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Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 15 de janeiro de 2020                                                  Ano 15 - N° 3.384


Produção de leite enfrenta desafios com temperaturas elevadas

Apesar da boa oferta de pastagens, as temperaturas elevadas têm se constituído como um grande desafio de manutenção para os animais, fazendo com que os produtores tenham que organizar o manejo de forma a garantir o consumo das forrageiras em horários com menor exposição, principalmente das categorias de maior exigência nutricional.

Animais de origem europeia, como da raça Holandesa, são muito sensíveis ao estresse calórico, o que impacta diretamente na produção de leite. Em todas as regiões, segue a preocupação com a implantação de novas áreas de milho para silagem, a fim de garantir reserva de alimentos para os vazios forrageiros futuros.

 Os rebanhos no geral estão em boas condições sanitárias, mas os produtores monitoram e controlam o aparecimento de carrapatos e outros ectoparasitas, comuns nessa época do ano. A ocorrência de chuvas mais esparsas e de curta duração tem facilitado o manejo dos rebanhos, o pastejo dos animais e as condições higiênicas dos corredores e arredores das instalações de ordenha. 

Nas regiões de Passo Fundo e Pelotas, a elevação dos preços dos grãos (milho e soja) tem sido motivo de preocupação entre os produtores, uma vez que a alta reflete diretamente nos custos de produção do leite. Em alguns municípios da região de Passo Fundo, os produtores registram mais prejuízos nas lavouras de milho que seriam destinadas à elaboração de silagem.

Na de Caxias do Sul, boa parte dos produtores forneceu alimentos alternativos à silagem de milho, devido aos baixos estoques nos silos; cresceu a oferta de cevada úmida aos animais, de palha de trigo, de caroço de algodão, além de casquinha de soja, silagem de pré-secado e feno.

Os produtores que ensilaram trigo ou outros cereais de inverno têm melhores condições e conseguiram manter o escore corporal e a produtividade dos animais. Na região de Bagé, os produtores relatam pequena redução no volume de leite. Esta situação é normal para a época, considerando a qualidade inferior das forrageiras de verão em comparação com as espécies de inverno e primavera, e devido à ingestão de pasto por causa do calor. (As informações são da Emater/RS)


Produção industrial no RS cresce 3,8% em novembro

A produção industrial no Rio Grande do Sul registrou alta de 3,8% em novembro, em relação a outubro. Foi o sétimo avanço mensal consecutivo e o segundo melhor entre os 15 locais analisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou os dados ontem.

Pela pesquisa, somente a Bahia teve crescimento acima do Rio Grande do Sul, com 4,9%. A média no país foi de 1,2%.

Conforme o gerente da pesquisa, Bernardo Almeida, a produção industrial gaúcha representou a segunda maior influência positiva, atrás de São Paulo, que avançou 1,5%, mas cujo peso no levantamento é mais expressivo. Almeida comentou que o desempenho no Rio Grande do Sul foi obtido com boa participação do setor de couro, artigos de viagens e calçados.

Na comparação com novembro de 2019, o Estado teve alta de 8,7% na produção. Por outro lado, no acumulado de 12 meses, seguiu no vermelho. Quando comparado com igual período anterior, a baixa foi de 7% no Rio Grande do Sul.

Almeida destacou o avanço de 1,5% em São Paulo, depois da retração de 0,5% em outubro e cinco meses de crescimento entre maio e setembro. Ele informou que as influências positivas na indústria paulista foram do setor de veículos e do segmento de máquinas e equipamentos.

Para o gerente, a queda de 0,5% na indústria paulista em outubro mostra que já passou o período de compensação das perdas resultantes de paralisações devido à pandemia.

- Todo aquele pique de produção para a recuperação já passou. Agora, o ritmo que temos é o que já estava antes da pandemia, mais cauteloso e gradual. Demonstra toda a parcimônia e a moderação da indústria em relação à conjuntura em que ela está introduzida, com desemprego, diminuição do número de contratações e falta de abastecimento de insumos que a pandemia está causando pelas medidas sanitárias dentro das plantas produtivas - observou o analista. (Zero Hora)

 

 

 

Conseleite/MG: Valor de referência para o leite em Janeiro

A diretoria do Conseleite Minas Gerais reunida no dia 13 de Janeiro de 2021, atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I e de acordo com metodologia definida pelo Conseleite Minas Gerais que considera os preços médios e o mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes, aprova e divulga:

a) os valores de referência do leite padrão, maior e menor valor de referência para o produto entregue em Novembro/2020 a ser pago em Dezembro/2020. 

b) os valores de referência projetados do leite padrão, maior e menor valor de referência para o produto entregue em Dezembro/2020 a ser pago em Janeiro/2021. 

c) os valores de referência projetados do leite padrão, maior e menor valor de referência para o produto entregue em Janeiro/2021 a ser pago em Fevereiro/2021. 

Períodos de apuração: 
Mês de Novembro/2020: De 30/10 a 26/11/2020 
Mês de Dezembro/2020: De 27/11 a 24/12/2020 
Decêndio de Janeiro/2021: De 25/12/2020 a 07/01/2021 

Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada “Leite Padrão”, se refere ao leite analisado que contém 3,30% de gordura, 3,10% de proteína, 400 mil células somáticas/ml, 100 mil ufc/ml de contagem bacteriana e produção individual diária de até 160 litros/dia. Os valores são posto propriedade incluindo 1,5% de Funrural. 

O Conseleite Minas Gerais gera mais valores do que apenas o do leite padrão, maior e menor valor de referência, a partir de uma escala de ágios e deságios por parâmetros de qualidade e ágio pelo volume de produção diário individual, apresentados na tabela acima. 

Visando apoiar políticas de pagamento da matéria-prima leite conforme a qualidade e o volume, o Conseleite Minas Gerais disponibiliza um simulador para o cálculo de valores de referência para o leite analisado em função de seus teores de gordura, proteína, contagem de células somáticas, contagem bacteriana e pela produção individual diária. O simulador está disponível no seguinte endereço eletrônico: www.conseleitemg.org.br  (Conseleite/MG)


Jogo Rápido

Tempo ameno e possibilidade de temporais para os próximos sete dias
A semana terá temperaturas amenas e possibilidade de temporais no Rio Grande do Sul, de acordo com o Boletim Integrado Agrometeorológico nº 02/2021, divulgado pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR), em parceria com a Emater-RS e Irga. Na sexta-feira (15), a presença do ar seco manterá o tempo firme e grande amplitude térmica, com temperaturas amenas no período noturno e valores acima de 30°C durante o dia. Entre o sábado (16) e domingo (17), o deslocamento de uma frente fria vai trazer instabilidade e chuva para todo o Estado, com possibilidade de tempestades, com fortes rajadas de vento e eventual queda de granizo. Na segunda (18), o ingresso de uma nova massa de ar seco manterá o tempo firme na maioria das regiões e somente na faixa Norte poderão ocorrer chuvas isoladas pela manhã. Na terça (19) e quarta-feira (20), o tempo seco com sol e poucas nuvens vai predominar, com temperaturas amenas em todo o Rio Grande do Sul. Os valores esperados de chuva deverão oscilar entre 20 e 40 mm na Metade Sul. No restante do Estado, os volumes deverão variar entre 50 e 60 mm, podendo superar os 70 mm em alguns municípios. O boletim também avalia as condições atuais das culturas de soja, milho, olerícolas, cebola, mirtilo, uva, amora, bovinos de corte e leite, ovinos, mel e arroz. O documento completo pode ser consultado em www.agricultura.rs.gov.br/agrometeorologia. (SEAPDR)


 

Produção industrial no RS cresce 3,8% em novembro | Conseleite/MG: Valor de referência para o leite em Janeiro | Tempo ameno e possibilidade de temporais para os próximos sete dias

Clique aqui para acessar as notícias na íntegra.

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Porto Alegre, 14 de janeiro de 2020                                                  Ano 15 - N° 3.383


Estado registra reduções R$ 1,7 bi na dívida do caixa

O governo do Estado anunciou nesta terça-feira a redução de quase R$ 1,7 bilhão na dívida do caixa único (Siac). Segundo o Executivo, a gestão do fluxo de caixa contribuiu para que a folha salarial e os pagamentos de fornecedores da Tesouraria Central fossem regularizados no final de 2020.

