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16/05/2019

Porto Alegre, 16 de maio de 2019                                              Ano 13 - N° 2.980

   Sindilat marca presença em debate sobre inspeção de lácteos 

 
O Sindicato da Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat) participou, nessa quinta-feira (16/05), do debate sobre inspeção de produtos lácteos promovido pelo Sindicato dos Médicos Veterinários do Rio Grande do Sul (Simvet), durante a Expoleite/Fenasul. O encontro, realizado no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, buscou esclarecer pontos do processo de inspeção da cadeia produtiva gaúcha, com espaço para questionamentos do público presente. O evento contou com palestra da médica veterinária da Secretaria da Agricultura do RS Karla Pivato e da médica veterinária da Superintendência Federal do Ministério da Agricultura Milene Cé. 
 
Durante o debate ainda teve espaço para manifestação dos laticínios. O presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, enfatizou a necessidade de um prazo de transição para adequação às Instruções Normativas (INs) 76 e 77, que entrarão em vigor no dia 30 de maio. "Somos a favor de processos que ampliem a qualidade do leite, entretanto, alguns fatores são desafiadores e exigem um prazo de adequação dos produtores e da indústria", afirmou. O secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, também participou do evento. O médico veterinário Flávio Marcos Jungueira da Costa, representante da Associação dos Criadores de Gado Holandês do RS (Gadolando), também apresentou posição dos produtores. No encerramento da reunião, o público presente pode questionar os técnicos sobre processos de inspeção técnica de lácteos. (Assessoria de Imprensa Sindilat)
 
Crédito: Camila Silva 
 
                 
 
Preço do frete é tema de audiência em Porto Alegre
 
Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) reuniu o setor produtivo gaúcho e lideranças na tarde desta quinta-feira (16/05) para debater a revisão dos preços mínimos dos fretes de veiculos movidos a diesel no País. O encontro foi realizado no Plaza São Rafael, em Porto Alegre (RS), e contou com a participação de representantes de indústrias e sindicatos, entre eles o Sindicato das Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat).
 
Segundo o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, o preço do frete é essencial na composição do preço do leite e, neste momento, qualquer aumento ou limitador para a livre negociação por parte do governo federal (ANTT) é vista com muita ressalva pelo setor.
 
Na ocasião, o professor José Vicente Caixeta Filho, coordenador da equipe técnica da ESALQ-LOG/USP, contratada pela ANTT para elaborar o estudo levando em consideração as variações de cargas, tipos de veículos (de dois até nove eixos) e distância percorrida, apresentou dados da proposta de regulação da Política Nacional de Pisos de Fretes.
 
Houve a manifestação de profissionais da área quanto ao tabelamento do frete. Muitos deles, sugeriram que haja uma tabela referencial de preços e não uma que estabeleça um piso mínimo. (Assessoria de Imprensa Sindilat)
 
Crédito: Sthefany Franco
 
 
Conseleite/MG: anunciado o primeiro valor referência para o leite
 
Foi anunciado nessa última quarta (15/5), o primeiro valor referência para o leite na história de Minas Gerais. O cálculo era um pleito antigo do setor, e se tornou possível com a criação, em dezembro, do Conseleite - Conselho Paritário entre Produtores de Leite e Indústrias de Laticínios.
 
O litro do leite padrão entregue em abril (a ser pago em maio) foi calculado em R$ 1,2774 e a projeção para entregas feitas em maio (a serem pagas em junho) é de R$ 1,3061.
 
O valor referência servirá de parâmetro para as negociações de preços entre produtores e indústrias e será atualizado mensalmente.
 
Além do valor referência para o leite padrão, a plataforma digital do Conseleite gera valores personalizados a cada produtor, a partir de uma escala de ágios e deságios por parâmetros de qualidade e pelo volume de produção diário individual.
 
Os valores de referência referem-se ao “leite padrão”:
• 3,30% de gordura;
• 3,10% de proteína;
• 400 mil células somáticas por ml;
• 100 mil ufc/ml;
• Produção individual diária de até 160 litros/dia.
 
Benefícios ao produtor
A parceria entre produtores e indústria confere maior equilíbrio e transparência na formação de preços do mercado. Com um valor referência, o produtor tem melhores condições de negociar as entregas do leite, reduzindo conflitos. O valor também permite sinalizar variações de preços para o mês seguinte, possibilitando maior planejamento de seus negócios. (As informações são do Conseleite/MG)
 
 
Lácteos
 
Embora os holofotes da missão da ministra Tereza Cristina na Ásia estejam voltados para as oportunidades abertas para a ampliação das vendas de carnes bovina, suína e de frango à China, o governo brasileiro considera positivas as perspectivas de abertura do mercado do país asiático para as exportações de lácteos - sobretudo queijos -, ainda que nada vá ser definido agora.
 
Ontem (15/05), a comitiva do Ministério da Agricultura começou a negociar essa abertura com autoridades do GACC, o serviço sanitário chinês, na chegada da ministra a Pequim. A expectativa é que seja dado mais um passo para avançar nas negociações. Na melhor das hipóteses, o governo conseguirá a assinatura do certificado sanitário internacional necessário para que o processo de habilitação de empresas exportadoras à China tenha início. Mas uma promessa nessa direção já será bem-vinda.
 
A Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura já encaminhou no fim de 2018 relatórios com todas as exigências sanitárias feitas pelos chineses, além de questionários preenchidos por 22 indústrias e cooperativas interessadas em vender seus produtos lácteos no mercado do país asiático. "Já está tudo certo para a habilitação de plantas brasileiras de lácteos e já enviamos tudo. Se os chineses estiveram de bom humor existe também essa área para abrir", avalia uma fonte do Ministério da Agricultura que acompanha as negociações.
 
A confiança da indústria nesse processo aumentou de um ano para cá, desde que ministério, Itamaraty e Apex intensificaram as conversas com Pequim para esclarecer os requisitos comerciais exigidos e o perfil de produtos mais adequados aos chineses, conta Marcelo Martins, diretor-executivo da Viva Lácteos, entidade que representa indústrias do segmento que atuam no país.
 
O dirigente fala com entusiasmo sobre a oportunidade de o Brasil abrir na China mais um canal para as exportações brasileiras de lácteos, dada a baixa inserção que o segmento tem no mercado internacional - em 2018, os embarques recuaram 48,3% em relação ao ano anterior, para US$ 58,2 milhões, devido principalmente à falta de competitividade dos preços dos produtos. Segundo ele, novas abertura no exterior devem contribuir para reduzir oscilações de preços domésticos.
 
Para Martins, no entanto, o maior potencial de acesso à China, num primeiro momento, seria para as exportações de queijos "massa dura" (como parmesão) e de queijos processados (usados na fabricação de pizzas e sanduíches), cujas exportações mais que dobraram nos últimos quatro anos para mercados como Rússia, Estados Unidos, Argentina e Chile.
 
"Nas conversas que já tivemos, vemos hoje um interesse das autoridades chinesas em avançar nas negociações", disse Martins ao jornal Valor Econômico. "Mas é claro que a ida da ministra à China é fundamental. Se o mercado for aberto agora na viagem, ótimo. Se não, vamos seguir nas negociações para que a gente consiga exportar". (Valor Econômico)
 
Confira a entrevista que o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, concedeu ao programa Rio Grande Record, da TV Record RS, na última terça-feira (14/5), sobre o custo dos insumos para os produtores de leite e as expectativas para a Expoleite/Fenasul. CLIQUE AQUI para assistir. (Record TV/Assessoria de Imprensa Sindilat) 

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