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06/11/2019

Porto Alegre, 06 de novembro de 2019                                              Ano 13 - N° 3.103

   Uruguaia Conaprole fechou venda de 500 ton de leite em pó para a China

A Cooperativa Nacional de Produtores de Leite (Conaprole), do Uruguai, fechou a exportação de 500 toneladas de leite em pó com uma das três principais indústrias de produção de laticínios da China, a Bright Dairy & Foods, confirmou Enzo Benech, Ministro da Pecuária, Agricultura e Pesca.

O acordo se concretizou no âmbito de uma visita oficial, liderada pelo Ministério da Pecuária do Uruguai, por países da Ásia (China, Mongólia e Vietnã) com o objetivo de visitar laticínios, indústrias frigoríficas e aprofundar os laços comerciais. A visita aos laticínios contou com a presença de várias empresas privadas nacionais, incluindo Conaprole, Claldy, Estancias del Lago e Granja Pocha.

O ministro Benech enfatizou a importância dos negócios e que era um caso "privado" em que o governo "acompanhava, fornecia a estrutura e assegurava aspectos de segurança, qualidade e saúde" dos produtos.

Nesse sentido, Benech destacou o potencial de produção de laticínios do Uruguai, embora tenha reconhecido que "é necessário vender para mais mercados" e ele não duvida que "é uma oportunidade de aumentar o comércio na China".

Por fim, explicou que o Uruguai tem uma "possibilidade de explorar" o país asiático, que ano após ano aumenta o consumo de laticínios e há uma produção relevante e de qualidade de leite fluido, iogurte, sorvete e queijo. (As informações são do El País Digital, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

Manual orienta sobre processo para avaliação de inovações tecnológicas de produtos de origem animal

Está disponível no site do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento o Manual para Submissão de Requerimento de Inovações Tecnológicas ao Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa), da Secretaria de Defesa Agropecuária.

Ao adotar novos métodos, as empresas devem submeter ao Mapa o pedido de aceitação dos processos. Para conceder ou não o certificado, o Ministério avalia a adequação aos requisitos de inocuidade, identidade e qualidade dos alimentos, podendo acompanhar o seu desenvolvimento e suspendê-lo, caso não atenda aos requisitos previstos.

A avaliação de uma nova tecnologia é estabelecida pela Instrução Normativa SDA nº 30/2017, que define os critérios para análise de proposta, avaliação, validação e implementação de inovações na fabricação de produtos de origem animal em estabelecimentos sob Serviço de Inspeção Federal (SIF).

São consideradas inovações aquela que é inédita em relação ao produto no qual é aplicada ou à finalidade proposta; aplicada em algum outro país, mas ainda não têm respaldo na legislação nacional e que não se sabe exatamente como se comportaria nas condições de produção dos estabelecimentos brasileiros; amparada legalmente e utilizada no país para um processo de fabricação ou produto específico, diferente daquele no qual se deseja aplicar; e utilizada no país, mas que sofreu adaptação, alteração ou aperfeiçoamento, ao ponto de modificar significativamente as características esperadas para o processo de fabricação ou do produto acabado. 

Com esse serviço, o Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal pretende valorizar e estimular parcerias entre as indústrias de alimentos e as instituições de pesquisas e universidades, visando o desenvolvimento de tecnologias de produção inovadoras, seguras, e que possam aumentar a oferta de alimentos e a competitividade das empresas brasileiras. (MAPA)

Mercado financeiro prevê leve crescimento da economia este ano

A previsão de instituições financeiras para o crescimento da economia neste ano subiu levemente. A estimativa de expansão do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, passou de 0,91% para 0,92%.

As projeções para os anos seguintes não foram alteradas: 2% em 2020; e 2,50% em 2021 e 2022. Essas estimativas são de pesquisa a instituições financeiras, elaborada semanalmente pelo Banco Central (BC). De acordo com o boletim Focus, instituições financeiras mantiveram a previsão para a inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 3,29% em 2019, 3,60%, em 2020, 3,75%, em 2021, e 3,50% em 2022.

As projeções para 2019 e 2020 estão abaixo do centro da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta de inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é 4,25% em 2019, 4% em 2020, 3,75% em 2021 e 3,50% em 2022, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Taxa Selic
O principal instrumento usado pelo BC para controlar a inflação é a taxa básica de juros, a Selic. Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Para o mercado financeiro, a Selic deve terminar 2019 e 2020 em 4,50% ao ano.

Para 2021, a expectativa é que a Selic termine o período em 6% ao ano. Para o fim de 2022, a previsão é 6,50% ao ano. A previsão para a cotação do dólar segue em R$ 4 para o final de 2019 e 2020. (Agência Brasil) 

 
A CNA busca ampliar exportações do agro para a China
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) terá nesta semana na China uma série de reuniões com representantes do governo e setor privado chinês com o objetivo de prospectar mercados para produtos do agro brasileiro. A superintendente de Relações Internacionais da CNA, Lígia Dutra, e a assessora técnica Camila Tabet, participam de encontros em Pequim e Xangai. Na segunda (4), primeiro dia de compromissos, a agenda foi na capital chinesa. Elas se reuniram com dirigentes do Conselho Chinês para a Promoção do Comércio Internacional (CCPIT) e com representantes da Embaixada do Brasil no país asiático. Também se encontraram com executivos de empresas de comércio chinesas. Na terça, as representantes da Confederação têm programação em Xangai, por meio de encontros no consulado brasileiro naquele país e reuniões com o setor privado chinês. A China é o principal parceiro comercial do Brasil para produtos do agro, sendo um importante comprador de soja, carne de frango e outros itens brasileiros. Uma das propostas da CNA é diversificar a pauta e, em um primeiro momento, o foco é voltado para cinco cadeias produtivas: lácteos, peixe, mel, café e fresh (frutas, flores e hortaliças). (CNA)

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