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06/06/2019

Porto Alegre, 06 de junho de 2019                                              Ano 13 - N° 2.995

   Cadeia produtiva do leite debate mudanças nas INs 76 e 77 em Pelotas

Em vigor deste o último dia 30 de maio, as Instruções Normativas (INs) 76 e 77 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que alteram a produção, a coleta e a armazenagem do leite cru, foram tema de debate, na tarde desta quarta-feira (05/6), na Embrapa Clima Temperado, em Pelotas (RS). O encontro contou com a presença de representantes de entidades, indústrias e produtores ligados ao setor lácteo.

A reunião tem o objetivo de criar um ambiente de discussão, aproximando a cadeia produtiva e o poder público em prol da qualificação do leite. Outros encontros nos mesmos moldes estão previstos para ocorrer também no mês de junho nas cidades de Ijuí (12/6), Santo Cristo (13/6) e Frederico Westphalen (18/6).
Segundo o presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Alexandre Guerra, o Brasil é um país importador e as mudanças exigidas pelo Mapa visam, entre outras coisas, a qualidade do leite e a exportação. Para o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, além da qualificação do produto, as INs 76 e 77 têm a intenção de dividir a responsabilidade entre o setor e o poder público.

Durante o encontro, a médica veterinária da Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul Karla Pivato apresentou as principais motivações para realizar as mudanças nas normativas do leite, enquanto o analista pesquisador da Embrapa Marcelo Bonnet falou sobre exportação, qualidade e consumo de lácteos. “De jeito nenhum o leite fora do padrão pode chegar até o consumidor”, frisou.

Responsável pela captação de leite da Latvida na região, a médica veterinária Lilian Muller contou que, desde o final de 2018, a empresa tem a preocupação de fazer com que todos os seus produtores atendam as novas regras estabelecidas pelo Mapa. “Criamos uma cartilha explicando no detalhe todas as modificações das INs, e a mesma está sendo entregue aos nossos parceiros”, relata. A Latvida certifica as propriedades livres de brucelose e tuberculose, projeto que faz parte do Programa Mais Leite Saudável desenvolvido pelo Mapa que, na oportunidade, foi apresentado pelo médico veterinário Roberto Lucena.

O produtor da Latvida Magno Huttner, de São Lourenço do Sul, destacou que todos os produtores precisam se adequar às INs, caso contrário, o Brasil continuará importando leite. E citou a importância de estar atendo a saúde do rebanho. “Tem que ter planejamento para conseguir cumprir com as exigências, mas não é impossível e não podemos ter medo de descartar os animais”, disse. Quanto à coleta, a médica veterinária do Ministério da Agricultura Milene Cé ressaltou que a interrupção da coleta ocorrerá após três meses consecutivos de média geométrica fora do padrão. “Entendo a angústia, mas a intenção do Mapa não é que os produtores deixem de exercer a atividade, mas, sim, diminuir a concorrência desleal vinda daqueles que não primam pela qualidade do leite”, revela.

Ao final da reunião, houve uma mesa redonda a fim de esclarecer as principais dúvidas dos participantes que acompanharam o evento presencialmente ou à distância, através do Facebook do Sindilat. O encontro é promovido pela Superintendência Federal do Ministério da Agricultura no Estado, Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul, Sindilat, Apil, Famurs, Sistema Farsul, Fetag, Sistema Ocergs, Emater, Embrapa, Conseleite, Gadolando, Associação dos Criadores de Jersey, Fecoagro, Simvet, CRMV/RS e Prefeitura Municipal de Pelotas. (Assessoria de Imprensa Sindilat)


 Foto: Stephany Franco
 
 
                 
 
Simpósio Vaca leiteira

A qualidade do leite será foco do VI Simpósio da Vaca Leiteira, que será realizado na Universidade de Passo Fundo (UPF), no dia 28 de junho. O evento é aberto para acadêmicos de cursos de Medicina Veterinária, Agronomia e Zootecnia e para profissionais que atuam nessas áreas.
 
As inscrições estão abertas. Os acadêmicos da UPF podem inscrever-se diretamente no diretório acadêmico do curso de Medicina Veterinária, com um desconto especial. Para os demais, as inscrições podem ser realizadas conforme categoria, na página da UFRGS, em portalfaurgs.com.br, link “Cursos e eventos”. O período de inscrições, que está em seu segundo lote, segue aberto até 27 de junho, com investimento de R$ 150,00 para estudantes e R$ 180,00 para profissionais. Há desconto especial de 10% para grupos de 5 pessoas e de 20% para grupos de 10 pessoas ou mais.

