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Fórum reúne produtores de leite em Augusto Pestana

As diferenças e vantagens dos sistemas de produção a pasto e confinado na criação do gado leiteiro e as novas exigências das Instruções Normativas (INs) 76 e 77 foram alguns dos temas abordados no Fórum Desafios e Perspectivas da Cadeia Produtiva Leiteira, realizado na última sexta-feira (10), em Augusto Pestana. O evento, que abriu as comemorações do 53ª aniversário do município, reuniu produtores da cidade no espaço do Centro de Convivência.

O secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios no Estado (Sindilat), Darlan Palharini, foi um dos palestrantes convidados do fórum, abordando aspectos sobre o mercado para o leite no Rio Grande do Sul. “A região tem uma grande importância na produção de leite do Estado com uma parcela significativa de produtores entregando para indústrias locais”, afirmou Palharini. O chefe do escritório municipal da Emater-RS, Fábio Júnior Toledo, destacou que um dos pontos do encontro foi a discussão sobre os sistemas de produção - a pasto e confinado. “Os produtores têm a percepção que ambos os sistemas exigem bastante eficiência. Enquanto o sistema a pasto requer investimentos em forrageiras, manejo e cuidado com o solo, o sistema confinado pede qualidade de silagem, feno e ração”, pontua o técnico. Segundo ele, na região de Augusto Pestana, que concentra produtores com produção diária de 250 litros a 1.000 litros, já há uma tendência de migração para o sistema de produção por confinamento alternativo. “Atualmente temos 12 áreas de compostos na região”, afirma.

As INs 76 e 77, abordadas pelo secretário-executivo da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag), Pedrinho Signori, também repercutiram entre os produtores que participaram do fórum. Um dos grandes questionamentos feitos é se haverá extensão rural e assistência técnica na orientação de produtores para que a produção se torne mais focada no que pedem as novas regras. “Em nossa região, outra preocupação é com a carência de infraestrutura de comunicação, como telefone e internet, além da dificuldade de acesso local às propriedades por meio de estradas”, pontua Toledo. Segundo ele, os produtores de leite não vislumbram grandes mudanças em qualidade se gargalos desta natureza persistirem no campo. “O processo de produção é visto como um todo. Não é só a questão da temperatura de entrega do leite, a contagem de células somáticas e a contagem bacteriana que fazem parte do processo de melhoria. Esses gargalos são fatores que dificultam a melhoria da qualidade do leite produzido e entregue”, afirmou.

O fórum realizado em Augusto Pestana foi promovido pela Emater/RS-Ascar, Prefeitura de Augusto Pestana, Fetag/RS e Cooperativa União Dos Agricultores Familiares de Augusto Pestana (Cooperap). A iniciativa recebeu apoio do Sindilat, Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Cresol, Sicredi, Embrapa e Unijuí.

Foto: Priscila Birk

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