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11/03/2021

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 11 de março de 2021                                                         Ano 15 - N° 3.420


Brasil tem parecer favorável da OIE para ampliar zonas livres de febre aftosa sem vacinação

A Ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) informou que o Brasil recebeu parecer favorável da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) para reconhecimento dos estados do Paraná, do Rio Grande do Sul e do Bloco I (Acre, Rondônia e parte do Amazonas e do Mato Grosso) como zonas livres de febre aftosa sem vacinação. 

O Paraná também recebeu parecer favorável como zona livre de peste suína clássica independente. Em maio, o parecer será avaliado durante a 88ª Sessão Geral da Assembleia Mundial dos Delegados da OIE.

A ministra informou os governadores e secretários de Agricultura dos estados em reunião virtual, na tarde desta quarta-feira (10), sobre o parecer técnico. “A fase mais difícil nós vencemos. Estamos praticamente aprovados. Quero cumprimentar todos vocês pelo esforço", diz a ministra. “Este foi um importante passo conquistado em direção ao reconhecimento internacional das zonas livres, resultado do empenho conjunto dos setores público e privado no País”, destaca o secretário de Defesa Agropecuária do MAPA, José Guilherme Leal.

Participaram da reunião os governadores do Paraná, Ratinho Junior; de Rondônia, Marcos Rocha; do Amazonas, Wilson Lima; do Mato Grosso, Mauro Mendes; o secretário da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul, Covatti Filho, e o secretário de Produção e Agronegócio do  Acre, Edivan Azevedo.

>> Veja abaixo nota do MAPA sobre o parecer favorável da OIE:
Os pleitos brasileiros para reconhecimento do Paraná, do Rio Grande do Sul e do Bloco I (Acre, Rondônia e parte do Amazonas e do Mato Grosso) como zonas livres de febre aftosa sem vacinação, assim como do Paraná como zona livre de peste suína clássica independente, passaram pela avaliação técnica da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e receberam parecer favorável.

Diante desse resultado, os pleitos brasileiros foram recomendados para avaliação durante a 88ª Sessão Geral da Assembleia Mundial dos Delegados da OIE, que ocorrerá no período de 22 a 28 de maio deste ano, no formato virtual.

Neste momento, de acordo com os trâmites de avaliação da OIE, todos os atuais 182 Delegados da Organização serão comunicados da decisão e terão o prazo de 60 dias para solicitar informações sobre os pleitos brasileiros, de forma a sustentar a votação durante a 88ª Sessão Geral.

Os caminhos para o reconhecimento
Em agosto de 2020, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) publicou a Instrução Normativa nº 52, reconhecendo os seis estados como livres de febre aftosa sem vacinação. O reconhecimento nacional pelo Mapa é um dos passos para alcançar o reconhecimento internacional junto à OIE.

Para realizar a transição de status sanitário, os estados e regiões atenderam requisitos básicos, como aprimoramento dos serviços veterinários oficiais e implantação de programa estruturado para manter a condição de livre da doença, entre outros, alinhados com as diretrizes do Código Terrestre da OIE.

O processo de transição de zonas livres de febre aftosa com vacinação para livre sem vacinação está previsto no Plano Estratégico do Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa (Pnefa), conforme estabelecido pelo Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (SUASA).

Atualmente, apenas Santa Catarina possui a certificação internacional como zona livre de febre aftosa sem vacinação. (Fonte: MAPA)


Emater/RS-Ascar promove Dia de Campo Virtual na área de bovinocultura de leite

Com uma proposta de qualificação técnica para produtores, técnicos e lideranças envolvidas com a cadeia produtiva do leite, a Emater/RS-Ascar, vinculada à Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), através do Escritório Regional de Frederico Westphalen, realizará no dia 24 de março o primeiro Dia de Campo Virtual sobre Bovinocultura de Leite. O evento será transmitido no YouTube oficial da Emater/RS-Ascar, no canal Rio Grande Rural, com início às 13h45. 

O Dia de Campo Virtual está aberto para a participação de produtores rurais, técnicos e profissionais que trabalham com área da bovinocultura de leite. Entre as temáticas que serão apresentadas durante a atividade, destacam-se a ergonomia dos trabalhadores, bem-estar animal, uso de homeopatia na produção de leite e defesa sanitária animal.

