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27/08/2020

 

Porto Alegre, 27 de agosto de 2020                                              Ano 14 - N° 3.294

Tetra Pak soma 50 bilhões de embalagens recicladas globalmente em 2019

22° Relatório de Sustentabilidade compila visão completa da longa jornada de sustentabilidade da companhia, ações desenvolvidas no último ano e as expectativas para a próxima década.

Sustentabilidade está no centro da estratégia dos negócios e operações da Tetra Pak. Presente em mais de 160 países, a companhia mantém uma atuação sustentável e holística, com ações que permeiam três grandes frentes atreladas à promessa de marca de Proteger o que é Bom, o que engloba a proteção dos alimentos, das pessoas e dos futuros.

Referência na fabricação de embalagens e soluções de processamento de alimentos e bebidas, a Tetra Pak anuncia que, em 2019, somou 50 bilhões de embalagens cartonadas direcionadas para reciclagem em todo o mundo. Na última década, a companhia também deixou de emitir o equivalente a 10 milhões de toneladas de carbono, fruto de uma série de adequações em suas operações. As informações constam na 22° edição do Relatório de Sustentabilidade da companhia, divulgado em agosto.

No Brasil, mais de 81 mil toneladas de embalagens pós-consumo foram recicladas somente em 2019. Em partes, o número é resultado da condução de ações socioambientais realizadas pela companhia, que impactaram mais de 135 mil pessoas no último ano. Os projetos envolveram desde a capacitação de trabalhadores de cooperativas de materiais recicláveis e melhorias na estrutura desses espaços até ações de conscientização sobre a importância do descarte adequado de resíduos e sólidas parcerias com recicladores de modo a contribuir e tornar viável que os materiais direcionados para reciclagem sejam reincorporados a um novo ciclo.

Outros dados que se destacam nas três frentes são: Globalmente,  69% da energia nas operações provenientes de fontes renováveis e no Brasil esse índice chega a 100%; crescimento local de 10% de mulheres em posições de liderança; colaboradores mais produtivos após programa de trabalho flexível; participação em programa de nutrição escolar em mais de 50 países e apoio a pequenos agricultores de laticínios para a coleta de mais de 380 mil litros de leite. 

O material também apresenta reconhecimentos importantes para a Tetra Pak, como estar presente, pelo quarto ano consecutivo, na lista A do CPD (Carbon Disclosure Program), programa sem fins lucrativos que reconhece iniciativas para reduzir emissões e atenuar as mudanças climáticas. Além disso, a Tetra Pak foi classificada na categoria de líderes em 2019, méritos alcançados pelos esforços contra as alterações climáticas e proteção às florestas, bem como por impulsionar o fornecimento sustentável na cadeia de suprimentos de alimentos e bebidas.

Entre os objetivos para 2030, a Tetra Pak foca em contribuir para uma sociedade de baixo carbono, buscando minimizar o impacto em toda a cadeia de valor, alcançar zero emissões líquidas de gases de efeito estufa (GEE) nas operações próprias,  aumentar a sustentabilidade da caixinha com uma embalagem totalmente renovável e que tenha em sua composição materiais reciclados, sem que isso comprometa a segurança do alimento.

“O relatório reflete nossos esforços contínuos e as iniciativas implementadas globalmente ao longo da nossa jornada em sustentabilidade, o que envolve nossa forma de enxergar um futuro sustentável que equacione desafios ambientais, sociais e econômicos”, afirma Valéria Michel, diretora de Sustentabilidade da Tetra Pak do Brasil e Cone Sul. Segundo a executiva, entre esses esforços estão: ajudar a garantir a segurança do alimento, garantir uma cadeia de valor responsável, promover a diversidade e a inclusão, e contribuir para uma economia circular de baixo carbono. 

Decisões guiadas pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU: Com atuação fortemente pautada nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, a Tetra Pak mantém um trabalho bastante próximo a clientes e parceiros para tornar os alimentos seguros e disponíveis, utilizando soluções inovadoras de processamento de alimentos e embalagens. 

Já na frente que foca na proteção às pessoas, a Tetra Pak promove o desenvolvimento de seus colaboradores, além de assegurar um ambiente de trabalho e uma cultura inclusivos. A companhia também atua para proteger e apoiar comunidades onde seus fornecedores operam, olhando para uma cadeia de valor que proteja os direitos humanos e trabalhistas.

