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21/08/2020

 

Porto Alegre, 21 de agosto de 2020                                              Ano 14 - N° 3.290

Arrecadação federal cai 17,7%, mas ritmo de perda desacelera 
Resultado é o pior para julho em 11 anos, segundo a Receita

 
A arrecadação federal atingiu R$ 115,99 bilhões em julho, valor 17,7% abaixo, em termos reais, do obtido no mesmo mês do ano passado. Foi o pior resultado para o mês em 11 anos, mas ainda assim a queda veio em menor magnitude do que as registradas em abril, maio e junho, quando os resultados ficaram perto de 30% abaixo dos verificados em iguais períodos de 2019.

Essa aparente reação poderia ter sido um pouco maior, se não fosse o volume recorde de compensações tributárias realizadas em julho: R$ 18,70 bilhões, 95,83% a mais que no mesmo mês do ano passado. O crescimento nessas operações explica em parte o desempenho das receitas federais no mês.

O chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita, Claudemir Malaquias, afirmou que indicadores como a emissão de notas fiscais eletrônicas apontam para a recuperação da atividade. Mas parte das vendas pode não se refletir em resultado de caixa, por ser parcelada, por exemplo. O importante, acrescentou, é que “se houve compensação é porque houve débito”.

“Só existe compensação porque tem tributo a pagar. Isso porque a atividade realmente está sendo retomada”, afirmou, frisando que a “perspectiva é positiva” e que a equipe não vê “nenhum sinal contrário a isso”.

A pandemia e as medidas adotadas pelo governo para combater seus efeitos seguiram determinantes para o resultado da arrecadação em julho. A redução a zero do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) sobre operações de crédito diminui as receitas em R$ 2,35 bilhões. Já os diferimentos de impostos tiveram impacto de R$ 516 milhões.

Desconsiderando esses fatores, classificados como não recorrentes pelo fisco, a queda das receitas administradas, que foi de 15,35% em julho, teria sido menor, de 5,72%, destacou Malaquias. No mês passado, as receitas próprias de outros órgãos royalties de petróleo, por exemplo - somaram R$ 5,45 bilhões, queda real de 47,24% em relação ao mesmo mês de 2019.

O comportamento das principais variáveis macroeconômicas também influenciou a arrecadação. Em relação a julho de 2019, a produção industrial caiu 10,05% no mês passado, as vendas de bens, 0,9%, e as vendas de serviços, 12,1%. A massa salarial nominal caiu 9,98%, e o valor em dólar das importações, 28,55%.

Na mesma divulgação, o coordenador-geral de Modelos e Projeções EconômicoFiscais da SPE, Sergio Gadelha, reforçou que, apesar de ainda haver “muitas incertezas”, a economia está em processo de recuperação desde o fim de maio. Ele exibiu diversos indicadores de confiança dos empresários, apontando para uma trajetória positiva.

No ano, o recolhimento atingiu R$ 781,95 bilhões, baixa real de 15,16% ante o mesmo período de 2019. Também foi o pior resultado para o período de 2009.

No corte por setores da economia, os dados mostram que a retração foi menor no atacadista, em que a queda real nos recolhimentos - exceto Previdência - foi de 2,93% de janeiro a julho comparado com igual período em 2019. No outro extremo, os recolhimentos no setor de combustíveis recuaram 58,45%.

O setor de alimentação é outro que apresenta recuo bem acima da média: 40,72%. O recolhimento de impostos e contribuições federais administrados pela Receita na fabricação de veículos automotores recuou 33,67%. No setor de eletricidade, a queda foi de 30,13%, e, nas entidades financeiras, de 20,45%. No ano, o governo deixou ainda de arrecadar R$ 64,142 bilhões devido a desonerações tributárias, como o Simples Nacional e cesta básica. (Valor Econômico)

            

Piá firma parceria com Banrisul 
A Piá firmou uma importante parceria com o Banrisul. Através do programa Banriagro Custeio, os associados da cooperativa terão acesso a recursos disponibilizados pela instituição bancária para custeio agrícola e pecuário.  

De acordo com o presidente da Piá, Jeferson Smaniotto, a empresa vem trabalhando junto a parceiros e agentes financeiros para facilitar o acesso do produtor rural a linhas de crédito. “Nesse momento de pandemia, ações como essa que colocam recursos diretamente nas mãos do produtor são essenciais, pois amenizam os impactos da Covid-19 na economia e na vida do associado, que precisa se manter competitivo e continuar na atividade produtiva de maneira sustentável”, explica.  

O executivo destaca que, com o programa, o agricultor terá a garantia de recursos para pequenos investimentos, como a melhoria da propriedade, a formação de lavouras para a silagem e a ampliação e qualificação do rebanho leiteiro, com a aquisição de vacas com taxas de juros moderados e um prazo de até 36 meses para pagar.  

