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22/11/2019

 

 

Porto Alegre, 22 de novembro de 2018                                              Ano 12 - N° 2.864

7º Fórum Itinerante do Leite: controle do estresse térmico aumenta rentabilidade das propriedades

Evitar o estresse térmico dos animais durante essa época do ano é essencial para manter a rentabilidade e evitar prejuízos nas propriedades. Informar os produtores sobre as condições adequadas nas quais as vacas devem ser mantidas para que não venham a sofrer com esse desconforto, foi um dos objetivos do Sindicato da Indústria de Laticínios (Sindilat) nesta quinta-feira (22/11) durante o 7º Fórum Itinerante do Leite, realizado no Ginásio da Sociedade Esportiva e Recreativa (SER) Gaúcho, em Teutônia (RS). O evento, que reuniu cerca de 600 pessoas, ocorreu paralelamente à 12° edição do Fórum Tecnológico do Leite, organizado pelo Colégio Teutônia, em Teutônia.

O estresse térmico impacta a produção e a reprodução das vacas leiteiras devido à redução na ingestão de matéria seca. De acordo com a médica veterinária e pesquisadora da Embrapa, Lígia Pegoraro, que palestrou sobre impactos do estresse térmico na reprodução dos animais, é de extrema importância que o produtor busque se precaver quanto ao desconforto e insira em sua propriedade ações que viabilizem o bem-estar do rebanho. "Nossa preocupação é fazer com que as vacas tenham as melhores condições possíveis para manifestar todo seu potencial fisiológico tanto na reprodução quando na produção de leite", afirma. De acordo com ela, o trabalhador rural deve minimizar os efeitos do calor com sombra natural - no caso de animais a pasto - e com ventilação - no caso de exemplares em confinamento.

De acordo com o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, é de extrema importância que os produtores busquem, cada dia mais, a eficiência de suas propriedades afim de incentivar a competitividade e ampliar as exportações de leite. "É essencial que os produtores trabalhem o conforto térmico dentro de suas propriedades, além de inserir outras medidas efetivas que garantam a melhor qualidade de seu leite e retorno econômico mais efetivo", diz. Neste sentido, de acordo com Guerra, é essencial que debates - como os realizados no Fórum Itinerante do Leite, que informam sobre ações para o melhoramento da rentabilidade e eficiência-, sejam realizados. Guerra ainda ressaltou que os produtores devem fazer a gestão de sua produção de forma profissional controlando suas despesas e aplicando as técnicas repassadas no evento com relação à qualidade do leite.

Na ocasião, ainda foram apresentadas aos produtores os principais fatores que impactam na qualidade da produção leiteira, a metodologia utilizada para calcular o preço referente do leite, além de formas de gerenciamento das propriedades. Para o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, o evento cumpre a missão de levar aos trabalhadores rurais informações de ponta para que possam aplicar em suas atividades diárias. "Os debates que realizamos durante o Fórum visam levar aos produtores qualificação para profissionalizar seus sistemas de produção e conseqüentemente aumentar sua renda", diz. O evento também reuniu produtores durante a tarde em quatro oficinas técnicas: Eficiência Energética e Energia Alternativa Aplicada na Propriedade; Balanceamento de Dietas para Vacas Leiteiras em Lactação; Reprodução e Controle de Doenças Reprodutivas e Panorama da Tuberculose e Brucelose no Vale do Taquari. O 7ª Fórum Itinerante do Leite foi realizado pelo Sindilat, Secretaria da Agricultura, Ministério da Agricultura, Emater, Fundesa, Fetag, Farsul e Colégio Teutônia com patrocínio do BRDE.

Tecnologia no campo
Buscando efetivar o trabalho de gestão das propriedades, um pequeno grupo de trabalhadores rurais do município de Fagundes Varela (RS) inseriu a tecnologia em seu dia a dia através de um aplicativo desenvolvido junto a Emater. O GT Leite, que foi apresentado durante o Fórum Itinerante do Leite, surgiu ha cerca de um ano a partir da assistência técnica dada por Leandro Ebert, extensionista rural da Emater, às famílias da região. Percebendo que as visitas diárias nas fazendas não eram suficientes para manter os produtores informados, Ebert criou o aplicativo onde, ao fim do mês, os produtores inserem as informações de suas notas fiscais e, posteriormente, recebem um relatório de suas atividades com apontamentos indicando onde devem mudar. "Vimos que os produtores tem dificuldade de criar o hábito da anotação de gastos e da elaboração de planilhas e isso afetava na lucratividade dentro das propriedades", diz Ebert.

