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05/06/2019

Porto Alegre, 05 de junho de 2019                                              Ano 13 - N° 2.994

   Santa Maria recebe primeiro debate das INs 76 e 77 após mudanças entrarem em vigor

O otimismo deu o tom no primeiro debate sobre as Instruções Normativas (INs) 76 e 77 do Ministério da Agricultura (Mapa) após as mudanças entrarem em vigor. Desde o dia 30 de maio, ambas trouxeram uma série de alterações que modificam a forma de produção, coleta e armazenamento do leite cru. Na tarde desta terça-feira (04/06), representantes de entidades ligadas ao setor, produtores e estudantes lotaram o auditório do Colégio Politécnico da Universidade Federal de Santa Maria (USFM) para discutir o tema - que já faz parte da pauta da cadeia produtiva do leite. 

A abertura do evento ficou a cargo do reitor da UFSM, doutor Paulo Afonso Burmann, que citou a importância da realização da discussão dentro da Universidade, promovendo a aproximação dos acadêmicos com a cadeia produtiva. Para o secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Darlan Palharini, a regionalização da discussão sobre as INs 76 e 77 é extremamente benéfica para os produtores, tendo em vista que engloba representantes específicos de cada região. 

Durante o evento, que reuniu cerca de 150 pessoas, técnicos e especialistas apresentaram as principais mudanças das INs e reforçaram a intenção da cadeia produtiva em se adequar a todas as normas estipuladas pelo Mapa. Também citaram projetos já consolidados que tratam da qualidade do leite, como o Programa de Sanidade Total, desenvolvido pela CCGL, que engloba um projeto de certificação de propriedades livres de brucelose e tuberculose e que foi apresentado pela médica veterinária e produtora Lisiane Griceu. O Programa Mais Leite Saudável, desenvolvido pela Mapa, foi apresentado pelo médico veterinário do Mapa Roberto Lucena. Representando as indústrias de leite do Estado, o zootecnista da Latvida Marcelo de Freitas defendeu o empenho do setor para se adequar às mudanças. “Depois que a lei é formulada, cabe-nos cumprir, só temos que trabalhar para isso”, frisou.  Além disso, Freitas citou o programa de controle de brucelose e tuberculose desenvolvido pela empresa que integra o projeto Mais Leite Saudável. 

Favoráveis às mudanças apresentadas nas INS, os produtores também puderam explanar seu posicionamento.  De acordo com o produtor Conrado Kunert, adequar-se às normas não é problema, o gargalo maior está direcionado à infraestrutura. Segundo ele, as más condição das estradas e o fornecimento precário de energia elétrica estão entre os pontos que encarecem a produção de leite. “Desde setembro de 2018 estou trabalhando com gerador de energia, pois a energia fornecida na propriedade não é suficiente para utilizarmos a ordenha robotizada e o refrigerador”, destacou.

A médica veterinária da Secretaria da Agricultura Karla Pivato apresentou os avanços conquistados com a Lei do Leite. A médica veterinária do Mapa Milene Cé desmembrou as mudanças apresentas nas IN’s,e reforçou que a primeira média geométrica trimestral será coletada apenas em setembro, a partir dos resultados de junho, julho e agosto de 2019, ponto bastante tencionado pelos produtores de leite. 

O evento foi encerrado com uma mesa redonda sobre os temas discutidos na reunião. A série de reuniões sobre as INs 76 e 77 é uma promoção da Superintendência Federal do Ministério da Agricultura no Estado (Mapa/RS), da Secretaria da Agricultura, do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Apil, Famurs, Sistema Farsul, Fetag, Sistema Ocergs, Emater, Embrapa, Conseleite, Gadolando, Associação dos Criadores de Jersey, Fecoagro, Simvet, CRMV/RS e Univates. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 

Crédito: Camila Silva

 
 
                 
 
Sindilat participa do Intercâmbio de Lideranças Setoriais em Brasília

Representantes da indústria da alimentação do Brasil estiveram reunidos em Brasília nesta semana (dias 3 e 4) em Brasília para debater temas de interesse do setor e compartilhar experiências em gestão visando o fortalecimento da cadeia, da rede sindical e do sistema de representação da indústria. A 5ª edição do Intercâmbio de Lideranças Setoriais foi realizada na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e contou com a participação do presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Alexandre Guerra. 

