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08/04/2019

Porto Alegre, 08 de abril de 2019                                              Ano 13 - N° 2.954

    Preços

O último boletim do Observatório Lácteo da União Europeia (UE), de 4 de abril destacou o seguinte: - Em comparação com a semana anterior, os preços médios do soro de leite em pó e do leite em pó desnatado (LDP) caíram 0,9% e 1,2%, respectivamente, na UE, enquanto os preços médios dos outros produtos lácteos se mantiveram estáveis.

- O preço médio do SMP na UE foi de 188 €/100 kg, [US$2106/tonelada], (43% acima do nível do ano passado) e a manteiga foi de 420 €/100 kg, [US$4704/tonelada], (12% a mais que um ano antes).

- O preço do leite no mercado spot da Itália está caindo sazonalmente, nas últimas 8 semanas. Está situado em 40 centavos/kg, [R$ 1,79/litro], (34% acima do nível do ano passado).

- Tendências divergentes nas cotações mundiais dos produtos lácteos, em dólares, nas duas últimas semanas.

- Os preços dos produtos lácteos da UE e Estados Unidos ficaram relativamente estáveis, exceto o queijo cheddar dos Estados Unidos que aumentou 9,5%.

- Aumento significativo dos preços da manteiga na Oceania (+10,9%), leite em pó integral (+4,3%) e cheddar (+3,2%), enquanto o preço do LDP diminuiu (-7,5%).

- A Oceania detém agora a manteiga, o LDP, e o cheddar mais caros, enquanto os Estados Unidos vendem o leite em pó integral com a maior cotação.

- Os produtos lácteos da UE agora estão mais competitivos, embora, os preços do LDP e do cheddar sejam quase equivalentes na UE e Estados Unidos.

- Aumento significativo nas exportações de leite em pó integral (LEP) pelos Estados Unidos e Uruguai, em janeiro (+66% e +60%, respectivamente)

- A Rússia foi o segundo maior importador de queijo em janeiro, com incremento de 7%.

- As Filipinas aumentaram em 36% as importações de LDP em janeiro de 2019, quando comparadas com janeiro de 2018. (Agrodigital – Tradução livre: Terra Viva)
 
                 

Rotulagem de alimentos 

O relatório com a consolidação das contribuições feitas à Tomada Pública de Subsídios (TPS) sobre a revisão da rotulagem nutricional de alimentos foi apresentado, nesta terça-feira (2/4), a representantes dos principais setores relacionados ao tema.

Entidades da sociedade civil, do setor produtivo, conselhos de classe e órgãos de governo, como Ministérios da Agricultura, da Saúde e da Justiça participaram do encontro, que ocorreu na sede da Anvisa, em Brasília.

A TPS é um mecanismo de consulta, aberto ao público, para coletar dados e informações sobre o Relatório Preliminar de Análise de Impacto Regulatório. Neste processo, foram mais de 33 mil contribuições. As informações foram consolidadas e serão utilizadas para compor uma Consulta Pública, que trará uma proposta de regulamento.

“Este processo de Tomada Pública de Subsídios envolveu consumidores, acadêmicos, profissionais de saúde e indústria. Foi um rol bastante completo dos principais atores afetados e interessados no processo”, explicou a gerente-geral de Alimentos, Thalita Lima. “A intenção é que a Consulta Pública seja disponibilizada para a contribuição de toda a sociedade em setembro deste ano, junto com o Relatório Final de Análise de Impacto Regulatório”, completou.

Na discussão do tema, a rotulagem frontal (que vem na frente da embalagem do alimento), é uma das propostas que encontra-se em discussão. “É uma estratégia que vem sendo adotada por diversos países do mundo, com o objetivo de trazer informações nutricionais mais claras para o consumidor”, afirma a gerente-geral.

