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14/09/2020

  

Porto Alegre, 14 de setembro de 2020                                              Ano 14 - N° 3.305

Encontro virtual reúne adidos agrícolas de 22 países

De 14 a 18 de setembro, estão sendo discutidos temas sobre a internacionalização do agronegócio brasileiro

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE) organizam, de 14 a 18 de setembro, o 2º Encontro dos Adidos Agrícolas Brasileiros.

A abertura do evento foi realizada na manhã desta segunda-feira (14), com pronunciamentos da ministra Tereza Cristina, do ministro Ernesto Araújo,  do presidente da Apex-Brasil, Sergio Segovia, além do deputado federal Alceu Moreira, presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária. A cerimônia foi transmitida ao vivo, a partir do auditório da Apex-Brasil.

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, destacou a importância da sintonia entre governo, Congresso e setor privado. “Nossa missão compartilhada é tratar a agropecuária brasileira de forma integral. Juntos poderemos implementar, efetivamente, a diplomacia do agronegócio nacional. Temos ajudado a sustentar a economia nacional. Somos o único PIB setorial que cresceu, o único segmento que ampliou exportações. Metade da pauta exportadora do país vem do agro e fizemos isso sem descuidar do abastecimento interno. Juntos continuaremos a construir uma agropecuária que trará prosperidade a toda a sociedade brasileira e a nossos parceiros ao redor do mundo”.

Tereza Cristina anunciou ainda três novos adidos agrícolas a partir deste ano, que ficarão estabelecidos na França (Paris), na Alemanha (Berlim) e na Austrália (Camberra). Os países foram escolhidos por sediarem a Organização Mundial da Saúde Animal e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, para ampliar a comunicação do agro brasileiro na Europa e por serem importantes players no mercado agrícola mundial. 

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, lembrou que o agronegócio brasileiro manteve a trajetória de crescimento, a despeito da recessão que atinge muitos países e da pandemia, inclusive com a abertura de novos mercados para dezenas de produtos. “Um dos fatores importantes para esse sucesso é o alto grau de integração do trabalho do Itamaraty, Apex-Brasil e Mapa, sempre em diálogo franco, aberto e produtivo com o setor privado e com o Parlamento. Tanto no Brasil quanto no exterior a colaboração se expandiu ainda mais com a ampliação da rede de adidos agrícolas e com as ações da Apex-Brasil, que tem atuado com competência e agilidade na organização e promoção de feiras, rodadas de negócios, projetos compradores e eventos diversos em intensa atuação com as embaixadas brasileiras”, disse o ministro.

Acordos de Cooperação: Na ocasião, foram assinados dois acordos de cooperação entre a Apex-Brasil e o Mapa, estabelecendo parceria para ações de promoção comercial, atração de investimentos e de integridade.  Os objetivos dos acordos incluem o fortalecimento e a uniformização da agenda de promoção internacional da cadeia do agronegócio; a inserção de novas empresas no comércio internacional, bem como ampliação da presença daquelas que já exportam; a atração de investimentos estrangeiros para o setor; a internacionalização de empresas e o estímulo ao empreendedorismo e à inovação no setor.

A ministra Tereza Cristina disse que uma das metas dos acordos é a realização de, pelo menos, 15 feiras internacionais até o final de 2021. Segundo ela, os acordos vão unificar a estratégia de atuação, permitindo ganhos de escala e otimização de recursos, além de alavancar a divulgação do trabalho inovador e sustentável da agropecuária. “Cada grão de soja, de milho, cada fibra de algodão ou litro de biocombustível, cada pedaço da produção nacional traz tecnologia de ponta, cinco décadas de investimento público, traz as rígidas exigências de nosso Código Florestal. Não exportamos simplesmente bens primários: exportamos, sobretudo, inovação e preservação ambiental, em cada um de nossos produtos”, ressaltou.

No âmbito da integridade, os compromissos incluem a produção de estudos sobre o tema; a criação de grupos de trabalho para discussão técnica sobre integridade; a preparação de material técnico; organização de seminários, congressos e workshops voltados para empresas privadas e cooperativas. “Em muitas das nossas iniciativas, já contamos com a parceria assídua do MRE e do Mapa. Essa sinergia é crescente e será ampliada por meio dos acordos de cooperação hoje assinados. Juntos, vamos trabalhar para que o Brasil se destaque cada vez mais pela sua confiabilidade e pelo estrito cumprimento dos compromissos assumidos junto aos seus clientes internacionais, mesmo na situação excepcional que vivenciamos. Isso claramente reforça a situação do País como protagonista no atendimento da segurança alimentar global, sempre de modo sustentável”, comentou o presidente da Apex-Brasil, Sergio Segovia.

O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, deputado federal Alceu Moreira, enfatizou a importância da parceria para que mais produtores rurais tenham acesso ao mercado internacional. 

Temas em discussão: O evento reúne adidos agrícolas de 22 países, representantes dos departamentos de agricultura de embaixadas brasileiras e dos escritórios internacionais da Apex-Brasil. Durante a semana, eles discutem com representantes do Governo Federal e do setor privado, temas sanitários e fitossanitários, negociação e promoção comercial, cooperação, investimentos, biodiversidade, entre outros.

