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11/11/2021

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 11 de novembro de 2021                                                Ano 15 - N° 3.589


Índia agora é o maior produtor e consumidor global de lácteos

Está previsto um aumento de 203,5 milhões de toneladas na produção de leite fluido para comercialização da Índia em 2022 (janeiro a dezembro), conforme relatado pelo Serviço de Agricultura Estrangeira do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA FAS), ficando 2% acima do ano passado.

Antecipando preços fortes e modesta demanda de exportação, as exportações de manteiga aumentarão para 15.000 toneladas, 36% a mais do que o valor de exportação estimado para 2021, de 11.000 toneladas.

Com as mesmas premissas, as exportações de leite em pó desnatado devem aumentar para 20.000 toneladas, 11% acima do valor estimado para 2021. Como a produção de leite está crescendo junto com o consumo doméstico, qualquer aumento na demanda futura por lácteos pode levar a uma expansão nas importações.

Cerca de 54% da produção de leite é comercializada por meio de cooperativas e/ou atores não organizados, como leiteiros e empreiteiros. Os cinco maiores estados produtores de leite da Índia, responsáveis por mais da metade da produção nacional, incluem Uttar Pradesh (16%), Rajasthan (13%), Madhya Pradesh (9%), Andhra Pradesh (8%) e Gujarat (7%) .

A FAS New Delhi prevê o consumo de leite fluido da Índia em 2022 em 85 milhões de toneladas, um aumento de 2,5% em relação ao número oficial de 2021 do USDA, de 83 milhões de toneladas. O relatório atribui este aumento ao número crescente da população, juntamente com maior acessibilidade e disponibilidade do produto nos setores de varejo e serviços de alimentação.

Os indianos estão se voltando cada vez mais para o consumo de leite, em busca de maior ingestão de proteínas. A Índia hoje não é apenas o maior produtor global de leite, mas também se tornou o maior consumidor de leite.

O relatório prevê a produção da Índia em 2022 em 700.000 toneladas, um aumento de quase 3% em relação ao previsto pelo USDA para 2021, que é de 680.000 toneladas. Esse aumento é atribuído à previsão de preços mais altos e ao aumento da demanda de exportação.

O aumento da demanda por leite reconstituído e as exportações consistentes de leite em pó desnatado são os principais impulsionadores do aumento da produção. O mercado de leite em pó desnatado está acostumado com o sistema de compras da Índia, com seu fluxo de caixa remunerado previsível.

No entanto, está lentamente desenvolvendo uma rede de marketing para produtos perecíveis de alto valor. O relatório prevê que a produção de manteiga da Índia em 2022 chegará a 6,5 milhões de toneladas. O aumento resulta em grande parte da melhoria da renda que está levando a um aumento na demanda doméstica por manteiga.

O FAS New Delhi prevê um consumo de leite em pó desnatado na Índia em 2022 de 694.000 toneladas, um aumento de 2,5% em relação à estimativa oficial do USDA para 2021. Da mesma forma, o consumo de manteiga está previsto em 6,4 milhões de toneladas, um aumento de aproximadamente 3% em relação à estimativa de 2021. (As informações são do Dairy Industries International, traduzidas pela Equipe MilkPoint)
 

O que temos à frente no mercado do leite?
O setor lácteo atravessou grandes mudanças nos últimos anos. No primeiro elo da cadeia, observamos uma evolução da produtividade das fazendas, com a mesma ou até maior quantidade produzida de leite por menos produtores. Além disso, também presenciamos tecnologias aplicadas ao campo e ao transporte de leite, bem como uma mudança nos sistemas de produção.

Na indústria, as mudanças também foram muitas e maioria voltada para um propósito: atender as demandas de consumo. Nos tempos do consumidor, questões ambientais, de bem-estar animal e de representatividade, ou seja, valores pregados e praticados pelas marcas, ganham cada vez mais força. É válido ressaltar que hoje os laticínios não vendem apenas um produto, mas sim um conceito de valores.

Neste cenário de modificações na produção de leite e do protagonismo do consumidor, o que esperar do futuro do mercado do leite? Existem novos possíveis cenários? Se sim, quais? Haverá novas mudanças na cadeia láctea? Quais serão os novos desafios? E as novas oportunidades? Quais pautas deverão estar em foco?  

Para debatermos esses e outros questionamentos sobre o futuro do mercado do leite, 17 de novembro, no primeiro painel do Dairy Vision 2021, vamos abordar essa temática com grandes nomes da cadeia láctea.