E, olhando para um futuro mais sustentável, a companhia tem entre seus objetivos estratégicos liderar soluções de baixa emissão de carbono para uma economia circular e aprimorar a sustentabilidade de toda a cadeia de valor, do fornecimento e produção até o pós-consumo. Isso inclui minimizar as emissões e o desperdício, proteger a biodiversidade e os ecossistemas, manter a disponibilidade de água potável e promover a reciclagem e a circularidade dos materiais. 

“Acreditamos que, para atuar nesses três pilares com solidez e resultados, é preciso trabalhar em conjunto com nossos clientes, fornecedores, parceiros e demais stakeholders. Apenas dessa forma colaborativa poderemos liderar a transformação sustentável e gerar uma mudança positiva”, ressalta Valéria. Acesse aqui para consultar o relatório completo. (Tetra Pak) 

 
               

Reforma deve elevar os custos e preocupa produtores de leite
As três propostas de reforma tributária em debate atualmente no Congresso Nacional têm potencial de aumentar a carga de impostos no agronegócio e elevar os custos de produção no campo. Na avaliação de lideranças do setor, tanto as grandes cadeias exportadoras, como soja e carnes, quanto atividades desenvolvidas pela agricultura familiar - e com influência no preço da cesta básica -, a exemplo de frutas e leite, serão impactadas e poderão perder competitividade caso qualquer um dos textos seja aprovado como está.

Em Mato Grosso, que lidera a produção nacional de soja, milho e carne bovina, a alíquota do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) de 25% prevista na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 45/2019, por exemplo, poderá gerar aumento de custos de R$ 6,3 bilhões por ano nessas três culturas, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). “Isso representa um quarto do total investido no agronegócio do Estado em 2019. A proposta reduz a capacidade de investimentos do setor e inviabiliza algumas culturas”, disse Daniel Latorraca, superintendente do órgão.

Nos cálculos do Imea, o aumento nos custos de produção seriam de 11% no caso da soja, de 10% no milho e de 15% na pecuária. Dependendo das condições de mercado, observou Latorraca, a rentabilidade no milho poderia quase desaparecer, e a da soja cairia mais de 50%.

A PEC 45, discutida no momento pela Câmara dos Deputados, também é considerada a mais prejudicial ao agronegócio pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), por acabar com benefícios tributários como as isenções sobre insumos - fertilizantes, defensivos e sementes. O aumento do custo de produção com o fim das desonerações ronda os 20% em diversas culturas, e poderá haver impacto até na oferta de crédito, de acordo com a CNA.

“Esse aumento de custo vai exigir mais fluxo de caixa do produtor e vai pressionar o Plano Safra”, disse ao Valor Renato Conchon, coordenador do núcleo econômico da entidade. Outra preocupação é com a burocracia, já que a proposta torna o produtor rural um contribuinte direto do tributo. “Obriga os produtores a terem uma contabilidade mínima, mas 98% deles são pessoas físicas. Eles não vão ter condições de fazer, principalmente os pequenos”.

Esse item preocupa o segmento leiteiro, formado basicamente por pequenos produtores. A exigência pode expulsar muita gente do ramo, argumenta a Associação Brasileira dos Produtores de Leite (Abraleite).

A CNA também teme pela competitividade brasileira no cenário internacional. “Os nossos concorrentes tratam diferentemente o setor, não tributam insumos, não adotam alíquota ou usam alíquota diferenciada para alimentos. O setor agropecuário tem que ser pensado diferente na reforma”, disse Conchon.

A PEC 110/2019, em análise no Senado, até garante um tratamento diferenciado ao agronegócio, com isenção de insumos, e prevê alíquota máxima de 4% sobre alimentos. Mas extingue créditos com uso da energia elétrica, que podem gerar custo adicional.

Já quanto ao projeto de lei enviado pelo governo ao Congresso para criar a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), a preocupação do setor é com a elevação da alíquota para 12% (hoje em 9,25% com PIS/Cofins) e a diminuição do percentual do crédito presumido, de até 60% para 15%.

