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22/09/2021

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre,  22 de setembro de 2021                                                  Ano 15 - N° 3.505


Ação promove produtos lácteos

O setor leiteiro trabalha na elaboração de uma campanha nacional para incentivar o consumo de leite e derivados no país. Batizada de 1ª Semana do Leite, a iniciativa mobilizará produtores, indústrias de laticínios e supermercados e deve ser lançada na segunda quinzena de novembro. Com foco nos pontos de venda, envolverá a produção de vídeos, cartazes e fôlderes.

O tema foi discutido na última reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Leite e Derivados do Ministério da Agricultura (Mapa). Segundo o presidente da Câmara Setorial, Ronei Volpi, o mote da campanha é a valorização da saudabilidade dos produtos para pessoas de todas as idades. Ele diz que a ideia partiu da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e explica que a campanha não promoverá marcas específicas, mas os produtos como um conceito geral. “É uma campanha inédita no setor lácteo”, destaca Volpi.

O secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados (Sindilat), Darlan Palharini, afirma que o objetivo é transformar a campanha em uma ação de longo prazo, promovida anualmente, a exemplo de ações como a Semana do Pescado, organizada pelo setor privado e pelo Mapa para estimular o consumo de peixes. “É o primeiro teste para que possamos avançar nessa linha. Já houve alguns movimentos, mas não se conseguiu dar uma continuidade”, observa. Além de destacar os atributos do leite e de seus derivados, a campanha destacará a importância da cadeia produtiva para a economia. Quarto maior produtor de leite do mundo, de acordo com o Mapa, o Brasil produz mais de 34 bilhões de litros por ano. (Correio do Povo)


O consultor e o mundo 4.0

É fato que, o mundo 4.0 deixou de ser uma realidade distante. A revolução tecnológica invadiu todos os setores e no leite não foi diferente. Perante esta nova, constante e crescente dinâmica tecnológica, como os profissionais do campo devem todas aproveitar as oportunidades existentes?

Para sabermos em detalhes sobre o assunto e sanar todas as nossas dúvidas, no MilkPoint Experts: Feras da consultoria, no dia 28/11, teremos um painel que abordara este assunto. Por isso, consultores, técnicos, estudantes, produtores de leite, laticínios, empresas de consumo e cooperativas que desejam dominar a revolução tecnológica em seus processos, propriedadade e negócio, não podem deixar de participar!

Confira quem vai estar neste painel:

  • Tecnologias para escalar o trabalho: aplicativos e trabalho remoto podem funcionar? Oportunidades e desafios, Carlos Eduardo Carvalho, CooperIdeal;
  • Agregando valor ao serviço de consultoria: como não depender do valor/hora? Geraldo Filgueiras, Prodap;
  • Como comunicar bem utilizando as redes sociais, Leonardo Guedes da Luz Martins, CowMed, Luís Fernando Moroz, Cowtraining, Maria Andreza Arving, Cowbaby;
  • Gestão por indicadores e uso de benchmarking na pecuária leiteira, Heloíse Duarte, Ideagri.

Nossos encontros acontecerão todas as sextas-feiras pela manhã entre os dias 08 de outubro a 26 de novembro. Consultores, laticínios, cooperativas, produtores de leite e estudantes, vocês estão convocados para transformarem a realidade leiteira do Brasil!

Acesse o site, confira a programação completa e faça agora sua inscrição. Não perca esta oportunidade, seja um transformador de realidade, seja um Fera da Consultoria!

O Sindilat também garantirá desconto de 30% na inscrição do evento aos seus associados pelo link https://bit.ly/3ErRZw7. (Fonte: Milkpoint)

 

Como os holandeses viraram os mais altos do mundo

A holandesa Astrid Van der Merr tem 1,99 metros de altura, mas consegue encontrar roupas e sapatos no seu país com certa facilidade. Isso porque a Holanda tem a maior média de altura do mundo, segundo estudo publicado na revista científica “The Lancet” em 2020. Lá, os homens de 19 anos têm, em média, 1,84 metros e as mulheres 1,70. Se a gente comparar com o Brasil, a altura dos homens daqui fica em 1,75 e a das mulheres, 1,62.

A jornalista Camila Veras Mota, da BBC News Brasil, fala sobre as explicações desse fenômeno holandês, segundo cientistas.

Para se ter uma ideia da diferença para o resto do mundo, os adolescentes holandeses atingem aos 13 anos a altura que os jovens de alguns países da Ásia, África e América Latina só alcançam com 19, segundo a pesquisa. Mas os holandeses nem sempre puderam ostentar esse título. Uma revisão nos registros militares descobriu que os homens do país estavam entre as pessoas mais baixas da Europa em 1860, com uma média de altura de 1,65. Num período de 160 anos, o número cresceu em 20 centímetros, enquanto a média dos americanos, por exemplo, subiu apenas 7.

