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Porto Alegre, 13 de dezembro de 2019                                              Ano 13 - N° 3.129

  Câmara Setorial do Leite elege representante no RS
 
Jeferson Smaniotto, presidente da Cooperativa Piá, foi eleito coordenador da Câmara Setorial do Leite no Rio Grande do Sul, na tarde desta quinta-feira (12/12), durante reunião do grupo, na sede da Fepagro em Porto Alegre. Em decisão unânime, diversas entidades ligadas à atividade leiteira escolheram Smaniotto para representar a Câmara Setorial do Leite gaúcha em 2020, ao lado de Darcy Bittencourt, presidente da Associação de Gado Jersey, eleito coordenador adjunto. Para o secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Darlan Palharini, a escolha dos nomes visa atender todos os elos da cadeia produtiva.

O encontro, que discute o cenário do leite no Estado, também contemplou debates acerca das normativas para ordenhadeiras (INs 48 e 53), que disciplina as boas práticas de ordenha e a manutenção das mesmas, além de padronizar os equipamentos no que se refere aos insumos utilizados na sua fabricação. Também foram pauta da reunião as INs 58 e 59, que alteram às INs 76 e 77 quanto à interrupção da coleta de leite dos produtores que não atingirem as médias geométricas trimestrais, dentro do padrão exigido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). "Decidimos flexibilizar essa norma para os produtores de leite, já que tivemos um aumento considerável na profissionalização do produtor", disse a médica veterinária do Mapa, Milene Cé.

Na oportunidade, o gerente técnico adjunto da Emater, Jaime Ries, apresentou dados do relatório socioeconômico da cadeia do leite no RS. "Através desse estudo percebemos que a cada ano aumenta 0,5l da produção de leite por dia, por vaca", afirmou, Ries, ressaltando que o produtor está usando cada vez mais a tecnologia a favor da atividade e com instalações mais adequadas. (Assessoria de Imprensa Sindilat)
 

 
Crédito: Stéphany Franco

Aliança Láctea Sul Brasileira faz balanço de 2019

Na próxima segunda-feira (16/12), as entidades membros da Aliança Láctea Sul Brasileira (ALSB) estarão reunidas, na sede da FAEP, em Curitiba (PR), a fim de fazer um balanço do setor em 2019 e uma projeção para o próximo ano. O objetivo, segundo o coordenador geral da ALSB, Airton Spies, é verificar onde é possível trabalhar para que a cadeia produtiva do leite avance ainda mais. "Estamos no caminho certo e trabalhando para tornar o nosso produto mais competitivo no mercado", afirma.

Para o secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Darlan Palharini, 2019 foi um ano de muitas mudanças para o setor. "Tivemos a implementação das INs 76 e 77, que alteraram a forma de produção, coleta e armazenagem do leite na propriedade rural, bem como a implementação do Plano de Qualificação de Produtores de Leite, que é um novo marco, principalmente para a profissionalização do setor", conta, ressaltando que a região Sul do Brasil está à frente das demais, devido ao Conseleite e, no que se refere à sanidade do rebanho, pois os três estados têm feito um trabalho exemplar de assistência técnica dentro das propriedades. 

Temas como o esclarecimento do Decreto 10.032/2019, que amplia o mercado de produtos de origem animal inspecionados por Consórcios Municipais e o PL que trata da rotulagem e o uso do nome "leite" em produtos que não são derivados de origem animal também farão parte da discussão do grupo, assim como a situação da Consulta Pública da Portaria nº 83/2019, que estabelece o Regulamento Técnico de Boas Práticas Agropecuárias aos produtores de leite para a fabricação de produtos lácteos artesanais. 

Na oportunidade, o estado de Santa Catarina irá passar a coordenação geral da ALSB, após um ano de mandato, para um representante do Rio Grande do Sul, que será escolhido durante o encontro em Curitiba. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

Maioria no Supremo considera crime não pagar ICMS declarado

Está praticamente definido no Supremo Tribunal Federal (STF): não pagar ICMS declarado é crime, desde que comprovado o dolo (intenção). Porém, a chance de o empresário ter que cumprir pena atrás das grades, segundo advogados, é pequena. Mas o condenado ficará sujeito a complicações que, dependendo do caso, poderão inviabilizar os negócios. Ontem, os ministros retomaram o julgamento de um dos casos mais esperados do ano. No entanto, depois de o placar atingir seis votos a três, o presidente do STF, Dias Toffoli, decidiu pedir vista. O julgamento será retomado na quarta-feira da semana que vem.

Mais de 200 mil devedores poderão ser afetados pelo resultado só em São Paulo e Santa Catarina, segundo afirmou na sessão, iniciada anteontem, o defensor público do Estado de Santa Catarina, Thiago Yukio. Condenações por crime, de acordo com especialistas, podem dificultar os contratos com o poder público ou mesmo com outras companhias, atrapalhar a obtenção de crédito e até a concessão de visto para as viagens internacionais. O tema é importante para as finanças dos Estados. O ICMS é o tributo mais sonegado do país. São R$ 91,5 bilhões por ano, segundo o relator da ação, ministro Luís Roberto Barroso. O Rio Grande do Sul, exemplificou, perde R$ 2 bilhões por ano. Ele votou a favor da criminalização. Mas considerou "impossível" alguém ser efetivamente preso pelo crime de apropriação indébita tributária. Além da pena se limitar a dois anos, acrescentou, a punibilidade é extinta se o contribuinte quitar o tributo devido, mesmo depois do trânsito em julgado.

No Estado de Santa Catarina, onde o Ministério Público já aplica a criminalização, se comprova o dolo por meio de investigação. A denúncia de crime, então, é analisada pelo juiz. Após sentença e recursos, ainda que se fixe pena de dois anos, ela poderá ser substituída por restritiva de direitos, como multa ou prestação de serviços, segundo Giovanni Andrei Franzoni Gil, promotor de justiça de Santa Catarina. O empresário, porém, deixa de ser réu primário para novos crimes cometidos após o trânsito em julgado. 

A empresa, afirma o promotor, ainda pode enfrentar dificuldades de contratar com o poder público, mas a condenação do empresário por crime tributário não gera automaticamente essa consequência. "No Estado, desconheço regra de compliance que impeça a contratação se o empresário não for mais réu primário." Advogados da área penal, contudo, afirmam que a decisão poderá trazer consequências graves. "Para qualquer pessoa honesta responder a uma ação penal e ser condenado é extremamente grave, independentemente de ser pena de privação de liberdade", diz Sérgio Rosenthal, do escritório Rosenthal Advogados. De acordo com o especialista, com as regras de compliance, cada vez mais comuns nas empresas e no poder público, há mais constrangimentos. "Existem empresas que não contratam com outras que têm empresário condenado pela prática de crime", afirma. Ele ainda acrescenta que o empresário pode até ter dificuldade em conseguir visto, a depender do destino da viagem. Com a decisão que se desenha poderão ser abertas investigações sobre ICMS declarado e não pago, de acordo com o advogado Pierpaolo Bottini, que representa a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) na ação. Segundo Bottini, se o empresário se tornar réu em ação penal, poderá sofrer consequências do ponto de vista civil e também dificuldade para conseguir crédito. 

