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20/02/2019

Porto Alegre, 20 de fevereiro de 2019                                              Ano 13 - N° 2.924

     Conseleite/PR

A diretoria do Conseleite-Paraná reunida no dia 19 de Fevereiro de 2019 na sede da FAEP na cidade de Curitiba, atendendo os dispositivos disciplinados no Capítulo II do Título II do seu Regulamento, aprova e divulga os valores de referência para a matéria-prima leite realizados em Janeiro de 2019 e a projeção dos valores de referência para o mês de Fevereiro de 2019, calculados por metodologia definida pelo Conseleite-Paraná, a partir dos preços médios e do mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes.

 

Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada “Leite Padrão”, se refere ao leite analisado que contém 3,50% de gordura, 3,10% de proteína, 500 mil células somáticas/ml e 300 mil ufc/ml de contagem bacteriana. Para o leite pasteurizado o valor projetado para o mês de Fevereiro de 2019 é de R$ 2,3993/litro. Visando apoiar políticas de pagamento da matéria-prima leite conforme a qualidade, o Conseleite-Paraná disponibiliza um simulador para o cálculo de valores de referência para o leite analisado em função de seus teores de gordura, proteína, contagem de células somáticas e contagem bacteriana. O simulador está disponível no seguinte endereço eletrônico: www.conseleitepr.com.br. (Conseleite/PR)
 
 

Tarifa ao leite em pó

O governo informou nesta terça-feira, dia 19, que notificou a Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre uma possível suspensão de benefícios às importações de produtos vindos da União Europeia. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, o fim destas concessões poderá atingir diversos produtos do bloco econômico, inclusive leite em pó.

A medida, conhecida como salvaguarda cruzada, foi uma solução encontrada para compensar o fim da tarifa sobre a importação de leite em pó da UE. O governo está usando como argumento para a decisão a taxação europeia ao aço brasileiro. De acordo com o ministério, a medida está prevista nas regras da OMC. “Assim que processada, a notificação deverá estar disponível no sítio eletrônico daquela organização”, disse em comunicado.

Entenda o caso
Neste mês, o governo federal decidiu suspender a tarifa antidumping sobre importação de leite europeu e da Nova Zelândia. A taxa vinha sendo aplicada desde a resolução de 2001 e era uma maneira de proteger o produto nacional. Após publicação no Diário Oficial da União (DOU), a medida encerrou a cobrança sobre o leite em pó, integral e desnatado. A alíquota, que era de 14,8% para o produto vindo da União Europeia e de 3,9% para o item da Nova Zelândia, ficou zerada. A decisão foi tomada pelo Ministério da Economia, por meio da Secretaria Especial de Comércio Exterior e assuntos internacionais. (Canal Rural)

Preços/UE 

O último Boletim do Observatório Lácteo da UE, de 15 de fevereiro destacou os seguintes dados:
- Os preços médios da manteiga, leite em pó desnatado (SMP), leite em pó integral (WMP) e queijo cheddar ficaram relativamente estáveis em comparação com a semana anterior, enquanto caíram os preços dos queijos Edam (-1,1%); Gouda (-2,0%); Emmental (-5,8%), e soro de leite em pó (-3,7%).
- O preço do leite no mercado spot da Holanda caiu 2,9% (33,0 c/kg), [R$ 1,30/litro}.
- As exportações de leite da União Europeia (UE) em 2018, em equivalente leite, ficaram 2% abaixo do volume de 2017.
- As exportações de SMP da UE aumentaram 7% em 2018; diminuindo, no entanto, as vendas de manteiga (-7%), e WMP (-15%), enquanto as remessas de queijo ficaram estáveis.
- Aumento significativo das exportações de SMP da UE para a China (+29%), Egito (+23%), Malásia (+48%), e Cingapura (+39%), em 2018.
- As exportações de manteiga da UE aumentaram para Cingapura (+18%); Japão (+51%) e Marrocos (+27%).
- Em 2018 os Estados Unidos foi o principal destino das exportações de queijos da UE, seguido pelo Japão e Canadá, com aumento de 31% nos volumes em comparação com o ano anterior.
- A UE foi o principal exportador mundial de queijo e SMP em 2018. Os Estados Unidos vieram em segundo lugar na exportação de SMP, aumento 22% no volume embarcado.
- A Nova Zelândia aumentou suas exportações de manteiga (+5%) e de SMP (+3%), e diminuiu as exportações de SMP (-10%) e queijo (-6%), em 2018.
- A China aumentou as importações de lácteos em 2018, exceto do queijo cheddar (ficou estável). (Agrodigital – Tradução livre: www.terraviva.com.br)

Leite/Oceania

As temperaturas em algumas regiões da Austrália superam 100º F, [37,78ºC]. As temperaturas extremas verificadas duas semanas atrás estão menos intensas. As atuais temperaturas elevadas tendem a permanecer no Leste da Austrália.

Victoria e Tasmânia foram beneficiadas pelas chuvas. Perto de Canberra o vendo trouxe tempestade de poeira resultando e alerta vermelho para a saúde e falta de energia. A nova temporada de feno está sendo realizada na maioria das regiões da Austrália, embora o Norte do país esteja com o volume limitado para a nova estação. Os subsídios governamentais relacionados à seca continuam facilitando o transporte de forragens, água e gado. O verão ameno continua beneficiando o setor lácteo na Nova Zelândia. As temperaturas dificilmente ultrapassam os 80º F [27,7ºC]. Na Ilha Norte e algumas áreas da Ilha Sul foram beneficiadas com boas chuvas. O resto da Ilha Sul recebeu chuvas intensas, deixando vários centímetros de água.

Existe certa ansiedade da indústria de laticínios em relação às mudanças que podem vir a ocorrer na produção da Nova Zelândia com a nova Lei de Carbono Zero, que pode ser implantado ainda este ano, se for transformado em lei. Toda a indústria da Nova Zelândia está na expectativa dos resultados dos padrões que serão necessários para a redução da emissão de carbono na ordenha de vacas. Alguns observadores estão prevendo uma grande reviravolta das práticas atuais. A incerteza óbvia é o quanto impactará no volume no custo da produção. (Usda – Tradução Livre: Terra Viva

 
Preços/NZ
O setor lácteo global aguardava com expectativa o leilão da Fonterra. As últimas subidas ocorreram diante da firme demanda dos países asiáticos, disse um analista neozelandês. O último evento da Fonterra, dia 6 de fevereiro, encerrou com alta de 6,7%, constituindo-se na quinta elevação consecutivo e a maior em dois anos. Nathan Penny, economista da carteira agrícola do banco ASB, um dos principais bancos da Nova Zelândia, considerou que o mercado está avaliando o possível efeito da seca na produção de leite em pó integral pela Nova Zelândia, que é o maior exportador mundial. Esse fato teria impactado nos preços. “Sem dúvida, existe alguma possibilidade de que estes aumentos de preços sejam temporários”, advertiu e acrescentou que a produção da Nova Zelândia está sólida, registrando crescimento de 5% em relação à temporada passada.  O analista da Bolsa de Mercados Futuros da Nova Zelândia (NZX) Robert Gibson disse que o volume ofertado de leite em pó integral foi reduzido, apesar de estar 19% acima dos níveis do ano anterior. O analista avalia que a demanda firme dos países asiáticos ajudou a sustentar a elevação dos preços. (TodoElCampo – Tradução livre: www.terraviva.com.br)

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