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19/12/2018

Porto Alegre, 19 de dezembro de 2018                                              Ano 12 - N° 2.883

Sindilat pede ao futuro governo equidade na competitividade com o Mercosul

O Sindicato das Indústrias de Leite do Rio Grande do Sul (Sindilat) pediu à nova ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e aos futuros secretários da Receita Federal, Marcos Cintra, e de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais, Marcos Troyjo, equidade nas condições competitivas dos lácteos brasileiros com os importados do Mercosul. A solicitação contempla negociação de cotas para entrada dos produtos no Brasil, isonomia tributária em todos os elos da cadeia láctea, o fim da guerra fiscal entre estados e auxílio para retirada do excesso de leite em pó do mercado nacional. 

A reunião ocorreu em Brasília nesta terça-feira, na sede do Governo de Transição, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). "Pedimos que houvesse uma compra governamental para aliviar a pressão no mercado interno, pois, nos últimos dois meses, entrou no país o dobro da quantidade de leite do que no mesmo período do ano passado. O setor está trabalhando no prejuízo devido à pressão interna sobre o preço", argumentou Guerra. A mesa foi coordenada pelo senador eleito Luís Carlos Heinze e contou com a presença do deputado federal Jerônimo Goergen, além de representantes dos setores de arroz, alho, maçã, trigo, uva e vinho dos três estados do Sul do Brasil.

Segundo Guerra, a ministra garantiu que está em tratativas para que o governo absorva parte do excedente de leite em pó do mercado nacional. De acordo com ele, o governo demonstrou estar aberto ao diálogo e a ouvir os setores. "Ela falou que nós, enquanto país, temos que ter voz ativa pela importância e pelo tamanho que temos no Mercosul, e não negligenciar. Disse também que tem reunião agendada na Argentina, em janeiro, para tratar das disparidades do Mercosul", comentou. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 

Conseleite PR

A diretoria do Conseleite-Paraná reunida no dia 18 de Dezembro de 2018 na sede da FAEP na cidade de Curitiba, atendendo os dispositivos disciplinados no Capítulo II do Título II do seu Regulamento, aprova e divulga os valores de referência para a matéria-prima leite realizados em Novembro de 2018 e a projeção dos valores de referência para o mês de Dezembro de 2018, calculados por metodologia definida pelo Conseleite-Paraná, a partir dos preços médios e do mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes. (Faep)

Conseleite SC

A diretoria do Conseleite Santa Catarina reunida no dia 13 de Dezembro de 2018 na cidade de Joaçaba, atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I, prova e divulga os preços de referência da matéria-prima leite, realizado no mês de Novembro de 2018 e a projeção dos preços de referência para o mês de Dezembro de 2018. Os valores divulgados compreendem os preços de referência para o leite padrão, bem como o maior e menor valor de referência, de acordo com os parâmetros de ágio e deságio em relação ao Leite Padrão, calculados segundo metodologia definida pelo Conseleite-Santa Catarina. (Faesc)

 
Estoques e diversificação do consumo de queijos desafiam laticínios dos EUA

Os estoques excedentes de queijo continuam a se acumular em níveis sem precedentes nos Estados Unidos, levando produtores a temer que a montanha siga crescendo e force um número maior de laticínios a fechar suas portas. Cerca de 1,8 milhão de toneladas de queijos como o cheddar, entre outros, estão estocados em armazéns refrigerados no país, o maior volume desde que os registros começaram a ser feitos, há um século. Um dos motivos para esse excesso foi o aumento da produção dos fabricantes de queijo antes de as tensões no comércio exterior terem restringido as exportações. Mas a mudança no gosto dos consumidores domésticos também afetou o cenário para os fabricantes de queijos. Muitos estão precisando pagar para armazenar esse excedente de queijo, na esperança de que demanda e preços melhorarem. "Há uma tonelada inteira de produtos antigos parados", disse Nate Donnay, diretor do boletim "Dairy  Market Insight" na INTL FCStone Financial. O queijo, cuja vida nas prateleiras é limitada, passa a valer menos depois de ficar semanas em armazéns refrigerados. Os produtores temem que o excesso e a decorrente queda nos preços possam reduzir seus lucros. O preço no mercado à vista para barras de 18,4 quilos de cheddar, por exemplo, caiu cerca de 25% em 2018 em relação a 2014. As exportações de queijo foram impactadas depois que o México e a China, grandes importadores, instituíram tarifas retaliatórias contra o queijo e o soro de leite dos EUA. Em setembro, as remessas de queijo para o México caíram 10% na comparação anual, segundo o Conselho de Exportação de Laticínios americano. Para a China, a queda foi de 63%. 