A medida, segundo Conchon, pode prejudicar a agroindústria no aproveitamento dos créditos e afetar indiretamente os produtores nos preços pagos a eles. “O fato é que todas as propostas de reforma, em maior ou menor grau, impactam o setor”, acrescentou ele.

A apreensão do setor também é com o que está por vir, como as reformas dos tributos sobre a renda e sobre a propriedade, já que os três textos de agora tratam de tributação apenas sobre o consumo.

O advogado tributarista Eduardo Lourenço, sócio do escritório Maneira Advogados, defende que a premissa da reforma deve ser simplificar a arrecadação e manter o custo tributário no setor, não elevá-lo. Para ele, a discussão também é uma oportunidade de deixar mais clara na lei a aplicação do ato cooperativo, para que não haja tributação na relação entre o cooperado e a cooperativa, e evitar interpretações fiscais que possam onerar o segmento.

Na semana passada, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, afirmou que as propostas “preocupam muito”. “O setor acordou um pouco tarde, mas está correndo. O agro tem que estar de olho ou pode ter perdas significativas”, afirmou ela durante uma transmissão ao vivo. A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) também está se articulando para evitar oneração do setor na votação do tema, que deve ser discutido em breve com o relator na Câmara, o deputado federal Aguinaldo Ribeiro (Progressistas-PB). (As informações são do Valor Econômico)

Novos insights sobre compra e consumo de lácteos nos EUA
A geração Millenials e famílias com crianças são os principais públicos que impulsionam o crescimento do setor de laticínios no varejo desde o início da pandemia, de acordo com Megan Sheets, gerente de informações do consumidor da Midwest Dairy.

Sheets apresentou uma nova pesquisa sobre os gastos do consumidor com lácteos, junto com Chris Costagli, consultor de insights do cliente, da Information Resources Inc. (IRI), durante o webinar “Navigating Dairy Growth Post-Covid-19”, realizado em 19 de agosto.

“O lar é o novo centro de tudo”, disse Sheets. “Como resultado da pandemia, houve um grande aumento nas refeições em casa. Antes da Covid-19, cerca de 20% da população dos EUA comia 90% das refeições em casa. Agora, cerca da metade das famílias relatam comer em casa em pelo menos 90% do tempo.”

“O aumento das refeições no lar é um fator que contribui muito para o aumento nas vendas de lácteos no varejo”, disse Sheets. As vendas totais em dólares no setor de laticínios ultrapassaram o crescimento das lojas desde o início da pandemia e até o momento. Em 2 de agosto, as vendas do setor de lácteos em 2020 aumentaram 15% em relação ao ano passado.

Para saber mais sobre o público que está impulsionando esse crescimento, a Midwest Dairy fez parceria com a IRI para conduzir uma pesquisa online com consumidores dos EUA que aumentaram seus gastos com leite, queijo, iogurte e manteiga em pelo menos 25% em lojas de varejo nos últimos três meses. A pesquisa foi realizada de 25 de junho a 2 de julho.

“O sabor, a natureza básica dessas categorias, a nutrição que oferecem e sua salubridade foram os principais fatores para o aumento do consumo durante a Covid-19”, diz Costagli. “Aqueles que aumentaram o consumo relataram que isso o consumo de lácteos os deixava satisfeitos, nutridos, confortados e saudáveis.”

“Desde o começo da pandemia de Covid-19, as categorias de queijo, manteiga, iogurte e leite experimentaram um crescimento”, disse Costagli, observando que o consumo de laticínios aumentou em todas as partes do dia, com os maiores aumentos no café da manhã e como lanche.

“O queijo é uma categoria de ingrediente de destaque”, disse ele. No acumulado do ano, o volume de vendas de queijos cresceu para mais de 16%, impulsionado pelo aumento do consumo ao longo do dia, mas principalmente durante o café da manhã, tarde, lanche e lanches noturnos. Costagli disse que o consumo de queijo em sanduíches cresceu 40%, o que faz sentido, uma vez que as crianças não vão à escola e muitas empresas estão mudando para trabalhar em casa.

A manteiga teve um aumento de 32,6% no volume de vendas acumulado no ano, de acordo com dados do IRI. "Mais da metade das pessoas que gastam mais com manteiga dizem que estão preparando mais refeições e assados", diz Costagli.