Durante a entrevista, Cardoso detalhou o funcionamento do caixa único (Siac). "O governo estadual tem uma quantidade grande de contas correntes, e isso é comum em governos, porque existem diferentes formas de receitas, como o ICMS e transferências do governo federal. Isso faz com que existem muitas contas correntes com a gestão final centralizada na Fazenda. O que aconteceu foi que o caixa único gerou uma dívida dentro do Estado". E explicou o porquê das dívidas: "é como se uma conta única pegasse recursos de outras contas. Foi isso que mascarou o déficit do Estado. O tesouro não tinha recursos para pagar com as suas receitas e ele acabou alugando recursos dessas outras contas cuja finalidade principal são diferentes". 

O secretário ainda destacou que a redução só foi possível devido às reformas já aprovadas, como a administrativa. "A reorganização no fluxo de caixa ocorre ao lado das reformas estruturais que, às vezes, a população acaba não enxergando de forma correta", afirmou. "Se trata de uma melhor alocação de despesas", finalizou Cardoso. (Correio do Povo)


Investimento privado moderniza estrutura de controle sanitário animal no RS 

Fundesa pulveriza aportes que vão além de melhorias nas inspetorias veterinárias

Mantido exclusivamente com recursos do setor privado, o Fundo de Desenvolvimento de Defesa Sanitária Animal (Fundesa) gerencia hoje quase R$ 100 milhões em recursos e, com diferentes aportes no setor público, fez os controles oficiais na área darem um salto nos últimos anos. 

Além de não contar com nenhuma verba púbica, a entidade investe em melhorias nas inspetorias veterinárias estaduais e em ações que vão muito além de focar na retirada da vacina contra a febre aftosa. Amanhã, a instituição fará sua assembleia geral e apresentação do balanço de 2020, cujas ações se avolumaram significativamente. 

Ver o anúncio de um novo status sanitário para o Rio Grande do Sul por parte da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), o que pode ocorrer em maio, é a expectativa para 2021, diz o presidente do fundo, Rogério Kerber. Mas o trabalho nunca se limitou a isto, destaca o executivo. Ainda que boa parte dos investimentos feitos pelo Fundesa em 2020 tenham sido com essa finalidade, as ações no setor de pecuária de leite, suínos e aves não pararam. 

Apenas para estimular a substituição de vacas com brucelose e tuberculose por animais saudáveis, o que exige investimento dos pecuaristas, o fundo liberou, em indenizações, R$ 6,7 milhões no ano passado. Basicamente, o Fundesa compensa parte da perda do produtor com o abate do animal doente, evitando e reduzindo as contaminações no rebanho gaúcho e estimulando a ação sanitária. 

“As indenizações no setor leiteiro minimizam a perda do produtor com o abate, e estimula ele a fazê-lo, inclusive. O valor de um animal doente é zero, mas indenizamos o produtor para que não deixe de fazê-lo. Até porque ele mesmo é prejudicado em seu rebanho e produtividade com uma animal contaminado”, explica Kerber. 

Os recursos gerenciados pelo Fundesa têm origem em valores pagos por produtores e indústrias em contribuições sobre a produção, seja ela carne (bovina, suína ou de aves), leite ou ovos. Esses valores são calculados a partir de frações da Unidade Padrão Fiscal (UPF) do Estado. No caso de abate de um bovino, por exemplo, o produtor paga R$ 0,56 e a indústria recolhe o mesmo valor, totalizando R$ 1,12 por cabeça abatida recolhido ao fundo. (Jornal do Comércio)

China - Comércio e consumo

A China é o maior importador mundial de lácteos, e a produção interna encontra-se estagnada desde  2008.

 
 

Há evidente crescimento no consumo e a lacuna criada entre a oferta e demanda é preenchida com importações. A previsão é de que as importações de leite fluido, principalmente nas embalagens UHT, chegarão a 980.000 toneladas em 2021, um aumento de 5% em relação a 2020, impulsionadas pelo crescente aumento da demanda dos consumidores e pelas indústrias de processamento de alimentos. De acordo com relatório da Agência PwC, “o leite UHT foi o primeiro produto lácteo a alcançar um consumo generalizado [na China, mas o leite fresco também vem se tornando popular com o crescimento da capacidade das cadeias de frios da distribuição, e os consumidores procuram produtos mais nutritivos”.

De acordo com o relatório, os consumidores chineses consumiram 97 gramas, diariamente, de produtos lácteos  em 2019 – o número mostra a grande diferença em comparação com a média global que é de 303 gramas. De acordo com o USDA, a União Europeia (UE) continua sendo o maior fornecedor de leite fluido para a China, seguida pela Nova Zelândia. A importação de queijo pela China está prevista para subir 17% em 2021, dada a forte demanda. Os maiores fornecedores de queijos são Nova Zelândia e Austrália. As duas maiores indústrias de laticínios chinesas são Yili e Mengniu. (Dairy News - Tradução Livre: Terra Viva)

 

Jogo Rápido

Futuro das fazendas de leite
Na China, fazendas de grande escala utilizam modernas tecnologias de produção e técnicas de manejo alimentar para melhorar a eficiência produtiva e qualidade dos produtos. De acordo com um projeto do Ministério da Agricultura e Negócios Rurais (MARA, sigla em inglês), em janeiro deste ano, o governo irá continuar dando apoio aos agricultores e cooperativas de produtores: o projeto visa continuar construindo ou aperfeiçoando 1.500 fazendas de leite e 100 instalações de processamento de leite a cada ano, até 2022. Um relatório da PwC afirma que a modernização das fazendas de produção de leite na China foca na padronização, mecanização, melhoramento genético e escala da fazenda. E acrescenta: “a próxima onda será a mudança para ordenha e alimentação automatizadas e pecuária leiteira de precisão. Essas tecnologias irão melhorar ainda mais a eficiência, produtividade e saúde animal. Os sistemas automatizados de ordenha (AMS) são usados, atualmente, para apenas 1 a 2% das vacas chinesas”. (Dairy News - Tradução Livre: Terra Viva)
 

 

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Porto Alegre, 13 de janeiro de 2020                                                  Ano 15 - N° 3.382


Início da colheita confirma perdas na safra do milho

Expectativa de produção era de 5,9 milhões de toneladas, mas resultado tende a ficar abaixo de 3,5 milhões de toneladas por causa da estiagem
 
Com a colheita do milho em andamento, o produtor gaúcho  começa a verificar o quanto a falta de chuvas na primavera de 2020 comprometeu o resultado das lavouras. A  percepção inicial, com 8% da área cultivada já colhida, indica prejuízos tanto na quantidade como na qualidade do grão. Para a Associação dos Produtores de Milho (Apromilho/RS), a produção estadual não irá chegar a 3,5 milhões de toneladas, volume muito inferior aos 5,9 milhões de toneladas (milho-grão) inicialmente estimados pela Emater.

O presidente da Apromilho, Ricardo Meneghetti, acredita que as empresas compradoras não farão distinção entre o produto de qualidade boa ou ruim em função da escassez dessa matéria-prima no Estado. Mas considera que o produtor sentirá os impactos de ter menos grão disponível, justamente em um ano que tende a manter preços remuneradores. Nos últimos dias, a cotação da saca estava próxima de R$ 82,00, segundo o Cepea/Esalq/USP.

Os números de uma safra mais enxuta já são visíveis na regional da Emater de Frederico Westphalen, uma das primeiras a colher as lavouras. Naquela região, diversos municípios decretaram situação de emergência entre outubro e dezembro de 2020 por causa da seca. No momento, cerca de 10% dos 82 mil hectares plantados com milho grão já estão colhidos  e têm apresentado produtividade média de 50 sacos por hectare – a projeção inicial indicava 140 sacos por hectare. Em relação ao milho para silagem, cerca de 60% dos 20 mil hectares plantados na primeira safra já foram colhidos, com rendimento entre 12 a 15 toneladas por hectare, quando se esperava a média de 35 toneladas por hectare.

Segundo o gerente regional da Emater de Frederico Westphalen, Luciano Schwerz, o milho para silagem tem apresentado qualidade baixa e, por isso, se prevê ampliação da área destinada à cultura na safrinha para que os produtores consigam maior oferta de alimento para os animais.

Schwerz confirma que o milho grão também tem apresentado avarias e, assim como Meneghetti,  não acredita em descontos. “A demanda é muito grande e as empresas não vão abrir mão deste milho por este fator”. (Correio do Povo)


Compra de produtos lácteos difere em domicílios com e sem filhos nos EUA

Os consumidores de laticínios americanos são frequentemente influenciados por uma variedade de fatores que podem afetar seus hábitos de compra. Esses fatores incluem gosto, preferência, informação governamental, histórico cultural, mídias sociais e notícias.