A Piá vai disponibilizar, ainda, o programa “Aquisição de Rações Bonificadas”, que poderá ser adquirido quando o associado contratar rações por um tempo específico. “No final do período contratado, se o produtor cumprir todas as etapas do processo e as regras estabelecidas, nós o remuneramos com R$ 0,02 por cada litro de leite entregue no período de vigência do programa. Isso é uma das vantagens que oferecemos ao agricultor”, informa Smaniotto.  

Além destas linhas, também serão disponibilizados créditos para aquisição de sementes de milho, sementes de pastagem, sementes forrageiras, entre outros insumos necessários para a produção de leite. “Existem linhas de crédito especiais que podem ser trabalhadas de forma compartilhada ou por parcerias construídas com a Cooperativa, o produtor e agentes financeiros”.  

Para acessar as linhas de crédito, a Piá coloca à disposição do produtor rural associado técnicos que farão a elaboração dos projetos sem nenhum custo. Os profissionais orientam e calculam a necessidade dos investimentos, de acordo com o tamanho da propriedade e o número de animais existentes. “O cooperativado que tiver interesse deve contatar os técnicos em uma das nossas unidades. Todos estão plenamente habilitados e são conhecedores do Banriagro Custeio para indicar o que é melhor para o associado. Essa também é mais uma das facilidades que a Cooperativa oferece”, finaliza.  (Cooperativa Piá)

Como aumentar o consumo de leite entre as crianças?
O consumo de leite entre as crianças vem diminuindo há décadas, portanto, compreender e atender às necessidades delas é crucial para reverter o declínio. Em um artigo publicado no Journal of Dairy Science, cientistas da North Carolina State University e da Cornell University estudaram os principais contribuintes para aumentar o consumo de leite entre as crianças.

Os fatores avaliados no estudo incluíram tendências alimentares, requisitos nutricionais e de programas de alimentação escolar, percepções e preferências das crianças e influências ambientais. Entre essas influências, o sabor e o hábito foram os principais impulsionadores do consumo de leite a longo prazo. Fatores intrínsecos variaram em influência sobre a preferência por leite, mostrando que aromatizantes, tratamento térmico e adoçantes se correlacionaram positivamente com maior consumo. Fatores extrínsecos, como influência social (ou seja, colegas, pais ou responsáveis e funcionários da escola), embalagem e benefícios para a saúde, afetaram as atitudes das crianças em relação ao leite também.

“Tornar o leite mais atraente para as crianças, fazer com que as escolas incluam leite em seus planos de alimentação e aumentar os tipos de leite disponíveis nas escolas são opções positivas para incentivá-las a consumir leite fluido e receber esses benefícios de saúde”, disse a autora sênior, Dra. MaryAnne Drake Departamento de Alimentos, Bioprocessamento e Ciências da Nutrição, Universidade Estadual da Carolina do Norte, Raleigh, NC, EUA. “As descobertas neste estudo revelam percepções críticas que ajudarão nos esforços para aumentar o consumo de leite entre as crianças.”

Entender como criar produtos lácteos que sejam atraentes para as crianças sem comprometer os benefícios à saúde e tomar nota dos vários fatores que influenciam a escolha são necessários para incentivar e aumentar o consumo de leite por toda a vida. (As informações são do Dairy Industries International, traduzidas pela Equipe MilkPoint)
                

 
‘Brasil será o maior produtor de alimentos do mundo até 2025’
Produção de alimentos - Brasil voltou a ser o maior fornecedor de açúcar para o mercado chinês, respondendo por 60% das importações do país asiático em junho, de acordo com a Administração Geral da Aduanas da China. As importações chinesas de açúcar brasileiro, que tinham somado apenas 145,3 mil toneladas entre janeiro e maio, deram um pulo em junho: o volume exportado no mês foi de 239,4 mil toneladas, crescimento de 477% em relação ao mês passado. Em 2017, Pequim submeteu o açúcar brasileiro às taxas para proteger a produção doméstica. Este ano, o Brasil abandonou uma denúncia na Organização Mundial do Comércio (OMC) e evitou a abertura de um comitê de investigação contra a China por causa da sobretaxa, depois que Pequim se comprometeu a não estender para além de maio de 2020. Assim, a tarifa fora de cota, que era 85%, voltou a ser de 50%. O comentarista do Canal Rural Miguel Daoud afirma que notícia é excelente e que o Brasil tem as condições necessárias para atender essa demanda. “Vários países, principalmente a China, que mais demanda produção agrícola, está enfrentando problemas de seca e enchentes. O mundo está vivendo um momento com temperaturas extremas, o que acaba levando a um aumento de demanda grupal”, diz. Daoud acredita que, dentro de cinco anos, o Brasil será o maior produtor de alimentos do mundo, mas para que isso se converta em renda para o produtor serão necessários ajustes. Em relação à China, o comentarista acredita que precisamos manter uma boa relação diplomática com o país asiático. “Temos que ter bom relacionamento para a China trazer recursos e trazer desenvolvimento”, finaliza.  Acesse ao vídeo. (Canal Rural)
 
 

 

 

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