O iogurte também aumentou o volume de vendas no ano em cerca de 3%. Como a manteiga, o consumo de iogurte aumentou mais durante o café e o lanche da manhã. Seu uso também aumentou como ingrediente e como guloseima. No entanto, Costagli disse que o iogurte não teve o mesmo aumento nas vendas de outras categorias e isso é potencialmente devido à sua natureza de dose única, e ao fato de ter menos pessoas em movimento.

"O volume de vendas de leite cresceu mais de 4% em 2020, com o café e o lanche da manhã liderando, disse Costagli". Embora a utilização em bolos e sobremesas seja o principal motivador para esta categoria, ele observa que este ingrediente também era usado quando os entrevistados estavam procurando por uma guloseima.

As compras em supermercados físicos ainda são o principal método e local para comprar laticínios, mas muitos entrevistados acessaram a internet para fazer suas compras e Costagli espera que o comércio eletrônico aumente.

Os respondentes da pesquisa afirmam que as principais barreiras para a compra on-line são: falta de interação humana nas lojas, sensação de que não estão fazendo o mesmo negócio que fariam na loja, taxas/dicas de entrega, preferências pessoais e necessidades imediatas. Os entrevistados também apontaram essas opções como as principais barreiras para comprar laticínios, além de se sentirem menos à vontade para comprar online.

Quando questionados sobre o que os fabricantes de lácteos poderiam fazer para levar os consumidores a comprar mais, os entrevistados indicaram que gostariam de ver economia de custos, aumento da produção, manterem-se informados sobre as medidas de segurança empregadas e que as empresas deveriam mostras novas maneiras de usar o produto. “Da mesma forma, os entrevistados disseram que procuram os varejistas para obter descontos e disponibilidade de produtos”, disse Sheets.

Para sustentar esse crescimento, Sheets compartilhou as oportunidades de ativação da Midwest Dairy, que incluem a personalização de promoções de marketing para compradores com base na nova pesquisa, para futuras ocasiões de uso, como promoções de "jantar fora em casa" e outras campanhas. Ela diz que outras oportunidades estão disponíveis para responder às barreiras das compras online de laticínios usando vídeos e corredores virtuais de lojas que ajudam os compradores a se conectarem com os laticínios, destacar informações sobre nutrição e bem-estar promovidos pelos lácteos, e personalização de campanhas de marketing para clientes a fim de atender às necessidades das famílias.

“Os consumidores realmente já estão se adaptando ao novo normal e adotando o estilo de vida doméstico, então a categoria de laticínios precisará se ajustar para evoluir para as necessidades do consumidor e permanecer relevante”, diz Sheets. (As informações são do Cheese Market News, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

                

 
Produção/AR
O Departamento Nacional do Leite informou que em julho foram produzidos 965,4 milhões de litros, o que significa crescimento de 5% em relação a junho  e de 8% quando comparado com o mesmo mês do ano passado. Dessa forma, o acumulado desde o início do ano cresceu 9%, em relação ao mesmo período do ano anterior, e permite avaliar que 2020 deverá fechar com crescimento em torno de 7,5%. A má notícia para os produtores é que no mês passado o preço pago pelo leite cru permaneceu estagnado, o que complica a equação econômica e financeira do setor. De acordo com as estatísticas oficiais, o preço médio pago foi de AR 18,33 por litro de leite, valor que representa apenas 0,4% de aumento em relação a junho, e apenas 20% na comparação anual, valores que não chegam a cobrir nem metade da inflação acumulada. Do mesmo modo, este preço significa aproximadamente US$ 0,24/litro, uma cotação que está longe do ponto de equilíbrio para as fazendas leiteiras: a conta que fazem na cadeia é que são necessários US$ 0,30 para que a atividade, pelo menos, deixe de perder. O problema neste contexto é que a maior oferta de leite vai de encontro com um mercado interno que consome cada vez menos em consequência da pandemia de Covid-19 e da quarentena. O mercado exterior é desanimador devido aos preços internacionais do leite em pó (principal produto de exportação) que voltaram a cair no último leilão da Fonterra e no mercado de futuros da Nova Zelândia. (AgroVoz – Tradução livre: Terra Viva)
 
 

 

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