A participação gaúcha foi intermediada pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs) e possibilitou o encontro de sindicatos de diversos estados do país. “Compartilhamos boas práticas sindicais e debatemos assuntos de interesse do setor de alimentos”, destacou o presidente do Sindilat. De acordo com Guerra, os temas em pauta envolveram desde negociações coletivas após a reforma trabalhista e projeções com base nas possíveis aprovações das reformas previdenciária e tributária.

“Salientamos que as reformas são fundamentais para a retomada da economia e ressaltamos a importância do Sistema S para o desenvolvimento e educação profissional”, salientou Guerra. O dirigente afirmou ainda que a presença na capital federal também possibilitou uma aproximação com deputados federais para alinhar os temas discutidos no intercâmbio com o Congresso Nacional. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 
Crédito: Miguel Ângelo de Brito Pinheiro

IN’s do leite em pauta pelo Estado 

O secretário-executivo do Sindilat conversou com a RBS TV de Santa Maria para falar sobre as mudanças com as novas INS do leite. A entrevista foi dividida com o produtor Conrado Kunert, da localidade de Rincão do Pinhal (Agudo). Já no evento de apresentação das novas regras para o leite em Pelotas, Palharini concedeu entrevista à Rádio Pelotense.  CLIQUE AQUI para conferir a entrevista veiculada no Jornal do Almoço, da RBS TV Santa Maria. (RBS TV Santa Maria/Assessoria de Imprensa Sindilat)

Curso de Juízes de Queijos 

Ocorre nesta semana a quinta edição do Curso de Juízes de Queijos, promovida pela Associação Gaúcha dos Laticinistas (AGL) com o patrocínio da Associação das Pequenas Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul (Apil/RS).

O evento tem por objetivo selecionar provadores com habilidade sensorial para caracterizar vários tipos de queijos. O curso será realizado nos dias 6 e 7 de junho no Instituto de Ciência e Tecnologia de Alimentos (Icta), no Campus do Vale da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), em Porto Alegre (RS).

Conforme a diretora científica da AGL, Neila Richards, que ministrará o curso, a análise sensorial é uma ferramenta básica para o controle de alimentos em muitas indústrias. "É uma ciência utilizada como parte da pesquisa e desenvolvimento de produtos. A adoção dos conceitos e aplicação dos testes sensoriais promovem ganhos de marketing e a aceitação dos produtos no mercado. É a identificação e interpretação das propriedades que chamamos de atributos que são percebidas por meio dos cinco sentidos", destaca.

Para a especialista, o mais importante é que os juízes conheçam as características dos queijos que devem analisar como aspecto externo, aspecto da massa, coloração, odor, entre outros. "Este julgamento é extremamente importante para conduzir importantes mudanças posteriores no produto. E quem ganha com isso são os consumidores, que irão consumir produtos lácteos de empresas preocupadas com a melhoria contínua da qualidade dos produtos produzidos", salienta.

O curso de Juízes de Queijos terá carga horária total de 12 horas. Informações e inscrições podem ser obtidas pelo e-mail agl.poa.rs@gmail.com. (Página Rural)

 
Leite em pó 
O produto mais exportado pelo Uruguai se desvalorizou 1,5%. O valor médio do leite em pó integral, voltou a baixar na Fonterra e acumula cinco perdas consecutivas de preço. Desta vez a queda foi de 1,5%, ficando com o preço médio de US$ 3.138/tonelada, depois de ter alcançado a cotação máxima de US$ 3.317/tonelada, em março, e o melhor valor desde dezembro de 2016. A cesta de produtos lácteos também apresentou queda de 3,4% (US$ 3.423/tonelada), registrando a segunda queda, depois de onze elevações consecutivas. A maior perda foi o queijo Cheddar, caiu 14% (US$ 3.950/tonelada). O leite em pó desnatado teve desvalorização de 4% (US$ 2.436/tonelada), enquanto a manteiga caiu 10,3% (US$ 4.805/tonelada). (El País – Tradução livre: Terra Viva)

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