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16/08/2019

Porto Alegre, 16 de agosto de 2019                                              Ano 13 - N° 3.046

   Bovinocultura de leite

As condições ambientais, com temperaturas mais amenas, dias ensolarados e boa umidade do solo, reuniram as necessidades adequadas para um bom crescimento das pastagens anuais de inverno, recuperando parcialmente a oferta de alimento volumoso disponível e consequentemente o bom desempenho dos plantéis. As áreas de azevém estão na plenitude da produção, permitindo pastoreio e barateando o custo de produção para estes produtores, o que requer ajuste da dieta pelo alto valor proteico que estas pastagens apresentam. 

Nas culturas de aveia branca e trigo duplo propósito, diminui a produção de massa verde. Porém, parte dos produtores ainda suplementa o volumoso da dieta com silagem de milho e ração concentrada, o que eleva custos de produção. Mas tais custos deverão ser gradativamente reduzidos, preservando o estoque de volumoso para os períodos de altos índices pluviométricos a fim de minimizar a degradação das pastagens que ocorre em função do pisoteio dos animais. Informativo Conjuntural. Porto Alegre, n. 1567, p. 21, 15 ago. 2019 Na região das Missões, produtores usam as áreas com aveia e azevém para pastejo, com bom desenvolvimento, principalmente porque os produtores voltaram a fazer a aplicação de nitrogênio a fim de obter rebrote e desenvolvimento mais rápidos do pasto. 

De forma geral, a oferta de pastagem aos animais tem melhorado e contribuído para melhoria dos índices produtivos, para os quais contribuem também as temperaturas amenas, que proporcionam conforto térmico aos animais. Portanto, é o momento de aperfeiçoar o uso das pastagens cultivadas através da troca constante de piquetes e de realizar adubação nitrogenada para favorecer o rebrote das mesmas. A expectativa para os próximos dias é de consolidar-se a elevação nos índices de produção de leite, à medida que o clima atinge certa regularidade, refletindo no melhor desenvolvimento das pastagens anuais de inverno, sobretudo de azevém tetraploide e trevos a partir de agosto até meados de novembro. Quanto ao aspecto reprodutivo, diversos produtores usam protocolos de inseminação por tempo fixo para aperfeiçoar a reprodução. Tem início a preparação das áreas destinadas ao plantio de milho silagem e de forrageiras anuais de verão. Produtores ainda realizam ações a fim de adequação às normas ministeriais exigidas para melhorar a qualidade do leite. 

Comercialização 
O aumento da oferta de leite, aliado ao baixo consumo de lácteos em função de uma recessão técnica da economia brasileira, vem puxando o preço do leite para baixo. Neste mês, o preço pago ao produtor pelo litro de leite entregue no mês anterior diminuiu de R$ 0,15 a R$ 0,25, indicando tendência de queda, dependendo do volume e qualidade do produto ofertado. Tal situação cria um ambiente de frustração entre produtores, sendo que alguns têm demonstrado interesse em desistir da atividade devido à baixa remuneração líquida na atividade leiteira. (Informativo Conjuntural Emater - agosto 2019)

 

Santa Clara apresenta novos produtos e embalagens na 38ª Expoagas

De 20 a 22 de agosto, a Cooperativa Santa Clara participa da 38ª Expoagas, no Centro de Eventos da Fiergs, em Porto Alegre. Em seu estande, apresenta aos visitantes novos produtos nas linhas de laticínios, doces e food service, além de novidades em embalagens de itens do frigorífico. No espaço, também serão oferecidos pratos especiais com produtos Santa Clara, feitos pelo chef Gabriel Lourenço.

A grande novidade da Santa Clara para esta edição é o pré-lançamento do Leite Fresco Origem, antes chamado de Leite B. O produto mantém as mesmas características conhecidas pelo consumidor de leite pasteurizado, mas ganha nova roupagem, mais moderna e prática, na versão tradicional Integral, e agora também em Semidesnatado. Na mesma linha, também será pré-lançado com novo nome e embalagem, o tradicional Leite C, que passa a se chamar Leite Fresco. No espaço Latteria Santa Chiara, o público poderá degustar preparos com leite elaborados pela William & Sons Coffee Company, de Porto Alegre.