Nos EUA, os americanos nunca consumiram tanto queijo quanto em 2017. Mas eles vêm trocando queijos americanos processados por variedades estrangeiras. O consumo per capita de muçarela já é maior que o de cheddar desde 2010. O consumo per capita de queijo processado caiu pela metade desde 2006. As vendas de pizzas ajudaram a impulsionar a muçarela à liderança do mercado de queijos dos EUA, dizem analistas. O varejo também abastece cada vez mais as prateleiras com queijos importados e menos variedades típicas, à medida que os americanos se afastam dos alimentos processados e se aproximam dos produtos mais diferenciados. Mas essa busca por queijos diferentes dos usuais nos EUA representa um desafio para os grandes produtores. A irlandesa Glambia , uma das maiores produtoras de cheddar do mundo, aparentemente está confiante. Está construindo uma fábrica de US$ 470 milhões em Michigan e vai expandir sua unidade no Novo México. "Embora os mercados de queijo possam ser inerentemente cíclicos, as tendências de longo prazo apontam para uma ascensão no consumo global de laticínios", afirmou um porta-voz da companhia. Mas algumas fabricantes de queijo estão ajustando suas operações para produzir novas variedades populares. Um exemplo é a Sargent Foods, de Wisconsin, que adicionou à sua linha de queijos fatiados os tipos gouda e havarti. A Schuman Cheese, de Nova Jersey, passou a produzir parmesão, entre outras "novidades". Elas vão enfrentar a concorrência de produtores externos em busca de maior participação do mercado americano. A Royal FrieslandCampina, da Holanda, comprou neste mês a importadora Jana Foods, de Nova Jersey, por um valor não revelado. A maior fabricante mundial de gouda e de outros tipos de queijo holandeses pretende dobrar sua receita nos EUA em três anos. Varejistas americanos também vêm modificando suas linhas e passando a oferecer mais produtos especiais e importados, mais caros do que as fatias de cheddar. A rede Kroger, por exemplo, expandiu sua seleção de queijos desde que comprou em 2017 a Murray's Cheese, de Nova York. 

O executivo-chefe da empresa, Rodney McMullen, disse que desde então ele próprio e sua esposa começaram a comprar outros tipos de queijo. "Não conhecíamos outros melhores". As empresas cujo sucesso se baseou em queijos processados como o cheddar ainda apostam nesses tipos, confiando no crescimento das exportações. Os números dos embarques de outubro mostraram melhora, inclusive para o México, um dos maiores importadores. A oferta no curto prazo, contudo, vem derrubando o preço do leite e do queijo. Isso também vem prejudicando os fazendeiros que abastecem os fabricantes. Os preços do leite caíram aproximadamente 40% em comparação ao pico de 2014, quando muitos pecuaristas aumentaram seus rebanhos leiteiros. Agora, diante do declínio dos preços, muitas fazendas vêm fechando as portas. Neste ano, só em Wisconsins mais de 600 estabelecimentos deixaram de operar. Stan Ryan, executivo-chefe da Darigold, de Seattle, controlada pela cooperativa Northwest Dairy Association, disse que a queda dos preços vem derrubando os lucros dos cerca de 450 fazendeiros associados. "Está muito difícil para os produtores de laticínios permanecerem no jogo", disse Ryan, acrescentando que mais de 25 de seus fazendeiros fecharam as portas nos últimos 12 meses. (Tradução de Sabino Ahumada) (Valor Econômico)

NOVA ESTRUTURA DO MINISTÉRIO
Fernando Schwanke, engenheiro florestal e ex-prefeito de Rio Pardo, foi confirmado ontem no comando da nova Secretaria da Agricultura Familiar e Cooperativismo, apresentada junto com toda a estrutura do futuro Ministério da Agricultura. Entre outras atribuições, a secretaria terá de buscar alternativas de negócios, qualificação na assistência técnica e extensão rural e fortalecimento do cooperativismo. Para absorver funções de unidades que estavam abrigadas em outras estruturas, a pasta que será comandada por Tereza Cristina contará com mais duas novas secretarias, além da agricultura familiar: Especial de Assuntos Fundiários, que será comandada pelo ruralista Luiz Antônio Nabhan Garcia, e de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação, ainda sem titular definido. (Zero Hora)

 

 

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