"Os efeitos reputacionais [da perda de primariedade] podem gerar dificuldades na concretização de alguns negócios", afirma Rogério Taffarello, advogado da área penal empresarial do escritório Mattos Filho. Para ele, haverá insegurança no exercício de atividades empresariais.

Pedro Ivo Vellosso, criminalista do escritório Figueiredo e Velloso Advogados, concorda. "Vai dificultar muito continuar na vida empresarial", diz. Responder a um processo penal é muito penoso e gera estigmatização. A pessoa passa a ser vista como uma criminosa." 

Segundo o advogado, há risco de prisão se o empresário for reincidente. Ele cita o artigo 44, inciso 2º do Código Penal, que veda a substituição da pena para os casos de reincidência de crime doloso. Velloso acredita que a decisão do Supremo, se confirmada, afetará em cheio os micro e pequenos empresários, que não têm a mesma estrutura de contingenciamento dos grandes. "O ICMS é declarado no ato da venda, mas não é pago no ato", chama a atenção. "Será um tiro no pé do empreendedorismo." O tema é julgado no STF por meio de recurso contra decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que considerou crime o não recolhimento de ICMS declarado. No caso, dois empresários eram sócios e administradores de uma empresa em Santa Catarina e deixaram de pagar ICMS entre 2008 e 2011. A empresa entrou em três programas de parcelamento e não quitou a dívida, no valor total de R$ 30 mil reais. Para o ministro Luís Roberto Barroso, declarar o tributo e não pagar caracteriza a apropriação indébita tributária se demonstrado dolo. A intenção, segundo ele, deve ser apurada na instrução criminal por situações como inadimplência reiterada, venda de produtos abaixo do preço de custo, criação de obstáculo à fiscalização ou uso de laranjas. Seguiram o relator os ministros Alexandre de Moraes, Luiz Fux, Cármen Lúcia, Rosa Weber e Edson Fachin. Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Marco Aurélio divergiram. Para eles, trata-se de mero inadimplemento. (Valor Econômico)

TV Assembleia - Agro RS em Foco - Sábado 14/12 às 12h30
No programa AgroRS em Foco desta semana o tema é o "Acordo entre o Mercosul e União Europeia e seus impactos nos setores de lácteos, carnes e vinhos", com a participação do deputado estadual Elton Weber e do secretário Executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Rio Grande do Sul, o Sindilat, Darlan Palharini. Apresentação Irineu Fernando Guarnier Filho, produção Sara Goldschmidt.
Horários de exibição: PROGRAMA INÉDITO - Sábado 14/12 às 12h30
REPRISES - Sábado 14/12 às 19h30
Domingo 15/12 às 09h e às 18h - Quarta-feira 18/12 às 09h
TV Assembleia Canal 61.2 + Canal 16 da NET
Portal ALTV: www.al.rs.gov.br/tvassembleia
YouTube: www.youtube.com/tvalrs  
(TV Assembleia)

Porto Alegre, 12 de dezembro de 2019                                              Ano 13 - N° 3.128

  Leite/Europa

A produção de leite na Europa Ocidental atingiu seu menor ponto sazonal e começa subir lentamente. Em alguns países líderes sobe semana após semana. Os aumentos são verificados em relação ao ano passado, mas, também na comparação com a semana anterior. Este desempenho tem gerado otimismo em relação ao calendário de 2019 de produção de leite neste final de ano.
 
O leite adicional está sendo rapidamente acolhido pelas indústrias. Os queijeiros, particularmente, esperam e desejam obter todo leite possível.
 
Embora muitos compradores, ou a maioria deles estejam com estoques satisfatórios para o final de 2019, o mesmo não ocorre em relação às necessidades do início de 2020, tanto para o consumo interno, como para exportação. A oferta apertada de queijo fez com que os compradores fossem menos resistentes aos preços. Os analistas do setor não vislumbram quedas nas cotações dos queijos em um futuro imediato.
 
A produção de leite no Leste Europeu é semelhante à da Europa Ocidental, em relação às baixas sazonais. Há sinais de aumentos nos principais países produtores de leite em relação ao ano passado. A Polônia, o maior produtor de leite da Europa Oriental, continua na esperança de ter resultados satisfatórios em dezembro, encerrando 2019 com forte produção. (Usda - Tradução Livre: Terra Viva)

Exportações/AR 
 
No mês de outubro houve crescimento de 44% na comparação intermensal. O leite em pó liderou as exportações. 
 
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Pesca da Argentina informou que durante o mês de outubro a Argentina exportou 36.731 toneladas de produtos lácteos para o mundo, o que representou crescimento intermensal de 44%, colocando o décimo mês do ano como o de maiores vendas de 2019. No acumulado do ano o volume exportado atinge 228.240 toneladas.
 
O principal produto exportado foi o leite em pó integral (15.443 toneladas) com um aumento de 91% em relação ao desempenho de setembro. As vendas do principal produto lácteo vem apresentando crescimento e recuperação de vendas sustentáveis, desde o mês de junho.
 
Outro produto de destaque é o queijo curado de massa dura, que em outubro atingiu o volume de 1.790 toneladas, representando crescimento de 185% em relação ao mesmo anterior. Também aumentaram as vendas de leite em pó desnatado (+86%), 2.714 toneladas no mês.
 
Embora as vendas externas estejam 10% abaixo das registradas em 2018, é preciso destacar os elevados volumes embarcados, e consolidação da tendência de crescimento sustentado iníciada em julho. (TodoAgro - Tradução livre: Terra Viva)
 
 
Consumidor single 
 
Em 2010, de acordo com o Censo Demográfico do IBGE, o Brasil tinha mais de 89 milhões de pessoas solteiras entre a sua população. Já em 2017, uma pesquisa da Ipsos apontou que 54% da população do país se declara solteira, sendo as cidades de maior concentração deste público: Salvador (60%); Belo Horizonte e Brasília, ambas com 56%. O estudo também apontou que 68% dos solteiros procuram manter alimentação saudável.
 
