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25/03/2020

Porto Alegre, 25 de março de 2020                                              Ano 14 - N° 3.189

 EUA: vendas de leite em pó aumentam durante crise de coronavírus
A Catalina Marketing, empresa especializada em inteligência de compradores e mídia digital personalizada para marcas e varejistas, está acompanhando as vendas de produtos que sofreram picos ou declínios, à medida que a população dos EUA fica mais atenta à pandemia do Covid-19.

E não são apenas os rolos de papel higiênico que estão saindo das prateleiras: as vendas de leite em pó aumentaram 375% desde que a empresa começou a rastrear 756 marcas, em 15 de fevereiro.

Marta Cyhan, diretora de marketing da Catalina, disse que o banco de dados captura até três anos de histórico de compras, e mais de 2 bilhões de códigos de produtos exclusivos são verificados diariamente, para que a empresa possa fornecer aos clientes informações e dados de vendas quase em tempo real que ajudam em suas decisões de marketing e até mesmo em atividades de estoque.

As viagens às lojas começaram a crescer por volta de 1º de março e alcançaram o máximo na semana passada — com visitas chegando ao pico em 13 de março.

Na semana que terminou em 14 de março, as vendas totais em dólar por loja aumentaram 60%. Isto foi impulsionado pelo aumento de 17% em compras e tamanhos de cestas, que aumentaram, em média, 37% em relação ao ano anterior", disse Cyhan.

"Nosso papel como parceiro estratégico de varejistas e marcas é compartilhar informações e dados que os ajudem a entender o comportamento do comprador e se planejarem adequadamente, para continuar atendendo às necessidades de seus clientes. Além disso, ajudamos a se prepararem para os próximos meses, quando as medidas de precaução passarem e as pessoas retornarem às suas rotinas normais", disse Cyhan. (As informações são do Dairy Reporter, traduzidas e adaptadas pela Equipe MilkPoint)

Silagem com BRS capiaçu é 57% mais barata que milho
O BRS Capiaçu é um capim-elefante (Pennisetum purpureum Schum), porém é mais produtivo que outras cultivares semelhantes. Nos testes realizados pela Embrapa, ele produziu 30% a mais em termos de volume de massa verde (50t/ha/ano) em comparação a outras cultivares utilizadas para produção de biomassa energética.
 
“Depois das análises, identificamos que o Capiaçu também é mais nutritivo, ele tem mais proteína, ele tem mais energia e a qualidade de fibra dele é diferenciada.”, avalia Paulino Andrade, pesquisador da Embrapa. O grande destaque desta cultivar é justamente o custo-benefício, devido a sua produtividade (cerca de 30% a mais) aliada ao seu valor nutritivo. “Quando colocamos na ponta do lápis, o Capiaçu se torna mais barato que opção de milho, mais barato que opção de sorgo, cana-de-açúcar então nem se compara. O produtor que faz contas vai acabar optando pelo BRS Capiaçu por causa destas condições: mais produtivo – bastante nutritivo – e de ampla adaptação no Brasil“, explica Paulino.
 
Garantia de produção 
Comparando-se o cultivo de Capiaçu com o cultivo de milho por exemplo, existem muitas variáveis que podem prejudicar a produtividade dos grãos, já no capim-elefante Capiaçu, estes efeitos são minimizados. Uma das interferências comuns, são os veranicos nas fases inicial e reprodutiva na produção de matéria seca de milho e sorgo, que podem ocasionar baixa produtividade. No caso do BRS Capiaçu, este fica estagnado no período seco e quando chove ele volta com força novamente. “Quando a gente compara a questão da colheita, de novo o BRS Capiaçu sai na frente. A janela de colheita do milho para silagem é muito pequena se comparada a do Capiaçu. Se precisarmos atrasar uns 15 dias a colheita do capim por algum motivo, isso não trará tanto impacto quanto no caso do milho.“, esclarece o pesquisador.
 
