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03/04/2019

Porto Alegre, 03 de abril de 2019                                              Ano 13 - N° 2.951

    PUB do Queijo estreia na Feira da Loucura por Sapatos

O Pub do Queijo, espaço gastronômico que já se consagrou na Expointer, é uma das novidades da Feira da Loucura por Sapatos de 2019, que começa nesta quinta-feira (04/4) e vai até dia 14, em Novo Hamburgo (RS). A atração é promoção do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) que, em conjunto com o 10ª Festival de Cervejas Artesanais, chega nos pavilhões da Fenac para agregar sabor ao espaço gastronômico do local. 

O carro-chefe dessa edição do PUB é o queijo coalho no palito, que terá um forno especial para assar 30 palitos por vez. O secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, afirma que promover o espaço na Fenac é uma forma de se aproximar de outros eventos que venham a ocorrer na feira e um preparativo importante para a Expointer. “O queijo é ideal para a harmonização com cervejas e chopes, ainda mais artesanais. Estamos indo para criar um conceito e colher experiências”, afirma. Além do queijo coalho no palito, também serão preparadas tábuas com queijos especiais. 

Segundo a gerente de comunicação da Fenac, Kitty Schmitt, são esperadas 100 mil pessoas durante os 11 dias de evento, que vem se consolidando não só como uma feira do setor calçadista, mas como entretenimento. “O público vem cada vez mais preparado para aproveitar o espaço gastronômico”, diz. No local, haverá atrações musicais todos os dias, para promover momentos de happy hour. A feira abre todos os dias às 10h e encerra suas atividades às 21h. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 
                 

Preço do leite

O ano começou com cenário positivo em termos de preço do leite para os produtores brasileiros. O preço real pago ao produtor, que já havia iniciado o ano R$0,18/litro acima do valor de janeiro de 2018, teve uma valorização de 10% em fevereiro sobre o mês anterior.
 

Em anos anteriores, valorizações nesse patamar somente haviam ocorrido no auge da entressafra nacional, entre os meses de junho e julho. Dessa forma, a média dos preços reais, nesses dois primeiros meses de 2019, foi a maior desde 2011, sendo 19% superior aos valores de 2018. Outro fato positivo para os produtores é que o custo de produção, apesar de ainda elevado, está em queda desde novembro de 2018, conforme o ICPLeite/Embrapa. Nesse período, o custo caiu 2,6% puxado pela redução nas despesas com alimentação do rebanho e energia, que foram os grupos que mais pressionaram o custo para cima ao longo de 2018. Com isso, a relação de preços leite/concentrado vem melhorando para o pecuarista. Em fevereiro de 2018 eram necessários 42 litros de leite para aquisição de uma saca de 60Kg de concentrado, enquanto que em fevereiro desse ano foram precisos somente 33 litros, uma queda de 21%. Os preços do leite no atacado e no varejo também iniciaram o ano em patamares superiores à 2018. 

No varejo, o leite UHT apresentou aumentos em janeiro (+ 2,1%) e fevereiro (+ 2,4%), na média nacional. No atacado, o leite UHT no mercado diário de São Paulo, apresentou grande alta de dezembro até meados de janeiro, quando saltou de R$2,00 para R$2,47. Entretanto, desde então, os preços estão praticamente estagnados. Na mesma linha, o preço do leite spot em São Paulo cresceu 22% de janeiro até o final de fevereiro. Porém, esse movimento de alta já perdeu força e os preços no spot já recuaram. Na balança comercial, o volume de importação foi elevado nos dois primeiros meses de 2019, ficando cerca de 64% superiores aos observados em janeiro e fevereiro de 2018. Destaque para o leite em pó, manteiga e queijos. Já as exportações estão com valores próximos aos registrados no mesmo período de 2018. Apesar do preço valorizado do leite no mercado interno, um fator que pode ajudar a segurar o ritmo das importações nos próximos meses é a recente valorização dos preços internacionais. Na Oceania, o leite em pó integral saltou de US$2.705/t no início de janeiro para US$3.317/t no último leilão de março, alta de 23%. 

Essa valorização está relacionada aos movimentos de oferta e demanda no mercado mundial. Enquanto os principais países produtores vêm enfrentando problemas na produção, com redução na oferta de leite, a demanda mundial está aquecida, principalmente com a retomada das compras da China. Com esse cenário, o mercado futuro do Global Dairy Trade (GDT) indica que essa valorização deve se manter ao longo desse primeiro semestre. Para os próximos meses no mercado interno, a expectativa é de custo de produção mais baixo, principalmente pelas sinalizações de redução nos preços de milho e farelo de soja. Já para os preços do leite pagos ao produtor as sinalizações são de que as cotações já estão próximas do teto, apesar de ser um período típico de valorização com o final da safra. Os sinais de alerta para os produtores vêm do atacado e do leite spot, que conforme destacado anteriormente, não estão conseguindo repassar os aumentos nesse período recente. Novos aumentos ao produtor serão dependentes do repasse da indústria para o varejista e deste ao consumidor final. A questão é que a indústria não está conseguindo realizar tal repasse, ficando com margens bem prejudicadas em derivados tradicionais como UHT, muçarela e leite em pó. Além disso, é importante salientar que o ambiente macroeconômico brasileiro mostra-se bastante incerto, fazendo com que as projeções de crescimento do PIB estejam sendo revisadas frequentemente para baixo e já sinalizam um crescimento de apenas 2% em 2019. (Embrapa)

Exportações/AR 

O boletim de Exportações de Produtos Lácteos até fevereiro de 2019, aponta crescimento de 19,9% em volume e 7,6% em divisas. Para uma produção de leite de 1.488,2 milhões de litros, a produção destinada ao mercado externo representou 21,5% em litros de leite equivalente do total produzido no país. (Em todo o ano de 2018 o percentual exportado foi de 22,1%).

