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15/04/2019

Porto Alegre, 15 de abril de 2019                                              Ano 13 - N° 2.959

    Ano começa com queda de 5,2% no consumo

Pressionado pelo aumento do desemprego e da inflação da comida e também pela queda na renda, o consumo de alimentos, bebidas, produtos de higiene e limpeza dentro da casa dos brasileiros sofreu um baque neste início de ano. Em janeiro e fevereiro, houve uma queda de 5,2% no número de unidades de itens básicos comprados pelas famílias em relação ao mesmo período de 2018, aponta pesquisa da consultoria Kantar. Foi a primeira retração para o período em cinco anos.

Também foi a primeira vez desde o início da pesquisa, em 2014, que houve recuo nas compras de todas as cestas de produtos, com retrações importantes em produtos básicos e de difícil substituição. Entre os itens que mais contribuíram para a queda do consumo em unidades das respectivas cestas estão açúcar (alimentos), papel higiênico (higiene), leite de caixinha (lácteos), detergente em pó (limpeza) e cerveja (bebidas).

"Fiquei chocada com o resultado. É uma queda bem forte que ocorreu em todas as classes sociais e regiões do País", afirma Giovanna Fisher, diretora da consultoria e responsável pela pesquisa.

Semanalmente, equipes da consultoria visitam 11,3 mil domicílios para tirar a temperatura do consumo a partir do tíquete de compra da família. A amostra retrata as compras de 55 milhões de domicílios ou 90% potencial de consumo do País.

Classe C. A classe C foi a que mais retraiu o consumo no bimestre e o interior do Estado de São Paulo, por concentrar uma grande fatia dessa população, foi a região que registrou a maior queda, seguida pelas regiões Norte e Nordeste.

O que chama também a atenção nos resultados é que, além de ir menos vezes às compras, a cada ida ao supermercado o consumidor levou uma quantidade menor de produtos para casa. Esse movimento traduzido em números significou uma queda de 2,2% na frequência de compras no bimestre em relação ao ano anterior e redução 5,7% no número de unidades adquiridas a cada compra.
 

Giovanna explica que até pouco tempo atrás a frequência permanecia estável ou apresentava um pequeno recuo. Mas quando o brasileiro fazia as compras ele levava para casa uma quantidade de produtos maior. "Antes, as pessoas compensavam com volumes médios maiores a ligeira redução na frequência de compras. Com isso, o volume total consumido se mantinha estável e agora, não."

Dados nacionais de vendas dos supermercados confirmam esse movimento. A receita real de vendas acumulada no ano, que crescia 2,95% em janeiro ante o mesmo mês de 2018, desacelerou para 2,51% no primeiro bimestre, segundo a Associação Brasileira de Supermercados. Na divulgação dos resultados no início do mês, João Sanzovo Neto, presidente da entidade, atribuiu parte do enfraquecimento no ritmo de vendas à lenta recuperação da economia e ao desemprego elevado.

Inflação
A virada que houve na inflação de alimentos e bebidas explica, na opinião do economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio, Fabio Bentes, boa parte da freada nas compras. "A inflação vista por dentro mudou muito", diz.

Alimentos e bebidas respondem por quase 25% dos gastos das famílias e são a maior fatia do orçamento. Ao longo de 2017 e parte de 2018, os preços dos alimentos e bebidas ajudaram a segurar a inflação geral. Enquanto a inflação, fechou 2017 em 2,95%, alimentos e bebidas tiveram deflação de 1,87%.

Em 2018, a inflação em 12 meses de alimentos e bebidas correu abaixo da inflação geral até outubro. A partir de novembro, a inflação de alimentos e bebidas acumulada em 12 meses superou a inflação geral, mês a mês, até atingir o pico em março. No mês passado, a inflação geral em 12 meses chegou a 4,58% e a inflação de alimentos e bebidas atingiu 6,73%, a maior variação em 12 meses desde dezembro de 2016 (8,61%). (Estadão)

 
                 

Frente Parlamentar fortalece atuação da indústria gaúcha

As indústrias gaúchas ganharam, nesta segunda-feira (15/4), uma aliada junto ao poder Legislativo do Estado: a Frente Parlamentar da Industria Gaúcha. Proposta pelo deputado estadual Fábio Branco, a ideia foi oficialmente lançada em cerimônia realizada na sede da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), em Porto Alegre. 

Além de Branco, o evento contou com as presenças do secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo do Estado, Ruy Irigaray, do presidente da Fiergs, Gilberto Petry e do vice-presidente da Fiergs e coordenador do grupo de Política Industrial da federação, Carlos Alexandre Geyer.

O secretário executivo do Sindicato das Indústrias de Leite do Rio Grande do Sul (Sindilat-RS), Darlan Palharini, que prestigiou o evento, destaca que a iniciativa é positiva e que a expectativa é de que os deputados consigam resolver os gargalos da produção industrial. "Até então, só tínhamos um grupo assim na Câmara Federal. A missão desta nossa frente parlamentar é muito grande. Temos questões sérias a resolver como carga tributária elevada, falta de infraestrutura nas estradas e de energia elétrica no campo, por exemplo", cita. 