Em um artigo que aparece na JDS Communications, pesquisadores descobriram que as famílias que frequentemente compravam alimentos para crianças estão interessadas em laticínios como parte de sua dieta e compraram quantidades maiores de leite fluido e com maior teor de gordura.

Para avaliar os hábitos de compra de famílias que compram alimentos para crianças versus aquelas que não compram, pesquisadores da Purdue University e da Oklahoma State University coletaram dados através de uma ferramenta de pesquisa online, a Qualtrics.

Os entrevistados, que tinham 18 anos ou mais, foram questionados sobre uma variedade de perguntas para coletar informações demográficas e o comportamento de compra de produtos lácteos de residentes nos EUA.

A Kantar, um banco de dados de painéis online, foi usada para obter participantes através de seu banco de dados de painéis opt-in. "A amostra foi direcionada para ser representativa da população dos EUA em termos de sexo, idade, renda, educação e região geográfica de residência, conforme definido pelo US Census Bureau (2016)", disse o autor Mario Ortez, doutorando na Universidade Purdue em West Lafayette, NOS, EUA.

A pesquisa recebeu um total de 1.440 respostas a serem avaliadas. Pelos resultados, 511 entrevistados indicaram que frequentemente compravam alimentos especificamente para crianças, enquanto 929 indicavam que não. Dos 1.440 entrevistados, 521 indicaram ter pelo menos uma criança no domicílio e 912 indicaram não ter filhos em casa.

O estudo constatou que os domicílios que frequentemente compravam alimentos para crianças geralmente compravam maiores quantidades de leite fluido, juntamente com o leite fluido com maior teor de gordura. Famílias com crianças também compravam iogurte com mais frequência do que outras famílias.

Outros achados da pesquisa indicaram que queijo e leite são mais frequentemente comprados para parte de uma refeição, e o iogurte é comprado com mais frequência como lanche. A pesquisa também constatou que as famílias relataram em grande parte a revisão dos atributos do produto de preço, data de validade e informações nutricionais (nessa ordem) sobre rótulos de ovos, leite e carne.

"Este estudo demonstra a crença contínua entre os consumidores americanos de que os produtos lácteos são uma parte importante de uma dieta saudável das crianças. A popularidade do leite integral, do queijo e do iogurte dentro dessas casas sugere que as crianças desfrutam do sabor dos produtos lácteos e ficam felizes em consumi-los durante as refeições regulares e na hora do lanche", disse

Matthew Lucy, PhD, editor-chefe da JDS Communications, University of Missouri, Columbia, MO, USA. Esses achados podem influenciar os esforços de marketing de produtos e as decisões das partes interessadas na indústria de laticínios.

"Estudos futuros podem se basear neste trabalho avaliando se há um efeito de repercussão da compra especificamente para crianças e os hábitos gerais de compra de produtos lácteos e proteicos dessas famílias", disse a Dra Courtney Bir, PhD, coautora do estudo e professora assistente da Oklahoma State University, Stillwater, OK, EUA.

Os formuladores de políticas e empresas podem usar essas informações para ajudar a informar a rotulagem de produtos e melhor direcionar os segmentos necessários para aumentar a conscientização dos produtos e melhorar a indústria de laticínios como um todo. (As informações são do Dairy Industries International, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

Lojista consegue na Justiça alterar índice de correção de aluguel 

Lojistas decidiram ir ao Judiciário para questionar a correção de aluguéis pelo IGP-M ou IGP-DI, índices divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e que em 2020 variaram muito acima de outros que medem a inflação. A primeira decisão que se tem notícia beneficia uma loja no Shopping Morumbi, em São Paulo. Obteve o direito de reajuste pelo IPC, medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). 

A diferença é grande e compensa a ida do lojista ao Judiciário em caso de fracassarem as negociações com o locador, segundo advogados. Em 2020, o IGP-M e o IGP-DI variaram, respectivamente, 23,14% e 23,08, enquanto o IPC registrou 5,62%. O IGP-M e o IGP-DI são calculados da mesma forma pela FGV, só muda o período em que os preços são consultados. 

A decisão favorável ao lojista do Shopping Morumbi foi dada pela 12ª Vara Cível de São Paulo. A juíza Celina Dietrich e Trigueiros Teixeira Pinto determinou em tutela antecipada (espécie de liminar) a aplicação do IPC por constar no contrato como índice alternativo ao IGP-DI. 

Antes de a ação ser ajuizada, foi tentado um acordo com o shopping, segundo o advogado da empresa, José Nantala Bádue Freire, do escritório Peixoto e Cury Advogados. A tutela antecipada foi solicitada em ação revisional de aluguel. 

A loja pediu a mudança de índice com base nas dificuldades enfrentadas pelo comércio na pandemia, com fechamento de lojas e redução do atendimento presencial. Inicialmente, o pedido foi negado. Para a juíza, apesar de ter razão no mérito, a loja não comprovou estar em dia com o pagamento dos aluguéis e nem havia especificado o índice a ser aplicado. 

Com a apresentação das informações, a liminar foi concedida. Na decisão, a magistrada afirma que a crise deflagrada pela pandemia demanda medidas urgentes e excepcionais para o reequilíbrio das relações contratuais atingidas. 

Ainda segundo ela, diante da alteração “inesperada e inevitável” da situação em que foi estabelecido o contrato, gerando desproporção por motivo imprevisível entre o valor da prestação originalmente contratada e o momento de sua execução, o Código Civil autoriza a readequação pelo juiz (artigo 317). 

Ela também citou entre os argumentos o artigo 393 do Código Civil. O dispositivo determina que o devedor não responde pelo prejuízo decorrente de caso fortuito ou força maior, se expressamente não se obrigou. De acordo com o advogado José Nantala Bádue Freire, o reajuste de 23% seria desproporcional e descolado da realidade. 

“O IGP-DI não tem a finalidade de remunerar, mas de recompor o valor do dinheiro no tempo, o poder de compra”, afirma. Por isso, acrescenta, não seria adequada a correção pelo índice, que rendeu mais do que alguns investimentos em 2020. No caso, diz o advogado, não se trata de pedido para pagar parte do aluguel ou adiar os vencimentos, como algumas empresas tentaram fazer. “Pedimos um reajuste baseado na realidade”, afirma ele, que considera a decisão um bom precedente para lojistas que não conseguiram renegociar seus aluguéis. 

Em nota, a Multiplan Empreendimentos Imobiliários, que administra o Shopping Morumbi, informa que mantém medidas de apoio aos lojistas, com reduções e isenções desde os primeiros sinais da pandemia e que a decisão foi proferida por juiz integrante do Plantão Judiciário, possui caráter liminar e que irá recorrer. 

“De acordo com o Código Civil, nas relações contratuais privadas deve haver intervenção mínima do Judiciário, sendo a mesma ilegal”, afirma. No Superior Tribunal de Justiça (STJ), há precedente desfavorável à troca de índices. 

Em 2003, a 4ª Turma decidiu a favor da correção pelo IGP-M em caso que uma empresa alegou ilegalidade no reajuste de prestações de um imóvel (REsp 403.028). O argumento era o de que o índice era abusivo e com variação muito superior a do INPC (IBGE) e, por isso, tornou-se inadimplente. Na época, o IGP-M variou 20,10% e o INPC, 8,43%. O Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF) havia aceitado o pedido. (Valor Econômico)

 

Jogo Rápido

US$ 100,81 bilhões
foi a receita das exportações do agronegócio brasileiro em 2020. A quantia representa alta de 4,1% sobre 2019. É o segundo melhor resultado da história. Fica atrás de 2018 porque, vale lembrar, em dólares, os preços médios tiveram recuo. Em reais, no entanto, o valor que fica para a economia é maior em razão da variação cambial. (Zero Hora)


 

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Porto Alegre, 12 de janeiro de 2020                                                  Ano 15 - N° 3.381


Cooperativa Santa Clara realiza sucessão na presidência

A partir de 1º de fevereiro de 2021, Gelsi Belmiro Thums, atual vice-presidente, assume a presidência da Cooperativa Santa Clara. A transição durante o atual mandato havia sido anunciada pelo presidente Rogerio Bruno Sauthier em reuniões anteriores com os associados e teve aprovação do Conselho de Administração, registrado em ata no dia 4 de janeiro deste ano. Sauthier seguirá no Conselho como vice-presidente e Itamar Tang continua como secretário.

