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07/06/2019

 

Porto Alegre, 07 de junho de 2019                                              Ano 13 - N° 2.996

   Ciclo de palestras sobre legislação do leite chega a Frederico Westphalen
 
A cidade de Frederico Westphalen reúne representantes de empresas e entidades do setor lácteo gaúcho, no dia 18 de junho, para debater as principais alterações previstas nas Instruções Normativas (INs) 76 e 77, que modificam a forma de produção, coleta e armazenagem do leite cru, em vigor deste 30 de maio. O evento será realizado às 8h, no Salão de Atos da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI), localizada na Avenida Assis Brasil, 709. As inscrições são gratuitas, limitadas a 820 lugares e podem ser feitas pelo link https://bit.ly/2HJfGom. Frederico Westphalen é o  oitavo município a receber o ciclo de discussões que foi iniciado em Porto Alegre, no dia 03 de maio.
 
A programação do evento inclui palestras sobre a Lei do Leite, aspectos de inspeção do leite, sanidade e  plano de qualificação de fornecedores, depoimentos de produtores e indústria sobre o Programa Mais Leite Saudável, além de mesa redonda com especialistas da área, na qual os ouvintes poderão fazer perguntas ao vivo e via Whatsapp pelo número (51) 9 89091934. O debate contará com transmissão simultânea por meio do Facebook do Sindilat (facebook.com/sindilatrs/).
 
Para o secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Darlan Palharini, o tema da reunião é muito relevante, visto que as novas regras já estão em vigor e a adequação de toda a cadeia produtiva se faz necessária. "A ideia é que produtores, indústrias e prefeituras possam sanar dúvidas e perceber que é possível cumprir às normativas do Mapa, que visam a melhoria da competitividade e padronização mínima do leite cru", declara.
 
O encontro é promovido pela Superintendência Federal do Ministério da Agricultura no Estado (Mapa/RS), Secretaria da Agricultura, Sindilat, Apil, Famurs, Sistema Farsul, Fetag, Sistema Ocergs, Emater, Embrapa, Conseleite, Gadolando, Associação dos Criadores de Jersey, Fecoagro, Simvet, CRMV/RS, Prefeitura Municipal de Frederico Westphalen e URI. (Assessoria de Imprensa Sindilat)
 
 
                  
Maior procura por leites em pó aumenta importações

Os dados da balança comercial láctea foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (SECEX) nessa quinta-feira (07/06). Nesse informe, a SECEX aponta um aumento de 25% na quantidade importada de leite (em litros equivalentes) no mês de maio em relação a abril, com 105,1 milhões de litros em equivalente leite importados.

Por outro lado, na comparação de maio de 2019 com o mesmo período do ano passado, a quantidade importada ficou 3% maior. Além disso, os 10,7 milhões de litros exportados pelo Brasil em maio representam um aumento de 38% em relação aos 7,8 milhões de litros em abril em equivalente leite, já na comparação com mai/18, o aumento foi de 187%. Confira a evolução no saldo da balança comercial láctea, que foi de -94 milhões de litros nesse mês, no gráfico 1.

Gráfico 1. Saldo da balança comercial de lácteos no Brasil. Fonte: Elaborado pelo MilkPoint Mercado com base em dados da Secex.

Mesmo com as recentes altas do dólar em relação ao real, os altos níveis dos preços internos dos derivados lácteos nos últimos meses resultaram em um aumento na quantidade importada de derivados lácteos.

Os queijos tiveram um aumento de 12% em maio em comparação com abr/19, sendo internalizadas 2,7 mil toneladas. Na mesma toada, foi possível notar uma maior importação de soro do leite (+69%), e manteigas (55%) no mesmo período.

A maior procura por leites em pó devido aos altos preços internos causou um aumento de 25% na importação de leite em pó desnatado, em relação ao mês anterior, com 2,3 mil toneladas compradas em mai/2019 e um aumento de 32% na internalização de leite em pó integral na comparação de maio (6,1 mil toneladas importadas) com abr/19.

Se em dezembro de 2018 o valor médio do leite em pó integral negociado no Brasil era de R$ 13,1/kg, em maio de 2019 esse valor foi de R$ 15,0/kg. Além do integral, o desnatado também apresentou uma forte subida, de R$ 10,6/kg em dezembro de 2018, para R$ 13,1/kg em maio de 2019. Além disso, na comparação com o acumulado até maio do ano passado, os preços dos leites em pó estão bastante acima no acumulado ano até mai/2019, como é possível observar na tabela 1.