A produtora Ivania Binda, de Fagundes Varela, aprendeu a utilizar o notebook e o celular para inserir o aplicativo de gestão nas suas atividades. "Viver o agora e não o passado", comenta ela. Desde que o mesmo foi implantado, as perdas dentro da propriedade diminuíram e houve ganhos na qualidade de leite e na produtividade. "A primeira vez que ele fez as contas nós nos apavoramos com o que gastamos", afirma. Para Ivania é necessário que os trabalhadores rurais estejam em constante evolução uma vez que o desenvolvimento da tecnologia não para. "Vale à pena investir", ressalta.(Assessoria de Imprensa Sindilat) 

Texto e fotos: Leticia Szczesny

FecoAgro-RS reúne-se com governador eleito 

O governador eleito do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB) esteve ontem na Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro-RS). Ele participou, juntamente com o vice-governador eleito, Ranolfo Vieira Júnior (PTB), e o deputado estadual Erna¬ni Polo (Progressistas) da reunião do Conselho de Administração da entidade, onde conversou com os dirigentes das cooperativas. Na ocasião, o presidente da FecoAgro-RS, Paulo Pires, apresentou a estrutura da rede de cooperativas agropecuárias gaúchas ligadas à entidade, que representaram faturamento de R$ 20,8 bilhões em 2017 e que são responsáveis pelo recebimento de 52% da safra de soja do Rio Grande do Sul, além de 67% do trigo e 45% do leite produzido no Estado. 

Entre os temas discutidos na reunião com Leite, estiveram em pauta a desburocratização do Estado para investimentos do setor. "A questão principal é vencer a desconfiança do empreendedor. As cooperativas gaúchas hoje estão em outro patamar e somos parceiros para construir uma nova agenda de desenvolvimento", destacou o presidente da FecoAgro-RS. 
O governador eleito afirmou que as estruturas do Estado devem atender à institucionalização das boas práticas de gestão, independentemente de nomes. Leite ressaltou ainda que o governo deve dar celeridade aos empreendimentos. "A grande agenda que me moveu foi a da competitividade. Precisamos agilidade e redução de custos para quem produz. Precisamos dar espaço para quem quer empreender", observou. Pires reafirmou que três culturas estratégicas são necessárias com o apoio de políticas públicas para alavancar os resultados dos produtores: trigo, milho e arroz. "A agricultura precisa ter sua força nesta caminhada e estas culturas necessitam de políticas públicas fortes", salientou Pires. Sobre a manutenção da estrutura da Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR), Leite disse que ainda está avaliando as posições e considerações. (Jornal do Comércio) 

Importação dispara e deixa o setor em alerta

A importação de lácteos disparou em outubro. No país, ingressou um volume de 154 milhões de litros, referente principalmente a leite em pó e queijo. O crescimento foi de 114,2% em relação ao mesmo período do ano passado e de 64,8% ante setembro. Ainda que no acumulado do ano o índice esteja em queda de 14,4%, a alta acende o alerta na cadeia leiteira do Rio Grande do Sul. Com maior oferta de produtos no país, a tendência é aumentar a pressão sobre os preços e sobrecarregar o mercado, já que o consumo de lácteos, que vem enfraquecido em função da crise, tradicionalmente desaquece ainda mais no verão. A principal explicação para o aumento da importação é a baixa competitividade das cotações internas. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/ Esalq/USP), o preço médio do leite em pó importado em outubro da Argentina, que liderou as vendas ao Brasil, foi de 2,82 dólares por quilo, enquanto que, no Brasil, o valor médio ficou em 4,67 dólares. Praticando preços mais altos, o Brasil exportou 27,8% menos lácteos em outubro na comparação com igual período de 2017. 

O presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, diz que, nos últimos meses, o valor pago aos produtores pelo litro de leite ficou acima dos preços internacionais, tendo que ser repassado ao consumidor. Segundo o Conseleite, o preço de referência está 14,39% maior no acumulado do ano em relação ao mesmo período de 2017. Em julho, chegou ao pico de R$ 1,29 por litro, no ano. Depois disso, a cotação começou a recuar. Para novembro, estima-se o preço de referência em R$ 1,0920. Para Guerra, a reacomodação da cotação indica que os lácteos gaúchos poderão voltar a um patamar de competitividade e travar o interesse pelos produtos do Mercosul. Além dos produtos estrangeiros, o Rio Grande do Sul enfrenta neste momento concorrência da produção leiteira de Minas Gerais e Goiás que amplia a participação no abastecimento da Região Sudeste. "É preocupante, porque 60% da produção gaúcha tem que ser vendida para outros Estados", diz Guerra. Nos queijos, a importação também ampliou 18% na comparação entre outubro deste ano e de 2017. Mas o presidente da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), Antônio Cesa Longo, diz que o varejo gaúcho não aumentou suas compras do Mercosul, que, segundo ele, são irrisórias. (Correio do Povo) 

 

Reino Unido: pesquisa revela que 7% do leite é desperdiçado devido a TºC das geladeiras

Uma nova pesquisa apontou que 7% da quantidade total de leite produzido no Reino Unido é perdida a cada ano, em parte devido a temperatura das geladeiras dos consumidores ser muito alta. O Waste & Resources Action Program (WRAP) disse que 330.000 toneladas de leite são perdidas no Reino Unido a cada ano, o que corresponde a mais de £ 150 milhões (US$ 193,9 milhões). O desperdício de leite em casa é, de longe, o maior contribuinte, sendo responsável por quase 90% das perdas de leite do estado. A pesquisa do WRAP aponta que, mais do que qualquer outra coisa, manter o leite na temperatura certa é essencial para evitar que estrague cedo, e o típico refrigerador do Reino Unido em casa está operando a 2°C mais quente do que a recomendação da Food Standards Agency, entre 0°C e 5°C.

A instituição de caridade estima que a redução da temperatura das geladeiras do Reino Unido para menos de 5°C pode evitar mais de 50.000 toneladas de desperdícios de leite a cada ano, economizando 25 milhões de libras (US$ 32,31 milhões) para os compradores. Através de um novo guia interativo, a instituição tem como objetivo abordar a confusão que os consumidores têm com a variedade de configurações de geladeira. O recurso ajuda a verificar se a configuração de temperatura está correta para 24 das geladeiras mais populares do país. Outra maneira sugerida para lidar com a confusão em torno das temperaturas da geladeira foi o uso de rótulos sensíveis à temperatura no leite, o que poderia exibir mensagens indicando se a geladeira está muito quente, disse a organização. A instituição também disse que está colaborando com a indústria de laticínios para abordar como o aumento do frio poderia ajudar a reduzir o desperdício de leite em casa.

Em um comunicado, a instituição de caridade disse que apenas um quarto da população (26%) congela leite comparado com metade que congela carne (51%), com o número que congela peixe e frutos do mar (37%) e pão (35%). "O WRAP estima que o aumento dos níveis de congelamento do leite para corresponder aos do peixe e do pão pode reduzir mais de 10 mil toneladas de desperdícios, economizando £ 5 milhões (US$ 6,46 milhões)", explicou.

"No entanto, há uma série de problemas de qualidade e manuseio associados ao congelamento que também foram relatados, como o potencial de quebra ou vazamento de garrafas. O setor de laticíniosestá trabalhando para garantir que fique claro quais produtos lácteos podem ser congelados e que mais embalagens possam resistir ao congelamento." O WRAP salientou que a indústria de laticínios continua tomando medidas positivas para aumentar a vida útil do leite, incluindo o processamento de inovações, as melhores práticas de higiene no local e a redução do tempo na cadeia de abastecimento. (As informações são do portal FoodBev, traduzidas e adaptadas pela Equipe MilkPoint) 
 
 
Vídeos mostram o impacto dos lácteos no emprego, renda e PIB de 10 estados norte-americanos
Got Jobs/EUA - A indústria de laticínios dos Estados Unidos (EUA) responde por cerca de 3 milhões de empregos e tem um impacto econômico de mais de US$ 628 bilhões. O projeto GotDairyJobs divulgou vídeos mostrando o impacto do setor em 10 estados norte-americanos. Se for levado em consideração o "efeito cascata" da indústria de laticínios em atividades associadas como varejo, e outros segmentos industriais, os números são reveladores. Com o slogan: "Lácteos criam empregos, as exportações criam mais", o setor lácteo é incentivado a abrir fronteiras. Ajuda a alimentar o mundo com queijos, manteiga, leite em pó, e proteína de soro de leite. Assista os vídeos (Usdec - Tradução livre: www.terraviva.com.br)

 

 

 

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