Depois de 27 anos à frente da direção da Cooperativa, Sauthier explica que a transição já se desenhou há alguns anos e está andando de forma harmoniosa.  “Desde que assumimos sempre foram transições muito tranquilas no Conselho, sempre houve diálogo e quando chegou o momento de fazer a sucessão da presidência, ela foi planejada com todo cuidado que entendemos ser necessário para que seja harmônica. Pela aceitação dos associados, funcionários e lideranças da região tenho certeza que o Gelsi só tem a somar pela Cooperativa.”

De acordo com o Estatuto Social, o Conselho de Administração é eleito a cada três anos, em Assembleia Ordinária da Cooperativa. A chapa conta com 11 conselheiros, que uma vez eleitos, entre o grupo, escolhem a diretoria, que é composta por presidente, vice-presidente e secretário, podendo ser alterada a qualquer momento desde que com a concordância dos demais membros.

Gelsi Belmiro Thums tem 59 anos e uma longa trajetória no Cooperativismo. Desde pequeno trabalhou com leite e assumiu a propriedade dos avós ainda na adolescência. Foi sempre incentivador de ações em prol dos associados, tendo participado de cursos de qualificação oferecidos pela Cooperativa e também realizando o melhoramento genético de seu rebanho, partindo do zero até o PO. É associado à Santa Clara desde 1976 e desde 2000 faz parte do Conselho de Administração, tendo assumido como vice-presidente em 2009. (Assessoria de imprensa Santa Clara)


Leite/América do Sul

Junto com o novo ano vieram as chuvas para as principais áreas agrícolas e bacias leiteiras da América do Sul, depois de semanas de seca. Em geral, as condições de umidade estão proporcionando o desenvolvimento da soja e milho no Mercosul.

Algumas fazendas estão tendo problemas sanitários em decorrência da lama provocada pelas chuvas, embora não tenham sido relatados problemas com transporte. As altas temperaturas do verão continuam, apesar das chuvas, causando desconforto para as vacas e prejudicando a produção de leite.

A oferta de leite/creme está abaixo das necessidades da indústria para produção de queijo, manteiga, iogurte, leite condensado e leite em pó. O empacotamento de leite, inclusive o UHT, é prioritário dentro da conjuntura do Covid-19, e as vendas no varejo continuam firmes, enquanto o setor de serviços permanece com compras fracas.

O mercado de manteiga de leite está firme à medida que a demanda dos fabricantes de sorvetes e sobremesas congeladas aumenta e há o crescimento sazonal do mercado da manteiga. (Fonte: Usda – Tradução Livre: Terra Viva)

 

 

Argentina retoma o embarque de milho

Produtores garantiram que há oferta suficiente para o mercado doméstico

O governo argentino anunciou ontem a retomada parcial das exportações de milho do país. A decisão foi tomada após negociações com representantes do Conselho Agroindustrial Argentino.

Conforme comunicado divulgado pelo Ministério da Agricultura do país, a retomada vai acontecer por haver garantia de oferta de milho para abastecer o mercado interno. Os embarques ficarão restritos a 30 mil toneladas diárias, valendo tanto para novos acordos de venda ao exterior quanto para negócios fechados antes da suspensão.

Anunciada no dia 30 de dezembro, a suspensão das exportações estava prevista para se estender até o início de março. Em protesto, entidades como a Sociedade Rural Argentina e a Federação Agrária Argentina anunciaram na semana passada a interrupção completa das vendas do grão por um período de 72 horas.

A paralisação começou ontem, mas até o fechamento desta edição os líderes do protesto não haviam informado se ela seguirá de fato até esta quarta-feira.

A Argentina é um dos três maiores exportadores de milho do mundo. Segundo estimativas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), nesta safra 2020/21 o país deverá embarcar 34 milhões de toneladas, atrás apenas dos EUA (67,3 milhões) e do Brasil (39 milhões). (Valor Econômico)


Jogo Rápido

ICLT divulga processo seletivo para 2021
O Instituto de Laticínios Cândido Tostes (ILCT) torna público que selecionará candidatos para o curso Técnico em Leite e Derivados (Laticínios) para ingresso no 1º semestre de 2021. No Processo de Seleção ILCT/2021, o(a) candidato(a) poderá concorrer as vagas oferecidas por duas modalidades: Seleção para participantes do ENEM – Exame Nacional do Ensino Médio ou vagas oferecidas para os candidatos participantes da Seleção por Currículo. Serão 20 (vinte) vagas para a primeira modalidade e 10 (dez) vagas para a segunda modalidade. Para maiores informações acesse o site do ILCT, clique aqui. (As informações são do ILCT)

 

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Porto Alegre, 11 de janeiro de 2020                                                  Ano 15 - N° 3.380


Estiagem preocupa produtores rurais do Vale do Rio Pardo

Os produtores rurais do Vale do Rio Pardo temem sofrer perdas maiores que as da safra passada caso as chuvas não voltem ao padrão normal ainda em janeiro. O alerta sobre os prejuízos causados pela estiagem ao agronegócio e a falta de água para o consumo humano já foi levado por entidades do setor a lideranças políticas da região e ao secretário da Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Fernando Schwanke.

As chuvas nas últimas semanas foram irregulares em toda a região e, onde ocorreram, tiveram baixa intensidade. Isso prejudicou o plantio e o desenvolvimento das principais culturas agrícolas, especialmente a soja e o milho, além das pastagens.

O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária Gaúcha, deputado estadual Edson Brum, entende que os relatos dos produtores evidenciam a gravidade da situação enfrentada pelos agricultores e ressalta que eles “já amargam prejuízos significativos”.

Para Brum, falta ao Rio Grande do Sul uma política contínua para tratar o problema de forma preventiva. “Precisamos derrubar as barreiras que impossibilitam a implantação de programas de irrigação no Estado e buscar recursos que as viabilizem”, aponta. “Em 2020, conseguimos R$ 55 milhões para a perfuração de poços artesianos e abertura de açudes, mas esbarramos na burocracia e até agora as obras não iniciaram em grande parte dos municípios. Isso é inaceitável”, complementa.

Brum observou que a análise da Emater que indica que chuvas recentes favoreceram lavouras de soja e milho em zonas do Noroeste não se aplica às regiões Central, Carbonífera, Costa Doce e Vales do Rio Pardo e Taquari. Ontem havia áreas pedregosas do fundo do rio Pardo visíveis. (Correio do Povo)


Em meio a protestos, Argentina anuncia retomada parcial de exportações de milho

Embarques ficarão limitados a 30 mil toneladas diárias

O governo argentino anunciou hoje a retomada parcial das exportações de milho do país. A decisão foi tomada após negociações com representantes do Conselho Agroindustrial Argentino. 

Segundo comunicado do Ministério da Agricultura, a retomada ocorrerá por haver garantia de oferta de milho para abastecer o mercado interno. Os embarques ficarão restritos a 30 mil toneladas diárias, valendo tanto para novos acordos de venda ao exterior quanto para negócios fechados antes da suspensão. 

Anunciada no dia 30 de dezembro, a suspensão dos embarques estava prevista para se estender por três meses. Em protesto, entidades como a Sociedade Rural Argentina e a Federação Agrária Argentina anunciaram na semana passada a interrupção completa das vendas do grão por um período de 72 horas. 

A paralisação começou nesta segunda-feira. Até o momento, os líderes do protesto não disseram se ele seguirá até quarta-feira. (Valor Econômico)

Cresce a venda de máquinas

Comercialização avançou 7,3% de 43,9 mil unidades em 2019 para 47,1 mil em 2020

A venda de máquinas agrícolas avançou 7,3% durante o ano de 2020 no Brasil, segundo levantamento divulgado pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Foram comercializadas 47,1 mil unidades durante todo o ano passado, superando as 43,9 mil máquinas registradas em 2019. No último mês do ano, as vendas cresceram 49,8% na comparação com dezembro de 2019, alcançando 5 mil novas máquinas. 