Tabela 1. Preço médio acumulado no ano para os leites em pó industriais (janeiro a maio). Fonte: MilkPoint Mercado, valores deflacionados.

Os principais derivados lácteos e seus volumes de comércio internacional encontram-se na tabela 2. 

Tabela 2. Balança comercial láctea em maio de 2019. Fonte: Elaborado pelo MilkPoint Mercado com base em dados da Secex.
(Fonte: Milkpoint Mercado)
 

Piá promove Seminário do Produtor de Leite

Na última semana, as cidades de Marau, Vila Flores e Nova Petrópolis receberam o “8º Seminário do Produtor de Leite Piá”. O evento teve como objetivo principal de, através de palestras, compartilhar informações e dados sobre todos os procedimentos que envolvem o setor lácteo, desde a coleta do leite até o controle de faturamento das propriedades, além de aproximar o agricultor da Cooperativa. 

Na programação do evento, a palestra “IN 77: Um Passo para o Futuro”, ministrada pelo técnico agrícola da Piá, Fábio Guaragni,  tratou sobre a parte prática da Normativa, com relação ao que interfere no dia a dia da propriedade rural. Foram apresentados os índices determinados pelo Ministério da Agricultura para a Contagem Bacteriana Total – CBT.  “O produtor que estiver três meses seguidos fora da média receberá uma atenção especial. Os técnicos da Piá farão uma ação na propriedade para ajustar o que for preciso e para que ele possa continuar vendendo leite”, destacou.  

Guaragni explicou de forma clara como isso vai acontecer, como se calcula as médias, onde produtor vai poder acessá-las e como a Cooperativa vai colaborar para que ele não tenha dificuldade para atingir os resultados, estar dentro da legislação e ter a melhor rentabilidade possível no leite.  

Na ocasião, também falou sobre outras obrigatoriedades importantes como a necessidade do resfriador a granel, que está valendo a partir de junho, e da sala do leite, que é uma adequação no espaço onde fica guardado o produto até a coleta e onde ficará este equipamento, protegido de qualquer animal, intrusos ou de contaminantes. 

Já na palestra “Planejamento Forrageiro e Qualidade do Leite”, ministrada pelos profissionais da Embrapa, Sérgio Bender e Maira Zanela, foram apresentadas as tecnologias disponíveis para produzir leite de qualidade, atendendo critérios da nova legislação das INs 76 e 77. 

Foram abordados temas como “Contagem de Células Somáticas”, que pode ser monitorada através do controle de mastite; “Contagem Bacteriana Total”, mostrando que índices baixos passam por processos de higiene completos e pelo resfriamento correto do leite; e o “Lina”, o leite instável não ácido, problema de produção acarretado pela má alimentação dos animais, por vacas com muito tempo de lactação e pelo estresse calórico do verão, e que pode ser solucionado com planejamento forrageiro e piquetes com sombra e água em abundância. “Um volumoso de qualidade é a chave para o sucesso da produção leiteira. Fazendo tudo isso, o produtor vai conseguir produzir com qualidade, ter mais renda na venda e maior volume de leite, atendendo o consumidor e as normativas necessárias”, afirmou a Zanela, que é pesquisadora da entidade e atua na área de Qualidade do Leite.  

O engenheiro agrícola Sérgio Bender destacou que a proposta da palestra foi colocar os produtores para pensar numa estratégia de planejamento forrageiro. “Sabemos que um dos problemas principais que enfrentam é a falta de pasto em algum período do ano. Quando se avalia a necessidade que o animal tem dentro da propriedade com aquilo que está sendo ofertando, pode-se verificar dentro do planejamento forrageiro se vai conseguir atender essa demanda ou não”, afirmou. 

Para ele, isso faz com que se resolva uma série de problemas, pois a maioria das doenças enfrentadas com o rebanho estão relacionadas a essa variação na oferta de volumoso. “Tem também a questão da rentabilidade do negócio do leite. Quando falta pasto e se tem que buscar fora, aumenta o custo de produção e, muitas vezes, começa a se tornar inviável”. 

Os técnicos da Embrapa destacaram a importância de despertar um novo olhar do produtor às normativas, desmistificando a ideia de que não vai conseguir cumpri-las. “As INs de qualidade do leite vêm para ofertar um produto melhor, com excelência. Conseguimos transmitir esta mensagem aos associados”, explicou. 