Palharini também aposta na interlocução do grupo nos pleitos do setor leiteiro junto ao governo federal e na pluralidade de partidos em sua composição. "É muito importante que essa frente possa contar com todos os partidos", diz. A participação será aberta a todos os parlamentares da Assembleia Legislativa do Estado. Os trabalhos começarão em breve segundo declaração do deputado Fábio Branco. "Vamos abrir o convite para quem quiser participar e começar a planejar como será nosso trabalho a partir de agora", completa. (Assessoria de Imprensa Sindilat)


Foto: Thaise Teixeira
 
 
 

Leite/Europa

Observadores acreditam que a produção de leite na Europa, em fevereiro, recuperou o fraco desempenho de janeiro. Espera-se que, pelo menos alguns dos principais países produtores como Alemanha, França e Holanda, tenham igualado a produção a fevereiro de 2018. 

Janeiro de 2019 foi decepcionante, com os três países produzindo menos do que janeiro de 2018. Observadores irlandeses acreditam que em fevereiro a produção de leite ultrapassou o volume de fevereiro do ano passado. Os relatórios iniciais da ZMB registram bons aumentos sazonais, semana após semana, na Alemanha. A produção da última semana de março foi 0,5% acima da semana anterior, e 0,6% maior que a mesma semana de 2018. A ZMB também relatou que a produção de na França na última semana de março foi 0,6% maior do que a verificada um ano antes.

A demanda de queijos na Alemanha está forte. Os fabricantes estão lançando mão dos estoques mais antigos para acompanhar a demanda. Novas produções de queijo vão depender da oferta de leite.

Leste Europeu
Avaliações iniciais apontam que a produção de leite na Polônia, em fevereiro de 2019, superou a do ano passado. Com a Polônia sendo um dos principais países produtores de queijo da UE, qualquer leite extra será bem recebido pelos queijeiros. (Usda - Tradução Livre: Terra Viva)

 
 
 

Feira em fase de captações

Entidades organizadoras da Expoleite Fenasul aguardam uma posição do governo do Estado sobre a disponibilização de recursos para a realização do evento, que ocorre de 15 a 19 de maio no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. O assunto já começou a ser discutido com o secretário da Agricultura, Covatti Filho. O presidente da Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando), Marcos Tang, calcula que sejam necessários cerca de R$ 230 mil para custear estrutura, limpeza e publicidade, entre outros itens. 

De acordo com o secretário da Agricultura, Covatti Filho, a pasta está captando patrocínios para ajudar na realização da feira. O valor já arrecadado passa de R$ 100 mil. "E também vamos disponibilizar contrapartidas como a estrutura e a segurança do Parque Assis Brasil, que vamos colocar à disposição deles", informa. A expectativa da Gadolando é contar com cerca de 80 animais em exposição. "Os números tendem a ser reduzidos (em relação a eventos anteriores) porque as pessoas acabam levando o que tem de melhor", avalia Tang, referindo-se ao fato de que "as feiras estão tendo animais com cada vez mais qualidade". Uma tendência, segundo o dirigente, é a participação de grupos de produtores por meio de cooperativas. 

No entanto, Tang admite que a presença dos expositores está ligada à rentabilidade da atividade leiteira, que enfrentou um período de queda nos preços no final do ano passado. A feira conta também com outros eventos. A Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC) confirmou a realização de uma classificatória aberta ao Freio de Ouro durante a programação. (Correio do Povo)

Preços do leite na UE se mantêm praticamente estáveis em fevereiro
O preço médio do leite pago ao produtor da União Europeia (UE) em fevereiro foi de 34,94 centavos de euro (39,37 centavos de dólar) por quilo, o que praticamente não significa nenhuma mudança em relação ao mês anterior (uma queda de 0,2%), segundo os últimos dados do Observatório de Leite da UE. Os preços caíram em 14 Estados-Membros em comparação com janeiro de 2018, embora as reduções tenham sido inferiores a 1% na maioria dos países. O preço de fevereiro foi 2% superior ao do ano anterior. Na maioria dos países, os preços subiram, embora se deva notar que em dois importantes países produtores houve quedas significativas, como na Irlanda, onde os preços caíram 7% e na Polônia, redução de 2%. Na Espanha, o preço em fevereiro não se alterou em relação a janeiro de 2019 nem em relação a dezembro de 2018, nem variou em relação a um ano antes e permaneceu em 32,04 centavos de euro (36,10 centavos de dólar) por quilo. As estimativas dos Estados-Membros para março de 2019 apontam mais ou menos para a estabilidade - redução de 0,3%, para 34,85 centavos de euro (39,26 centavos de dólar) por quilo. O preço seria superior a um ano antes - 33,6 centavos de euro (37,86 centavos de dólar). Na Espanha, o preço estimado para março é o mesmo de fevereiro.
Em 11/04/19 - 1 Euro = US$ 1,12681
0,88746 Euro = US$ 1 (Fonte: Oanda.com)
(As informações são do Agrodigital, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

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