A atividade é uma ação conjunta entre a UPF e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e será realizado em Passo Fundo, região que concentra 60% da produção leiteira do estado. O VI Simpósio da Vaca Leiteira terá uma ampla programação, que será realizada no Centro de Eventos da Universidade.

Confira a programação de palestras:
- Impacto da mastite sobre a qualidade do leite, com Mônica Cerqueira (UFMG)
- Impacto da nutrição na composição e qualidade do leite, com Leopoldo Braz Los (Frisia Cooperativa Agroindustrial)
- Indicadores para avaliar a qualidade físico-química do leite, com Marcelo Bonnet (Embrapa)
- Eficiência produtiva e qualidade do leite em cruzamentos de vacas holandesas e jersey, com André Thaler (UDESC)
- Desmistificando conceitos dos efeitos do leite sobre a saúde humana, com Rogério Friedman (UFRGS). (Fonte: UPF)
 
 
8º Seminário Produtor de Leite Piá 

Está acontecendo em Marau, o primeiro dia do 8º Seminário Produtor de Leite Piá. O evento é promovido pela Cooperativa Piá com objetivo de trazer informação e novas tecnologias ao produtor de leite, fortalecendo a cadeia e buscando a fidelização. No evento estão presentes 280 associados produtores. (Cooperativa Piá)


Preços LTO 

O cálculo da média mensal de preços do leite em abril de 2019 foi de € 33,21/100 kg, [R$ 1,51/litro], para o leite padrão. Queda de € 0,30/100 kg em relação ao mês anterior. Quando comparado com abril de 2018, a média de preços aumentou € 0,85/100 kg, ou 2,6%. Pela primeira vez, desde março de 2018, a média de preço foi maior do que um ano atrás.

Entretanto, foi um movimento, relativamente pequeno, nos preços, pois a média geral caiu ligeiramente. Isso foi em decorrência dos efeitos sazonais. As maiores baixas foram registradas na Dairy Crest e Sodiaal, com -€2,27 e -€1,00 por 100 kg de leite padrão, respectivamente. A queda foi essencialmente pelas retiradas das bonificações sazonais.

A Milcobel também reduziu os preços em € 1,00 por 100 quilos de leite, enquanto a italiana Granarolo aumento € 1,00/100 kg.

Nos Estados Unidos da América (EUA) os preços estão subindo consistentemente, em relação aos baixos níveis anteriores. Pelo segundo mês consecutivo, o leite Classe III teve aumento de € 2,00/100 kg. O surpreendente é que esse aumento é decorrente do aumento nos preços das proteínas.

A Fonterra reduziu a projeção dos preços para a temporada 2018/19. Sem as variações cambiais, houve decréscimo de aproximadamente € 0,80/100 kg de leite padrão. Para a próxima temporada, que começou no dia 1º de junho, a Fonterra anunciou o preço na faixa de NZ$ 6,25-7,25/kgMS. Isso difere da forma como eram anunciados os preços em anos anteriores. O preço final do leite para a temporada atual deverá ser de NZ$ 6,35/kgMS, com bonificação na faixa de 10-15 centavos, totalizando NZ$ 6,475.

A média de preço caiu levemente, principalmente em decorrência da compensação feita nos preços pela Glanbia. Apenas a Glanbia, a Hochwald e a Danone diminuíram os preços aos seus produtores. Os preços do leite caem sazonalmente no início da temporada quando a produção chega ao seu pico em abril e maio. O gráfico mostra que os preços de 2019 acompanharam o padrão de anos anteriores.  

A Fonterra mantém a previsão do preço em NZ$ 6,45 (faixa de NZ$ 6,30-NZ$ 6,60/kgMS) e a projeção dos dividendos é entre 15 e 25 centavos. A estação 2018/2019 abriu com o preço projetado de NZ$ 7,00/kgMS.

Nos Estados Unidos o leite Classe III, expresso em dólar aumentou de US$ 13,89/cwt, [R$ 1,24/litro], em fevereiro, para US$ 15,96/cwt, [R$ 1,39/litro], em abril. O aumento ocorreu basicamente pela bonificação da proteína. É o segundo mês consecutivo, que em Euros, o aumento é mais de € 2,00/100 kg. E isso pela melhoria nas cotações das proteínas. (LTO Nederland – Tradução livre: Terra Viva)
 
DPA Brasil
Representantes de diversas áreas da DPA Brasil estiveram na AgTech Garage, em Piracicaba, para conhecer as propostas de 10 startups participantes do 2º Circuito de Startups DPA. Foram apresentadas soluções bastante inovadoras, que vão desde temas como inteligência artificial a automação e robotização. É a DPA atenta as últimas novidades e tecnologias! (DPA Brasil)

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