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13/11/2019

Porto Alegre, 13 de novembro de 2019                                              Ano 13 - N° 3.108

 CNA e Beba Mais Leite lançam protocolo do A2A2

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, por meio do seu Instituto, e o movimento “#BEBAMAISLEITE” lançaram na terça (5), em Brasília, o Protocolo Vacas A2A2, que vai possibilitar aos produtores brasileiros a agregação de valor ao leite comercializado.

A iniciativa é resultado de um Acordo de Cooperação, cujo objetivo é promover o desenvolvimento de um sistema de rastreabilidade para o controle, execução e garantia das regras estabelecidas pelo protocolo.

O leite A2A2 é proveniente de animais que produzem apenas a beta caseína A2, que tem a digestão mais fácil para algumas pessoas.

Durante o lançamento do protocolo, o presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da CNA, Rodrigo Alvim, afirmou que o envolvimento da Confederação nesse processo se deu em conformidade ao Decreto 7.623/2011, que regulamenta a Lei de Rastreabilidade e delega a CNA a gestão dos Protocolos de Adesão Voluntária.

A adesão ao protocolo poderá ser feita por produtores rurais e indústrias e envolve o cumprimento das regras estabelecidas em um regulamento aprovado pela certificadora independente Brasil Certificação Ltda (Genesis Inspeções).

O coordenador administrativo do Instituto CNA, Carlos Frederico Dias Ribeiro, explicou que com a assinatura do protocolo, a estimativa é que as adequações do Agri Trace demorem cerca de um mês, para então ser homologado pelo #BEBAMAISLEITE e disponibilizado para adesão dos produtores.

“A ideia é que possamos credenciar novos laticínios e expandir o número de produtores certificados. Essa iniciativa é uma oportunidade de acréscimo no valor do leite, pois agrega valor ao produto”, disse Carlos.

A marca Letti A2, da Fazenda Agrindus, localizada no município de Descalvado, em São Paulo, foi a primeira a receber a certificação para a produção de leite com Vacas A2A2 e já comercializa os derivados lácteos com esse diferencial.

Para a médica veterinária e diretora de certificações do #BEBAMAISLEITE, Helena Fagundes Karsburg, a parceria com a CNA é importante para tornar o processo de gestão mais transparente e trazer mais credibilidade perante o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

“Para nós é um marco histórico diante de todo o trabalho que já desenvolvemos. Esse tipo de leite está no mercado mundial há 20 anos, então porque não valorizar este produto, uma vez que temos estrutura e produtores capacitados”.

A médica veterinária e uma das idealizadoras do projeto #BEBAMAISLEITE, Flávia Fontes, destacou que o protocolo é a soma de muitos esforços e traz segurança para que os produtores comercializem o leite com o selo Vacas A2A2 sem nenhum risco.

O diretor presidente da Agrindus, Roberto Hugo Jank Junior, disse que o leite A2A2 traz diversas vantagens, pois é um produto ganha-ganha.  “Produtor, indústria e consumidor só têm a ganhar. Inclusive, muitas indústrias de leite em pó estão interessadas nesse tipo de produto para crianças”. (Assessoria de Comunicação CNA)

Cooperativa Languiru comemora 64 anos
A Cooperativa Languiru comemora 64 anos de história nesta quarta-feira (13/11). Atualmente, conta com mais de 6 mil associados, 2,8 mil colaboradores, envolvendo mais de 40 mil pessoas direta ou indiretamente. As unidades industriais da cooperativa estão situadas em 12 municípios do Rio Grande do Sul. Seus produtos são distribuídos para 23 estados brasileiros e são exportados para mais de 40 países. 
A atuação da Languiru conta com frigorífico de aves, de suínos, indústria de laticínios, fábrica de rações, cinco supermercados, quatro lojas Agrocenter, dois postos de combustíveis, dois incubatórios, três granjas de genética, sete centrais de distribuição e diversas unidades de apoio. A cooperativa abate cerca de 104 mil frangos e 1.350 suínos por dia, industrializa 458 mil litros de leite diariamente e produz 1.350 toneladas de ração por dia.

