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24/03/2021

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 24 de março de 2021                                                         Ano 15 - N° 3.429


Projeto de Lei incentiva compra de laticínios locais para merenda escolar

A Câmara dos Deputados aprovou, por 330 votos a 49, requerimento de urgência para o Projeto de Lei 3292/20, do deputado Vitor Hugo (PSL-GO), que determina o uso de 40% dos recursos destinados à compra de leite no cardápio da merenda escolar para aquisições de laticínios locais, permitindo inclusive a dispensa de licitação se o preço for compatível com o do mercado local.

Com a aprovação da urgência, a proposta poderá ser votada diretamente no Plenário. Segundo o comentarista Benedito Rosa, esse projeto é importante porque tem a probabilidade de abrir uma faixa de mercado para a produção local de leite e laticínios, entrando no mercado institucional. “Estamos falando do Programa Nacional de Alimentação Escolar, que atende 150 mil escolas com 42 milhões de estudantes. Imaginem, o tamanho desse mercado”, disse.

Atualmente, a compra é feita por meio de licitação por parte das prefeituras, caso o projeto seja aprovado, a licitação continuará, mas algumas condições serão obedecidas para favorecer os produtores de leite locais. “O orçamento do PNAE é de R$ 4 bilhões por ano e as grandes indústrias estão tirando a maior parte do proveito desse mercado. Esse projeto quer estabelecer algumas condições para que os pequenos possam ter mais chances”. Segundo ele, isso pode significar renda e previsibilidade para um setor que sempre vive uma incógnita. (Canal Rural)


Pecuária terá seguro inédito para perda de pasto

Seguradoras e resseguradoras brasileiras e estrangeiras uniram-se para criar um modelo inédito de seguro “de índice”, que cobrirá perdas de pastagens causadas por eventos climáticos, principalmente a seca. A novidade, que será lançada hoje, inclui o uso da tecnologia de monitoramento por satélites da Airbus.

Batizada de “Pastagem Protegida - Índice”, a ferramenta foi elaborada pelas resseguradoras Scor e IRB Brasil e pela seguradora Essor. As operações de campo serão gerenciadas pela AgroBrasil, braço agrícola da Essor no país. O seguro de índice, também conhecido como “paramétrico”, baseia-se em históricos de eventos naturais para calcular a probabilidades de ocorrência ou não de problemas climáticos em uma área determinada.

Caso esse índice seja alcançado, a cobertura pode ser acionada. Segundo as empresas envolvidas, esse é o primeiro seguro paramétrico de pastagens do país e também o primeiro para a agropecuária em geral que utiliza imagens de satélites de passagem. “Esse tipo de produto pode ser um divisor de águas e dará suporte aos produtores na adoção de práticas agrícolas mais sustentáveis”, disse, em comunicado, Laurent Rousseau, CEO da Scor Global.

O modelo tem por base o Índice de Produção de Pastagem da Airbus Defesa e Espaço (GPI). A ferramenta combina tecnologia de detecção remota com informações sobre o clima para monitorar regularmente áreas de pecuária e estimar perdas de produção causadas por eventos climáticos.

Com base nessas informações, a AgroBrasil indenizará os pecuaristas que tiverem prejuízos nas pastagens. Os produtores poderão usar o dinheiro do seguro para comprar forragem para alimentar o gado, além de permitir aos pecuaristas aumentar a produção por hectare sem precisar de terra adicional para pasto.

“O que mais preocupa é a seca, que exige que o produtor leve o gado para outra área ou compre silagem. É um risco catastrófico, que afeta também os pecuaristas vizinhos. Com os preços de insumos e ração em alta, a receita do produtor acaba afetada”, disse ao Valor Laura Neves, CEO da AgroBrasil. A vice-presidente executiva de Resseguros do IRB Brasil, Isabel Blazquez Solano, disse em nota que, com o produto, a indústria do seguro consegue transferir ganhos potenciais de forma efetiva aos pecuaristas por meio da transformação digital no agronegócio.

As empresas mapearam áreas com pecuária extensiva e mais variações climáticas, como as regiões Centro-Oeste e Sul, Triângulo Mineiro, interior de São Paulo e localidades na Bahia. Laura Neves explica que o satélite consegue definir índices para pequenos perímetros de terra, o que permite uma análise detalhada da produção tanto de grandes áreas de pecuária extensiva quanto de núcleos de atividade familiar. A ferramenta “Pastagem Protegida - Índice” poderá ser acessada via plataforma online fornecida pelas empresas.