A gestora de marca da GSA, Ilana Ferreira confirma essa tendência. "O número de pessoas que vive sozinho - divorciados, viúvos com filhos adultos e solteiros - está cada vez maior no Brasil e no mundo. Segundo a pesquisa "10 Principais Tendências Globais de Consumo" realizada pela Euromonitor Internacional, o número de residências com um único morador deve crescer a uma taxa média anual (CAGR) de 1,9% na próxima década", diz. Ela ainda revela que segundo o mesmo estudo, até 2030, a estimativa é que haja um aumento de 120 milhões de residências de uma única pessoa, o que corresponde a um aumento de 30% em relação a 2018. "No Brasil, a tendência também é confirmada. Segundo o IBGE, em 10 anos, o número de pessoas que vivem sozinhas cresceu de 10,4% para 14,6%. E quando questionados os motivos da decisão para a mudança foram: se sentirem mais independentes (25%), livres (23%), e com maior privacidade (50%). Com as mudanças do comportamento e do tamanho da família, surge um novo cenário de consumo: o consumo para um", informa Ilana.
 
São dados que demonstram o potencial de um mercado cheio de oportunidades para indústria, atacado e varejo. A ABIA - Associação Brasileira da Indústria de Alimentos informou, por meio de nota, à reportagem da Revista Distribuição, que "a opção por morar sozinho é uma realidade cada vez maior no Brasil. Segundo a ABIA, para acompanhar essa tendência, notada em todo o mundo, a indústria brasileira de alimentos tem trabalhado com embalagens menores e porções individuais. De acordo com o estudo Brasil Pack Trends 2020, desenvolvido pelo Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), instituição de pesquisa ligada ao governo do Estado de São Paulo, o aumento da quantidade de residências com apenas uma pessoa e a vida urbana cada vez mais atribulada têm criado uma demanda por alimentos em porções menores ou individuais. Esse tipo de embalagem permite também diferentes opções de consumo no caso de lares com mais de uma pessoa, ou seja, cada pessoa na residência pode escolher o que consumir.
 
O que o consumidor espera?
Exigente e a procura de produtos e maneiras que simplificar a sua vida. Esse é, segundo Ilana Ferreira, uma das características do perfil do consumidor single no Brasil. Segundo ela, esse shopper não é fiel a marcas, busca qualidade e sempre está atento à relação custo X benefício. "A GSA já está ciente das mudanças do comportamento do consumidor, por isso tem trabalhado com produtos com custo x benefícios bem definidos e também com variações nas gramaturas, já que esse conceito propõe a oferta de produtos em pequenas quantidades e em porções individuais de fácil preparo ou para consumo imediato. Os nossos produtos de porção individual fazem muito sucesso com esse público, como por exemplo, macarrão instantâneo, sopão de 90 gramas, pipoca de micro-ondas, salgadinhos e batata", conta Ilana Ferreira.
 
Outra característica pertinente a esse público é a busca por informações sobre saúde, o que os leva a procurar no ponto de venda produtos que tenham o apelo de saudabilidade. "A Vapza sempre foi pioneira em alimentação prática. Nossos produtos são vendidos em duas porções de 250g (porção individual). Hoje contamos com a linha SINGLE, já pensada e destinada a esse consumidor que não abre mão de se alimentar bem e tem uma consciência maior, inclusive em relação ao desperdício. Nossos alimentos são embalados a vácuo (dispensando refrigeração) e cozidos dentro da própria embalagem, dispensando o uso de aditivos e conservantes", conta Rafael Hortz, gestor de Marketing da Vapza. Ele destaca que com o avanço da velocidade da informação e a mudança na rotina de uma forma geral, é muito comum ver cada vez mais casamentos após os 30 anos, coisa que nos anos 80/90 eram até motivos de preocupação. "As prioridades mudaram, foco nos estudos, na carreira e a busca por uma rotina flexível, porém com metas, fazem com que naturalmente haja uma busca maior pela individualidade", diz.
 
Fatores que interferem na decisão de compra
Segundo uma pesquisa da EuroMonitor Internacional os fatores que interferem na decisão de compra são do consumidor single são: a) gosto por experimentar novos produtos e serviços; b) marcas que já confiam e conhecem; c) qualidade e d) compra de locais que tenha selo fidelidade e produtos ecológicos. Ou seja, uma lição de casa que precisa ser feita tanto pelo atacado distribuidor como pelo varejo é investir no sortimento de marcas e produtos e, claro, cuidar muito bem do abastecimento tanto dos pontos de venda como das gôndolas propriamente ditas, evitando ruptura. "O controle de estoque é fundamental para uma venda constante. Como se trata de itens com um giro agressivo é preciso um abastecimento regrado para evitar rupturas. A execução na ponta de gôndola nos varejos também é um dos fatores essenciais para uma boa performance no ponto de venda. A GSA atua com vários skus dentro da linha de Macarrão Instantâneo, Sopão e Refresco em Pó. A atenção no mix dos produtos para a venda faz a diferença no resultado final", comenta Ilana.
 
Como o consumidor está buscando produtos cada vez menos processados e mais naturais, Rafael Hortz orienta o setor atacadista a investir em bons produtos em porções menores. "Quem não se adaptar está fora do target dos singles, que economizam em tudo, menos na saúde e no prazer em comer bem. Experiências são o foco desse tipo de consumidor", finaliza.
 
Fatores que estimulam a busca por porções individuais
• Busca por uma dieta mais equilibrada;
• Conveniência e praticidade, a exemplo do que ocorre nas categorias de pratos prontos e semiprontos congelados;
• Maior consciência de consumo, buscando a redução do desperdício;
• Busca pela otimização do sabor e do frescor dos alimentos, a exemplo dos biscoitos em embalagens menores.
(Fonte: Newtrade)
Cotrifred inaugura nova indústria
A Cooperativa Tritícola Frederico Westphalen (Cotrifred) inaugura sua indústria de leite e derivados hoje à tarde. O laticínio está localizado em Linha Mânfio e tem capacidade para processar 100 mil litros por dia. O investimento da cooperativa, incluindo a área, a estrutura física e equipamentos, soma R$ 16,5 milhões. Segundo o presidente da cooperativa, Elio Pacheco, o empreendimento vai gerar, inicialmente, 60 empregos diretos. "A Cotrifred dá um passo importante no sentido de industrializar parte do leite produzido na região, agregando valor a esta matéria-prima e, com isso, auxilia no desenvolvimento desta parte do Estado", afirma. A indústria também contará com um posto de recebimento e resfriamento. Pacheco detalha que o complexo tem quatro mil metros quadrados de área construída e conta com modernos equipamentos, sendo que inicialmente serão produzidos cinco itens - queijo muçarela, queijo prato, queijo colonial, ricota e nata. O mix de produtos que a fábrica tem condições de produzir pode chegar até a 20 itens. "Importante ressaltar que, com inspeção federal, a indústria está autorizada a vender não só para o Brasil, como também para o exterior e temos como meta vender também para a China", ressalta. O laticínio possibilita a comercialização, também, de nata e do soro resfriado a granel. Após a inauguração do laticínio será aberta a Feira em Campo, com 90 expositores, que vai até sábado. (Correio do Povo)