Custos da matéria seca – comparativo 
A estimativa do custo médio da matéria seca da silagem de BRS Capiaçu, considerando-se três colheitas/ano, é de R$ 130,85/tonelada. Esse valor é 57% inferior ao custo de produção da silagem de milho, 42,3% da cana-de-açúcar e 43,7% do sorgo. Devido à alta produtividade da BRS Capiaçu, a silagem produzida com este capim apresenta menores custos de produção por hectare, conforme podemos observar na tabela abaixo:

 
Adaptação no Centro-Oeste brasileiro 
Segundo o pesquisador, hoje, a recomendação do MAPA para o uso do BRS Capiaçu, fica restrita somente à região de Mata Atlântica – faixa da costa brasileira, do Sul ao Nordeste, mas isso não impede o seu cultivo em outras regiões. Conforme relatos de produtores, a variedade do capim elefante já é cultivada do Sul ao Norte do país, incluindo Região de Cerrado, com respostas interessantes. “Nós temos algumas informações de Mato Grosso e MS, com uma aceitação muito grande por parte dos produtores. Pelo que percebemos, o Capiaçu se encontra bastante difundido pelo Brasil Inteiro.”, afirma Paulino.
 
Alto desempenho, mas com os devidos cuidados 
Para se garantir a excelente produtividade e valor nutricional do BRS Capiaçu, é importantíssimo que a pastagem seja tratada de fato como uma cultura. Esta cultivar tem porte alto (até 4,20 metros de altura), se destacando pela produtividade e pelo valor nutritivo da forragem quando comparada com outras cultivares de capim-elefante, mas isso exige alguns cuidados. “É impossível se conseguir uma massa dessas (com alto valor nutritivo), sem dar nada em troca. Então o que nós recomendamos é um cultivo bem feito, análise de solo, fazer a correção, entrar com Fósforo no plantio e depois fazer as coberturas (com Nitrogênio e Potássio). Essa adubação, pode ser também uma adubação orgânica, pois o produtor já tem o esterco na propriedade e pode usá-lo para baratear os custos, sendo usado parcial ou integralmente dependendo do tipo de esterco. O importante é ele repor estes nutrientes no solo.“, finaliza Paulino Andrade. (Girolando) 

GO: preço da cesta de derivados lácteos tem leve variação positiva de 0,18%
O Boletim de mercado do setor lácteo goiano tem como objetivo apresentar os resultados do índice de preços da cesta de derivados lácteos definida pela Câmara Técnica e de Conciliação da Cadeia Láctea de Goiás.

A seguir, são apresentados os resultados para o mês de referência de março e que foram levados à reunião deliberativa da câmara técnica no dia 23 de março de 2020. No mês de março, a indústria de laticínios do estado de Goiás teve um pequeno aumento do preço médio da sua cesta de derivados lácteos, comparado com o mês anterior1 . As baixas nos preços médios foram observadas para o queijo muçarela e o leite condensado que caíram, respectivamente, −1,32% e −1,81%. Por outro lado, os preços médios do leite UHT, do leite em pó e do creme de leite a granel aumentaram 1,73%, 2,37% e 0,46%, respectivamente.
 
Com base nessas variações individuais, o índice da cesta de derivados lácteos teve uma variação total ponderada de 0,18%, indicando, portanto, uma tendência de estabilidade para o preço do leite in natura, comercializado no próximo mês.

Índice: O índice divulgado no Boletim de Mercado do Setor Lácteo Goiano surgiu a partir da iniciativa do Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e do Instituto Mauro Borges (IMB), em parceria com a Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg) e o Sindicato das Indústrias de Laticínios no Estado de Goiás (Sindileite). É calculado a partir da variação dos preços de uma cesta de produtos lácteos que representa o mix médio de derivados produzidos pelos laticínios no Estado de Goiás.

Na cesta avaliada são considerados cinco produtos: leite UHT integral, leite em pó integral, queijo muçarela de barra, leite condensado e creme de leite à granel. O cálculo leva em consideração os preços recebidos pela indústria no mercado atacadista.
Acesse o Boletim de Mercado do Setor Lácteo Goiano do mês de março de 2020 clicando aqui. (Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás)

Supermercados/SP 
O movimento nos supermercados apresentou uma queda neste final de semana, em relação aos últimos dias da semana passada. O fluxo foi 3% menor se comparado com à última quinta-feira (19). Mas houve crescimento quando a comparação é feita com o final de semana do Carnaval (21, 22 e 23 de fevereiro), segundo levantamento feito pela Associação Paulista de Supermercados - Apas. Outro detalhe é que, de acordo com a associação, o abastecimento de álcool em gel deverá ser normalizado em breve, pois indústria está se esforçando para atender os pedidos, principalmente após a decisão da Anvisa de liberar a fabricação sem prévia autorização. (Giro News)
 

 

 

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