"A realização do dia de campo virtual foi uma alternativa encontrada para dar continuidade ao trabalho da Emater na área de capacitação, repasse de conhecimento e informação às famílias assistidas na atividade leiteira, pela importância social e econômica que ela representa na região. Com isso, queremos levar ao maior número de participantes possível o conhecimento de temas que são importantes no desenvolvimento da atividade leiteira, como a sanidade animal, área quando se pensa na produção de leite de qualidade, buscando excelência na sanidade do rebanho, prospectando novos mercados e etc. Outro tema importante é o uso da homeopatia na atividade leiteira, uma alternativa de manejo para o controle de doenças e pragas. Na oportunidade, traremos exemplos da região, com resultados significativos desse trabalho", comentou o extensionista rural e coordenador regional de sistemas de produção animal da Emater/RS-Ascar, Valdir Sangaletti.

Ainda durante o evento, serão tratados assuntos como o bem-estar animal, com um recorte especial para o uso do sistema silvipastoril (pasto, sombra e água), e também do bem-estar das pessoas, a ergonomia do trabalho. "Pessoas que trabalham no campo, que trabalham na atividade leiteira, tem possibilidade de trabalhar e produzir com melhores condições, em situações menos penosas, por isso traremos esse tema", completou Sangaletti, explicando o objetivo por trás da programação do evento.

 Interessados em participar do evento, acompanhem a Emater/RS-Ascar nas mídias sociais ou entre em contato com a equipe da Emater/RS-Ascar do seu município. Link de acesso no YouTube, CLIQUE AQUI. (Fonte: Emater/RS)

Rabobank espera aumento de 1% em volume na produção Brasileira de leite no 1º semestre

O crescimento da produção de leite estagnou no quarto trimestre de 2020, avançando apenas 0,6%, pois o tempo seco e os altos custos com ração reduziram a produção. Os preços agrícolas mantiveram-se em níveis elevados no início de 2021, em torno de R$ 2,00/litro (US$ 0,37 / litro), e são suficientes para que os produtores façam margens adequadas, apesar dos recordes dos preços domésticos dos grãos que continuam a ser impactados pela desvalorização do real.

A economia como um todo desacelerou depois que o auxílio emergencial do governo foi interrompido no quarto trimestre de 2020, e isso impactou a demanda por leite e outros produtos alimentícios no início de 2021.

A chegada tardia da estação chuvosa no final de 2020 foi insuficiente para evitar um declínio na disponibilidade de pastagem em algumas regiões, especialmente no Sudeste e Sul no início de 2021. A limitação de pastagens e os altos preços dos grãos aumentaram nos últimos meses, impactando negativamente a produção de leite nas fazendas do Brasil.

O Rabobank espera que a produção de leite avance apenas moderadamente no primeiro semestre do ano, cerca de 1% em termos de volume.

 A recuperação da economia brasileira permanece incerta nesta fase. O programa de vacinação teve algum progresso nas últimas semanas, mas a disponibilidade limitada de vacinas significou um ritmo mais lento do que o esperado. A pandemia continua forte e provavelmente causará mais restrições à mobilidade no segundo trimestre de 2021, impactando ainda mais a atividade econômica.

Enquanto isso, o programa de auxílio emergencial do governo deve ser estendido a partir de março, a soma real, o número de pessoas cobertas e a extensão ainda estão para ser decididos.

O efeito das transferências de renda para o mercado de laticínios em 2020 foi muito significativo e ajudou a sustentar as compras em níveis elevados por muitos meses. Portanto, uma extensão em 2021 deve fornecer algum suporte às vendas no varejo em um momento em que a recuperação econômica permanece fraca e os números de infecção são extremamente altos.

As importações avançaram 23% em 2020 em relação a 2019, apesar da desvalorização do real. Isso foi possível devido aos altos preços locais do leite e à demanda estável apoiada pelo programa de auxílio emergencial do governo.

No entanto, é improvável que se repita esse desempenho para as importações no primeiro semestre de 2021, haja vista que os preços internacionais aumentaram e o real brasileiro continuou apresentando desempenho inferior ao dólar norte-americano.

Além disso, a demanda doméstica mais fraca limitará o apetite do Brasil por leite importado por enquanto. Se os ganhos de recuperação econômica se fortalecerem no segundo semestre de 2021 e se a moeda se recuperar um pouco, as importações poderão ter outro ganho em 2021. (As informações são do Rabobank, traduzidas pela Equipe MilkPoint)


Jogo Rápido
Cadeia leiteira sinaliza cautela
Nesta quarta-feira (10/03), o Sindilat amanheceu falando sobre os desafios do setor lácteo gaúcho no Programa Bem da Terra, do Canal Terra Viva. O secretário-executivo da entidade, Darlan Palharini, conversou com a jornalista Renata Maron sobre as expectativas das indústrias para o próximo mês. Para assistir a entrevista, CLIQUE AQUI. (Canal Terra Viva/Assessoria de Imprensa Sindilat)


 

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