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18/02/2020

Porto Alegre, 18 de fevereiro de 2020                                              Ano 14 - N° 3.167

 Governo sinaliza apoio a investimentos e divulga crédito
 
  
Crédito: João Machado
 

Reunido com lideranças do setor lácteo na tarde desta terça-feira (18/2), na sede do Sindilat, o secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Ruy Irigaray, informou que o governo do Estado está à disposição para negociar novos investimentos no Rio Grande do Sul. Disposto a atrair projetos no setor, ele garantiu que sua diretriz de valorizar os empresários locais e manter investimentos dentro do Estado, persistirá com seu sucessor, uma vez que deixa a pasta na sexta-feira para voltar à Assembleia Legislativa para atuar na articulação para as Eleições de 2020. “Nós temos que facilitar a vida de quem está empreendendo, de setores que geram emprego e valor agregado”, pontuou, ressaltando a proximidade da secretaria com as lideranças do setor lácteo e com o próprio Sindilat. O governo do Estado ainda não anunciou quem assumirá a Secretaria do Desenvolvimento do Econômico e Turismo.

Segundo Irigaray, é de suma importância manter a aproximação do governo com o setor produtivo. “As indústrias podem nos procurar porque podem contar comigo. Vou estar na linha de frente. Minha política quando assumi a secretaria sempre foi essa: valorizar quem está aqui. Temos DNA empreendedor, coisa que muito estado não tem. Vamos fechar a torneira e deixar de exportar empresa para outros estados”.  Ao lado do superintendente comercial do Badesul, Juliano Balestrin,  Irigaray apresentou novas linhas de crédito para oportunizar novos projetos e aquisição de máquinas importadas. 

Durante a reunião, que se estendeu pela tarde, os representantes do setor industrial ainda debateram a obrigatoriedade do CIOT, a pauta da reunião da Aliança Láctea a ser realizada no próximo dia 13 de março e detalhes sobre a consulta pública para RTIQ do soro do leite. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 

Com preços estáveis, setor lácteo espera retomada de consumo


Crédito: Carolina Jardine

O setor lácteo gaúcho espera que o reaquecimento de consumo e a reestabilização do mercado venham após o Carnaval e com a retomada do calendário escolar. A expectativa foi pontuada durante a manhã desta terça-feira (18/2) em reunião do Conseleite, realizada na sede da Fecoagro, em Porto Alegre, e coordenada pelo presidente Rodrigo Rizzo. O valor do leite projetado para o Rio Grande do Sul em fevereiro é de R$ 1,1464, 0,34% abaixo do consolidado de janeiro, que fechou em R$ 1,1503. Segundo o professor da UPF Marco Antônio Montoya a projeção para o ano é de dólar alto e isso deve favorecer a produção de leite em pó. “Esse produto deve agir como variável de estabilização de preços do mercado lácteo em 2020”, indicou.  Segundo o vice-presidente do Conseleite e presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, o Rio Grande do Sul está entrando no tradicional período de entressafra, quando a captação tem redução. “Como acontece normalmente nos meses de verão, o consumo também se retrai. Mas esperamos que, nas próximas semanas, tenhamos um reequilíbrio com a volta às aulas”.  Ele ainda indicou que 2020 também tem mudança com relação ao mercado externo, com a redução de 20,7% nas importações em janeiro em relação ao mesmo mês de 2019. 

Um alerta realizado durante a reunião do Conseleite foi sobre a qualidade da silagem produzida nesse verão, uma vez que as lavouras de milho plantadas com esse fim foram atingidas pela estiagem. “Isso pode trazer impacto na produção mais lá na frente”, alertou Guerra. Um agravante citado por Guerra que impacta diretamente nesse mercado é o fato de o leite ser um produto utilizado como atrativo para o consumidor por meio de promoções.  

Durante a reunião, o presidente do Conseleite conclamou que os pequenos laticínios também participem do levantamento que embasa a produção das estatísticas do Conseleite. O pedido foi feito diretamente ao novo presidente da Apil, Delcio Roque Giacomini, que ficou de levar o pleito a seus associados. (Assessoria de imprensa Sindilat)

 
 
 
 
 
GDT – Global Dairy Trade
Em mais um sinal das turbulências causadas pelo Coronavírus, as cotações das commodities lácteas no globalDairyTrade nº 254, desta terça-feira, 18 de fevereiro de 2020, tiveram quedas significativas, e o Índice GDT fechou em US$ 3.176, caindo -2,9% em relação ao evento anterior. É o menor valor do índice desde janeiro de 2019.
 
 
Os dois produtos mais negociados na plataforma, o leite em pó integral (WMP) e o leite em pó desnatado (SMP) tiveram o mesmo índice de queda, -2,6. 
No entanto, o SMP encerrou o leilão ainda com valor acima dos registrados nos meses de fevereiro de 2018 e fevereiro de 2019, quando estavam com as cotações deprimidas, pressionadas pelos elevados estoques de intervenção na União Europeia (UE).
Já o WMP fechou com o menor valor desde janeiro de 2019, e com perdas de 8,6% e 1,85%, em relação a fevereiro de 2018 e 2019, respectivamente. 
A queda mais acentuada foi verificada nas cotações da manteiga anidra (AMF) que fechou o GDT de hoje valendo 22% menos que sua cotação de um ano atrás, e com o preço 32% abaixo do registrado em fevereiro de 2018. (Global Dairy Trade)
 
 
 
Produtores de proteína animal debatem potencial em Casca
Representantes dos setores lácteo, avícola e suinícola reuniram-se para debater estratégias de expansão do consumo de proteína animal durante Simpósio do Agronegócio, na 5º edição da ExpoCasca. A exposição, realizada neste final de semana, contou com a presença do presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Alexandre Guerra, que discursou sobre o cenário do leite no Rio Grande do Sul. Segundo ele, a meta é transformar o Brasil em um exportador de laticínios ao invés de importador. “O Sul do Brasil tem a condição e está se focando pra este fim, mas temos que ter todas as nossas ações focadas para melhorar a competitividade, assim podemos aproveitar os mercados que se abrem. Até lá necessitamos das reformas tributárias para minimizar os efeitos da guerra fiscal entre estados no Brasil, já que ainda somos dependentes do consumo interno e o RS é um dos Estados que necessita vender a outros estados da federação, pois consome só 40% do que produz.” concluiu durante sua palestra no sábado (15/2). Estiveram presentes também representantes da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Associação de Criadores de Suínos do RS (Acsurs), Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav) e a Emater. A ExpoCasca iniciou-se na sexta-feira (14/2) e seguiu até domingo (16/02) em solenidade no de Parque Municipal Arcido Perin. Entre as atrações do evento também tiveram destaque o 2º Fórum de Desenvolvimento Regional, rodada de negócios, shows e atrações infantis. Com o slogan “Unindo o Campo e a Cidade” o evento foi promovido pela Associação Comercial, Industrial, Serviços, Agropecuária e Cultural de Casca (ACIC) com apoio da Prefeitura Municipal e Câmara de Vereadores. (Assessoria de imprensa Sindilat)

 

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