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29/03/2021

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 29 de março de 2021                                                         Ano 15 - N° 3.432


Sindilat apoia prorrogação de salário-maternidade em casos que exijam internação

Passou a valer, após publicação da Portaria Conjunta nº 28/2021 no Diário Oficial da União do dia 22 de março, a prorrogação do salário-maternidade em casos onde, em função de complicações médicas relacionadas ao parto, a mãe ou o recém-nascido precisarem de internação hospitalar. A Portaria do Ministério da Economia e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) sinaliza o cumprimento da decisão do Supremo Tribunal Federal na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 6.327, publicada em março de 2020.

Para o secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Darlan Palharini, a decisão deve beneficiar mães que, por algum motivo, necessitarem ficar além do previsto no hospital após dar à luz. “Isso é essencial para garantir os direitos de mulheres que não têm condições de voltarem ao trabalho”, afirma. O Sindilat considera de extrema importância que as mães tenham os subsídios necessários para voltarem a atuar em suas funções na indústria gaúcha.

Segundo comunicado técnico do Conselho de Relações do Trabalho (CONTRAB), o parecer leva em consideração, como termo inicial da licença e do salário-maternidade, a alta hospitalar da mãe ou do recém-nascido, o que ocorrer por último, quando o período de internação passar de duas semanas. Isso se aplica em casos onde, por complicações, um dos dois precise ficar mais do que o período concedido pela Previdência Social no hospital. A medida tem como objetivo evitar a suspensão do benefício à mãe que não estiver apta a voltar ao trabalho. CLIQUE AQUI para acessar a Portaria Conjunta nº 28/2021. (Fonte: Fiergs e Ministério da Economia/ Instituto Nacional do Seguro Social/ Diretoria de Benefícios adaptado pelo Sindilat/RS)


Secretaria da Agricultura libera R$ 5 milhões para aquisição de sementes forrageiras

Os contratos de crédito que possibilitam a aquisição de sementes para as entidades participantes do Programa de Sementes Forrageiras – Edição 2021, começaram a ser enviados. Os contratos somam R$ 5 milhões e irão beneficiar cerca de 11.500 famílias de agricultores familiares por meio de 90 entidades em todo o Rio Grande do Sul.

O Programa de Sementes Forrageiras – Edição 2021 teve seu início em dezembro de 2020, com a proposta do Governo do Estado de antecipar o calendário de operacionalização do programa. Foram levantadas as demandas dos agricultores familiares e entidades representativas, elaborados os projetos técnicos e encaminhada a documentação. Os processos foram avaliados e resultaram agora na formalização dos contratos para utilização dos recursos.

“Em virtude da última seca, adiantamos o calendário do Programa, para que os recursos pudessem ser liberados mais cedo, trazendo um alívio aos produtores afetados. Um investimento mais que necessário para estimular as produções dos agricultores familiares gaúchos”, destaca o secretário Covatti Filho.

Neste momento, com o recebimento do contrato para a formalização do crédito, os sindicatos, cooperativas e associações participantes do programa podem efetuar a compra das sementes de espécies forrageiras de inverno. Entre elas, azevém, aveia-preta, aveia-branca, trigo duplo propósito, ervilhaca, entre outras e/ou espécies forrageiras de verão como capim sudão, milheto, sorgo, etc, conforme projeto técnico aprovado, para distribuição imediata junto aos agricultores.

O agricultor beneficiado pelo programa fará o pagamento do recurso somente em fevereiro de 2022, sem juros e com um desconto de 30% a título de bônus adimplência no contrato.

“Com essa ação, estão sendo beneficiados diretamente agricultores familiares e pecuaristas familiares que irão ampliar suas áreas de formação de pastagens destinadas à alimentação animal. A atuação do programa também auxilia na minimização dos impactos causados pela estiagem junto ao setor produtivo primário”, destaca o coordenador do Programa, Jonas Wesz. De acordo com ele, o objetivo principal é a melhoria das cadeias produtivas da bovinocultura de leite e corte na agricultura familiar do Rio Grande do Sul. (Fonte: Guaíba)

Argentina – China comprou mais lácteos e a Argentina lhe vendeu menos

As importações globais chinesas de produtos lácteos cresceram 27,8% no primeiro bimestre de 2021, segundo dados da Alfândega analisados pela consultoria Economía Láctea.

O forte ritmo das compras chinesas parece estar de acordo com o que ocorre com outros produtos como a soja e o milho. O país asiático comprou de todo o mundo 100 milhões de toneladas da oleaginosa e 24 milhões de toneladas do cereal, atingindo nível recorde.

