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30/09/2020

 

Porto Alegre, 30 de setembro de 2020                                              Ano 14 - N° 3.316

Produtores de leite comemoram preços em alta, mas adotam cautela
A presença de pouco mais de 50 vacas na Expointer 2020, devido a restrições da pandemia que, entre outras medidas, retirou os visitantes do Parque Assis Brasil, contrasta com os melhores preços ao produtor de leite da história. O setor chegou a receber R$ 2,00 e R$ 2,10 pelo litro, mas produtores e entidade adotam cautela, indicando que os ganhos de agora devem ser dosados com os custos em alta nos insumos daqui para frente.
“O produtor está respirando e não ganhando ‘lucro’”, resume Itamar Tang, um dos donos da Granja Tang, de Farroupilha, contrastando a valorização dos últimos meses com a elevação dos custos de insumos, que seguem o dólar. Além disso, Tang, que expõe animais na Expointer e nesta quarta- -feira (30) vai ter competidoras no Concurso Leiteiro, cita que as propriedades sentem ainda impactos da estiagem.
O produtor de Farroupilha considera que os atuais patamares são “justos”, com ganhos de 20% em granjas bem estruturadas, observa, o que exige um plantel mínimo de vacas e média de mais de 30 litros ao dia por animal. Itamar diz que o setor terá de buscar ração, que tem alta de milho e soja, até porque as exportações de grãos dispararam, pois a oferta de silagem foi prejudicada.
“Tivemos um longo tempo que subsidiamos o produto para o consumidor. E está caro agora? Não é não. Caro é pagar R$ 10,00 por uma cerveja”, provoca o produtor. “Agora tem de plantar a lavoura para fazer silagem para o ano que vem”, complementa Mateus Bazzotti, da Granja Bazzotti, de Ponte Preta, que estreou na Expointer. Aos 21 anos, Bazzotti diz que não pretende fazer investimentos e manterá o plantel, de 70 animais, e focará a melhoria na qualidade da produção. “Fazemos confinamento, o custo com ração é alto. Futuramente talvez vamos ampliar o número de animais”, projeta o jovem.
O presidente da Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando), Marcos Tang, observa que os impactos da estiagem estão longe de ter terminado. O investimento já feito tem ciclo de médio e longo prazo para pagar. O dirigente recomenda que a hora não é para novos aportes.
“Nunca recebemos o valor atual, mas o custo está num patamar que nunca pagamos”, resume o presidente da Gadolando, lembrando que muitos produtores tiveram de refinanciar compromissos, em função da quebra das lavouras de verão. Na hora de pensar em novas aquisições, Tang adverte: “não pode esquecer que tem de pagar a conta também quando o preço não estiver bom”. Mesmo que o preço ao produtor tenha ficado em R$ 1,80 no pagamento em agosto - a alta acumulada do ano supera 42% -, o quilo da ração bem balanceada está a R$ 2,10, compara o dirigente. “Portanto, mais cara que o litro de leite.”
Parte da alta do produto, que é sentida na gôndola dos supermercados, está associada a uma demanda mais aquecida, com mais gastos na compra de derivados, como queijo. Marcos Tang avalia que os consumidores que estavam mais em casa buscaram mais diversidade de itens, o que favoreceu o setor. (Jornal do Comércio)

                     

Arrecadação reage
O Tesouro do Estado realiza hoje o primeiro depósito da folha de setembro dos servidores do Executivo, no valor de R$ 2,2 mil. Serão quitados com o pagamento 48% dos vínculos. O próximo crédito está previsto para 9 de outubro, no valor de R$ 1,8 mil, quitando a folha para os que recebem até R$ 4 mil líquidos, que representam 73% dos vínculos. O pagamento integral da folha está previsto para 13 de outubro. O atraso dos salários, atualmente em 13 dias, já chegou a 40 dias. Segundo a Secretaria da Fazenda, os pagamentos serão possíveis devido à tendência de retomada da economia. De acordo com os dados, a arrecadação tem se mantido em valores próximos aos projetados antes do impacto da pandemia do coronavírus. Em agosto, foi apresentado leve crescimento de 0,9%, que significa R$ 26 milhões, em relação ao previsto antes da crise. Em setembro, a evolução foi ampliada, atingindo melhora considerável em relação ao ano anterior. O crescimento real foi de 8,9%, ou R$ 266 milhões, em comparação com 2019, relativo à arrecadação de ICMS. Setembro fechará com arrecadação de cerca de R$ 3,2 bilhões, a segunda maior do ano. A tendência deve ser mantida em outubro. Os documentos eletrônicos, que são notas fiscais eletrônicas e notas dadas ao consumidor, entre outros, deverão fechar 2020 no patamar de R$ 118 bilhões, 8% a mais do que em 2019. É com base nelas que a Receita Estadual tem controle on-line, em tempo real, da arrecadação e da movimentação da economia. Entre os motivos para a ampliação da arrecadação estão a injeção de recursos por meio do auxílio emergencial, pago a milhões de pessoas pelo governo federal, e, gasto, majoritariamente em consumo, o que, rapidamente, leva à reação da economia. Também contribui o comércio on-line, que viu o volume de vendas crescer. O setor é considerado praticamente insonegável. (Correio do Povo)

 

Auxílio emergencial chega a R$ 8,67 bi em depósitos no RS
Desenhado para mitigar impactos da crise econômica, o auxílio emergencial transferiu R$ 8,67 bilhões para o Rio Grande do Sul durante a pandemia de coronavírus. Isso quer dizer que, até o momento, o Estado foi responsável por absorver cerca de 4% do total gasto pelo governo federal com o programa (R$ 216,84 bilhões).

 

103,56 mil
visitas haviam sido registradas nos quatro dias de Expointer na plataforma digital. Só ontem foram 23,99 mil novos registros. Além de catálogo com fotos dos produtos vendidos no drive-thru da agricultura familiar, o ambiente virtual conta com cinco canais de web tv, com programação diária e também exibição dos julgamentos e provas de raças. (Zero Hora)

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