Ocupando o posto de 2ª maior cooperativa de produção do RS, a Languiru também figura na 46ª posição entre as maiores empresas do Estado, cooperativas ou não. Para o secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Darlan Palharini, ter a Languiru como associada é de suma importância, visto a tradição da cooperativa. ‘’Estamos todos de parabéns por este marco em nossa história, gerando riquezas e benefícios sociais e econômicos a inúmeras comunidades, com muito trabalho e empenho” destacou o presidente da Languiru, Dirceu Bayer.''(Assessoria de Imprensa Sindilat/RS) 

Leite: produtividade média anual por vaca aumentou 1.000 litros de 2006 a 2017
A produção brasileira de leite cresceu 46,62% entre 2006 e 2017, passando de 20,57 bilhões de litros para 30,16 bilhões de litros, segundo o último Censo Agropecuário, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em outubro. Vale destacar que, no mesmo período, o país perdeu 12,92% das propriedades leiteiras e 9,47% do plantel de vacas. A produtividade média saltou mais de 1.000 litros por fêmea ao ano, saindo de 1.618 para 2.621 litros.

Minas Gerais continua sendo o maior produtor de leite do Brasil, com 8,75 bilhões de litros — alta de 52,9% em relação aos 5,72 bilhões de litros captados em 2006. O resultado positivo se deu apesar das reduções no número de estabelecimentos (-2,96%) e de animais (-6,58%), graças ao aumento de 63,67% na produtividade. No estado, a média anual é de 2.949 litros por vaca.
O Rio Grande do Sul aparece na segunda posição em volume, com 3,93 bilhões de litros, o que representa avanço de 59,84% frente aos 2,46 bilhões de litros do levantamento anterior. E o censo agropecuário traz dados interessantes: no intervalo entre os levantamentos, o estado perdeu 36,62% das fazendas leiteiras e 6,05% das vacas. Os produtores gaúchos compensaram sendo campeões de produtividade. A média vaca/ano é de 4.258 litros, sendo 70,13% mais que em 2006.
O Paraná produz 3,26 bilhões de litros, terceiro maior volume do Brasil, com média anual de 3.731 litros por animal. O estado também perdeu um percentual significativo de propriedades que trabalham com produção de leite (-27,33%), mas a redução do rebanho foi menor, cerca de 0,91%.
Apesar de ter perdido 20,21% dos estabelecimentos voltados à produção leiteira, Santa Catarina aumentou em 18,85% o plantel. No último censo, a produção foi estimada em 2,81 bilhões de litros — 4.076 litros por vaca/ano —, mais do que o dobro do 1,4 bilhão de litros de 2006.
Goiás fecha o top 5 dos maiores produtores, com 2,67 bilhões de litros de leite captados em 2017, o que significa alta de 27,88% frente aos 2,09 bilhões de litros registrados anteriormente. No estado, curiosamente, o número de propriedades cresceu 3,82%, mas o número de vacas caiu 17,83%. A produtividade média é de 2.458 litros por vaca.
Norte e Nordeste
A Bahia é o maior produtor de leite nordestino. Segundo o censo de 2017, foram ordenhados 936,99 milhões de litros, crescimento de 19,07% ante o levantamento anterior (786,89 milhões de litros). O aumento de 52,59% na produtividade anual, que hoje é estimada em 1.440 litros por vaca, foi essencial para o resultado, já que o estado perdeu 8,87% das propriedades e 21,97% do plantel.
Rondônia lidera no Norte, com captação de 899,98 milhões de litros, alta de 40,75% frente os 639,44 milhões de litros de 2006. O número de fazendas cresceu 11,26%; o de vacas, 2,75%; e a produtividade chegou a 1.530 litros por vaca ao ano. (Canal Rural)
 
 
 
 
MP autoriza prorrogação de contratos de médico veterinário pelo Mapa
O governo autorizou o Ministério da Agricultura a prorrogar 269 contratos por tempo determinado de médico veterinário, para atender necessidade temporária de excepcional interesse público. A autorização consta de Medida Provisória publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira, 7. Segundo o texto da MP, a prorrogação pode ser pelo período de dois anos e é aplicável aos contratos firmados a partir de 20 de novembro de 2017, vigentes até hoje. (As informações são do Estadão)
 

 

 

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