Não existe um consenso sobre o porquê dessa alta tão acelerada na média de estatura dos holandeses. Segundo Eirini Marouli, professora de Biologia Computacional da Universidade de Londres, as populações do mundo todo, não só da Holanda, tiveram um crescimento recorde d estatura nos últimos dois séculos. Ela diz que os homens deram uma “espichada” de 1,60 para 1,70 e as mulheres, de 1,50 para 1,60, ou seja, houve um crescimento médio de 10 centímetros em ambos os gêneros. Para Marouli, o fato de a estatura dos holandeses ter crescido num ritmo duas vezes mais rápido do que a média do resto do mundo pode ser atribuído principalmente a fatores genéticos.

Joel Hirschhorn, professor de pediatria da Escola de Medicina de Harvard, nos Estados Unidos, disse à BBC em 2015 que também acredita nesse fator: “A genética previu que os holandeses seriam os mais altos da Europa e eles atingiram isso agora. Alguns dizem que os holandeses “tinham mais a crescer” do que os americanos tiveram nos últimos 150 anos. Então isso pode explicar em parte o porquê de eles terem crescido tanto. Eles tinham mais potencial genético para atingir, então talvez tenham demorado mais e ainda podem crescer mais.”

A professora Louise Barrett, da Universidade de Lethbridge, no Canadá, participou do estudo publicado na Lancet, mencionado no início do texto, e acha que a taxa de crescimento foi rápida demais para ter sido provocada apenas pelos genes. Ela considera que o bom sistema de saúde, os altos índices de bem-estar social e os baixos níveis de desigualdade de renda contribuíram para que a população holandesa aumentasse sua estatura média. Em suas pesquisas, Barrett também descobriu que os casais que tinham mais filhos na Holanda eram os formados por homens mais altos e mulheres com estatura média. No caso dos americanos, por outro lado, os casais com maiores taxas de fecundidade tinham mulheres de baixa estatura e homens de altura média.

O cientista Gert Stulp, da Universidade de Gronigen, na Holanda, chegou a uma conclusão parecida após analisar dados de cerca de 42 mil holandeses de três gerações diferentes nascidos entre 1935 e 1967. Nesse período, segundo o levantamento, os homens eram 7 centímetros mais altos que a média nacional tiveram 24% mais filhos do que aqueles que eram 14 centímetros mais baixos que a média. Esse dado poderia sustentar uma possível teoria da “seleção natural” dos homens mais altos no país, mas Stulp discorda. Ele destaca que a altura é um fator levado em consideração para definirmos se uma pessoa é atraente, mas destaca que o efeito dessa possível “seleção natural” é mínimo quando comparado a fatores sociais, culturais e do ambiente em que vivemos, como saúde e dieta. Para o cientista, o apetite voraz dos holandeses por laticínios é um dos fatores que mais impactam na estatura do indivíduo. A Louise Barrett, que já citamos aqui, também ressaltou que o cálcio presente nos derivados do leite constrói os ossos e é essencial para o crescimento. Mas será que o céu é o limite? Para a pesquisadora Eirini Marouli, todos esses fatores favoráveis ao crescimento fazem com que os holandeses já estejam perto do limite que os humanos podem alcançar.

Já o Gert Stulp diz que existem indícios de que a população holandesa tenha parado de crescer, mas ele acredita que se o país tiver avanços adicionais nos sistemas de saúde e na dieta da população, os homens holandeses poderão chegar à estatura de até dois metros e meio. Já pensou como ficaria o tamanho das portas ou o espaço para as pernas no transporte público? Você deve estar se perguntando por que é importante entender a ciência por trás disso?

A professora Eirina Marouli explicou à BBC que a altura é uma espécie de traço modelo no estudo da genética. Por ser fácil de medir, ela pode auxiliar os cientistas a identificar exatamente o conjunto de genes que influenciam a altura. Lembrando que a ciência ainda não entende completamente a expressão genética de cada gene que forma o genoma. Assim, desvendar a genética da altura poderia abrir caminho para entender melhor uma série de doenças multifatoriais e mais difíceis de serem estudadas do ponto de vista genético, como diabetes e doenças cardíacas. Ela contou que o estudo mais recente publicado pelo consórcio Giant, que em inglês significa gigantes, mas também é a sigla pra Investigação Genética de Características Antropométricas, foram identificadas mais de 3 mil variações genéticas, ou seja, mudanças no DNA, que afetam a altura humana. Muitas dessas mudanças no DNA são encontradas perto de genes que estão envolvidos na biologia óssea e no crescimento do esqueleto.

A Eirini Marouli diz ainda que identificar genes que influenciam indiretamente o crescimento, por exemplo, como aqueles ligados às características do sangue podem render muitos novos insights sobre estratégias para tratar deficiências no crescimento, que afetam entre 3 e 5% da população. É por isso que estudar pessoas como os holandeses é tão importante. (Fonte: BBC News - https://www.youtube.com/watch?v=oTP8F-nlkxc)


 Jogo Rápido

No radar

Tema de debate da Cúpula dos Sistemas Alimentares, realizado pela ONU amanhã, em Nova York, o combate ao desperdício de alimentos também será o fio condutor de um grupo de trabalho coordenado pelo Ministério da Agricultura. Com duração de 180 dias, que podem ser prorrogados. O primeiro encontro está marcado para outubro. Além da Agricultura, participam integrantes da Embrapa e da Conab. (Zero Hora)


 

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