 

 
No mês de fevereiro, em particular, foram exportadas 21.979 toneladas de lácteos, no valor de US$ 61,5 milhões, o que representou queda de 17,9% e 17,8%, em comparação com o mês anterior, respectivamente. É bom observar que se houver equiparação no número de dias entre os dois meses, os percentuais de queda serão 9,1% em volume e 9% em valor.

O principal produto exportado foi o leite em pó (integral e desnatado), que totalizaram 22.504 toneladas no bimestre, 34% de crescimento na comparação anual. Cabe mencionar que em fevereiro de 2019 foram exportadas 10.299 toneladas que são 23,7% a mais do que em igual mês do ano passado. Também é importante lembrar que no ano passado o máximo volume exportado deste produto foi no mês de novembro com 21.927 toneladas.

O item queijo alcançou entre janeiro e fevereiro deste ano, 11.183 toneladas, pelo valor de US$ 42,1 milhões, representando crescimento de 31,2% e 15,2%, respectivamente, em relação ao mesmo período do ano anterior.

Os valores médios de exportação caíram 10,2% em dólares, em relação ao ano passado, mas, levando em consideração as novas cotações das commodities lácteos no mercado internacional, é bem provável que haja reversão desses valores no mês de março. (OCLA – Tradução livre: Terra Viva)

 
 

Leite/Oceania 

A tendência de redução do rebanho leiteiro continua entre muitos produtores de leite da Austrália, em decorrência do tempo seco. Não está previsto crescimento, novamente, do rebanho, nem nesse final de temporada, nem para 2019/2020.

Assim, deverá haver menor disponibilidade de produtos para exportação, se for levado em consideração o aumento populacional do país e a boa demanda por leite e produtos lácteos na próxima temporada. Isto significará uma preferência cada vez maior para a exportação de queijos, um produto que a Austrália tem vantagem competitiva em seus mercados tradicionais de exportação.

A mudança de estação trouxe tempo mais frio e chuvas em algumas áreas. Isso é muito bem-vindo, e as chuvas das últimas semanas é uma boa mudança. Ainda que a tendência seja favorável, ainda é insuficiente para superar os efeitos da seca e do calor elevado dos últimos meses. Ainda assim feno nova está aparecendo no mercado. Uma boa notícia, já que os estoques estava abaixo do desejado. O governo ainda continua subsidiando o transporte dos volumosos, para manter o gado em boas condições.

Na Nova Zelândia, dados da DCANZ apontam que houve crescimento de 0,1% no volume de leite produzido em fevereiro de 2019, quando comparado com o mesmo mês de 2018, mas, queda de 0,1% nos sólidos totais, na mesma comparação.

O ciclone Trevor trouxe devastação e inundações para toda a Ilha Sula e muitas partes da Costa Oeste da Nova Zelândia. Foi caracterizado como o evento mais severo em 100 anos, com chuvas extremamente fortes que varreram estradas e pontes, deixando algumas rodovias intransitáveis. O transporte de leite foi interrompido em algumas áreas. Os prejuízos nas fazendas ainda precisam ser contabilizados.

Os meteorologistas alertam para um outro ciclone que pode vir na próxima semana, e desta feita impactar ainda mais fortemente algumas partes do Norte da Nova Zelândia.

Outro desafio para os produtores de leite da Costa Oeste é a possível venda da maior cooperativa de lácteos da região que está enfrentando problemas financeiros.

A diretoria está coletando opiniões dos membros quanto às ofertas de vários compradores em potencial. Um dos assuntos em discussão é assumir as dívidas da cooperativa. Outro tópico sensível é garantir a coleta do leite dos membros da cooperativa, mesmo em áreas remotas. (Usda – Tradução Livre: Terra Viva)

 
Probióticos
Os cientistas mapearam os efeitos dos alimentos fermentados na flora intestinal. Aumentar a quantidade de bactérias benéficas pode melhorar a definição da nutrição personalizada. Em artigo para o jornal Nutrients, os cientistas russos detalharam a influência dos produtos lácteos fermentados (FDP) enriquecidos com probióticos na promoção de mudanças na microbiota das espécies intestinais. Essas espécies estão associadas a benefícios no tratamento de quadros inflamatórios, hormonais e funções cardiovasculares.  “A microbiota de diferentes pessoas têm características individuais, e assim sendo, respondem diferentemente às dietas”, disse Alexander Tyakht, pesquisador da Universidade de Informação Tecnológicas, Mecânicas e Óticas (ITMO). “Analisando a microbiota pode-se prever qual será a resposta a uma determinada dieta”. A equipe de pesquisadores acrescenta que os resultados são um ponto de partida para a análise da microbiota, identificar qual o probiótico mais efetivo, e personalizar a nutrição que atenda àquele intestino, com aquela estrutura e comunidade microbiana. (Dairy Reporter – Tradução livre: Terra Viva)

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