A produção também caiu em 2020. Foram produzidas 47,9 mil unidades, número 9,8% inferior ao registrado em 2019. Em dezembro, porém, houve avanço de 117,6% em relação ao mesmo mês de 2019. Com relação à exportação, houve queda de 33,3%, com 8,6 mil unidades embarcadas para o exterior em 2020. Em 2019, haviam sido exportadas 12,9 mil máquinas. Para 2021, a Anfavea confia em um crescimento de 5% nas vendas internas de máquinas agrícolas e de 9% nas exportações. A produção, por sua vez, deve aumentar 23%, segundo a associação. (Correio do Povo)


Jogo Rápido
Ijuí vai ter o primeiro laboratório particular de análise do leite do RS
O município de Ijuí vai ter o primeiro laboratório particular do Rio Grande do Sul para análise da qualidade do leite. A iniciativa é da professora do curso de Medicina Veterinária da Unijuí, Denize Fraga. Ela comenta que se os trâmites burocráticos derem certo, o laboratório deverá iniciar funcionamento no mês que vem. A estrutura vai ser montada nas imediações do Imeab, mas o equipamento para avaliar a qualidade do leite poderá ser propriedades. Denize Fraga esclarece que não vai ser um laboratório de análise oficial, porém, servirá para ajudar na sanidade e nutrição, visto que vai indicar o tipo de alimentação e demais cuidados com os animais.  (As informações são do Rádio Progresso de Ijuí)


 

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Porto Alegre, 08 de janeiro de 2020                                                  Ano 15 - N° 3.379


Importações de lácteos em 2020 têm maior volume desde 2016; 2021 começa com tendência de redução

Segundo dados divulgados nessa sexta-feira (08/01) pela Secretaria de Comércio Exterior (SECEX), as importações brasileiras de derivados lácteos apresentaram, no acumulado de 2020, o maior volume desde 2016 – puxado, principalmente, pelo elevado nível de compras brasileiras no segundo semestre do ano; o volume importado em 2020 foi de 1.348 milhões de litros em equivalente-leite, 24,4% maior do que o volume importado em 2019.

Somente em dezembro, foram importados cerca de 181 milhões de litros de leite equivalente, um aumento de 124% em comparação com o mesmo período de 2019 (havia uma expectativa, pelas condições do mercado brasileira, de que este volume pudesse cair em dezembro, o que não aconteceu).

Já quanto às exportações, o volume no acumulado do ano foi de 101 milhões de litros, aumento de 55% em comparação com o ano anterior. Em dezembro, foram exportados cerca de 8,3 milhões de litros, valor estável em comparação com novembro/20, mas 74% superior a dezembro/19. Assim, o saldo da balança comercial de lácteos no último mês do ano foi de -173 milhões de litros (em equivalente leite), uma redução de 4% no déficit quando comparado a novembro/20.

Gráfico 1. Saldo da balança comercial brasileira de lácteos, 2017 a 2020.

Fonte: Elaborado pelo MilkPoint a partir dos dados do COMEXSTAT

O comportamento do mercado interno de derivados lácteos ao longo do ano foi fator determinante para a dinâmica de importações. A partir de maio pudemos acompanhar um mercado com baixa disponibilidade de leite e demanda mais aquecida, influenciada pelo auxílio emergencial e novos hábitos de consumo. Esse cenário colaborou para o aumento dos preços de leite e derivados no país que, mesmo com uma elevada taxa de câmbio, estimulou a entrada de produtos importados a preços competitivos.

As importações em níveis elevados permaneceram até os últimos meses do ano, mesmo com um mercado interno menos favorável a partir de setembro (aqui, provavelmente o tempo entre fechar as negociações e a efetiva chegada do produto no mercado brasileiro teve um efeito de “inércia” nos volumes importados). Em dezembro, pudemos acompanhar um mercado bastante difícil para os laticínios e forte queda nas cotações. Embora a entrada de importados no mês tenha sido menor que em novembro, ainda assim, os patamares se mantiveram elevados.

Entre os produtos importados pelo Brasil em 2020, o leite em pó integral, o leite em pó desnatado e queijos ainda foram aqueles com maior participação na pauta importadora em dezembro; deles, apenas o leite em pó desnatado apresentou queda, com uma variação de -46% em relação a nov/20 no volume importado. É importante ressaltar que a manteiga apresentou, novamente, aumento significativo de importações. Em comparação com novembro, a variação foi de 141%. Esse cenário reflete a baixa disponibilidade de gorduras lácteas no mercado interno e procura ainda forte.

Em relação às exportações, os produtos que tiveram maior participação no volume total exportado foram o leite condensado e o creme de leite, que juntos, representaram 54% da pauta exportadora e tiveram variações de 10% e -9% em relação a nov/20, respectivamente. Um produto que apresentou forte aumento de exportações em dezembro foi o soro de leite (+798%).

Na tabela 2, é possível observar as movimentações do comércio internacional de lácteos no mês de dezembro deste ano.

Tabela 2. Balança comercial láctea em dezembro de 2020


Forte calor e temporais isolados nos próximos dias

Os próximos sete dias terão forte calor no Rio Grande do Sul, de acordo com o Boletim Integrado Agrometeorológico nº 01/2021, divulgado pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR), em parceria com a Emater-RS e Irga.

Entre a sexta (08) e o domingo (10), o forte calor vai prevalecer, com temperaturas acima de 35°C na maioria das regiões e próximas de 40°C na Fronteira Oeste, Campanha e Missões, com possibilidade de pancadas de chuva típicas de verão, rápidas e isoladas, principalmente no Norte e Noroeste.

Na segunda (11) e terça-feira (12), o deslocamento de uma frente fria produzirá chuva, com possibilidade de temporais isolados na maioria das regiões. Na quarta (13), a nebulosidade e as áreas de chuva estarão concentradas na faixa Norte, enquanto o tempo seco, com temperaturas amenas, vai predominar no restante do Estado.

Os volumes deverão oscilar entre 20 e 35 mm na maioria das localidades do Rio Grande do Sul e somente na Zona Sul são esperados valores inferiores a 20 mm. Na Fronteira Oeste, Região Metropolitana, Serra do Nordeste e no Litoral Norte, os totais deverão oscilar entre 35 e 50 mm.

O boletim também avalia as condições atuais das culturas de soja, milho, olerícolas, alho, citros, maçã, pastagem e arroz, além das condições para pesca artesanal. O documento completo pode ser consultado em www.agricultura.rs.gov.br/agrometeorologia (Seapdr)

 
Retirada de auxílio e mercado de trabalho ditarão ritmo da produção industrial, nota IBGE
 
"Até 2020, as medidas emergenciais do governo conseguiram imprimir trajetória de recuperação no setor industrial", diz o economista André Macedo
 
O impacto na economia do fim do pagamento de auxílio emergencial pelo governo - encerrado em dezembro de 2020 -, além da trajetória futura do emprego no país ditarão ritmo da produção industrial nos próximos meses. A análise é do economista do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) André Macedo, gerente da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF), anunciada hoje instituto.
 
Ao falar sobre os dados da pesquisa, o especialista foi questionado sobre comportamento futuro da produção industrial em meio à pandemia, tendo em vista o fim do auxílio e sinais ainda fracos de recuperação do emprego no país. Ele frisou que o IBGE não faz previsões para indicadores, mas concordou que esses dois fatores serão elementos fundamentais que vão ter impacto nos movimentos da indústria nos próximos meses. Para ele, esses fatores devem ser acompanhados para entender o comportamento não somente da indústria, mas também da economia como um todo em 2021. 

​"Até 2020, as medidas emergenciais do governo conseguiram imprimir trajetória de recuperação no setor industrial", lembrou. Outro aspecto lembrado pelo especialista foi o fato de que, durante a pandemia, houve um deslocamento de demanda, de serviços para o setor industrial, que ajudou a compor o resultado da indústria. Tanto o pagamento do auxílio quanto a renda do trabalho ajudaram a fortalecer essa demanda, pontuou.
 
Além disso, no caso de ritmo de abertura de vagas, Macedo recordou que dados mais recentes do IBGE apontam para volume de 14 milhões de desempregados.
 
"Não tenho como fazer previsões do ano que se inicia, mas são dois fatores importantes [fim do auxílio e emprego] para entender o comportamento futuro da indústria", completou ele. (Valor Econômico)


Jogo Rápido

Frete da China para o Brasil quintuplica

O preço do frete marítimo na rota China-Brasil disparou. O custo das importações já vinha em alta no último trimestre, mas, nesta semana, chegará ao patamar de US$ 10 mil por TEU (medida padrão equivalente a um contêiner de 20 pés), relatam importadores e empresas de navegação. Há um ano, o custo era de cerca de US$ 2 mil. O aumento se acentuou desde outubro, com a retomada da economia global e maior procura por produtos chineses para repor estoques vendidos durante a pandemia. (Valor Econômico)


 

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Porto Alegre, 07 de janeiro de 2020                                                  Ano 15 - N° 3.378


Endividamento das famílias é o maior desde 2010

Na Pesquisa da CNC divulgada ontem, a fatia de famílias com dívidas na média anual ficou em 66,5% em 2020, acima dos 64,6% de 2019

A parcela de famílias endividadas registrou em 2020 o maior patamar anual desde 2010 devido à pandemia, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Na Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada ontem, a fatia de famílias com dívidas na média anual ficou em 66,5% em 2020, acima de 2019 (64,6%). Foi a maior taxa anual para esse tópico, no levantamento, desde o início da série histórica em 2010, segundo a economista da confederação e responsável pela pesquisa, Izis Ferreira.