Veja a seguir a programação e palestrantes deste painel:

● Os principais desafios e oportunidades que o setor lácteo brasileiro tem à frente, Paulo do Carmo Martins, Embrapa Gado de Leite

 Se a produtividade por fazenda é maior, qual o impacto disso para os laticínios? E as produções de leite regionais, como isso afeta ou pode afetar as indústrias? E a produção estagnada de leite brasileiro, como reverter esta situação? Quais são as perspectivas para as margens da indústria? E o consumo de lácteos? Devemos aderir ao plant-based? E o mercado de ESG? Quais são os desafios e impactos de cada variável desse conceito no mercado do leite?

As questões sobre o futuro do mercado lácteo e suas variáveis são importantíssimas e trazem muitos questionamentos. Por isso, no primeiro painel do Dairy Vision 2021, contaremos com a palestra do Paulo do Carmo Martins, Chefe-Geral da Embrapa Gado de Leite, abordando essa temática.

● Quatro cenários possíveis para a indústria láctea, Christian Koch, professor na School of Economics and Marketing, Lund University

 Fomentando a discussão sobre o futuro lácteo, contaremos com a palestra do Christian Koch, professor na School of Economics and Marketing, Lund University, que por meio de um estudo concluiu quatro cenários possíveis para a indústria de laticínios: Dairy Evolution, Green Dairy, New Fusion e Brave New Food.  

Em sua palestra, Cristian explorará esses cenários e o que eles representam para a indústria do leite. Dessa forma, vamos ampliar ainda mais o leque de visões sobre o panorama futuro das empresas de laticínios.

● Os alimentos lácteos têm um futuro brilhante? Kevin Bellamy, Global Sector Head no Rabobank

Os lácteos, naturalmente, já apresentam características que os diferenciam e atendem exigências de consumo: benefícios à saúde, indulgência ao sabor e textura e até mesmo a conciliação de ambos em um só produto. Mas, com o surgimento de novas vertentes e tendências de consumo, os lácteos ainda têm um futuro brilhante?

Em busca de encontrarmos respostas e insights para esse questionamento, no primeiro painel do Dairy Vision 2021, teremos a palestra do Kevin Bellamy, Global Sector Head no Rabobank, que abordará o assunto.

Bebidas à base de plantas e alimentos de laboratório: até que ponto os lácteos podem ser afetados? Julian Mellentin, Fundador da New Nutrition Business

Nos últimos anos, a alimentação à base de vegetais vem ganhando mais adeptos. Essa vertente de consumo visa atender a demanda de consumidores que buscam uma dieta vegetariana ou vegana e aqueles que procuram reduzir a ingestão de proteína animal. Além dos produtos vegetais, alimentos elaborados em laboratório também desapontam como uma alternativa aos de origem animal. 

Seria, então, o fim do protagonismo da proteína animal? O quanto as proteínas vegetais e as alternativas científicas podem afetar o mercado e demanda de produtos de origem animal?  Neste cenário: como fica o leite e seus derivados? Em qual grau podemos ser afetados? Fomentado o assunto, Julian Mellentin, Fundador da New Nutrition Business abordará o tema em sua palestra no Dairy Vision 1021.

● Sustentabilidade: reaproveitamento de soro ácido para gerar novos negócios, Marcelo Leitão, Arla Foods Ingredients

O soro ácido, produto originado da fabricação de cream cheese, petit suisse, skyr ou iogurte grego e requeijão nas empresas que produzem todos esses derivados pelo processo tradicional — sem adição de proteína — representa um grande desafio para as indústrias lácteas. 

Neste cenário, encontrar soluções eficazes para seu reaproveitamento, com foco em sustentabilidade e novos negócios é uma opção interessante para os laticínios. Mas, como isso é possível? Como adaptar processos na realidade de cada empresa?  Para debater mais sobre essa questão, Marcelo Leitão, Arla Foods Ingredients explorará os caminhos sustentáveis para o soro ácido em sua palestra.

● É possível atingir a neutralidade de carbono no setor lácteo? Lukasz Wyrzykowski, Diretor Geral do IFCN

A pegada zero ou reduzida de carbono é uma forte vertente de exigência de consumo muito atrelada à produção sustentável de alimentos. Na cadeia do leite, não é diferente e é possível observar empresas que atuam nessa frente.

Mas, é possível atingir a neutralidade de carbono no setor lácteo? Se sim, como? Trazendo esse questionamento, contaremos com a palestra do Lukasz Wyrzykowski, Diretor Geral do IFCN, no primeiro painel do Dairy Vision 2021.