Durante a reunião, também foi discutido o tratamento do tema junto ao Mercosul, pois o regulamento é harmonizado junto aos países do Bloco. Para conhecer as ações já realizadas neste processo, como a Tomada Pública de Subsídios, acesse: http://portal.anvisa.gov.br/tomada-publica-de-subsidios. (Anvisa)

Ranking dos laticínios 2018

A falta de informações sobre grandes empresas de laticínios, notadamente, Italac, Lactalis, Itambé, Tirol e Betânia fez com que o Ranking das indústrias de laticínios represente pouco mais de 30% do leite captado no Brasil.

Na reportagem de outubro de 2018 do jornal Valor a captação da Italac foi estimada em torno de 1,8 bilhão de litros/ano. Por ocasião da inauguração de uma planta industrial da Lactalis em Teutônia (RS), uma reportagem do Jornal O Sul, informou que a Lactalis captava 1,6 bilhão de litros de leite/ano, depois das diversas aquisições feitas no Brasil. No Ranking publicado pelo Valor em abril de 2018, a Itambé figurava com uma captação anual de 996 milhões de litros de leite. E a Tirol, de Treze Tíllias (SC), que tem forte presença na Região Sul, em reportagem de Marcos Tosi, de 17 de agosto de 2018, na Gazeta do Povo, diz que captava 2 milhões de litros de leite dia, totalizando 730 milhões por ano. Também a maior empresa de lácteos do Nordeste, dona da marca Betânia, capta em torno de 700 mil litros de leite por dia, conforme a reportagem do Valor Econômico, o que resulta em 255 milhões de litros ano. Também reportagem do jornal O Tempo de Minas, mostra que o Laticínio Porto Alegre, depois de ter recebido aporte da Suíça Emmi, está expandindo seus negócios, e desta feita indo para Antônio Carlos na região de Campos das Vertentes. A empresa capta 750 mil litros de leite por dia, totalizando 273 milhões por ano. 

Como o processo da Lactalis em torno da aquisição da Itambé foi contestado, e supondo que a cooperativa mineira não foi incorporada nem pela Vigor, nem pela Lactalis, poderíamos ter um ranking de 2018, mais ou menos assim:
 
1º - Italac - 1.800 milhões de litros/ano
2º - Nestlé - 1.616 milhões de litros/ano
3º - Lactalis - 1.600 milhões de litros/ano
4º - Laticínios Bela Vista - 1.387 milhões de litros/ano
5º - Unium - 1.142 milhões de litros/ano
6º - Itambé - 996 milhões de litros/ano
7º - Tirol - 730 milhões de litros/ano
8º - Embaré - 542 milhões de litros/ano
9º - Aurora - 522 milhões de litros/ano
10º - CCGL - 456 milhões de litros/ano
11º - Jussara - 399 milhões de litros/ano
12º - Danone - 338 milhões de litros/ano
13º - Vigor - 336 milhões de litros/ano
14º - Cativa - 300 milhões de litros/ano
15º - Laticínios - Porto Alegre   273 milhões de litros/ano
16º - Betânia - 255 milhões de litros/ano
17º - DPA Brasil - 247 milhões de litros/ano
18º - Centroleite - 205 milhões de litros/ano
19º - Frimesa - 200 milhões de litros/ano

Esse Ranking ampliado já representaria pouco mais de 54% da captação brasileira de leite, e ainda que hipotético, representa melhor a diversificação do mercado nacional. No entanto, a falta de dados, dificulta uma classificação real das nossas indústrias de laticínios.  (Terra Viva)

 
 
Sem Lactose 
A produção mundial de leite sem lactose cresceu 11% desde 2014, ao contrário do leite tradicional que subiu 0,3% no mesmo período, segundo o relatório global “Lactose free dairy products”, realizado pela Tetra Pak. De acordo com a Rede Food Intolerance, dois terços da população mundial sofrem de algum tipo de intolerância à lactose. Esses dados crescem anualmente, indica o estudo. “Na América do Norte e na América Latina o aumento foi de 10%, na Europa 14%, Na Oceania e Oriente Médio 11%, e na Ásia 7,2%”. (Hipersupeer)

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