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16/04/2019

Porto Alegre, 16 de abril de 2019                                              Ano 13 - N° 2.960

    GDT 16/04/2019

 
(GDT)
 
                 

IDF atualiza Guia para o Bem-Estar Animal na Produção Leiteira

No Fórum Mundial de Bem-Estar Animal da Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) em Paris, a Federação Internacional de Lácteos (IDF), em colaboração com a OIE e a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), divulgou o guia atualizado de bem-estar animal na produção leiteira - IDF Guide to Good Animal Welfare in Dairy Production.

A nova publicação promove a implementação de boas práticas de bem-estar animal na produção de laticínios em escala global. O documento se refere aos principais padrões internacionais e fornece diretrizes para ajudar os produtores e processadores de leite a interpretá-los e implementá-los com base em evidências e conhecimentos científicos.

Também identifica as áreas de ação a serem consideradas no desenvolvimento e implementação de sistemas de gestão da qualidade para o bem-estar dos animais leiteiros, incluindo alimentação e água, ambiente físico, práticas de manejo e gestão da saúde.

Caroline Emond, diretora geral do IDF, disse: “os produtores sabem que vacas saudáveis produzem leite de qualidade e o setor de laticínios está totalmente comprometido em desenvolver iniciativas progressivas de saúde e bem-estar animal que forneçam produtos lácteos nutritivos e seguros para consumidores globais. Estamos orgulhosos de contribuir para o desenvolvimento do conhecimento em bem-estar animal, que traz benefícios para animais, pecuaristas e sociedade”.

Monique Eloit, Diretora Geral da OIE, disse: “saudamos a nova versão das diretrizes da IDF sobre bem-estar animal na pecuária leiteira, que, em consonância com as normas internacionais da OIE sobre bem-estar de animais, certamente apoiará a indústria a atender à crescente demanda de nossa sociedade por um alto nível de bem-estar para os sistemas de produção pecuária". 

Bukar Tijani, diretor-geral adjunto da FAO, disse que a organização reconhece a importância de boas práticas de bem-estar animal, que beneficiam os produtores, seus animais e a sociedade como um todo, e apoiam sua implementação por meio de uma variedade de atividades de conscientização e desenvolvimento de capacidades, em parceria com diversas partes interessadas. (As informações são do Dairy Reporter, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

Ministério da Agricultura, Senar, CNA e Sebrae financiarão assistência técnica à pequenos produtores

A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) anunciou nesta última segunda-feira (15), em Juazeiro (BA), que o Ministério da Agricultura (Mapa), a Confederação da Agricultura e da Pecuária do Brasil (CNA), o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) vão dispor, juntos, de R$ 1 bilhão para proporcionar assistência técnica aos pequenos produtores rurais de todo o país.

O programa de assistência técnica, segundo ela, vai começar atendendo os pequenos agricultores do semiárido do Nordeste. Esta é a terceira viagem da ministra à Região Nordeste desde que tomou posse no cargo.

A ministra afirmou que o Senar é um grande parceiro do produtor rural brasileiro e dos programas do ministério. As verbas serão disponibilizadas em conjunto pelo Senar e pela Secretarias de Agricultura Familiar e Cooperativismo do ministério, além de outras secretarias. A prioridade absoluta que a ministra está dedicando à assistência técnica já tinha sido noticiada nas viagens anteriores à região. Para Tereza Cristina, é preciso fazer a assistência chegar ao produtor para que ele produza mais e melhor, comercialize a produção e, com isso, irá aumentar sua renda.

“Minha grande agonia hoje, como ministra, é levar assistência técnica de qualidade aos pequenos agricultores”, disse a ministra ao participar de evento com produtores rurais em Juazeiro.

Em entrevista, a ministra elogiou a produção irrigada da região do Vale do Rio São Francisco. “O que eu vi hoje me deixou encantada, com o profissionalismo da área sanitária, dos cuidados com perímetro irrigado. Pequenos, médios, grandes produtores, aqui é o exemplo do Brasil que dá certo”, disse Tereza Cristina, confirmando que vai fazer gestões em sua viagem ao Japão, à China e ao Vietnã para abrir novos mercados para as exportações de frutas do Brasil.

“A uva é superdoce, tem uma apresentação excelente. Nós temos tudo para exportar cada vez mais e trazer mais empregos e mais desenvolvimento a esta região”, disse a ministra.

À noite, de volta a Petrolina, em Pernambuco, a ministra participou de reunião com exportadores da região na Fundação Nilo Coelho. Os produtores pediram esforços públicos e privados contra a ameaça da mosca da fruta, mais defensivos agrícolas novos para substituir os antigos, que já foram retirados do mercado em países da Europa, e mais fiscais agropecuários. A ministra explicou a barreira sanitária que está sendo feita nos estados do Norte do país para impedir que a mosca da fruta chegue ao Nordeste e cause mais prejuízos. Ela foi chamada pelos exportadores de “Parceira do Vale”.