Neste contexto, o boom chinês abre oportunidades para os lácteos argentinos, embora as vendas de 2020 para o país asiático tenham totalizado 24.794 toneladas, 7% menos em relação a 2019, de acordo com os dados da Alfândega da China. Inclusive nos dois primeiros meses de 2021 a China comprou 18% menos (4.398 toneladas) em relação a igual período de 2020.

Para entender o ocorrido é preciso olhar o caso da febre suína africana na China, que teve um forte impacto sobre a produção de porcos na China, com milhões de animais mortos. “No caso da Argentina o soro é um importante produto de exportação para o mercado asiático e no ano passado, demandaram menos soro em decorrência da peste suína”, destacou José Quintana, titular da consultoria. Olhando os dados do primeiro bimestre de 2021 se observa que, com 3.941 toneladas, o soro representou 89,6% das compras que a China fez na Argentina. Já do total vendido em 2020, 66,2% foi de soro de leite e derivados, representando 16.417 toneladas.

Vale lembrar que em 2020, segundo dados do departamento de estatísticas (INDEC, a Argentina exportou US$ 1.002 milhões em lácteos para o mundo, o que representou melhora de 25,6% em relação a 2019. O Indec destacou que os principais compradores foram Brasil, Argélia, Rússia, Chile, China e Peru.

“As exportações do complexo lácteo em 2020 foram 1,8% das exportações totais da Argentina. Entre as vendas externas ficaram em destaque o leite em pó integral, mussarela, soro, queijo de massa semi dura e dura e manteiga. Os principais mercados foram Mercosul (US$ 340 milhões, com o Brasil tendo 90% de participação), “Magreb e Egito” (US$ 218 milhões); CEI – Comunidade de Estados Independentes (US$ 136 milhões); “Resto de ALADI” (US$ 76 milhões) e Chile (US$ 74 milhões), disse o Indec em seu mais recente boletim.

A Economia Láctea fez uma análise, por produto, das importações totais da China no primeiro bimestre de 2021. Ali se pode ver que enquanto o leite em pó representou elevação de 9% das compras chinesas, os leites fluidos subiram 63%, e os soros e derivados 50%.

“Deste total de 242.290 toneladas foram de leite em pó integral que representou 33,8% do volume total importado. Neste caso o incremento em relação a 2020 foi de 9%, já que no ano passado foram importadas 222.212 toneladas nos dois primeiros meses do ano”, destacou a consultoria. Cerca de 96,4% das importações de leite em pó integral tiveram como origem a Nova Zelândia.

Por outro lado, os leites fluidos, que subiram 62%, passaram de 96.341 toneladas no primeiro bimestre de 2020, para 156.066 toneladas no primeiro bimestre de 2021.

“Estes produtos ocuparam o segundo lugar no volume total importado, 18,6%, deslocando o soro de leite e seus derivados para a terceira posição”, disse Economía Láctea.

Em relação ao soro de leite e derivados, cujas compras chinesas cresceram 50% em relação ao primeiro bimestre de 2020, alcançaram 126.221 toneladas e representaram 17,6% do volume total importado.

“O fato das maiores taxas de crescimento ocorrerem em leites fluidos e derivados do soro levam a que o incremento expresso em litros equivalente leite seja menor que quando medido em toneladas, uma vez que a conversão do leite fluido é de 1 litro/kg, e no caso de queijos e leite em pó, a faixa de conversão fica entre 7,5 e 14 litros/kg)”, disse a consultoria.

“Embora o valor absoluto possa variar em função dos coeficientes utilizados, o dado rlelevante é o crescimento de 19,6% em relação ao mesmo período do ano passado, o suficiente para mexer com a agulha de um mercado tão pequeno como o internacional de lácteos”, acrescentou a Economía Láctea. (Fonte: La Nacion – Tradução livre: www.terraviva.com.br)


Jogo Rápido

Produção de leite do Uruguai aumenta 5,5% em fevereiro
A produção de leite somou 137,5 milhões de litros no mês passado e cresceu 5,5% em relação ao mesmo período de 2020. Também bateu recorde histórico de produção em fevereiro, superando a marca de 2012 em mais de 3 milhões de litros (134 milhões de litros). No acumulado do primeiro bimestre janeiro-fevereiro, a produção cresceu 5,9%, com 301,7 milhões de litros processados. Por fim, no acumulado do ano encerrado em fevereiro, a produção cresceu a uma taxa de 5,5%, com 2,094 bilhões de litros, segundo dados divulgados pela Inale. A fase primária vem do fechamento de um ano recorde de produção em 2020 e o início do ano, somado à força dos mercados internacionais, que permitem traçar um panorama promissor no curto prazo já que as chuvas anunciadas para esta semana se consolidam ao longo do toda a bacia leiteira. (As informações são do Tardaguila Agromercados, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint)


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