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19/06/2020

 

Porto Alegre, 19 de junho de 2020                                              Ano 14 - N° 3.244

Mudança na data da Expointer divide opiniões de organizadores

O anúncio do governo estadual de mudança da data da Expointer, uma das principais feiras do calendário do agronegócio, é uma definição diante de cenário marcado por incertezas. Mas não é garantia da realização. Tudo dependerá da situação da covid-19 até lá. A alteração para 26 de setembro a 4 de outubro evita frustração antecipada de quem entende como fundamental que o evento ocorra. Ao optar, neste momento, pela medida, o Piratini evita "queimar a largada".

- Temos a expectativa de que, com esse adiamento de cerca de um mês, tenhamos condições de fazer a feira. Que será menor e especialmente dedicada aos negócios - disse o governador Eduardo Leite, acrescentando que "só acontecerá se houver absoluta segurança" .

Com essa premissa, o secretário da Agricultura, Covatti Filho, diz que o foco, a partir de agora, será para que se possa colocar a feira de pé:

- Em virtude dessa situação peculiar que estamos vivendo, vamos programar uma feira totalmente diferente das anteriores. Logo vamos passar os anúncios de como serão as adaptações que teremos de fazer em razão da pandemia.

O próximo passo será reunir entidades organizadoras da Expointer ao lado da Secretaria da Agricultura. Será apresentado estudo prévio da Saúde, com algumas recomendações (leia mais no quadro abaixo). Ainda sem data marcada, o encontro deverá ser o primeiro desafio do secretário. A data escolhida e os formatos sugeridos não são consenso.

A Federação Brasileira de Associações de Criadores de Raça (Febrac) entende que é importante realizar a exposição, ainda que menor e diferente.

- Para que as associações de criadores possam realizar seus julgamentos, concluir ciclos e não venham a perder uma geração de animais de genética - diz Leonardo Lamachia, presidente da entidade.

A Federação da Agricultura (Farsul) tem uma avaliação diferente. O presidente Gedeão Pereira acha "muito temerária a realização da exposição em ano de pandemia":

- Vemos muita dificuldade na execução, em vários aspectos: do ponto de vista do setor de máquinas, do produtor. Quem vai estar? Vamos selecionar público?

Presidente do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos (Simers), Claudio Bier também avalia como complicada a definição de visitantes e aponta outra dificuldade com a nova data.

- O produtor está começando a plantar. Tentarei convencer o pessoal do setor a vir, mas tem chance de ser uma feira pequena - admite o dirigente.

O formato também preocupa a Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag-RS), que tem no Pavilhão da Agricultura Familiar importante vitrine.

- Não vemos a feira sem público e sem as agroindústrias - diz o presidente da entidade, Carlos Joel da Silva. (Zero Hora)
         

CONSELEITE/SC
A diretoria do Conseleite Santa Catarina reunida no dia 19 de Junho de 2020 atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I, aprova e divulga os valores de referência da matéria-prima leite, realizados no mês de Maio de 2020 e a projeção dos valores de referência para o mês de Junho de 2020.

Os valores divulgados compreendem os preços de referência para o leite padrão, bem como o maior e menor valor de referência, de acordo com os parâmetros de ágio e deságio em relação ao Leite Padrão, calculados segundo metodologia definida pelo Conseleite-Santa Catarina.

 
1 - Valor, em R$/litro, para o leite posto propriedade com Funrural incluso. 

Períodos de apuração
Mês de Abril/2020: De 06/04/2020 a 03/05/2020
Mês de Maio/2020: De 04/05/2020 a 31/05/2020
Decêndio de Junho/2020: De 01/06/2020 a 14/06/2020 

O leite padrão é aquele que contém entre 3,50 e 3,59% de gordura, entre 3,11 e 3,15% de proteína, entre 450 e 499 mil células somáticas/ml e 251 a 300 mil ufc/ml de contagem bacteriana e volume individual entregue de até 50 litros/dia. O Conseleite Santa Catarina não precifica leites com qualidades inferiores ao leite abaixo do padrão. (Conseleite/SC)

Governo parcela dívida tributária com desconto de até 70%

O governo anunciou um programa de renegociação de dívidas tributárias para pessoas físicas e empresas. Serão oferecidos descontos de até 70% do valor total dos débitos. A ação é uma resposta à crise financeira provocada pelo novo coronavírus. 

A chamada transação excepcional terá benefícios maiores para pessoas físicas, micro e pequenas empresas, Santas Casas, instituições de ensino e outras organizações da sociedade civil. Nesses casos, haverá desconto até 100% sobre multas, juros e encargos, respeitando o limite de 70% do valor total da dívida. O cálculo da redução também levará em conta o impacto sofrido com a pandemia do novo coronavírus. 

Para empresas de médio e grande porte, o desconto será de até 100% sobre multas, juros e encargos, limitado a 50% do valor total da dívida. Técnicos do Ministério da Economia rejeitam classificar o programa como um novo Refis. O argumento é de que enquanto o Refis cria parcelamentos com desconto para qualquer contribuinte, a transação anunciada agora vai beneficiar apenas empresas e pessoas em situação financeira frágil.

Para aderir à renegociação, será necessário comprovar capacidade insuficiente de pagamento dos débitos. Para isso, serão analisados indicadores financeiros do candidato ao parcelamento. Dados da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) apontam que mais de 80% dos contribuintes que se beneficiaram dos programas de Refis feitos até agora não estavam em situação de dificuldade e teriam condições de arcar com os tributos sem a concessão de descontos. “Transação tributária não é Refis. O Refis concede benefício linear. A transação tributária tem viés mais refinado, no sentido de avaliar a situação de cada contribuinte”, disse o procurador-geral da Fazenda Nacional, Ricardo Soriano de Alencar. Acesse a Portaria PGFN Nº 14402 DE 16/06/2020 clicando aqui.  (Jornal do Comércio)
            

Consumo de energia recua 10,4%
Os reflexos econômicos em função da pandemia do novo coronavírus atingiram um setor importante no Rio Grande do Sul: o de energia elétrica. A CEEE registrou declínio no consumo em abril (-13%) e em maio (-7,7) deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado. No total do período, a queda totalizou 10,4% frente ao bimestre de abril a maio de 2019. Apesar desse cenário, em maio o consumo residencial apresentou elevação de +2,2% ante igual período do ano passado. De acordo com dados da CEEE, em maio o impacto da Covid-19 atingiu principalmente a indústria, que assinalou diminuição de 24,3% em relação ao mesmo período do ano passado. O comércio também sofreu as consequências das medidas de distanciamento social e a consequente redução de circulação da população, com uma diminuição de 22,4% de consumo no período. Em compensação, por conta da maior presença de trabalhadores em casa, muitos atuando no sistema de teletrabalho, o consumo residencial mostrou elevação de 2,2% frente a 2019. Em maio deste ano a CEEE registrou consumo de 229.439 MW, enquanto no mesmo período de 2019 foram 234.558 MW.  A energia faturada caiu 8,1% em maio deste ano frente igual período do ano passado, quando o total apurado era de 636.105 MW. A CEEE atende 1,7 milhão de clientes em 72 municípios das regiões Sul, Centro-Sul, Campanha e parte da Metropolitana e do Litoral. Responsável pela distribuição de 65% da energia elétrica consumida no Rio Grande do Sul e por atender 2,86 milhões de clientes residenciais, industriais e comerciais em 381 municípios, a RGE, que é distribuidora da CPFL Energia, informou por meio de nota que a divulgação dos resultados do segundo trimestre de 2020 será realizada em agosto. (Correio do Povo)
 
 

 

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