Porto Alegre, 11 de dezembro de 2019                                              Ano 13 - N° 3.127

  Sindilat realiza encontro para debater novo guia orientativo do PQFL

O novo guia orientativo do Plano de Qualificação de Fornecedores de Leite (PQFL), publicado no dia 19 de novembro, foi tema do primeiro encontro organizado nesta quarta-feira (11/12) pelo Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat). Com a presença de técnicos das indústria de laticínios, a reunião debateu pontos específicos do guia e levantou dúvidas sobre artigos da legislação. “Quanto mais próximos estivermos da regulamentação e do entendimento sobre a legislação, mais aptos estaremos para construir maneiras de gerenciar e qualificar os produtores”, afirmou o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini. 

O PQFL é uma ferramenta contínua de controle elaborada pela empresa ou cooperativa de laticínio. Neste plano são definidas as políticas da indústria em relação aos produtores de leite, devendo contemplar as exigências das Instruções Normativas 76 e 77, assistência técnica e gerencial e capacitação dos produtores, focando em gestão da propriedade e implementação de boas práticas agropecuárias. 

Para o auditor fiscal federal agropecuário do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) Roberto Lucena, responsável por sanar as dúvidas levantadas no encontro, o PQFL serve de auxílio para as empresas conseguirem administrar melhor seus fornecedores, se adequando às exigências e boas práticas da cadeia leiteira. “O objetivo do plano é atender todas as propriedades, mas com metas plausíveis e dentro da estrutura acessível pela empresa”, reforçou. Segundo o auditor, é essencial que o PQFL apresente  informações que sejam verídicas e que o MAPA consiga entender como serão efetuadas as ações pontuadas pela indústria.

De acordo com a consultora de qualidade do Sindilat, Letícia Vieira, o guia pode ser construído calibrando a prioridade de cada laticínio. “Com base na sua lista de prioridades, cada empresa pode estabelecer como irá atender, em primeiro lugar, os pontos mais graves”, explicou. 

O plano é obrigatório para os três níveis de inspeções: Serviço de Inspeção Municipal (SIM), Serviço de Inspeção Federal (SIF) e Coordenadoria de Inspeção de Produtos de Origem Animal (CISPOA). Acesse AQUI o guia orientativo do PQFL. (Fonte: Assessoria de Imprensa Sindilat)


Foto: Letícia Breda

Leite/América do Sul 

A produção de leite na América do Sul continua com sua queda sazonal, já que as elevadas temperaturas de verão continuam afetando o desempenho das vacas de leite. No entanto, o volume atende as necessidades da indústria de processamento de alimentos, particularmente na Argentina, Uruguai e Paraguai.
 
No Brasil, ao contrário, o volume de leite declinou, recentemente, e estão bem abaixo da forte demanda industrial. Apesar da economia fraca e a baixa cotação da moeda nos principais países do Cone Sul, o preço ao produtor está ligeiramente acima dos custos operacionais. A boa qualidade e disponibilidade de concentrados na região tem sido um fator importante na mitigação dos custos operacionais em diversas fazendas. No entanto, pequenos produtores, sem capacidade para economia em escala, lutam com pequenas margens de lucro e estão enviando animais de leite para corte.  
 
Enquanto isso, na Argentina, a eleição presidencial gerou incertezas para a indústria de laticínios do país. Pessoas ligadas ao setor avaliam que o novo governo deve ser protecionista e poderá se opor ao acordo comercial em andamento, Mercosul x União Europeia. No entanto, é muito cedo para saber o que a nova administração irá propor para a indústria de laticínios do país. (Usda – Tradução Livre: Terra Viva)
 
 

Conseleite/MS: valor médio do litro de leite de janeiro a outubro de 2019 cai 2,23%

Nos dez primeiros meses do ano a média do litro do leite no estado fechou em R$1,0336, valor 2,23% menor que o mesmo período do ano anterior, que registrou o preço de R$1,0571. Os dados são do Conseleite/MS (Conselho Paritário de Produtores e Indústrias de Leite em Mato Grosso do Sul). Em 2017, o preço médio de janeiro a outubro era de R$0,9767. 

Em outubro de 2019, a média foi de R$1,0178, valor 5,41% inferior em comparação com o mesmo período do ano anterior, que ficou em R$1,0760. Já em 2017 essa média não passou dos R$0,8947 pelo litro do leite. Segundo a analista técnica do Sistema Famasul, Eliamar Oliveira, em novembro deste ano a estimativa é que o valor médio se mantenha em R$1,0207. "Esse valor está 0,28% superior ao mês de outubro e 2,02% superior ao de novembro de 2018".

O volume de leite captado pelas indústrias inscritas no SIF (Serviço de Inspeção Federal) e SIE (Serviço de Inspeção Estadual) de janeiro a setembro deste ano foi 0,64% inferior a 2018. Para a analista, o cenário permanece regular. "A produção estável sem resposta contundente do consumo está entre os fatores que inviabilizam melhoria nos preços dos produtos lácteos e por consequência pressionam para baixo a remuneração ao produtor", explica Eliamar Oliveira. (As informações são do Assessoria de Comunicação do Sistema Famasul) 

Exportações/AR 
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Pesca informou que, no mês de outubro, a Argentina exportou 36.731 toneladas de produtos lácteos para o mundo, sendo o mês de melhor desempenho em 2019. No acumulado do ano, o volume exportado totaliza 228.240 toneladas. O principal produto exportado foi o leite em pó integral (15.443 toneladas) com aumento de 91%, em relação ao desempenho de setembro. As vendas do principal produto lácteo de exportação sustem um crescimento e recuperação das vendas desde o mês de junho. Outro produto em destaque são os queijos de massa dura, com registros em outubro: 1.790 toneladas, representando 185% mais em relação ao mês anterior. As vendas de leite em pó desnatado, em outubro, foram 2.714 toneladas, aumento de 86%. Ainda que as vendas para o exterior, no acumulado do ano, estejam 10% abaixo das registradas no mesmo período de 2018, é preciso destacar que foi iniciada uma tendência de crescimento sustentado em julho de 2019. (Agrositio - Tradução livre: Terra Viva)

Porto Alegre, 10 de dezembro de 2019                                              Ano 13 - N° 3.126

  Edital de convocação - Assembleia Geral 

Edital publicado na página 16 do Jornal Correio do Povo, em 10/12/2019. (Correio do Povo) 