As famílias, afirmou ela, buscaram crédito para compor renda em um cenário de recursos reduzidos devido à crise econômica causada pela covid-19, com aumento de desemprego e menor renda do trabalho. E além disso, inflação mais forte. Izis não descartou possibilidade de continuidade de alta na parcela de endividados no começo de 2021.

Na margem, a fatia de endividados também encerrou em alta, no ano passado. Após três meses em queda, a fatia dos que se declararam com débitos ficou em 66,3% no último mês de 2020. Esse porcentual ficou acima de novembro de 2020 (66%) e de dezembro de 2019 (65,6%).

No caso dos indicadores de inadimplência, não houve piora na margem. Mas os resultados de dezembro de 2020 ainda se mostram piores ante 2019. A parcela de endividados que declarou atraso no pagamento de contas ficou em 25,2%, menor que a de novembro de 2020 (25,7%), mas maior que a de dezembro de 2019 (24,5%). Já a parcela dos inadimplentes sem condição de quitar dívida ficou em 11,2%, também inferior a novembro de 2020 (11,5%) mas superior a dezembro de 2019 (10%).
Essa busca maior por empréstimos levou a um crescimento da fatia do orçamento das famílias para pagar dívidas.

Na pesquisa da CNC, a parcela de renda familiar mensal comprometida com dívidas, em dezembro do ano passado, ficou em 30,2%, a maior desde julho de 2020 (30,3%). Na média, em 2020, a taxa anual dessa parcela ficou em 30% - ligeiramente acima do registrado em 2019 (29,5%) e a maior desde 2017 (30,1%). Foi um ano atípico para as famílias em endividamento, disse a economista. (Valor Econômico)


Rastreabilidade e Blockchain no setor de lácteos

A rastreabilidade é uma tendência crescente no setor de lácteos. A tecnologia de Blockchain é utilizada para compilar e rastrear dados desde a produção de leite até os pontos de venda. 

Este ano o Dairy Vision 2020, maior evento global sobre tendências de lácteos, realizou sua primeira edição on-line entre os dias 1 e 4 de dezembro.  No dia 3, ocorreu o quinto painel do evento, cujo tema central foi “O setor lácteo, sustentabilidade e comunicação”. As apresentações do painel deixaram claro que estar atento às sinalizações dos consumidores é a engrenagem de sucesso para as empresas.

Na indústria de alimentos, esta engrenagem é movida por tendências e comportamentos de consumo. Atualmente, as empresas do ramo devem estar atentas aos apelos do mercado consumidor, que aspira por sustentabilidade, praticidade, saudabilidade, transparência e rastreabilidade. Não basta mais entregar um produto de qualidade, é necessário também agregar valor à toda cadeia de produção e entender as reais e futuras necessidades dos clientes.

Para atender esta demanda cada vez mais exigente e completa, principalmente no quesito rastreabilidade, as empresas usufruem de tecnologias que compilam e simplificam dados, permitindo o acesso dos consumidores a todo caminho que o produto percorreu até chegar ao seu consumo. Uma das inovações muito utilizada pelas indústrias de alimentos, sobretudo no setor de lácteos, é a tecnologia de Blockchain.

O Blockchain pode ser entendido como um sistema de rastreamento de informações on-line, caracterizando-se por uma comunicação descentralizada e disruptiva. Esta tecnologia permite que as indústrias de laticínios ofereçam uma experiência de rastreabilidade aos consumidores, deste a ordenha do leite até os pontos de venda.

Nesta perspectiva, Tomi Síren — Chefe de Inovação Digital da Arla Foods — ministrou a palestra “Utilizando a tecnologia para alavancar a sustentabilidade” no quinto painel do Dairy Vision 2020. Durante sua apresentação, ele expôs as estratégias utilizadas pela empresa para entender os anseios de seus clientes e as ações para atendê-los. Tomi destacou que o “processo estratégico de inovação tecnológica da Arla é de fora para dentro, focando no resultado triplo, ou seja, com foco no planeta, pessoas e lucros.”

“Levamos as pessoas para a realidade externa. Convidamos elas a pensarem de forma diferente com uma nova visão de algo que estão atuando na vanguarda da tecnologia ou da nutrição”, completou.

De acordo com Tomi, o eixo central do projeto de inovação digital da Arla é tornar transparente e rastreável a cadeia de produção de leite orgânico da empresa no mercado finlandês. Ao decorrer da palestra, ele realizou uma retrospectiva anual das principais ações para tornar este objetivo uma realidade.

Em 2018, uma pesquisa realizada pela própria empresa revelou que 67% dos consumidores finlandeses gostariam de saber sobre a origem e o caminho de seus produtos. Então, para coletar estes dados, a empresa criou através da tecnologia de Blockchain o “Arla MilkChain”, aplicativo que por meio de uma câmera de inteligência artificial monitora o dia a dia da fazenda leiteira, atendendo, assim, o desejo do mercado consumidor.

No ano seguinte, a empresa atendeu a outra preocupação de seus clientes: o bem estar-animal. Desta forma, foram incluídos na plataforma "Arla MilkChain" blocos de dados do bem-estar animal nas na propriedades de leite orgânico da empresa.

Em 2020, a rastreabilidade proporcionada aos clientes da Arla ultrapassou a porteira das fazendas. A empresa acrescentou dados de envio logísticos, agregando valor aos pontos de vendas.  Tomi destacou que o desafio para o futuro é escalonar estes dados, “criando a produção de leite em escala mais transparente possível”.

Além do case da Arla, também foram expostos no quinto painel do Dairy Vision 2020 temas como agricultura regenerativa, sustentabilidade e a visão sobre o futuro dos lácteos. (Milkpoint)

Inclusão de queijos na dieta pode ajudar a reduzir o declínio cognitivo

 Os alimentos que comemos podem ter um impacto direto em nossa acuidade cognitiva em nossos últimos anos. Esta é a principal descoberta de um estudo de pesquisa da Iowa State University destacado em um artigo publicado na edição de novembro de 2020 do Journal of Alzheimer's Disease.

O estudo foi liderado pelo investigador principal, Auriel Willette, professor em Ciência dos Alimentos e Nutrição Humana, e Brandon Klinedinst, um Ph.D. em neurociência e candidato trabalhando no departamento de Ciência Alimentar e Nutrição Humana no estado de Iowa. O estudo é uma análise em larga escala inédita que conecta alimentos específicos à acuidade cognitiva na fase posterior da vida.

Willette, Klinedinst e sua equipe analisaram dados coletados de 1.787 adultos idosos (de 46 a 77 anos de idade, na conclusão do estudo) no Reino Unido por meio do UK Biobank, um banco de dados biomédico em grande escala e recurso de pesquisa contendo informações genéticas e de saúde detalhadas de meio milhão de participantes no país. O banco de dados está globalmente acessível para pesquisadores aprovados que realizam pesquisas vitais sobre as doenças mais comuns e potencialmente fatais do mundo.

Os participantes completaram um Teste de Inteligência de Fluidos (FIT) como parte do questionário da tela sensível ao toque na linha de base (compilado entre 2006 e 2010) e depois em duas avaliações de acompanhamento (conduzidas de 2012 a 2013 e novamente entre 2015 e 2016). A análise FIT fornece um instantâneo em tempo da capacidade de um indivíduo de "pensar na hora".

Os participantes também responderam a perguntas sobre seu consumo de comida e álcool no início do estudo e por meio de duas avaliações de acompanhamento. O Questionário de Frequência Alimentar perguntou aos participantes sobre a ingestão de frutas frescas, frutas secas, vegetais crus e saladas, vegetais cozidos, peixes oleosos, peixes magros, carnes processadas, aves, bovinos, ovinos, suínos, queijos, pães, cereais, chá e café , cerveja e cidra, vinho tinto, vinho branco e champanhe e licor.

Aqui estão quatro das descobertas mais significativas do estudo:

- O queijo, de longe, mostrou ser o alimento mais protetor contra problemas cognitivos relacionados à idade, mesmo em idade avançada;

- O consumo diário de álcool, principalmente vinho tinto, foi relacionado a melhorias na função cognitiva;

- O consumo semanal de cordeiro, mas não de outras carnes vermelhas, mostrou melhorar a capacidade cognitiva a longo prazo; e

- O consumo excessivo de sal é ruim, mas apenas os indivíduos já em risco para a doença de Alzheimer podem precisar controlar sua ingestão para evitar problemas cognitivos ao longo do tempo.