Energia solar na Bahia
Ainda, em Juazeiro, a ministra participou da assinatura de um convênio do Banco do Nordeste com a Codevasf (Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco) no valor de R$ 22 milhões para financiar projetos de energia solar no Distrito de Irrigação de Maniçoba. A energia solar vai baratear os custos da irrigação, que hoje depende de energia elétrica.

A ministra visitou o Distrito de Maniçoba, que funciona em sistema de autogestão e independe do governo federal financeiramente. A manutenção das bombas de irrigação e a assistência técnica é paga com recursos próprios das 625 famílias de assentados. O projeto gera 25 mil empregos diretos e indiretos e fatura mais de R$ 270 milhões por ano. A ministra percorreu as plantações ao lado dos produtores. Mais cedo, ela visitou uma agroindústria que exporta as frutas para diversos países, com qualidade garantida por certificados de excelência.

Em entrevista, a ministra disse ter ficado “positivamente impressionada” com o que vi e reforçou a intenção de abrir mais mercados externos para que os produtores da região do Vale do Rio São Francisco exportem mais suas mangas e uvas de qualidade. “Hoje a gente está aqui vendo um exemplo do que deu certo na Codevasf. Os produtores não precisam do governo, pagam sua assistência técnica. Nós precisamos é de políticas públicas para facilitar a vida daqueles que já estão produzindo e fazendo com a melhor qualidade e competência”, disse a ministra, que foi acompanhada na visita pelo superintendente da Codevasf, pelo prefeito de Juazeiro e pela comitiva do ministério.

A ministra elogiou o projeto de energia solar que vai ser financiado pelo Banco do Nordeste: “Nós estamos chegando na modernidade, principalmente a fruticultura, que depende muito da energia elétrica. Este talvez seja um dos itens mais caros na produção. Eu fico muito feliz de estar aqui, junto com o Banco do Nordeste, que vai assinar o contrato trazendo uma energia moderna, limpa, para que os produtores tenham mais abundância de energia e produzam cada vez mais”.

Produtores locais informaram à ministra sobre problemas relacionados à invasão de terras na região. Tereza Cristina disse que o governo tem que fazer com que se cumpra a lei, para que os produtores tenham segurança jurídica e possam investir.

“Invasor não pode ficar ali, nós temos de colocar ordem e fazer com que todos tenham oportunidade de produzir. Todo mundo paga a água, aqueles que estão de maneira ilegal ou eles têm de pagar pela água ou pela ocupação ou então sair. A gente vai fazer uma força-tarefa, vamos mandar pessoas para cá fazer um diagnóstico, examinar, sentar com a comunidade. Acho que esse assunto precisa ser resolvido”, disse a ministra.

Tereza Cristina também visitou o Centro de Excelência em Fruticultura, do Senar, que tem salas de aula, laboratórios e auditório.

Em discurso à noite, a ministra elogiou os projetos de agricultura irrigada que viu no Vale do São Francisco, em Juazeiro e Petrolina: “Os perímetros irrigados emancipados me deram muita esperança. A fruticultura do vale é um sonho realizado. Caminhamos e temos a obrigação de dar certo. Chega de ser o país do futuro. Somos o país do presente. Temos um presidente com uma boa vontade com o agronegócio brasileiro, que acredita no setor e vai ajudar. O empresariado fez sozinho, mas quer o governo parceiro para nos ajudar a ser protagonista no mundo.

A ministra também reclamou dos ataques no exterior ao produtor rural brasileiro: “Denegriram a imagem do produtor rural lá fora. Ninguém sabe que Petrolina é o terceiro PIB agrícola do pais. Precisamos mudar a imagem do agronegócio. Não somos atraso; somos vanguarda”, disse ela. (As informações são do Mapa)

 
Novo Comando
A subsecretaria do Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, está sob nova direção. O médico veterinário José Arthur Martins, que atua na Secretaria da Agricultura há 43 anos, será o novo titular do cargo. O anúncio foi feito na tarde de ontem por Covatti Filho. Martins deve “se apresentar para o serviço” hoje, para dar início ao período de transição. Até então, o cargo se mantinha com Sérgio Bandoca Foscarini, que esteve no comando da subsecretaria durante todo o governo José Ivo Sartori. O novo responsável pelo parque iniciou o trabalho na secretaria em 1976, como vacinador. Depois se formou em Medicina Veterinária e passou a exercer essa função na pasta. Passou pelas inspetorias veterinárias de São Luiz Gonzaga e Rio Grande. Em gestões alternadas, soma 14 anos como chefe do Serviço de Exposições e Feiras da Secretaria da Agricultura. Chegou a receber convite para ficar à frente da subsecretaria do parque em 1999, mas acabou não assumindo a função. Agora, a orientação recebida é para preparar o terreno para os dois eventos de maior peso realizados no Assis Brasil: a Expoleite/Fenasul, de 15 a 19 de maio, e a Expointer, de 24 de agosto a 1º de setembro. “Dei a ideia de, já neste ano, lançar as comemorações de 50 anos do parque, que serão completados em 2020”, acrescenta. (Zero Hora)

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