Setor tem até o final de janeiro para opinar sobre as normas de destinação de leite cru e derivados lácteos
 
Destacando os principais pontos das normas de destinação de lácteos, portaria nº 241, publicada em 28 de novembro, no Diário Oficial da União (DOU), que estão gerando dúvidas para a cadeia produtiva do leite, a médica veterinária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Milene Cé esclareceu dúvidas durante a sua palestra para os associados do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), na última quinta-feira (05/12). Na ocasião, Milene ressaltou que o setor tem até 27 de janeiro de 2020 para se manifestar, via e-mail,  sobre a referida consulta pública.
Segundo a médica veterinária do Mapa, as normas de destinação são um complemento das Instruções Normativas do Leite (INs) 76 e 77, em vigor desde maio de 2019, e do novo RIISPOA, que está aguardando regulamentação de artigos a fim de ter uma interpretação uniforme. “Essas normas são tão importantes quanto as INs 76 e 77”, disse. Para a consultora de qualidade do Sindilat, Leticia Vieira, a normativa que está em consulta pública já era aguardada há muito tempo, pois substitui uma legislação desatualizada em seu processo industrial. “A nova proposta parece mais adequada aos processos produtivos atuais”, afirma.
As normas de destinação incluem: aproveitamento condicional (destino do leite cru e produtos que se apresentam em desacordo com os requisitos estabelecidos na legislação), aproveitamento industrial (destino de leite cru e derivados pelo estabelecimento, que se apresentam em desacordo com os requisitos estabelecidos na legislação) e inutilização (destino de leite cru e produtos que se apresentam em desacordo com os requisitos estabelecidos na legislação, cujos desvios não permitem seu aproveitamento na elaboração de produtos para o consumo humano e animal). 
Aproveitando a rodada de reuniões técnicas que vêm sendo realizadas, o Sindilat irá promover, nesta quarta-feira (11/12), uma reunião para os técnicos das empresas associadas com a presença do Auditor Fiscal Federal Agropecuário do Mapa Roberto Lucena, que deverá auxiliar nas principais dúvidas referentes ao novo guia orientativo do Programa de Qualificação de Fornecedores de Leite, publicado em novembro de 2019. (Assessoria de Imprensa Sindilat)


Crédito: Stéphany Franco

Cooperativa Santa Clara é homenageada na 9° edição do Prêmio Folha Verde


O Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) esteve presente na premiação, que aconteceu nessa segunda-feira (09/12), na Assembleia Legislativa do Estado. A Cooperativa Santa Clara, que possui 107 anos de história, é associada ao sindicato desde 1969. De acordo com o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, essa láurea é mais do que merecida pelo trabalho ético e sério realizado por cerca de 2 mil colaboradores e 5,5 mil produtores associados à cooperativa.  "Isso é a distinção e o reconhecimento da história da Santa Clara, solidificado por tudo aquilo que ela construiu", disse.

Para o presidente da Santa Clara, Rodrigo Bruno Sauthier, o Sindilat é uma das entidades importantes nesta jornada. "Todas as entidades que trabalham para o bem a gente tem que dar valor porque agregando as forças a gente consegue muito mais", e completou: "É uma alegria muito grande pra nós, a cooperativa ser homenageada entre tantas outras cooperativas muito boas que tem dentro do Rio Grande do Sul".

O prêmio é conferido anualmente pela Assembleia Legislativa do Estado, por meio da Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo, à pessoas e entidades que se destacaram no setor primário, como forma de prestar reconhecimento pelo trabalho realizado. (Assessoria de Imprensa Sindilat)


Crédito: Mirna Messinger  


Preços/NZ 

A Fonterra reduz a faixa de previsão de preços de NZ$ 7-7,60 - e agora a previsão do valor médio é NZ$ 7,30/kgMS, constituindo o quarto melhor preço já pago pela Fonterra a seus produtores.
 
 
A cooperativa disse que o primeiro trimestre do ano financeiro da temporada foi muito bem - mas existem variáveis para serem vistas com cautela.

No exercício financeiro encerrado até julho de 2019 a Fonterra registrou prejuízo de NZ$ 605 milhões, pois sofreu os efeitos de um plano de expansão sustentado em dívidas.

Agora a Fonterra adotou uma nova abordagem de retornar ao básico para se recuperar.
A colocação da faixa de preço do leite entre NZ$ 7 e 7,60/kgMS eleva a média para NZ$ 7,30/kgMS. A faixa anterior era muito ampla - NZ$ 6,55-7,55/kgMS.
 
Essa nova previsão eleva o pagamento aos produtores para NZ$ 11,2 bilhões, NZ$ 400 milhões a mais em relação à previsão anterior.  

No comunicado, o presidente da Fonterra, John Monaghan, disse que a cooperativa continuou a ter bons retornos para o seu leite, permitindo aumentar o ponto médio da faixa prevista anteriormente, em NZ$ 0,25/kgMS.

"O preço mais alto reflete um mercado global de laticínios inclinado, ligeiramente, a favor da demanda. Nossa produção de leite na Nova Zelândia deve aumentar 0,5% em relação ao ano passado. A produção de leite em outras regiões importantes como Estados Unidos e União Europeia (UE) está crescendo menos de 1%.
 
Do lado da demanda, os preços do comércio global de laticínios aumentaram cerca de 6% desde nossa última previsão. A cotação do leite em pó integral (WMP), o principal sustentáculo do preço ao produtor, atingiu seu maior nível desde dezembro de 2016.
Nesse estágio do ano, já firmamos contratos de venda de boa parte de nossa produção e que permite termos confiança em nossa decisão.

O Diretor Miles Hurrel disse que a cooperativa fez bom progresso em sua nova estratégia no primeiro trimestre.
 
