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09/08/2019

Porto Alegre, 09 de agosto de 2019                                              Ano 13 - N° 3.041

   Exportações/UR 

As exportações de lácteos cresceram em julho graças à demanda da Argélia que compensou o menor volume de negócios com o mercado brasileiro. As compras totalizaram 19.022 toneladas, ao custo de US$ 63 milhões no mês passado. Assim sendo, houve aumento de 5% em volume e de 16% em dólares, em relação a igual mês de 2018, segundo dados da Alfândega.
 
 


 
As exportações de leite em pó integral foram as maiores do ano, com 14.083 toneladas pelo valor de US$ 46,9 milhões. A Argélia foi o principal destino, 8.902 toneladas ao custo de US$ 30,2 milhões. Em valor, representou 47% do total das vendas. O leite em pó integral foi o único produto exportado para a Argélia.

Em valores, depois vem a Rússia, que comprou por US$ 8,8 milhões, 1.947 toneladas de manteiga, leite em pó integral, queijos e leite em pó desnatado. A Rússia teve participação de 10% na quantidade exportada e de 14% em valor.

Em volume o Brasil ocupou o segundo lugar em julho, com 2.584 toneladas (14% do total) por US$ 8,3 milhões (13% do total). O leite em pó integral foi responsável por 74% do volume exportado para o Brasil, e o restante foi em queijos.

Em relação a junho, os envios para o Brasil retrocederam 38% em volume e 36% em valor. Quase a metade enviada foi de leite em pó integral, caindo 47% em relação ao mês anterior, e os queijos vendidos para o país vizinho baixaram 9%.

Em comparação com o mesmo mês do ano passado, as exportações de lácteos para o Brasil caíram 23%, tanto em volume como em valor. (Blasina y Asociados – Tradução livre: www.terraviva.com.br)

 

Setor leiteiro do mundo de olho na China depois da queda do yuan

O Banco Popular da China desvalorizou na última terça-feira (06) o yuan - a moeda de seu país - levando-o ao nível mais baixo por 11 anos, o que gerou medo nos laticínios mundiais. A China é o maior importador mundial de produtos lácteos - o grande comprador de leite em pó integral, entre outros produtos - e o fato de a moeda chinesa ter caído 1,4% em relação ao dólar pode reduzir o aumento dos preços que traziam os lácteos ao mercado, levando a uma nova queda.

“Se a China desvalorizou, o mais lógico é que tenda a diminuir o preço dos laticínios. Uma recuperação de preços havia começado e temos medo de gerar um novo problema de preços baixos que não era esperado”, explicou Justino Zavala, diretor da Associação Produtores de Leite de Canelones, Uruguai. Justin reconheceu que a China "é o motor da compra de produtos lácteos" e, para o Uruguai, é um mercado muito importante.

Crédito
Por sua vez, internamente, os produtores de leite uruguaios estão esperando, de um momento para outro, pela publicação do Decreto que habilita o Fundo de Garantia que servirá de apoio ao crédito em condições favoráveis implementado pelo Banco da República. O crédito voluntário para assistência aos produtores - em face da crise econômica no setor - também inclui os produtores de leite categoria 4 e 5 (com capacidade de pagamento comprometida), que não foram cobertos pelo Fundo de Garantia para Produtores de Leite (Fogale). Essa conquista foi alcançada pelos sindicatos após várias negociações com o governo e com as autoridades do banco do país.

O decreto de referência que os produtores esperam e que deve ser assinado pelo presidente Vázquez deve estabelecer algumas mudanças na regulamentação para que seja plenamente garantida aos pequenos produtores, segundo Zavala. Dificilmente ficará operacional no final deste mês, pois há muitos detalhes a serem resolvidos, tanto no Banco da República como no Banco Central do Uruguai. "Nós tínhamos a ideia de que conseguiríamos que ele estivesse operacional este mês, mas depois da reunião com as autoridades do Banco da República, vimos que é muito difícil", confirmou o diretor da Associação Produtores de Leite de Canelones.

Na produção, o clima vem acompanhando e estimula maior produção. “Espera-se que haja alguma recuperação na produção de leite em agosto. Também é esperado que este mês traga um preço melhor para o leite do produtor e não apenas por causa do aumento no consumo de leite”, disse Zavala. A esperança de conseguir um preço melhor ainda está viva. (As informações são do El País Digital, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

Top 20 Rabobank 

O último relatório anual Rabobank sobre as maiores indústrias de laticínios do mundo revela os gigantes de um dos mais valiosos setores da alimentação. Em 2018, o baixo preço das commodities, as condições adversas de tempo em regiões chave, as elevadas cotações do dólar combinadas com variações cambiais, afetaram o desempenho das companhias TOP 20 do setor lácteo global. Em dólares, ainda houve aumento de 2,5%, em 2017 havia sido 7,2%, mas, em euros, houve queda de 2%, quebrando a tendência de 2017 quando houve crescimento de 5,1%.
 
Fusões e Aquisições (M&A) vieram para ficar
As fusões e aquisições nos setor lácteo ficaram ativas em 2018. O crescimento via M&A tornou-se uma estratégia para a maioria das empresas listadas no Global Dairy Top 20 do Rabobank. No entanto, toda a atividade de M&A não alterou os três primeiros lugares, embora a distância entre o número um e o número dois esteja sendo reduzida. Pelo terceiro ano consecutivo ninguém entre na lista, uma vez que não houve transação entre as grandes nos últimos 18 meses. (Rabobank - Tradução livre: Terra Viva)

 
Consumidor 60+ 
A participação dos idosos no mercado brasileiro é cada vez maior, devido ao aumento da expectativa de vida no país. Porém, este não é privilégio só nosso, já que estudos, informações, entrevistas e pesquisas realizadas pela emissora Rede Globo apontam uma maior participação desse público no consumo em todo o mundo. De acordo com as análises da central de inteligência da emissora, a população 60+ é a que mais cresce no mundo e dobrará até 2060. Além disso, daqui a 30 anos apenas a África não terá 25% da sua população na faixa etária com 60 anos ou mais. Portanto, é essencial que as estratégias dos supermercados comecem a dar mais atenção a este público e falar uma linguagem adequada a esse perfil de consumidor. Segundo os números reunidos pela Globo, o consumidor brasileiro mais maduro movimenta aproximadamente R$ 1,8 trilhão ao ano e R$ 15 bilhões anuais gastos somente no e-commerce brasileiro. Hoje, a média de idade em que o brasileiro se aposenta é 58 anos e em 2020, os aposentados responderão por 16% da renda do Brasil. (Fonte: Newtrade)

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