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14/09/2021

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre,  14 de setembro de 2021                                                  Ano 15 - N° 3.500


Em Vacaria, ministra da Agricultura recebe reivindicações de produtores de maçã, vinho e laticínios

Depois de acompanhar o presidente Jair Bolsonaro, em visita à Expointer, no sábado (11) a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Teresa Cristina, participou no final de semana de compromissos com lideranças do agronegócio em Vacaria. Ela foi recepcionada na cidade pelo diretor superintendente das empresas RAR/RASIP, Sergio Martins Barbosa, que também é gestor de Agronegócios da Família Randon, proprietária das marcas. Além de acompanhar as produções das empresas, a ministra recebeu uma série de demandas de lideranças dos setores de maçã, vinho e laticínios do estado.


Entre as principais pautas, representantes da Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM) e da Associação Gaúcha dos Produtores de Maçã (Agapomi) solicitaram à ministra que o Brasil mantenha o mercado fechado para a importação da fruta vinda da China – uma das principais reclamações do setor nos últimos anos.

Ainda em relação ao mercado externo, as lideranças comemoraram a abertura de exportações da fruta ao mercado colombiano. O negócio foi fechado em junho deste ano após tratativas entre os governos dos dois países e era pleiteado desde 2016. As primeiras remessas da fruta já saíram de Vacaria com destino ao país sul-americano. Os próximos passos serão priorizar as negociações para exportar a fruta produzida na Serra gaúcha para países como México, Indonésia e Tailândia.

A ABPM e a Agapomi pediram também a revisão das cotas de Menor Aprendiz para o agronegócio, já que a maioria das atividades são consideradas insalubres, restando disponíveis apenas atividades em escritórios. Também foi discutido o afastamento das atividades de trabalho presencial, sem prejuízo de remuneração, às empregadas gestantes durante a pandemia de covid-19. Segundo o setor, a lei atual está obsoleta, uma vez que gestantes podem se imunizar e voltar ao trabalho.
A União Brasileira de Vitivinicultura (UVIBRA) apresentou reivindicações em relação às leis de produção de vinho. A sugestão é que seja feito um cadastramento das vinícolas em âmbito nacional para que, assim, ocorra um controle de dados, já que, atualmente, o cadastro é feito anualmente.

Por parte do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), as pautas levantadas foram a Reforma Tributária, com foco na manutenção do programa Leite Saudável, além da denominação de produtos veganos que buscam identificação com o segmento lácteo.

O superintendente da RAR/RASIP Sergio Martins Barbosa destacou que a visita da ministra representou um marco muito grande para toda a cadeia produtiva.


— Ela é uma pessoa bem sensível que conhece o setor. Conseguimos reunir os três setores e, ainda, mostrar para a ministra o que temos hoje por aqui, com um nível de primeiro mundo na nossa produção. Ficamos extremamente otimistas em ver a ministra levando reivindicações de cada setor. Tenho certeza de que vamos ter uma velocidade para os pleitos apresentados dos nossos segmentos — defendeu.

A ministra salientou que a ideia é melhorar as relações com o Mercosul, adequando e modernizando, para que ele realmente funcione em bloco.

— Temos a legislação e temos o poder de conduzir, mas quem gera emprego e produção no Brasil são vocês (produtores), não somos nós. É claro que existem coisas simples e outras mais trabalhosas, mas nós vamos trabalhar com atenção e dedicação para vermos no que podemos avançar. Também com essa agenda conseguimos conhecer todo o sistema de produção da RAR e é muito impressionante, uma coisa de primeiro mundo. Dá muito orgulho em ter no Brasil uma empresa como essa — afirmou Teresa Cristina.

Ministra conhece produção de queijos


Ministra Tereza Cristina esteve na câmara de maturação de queijos e onde são realizados os processos dos produtos lácteos
Renata Ulguim/Camejo Comunicação/Divulgação RAR

Além do encontro com as lideranças, a ministra fez uma visita às instalações da RAR/RASIP, onde conheceu o pomar e acompanhou a ordenha, além de participar de um jantar na noite de sábado (11).

No domingo (12), a ministra visitou o Centro de Confeccionamento, local onde fica a câmara de maturação de queijos e onde são realizados os processos dos produtos lácteos, com direito ao corte do queijo de acordo com o “ritual italiano” e degustações de queijos da RAR.

O roteiro incluiu também a Packing House, onde é possível acompanhar os processos de seleção da maçã. (O Pioneiro)


Os Estados Unidos vão investir 300 milhões de dólares na saúde animal

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou que terá recursos de 300 milhões de dólares para realizar atividades de vigilância voltadas para doenças emergentes e zoonoses, cujo objetivo é criar um sistema de alerta precoce em caso de futura ameaça à saúde pública.

Este fundo econômico, exercido por meio da Lei de Financiamento do Plano de Resgate Americano, servirá para construir um banco de dados que promova a colaboração entre especialistas em saúde animal (doméstica e silvestre), e humana, para custear o conceito de One Health.

Essas obras serão realizadas pelo Serviço de Sanidade Vegetal e Animal (APHIS), que em uma primeira etapa terá como foco a ampliação da vigilância multissetorial e da investigação do Covid-19 (Coronavírus) e seus efeitos na fauna.

No USDA, eles consideraram que a criação de um sistema de alerta precoce, com base na infraestrutura existente, ajudará a salvaguardar a saúde humana e animal de ameaças futuras que exigem esforços de controle plurianuais, por meio de um esquema de monitoramento.

Como parte dessa estratégia, eles anunciaram que também fortalecerão as sinergias nacionais, regionais e globais para desenvolver capacidade adicional em questões de vigilância e prevenção eficaz de zoonoses. (Fonte: Ganaderia.com/Tradução: Google)

 

Mercado lácteo mundial: recuperação da produção e forte elevação de custos

Nos meses de julho e agosto, o mercado lácteo foi marcado por três fatores: recuperação generalizada da produção nas principais bacias exportadoras, variações moderados nos preços dos produtos lácteos industrializado e forte aumento dos custos dos insumos, de acordo com a entidade representativa do setor lácteo francesa, CNIEL.

Quanto ao aumento da produção nas principais bacias exportadoras, isso foi particularmente forte nos Estados Unidos da América (EUA) e Nova Zelândia, e de forma mais moderada, dentro da União Europeia (UE). Como pode ser visto no gráfico, o incremento da produção em relação aos 12 meses anteriores foi de 2,9% na Nova Zelândia, de 2,8% nos EUA e de 0,9% na UE. Para a CNIEL, esta elevação na produção não se traduz, necessariamente, em sobreoferta porque a demanda do mercado internacional continua bastante vigorosa.

 


Em relação aos produtos lácteos industrializados houve uma ruptura de tendência depois de um período de aumentos no primeiro semestre de 2021. Por isso, a variação de preços é considerada “moderada”. Quanto ao aumento dos custos de produção, o CNIEL destaca as altas acentuadas de energia/combustível e da alimentação animal. Na França estima-se que o aumento do índice de preços médios de insumos da produção pecuária chega a 8% neste ano. (Fonte: Agrodigital)


 Jogo Rápido

Chile
CLIQUE AQUI para acessar o Relatório “Agenda para o Desenvolvimento Sustentável do Setor Lácteo no Chile até 2021”, elaborado pelo Comité Nacional de la Federación Internacional de Lechería.


 

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