Quando anunciamos nosso plano em setembro, dissemos que iríamos focar em três objetivos: cuidar das pessoas e causar um impacto positivo na sociedade (Pessoas Saudáveis), trabalhar juntos para alcançar equilíbrio ambiental para as fazendas e a sociedade (Saúde Ambiental) e negócios sustentáveis com bons resultados (Saúde Financeira). Fizemos bons progressos nas três áreas. (interest.co.nz - Tradução livre: Terra Viva)
 
Setor se torna tema de fórum em Montevidéu
Deputados, senadores e representantes de governos e entidades de Brasil, Uruguai, Argentina e Paraguai se reúnem hoje, em Montevidéu, para o 1º Fórum do Leite do Parlamento do Mercosul (Parlasul). A intenção, conforme o deputado federal Heitor Schuch, é discutir os problemas das cadeias leiteiras dos países e, principalmente, tomar posição frente ao acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia. "Temos de discutir a criação de cotas de importação, um assunto espinhoso, porém urgente", afirma o parlamentar. Entre os participantes da delegação brasileira estão o vice-presidente da Fetag, Nestor Bonfanti, o coordenador geral da Fetraf, Rui Alberto Valença, e o vice-presidente do Sindilat, Guilherme Portella dos Santos. Bonfanti reitera a posição da Fetag de que o Mercosul não é interessante para o produtor de leite, que tem sofrido com a entrada de importados. O dirigente diz que, embora a decisão seja dos governos, há confiança de que o fórum indique um posicionamento a favor das cotas. (Correio do Povo)
 

Porto Alegre, 09 de dezembro de 2019                                              Ano 13 - N° 3.125

  Emater divulga Relatório Socioeconômico da Cadeia Produtiva do Leite no Estado

Divulgado nesta quinta-feira (4/12), o Relatório Socioeconômico da Cadeia Produtiva do Leite no Rio Grande do Sul, referente a 2019, pontuou que o número de produtores de leite vinculados à indústria caiu 22% entre 2017 e 2019. A pesquisa, realizada entre maio e junho deste ano, também apontou que a produção, em 2019, ficou em 4,27 bilhões de litros por ano, sendo que desses, 91,86% (3,9 bilhões de litros) são destinados à indústria. De acordo com o presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Alexandre Guerra, o levantamento serve como base de orientação para que se possam tomar ações públicas e privadas em prol da cadeia. "De 2017 a 2019, tivemos uma redução de 22% de produtores que entregam o leite para as nossas indústrias. Mas, por outro lado, temos uma produção/dia por propriedade que cresceu de 136,5 litros para 213 litros", destacou. Guerra acredita que, para minimizar os impactos negativos da saída de produtores da atividade, é necessário que toda a cadeia una forças.

Segundo Guerra, o cenário do setor leiteiro no Estado é reflexo do que vem ocorrendo no mundo. "O mercado exige cada vez mais eficiência no que se faz e o Rio Grande do Sul está equipando as propriedades, aumentando a tecnologia do produtor e das indústrias. Essas mudanças servem para melhorar de uma forma contínua a qualidade do leite e a produtividade do setor, e assim continuarmos sendo referência a nível nacional", disse. 

O relatório é dividido em quatro partes: informações gerais sobre a produção de leite no Estado; perfil do produtor de leite vinculado às indústrias; estrutura para processamento da cadeia; e mudanças ocorridas no setor no período de 2015 a 2019. Para o Secretário da Agricultura do RS, Covatti Filho, o governo está centrado em auxiliar o setor lácteo gaúcho, aumentando a produtividade. "Precisamos dessa cadeia no Estado, principalmente incrementando ela com políticas agrícolas. Para a Secretaria da Agricultura, a receita da cadeia do leite gera R$4 bilhões", afirmou.

Outro ponto que a Emater destacou é a comercialização informal de leite cru, que está presente em 335 municípios gaúchos. Em relação à venda de derivados lácteos de fabricação caseira, o número de cidades cresceu para 394. Conforme o relatório, esses dados representam "um risco à saúde dos consumidores, em função da falta de controle sanitário sobre tais produtos ofertados à população". Segundo o gerente técnico adjunto da Emater, Jaime Ries, será realizada uma segunda parte mais extensa dessa coletânea de dados, que reunirá uma análise das regionais da Emater/RS e dos Conselhos Regionais de Desenvolvimento (Coredes). (Assessoria de Imprensa Sindilat)
 
Confira o relatório completo aqui.


Crédito: Letícia Breda

Perspectivas globais para laticínios são positivas e vendas on-line de queijos crescem nos EUA

Uma atualização global sobre produtos lácteos, da Maxum Foods Pty Ltd, mostrou melhoria na expansão do suprimento de leite para dezembro de 2019, enquanto o comércio de leite em pó desacelera. Varejistas de queijo dos EUA estão contribuindo para isso com promoções de férias.

As perspectivas globais para o mercado de laticínios são positivas, mas o diretor de compras da Maxum Foods, Dustin Boughton, disse que pode haver enfraquecimento à medida que a oferta de leite cresce.

As projeções para os preços de commodities são variadas, uma vez que os valores de gordura da manteiga estão estabilizados, enquanto os de queijo podem cair, devido ao aumento da capacidade de produção e oferta na Europa.

O leite em pó desnatado teve alta, em consequência de uma menor produção na UE e EUA, enquanto a demanda de exportação se manteve. Boughton disse que este é um novo território a ser explorado e a categoria não é mais tão impulsionada pelos estoques da UE. Ele espera que os preços do leite em pó desnatado permaneçam firmes, mesmo com uma maior disponibilidade de novos produtos na Europa e nos EUA.

A demanda nos mercados asiáticos diminuiu, mas isso provavelmente será revertido. Em relação ao leite em pó integral, China e Hong Kong impulsionaram o crescimento e aumentaram o comércio no mês - um aumento de 69,4% em relação ao ano anterior, ou 14.000 t. Os embarques para a China aumentaram em 11 dos últimos 12 meses. Boughton disse que a demanda por leite em pó ainda é forte na região, "devido as mudanças no uso de leite na China".

Os preços da manteiga estão estáveis com a demanda doméstica sazonal aumentada na UE. O balanço da UE deve melhorar, mas o crescimento da demanda e da oferta estarão estreitamente alinhados. A UE expandiu as exportações de manteiga em setembro em 74%, apesar dos altos preço do item.

“A demanda geral nos mercados em desenvolvimento permanece sensível aos preços e pode continuar pressionando os valores da Nova Zelândia. As exportações de gorduras do País continuaram a diminuir, mas a uma taxa muito mais lenta”, disse Boughton.

Sobre o soro de leite, a UE aumentou os embarques em 3,2% e o comércio da Nova Zelândia cresceu14% em setembro em relação ao ano anterior. O País está vendendo mais para o mercado norte-americano e as exportações dos EUA ainda estão diminuindo, com uma queda de 13% em setembro. Contudo, os produtos americanos são competitivos, pois os preços diminuíram nos últimos meses, enquanto os da UE e na Oceania estão estáveis.

A grande disparidade nos preços do queijo deve diminuir, de acordo com Boughton. A UE teve os menores preços no terceiro trimestre deste ano e seus valores podem ser influenciados pelo retorno do leite em pó desnatado e do fluxo de manteiga. Contudo, o aumento na capacidade das fábricas desviará o leite e manterá os valores estáveis.

A Maxum observou que as exportações da UE aumentaram mais de 8.000 toneladas em relação ao ano anterior, em setembro, e seu crescimento mais recente foi impulsionado por maiores envios para os EUA e Coreia do Sul.