Além dos leites, também será feito o pré-lançamento dos Molhos Lácteos Branco e 4 Queijos em versão 1,8kg, do Creme Cheese em bisnaga de 1,8kg, e dos Queijos Gruyère, Estepe e Gouda nas versões fatiadas, com 120g.

Na linha de laticínios, uma das novidades será o Requeijão Cremoso Tradicional, em embalagem de 400g, que oferece melhor custo-benefício com relação à quantidade e preço. Também estará à disposição na feira a versão tradicional do produto, com 180g. 

Outro destaque desta edição será o Temper Cheese, que agora chega ao supermercado nos sabores Parmesão e Pesto, em embalagens de 150g, ampliando o leque de opções ao consumidor final. Também estará no estande da Santa Clara como lançamento o Queijo Prato Duplo Creme, de 400g, que dispõe de duas vezes mais cremosidade e sabor que o Queijo Prato Lanche tradicional. E para completar esta linha, o Doce de leite, além das versões já existentes, também será lançado ao público em nova versão, com 250g. 

Na linha do frigorífico, serão apresentadas as novas embalagens do kit feijoada para alguns cortes suínos, como carré, costela tira, filezinho, lombo e sobrepaleta, além do bacon nas versões cubos, manta, retalho e mini de aproximadamente 300g. 

As novidades nos doces ficam por conta dos Doces Cremosos de frutas, disponíveis agora nos sabores de Abóbora com Coco, Figo, Goiabada e Uva, em embalagens de 250g. Também será apresentado o Doce Cremoso de Pêssego, na versão de 400g, e a Geleia de Morango, com 250g. 

Nos produtos food service, o destaque fica para o Creme Confeiteiro Sabor Baunilha, Recheio e Cobertura Sabor Chocolate Meio Amargo e Recheio Sabor Leite Condensado, todos com 1,01 kg. Ainda nesta linha, também será oferecido aos visitantes o Requeijão Cremoso com Queijo, em versão de 1,8kg.  (Assessoria de Imprensa Santa Clara)

Piracanjuba confirma investimentos de R$ 110 milhões no Paraná

O governador Carlos Massa Ratinho Junior recebeu nesta quarta-feira (14), no Palácio Iguaçu, em Curitiba, o diretor-superintendente da empresa de Laticínios Piracanjuba, Cesar Helou. Na reunião, o executivo confirmou dois novos investimentos da Região Sudoeste do Paraná que, somados, atingem o valor de R$ 110 milhões. A previsão é que os empreendimentos gerem 370 empregos diretos. 

O governador destacou a importância para o Paraná receber uma marca tradicional. “Isso gera emprego e renda para uma importante região do Estado. Uma empresa que colabora com o produtor e vem para ajudar o agronegócio paranaense”, afirmou Ratinho Junior.

A primeira unidade, na cidade de Sulina, começa a funcionar em setembro. Com capacidade de processar 150 mil litros de leite por dia e investimento de R$ 30 milhões, a indústria vai gerar no primeiro momento 70 empregos diretos na produção de queijo fatiado. Já a construção da unidade de São Jorge D’Oeste começa em 2020, ao custo de R$ 80 milhões, criando 300 empregos diretos.

O governador colocou a estrutura do Governo à disposição da Piracanjuba para abreviar o processo de instalação no Estado. “Recebemos todo o apoio para que as obras não tenham atrasos, principalmente quanto à necessidade de infraestrutura e energia”, disse Helou. “É um Governo que se preocupa em eliminar burocracias, o que não vemos em outros Estados”, completou.