Em um dos painéis realizados ao longo da semana, a Apex-Brasil vai apresentar sua estratégia para o Agronegócio, incluindo ações de promoção de exportações, inteligência de mercado e atração de investimentos, com foco na agregação de valor à pauta de exportação e na diversificação de mercados. O evento está sendo realizado em formato virtual por meio da plataforma MS Teams.  (MAPA)

 
                     

Com alimentos sob pressão, BC deve manter juro em 2%
Esta semana deve ser marcada pela pausa no recente ciclo de cortes na taxa básica de juro do país. Depois de nove reduções consecutivas, o Banco Central (BC) tende a manter a Selic inalterada, na mínima histórica de 2% ao ano, indicam analistas do mercado financeiro.

O Comitê de Política Monetária do BC (Copom) discute o tema a partir de amanhã. O resultado da reunião sai na quarta-feira.
Com a pressão gerada pela pandemia, o colegiado foi forçado a cortar a Selic nos últimos meses. A questão é que as reduções tendem a levar algum tempo até provocarem efeitos mais robustos em linhas de crédito para consumidores e empresas. Em períodos de crise, esse movimento fica ainda mais complicado, já que bancos enxergam mais riscos no horizonte, como aumento no desemprego e na inadimplência.

Após a reunião mais recente, em agosto, o Copom não fechou a porta para novas reduções na taxa de juro. Contudo, reconheceu que o espaço para cortes seria "pequeno".

De lá para cá, surgiram elementos que sustentam a projeção de Selic inalterada nesta semana. O principal é o choque em preços de alimentos. Na teoria, pressões sobre a inflação, que segue controlada na média, fazem o Copom adotar cautela em relação ao juro básico.

- Em agosto, o BC tinha sinalizado que a reunião de setembro seria para parar e ver o que estaria acontecendo. Há informações novas, como o choque de alimentos e as dúvidas fiscais. Faz sentido parar para olhar - avalia o economista-chefe do banco BNP Paribas no Brasil, Gustavo Arruda (leia entrevista ao lado).

O preço salgado de alimentos tem ligação com o dólar em patamar elevado, acima de R$ 5. Produtos básicos são cotados em moeda americana no mercado internacional. A alta no dólar, por sua vez, está relacionada ao juro na mínima histórica.

Ao mesmo tempo em que tenta estimular aportes de empresas para aumento de produção, a Selic em baixa faz com que parcela de investidores estrangeiros deixe o país. Isso ocorre porque a diferença fica menor entre o juro de aplicações no Brasil e o registrado em outras regiões. Assim, correr mais riscos no país, com retorno inferior ao de outras épocas, acaba afastando parte dos investidores. A saída de estrangeiros reduz a quantidade de dólares no Brasil, o que incentiva a alta na moeda. (Zero Hora)

Após cinco meses, arrecadação de ICMS volta a crescer no Estado 
Depois de cinco meses consecutivos de variações negativas em decorrência da pandemia, a arrecadação de ICMS no Rio Grande do Sul voltou a apresentar crescimento. Em agosto, o desempenho foi 1,7% (R$ 50 milhões) superior ao registrado no mesmo período de 2019, em números atualizados pelo IPCA. Os dados constam na 24ª edição do boletim sobre os impactos da Covid-19 nas movimentações econômicas dos contribuintes de ICMS do Estado.

Após fechar o primeiro trimestre do ano com crescimento real de +3,5%, apesar da queda de -0,3% contabilizada em março, o desempenho havia sido de -14,8% (R$ 450 milhões) em abril, -28,6% (R$ 825 milhões) em maio, -13,9% (R$ 400 milhões) em junho e -5,3% (R$ 150 milhões) em julho.

 “O mês de agosto registrou o melhor resultado desde o início da crise, o que corrobora o movimento de retomada gradual das atividades econômicas. Entretanto, no acumulado do ano ainda estamos com queda de -6,2%, ou seja, arrecadamos R$ 1,47 bilhão a menos em ICMS do que em 2019”, explica Ricardo Neves Pereira, subsecretário da Receita Estadual. 

Na visão da arrecadação por setores, conforme os Grupos Especializados Setoriais da Receita Estadual, também foram verificados avanços. Em agosto, dez segmentos apresentaram variação positiva no indicador, frente a seis em julho, três em junho e apenas dois em maio e abril. Os melhores resultados ocorreram nos setores de Transportes (+122,7%), Eletrônicos e Artefatos Domésticos (+27,6%) e Supermercados (+24,1%). Os piores desempenhos foram nos ramos de Calçados e Vestuários (-44,4%), Combustíveis e Lubrificantes (-19,2%) e Veículos (-11,5%). (Jornal do Comércio)
           

 
Compost barn vira alternativa para aumentar produtividade
Após visitar propriedades em outras regiões do Estado, o pecuarista Davi de Moraes Gass se tornou o primeiro de Santa Cruz do Sul a implantar a técnica de confinamento conhecida como compost barn (estábulo com compostagem) na propriedade em Cerro Alegre Alto. O método visa reduzir custos de implantação e manutenção, melhorar índices produtivos e sanitários dos rebanhos e possibilitar o uso correto de dejetos orgânicos provenientes da atividade. O agricultor ergueu um galpão de 1,3 mil metros quadrados com capacidade para 72 vacas leiteiras confinadas. A estrutura física coberta visa melhorar o conforto e bem-estar dos animais e, consequentemente, aumentar os índices de produtividade. Entre as vantagens, Gass cita o aumento da produção em área menor. E como não haverá o pisoteio dos animais em áreas produtivas, poderá aproveitar melhor este espaço para o cultivo de milho e feno. Além disso, a técnica reduz o serviço, pois não há necessidade de manejar os animais. O produtor conta com 52 vacas da raça Holandês e uma produção média de 1,7 mil litros por dia. O volume já aumentou cerca de 20% por animal com o novo sistema. (Correio do Povo)
 

 

 

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