Nos EUA, a empresa de pesquisa de mercado IRI observou que o comércio eletrônico é um canal crucial para o crescimento do queijo. Até o final do ano, as vendas ultrapassarão US$ 440 milhões, uma taxa de crescimento anual de 54% nos últimos quatro anos. 

Suzanne Fanning, vice-presidente sênior da Dairy Farmers de Wisconsin (DFW), disse: "A pesquisa do consumidor mostra que o queijo está entre as preferências alimentares do momento, porque é repleto de proteínas e boas gorduras." 

Conveniência e variedade são atrativas para todas as categorias de comércio eletrônico e os consumidores estão começando a tirar proveito das compras digitais. A DFW está promovendo queijo produzido em seu estado com uma coleção de 12 cestas de presentes para a temporada de festas. Elas variam de amostras a US$ 50 a conjuntos de luxo a US$ 150. (Dairy Reporter, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

Universidade dos EUA e cooperativas do RS farão mapeamento da safra de soja

Em projeto pioneiro no Brasil, a Universidade do Estado de Kansas (K-State, na sigla em inglês) e a Cooperativa Central Gaúcha Ltda (CCGL) farão o mapeamento da produção de soja no Rio Grande do Sul. Informações geradas por satélite serão cruzadas com dados que começarão ser colhidos a campo nesta safra. A iniciativa busca aumentar a acurácia das estimativas de colheita - a fim de ajudar na tomada de decisão na hora de vender o produto ou de planejar a logística, por exemplo.

O modelo trazido ao país é baseado em experiência semelhante realizada na região do corn belt (cinturão do milho, em inglês) nos Estados Unidos. Com imagens de satélite e dados divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês), pesquisadores da K-State conseguiram chegar a um modelo de previsão das safras de milho e soja nos Estados de Iowa, Indiana e Kansas.

- Começamos o mapeamento em nível regional e depois chegamos nos condados (equivalente a município no Brasil), capturando boa parte da variabilidade da produtividade - explica Ignacio Ciampitti, professor do Departamento de Agronomia da K-State.

O formato validado nos Estados Unidos foi adaptado à realidade local. Com estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e imagens de satélite, pesquisadores testaram o modelo com base em informações de safras passadas. O passo seguinte é cruzar com dados a serem colhidos nas lavouras por técnicos das mais de 30 cooperativas associadas à CCGL - que terá a propriedade das informações.

- Estamos desenvolvendo plataforma digital, na verdade um aplicativo, para rodar já nesta safra - explica Geomar Corassa, gerente de pesquisa e tecnologia da CCGL.
 

Áreas de soja do RS na safra passada, em janeiro de 2019KSUCrops / Divulgação

A partir do cruzamento de informações, de satélites e da lavoura, será criado um modelo mais assertivo e robusto de previsão de safra. 

- Queremos dois meses antes da colheita ter projeção confiável de quanto será colhido - completa Ciampitti.

A parceria entre a K-State e a CCGL conta com apoio da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), que começou a promover intercâmbios de alunos brasileiros na área de processamento de imagens na universidade americana em 2014. Para o professor Telmo Amado, da Faculdade de Agronomia da UFSM, o projeto será importante para fazer as atuais projeções avançarem do âmbito da amostragem para abrangência territorial maior.

- Ter dados precisos e de forma antecipada é uma questão estratégica para o agronegócio - indica Amado.

Idealizador do projeto de mapeamento da safra de grãos nos Estados Unidos, Ignacio Ciampitti esteve no Brasil, em setembro, no 5º Congresso Sul-Americano de Agricultura e Máquinas Precisas, realizado em Não-Me-Toque. (GauchaZH)

 
Importações/Chile
O último relatório do Departamento de Estudos e Políticas Agrárias (Odepa, sua sigla em espanhol) registrou queda no valor das importações de lácteos. Um dos principais assuntos de debates no setor leiteiro, e que desperta inquietação entre os produtores nacionais é a importação de lácteos pela indústria. Entretanto, no último relatório de outubro do Odepa foi registrado baixa no valor das compras de outros países. Segundo o boletim, entre janeiro e outubro deste ano foram adquiridos no exterior, produtos lácteos no valor de US$ 259,4 milhões, queda de 10,2% em relação ao mesmo período de 2018. As importações foram lideradas pelos queijos com 37.402 toneladas ao custo de US$ 147,5 milhões, ma, que representou queda de 15% na comparação com janeiro-outubro do ano passado. O segundo produto mais internalizado foi o leite em pó desnatado, 11.920 toneladas por US$ 28,2 milhões, 22,9% a mais em comparação com os mesmos dez meses de 2018. O leite em pó integral, por outro lado, registrou queda de 67,2%. Em relação aos mercados de importação, os Estados Unidos continua sendo a origem principal para adquirir lácteos, representando 25,9% das compras, no valor de US$ 67,2 milhões. Em seguida vem a Argentina com US$ 41,1 milhões, e a Nova Zelândia - que foi retirada da primeira posição nos últimos anos - ficou em terceiro lugar, ao embarcar produtos lácteos no valor total de US$ 38 milhões. (Mundo Agropecuário - Tradução livre: Terra Viva)

Porto Alegre, 06 de dezembro de 2019                                              Ano 13 - N° 3.124

  Festa de 50 anos do Sindilat reúne autoridades e representantes do setor lácteo em Porto Alegre
 
O Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) completou, em 2019, meio século de história, muito trabalho e dedicação ao setor lácteo gaúcho. A festa em comemoração, realizada na noite desta quinta-feira (05/12), no Plaza São Rafael, em Porto Alegre (RS), reuniu representantes de diferentes entidades ligadas à atividade leiteira no Rio Grande do Sul, além de autoridades, como o secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Ruy Irigaray, que representou o governador do Estado na cerimônia, o deputado federal Jerônimo Goergen e os deputados estaduais Ernani Polo e Eric Lins. 

Em seu discurso, o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, destacou a dedicação dos ex-presidentes do sindicato, ao longo dos 50 anos, em prol do crescimento do setor no RS e agradeceu a confiança e o trabalho desenvolvido pelas indústrias associados ao Sindilat. “Como de costume, esse ano foi repleto de desafios. Entre eles, elevar o padrão de qualidade do leite (INs 76 e 77) a um patamar diferenciado, que deverá abrir novos mercados, como ocorreu com a China e Egito”, disse, ressaltando que para o setor conquistar o mercado externo é preciso garantir competitividade, redução de custos, isonomia tributária, sanidade do rebanho e eficiência.