Municípios 
O prefeito de Sulina, Paulo Horn explicou que a instalação da indústria fará uma grande diferença na vida da cidade, de aproximadamente 4 mil habitantes. “A obra está praticamente concluída. A expectativa é muito boa, com a possibilidade de ampliar os turnos de produção e assim criar mais empregos”, afirmou.

O prefeito de São Jorge D’Oeste, Gilmar Paixão, classifica a chegada da empresa como uma revolução para o município, de pouco mais de 10 mil pessoas. “Para uma cidade essencialmente agrícola, essa conquista significa uma mudança muito grande. Empregos que melhoram situação social do município”, disse.

Leite 
De acordo com a Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento, o Paraná é o terceiro maior produtor de leite do Brasil, com cerca de 13% da produção nacional. Aproximadamente 90 mil produtores de leite atuam no Estado. Em 2017, segundo os dados Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foram produzidos 4,4 bilhões de litros.
Em 2018, a produção de leite rendeu R$ 5,8 bilhões no Valor Bruto da Produção Agropecuária do Estado, segundo dados preliminares do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura, perdendo apenas para o frango, soja e milho. “Uma empresa de ponta que reconhece a capacidade do Sudoeste do Paraná de produzir com qualidade e volume, fortalecendo o Estado como um polo competitivo na produção de leite”, ressaltou Norberto Ortigara, secretário da Agricultura e Abastecimento. (As informações são do Governo do Estado do Paraná)

Número de produtores diminui, mas produção de leite cresce no Corede Noroeste Colonial

O número de produtores de leite caiu 38,58% no Corede Noroeste Colonial, no entanto o volume de leite produzido no período de 2015 a 2019 cresceu 12%. É o que mostra um estudo coordenado pela Emater/RS-Ascar, secretarias municipais de Agricultura, conselhos municipais de Desenvolvimento Rural, inspetorias veterinárias e Sindicatos dos Trabalhadores Rurais dos 11 municípios do Corede Noroeste Colonial. Os dados foram apresentados a gestores públicos, representantes de Conselhos e do setor agropecuário, na terça-feira (13/08), no campus da Universidade Regional do Noroeste do RS (Unijuí). 

Segundo o estudo, apresentado pelo gerente adjunto da Emater/RS-Ascar da região de Ijuí, Vito Cembranel, em 2015 haviam 3.735 produtores de leite e em 2019 esse número baixou para 2.695. Em relação ao volume de leite produzido, no entanto, a produção registrada no ano de 2015 foi de 263,8 milhões de litros, tendo alcançado os atuais 296 milhões litros. Dentre os problemas, predominam a falta de infraestrutura e a falta de mão de obra nas propriedades rurais. 

Um ponto positivo foi destacado pelo médico veterinário da Emater/RS-Ascar, Oldemar Weiller. “A gente mostrou que, em relação à qualidade do leite, há menos produtores com problemas do que há quatro anos e este é um ponto positivo”, disse Weiller. 

A tecnologia e o manejo teriam contribuído para elevar a qualidade. O resfriador de expansão, o sistema tecnificado de ordenha, o transferidor e a sala de ordenha canalizada foram exemplos citados pelo médico veterinário da Emater/RS-Ascar. (Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar Regional de Ijuí) 

Impostos/AR 
Em busca de reduzir o impacto da inflação depois da desvalorização do pesos nos últimos dias, o Governo lançou uma nova medida que impactará de cheio o bolso dos consumidores: alguns produtos da cesta básica terão 0% de IVA – Imposto de Valor Agregado - a partir desta sexta-feira. Além de outros produtos, como óleo de girassol, arroz e açúcar, a lista inclui leite fluido integral ou desnatado, e iogurte integral ou desnatado. Vale mencionar que até esta quinta-feira, todos estes produtos pagavam 21% de IVA. De acordo com um comunicado divulgado pela Casa Rosada, a medida “ajudará a compensar o impacto da desvalorização nos preços”. De imediato, a norma terá vigência de um ano e irá vigorar em todos os pontos de venda destinados ao consumidor final. (ámbito.com – Tradução livre: Terra Viva)

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