"Fiquei agradavelmente surpreso com o fato de que nossos resultados sugerem que comer queijo com responsabilidade e beber vinho tinto diariamente não são bons apenas para nos ajudar a lidar com nossa atual pandemia da Covid-19, mas talvez também a lidar com um mundo cada vez mais complexo que nunca parece desacelerar, "Willette disse.

“Enquanto levamos em consideração se isso era apenas devido ao que as pessoas abastadas comem e bebem, ensaios clínicos randomizados são necessários para determinar se fazer mudanças fáceis em nossa dieta poderia ajudar nossos cérebros de maneira significativa”. Klinedinst acrescentou: "Dependendo dos fatores genéticos que você carrega, alguns indivíduos parecem estar mais protegidos dos efeitos do Alzheimer, enquanto outros parecem estar em maior risco.

Dito isso, acredito que as escolhas alimentares certas podem prevenir a doença e o declínio cognitivo no total. Talvez a solução definitiva que procuramos seja melhorar a forma como comemos. Saber o que isso acarreta contribui para uma melhor compreensão do Alzheimer e para colocar essa doença em uma trajetória reversa." (As informações são do Medical X Press)


Jogo Rápido

Aumento do ICMS em SP é revogado
O governo de São Paulo decidiu revogar o aumento de ICMS sobre todos os bens e serviços que afetam a produção de alimentos, incluindo a alta de zero para 13% da alíquota incidente sobre o uso de energia elétrica rural e os aumentos previstos para leite, carnes, peixes, hortifrutigranjeiros, farinha de mandioca, queijos e insumos agropecuários. Foi o que afirmou hoje ao Valor o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado, Gustavo Diniz Junqueira. Segundo ele, essa decisão deverá ser publicada nos próximos dias no Diário Oficial do Estado de São Paulo. Porém, ficaram de fora do recuo do governo a tributação sobre óleo diesel e etanol hidratado, por extrapolar o agronegócio. “Etanol e diesel não foram discutidos”, disse o secretário. O governo paulista divulgou comunicado ontem à noite informando que determinou a suspensão do aumento de ICMS sobre "alimentos". Deixou claro que a medida valeria para insumos agropecuários, mas não especificou quais outros produtos e bens seriam poupados. Com isso, os produtores rurais mantiveram as manifestações que ocorrem hoje em cerca de 150 municípios do Estado, segundo entidades ligadas ao setor. “O objetivo da decisão do governador João Doria não foi evitar qualquer tipo de manifestação", disse Junqueira, "mas evitar a mudança no modelo de cobrança tributária do setor agropecuário”. (As informações são do Valor Econômico)
 

 

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Porto Alegre, 06 de janeiro de 2020                                                  Ano 15 - N° 3.377


Fim do auxílio e repique da pandemia podem atrasar retomada de serviços 

Expectativa é que a retomada continue nos próximos meses, ainda que de forma lenta

O apetite dos consumidores para compras em restaurantes e supermercados seguiu em recuperação no mês de novembro, mas ainda sem apagar os prejuízos herdados do choque da covid-19, mostram dois índices calculados pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e a bandeira de benefícios Alelo. 

À frente, os sinais para ambos os segmentos são ambíguos: a expectativa é que a retomada, ainda que lenta, continue nos próximos meses, mas o repique da pandemia e o fim do auxílio emergencial podem inibir a volta do consumo das famílias. 

O Índice de Consumo em Restaurantes (ICR) mostrou em novembro uma queda de 42,7% nas transações em relação ao mesmo mês de 2019, menos negativo quo que o mês anterior, quando caiu 44,3%, e bem abaixo do ápice da crise em abril, quando registrou baixa de mais de 60%, também na comparação anual.

 O valor total gasto em restaurantes segue numa retomada mais rápida: registrou baixa de 23,1% em novembro, de um recuo de 48,5% em abril, um sinal de que parte do movimento nesses estabelecimentos foi transferido para as entregas em domicílio. Vale a ressalva, no entanto, que o número de estabelecimentos funcionando está muito próximo ao patamar de novembro de 2019, e é apenas 1,7% menor. 

“Se de um lado tem uma tendência de as pessoas saírem mais de casa no fim do ano, por outro o repique da pandemia acaba diminuindo a propensão de ir a restaurantes, então é difícil prever como serão os resultados em dezembro”, afirma Bruno Oliva, pesquisador da Fipe. 

Na reta final de 2020, o governo paulista decidiu apertar momentaneamente os horários de funcionamento de bares e restaurantes, assim como o período para venda de bebida alcoólica. São Paulo é o local com maior peso dentro do indicador. 

Em trajetória mais benigna, o Índice de Consumo em Supermercados (ICS) caiu 13,9% em novembro, também em recuperação ante outubro (-14,5%) e acima do pior momento, quando recuou 18,6%. Os dados nacionais ainda apontam um cenário mais positivo no valor total gasto em supermercados, que está 4,1% acima de novembro de 2019. Ou seja, embora façam menos idas, os consumidores estão gastando mais nos  estabelecimentos. A quantidade de supermercados que realizaram transações também é quase a mesma do ano passado (-07% na análise anual). 

“Claro que as pessoas não vão do dia para a noite aumentar a ida ao supermercados, mas já observamos essa melhora gradativa. O que não sabemos é se essa melhora marginal vai persistir em dezembro”, comenta Oliva.
 Para 2021, o pesquisador prevê uma continuidade da volta gradual do consumo nos dois setores, especialmente nos dois primeiros trimestres do ano. 

“Mesmo que ainda demore, a vacina certamente vai dar um pouco mais de segurança para que as pessoas saiam de casa. Mas a economia ainda vai demorar a reagir, principalmente se pensarmos que um [eventual novo] auxílio emergencial e outras transferências vão ficar prejudicados neste início do ano por conta dos problemas fiscais”, diz Oliva. (Valor Econômico)


BNDES reabre linhas de crédito para agropecuária

Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) reabriu na segunda-feira os pedidos de financiamento voltados ao setor agropecuário. Entre as linhas disponibilizadas novamente está a do Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota), uma das mais utilizadas para aquisição de máquinas agrícolas, que permanecia suspensa desde o final de novembro devido ao comprometimento dos recursos disponíveis.

O Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas no Rio Grande do Sul (Simers), Cláudio Bier, o esgotamento de recursos do Moderfrota fez com que, nos últimos meses, o Programa BNDES Crédito Rural ganhasse força entre os produtores para a compra de máquinas. Embora tenha taxa de juros mais alta, de 9,5% ao ano (no Moderfrota, a taxa é de até 7,5%), a nova linha, em operação desde março, oferece dois anos de carência e oito para pagamento. “Quando faltou o Moderfrota, as fábricas não se queixaram”, afirma Bier. Mesmo assim, o dirigente considera positiva a retomada do Moderfrota, já que agora o produtor vai poder optar entre as duas linhas. “Como os preços da soja e do milho estão muito bons, o pessoal está animado e comprando”, observa

De acordo com Bier, o volume de recursos necessário para atender o setor até o fim do primeiro semestre seria de R$ 10 bilhões. Para o dirigente, a expectativa é de que 2021 seja um ano mais favorável aos fabricantes. Ele acredita que o problema do fornecimento de peças, que foi um obstáculo enfrentado pela indústria em 2020, decorrente da pandemia da Covid-19, deve ser superado até março deste ano.

Em circular publicada na internet, o BNDES informa que a reabertura do financiamento vale também para os programas de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp Investimento), Redução da Emissão de Gases de Efeito Estufa (Programa ABC), Incentivo à Inovação Tecnológica na Produção Agropecuária (Inovagro), Construção de Armazéns (PCA), Incentivo à Irrigação e à Produção em Ambiente Protegido (Moderinfra), Modernização da Agricultura e Conservação dos Recursos Naturais (Moderagro), Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária (Prodecoop) e Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf Investimento). (Correio do Povo)

Número de trabalhadores no agronegócio se recuperou no 3º tri de 2020

O número de trabalhadores no setor de agronegócios alcançou 16,94 milhões no terceiro trimestre de 2020, 1,3% mais que entre abril e junho, de acordo com pesquisa do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP). Na comparação, o número total de ocupados no Brasil registrou uma redução de 1,06%, equivalente a cerca de 883 mil pessoas.