Guerra citou dados da produção leiteira no Estado e salientou que o RS está entre os três principais Estados produtores de leite do Brasil, sendo responsável por 12,5% da produção nacional, com 4,25 bilhões de litros/ano. “Somos líder em produtividade, cerca de 3.400 litros por vaca/ano, e temos mais de 50 mil produtores ligados à indústria”, frisou. Para obter tais resultados, o Sindilat investe diariamente na informação ao homem do campo e seus técnicos, em seminários e fóruns itinerantes pelo interior gaúcho, a fim de sanar dúvidas e capacitar produtores e indústrias.

Na ocasião, o deputado estadual Ernani Polo afirmou que a evolução do setor ocorre a partir do trabalho realizado pelo Sindilat, em parceria com as indústrias e cooperativas, com o objetivo de levar a assistência técnica até o campo. “Ao longo dos anos é possível acompanhar essa evolução e a busca por novos mercados”, contou. Para o secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo do Estado, Ruy Irigaray, é de suma importância que a indústria esteja indo bem, pois são os empresários que geram emprego e renda ao País, tornando-o mais competitivo. “Os bancos de fomento estão aí para auxiliar o crescimento das empresas”. Fechando os discursos, o deputado federal Jerônimo Georgen, representando a Câmara dos Deputados, ressaltou a importância da criação do Conseleite e do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa).

A noite de comemoração contou com homenagem a todos os ex-presidentes do Sindilat: Helmut Mayer (in memorian), Zildo de Marchi, Frederico Dürr, Arno Kopereck, Gilberto Piccinini, Carlos Feijó e Wilson Zanatta, ao atual presidente, Alexandre Guerra e sua diretoria, e aos associados. Houve, também, a entrega de troféus para os finalistas do 5º Prêmio de Jornalismo do Sindilat, iniciativa que valoriza o trabalho da imprensa que cobre o setor lácteo no RS. Confira os vencedores de cada categoria:
 
IMPRESSO
1º lugar: Cristiano Vieira / Revista Press Agrobusiness – Reportagem: “Com saúde e sabor: os caminhos do leite”
2º lugar: Fernanda Mallmann / Informativo do Vale – Reportagem: “A colônia é High Tech”
3º lugar: Juliana Bevilaqua dos Santos / Pioneiro- Reportagem: “Um milhão de quilos de queijo”
 
ELETRÔNICO
1º lugar: Bruno Pinheiro Faustino / TV Cultura – Reportagem: “Leite: uma vocação
2º lugar: Gabriel Garcia / RBS TV- Reportagem: “Tecnologia no campo melhora o bem estar animal” gaúcha”
3º lugar: Ellen Bonow Bösel / Emater/RS  – Reportagem:  “Agroindústria Estrelat produz leite tipo A”
ONLINE
1º lugar: Juliana Bevilaqua dos Santos / Site Pioneiro - Reportagem: “Um milhão de quilos de queijo”
2º lugar: Joana Colussi / Zero Hora– Reportagem: “Bolsas estimulam educação em cooperativa agroindustrial”
3º lugar: Joana Colussi / Zero Hora - Reportagem: “Os motivos que fazem os jovens ficarem ou deixarem o campo no RS”
FOTO
1º lugar: Lidiane Mallmann / O Informativo do Vale
2º lugar: Marcelo Casagrande / Jornal Pioneiro
3º lugar: Antônio Valiente Samalea / Jornal Pioneiro
(Fonte: Assessoria de Imprensa Sindilat)


(Crédito: Dudu Leal)

Produção/AR 

Um boletim elaborado pelo Observatório da Cadeia Láctea da Argentina (Ocla) mostra dados que podem parecer paradoxais para as fazendas do país: em um deles, aparece o país na vanguarda ao nível mundial; mas, onde menos se paga.

De concreto, o Ocla criou um quadro com o preço que se paga pelo litro de leite ao produtor, nos principais países produtores.

Na Argentina, em outubro, o valor chegou a US$ 0,281, 21,6% acima dos US$ 0,231 do ano passado. Este salto interanual supera os 14,3% dos Estados Unidos, os 3% do Chile, e o 1,3% do Uruguai. Outros países, no entanto, sofreram quedas interanuais: no Brasil foi de -12,8%, e na União Europeia (UE), -7,5%.
 
Sem dúvida, este incremento interanual não conseguiu fazer com que a Argentina saia do último lugar no ranking do preço do leite ao produtor.

Seus US$ 0,281 estão abaixo dos US$ 0,301 do Uruguai, e dos US$ 0,322 da Nova Zelândia, que seriam os valores mais próximos dos preços locais.

De qualquer forma, vale ressaltar que os produtores argentinos reduziram a distância que tinha em relação aos seus pares no resto do mundo, uma vez que, no ano passado, a diferença entre o preço doméstico do leite e do preço internacional era muito maior. (Agrovoz - Tradução livre: Terra Viva)

Produção/Cone Sul

As vacas sofrem estresse com o calor, e reduzem a produção de leite, um fenômeno que na segunda quinzena de novembro afetou de forma particular as fazendas da Argentina, Chile e Uruguai.

O site especializado em informações do setor lácteo mundial, CLAL News publicou que o estresse pelo calor está afetando a produção de leite no Cone Sul, ou seja, Argentina, Chile e Uruguai.
 
As temperaturas diurnas continuam aumentando nesta região do mundo, o que aumenta o estresse por calor das vacas leiteiras.
A produção de outros países da região como Brasil, Peru e Equador, estão chegando ao pico sazonal.
 
De qualquer forma, o volume de leite produzido continua sendo suficiente para satisfazer as necessidades principais das indústrias de processamento nos principais países exportadores, Argentina e Uruguai, afirma o CLAL.

No entanto, a disponibilidade leite em pó integral e desnatado está diminuindo.
 
Os preços de exportação de leite em pó desnatado estão aumentando, em decorrência de produção muito limitada, já que as indústrias estão preferindo transformar o leite disponível em leite em pó integral para cumprir obrigações contratuais.
Assim, o leite em pó integral também está com preços de exportação pressionados, diante da forte demanda e dos maiores custos de processamento.
 
O mercado está se fortalecendo já que a produção não é suficiente para satisfazer a demanda a curto prazo dos compradores, conclui o relatório do CLAL News. (TodoElCampo – Tradução livre: Terra Viva)

 
 
Queda na produção de leite da Austrália deve dar suporte a preços, diz USDA
A produção de leite da Austrália em 2020 deve alcançar o menor nível em 25 anos, de acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Isso pode oferecer mais suporte aos preços de lácteos no longo prazo, com produção mais restrita ao redor do mundo. O relatório do USDA afirma que a queda pode ser atribuída às condições de seca em partes do país e, consequentemente, elevação dos custos com ração e água. (As informações são do Dow Jones Newswires, publicadas no Estadão)