Podemos perceber que o futuro reserva grandes desafios para o setor lácteo e que para contorná-los é necessário entendê-los e se antecipar a eles. Por isso, pensando no futuro da cadeia do leite, o Dairy Vision 2021, que ocorrerá online nos dias 17, 18, 23 e 24 de novembro, explorará os caminhos para o setor lácteo prosperar em um mundo incerto e de mudanças.

Para isso, contaremos com 33 palestrantes de 11 países: Brasil, Suíça, Suécia, Portugal, França, Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Argentina e Itália. Se você pretende fazer parte do futuro lácteo, o Dairy Vision 2021 é o seu lugar! Associados do Sindilat/RS podem se inscrever com 30% de desconto clicando aqui. (Milkpoint)





Como é a estrutura das proteínas do soro? PARTE 03/04
As proteínas do soro apresentam estruturas terciárias caracterizadas por uma forma globular compacta tridimensional. A partir da perspectiva termodinâmica, a formação dessas estruturas proteicas envolve a otimização tanto da entropia conformacional da cadeia polipeptídica quanto das interações intermoleculares (hidrofóbica, eletrostática, van der Waals e ligação de hidrogênio) entre os aminoácidos na proteína, de modo que, a energia livre (ΔG) da molécula seja reduzida ao menor valor possível.

Assim, na forma nativa dessas proteínas, a maioria dos aminoácidos hidrofóbicos encontram-se no interior da proteína, enquanto os aminoácidos mais hidrofílicos, principalmente os carregados, ficam mais próximos da interface proteína/água (Figura 1) (MCSWEENEY e FOX, 2013).

O interior predominantemente hidrofóbico das proteínas do soro, as tornam carreadoras naturais de pequenas moléculas hidrofóbicas, como aromas, corantes e compostos bioativos em diversas matrizes alimentícias, inclusive nas aquosas, nas quais esses compostos são pouco solúveis.




No entanto, alguns agentes físicos (temperatura e pressão) e químicos (pH e sais), conhecidos como agentes desnaturantes, são capazes de perturbar as interações não covalentes responsáveis pela estabilidade das estruturas terciárias das proteínas do soro. Esse processo, conhecido como desnaturação proteica, aumenta ainda mais a digestibilidade dessas proteínas, uma vez que, o desdobramento das suas estruturas facilita o acesso das enzimas digestivas.

Além disso, a desnaturação também tem impactos nas propriedades físico-químicas, visto que na nova estrutura de equilíbrio assumida após a desnaturação, os aminoácidos hidrofóbicos ficam expostos ao meio aquoso. Portanto, a forma desnaturada dessas proteínas apresenta característica anfifílica, ou seja, sua estrutura possui regiões hidrofílicas e regiões hidrofóbicas. (THERMA/UFV - Milkpoint)  

 Jogo Rápido

Piracanjuba ingressa no aplicativo BEES e facilita as compras do pequeno varejo
Piracanjuba/Varejo - Depois de ser a primeira indústria de lácteos a ter seus produtos vendidos de forma direta pela Amazon e consolidar importantes parcerias, como é o caso do Magazine Luiza, Mercado Livre entre outros, a Piracanjuba avança na digitalização do mercado de alimentos e bebidas com a presença no aplicativo BEES, plataforma B2B, da Ambev.  Por meio dele, é possível fazer pedidos sem intermediários e com entregas em todos os dias da semana. Desde o mês de maio, pequenos varejistas e transformadores estão adquirindo produtos em quantidades variadas, sem limite de faturamento. Com essa iniciativa, além de aproveitar a expertise logística da Ambev, a Piracanjuba chega de forma mais efetiva a bares, restaurantes, padarias, mercearias, empórios, docerias, pequenos negócios, entre outros. Com mais essa opção, a Piracanjuba busca tornar mais acessível e fácil a experiência de compra por parte dos pequenos e médios empreendedores. No Brasil, o BEES agora é usado por mais de 70% dos clientes ativos da Ambev. Os interessados em usar a plataforma para comprar produtos Piracanjuba podem se cadastrar facilmente, bastando ter um Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) no ramo alimentício ou, caso seja um transformador e tenha um pequeno negócio, informando o CPF. O aplicativo Bees está disponível nas lojas virtuais dos sistemas Android e IOS e conta com sistema moderno de geolocalização, o que facilita que as entregas dos pedidos sejam feitas de forma ágil e assertiva. (Assessoria de imprensa Piracanjuba)


 

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