Segundo pesquisadores do Cepea, o mercado de trabalho no agronegócio mostrou, de julho a setembro, que já estava se recuperando do período mais crítico da pandemia, e a participação do setor no mercado de trabalho total alcançou 20,55%.

Na comparação com o terceiro trimestre de 2019, porém, houve queda de 7,58%, ou 1,39 milhão de pessoas, no número de ocupados no agro. Foi é a retração mais expressiva na comparação entre terceiros trimestres desde o início da série histórica do Cepea, em 2012. No caso da população ocupada total, a baixa foi de 12,09%, o equivalente a 11,34 milhões de pessoas.

Conforme o Cepea, as perdas mais acentuadas no número de ocupações ocorreram na agroindústria e nos agrosserviços. "Por serem comportamentos atípicos ou de magnitude mais elevada do que a usual, é provável que essas perdas estejam, em partes, relacionadas à crise da covid-19", diz o Cepea, em nota.

Em relação aos rendimentos efetivos mensais, entre os terceiros trimestres de 2019 e de 2020, houve aumento real na média para os empregados (4,8%) e para os empregadores (5,7%), mas queda para trabalhadores que atuam por conta própria (4,2%). Em parte, "as altas também podem ser explicadas pela saída do mercado de trabalho, diante da pandemia, de trabalhadores mais vulneráveis e que recebiam salários menores", conclui o Cepea. (As informações são do Valor Econômico)


Jogo Rápido

Kantar lança e-book com resoluções para as marcas em 2021
O ano de 2021 será repleto de desafios, será um ano que carregará nas costas uma bagagem de grandes mudanças, principalmente no comportamento dos consumidores. Tivemos que reaprender a se conectar, rever e fortalecer nossos posicionamentos de marca, nos adaptar, muitas vezes revendo e modificando planejamentos inteiros. Desde o começo da pandemia, a Kantar, uma das maiores empresas de pesquisa do mundo, lançou edições quinzenais e mensais do seu Barômetro COVID-19, trazendo novas informações, sempre atualizadas, sobre como os brasileiros – e as populações de outros 29 mercados – foram afetados e reagiram a todas as mudanças causadas pelo coronavírus. Com tudo o que foi apresentado, a empresa termina o ano lançando um e-book com artigos sobre o que esperar para 2021: Resoluções para Marcas em 2021 traz seis textos assinados por diferentes executivos da Kantar no Brasil e América Latina, com perspectivas atualizadas e previsões sobre temas como CX, inovação, marca, analytics e mais. “Nós planejamos esse ebook como uma lista de resoluções de fim de ano, que todos nós costumamos fazer, com a diferença que ele contém previsões que servirão como metas para as marcas, ajudando-as a navegar os mares incertos de 2021”, afirma Valkiria Garré, CEO de Insights da Kantar Brasil. Entre os temas abordados no e-book, estão: Como transformar uma marca em 2021; Como avaliar o CX de forma diferente e inovadora;  Como descobrir o que os consumidores esperam para esse novo ano; Como fazer uma marca continuar atual; Como descobrir novas tendências; Como converter inovação em crescimento. O e-book Resoluções para Marcas em 2021 está disponível para download gratuito aqui. (As informações são da Food Innovation)


 

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 05 de janeiro de 2020                                                  Ano 15 - N° 3.376


Exportação anima Lactalis 

Múlti francesa quer fazer do Brasil um polo de embarques para as Américas do Sul e Central

A Lactalis do Brasil, braço da gigante francesa de lácteos, quer fazer do país um hub para exportação seus produtos para países das Américas do Sul e Central. A companhia, responsável pela produção das marcas Elegê, Parmalat e Président, encerrou o ano passado com aumento de quase 170% no volume de embarques a partir do Brasil, que cresceu de 1,3 mil toneladas, em 2019, para 3,4 mil toneladas.

“Saltamos de 107 toneladas por mês, no início do ano, para 286 toneladas por mês”, afirmou Guilherme Portella, diretor de Comunicação Externa da Lactalis do Brasil. Ele reconhece que os negócios foram beneficiados pelo câmbio favorável às vendas externas.
Segundo ele, a maior parte dos negócios ocorreu entre unidades da companhia, para que produtos fabricados no Brasil com marcas internacionais, como Parmalat e Président, pudessem ser comercializados em mercados como Uruguai, Chile, que já eram atendidos, além de Paraguai, Argentina, Colômbia e Peru, para os quais os embarques tiveram início em 2020. “Vemos a oportunidade de transformar o Brasil em um hub para exportarmos produtos na América do Sul, entre unidades da empresa, e também para a América Central. É um trabalho prioritário”, diz Portella.

A República Dominicana também deverá entrar para a lista em breve. “Em 2021 queremos aumentar significativamente os embarques. Ainda estamos estabelecendo com os mercados quais as possibilidades”, afirma.

A companhia também ampliou o portfólio de produtos exportados. Em 2019, ele ainda era composto por quatro produtos - leite UHT em garrafa, leite aromatizado, leite condensado e creme de leite -, e em 2020 aumentou para dez itens, incluindo manteigas, queijos, requeijão e latas de leite condensado.

A companhia francesa faturou US$ 21 bilhões em 2019 em todo o mundo com as vendas de lácteos e foi superada apenas da suiça Nestlé, que faturou US$ 22,1 bilhões no mesmo ano, conforme relatório anual do Rabobank. Naquele ano, a companhia se tornou a maior processadora de leite no Brasil ao concretizar a aquisição da Itambé após uma longa disputa pelos ativos com a mexicana Lala. O faturamento anual da companhia no Brasil, com a Itambé, é estimado em quase R$ 8 bilhões, e o processamento, em 2,3 bilhões de litros de leite. Questionada, a companhia não revelou dados referentes a 2020 ou projeções para 2021. (Valor Econômico)


GDT – Global Dairy Trade

Fonte: GDT adaptado pelo Sindilat/RS

CONSELEITE–PARANÁ 
A diretoria do Conseleite-Paraná reunida no dia 29 de Dezembro de 2020 atendendo os dispositivos disciplinados no Capítulo II do Título II do seu Regulamento, aprova e divulga os valores de referência para a matéria-prima leite realizados em Novembro de 2020 e a projeção dos valores de referência para o mês de Dezembro de 2020, calculados por metodologia definida pelo Conseleite-Paraná, a partir dos preços médios e do mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes.

 
 
Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada “Leite Padrão”, se refere ao leite analisado que contém 3,50% de gordura, 3,10% de proteína, 500 mil células somáticas/ml e 300 mil ufc/ml de contagem bacteriana. Para o leite pasteurizado o valor projetado para o mês de Dezembro de 2020 é de R$ 2,8240/litro. Visando apoiar políticas de pagamento da matéria-prima leite conforme a qualidade, o Conseleite-Paraná disponibiliza um simulador para o cálculo de valores de referência para o leite analisado em função de seus teores de gordura, proteína, contagem de células somáticas e contagem bacteriana. O simulador está disponível no seguinte endereço eletrônico: www.conseleitepr.com.br.(Conseleite/PR)

Jogo Rápido

Iogurte em pó é desenvolvido por professor do IFRN
Você já provou iogurte em pó? O questionamento pode parecer estranho, mas em breve pode se tornar uma realidade. O professor Emanuel Neto Alves de Oliveira, do Campus Pau dos Ferros do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), desenvolveu este novo produto e o patenteou. A novidade é fruto de pesquisas do docente, desenvolvidas a partir de sua tese de doutorado na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). Intitulada "Desenvolvimento e caracterização de preparado sólido para iogurte prebiótico de manga", a pesquisa visa promover maior estabilidade (tempo de consumo) ao produto que faz parte da rotina de milhões de brasileiros. "O alimento desenvolvido não necessita de refrigeração. O iogurte em pó, além de ter um maior período de validade, ainda pode atingir mercados mais distantes da região produtora, o que não acontece atualmente com os iogurtes tradicionalmente encontrados nos supermercados", conta Emanuel. O professor também destaca a conquista do depósito de duas patentes no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). "O nosso produto é uma revolução para a indústria de produtos lácteos, pois, além de possuir validade quase nove vezes maior do que o iogurte tradicional, ainda gera economia de energia elétrica e de logística, visto que não precisa de refrigeração no seu transporte e nem armazenamento", detalhou. Sobre as patentes, a primeira é referente ao iogurte em pó, e a segunda diz respeito ao iogurte pronto para o consumo obtido a partir do preparado sólido. (As informações são do G1)