O seguro paramétrico de lavouras já existe no Brasil, apesar de não ser tão disseminado. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) está desenvolvendo um projeto para fornecer dados a uma plataforma única com indicadores para esses modelos de cobertura. (Valor Econômico)

Importações de produtos lácteos dos EUA estão lentas

Os Estados Unidos importaram menos produtos lácteos no início da pandemia, à medida que as ofertas locais supriam as necessidades e as cadeias de suprimentos globais sofriam interrupções sem paralelo.

De acordo com o Global Agricultural Trade System (GATS) do USDA, os Estados Unidos importaram US$3,3 bilhões em produtos lácteos em 2020, uma queda de 2,2% em relação a 2019, após o ajuste para o dia bissexto. No entanto, a trégua durou pouco, de acordo com Monica Ganley, analista do Daily Dairy Report e diretora da Quarterra, uma empresa de consultoria na Argentina.

Em janeiro de 2021, as importações estavam mais uma vez em alta; o valor das importações de lácteos dos EUA estabeleceu um novo recorde para o mês de US $ 267,6 milhões, um ganho de 9,5% ano a ano.

Uma queda nas compras de queijo levou à redução das importações no ano passado. Com 164,92 milhões de quilos, as importações anuais de queijo foram as mais fracas desde 2014. “A incerteza prevalecente do ano, combinada com a demanda de foodservice muito diminuída, provavelmente empurrou as importações para baixo, mesmo que os produtos dos EUA às vezes representassem um prêmio significativo em relação aos produtos dos concorrentes globais”, disse Ganley. “Além disso, as importações de queijo da União Europeia foram limitadas por tarifas retaliatórias vinculadas à disputa Boeing-Airbus. Essas tarifas foram suspensas temporariamente.”
A redução nas importações provavelmente ajudou a evitar um maior acúmulo de estoques de queijo à medida que a forte produção doméstica enchia os armazéns, mas essa tendência pode estar mudando, acrescentou ela. Espelhando a tendência anual nas importações gerais, as importações de queijo também melhoraram em janeiro, aumentando 8,5% para chegar a 13,33 milhões de quilos.

Embora as importações de manteiga em 2020 tenham caído 6,2% com relação ao ano anterior, a categoria de manteiga e gordura do leite estabeleceu um recorde no ano passado de 67,63 milhões de quilos, um aumento de 0,4% após contabilizar o dia bissexto. A alta de 12,7% nas importações de gordura anidra do leite (AMF) impulsionou a maior parte do aumento da categoria, segundo dados do GATS.

“A força das importações de gordura do leite de 2020 é curiosa, considerando que a manteiga dos EUA era barata na maior parte do ano”, observa Ganley. “Os preços da manteiga à vista do CME exibiram uma enorme volatilidade nos primeiros meses da pandemia, mas na segunda metade do ano, os preços da manteiga nos Estados Unidos estavam historicamente baixos e baratos em relação ao produto de outros fornecedores internacionais. O dólar fraco também deve ter desencorajado importações adicionais.”

No entanto, a maré parece ter mudado, de acordo com Ganley. “As compras agressivas por compradores chineses aumentaram os preços globais e isso provavelmente atrairá a gordura disponível para a Ásia, e não para os Estados Unidos”, diz ela. “Além disso, a contínua fraqueza do dólar e complicações logísticas podem desencorajar as importações adicionais de manteiga e gordura do leite este ano.”

Os dados do GATS de janeiro mostram que, ao contrário das importações de queijo e laticínios em geral, as importações totais de manteiga e gordura do leite caíram 27,5% em comparação com janeiro de 2020, sugerindo que uma mudança já poderia estar ocorrendo. “A redução das importações de gordura deve ajudar o mercado de manteiga a se equilibrar este ano”, acrescentou ela. (As informações são do Dairy Herd Management, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint)


Jogo Rápido

Uruguai – Captação de leite em fevereiro registrou o máximo para o mês

A captação de leite pelas indústrias do Uruguai registrou aumento de 5,5% em fevereiro em comparação com o mesmo mês do ano passado, e atingiu o máximo histórico para o mês, de acordo com os dados publicados pelo Instituto Nacional do Leite (Inale). Totalizou 137,5 milhões de litros, uma recuperação em relação aos 130,3 milhões de fevereiro do ano passado. No primeiro bimestre do ano a captação totalizou 301,6 milhões de litros, 5,9% acima dos 284,8 milhões alcançados em janeiro-fevereiro de 2020. Nos últimos doze meses móveis (março 2020-fevereiro 2021) a captação foi de 2.093 milhões de litros, um incremento de 5,5% em relação a igual período anterior. (Fonte: Blasina y Asociados – Tradução livre: www.terraviva.com.br)


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