes de água não muito frias e preferencialmente límpida ou mesmo corrente. Opte por bebedouros não muito largos e mais compridos de alta vazão, preferencialmente de aço inox, por serem mais fáceis de limpar e manterem a qualidade da água por mais tempo. Mais consumo de água, alimento e leite;
b) A falta de espaço em confinamentos pode levar o animal a praticar comportamentos estereotipados, ou seja, fora do normal, como consumo de terra, morder metais e madeira etc. Ambientes bem dimensionados, e a presença até mesmo de coçadores/brusher, podem aumentar até 5% na produção dos animais;
c) Falta de luz deve ser evitada. Barracões de confinamento precisam de ao menos 200 lux para estimular os animais, mesmo à noite. No mínimo 7h de luz é importante, inclusive no inverno;
d) Sombras (cercas de madeira) devem também ser evitadas já que os animais não veem profundidade e podem confundir com buracos e obstáculos;
e) Medo. Ainda é comum termos equipes de fazenda que agridem os animais, especialmente na hora mais nobre do dia: a ordenha. Treinar e conscientizar a equipe é importante para evitar isso. Uma boa maneira de avaliar como está sua fazenda é andar por entre os animais. Existe a conhecida zona de fuga onde o animal ao se sentir ameaçado se afasta. Quanto menor esse raio em volta da vaca, melhor o seu manejo. Vacas taurinas (raças europeias) podem e devem aceitar contato direto;
f) Outro ponto importante é passar as novilhas que nunca pariram no pré-parto todos os dias - nos últimos 15 dias antes do parto. Quando parirem, as novilhas estarão mais habituadas no sistema, especialmente animais mestiços;
g) Sons altos demais ou agudos demais, e gritari
a desordenada, devem também ser evitados, especialmente na sala de espera e ordenha. Discipline sua equipe;
h) Corredores de locomoção não devem ter superfície muito pedregosa nem muito lisa. Concreto armado com frisos é a melhor opção, e tapetes/borrachas para áreas de descanso/alto tempo parado.
 
3) Bem-estar térmico
a) Sombras em fazendas leiteiras são quase sempre mal dimensionadas. Trabalhar com 2-4 m² para gado jovem, 8-10 m² para vacas leiteiras e 12-14 m² para pré-parto é essencial para o máximo aproveitamento e mínima formação de barro. Dê preferência para arborização que possui maior poder de redução de sensação térmica. Sombrites em áreas gramadas devem também deixar parte da luz passar para poder manter a vegetação intacta e menos barro (< 60% de interceptação luminosa);
b) Os componentes temperatura e umidade são de grande importância para vacas de leite e compõem um índice de estresse chamado ITU ou THI. Quanto maior a umidade da região ou da época do ano, menor a temperatura de estresse. Não existe temperatura crítica fixa, mas, em média, para vacas de origem europeia, esse valor se encontra em torno de 14ºC, e para mestiças 18ºC. A vaca não precisa colocar a língua para fora para provar que está em estresse;
c) Para quem não possui barracão é essencial possuir uma sala de banho acessória, que pode ser colocada na sala de espera da ordenha. Trabalhos mostram que em determinadas situações, molhar e ventilar vacas 5 x ao dia pode ser tão efetivo quanto estruturas barracões para ventilação e/ou aspersão contínua em produção de leite, e chega a ser até 50 x mais barato. O pior horário de estresse ocorre entre 15-18h, período em que focamos os banhos, inclusive do pré-parto.

Gráfico de temperatura retal/vaginal de vacas leiteiras medido com dispositivo I-button®. É considerado em estresse o animal acima de 39,1ºC. (Compre Rural)

 

IHM, do Grupo Stefanini apresenta iTrack, ferramenta para controle de qualidade de laticínios
iTrack - A IHM Stefanini, empresa do Grupo Stefanini focada na vertical de indústria, apresenta para o mercado a solução iTrack, voltada para controle de qualidade e rastreabilidade na indústria de lácteos. A ferramenta permite que todos os dados do processo produtivo de um laticínio sejam armazenadas em um só lugar, dispondo-os de maneira simples e objetiva. Uma vez digitalizados, os torna-se possível encontrar qualquer dado instantaneamente, o que caracteriza um maior controle sobre a produção, com facilidade e agilidade para analisar as informações. A ferramenta tem outras importantes funcionalidades. Ela permite ver e corrigir uma não conformidade no momento em que ela ocorre, o que reduz a variabilidade do processo e contribui para uma maior qualidade do produto. Além disso, a análise dos dados permite ver como cada fator impacta no processo, o que possibilita direcionar ações para melhorar o rendimento. "O iTrack controla melhor a produção sem a necessidade de grandes investimentos. Para utilizar a ferramenta, basta ter um computador ou tablet com acesso à internet. Todos os dados são armazenados na nuvem e o sistema pode ser acessado de qualquer lugar", explica Pedro Henrique Couto, um dos idealizadores do produto. Acesso à informação - O iTrack usa um QR-code para cada um dos lotes, bastando escaneá-lo para ter acesso a todas as informações daquela unidade logística. Como a rastreabilidade tem sido cada vez mais exigida por varejistas e mesmo consumidores, também há facilidades nesse sentido: a ferramenta permite apresentar garantias e mesmo emitir o código de barras EAN-128, exigido por algumas redes de supermercado. Há espaço ainda para dados além dos habitualmente exigidos em auditorias, como, por exemplo, os ingredientes utilizados e o tanque em que um determinado lote de queijos é produzido, o que permite uma rastreabilidade ascendente. A ferramenta é capaz de projetar o rendimento embalado, que é a quantidade do produto a ser efetivamente comercializada - dado extremamente valioso para o planejamento. "O iTrack vai muito além de um banco de dados. Trata-se de uma solução pensada para garantir a rastreabilidade, reduzir as não conformidades e fazer com que as análises e decisões de negócio sejam baseadas em dados reais da produção, o que pode gerar ganhos de rendimento de 2% a 5%", comenta Rudá Martins, Gerente de Inovação da IHM Stefanini. (ITF365)