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Sexto debate sobre as Instruções Normativas do Leite é realizado em Ijuí

Com a presença de representantes de entidades, indústrias, produtores e acadêmicos da região, o sexto debate sobre as Instruções Normativas do Leite (INs) 76 e 77, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em vigor desde 30 de maio, foi realizado na cidade de Ijuí (RS). A reunião aconteceu na tarde desta quarta-feira (12/6), no Salão de Atos da Universidade Regional do Noroeste do Rio Grande do Sul (Unijuí).

O secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Darlan Palharini, abriu o encontro com alguns dados sobre o Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa). “Depois das últimas discussões sobre as INs, os produtores quiseram entender um pouco mais sobre o Fundesa então, como o objetivo é sanar dúvidas, eu trouxe os valores de recursos, por setor, atualizados, a fim de ressaltar a importância da contribuição ao fundo”, afirma Palharini, lembrando o quão importante é levar a discussão para o interior do Estado.

De acordo com a médica veterinária da Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul Karla Pivato, desde a primeira reunião, é possível notar o interesse da cadeia produtiva em se adequar às normas, que dividem a responsabilidade pela qualidade do leite com o poder público. Para o produtor da CCGL Almir Karlinski, atender às exigências do Mapa nunca foi um problema. “A minha propriedade sempre trabalhou em busca da qualidade do leite, até por isso fazemos parte do programa de erradicação de tuberculose e brucelose, visando à saúde do rebanho”.

O zootecnista e assistente técnico da CCGL, Guilherme Afonso Muller Rodigues citou a importância da assistência técnica para a produção de leite no Estado. “Não importa se é um pequeno ou grande produtor, leite se faz com assistência técnica de qualidade”, declara. Sobre o Programa Mais Leite Saudável e o Plano de Qualificação de Fornecedores de Leite falou o médico veterinário do Mapa Roberto Lucena, que deu um panorama geral dos projetos para os participantes.

Quanto aos aspectos de inspeção do leite, a médica veterinária do Mapa Milene Cé esclareceu que a interrupção da coleta ocorrerá quando o leite apresentar dados fora da média geométrica padrão, calculada a cada três meses pelas indústrias. Contudo, para a mesma ser retomada, basta o produtor obter um resultado dentro do padrão. “O objetivo não é prejudicar ninguém, pelo contrário, todos ganham com a qualidade do produto”, pontua.

Uma das preocupações dos produtores do setor lácteo, além da manutenção das estradas, é a falta de energia elétrica. Convidada pelo Sindilat, a empresa HCC Engenharia apresentou a energia solar como solução para a produção de leite, visto que é uma energia renovável e, com o tempo, acaba se tornando mais barata.

O encontro encerrou com uma mesa redonda, cujo objetivo foi responder as dúvidas dos participantes que acompanharam o evento presencialmente ou através do Facebook do Sindilat. A reunião foi promovida pela Superintendência Federal do Ministério da Agricultura no Estado (Mapa/RS), Secretaria da Agricultura, Sindilat, Apil, Famurs, Sistema Farsul, Fetag, Sistema Ocergs, Emater, Embrapa, Conseleite, Gadolando, Associação dos Criadores de Jersey, Fecoagro, Simvet, CRMV/RS, Unijuí e Prefeitura Municipal de Ijuí.

As próximas cidades que receberão o evento no mês de junho são Santo Cristo (13/6), Frederico Westphalen (18/6) e Palmeira das Missões (19/6).

Foto: Stephany Franco

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