No final da palestra, Sérgio Bender e Maira Zanela propuseram que quando os associados voltassem para casa, observassem a propriedade, olhando de fora, sobre três óticas: primeiro o rebanho, pensando se tivesse que comprar os animais que já possui na propriedade, se compraria todos. Caso não, aquele que não compraria, pode ser vendido para gerar receita; segundo, olhando a forma como está organizada a produção de pasto. Se tem o necessário para ofertar a estes animais ao longo do ano; e, terceiro, e fundamental, aproveitando as oportunidades de aprendizado e investimento que a Cooperativa oferece, valorizando a instituição. “Conseguimos transmitir o importante recado de que a Embrapa e a Piá trabalham juntas pelo desenvolvimento do setor rural”.  

Acompanhando as três edições, no final do evento, o presidente da Cooperativa, Jeferson Smaniotto, fez uma avaliação do Seminário. “Foi um sucesso pela grande participação dos produtores de leite. Foram mais de mil associados, que tiveram a oportunidade de adquirir conhecimento através das palestras”, destacou. 

Para Smaniotto, eventos como o Seminário são de grande importância, pois promovem o encontro com quem faz a Cooperativa acontecer. “É o momento de estar junto com o produtor, saber o que ele espera da Piá e como ele trabalha. Esse momento, de  valorização do nosso associado, só o cooperativismo faz”, finalizou. 

O “8º Seminário do Produtor de Leite da Piá” foi promovido pela Cooperativa Piá, com apoio da NutriPiá e AgroPiá. (Assessoria de Imprensa Cooperativa Piá)

 

 Crédito Divulgação Cooperativa Piá

Pente-fino suspende 126 mil declarações

A partir de um levantamento feito pelo Tribunal de Contas da União (TCU), o Ministério da Agricultura suspendeu 126,41 mil declarações de aptidão ao Pronaf (a chamada DAP) por suspeitas de irregularidade. Sem esse documento, produtores familiares não conseguem, entre outras coisas, ter acesso aos financiamentos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

São 126,13 mil declarações de pessoas físicas e 280 de pessoas jurídicas. No Rio Grande do Sul, são 4.826 suspensões, o que representa 4% do total no país. Percentualmente, o Estado onde mais cancelamentos ocorreram foi a Bahia, com 26% do total.

Secretário da Agricultura Familiar e Cooperativismo do ministério, Fernando Schwanke diz que os problemas apontados dizem respeito ao não enquadramento nas características do que é considerado agricultor familiar.

- A ideia é ser cada vez mais criterioso nesse processo. Essa é uma política que deve ser acessada por quem efetivamente tem direito - pondera o secretário.

No Brasil, existem hoje 3,2 milhões de DAPs emitidas. O documento tem validade de dois anos. Segundo Schwanke, o Tribunal de Contas da União fez auditoria referente ao período de 2007 a 2017. Os resultados foram apresentados no ano passado, quando também foi dado prazo para que o Ministério da Agricultura fizesse avaliação, suspendendo as declarações que efetivamente tivessem suspeita de irregularidade. O período para avaliação, que vencia em fevereiro, acabou sendo alongado.

- De fevereiro até agora, trabalhamos neste pente-fino, fazendo avaliação com esses mesmos indícios - diz o titular.

Produtores com documento suspenso podem buscar informações sobre o motivo da suspeita de irregularidade (dap.mda.gov.br). Há um prazo de 30 dias para que sindicatos e associações que prestam auxílio no encaminhamento da DAP entrem em contato com o ministério, fazendo solicitação desbloqueio ou cancelamento.

- Estamos com dificuldade, porque até agora a gente só consegue ver quem foi suspenso entrando com CPF de cada um. Precisávamos ter lista com nome de quem foi suspenso - pondera Carlos Joel da Silva, presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do RS (Fetag-RS).

A dirigente se diz preocupado, uma vez que o documento é fundamental não só para o acesso ao crédito, mas para várias outras questões relacionadas ao agricultor familiar. (Zero Hora)

 
 
Relator discute solução ao setor
O relator da Reforma da Previdência na comissão especial, Samuel Moreira, disse ontem, em audiência com o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Alceu Moreira, e com o secretário especial de Previdência Social, Rogério Marinho, que é sensível à retirada dos trabalhadores rurais do texto da reforma. “Devemos construir uma solução adequada”, afirmou. Na reunião, o presidente da FPA destacou que os rendimentos no campo não são regulares como na cidade e dependem de fatores como o clima. (Correio do Povo)

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